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  • UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

    DEPARTAMENTO DE LINGÜÍSTICA PÓS-GRADUAÇÃO EM SEMIÓTICA E LINGÜÍSTICA GERAL

    KARYLLEILA DOS SANTOS ANDRADE

    AATTLLAASS TTOOPPOONNÍÍMMIICCOO DDEE OORRIIGGEEMM IINNDDÍÍGGEENNAA DDOO EESSTTAADDOO DDOO TTOOCCAANNTTIINNSS –– PPRROOJJEETTOO AATTIITTOO

    São Paulo 2006

  • KARYLLEILA DOS SANTOS ANDRADE

    AATTLLAASS TTOOPPOONNÍÍMMIICCOO DDEE OORRIIGGEEMM IINNDDÍÍGGEENNAA DDOO EESSTTAADDOO DDOO TTOOCCAANNTTIINNSS –– PPRROOJJEETTOO AATTIITTOO

    Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Lingüística, área de concentração em Semiótica e Lingüística Geral, do Departamento de Lingüística, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para a obtenção do titulo de Doutora em Lingüística. Orientadora: Profa. Drª. Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick.

    São Paulo

    2006

  • FOLHA DE APROVAÇÃO

    Karylleila dos Santos Andrade Toponímia Indígena

    Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Lingüística, área de concentração em Semiótica e Lingüística Geral, do Departamento de Lingüística, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para a obtenção do titulo de Doutora em Lingüística. Orientadora: Profa. Drª. Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick.

    Aprovada em:

    Banca Examinadora

    Prof.(a) Dr(a) Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick Instituição: FFLCH/USP Assinatura Prof.(a) Dr(a) Instituição Assinatura Prof.(a) Dr(a) Instituição Assinatura Prof.(a) Dr(a) Instituição Assinatura Prof.(a) Dr(a) Instituição Assinatura Prof. Dr(a) Instituição Assinatura

  • DEDICATÓRIA

    Este trabalho é dedicado à professora Dra. Maria Vicentina de Paula do

    Amaral Dick, pelo seu esforço, dedicação e entusiasmo na elaboração e produção do Atlas Toponímico do Brasil – ATB. Os resultados obtidos no Atlas Toponímico de

    Origem Indígena do Estado do Tocantins – Projeto ATITO - constituirão uma das peças na construção do mosaico do ATB.

  • AGRADECIMENTOS

    Ao Vilson, pela paciência, carinho e por compartilhar comigo as minhas incertezas e

    descobertas toponímicas na produção e redação do texto.

    À família, em especial aos meus pais, José Cândido e Gercina, e amigos, que

    estiveram sempre comigo, apoiando-me nos momentos de dúvidas e ansiedade.

    À profa. Drª. Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick, pela orientação precisa e a

    confiança depositada em mim, para a realização do projeto ATITO. À Universidade de São Paulo que, novamente, me acolheu e possibilitou-me realizar

    este trabalho.

    Aos funcionários do IBGE/TO e aos oficiais do 22º Batalhão do Exército de Palmas.

    Aos amigos das duas universidades, Universidade do Tocantins – UNITINS e a

    Universidade Federal do Tocantins – UFT, que estiveram sempre ao meu lado nesta

    jornada.

  • “Este deve ser o bosque”, murmurou pensativamente, “onde as coisas não têm nome”. [...] Ia desvaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque, que parecia muito úmido e sombrio. “Bom, de qualquer modo é um alívio”, disse enquanto avançava em meio as árvores, “depois de tanto calor, entrar dentro do...dentro de quê”? Estava assombrada de não poder lembrar o nome. “Bom, isto é, estar debaixo das...debaixo das...debaixo disso aqui, ora”, disse colocando a mão no tronco da árvore. “Como essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum...ora, com certeza, não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto, pensando. Então, de repente, exclamou: - Ah, então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero lembrar, se puder.

    (Lewis Carrol, 1980, p. 165-166)

  • RESUMO

    ANDRADE, K. S. Atlas Toponímico de Origem Indígena do Estado do Tocantins – Projeto ATITO. 2006. 187 f. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2006.

