atividades experimentais de quÍmica no ensino da ?· atividades experimentais de quÍmica no...

Download ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE QUÍMICA NO ENSINO DA ?· ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE QUÍMICA NO ENSINO…

Post on 01-Dec-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 49

    2018 Experincias em Ensino de Cincias V.13, No.4

    ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE QUMICA NO ENSINO DA EJA

    Practice in Chemistry: Essential Assistance in Eja Teaching

    Antonio Jolio Alves da Silva [joeelyo@hotmail.com]

    Andreia A. Vieira [andreia.vieira@uemg.br]

    Antnio L. Soares Jr [antonio.lenito@uemg.br ou alsoaresjr@gmail.com]

    Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Campus Divinpolis

    Campus Divinpolis. Rua Paran, 3001 Jardim Belvedere, Divinpolis MG, 35501- 170.

    Recebido em: 17/01/2018

    Aceito em: 25/07/2018

    Resumo

    O trabalho proposto tem como objetivo compreender o processo de aprendizagem com o auxlio de

    aulas prticas com alunos da EJA, fazendo experimentos com materiais alternativos e sendo o aluno

    parte integrante da atividade. Como tambm exemplificar a qumica com o seu dia a dia, usando os

    conceitos de cidos e bases, que umas das matrias do currculo escolar. Desta maneira, ao

    trabalhar com os alunos de maneira ldica, discutindo os temas escolares, foi aplicado um

    questionrio onde os alunos da EJA (a maioria) atriburam como importante s aulas prticas para

    aprendizagem da qumica. Particularidades da turma como: as diferenas nas idades dos alunos e

    falta de formao bsica adequada dos mesmos, comprometem o rendimento que possam contribuir

    na formao de pessoas mais crticas e criativas dentro da comunidade que esto inseridos.

    Palavras-chave: aulas prticas; educao para jovens e adultos; materiais alternativos.

    Abstract

    The proposed work aims to understand the learning process with the help of practical classes with

    EJA students, doing experiments with alternative materials and being the student an integral part of

    the activity. As well as exemplifying chemistry with your everyday life, using the acids and bases

    concepts, which is one of the subjects of the discipline curriculum. In this way, the students were

    oriented with playful activities, discussing the school subjects, and a questionnaire was applied to

    EJA students wherein they (the majority) classified the practical classes as important in the

    chemistry learning process. Particularities, such as: differences in the students' ages and inadequate

    basic formation, compromise their performance in order to help in the development of more critic

    and creative people inside the community they live in.

    Keywords: Practical classes; youth and adult education; alternative materials.

  • 50

    2018 Experincias em Ensino de Cincias V.13, No.4

    1. INTRODUO

    O ensino de cincias trabalha com os alunos o conhecimento do comportamento de

    elementos da natureza. A teoria fundamental para explicar fatos observveis, mas sem a prtica o

    ensino torna-se menos interessante. Sem a articulao das aulas tericas e prticas, na maioria das

    vezes, a aprendizagem por parte dos alunos reportada pelos professores como no eficaz.

    Principalmente no ensino de qumica, que por essncia uma cincia experimental (MEDEIROS,

    2013).

    Os estudos na Educao de Jovens e Adultos (EJA), normalmente, mais defasado que o

    ensino regular. Segundo Budel e Guimares (2009, p. 01), Em geral, os alunos tm pouco tempo

    de estudo e muitas responsabilidades financeiras e familiares, sendo a grande maioria trabalhadora e

    responsvel pelo sustento de sua famlia.

    Dessa forma, os alunos no tm um bom incentivo para completarem seus estudos e acabam

    desistindo. Uma das tentativas para diminuir a evaso desses a realizao de atividades prticas,

    seja dentro da sala de aula ou em laboratrios. As atividades prticas deixam os alunos mais

    motivados a descobrir coisas novas, assim permite o desenvolvimento da capacidade de raciocnio

    lgico e vontade de permanecer na escola.

    O ideal para esses alunos levar prticas que eles possam reproduzir em casa e que sejam de

    fcil entendimento. Ou seja, que coloquem a mo na massa, pois ao fazerem experimentos iro

    aprender com autonomia. As atividades experimentais so um dos ensejos para que os alunos

    tenham motivao para continuarem a estudar, dando-lhes uma forma de conhecimento com base na

    sua desenvoltura.

    O ensino de Cincias tem em seu histrico vrios progressos e retrocessos, chegando at a

    concepo de hoje, na qual o ensino de Cincias deve problematizar e desafiar os alunos,

    para que possam aprender conceitos cientficos por meio de reflexo e investigao. Para

    isso, tem-se como suporte as atividades de experimentao que, alm de serem motivantes e

    muito esperadas pelos alunos, tm como funo primordial auxiliar o educando a

    desenvolver uma nova maneira de ver o mundo, partindo de suas hipteses e

    conhecimentos prvios. (ZMPERO; PASSOS; CARVALHO, 2012, p. 44)

    Giordan (1999, p. 01) um dos pesquisadores de ensino que destaca a importncia da

    experimentao. Afirma que, de conhecimento dos professores de cincias o fato de a

    experimentao despertar um forte interesse entre alunos de diversos nveis de escolarizao.

