atividade antioxidante, antidiabética e antimicrobiana

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

    ATIVIDADE ANTIOXIDANTE, ANTIDIABTICA E ANTIMICROBIANA DE Senna rugosa (G. Don) H.S. Irwin & Barneby (1982) E Senna velutina (Vogel) H.S. Irwin & Barneby

    (1982)

    GLAUCIA NEVES EBERHARDT

    DOURADOS, MS

    2012

  • GLAUCIA NEVES EBERHARDT

    ATIVIDADE ANTIOXIDANTE, ANTIDIABTICA E ANTIMICROBIANA DE Senna rugosa (G. Don) H.S. Irwin

    &Barneby (1982) E Senna velutina (Vogel) H.S. Irwin & Barneby (1982)

    Dissertao apresentada ao programa de

    Ps-graduao em Cincias da Sade,

    Faculdade de Cincias da Sade,

    Universidade Federal da Grande

    Dourados, como um dos requisitos para

    obteno do ttulo de Mestre em

    Cincias da Sade.

    Orientador: Prof. Dr. EDSON LUCAS

    DOS SANTOS

    Co-orientadora: Profa. Dra. KELY DE

    PICOLI SOUZA

    DOURADOS, MS 2012

  • iii

    Dedicatria

    Deus, meu protetor, meu guia, meu salvador.

    Aos meus pais, Heitor e Eli,

    Aos meus irmos Gessika e Erich,

    Ao meu grande amor Luiz Eduardo.

  • iv

    Agradecimentos

    Deus pela fora, proteo e por seu infinito amor e bondade em nos conceder o dom da sabedoria;

    Aos meus pais Heitor e Eli que se fizeram presentes em cada momento da minha luta e da minha dedicao, que tiveram muita pacincia comigo em meus momentos de ausncia e de ansiedade; em vocs eu procurei colo quando aflita e encontrei o que mais precisava: amor e carinho!;

    Aos meus irmos Gessika e Erich, aos meus queridos tios, tias, primos e primas pelo apoio, conselhos e amizade sempre presente;

    Ao meu namorado Luiz Eduardo pela pacincia, por seu companheirismo, amor e estmulo;

    Minha gratido, reconhecimento e agradecimentos especiais ao Prof. Dr. Edson Lucas dos Santos e Profa. Dra. Kely de Picoli Souza, pela doao de si mesmos, pelo empenho incansvel na orientao e co-orientao, pelo exemplo de profissionalismo e por terem acreditado em mim. Muito obrigada!

    Profa. Adriana Mary Mestriner Felipe de Melo pela contribuio e parceria na realizao das anlises antimicrobianas;

    Profa. Dra. Maria do Carmo Vieira e Profa. Dra. Anelise Formagio por permitir a utilizao dos aparelhos do laboratrio de plantas medicinais;

    Ao Prof. Dr. Nelson Lus de Campos Domingues e ao Prof. Dr. Andrelson Wellington Rinaldi por permitir a utilizao dos aparelhos do laboratrio de Materiais hbridos;

    Profa. Dra. Andria Sangalli e Profa. Dra. Zefa Valdivina Pereira pelo auxlio na coleta e identificao das espcies vegetais estudadas;

    Aos colegas de laboratrio do grupo GEBAM: Cleide, Ktia, Uilson, Luis Fernando, Jnior, Elaine, Dbora, Jaqueline e Carolina, pelos momentos de descontrao, companheirismo, amizade, pacincia, incentivo nos momentos difceis e principalmente pela colaborao na realizao das anlises;

    Aos alunos de Iniciao cientfica: Gisele, Flvia, Paola e Salete, meus parceiros durante as longas jornadas de experimentos no laboratrio e limpeza do biotrio;

    Simone Dalbosco, minha amiga-irm. O que seria de mim sem voc? Obrigada por me ouvir e incentivar sempre;

    Maroly, minha me postia, pelos conselhos, pacincia e carinho;

  • v

    minha sogra Maria Joana (in memoriam) pelo incentivo e carinho nos momentos em que estivemos lado a lado;

    Aos professores do Mestrado em Cincias da Sade pelas contribuies para a melhoria do trabalho apresentado;

    s profas. Dras. Eliana Janet Sanjinez Argadoa e Elaine Guadelupe Rodrigues pelas informaes, sugestes e por terem aceitado participar da banca examinadora;

    Ao senhor Adonias e Dona Juci pelo carinho, ajuda e simpatia em todos os momentos em que precisei coletar as plantas no assentamento. No posso deixar de agradecer tambm por todos os lanchinhos maravilhosos!;

    Aos tcnicos da FCBA: Marquinhos, J, Tati, Fabi, Lvia pela disposio em ajudar e contribuir;

    Ao CNPq, CAPES e FUNDECT pelo apoio financeiro.

