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Atravs da Intelec Holding

savana 09.03.07Atravs da Intelec Holding

Guebuza entra na Vodacom

Por Francisco Carmona

A Intelec Holding, uma empresa de que o Presidente da Repblica, Armando Guebuza,

accionista, acaba de subscrever e realizar cinco porcento das aces da Vodacom Moambique,

tornando-se assim num dos mais importantes accionistas desta segunda operadora de telefonia

mvel.

O anncio oficial da operao foi feito esta quarta-feira, coincidentemente no mesmo dia em que

Antnio Fernando, ministro da Indstria e Comrcio, atribua empresa a patente made in Mozambique.

At ento, a Vodacom Moambique, registada como VM, SARL, tinha como accionistas a Vodacom

Internacional (maioritrio), a EMOTEL-Empresa Moambicana de Telecomunicaes e um grupo de

cidados nacionais.

Do grupo de cidados nacionais scios da Vodacom Moambique pontificam os nomes do

empresrio, poltico e advogado Hermenegildo Gamito, Bruno Morgado, Lucas Chachine, Antnio Mal

e Apolinrio Pateguana. Estes dois ltimos so parceiros em muitos negcios com Nyimpine Chissano,

primognito de Joaquim Chissano, ento Presidente da Repblica.

A EMOTEL detida pela SPI, o brao econmico da FRELIMO, Sociedade de Participaes

Financeiras (SPF), Empreendimentos e Participaes Socias (EPS), Tri Management Company, Lda

(TMC) e a Sociedade de Gesto e Pontrolo de Participaes Sociais (GCP).

A GCP tem como um dos destacados scios Hermenegildo Gamito e detm participaes no BDC,

banco que est agora na esfera do First National Bank da frica do Sul.

Ao que apurmos, a Intelec Holding j realizou na totalidade os cinco porcento adquiridos na VM, que

podero evoluir para 10 porcento nos prximos cinco anos. Para realizar os cinco porcento, a Intelec

Holding contraiu um emprstimo no exterior, cujo valor no foi revelado.

Sabe-se ainda que, nos prximos tempos, a Vodacom Internacional, maior accionista da VM, vai

colocar na bolsa entre 10 a 15 porcento do seu capital.

Apurmos ainda que a EMOTEL ainda no realizou na totalidade o seu capital. Segundo fontes

institucionais, a EMOTEL subscreveu 16 porcento das aces da VM, mas apenas realizou dois

porcento.

Realinhamento da Vodacom

Hermenegildo Gamito conservou o posto de Presidente de Conselho de Administrao (PCA) e

Salimo Abdula, um dos pontas de lana dos negcios de Guebuza e presidente da Confederao das

Associaes Econmicas (CTA) entra para o Conselho de Adminsitrao.

A Intelec Holdings tem como scios Armando Emlio Guebuza, Fernando Costa, a Electro-Sul e M.I

Empreendimentos e Participaes Financeiras, Lda, uma empresa familiar ligada ao jurista Abdul

Carimo. A escritura foi lavrada e assinada na Matola a 10 de Abril de 2003, com um capital social de 600

mil dlares.

Armando Guebuza, dono de um invejvel imprio empresarial, tido como acrrimo defensor e

precursor da burguesia nacional. Ironicamente, a empresa em competio com a operadora onde est

envolvida a nomenklatura a mcel, uma empresa com o capital detido a 100% pelo Estado.

A entrada da nova nomenklatura

Tradicionalmente, as multinacionais que se aventuram em investimentos ambiciosos em frica

procuram envolver a nomenklatura local nas suas firmas, como forma de proteger os seus negcios e

abrir portas.

Por exemplo, a Vodacom Internacional chegou a atirar a toalha ao cho na Nigria, potencialmente o

maior mercado de frica, por duas vezes, primeiro por no querer pagar o custo da enraizada corrupo

corporativa, e segundo pelo preo alegadamente proibitivo pedido pela Vmobile em Janeiro de 2005.

Quando a VODACOM chegou a Moambique, em 2003, a prtica de envolver a nomenklatura,

supostamente para evitar eventuais dissabores, no foi posta de lado.

A EMOTEL, com scios como Hermenegildo Gamito e figuras prximas da famlia do ento

Presidente da Repblica, Joaquim Chissano, foram convidados a participar na VODACOM. Para PCA

foi indicado Hermenegildo Gamito.

Contudo, com o realinhamento do poder verificado com a entrada em funes do novo Governo, em

Fevereiro de 2005, uma nova elite empresarial aproximou-se mais do poder, reduzindo

significativamente a influncia que figuras prximas de Joaquim Chissano tinham no passado.

