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Trabalho final de graduação, uniseb coc, 2012

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  • ativaes

    Mari Anne L. Fag

  • 2

  • 3Ativaes do espao urbano.Arte, Arquitetura e cidade.

    Trabalho final de graduaoTFG 2012

    Arquitetura e UrbanismoUniseb COC

    Mari Anne Leite Faga

    Prof orientadora: Ana Lcia Ferraz

  • 4Bastilles-drives, jaune cadmium moyen, 2008Bastilhas, Derivas, amarelo cdmio mdio

    Acrlica sobre tela, 130 x 97 cm.Srie Bastilhas & Derivas Figura 01

  • 5ApresentaoEste trabalho parte de um interesse em relacionar a ARQUITETURA e a ARTE, dentro de uma escala urbana e que consequentemente ative de maneira positiva o cotidiano dos seus usurios.

    o sentido da minha vida] inventado a cada momento, mas claro que eu necessito da poesia, eu necessito da arte, eu necessito de estar discutindo essas coisas, de estar pensando nessas coisas que do transcendncia vida.Eu no tenho dvida alguma de que a arte necessria porque a vida no suficiente, porque seno qual era a necessidade de inventar a arte?A necessidade essa: as pessoas necessitam dela, por mais que acontea coisa no mundo, a arte sobrevive, como uma forma de acordo com o momento, com a poca, ela uma coisa necessria, como a cincia necessria, como a filosofia necessria, como a religio necessria, como a poltica necessria.

    Ferreira Gullar(Programa roda viva tv cultura)

  • 6

  • 7AgradecimentosAgradeo a todas as pessoas, que se fizeram em minha vida, presentes, nestes cinco anos do curso de Arquitetura, principalmente aos amigosDanilo medeiros, com quem aprendi a sair do cho... a Lvia Viana, com quem pude contar sempre e sempre... a Mariana Ferreira semprepaciente, amiga e prestativa ... aos companheiros de sala.

    ...em especial, a todos professores que contriburam para minha formao, especialmente a Ana Lcia Ferraz, que me orientou neste trabalho, dedicada e presente, mostrou-me o melhor caminho.

    A Deus, por andar sempre ao meu lado... minha famlia, pas, irms, primos, tios e minha V, que acreditaram, incentivaram e me apoiaram a todo momento...a Diego Chiodi, pelo carinho, ajuda e pacincia durante todo meu percurso.

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  • 9SumrioIntroduo 11

    1. Urbano habitado pela ARTE 131.1 Situacionistas 141.2 Land Art e Site Specific 161.3 Arte Cidade 20

    2. Intervenes 232.1 Itinerante < mobilidade

    BMW LAB GUGGENHEIN 24Prada Transformer 26Box Mobile Gallery 30

    2.2 in situ < mutabilidadeMutante Carpet 36Schouwburgplein Rotterdam 42

    3. Situ.aes 473.2 Promenade I 50

    Promenade II 523.1 Situ. 543.3 Partido 583.4 Componentes 603.5 Montagens 643.6 Instalao 66

    situ. 1 68situ. 2 70situ. 3 72

    situ. 4 74

    ... 795. Bibliografia 83

    4.

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    Introduo

    torna os movimentos automticos. A quebra do habito ento necessria, gerada por uma sensao de estranhamento, e abrindo o caminho para um nova possibilidade de viso ou perspectiva de viso para aquele espao, tempo ou ao. Nesse campo de crtica e apresentao de novas dvidas e contestaes entra o papel da arte.Desmecanizar o movimento, estranhar o cotidiano, vivenciar novas experincias, estabelecer novas relaes de espao e pessoas. A interao entre as aes urbanas e a arte, pode amplificar a capacidade de nos relacionarmos. A importncia desta unio est ento na possibilidade de qualificar e requalificar situaes urbanas.Essa qualificao provoca em cada pessoa diferentes sensaes, capazes, de transformar aquele instante em nico, com isso, o intuito a elaborao de um projeto que traga possveis experincias urbanas no cotidiano das pessoas que ali circulam.

    Para desenvolver o trabalho foi preciso buscar referncias tericas e projetuais que envolvesse esses assuntos, para poder assim, desenvolver o projeto.No primeiro captulo Urbano Habitado pela arte, propostas importantes para o desenvolvimento da pesquisa cercam temas como as teorias do movimento situacionista, a land art, o site specific e o Arte cidade.No segundo captulo, Intervenes, leituras projetuais so categorizadas em 3 blocos o primeiro in loco, o segundo Itinerante e o terceiro In Situ , Fazendo referncias a maneira de se relacionarem com as aes e os lugares.No terceiro captulo, Situ.Aes apresentado o projeto de possibilidades de aes urbanas na cidade de ribeiro preto, os componentes que as formam, a montagem das instalaes em possveis situaes urbanas.

