atps - fundamento da gestao em educacao

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Fundamentos da Gestão em Educação, sob uma ótica interacionista.

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP CENTRO DE EDUCAO A DISTNCIACURSO DE PEDAGOGIA

FUNDAMENTOS DA GESTO EM EDUCAO

ADRIANA BUENO DE OLIVEIRA RA: 2321370938ELAINE DOS SANTOS BAUMSTARK DE CILLO RA: 2305302365MARIA VERA LUCIA DA CONCEIO RA: 3319529956RENATA BERENGUER RA: 2328425281ROSENI RAMOS DA SILVA RA: 2304311522

Atividade Prtica Supervisionada (ATPS) entregue como requisito para concluso da disciplina Educao Profissional e Educao em Ambientes no Escolares, sob orientao do professor-tutor a distncia Elizngela da Cruz Siqueira dos Santos

SUMRIO

Resumo..............................................................................2

Qualidade e Produtividade.................................................3

A importncia da Gesto para educao............................7

Gesto democrtica da Escola............................................7

A importncia do projeto poltico Pedaggico....................12

Consideraes Finais.........................................................15

Referncias Bibliogrficas.................................................17

Resumo

O carter mediador da administrao manifesta-se de forma peculiar na gesto educacional, porque a os fins a serem realizados relacionam-se emancipao cultural de sujeitos histricos, para os quais a apreenso do saber se apresenta como elemento decisivo na construo de sua cidadania. Por esse motivo, tanto o conceito de qualidade da educao quanto o de democratizao de sua gesto ganham novas configuraes. O primeiro tem a ver com uma concepo de produto educacional que transcende a mera exposio de contedos de conhecimento, para erigir-se em resultado de uma prtica social que atualiza cultural e historicamente o educando. O segundo, ultrapassando os limites da democracia poltica, articula-se com a noo de controle democrtico do Estado pela populao como condio necessria para a construo de uma verdadeira democracia social que, no mbito da unidade escolar, assume a participao da populao nas decises, no duplo sentido de direito dos usurios e de necessidade da escola para o bom desempenho de suas funes.