Alis, a vinda de Alan Knott-Craig, director executivo da Vodacom Internacional, em Julho passado,

foi vista dentro desse quadro, uma tentativa de encontrar alternativas que garantam a proteco poltica

e expanso do seu negcio em Moambique. Aparentemente, a soluo passou pela reestruturao da

VM, que possibilitou a entrada da Interlec Holding de Armando Guebuza.

Durante essa curta visita, e no encontro que manteve com Guebuza, Knott-Craig ter ainda se

queixado de um alegado favoritismo que era dado pelo Estado ao seu concorrente, a mcel.

De entre o alegado favoritismo, constava a no subscrio do servio da VODACOM por parte das

instituies do Estado, naquilo que seria a parte de leo para as suas receitas.

A Vodacom Internacional detm uma carteira com mais de 14,4 milhes de clientes distribudos pela

frica do Sul, Moambique, Tanznia, Lesotho, e Repblica Democrtica de Congo.

Os accionistas da Vodacom Internaacional so a Telkom SA (50%), VenFin (15%) e o Grupo Vodafone (35%).

Maputo, Sbado, 31 de Maro de 2007:: Notcias

Moambique prejudicado pela crise zimbabweana

A ACTUAL crise que afecta o Zimbabwe est a prejudicar Moambique, sob o ponto de vista socioeconmico e de segurana fronteiria, considerou em Dar-es-Salaam o Presidente Armando Guebuza, momentos antes de deixar a capital tanzaniana, onde participou, quinta-feira, com os seus homlogos da regio, na cimeira de emergncia sobre aquele pas vizinho. Sem se referir a estatsticas, Guebuza disse que com as dificuldades por que o pas passa, os zimbabweanos no utilizam, por exemplo, os servios do Corredor da Beira, como sempre foi ou poderia ser neste momento, fazendo com que Moambique perca receitas importantes e postos de emprego.

Por outro lado, como recordaria Armando Guebuza, Moambique fornece energia ao Zimbabwe, mas, por causa das suas dificuldades econmicas, este pas no tem feito os pagamentos de forma regular.

Isso afecta-nos muito, o mesmo acontecendo em relao ao comrcio transfronteirio. A situao difcil no Zimbabwe no permite que haja um comrcio transfronteirio legal, encorajando muito a prtica de passagem de mercadorias ilegais ao longo da fronteira comum, sublinhou o Chefe do Estado.

Em relao cimeira, convocada de emergncia para tratar da situao poltica, social e econmica do Zimbabwe, o Presidente Guebuza acredita que se tenham alcanado bons resultados, na medida em que, no seu entender, indicaram-se linhas que permitem ver um futuro de maneira controlvel e com o mrito de isto poder acontecer como resultado de esforos internos da regio.

Os lderes da SADC decidiram indicar o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, para facilitar o dilogo entre o Governo do Presidente Robert Mugabe e o principal lder da oposio zimbabweana, Morgan Tsvangirai, e apelaram Gr-Bretanha para honrar os seus compromissos no mbito dos Acordos de Lancaster House, que previam o financiamento da reforma agrria no pas. Apelaram ainda ao fim das sanes selectivas impostas por Londres e Washington e para que se juntem aos esforos da regio no sentido de facilitar a retomada do processo democrtico no pas.

Guebuza disse que o mundo no se pode esquecer do aspecto histrico dos problemas do Zimbabwe, referindo que h responsabilidades (britnicas) que no foram plenamente cumpridas, reconhecendo, porm, o que chamou de dificuldades internas de comunicao entre as foras polticas como outro factor que contribuiu para os problemas do pas vizinho.

Por esta razo, encorajamos o dilogo aberto, pois s atravs deste se podem abrir linhas que possam permitir alcanar harmonia no quadro do processo democrtico, indicou.

Guebuza afirmou estar confiante de que o seu homlogo do Zimbabwe ir mesmo engajar-se no dilogo para o fim das diferenas que separam os zimbabweanos.

No seu papel, Thabo Mbeki ir trabalhar conjuntamente com a troika do rgo de Poltica, Defesa e Segurana da SADC, neste momento liderado pela Tanzania.

A cimeira incumbiu o Secretariado da SADC, liderado pelo moambicano Tomaz Salomo, de fazer um estudo na vertente econmica para ajudar o Zimbabwe a recuperar economicamente.

Os chefes de Estado discutiram ainda a situao poltica na RDCongo e no Lesotho, dois dos 14 pases da SADC.

LZARO MANHIA, em Dar-es-Salaam

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