    O trabalho a ser desenvolvido tem como questo inicial, a aproximao da arquitetura, arte e cidade, pretendendo assim, potencializar as percepes espaciais da cidade reveladas nas aes cotidianas.As ligaes muito tnues entre essas trs reas: arquitetura /arte e cidade se torna o motivador dessa pesquisa. Reinventar a vida cotidiana, iluminar o ato corriqueiro, reconhecer se na cidade, repensa-l seria ento uma maneira possvel de estabelecer uma interlocuo entre essas reas e uma possibilidade de pensar maneiras de intervir em um espao em transformao [apagamento/revelao] contnua .O habito que ao mesmo tempo estabelece uma relao de conforto e identidade com determinados espaos e aes gera tambm um apagamento gradativo diante daquilo que denominamos rotina. Os passantes urbanos passam pela cidade e j no a percebem de modo afetivo. O principal sintoma deste apagamento quando o habito

    entre arquitetura .arte e cidade

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    1. Urbano Habitado pela Arte

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    1.Urbano habitado pela ArteO primeiro estudo realizado se Refere a um movimento chamado internacional Situacionista. Pode ser considerado um movimento de vanguarda artstico, social e poltico europeu, que faziam criticas aos acontecimentos arquitetnicos, urbansticos que ocorrera na poca. O movimento envolvia personalidades de renome como, poetas, escritores, cineastas, artistas plsticos, entre outros profissionais que tinham interesse na rea.

    datado de 1957 a 1972, iniciado aps um encontro em Coisio DAroscia, Itlia. Seu legitimo fundador e representante foi Ernest Debord, encarregado de exaltar o movimento e divulgar os preceitos a serem articulados: A arte e suas variantes - Arte e vida/Arte e poltica/Arte e cidade.

    Uma das principais vertentes conceituais eram as criticas ao movimento moderno, principalmente pelo uso de uma racionalidade formal, na arquitetura e no planejamento urbano, pois eles eram contra as tradicionais concepo das cidades como cidade, e defendiam um urbanismo mais participativo, tentando

    assim novas formas de desfrute do espao urbano para tentar romper com a viso fria e racionalista dos modernos.

    O pensamento urbano situacionista baseado na criao de situaes (Estado das coisas ou das pessoas), assemelha-se a idia de momento, que juntos ao cenrio cotidiano mais suas variantes, formam uma transformao revolucionria na vida do indivduo.

    A partir de ento, prticas experimentais que estimulavam a reinterpretao do espao foram desenvolvidas por eles a fim de defender o olhar ao acaso pela cidade.

    Essas prticas foram definidas como a Deriva, que seria como uma apropriao do espao urbano pelo pedestre atravs da ao do andar sem rumo. Pode ser considerada o exerccio pratico da psicogeografia e nova forma de apreenso do espao urbano.

    A psicogeografia foi outra definio criada

    1.1 > Os Situacionistas

    >SituacionistasArte/Cidade

    Aparelho indicador de caminhos da deriva. Este aparelho permite o traado automtico da curva de Gauss (posio das bolas na chegada). Os problemas artsticos da deriva situam-se no nvel dos trajetos relativamente imprevisveis de cada bola

    Figura 02

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    >SituacionistasArte/Cidadepelos Situacionistas, e seria usada para descrever estudo dos efeitos do meio ambiente urbano e seu efeito emocional e afetivo nos indivduos que ali transitam. Estuda o ambiente urbano, sobretudo espaos pblicos atravs das derivas ou seja, a deriva e a psicogeografia se complementam.

    Como exemplo, a figura 03, ao lado, representa um mapa da cidade de paris feito atravs da memria dos percuros.

    Levantamento de todos os trajetos efetuados durante um ano por uma estudante que mora no XVIme arrodissement de Paris. Publicado por Chombart de Lauwe em Paris et lagglomration parisienne.

    Figura 03

    Figura 04 Todo espao temporrio, nada reconhecvel, tudo descoberta.Constant, Ode lOdeon,1969. Haags Gemeentemuseum [Andreotti, Libero e Xavier Costa, (ed.). Situationistes; art, poltica, urbanisme. Barcelo]

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    1.Urbano habitado pela Arte1.2 > Land Art

    >SituacionistasArte/Cidade

    No mesmo perodo dos Situacionistas, vrios artistas americanos e europeus comearam a se expressar com um novo tipo de arte, que foi uma forma de expresso que acabara rompendo com galerias e museus, pois usam a natureza como paisagem de suas obras, tornando-a uma composio pela outra.

    O movimento queria despertar a conscincia ecolgica, saindo da rotina nostlgica das grandes cidades, por uma existncia mais natural e simplificada.

    Questionavam o local convencional institudo para exibir as obras de arte: cubo branco, se referindo aos museus e galerias de arte, por isso desenvolveram seus projetos em meio livre.

    Um exemplo de trabalho que rompe com a idia de objeto artstico acabado o Site markers, de dennis oppenheim/1967, que foi a ao de fincar estacas no solo de vrios lugares dos eua, a fim de designar sites (stios). figura 05

    Outro artista, alan sonfist, cria a time landscape, em NY. Planta em terrenos baldios, plantas nativas, recria formao

    rochosa e da vida ao lugar antes abandonado. Ele explica a importncia desta ao: importante para que a cidade no esquea suas origens, e muito interessante ter uma Viso como esta em um lugar totalmente edificado. figura 06 e 07.

    Uma escultura muito conhecida a