    Hoje em dia, nota-se que os alunos esto cada vez mais desligados das aulas. Sendo assim,

    uma forma de chamar a ateno deles atravs de pequenos gestos, como: pedir para que tragam

    materiais de casa para experimentao ou que o professor traga alguns desses materiais. Assim se

    mostra um carinho e uma ateno com a preparao das aulas, fazendo que os alunos se sintam

    parte integrante de sua prpria formao. Diante disso, Saviani (1991, p. 23) descreve que: A

    escola existe, pois, para propiciar a aquisio dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber

    elaborado (cincia), bem como o prprio acesso aos rudimentos desse saber, deixando os alunos

    levarem o conhecimento de cincias, com belos experimentos usando materiais alternativos.

    Ensino na Educao de Jovens e Adultos (EJA)

    A EJA foi implementada para os alunos que desistiram de sua formao normal ou alunos

    que querem voltar a estudar para terminar os seus estudos, sejam do nvel fundamental ou mdio.

    Normalmente, os alunos matriculados so aqueles que no dispem de tempo suficiente para

  • 51

    2018 Experincias em Ensino de Cincias V.13, No.4

    frequentar o ensino regular, fornecida pelo currculo do sistema da Educao, e que no

    completaram o ensino fundamental e mdio at as idades de 15 e 18 anos, respectivamente.

    Existem propostas para que as idades dos alunos matriculados nas turmas da EJA sejam

    revistas, pois, ainda jovens, alguns alunos tm capacidade de aprendizagem que lhes permitem o

    acompanhamento na formao normal. Normalmente, jovens e adultos de uma faixa etria ampla

    dentro da sala de aula prejudicial. Os mais jovens acabam por perder em questo de contedo e os

    mais velhos ficam intimidados por julgar que no conseguem aprender e acabam desistindo. Apesar

    de uma heterogeneidade de conhecimento ser comum na maioria das turmas, ensino regular ou EJA,

    o fator idade agrava a situao no ensino nesta ltima.

    O estabelecimento de idade mnima para ingresso na EJA, por si s, no define a qualidade

    do processo educativo, mas que, ao delimitar o territrio da EJA, pode indicar os demais

    parmetros para a organizao do trabalho pedaggico, concorrendo para sua identidade.

    (BRASIL, 2013, p. 364)

    O principal objetivo da modalidade EJA contribuir com a formao dos jovens e adultos,

    para que esses consigam melhor colocao no mercado de trabalho, assim como cidados com mais

    conhecimentos, crticos e capacitados a julgamentos das situaes sociais. Este direito proposto

    nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educao Bsica (BRASIL, 2013, p. 7) onde

    consubstancie o direito de todo brasileiro a formao humana e cidad e formao profissional,

    na vivncia e convivncia em ambiente educativo.

    Visto os desafios trazidos no ensino de qumica nas turmas da EJA. Este trabalho tem como

    objetivo compreender o processo de aprendizagem com o auxlio de aulas prticas, fazendo

    experimentos com materiais alternativos, sendo o aluno parte integrante da atividade.

    2. REFERENCIAL TERICO

    As escolas tm um plano de ensino em que os cursos devem promover, atravs de seus

    planos de ensino, condies reais e quantitativamente significativas de atividades e experincias

    prticas em laboratrio e estgio (ZUCCO, 1999, p. 458). No entanto, com frequncia nas escolas

    pblicas de ensino mdio no h tempo hbil para estender essas aulas, pois os devidos contedos a

    serem lecionados so extensos e a carga horria muito restrita.

    Nas aulas de qumica os professores que fazem apenas aulas com exposio no quadro e sem

    nenhuma prtica, exigem dos alunos um maior grau de abstrao ou conhecimento, normalmente

    no so satisfatrias ao aprendizado dos alunos. De acordo com Bueno et al. (2008, p. 02): No

    havendo uma articulao entre os dois tipos de atividades, isto , a teoria e a prtica, os contedos

    no sero muito relevantes a formao do indivduo ou contribuiro muito pouco ao

    desenvolvimento cognitivo deste. Dessa forma o uso da aula prtica se torna essencial para o

    ensino de qumica.

    Boa parte da parcela dos estudantes considera a disciplina de qumica como de difcil

    entendimento, tendo o professor um trabalho rduo sobre o aluno para superar tal pr-conceito. O

    professor precisa entender que Ensinar no apenas transmitir conhecimento, o educador no deve

    ser somente um mero receptor de contedo, deve estar sempre apto a buscar de novos mtodos de

    ensino, que ajudem e facilitem a aprendizagem dos alunos. (LIMA, 2012, p. 01).

Recommended

View more >