    Os estudos toponímicos, no alcance pluridisciplinar de seu objeto de estudo, constituem um caminho possível para o conhecimento da cosmovisão das diversas comunidades lingüísticas, que ocupam ou ocuparam um determinado espaço. O ATITO é parte do Atlas Toponímico do Brasil – ATB – e tem como arcabouço teórico-metodológico os estudos de Dick (1990). Para conhecer a toponímia indígena tocantinense, foi realizado um levantamento toponímico nas 127 cartas topográficas que compõem o estado. O corpus permitiu identificar, descrever e catalogar cerca de 1.350 topônimos de origem indígena. Foi realizado, também, um estudo histórico, etnológico e lingüístico da literatura dos viajantes naturalistas, Saint-Hilaire, Pohl, Castelnau e Gardner, na Província de Goiás, no século XIX. Etnocêntricos, seus relatos sobre os homens de Goiás são marcados por julgamentos de valores, preconceitos e indiferença. Suas memórias narrativas, no entanto, nos permitem a reconstrução de histórias regionais, como a da Província de Goiás, mais especificadamente, da região que hoje pertence ao estado do Tocantins. Este estudo toponímico não pode ser discutido sem levar em consideração as duas grandes bacias hidrográficas: rios Araguaia e Tocantins. Dos 139 municípios do Tocantins, 51 são nomeados, a partir do plano onomasiológico, com os topônimos, ou parte deles, Araguaia e/ou Tocantins. Foram analisadas 71 fichas lexicográfico-toponímicas (DICK, 2004) dos municípios tocantinenses de origem indígena, descritas a partir da formação: Elemento específico simples, Elemento específico composto e Elemento específico híbrido. Como resultado da análise, verificou-se que 99% deles são de origem tupi. As bandeiras, que percorreram a região dessa Província, quase só falavam o tupi. Por onde passavam, denominavam a paisagem natural: rios, córregos, serras, morros, ribeirões, cachoeiras, com topônimos tupis. Theodoro Sampaio (1987, 5.ed.) esclarece que os topônimos de origem tupi, registrados na geografia brasileira, sobretudo os do Planalto Central, não foram nomeados pelos índios, e sim pelos expedicionários que seguiram à colonização, pois todos ou quase todos falavam a língua tupi. Palavras-chave: Toponímia, Atlas Toponímico, Indígena, Tocantins, Etimologia.

  • ABSTRACT

    ANDRADE, K. S. Toponimic Atlas from Indian background of the Tocantins state – Project ATITO. 2006. 187 f. Thesis (Doctorate). Phylosophy Faculty , Letters and Human Sciences, University of São Paulo, São Paulo. 2006.

    The toponimic studies, in the multidisciplinar reach of its object of study, constituye a possible way for a cosmovision knowledge of the diverse linguistic comunities, which occupy or did in the past a certain area. The ATITO is part of the Toponic Atlas of Brasil – ATB – and has as a theoretical-methodologic framework the studies of Dick (1990). To know the indian toponímia of Tocantins, it was done a toponimic datum collect in the 127 topographic letters which constitute the state. The corpus allowed to verify, describe and cathegoryze at about 1.350 toponimos of the indian background. It was also done, a historical ethinological and linguistic study, of the literature of the naturalists travellers, Saint-Hilaire, Pohl, Castelnau and Gardner, in Province of Goiás, in the XIX century. Etnocentrics, their tales about the men of Goiás state are highlighted by moral judgements of values, pre-concepts and indiference. Their memory narratives, however, allow us the reconstruction of the regional stories, such as of the Goiás Province, more specifically, fron the area where nowadays is the Tocantins state. This toponimic study can not be discussed without taking into consideration the two great hidrographic areas: Araguaia and Tocantins rivers. Of the 139 cities of Tocantins, 51 are named, from the onomasiologic plan, with the toponimcs, or part of them, Araguaia and or Tocantins. 71 lexicographic-toponimics files were analysed. (DICK, 2004) from the cities of Tocantins of indian background, described from its formation: simple specific Element, specific copound Element and specific hibridus Element. As a research alalysis, it was verified that 99% of the are of tupi backgroung. The pioneers, that walked all over this Province, almost just spoke the tupi. Wherever they went, they nominated the natural environment: rivers, pounds, hills, mountains, falls, with tupis toponimics. Theodoro Sampaio (1987, 5.ed.) clarifies that the toponimcs of tupi background, registraded in brazilan geography, moreover the ones of the Planalto Central, were not mamed by the indians, but by the first pioneers that followed the colonization, because all or almost all of them spoke tupi. Key-words: Toponimic, Toponimic Atlas, Indian, Tocantins, Ethimology.

    .

  • LISTA DE ILUSTRAÇÕES

    Quadro 1 Levantamento toponímico de 1958 dos municípios do antigo Norte de Goiás, hoje, estado do Tocantins

    25

    Quadro 2 Decreto legislativo nº 01/89 27 Quadro 3 Divisão político-administrativo de 1989 do estado do

    Tocantins