Atuação do enfermeiro no tratamento de úlceras de pressão ... ?· esta pressão é maior que a atmosférica).…

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<p>140</p> <p> Atuao do enfermeiro no tratamento de lceras de presso atravs da </p> <p>oxigenoterapia hiperbrica</p> <p> Carolina Vasconcelos de Almeida Neves</p> <p> Hellayne Priscilla C. Sales Santos</p> <p>Introduo: pacientes confinados no leito por longos perodos tornam-se susceptveis a aquisio de </p> <p>lceras de presso. As lceras de presso so reas localizadas de tecido mole infartado que acontecem </p> <p>quando a presso aplicada pele com o passar do tempo superior presso de fechamento capilar </p> <p>normal. O tratamento atravs da Oxigenoterapia Hiperbrica (HBO) possibilitaria a exposio do </p> <p>paciente numa respirao de oxignio a 100% puro em uma temperatura ambiente sob presso (onde </p> <p>esta presso maior que a atmosfrica). Baseado no seu efeito como teraputica coadjuvante no </p> <p>tratamento das feridas de difcil cicatrizao, notavelmente naquelas que se apresentam cronicamente </p> <p>hipxicas. O mecanismo de ao da oxigenoterapia hiperbrica o resultado de uma combinao de </p> <p>fatores. Leuccitos em hipxia apresentam dificuldade na fagocitose de bactrias e esta funo se </p> <p>restaura com a elevao da tenso de oxignio. Alm disso, a sntese de colgeno pelos fibroblastos </p> <p>aumenta com a maior disponibilidade de oxignio. A oxigenao tecidual obtida pela oxigenoterapia </p> <p>hiperbrica restaura a angiognese capilar, aumentando a proliferao tecidual e a formao de tecido de </p> <p>granulao. Em pacientes tratados com oxigenoterapia hiperbrica ocorre aumento na presso parcial de </p> <p>oxignio no sangue arterial com concomitante elevao do gradiente de oxignio entre os capilares e os </p> <p>tecidos, aumentando a oxigenao celular e quebrando o ciclo vicioso da isquemia . Existe </p> <p>vasoconstrio e conseqente reduo de edemas e de presses compartimentais durante o tratamento </p> <p>com oxigenoterapia hiperbrica</p> <p>Carolina Vasconcelos de A. Neves</p> <p>Graduanda em Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco</p> <p>Carolina_van19@yahoo.com.br</p> <p>Hellayne Priscilla C. Sales Santos </p> <p>Graduanda em Enfermagem da Faculdade Mauricio de Nassau </p> <p>hellayne.v@hotmail.com</p> <p>141</p> <p>Objetivos: atuao da Enfermagem no esclarecimento e expanso do tratamento da oxigenoterapia </p> <p>hiperbrica (HBO) em pacientes acometidos por lceras de presso.</p> <p>Metodologia: atravs da anlise de artigos cientficos (SCIELO, COMUT, LILACS, MEDLINE E </p> <p>PUBMED), acadmicas de Enfermagem da Maurcio de Nassau e da UFPE puderam constatar que, </p> <p>devido aos altos ndices de pacientes com lceras de presso, seria necessria a implantao de um </p> <p>tratamento alternativo. Surge assim a possibilidade da oxigenoterapia como soluo no tratamento de</p> <p>leses refratrias.</p> <p>Resultados: A oxigenoterapia hiperbrica exerce seusefeitos teraputicos atravs da alta concentrao </p> <p>de oxignio dissolvido nos lquidos teciduais. So quatro</p> <p>os principais efeitos da OHB: Proliferao de fibroblastos a OHB, atravs do aumento de oxignio </p> <p>dissolvido nos lquidos teciduais, permite a chegada de concentraes</p> <p>adequadas de oxignio em tecidos pouco vascularizados favorecendo a cicatrizao de feridas </p> <p>problemticas. Neovascularizao : durante as sesses de OHB, os tecidos recebem maior quantidade de </p> <p>oxignio que o normal. Imediatamente aps a sesso,</p> <p>os tecidos corporais so submetidos a uma hipxia relativa (volta concentrao normal de oxignio), </p> <p>efeito este responsvel pela estimulao da neovascularizao. Atividade osteoclstica e osteoblstica </p> <p>a OHB, atravs do aumento de oxignio dissolvido nos</p> <p>lquidos teciduais, permite a chegada de concentraes adequadas de oxignio nos ossos, permitindo as </p> <p>atividades osteoclsticas e osteoblsticas, sendo indicado, desta forma, no tratamento adjuvante da </p> <p>osteomielite crnica. Ao antimicrobiana a tenso de oxignio desempenha um papel crtico no </p> <p>desenvolvimento de