  • vi

    Sumrio

    1. INTRODUO ................................................................................................................. 1

    2. REVISO DE LITERATURA ......................................................................................... 4

    2.1 Plantas medicinais e o desenvolvimento de novos medicamentos .............................. 4

    2.2 Consideraes gerais sobre o diabetes mellitus ........................................................... 7

    2.3 Estresse oxidativo como mecanismo molecular para o diabetes tipo 2 ..................... 11

    2.4 Atividade antioxidante de extratos vegetais .............................................................. 18

    2.5 Metablitos secundrios e plantas brasileiras hipoglicemiantes ............................... 19

    2.6 Resistncia microbiana .............................................................................................. 22

    2.7 Os princpios ativos naturais antimicrobianos como uma alternativa para a resistncia microbiana ..................................................................................................... 24

    2.8 O gnero Senna .......................................................................................................... 27

    2.8.1 Senna rugosa (G. Don) H.S. Irwin &Barneby (1982) ........................................ 29

    2.8.2 Senna velutina (Vogel) H.S. Irwin &Barneby (1982) ........................................ 31

    3. OBJETIVOS .................................................................................................................... 33

    3.1 Geral .......................................................................................................................... 33

    3.2 Especficos ................................................................................................................. 33

    4. REFERNCIAS .............................................................................................................. 34

    5. ANEXOS ......................................................................................................................... 47

    5.1 Artigo cientfico ......................................................................................................... 47

    5.2 Declarao de aprovao do Comit de tica em Experimentao Animal ............. 83

  • vii

    Lista de Figuras

    Figura 1. Via de produo e liberao de espcies reativas de oxignio (Droge, 2002). GSH= glutationa, GSSG= glutationa oxidada. .................................................................... 13

    Figura 2. Principais vias bioqumicas de produo de ROS, adaptado de Robertson (2004). ............................................................................................................................................. 16

    Figura 3. Representao esquemtica da regio promotora de insulina em ratos mostrando os elementos chave na transcrio de insulina (Poitout et al., 2006). ................................. 17

    Figura 4. Estrutura qumica de rena e diacerena. .............................................................. 28

    Figura 5. (A) Flores, folhas e (B) razes de Senna rugosa. ................................................. 29

    Figura 6. Distribuio geogrfica na Amrica do Sul de Senna rugosa. Fonte: Global Biodiversity Information Facility (GBIF) Geospatial Consortium Services. ...................... 30

    Figura 7. (A) Flores, folhas e (B) razes de Senna velutina................................................. 31

    Figura 8. Distribuio geogrfica na Amrica do Sul de Senna velutina. Fonte: Global Biodiversity Information Facility (GBIF) Geospatial Consortium Services. ...................... 32

  • viii

    Lista de Tabelas

    Tabela 1. Situao atual em 2011 e estimativas para 2030 dos pases com maior nmero de casos de diabetes mellitus, em adultos com idade entre 20-79 anos. .................................. 10

    Tabela 2. Exemplos de estudos de plantas brasileiras amplamente utilizadas por seu potencial hipoglicemiante. ................................................................................................... 20

  • ix

    Resumo

    S. rugosa (G. Don) H.S. Irwin & Barneby (1982) e S. velutina (Vogel) H.S. Irwin & Barneby (1982) so plantas brasileiras utilizadas frequentemente na medicina popular no tratamento de infeces, inflamaes e doenas ligadas ao estresse oxidativo, como diabetes e dislipidemias. No entanto, at o momento no existem dados cientficos que validem essas informaes. Objetivos: (A) Quantificar o teor de fenis e flavonides totais, (B) determinar as atividades antioxidante e antimicrobiana de extratos de S. rugosa e S. velutina obtidos com diferentes solventes e mtodos de extrao e, (C) investigar os potenciais hipoglicemiantes, antihiperglicmicos e alteraes nos parmetros metablicos promovidos pela administrao do extrato etanlico das folhas de S. rugosa (SRF). Material e mtodos: Extratos das folhas e razes de S. rugosa e S. velutina foram preparados por macerao ou decoco em gua ou etanol. Ensaios in vitro: os teores de fenis e flavonides totais foram determinados espectrofotometricamente por mtodo Folin Ciocalteu e mtodo do cloreto de alumnio, respectivamente. A atividade antioxidante foi avaliada por ensaio de sequestro do radical 2,2 - diphenil- 1 - picrylhydrazil (DPPH) e ensaio de inibio de hemlise oxidativa em eritrcitos humanos. Os extratos aquosos e etanlicos foram testados contra trs espcies de microrganismos de relevncia clnica em infeces humanas: Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans; utilizando ensaio de difuso em meio slido a partir de orifcio e mtodo de microdiluio em caldo. Ensaios in vivo: testes de to

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