Qualidade e produtividadeSe tratando da importncia da gesto educacional para a Educao.Muito se tem falado, nos ltimos anos, sobre qualidade do ensino e produtividade da escola pblica. O discurso oficial, sustentado inclusive por argumentos de intelectuais que at pouco tempo atrs faziam srias crticas ao pssimo atendimento do estado em matria de ensino, assegura que j atingimos a quantidade, restando, agora, apenas buscar a qualidade, como se fosse possvel a primeira sem a ocorrncia da segunda. Quando se referem quantidade, ressaltam que no h carncia de escolas, visto j estar sendo atendida quase toda a populao em idade escolar.Mesmo deixando de lado o fato relevante de que, no limiar do Sculo XXI, esse quase deixa, a cada ano, sem qualquer tipo de contacto com o ensino escolarizado, milhes de crianas, filhas de cidados (?) brasileiros completamente margem dos benefcios da civilizao que eles ajudam a construir, preciso questionar seriamente se a precariedade das condies de funcionamento a que o Estado relegou os servios pblicos de ensino permite chamar de escola isso que se diz oferecer quase totalidade de crianas e jovens escolarizveis. preciso perguntar se escola no seria mais do que um local para onde afluem crianas e jovens carentes de saber, que so acomodados em edifcios com condies precrias de funcionamento (com falta de material de toda ordem, com salas numerosas, que agridem um mnimo de bom senso pedaggico) e so atendidos por funcionrios e professores com salrios cada vez mais aviltados (que mal lhes permitem sobreviver, quanto mais exercer com competncia suas funes). Em outras palavras, para entender o que h por trs do discurso oficial, preciso indagar a respeito do que que o Estado est oferecendo na quantidade da qual ele tanto se vangloria.Mas, se estamos interessados em solues para nosso atraso educacional, preciso, antes de mais nada, perguntarmos a respeito do que entendemos por educao de qualidade. A educao, entendida como a apropriao do saber historicamente produzido prtica social que consiste na prpria atualizao cultural e histrica do homem. Este, na produo material de sua existncia, na construo de sua histria, produz conhecimentos, tcnicas, valores, comportamentos, atitudes, tudo enfim que configura o saber historicamente produzido. Para que isso no se perca, para que a humanidade no tenha que reinventar tudo a cada nova gerao, fato que a condenaria a permanecer na mais primitiva situao, preciso que o saber esteja sendo permanentemente passado para as geraes subseqentes. Essa mediao realizada pela educao, do que decorre sua centralidade enquanto condio imprescindvel da prpria realizao histrica do homem. (PARO, 1997b)Esta concepo de educao integrante de uma viso do homem histrico, criador de sua prpria humanidade pelo trabalho. Mas o trabalho, em seu papel mediador, embora categoria central, no fim em si mas o meio pelo qual o homem transcende a mera necessidade natural. Para o homem, somente o suprfluo necessrio (Ortega Y Gasset, 1963), visto que ele no se contenta com a satisfao das necessidades naturais. Estas independem de sua vontade e sua satisfao permite a ele apenas estar no mundo como os outros seres da natureza. Mas o homem no almeja apenas estar no mundo; o homem almeja estar bem. Para ele, no importa viver, mas viver bem: navegar preciso, viver no preciso. Por isso, enquanto nico ser para quem o mundo no indiferente (Ortega Y Gasset, 1963) o ser humano coloca-se sempre novos objetivos que transcendem a necessidade natural, os quais ele busca realizar por meio do trabalho. O trabalho no , pois, o fim do homem, mas sua mediao para o viver bem.Isso tudo tem implicaes mais do que importantes para uma educao escolar que tenha por finalidade a formao humana. Em primeiro lugar, preciso ter presente que no basta formar para o trabalho, ou para a sobrevivncia, como parece entender os que vem na escola apenas um instrumento para preparar para o mercado de trabalho ou para entrar na universidade (que tambm tem como horizonte o mercado de trabalho). Se a escola deve preparar para alguma coisa, deve ser para a prpria vida, mas esta entendida como o viver bem, no desfrute de todos os bens criados socialmente pela humanidade. E aqui j h um segundo aspecto, corolrio do primeiro, a ser considerado: no basta a escola preparar para o bem viver, preciso que, ao fazer isso, ela estimule e propicie esse bem viver, ou seja, preciso que a escola seja prazerosa para seus alunos desde j. A primeira condio para propiciar isso que a educao se apresente enquanto relao humana dialgica, que garanta a condio de sujeito tanto do educador quanto do educando.No obstante a importncia da educao para a constituio do indivduo histrico, mormente na sociedade atual, a escola uma das nicas instituies para cujo produto no existem padres definidos de qualidade. Isso talvez se deva extrema complexidade que envolve a avaliao de sua qualidade. Diferentemente de outros bens e servios cujo consumo se d de forma mais ou menos definida no tempo e no espao, podendo-se aferir imediatamente sua qualidade, os efeitos da educao sobre o indivduo se estendem, s vezes, por toda sua vida, acarretando a extenso de sua avaliao por todo esse perodo. por isso que, na escola, a garantia de um bom produto s se pode dar garantindo-se o bom processo. Isto relativiza enormemente as aferies de produtividade da escola baseadas apenas nos ndices de aprovao e reprovao ou nas tais avaliaes externas que se apoiam exclusivamente no desempenho dos alunos em testes e provas realizados pontualmente.Mas, o que o produto da escola? A resposta a esta pergunta pode contribuir para uma crtica ao costume de se culpar o aluno pelo fracasso escolar. Enquanto atividade adequada a um fim (Marx, s.d.) o processo pedaggico constitui verdadeiro trabalho humano, que supe a existncia de um objeto de trabalho que, no caso, o prprio educando. este que, de fato, constitui o objeto da ao educativa e que, no processo, se transforma (em sua personalidade viva) no novo produto que se visa realizar. O produto do trabalho , pois, o aluno educado, ou o aluno com a poro de educao que se objetivou alcanar no processo. No tem sentido, portanto, identificar a aula ou o processo pedaggico escolar como o produto da escola. A aula uma atividade o processo de trabalho no o seu produto. No pode haver boa aula se no houve aprendizado por parte do educando. A produtividade da escola mede-se, portanto, pela realizao de seu produto, ou seja, pela proporo de seus alunos que ela consegue levar a se apropriar do saber produzido historicamente. Isto supe dizer que a boa escola envolve ensino e aprendizagem ou, melhor ainda, supe considerar que s h ensino quando h aprendizagem.Alm disso, h que se atentar para a peculiaridade do processo pedaggico: diferentemente do que ocorre em outros processos de trabalho (na produo material, por exemplo), o objeto de trabalho tambm sujeito, posto tratar-se do ser humano que, como tal, preciso querer aprender para que o processo se realize com xito. No tem sentido, pois, pr a culpa no educando pelo fracasso da aprendizagem, com o argumento de que esta no se deu porque o aluno no quis aprender. Ser detentor de vontade (enquanto sujeito humano que ) faz parte das especificaes do prprio objeto de trabalho, que devem ser levadas em conta na confeco do produto. Levar o aluno a querer aprender a tarefa primeira da escola da qual dependem todas as demais.

A Gesto da Educao Ante as Exigncias de Qualidade e