infeces. Vrias condies patolgicas, como leses ou infeces podem diminuir </p> <p>notavelmente a tenso</p> <p>de oxignio no stio afetado, onde o fludo de leses experimentais frequentemente apresenta valores </p> <p>inferiores a 10mmHg. Em infeces sseas experimentais verifica-se redues de 50% das tenses </p> <p>normais. Portanto, condies de considervel</p> <p>hipxia ou mesmo anaerobiose so verificadas em com o tratamento, realizado pela Enfermagem,</p> <p>pacientes submetidos ao tratamento da HBO restauraria a proliferao do epitlio, formao do tecido de </p> <p>granulao, estimulao de fibroblastos, aumento da produo de colgeno, angiognese capilar e </p> <p>alterao da dinmica do tecido lesado auxiliando a cicatrizao tecidual.</p> <p>Discusso: observou-se um nmero representativo de hospitais, desprovidos de orientao, acerca do </p> <p>tratamento de lceras de presso atravs das cmaras hiperbricas. Os resultados citados acima indicam </p> <p>142</p> <p>a necessidade da expanso do tratamento da HBO, comprovado que os resultados so satisfatrios </p> <p>cura. </p> <p>Concluso: o presente trabalho possibilitou ao estudante universitrio juntamente anlise de artigos </p> <p>cientficos adquirirem melhor compreenso e discusso dos aspectos relevantes deficincia do </p> <p>tratamento com oxigenoterapia hiperbrica nos hospitais. O tratamento pela OHB tem disponibilidade </p> <p>ainda muito restrita no pas; entretanto, a amplitude de suas indicaes aponta sua importncia para a </p> <p>Sade. Assim sendo, a Oxigenoterapia Hiperbrica vem se consagrando como um mtodo adjuvante e </p> <p>eficaz no auxlio cicatrizaes de feridas, combate a infeces severas, na proliferao de tecidos; na </p> <p>neovascularizao.Com enfermeiros mais atuantes e informados nessa rea, pacientes teriam menos </p> <p>leses refratrias, alm disso, hospitais forneceriam o aporte ao tratamento mais especializado. </p> <p>Palavras-chaves: oxigenoterapia hiperbrica (HBO); lceras de presso; tratamento.</p> <p>Referencias Bibliogrficas:</p> <p>Iazzetti PE. Oxigenoterapia Hiperbrica em FeridasCrnicas ou de Alto Risco: Reestabelecimento e</p> <p>Potencializao da Regenerao em Leses Refratrias</p> <p>Especficas. In: Jorge AS, Dantas, SRPE. Acesso em: 08 de abril de 2009</p> <p>Abordagem Multiprofissional do tratamento de Feridas. So Paulo (SP):</p> <p>Atheneu; 2003. Acesso: 30 de maro de 2009</p> <p>Caixeta MAF. Manual de Oxigenoterapia Hiperbrica. Rio de Janeiro (RJ): Marinha do Brasil; 2003.</p> <p>Acesso: 14 de abril de 2009</p> <p>Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbrica. Diretrizes de Segurana e Qualidade. In: Frum de </p> <p>Segurana e Qualidade em Medicina Hiperbrica. So Paulo, outubro de</p> <p>2003. So Paulo (SP): Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbrica - SBMH; 2003. Acesso: 05 de </p> <p>junho de 2009</p> <p>143</p> <p>Candido L.C., Pellissari M.B.P., Leite M.S., Vinhaes E.G., Iazzetti P.ECandido L.C., Iazzetti P.E. et al: </p> <p>Tratamento das feridas ps-sndrome de Fournier, Rev.Esc.Enf.USP, 33(Esp):211-213, 1999. Acesso: </p> <p>20 de maio de 2009</p> <p>Candido L.C.: lcera de Presso Refratria - Tratamento Tpico e Cirrgico. In: Abstract Compact Disc</p> <p>do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e</p> <p>I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, So Paulo (SP), 2001. Acesso: 14 de fevereiro </p> <p>de 2009</p> <p>PICHON-RIVIERE, A., et al. Oxigenoterapia hiperbrica: Utilidad Diagnstica e Indicaciones. Instituto </p> <p>de Efectividad Clnica y Sanitaria. Buenos Aires. 2006. (N 94). Disponvel em: </p> <p>http://www.iecs.org.ar/iecs-visor-</p> <p>publicacion.php?cod_publicacion=389&amp;origen_publicacion=publicaciones. Acesso em: 20 de maro de </p> <p>2009</p> <p>POZZAN, R., et al. Amputao de membros inferiores em diferentes capitais brasileiras no perodo de </p> <p>1997 a 2001. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Sade do Rio de Janeiro e Universidade do Estado </p> <p>do Rio de Janeiro. 2005. Disponvel em: http://www.saude.rio.rj.gov.br/media/AmputacoesCapitais.ppt. </p> <p>Acesso em: 17 de dezembro de 2008.</p>