atitudes que fazem a diferença em tempos de crise ?· bem como 10 anos de aplicação...

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  • Voc est perdendo o sono por conta da crise? No sabe se continuar empregado ao chegar para mais um dia de trabalho? Quanto essa crise te afeta?Os profissionais que se mantm em poca de crise so aqueles que pouco se deixam afetar pelas circunstn-cias, ou seja, aqueles que tm alto QA. Voc sabe o que significa esse termo? Ouvimos muito a respeito do QI (quociente intelectual) e do QE (quociente emocional), mas pouco sobre o QA.O QA nada mais do que o quociente de adversidade, termo cunhado por dr. Paul Stoltz, presidente da Peak Learning, diretor do Global Resilience Project, considerado um dos 100 pensadores mais influentes do nosso tempo e professor da Harvard Business School.O autor desenvolveu o Adversity Quotient, uma fer-ramenta composta por um questionrio que avalia a capacidade das pessoas em lidar com as adversidades, a partir de uma pesquisa fundamentada e comprovada cientificamente em 37 anos de pesquisa, que envolveu mais de 1.500 estudos em mais de 100 universidades,

    bem como 10 anos de aplicao organizacional em diver-sas culturas. De acordo com a pesquisa realizada, uma pessoa enfrenta, em mdia, 23 adversidades por dia. A capacidade de lidar com essas situaes diretamente proporcional a um alto ou baixo QA.

    EntEndEndo mElhor o QAPara melhor compreenso do papel do QA, necessrio o entendimento dos conceitos que o compem. O primeiro deles o conceito de resilincia, muitas vezes enfatizado como uma competncia no ambiente organizacional. O termo atualmente empregado no campo comportamental emprestado da fsica, cincia que se refere ao termo como a capacidade que um determinado objeto possui de recuperar seu estado original aps sofrer um impacto (compresso, expanso ou dobra).Segundo Eduardo Carmello, autor do livro Supere! A Arte de Lidar com as Adversidades (2004), nas cincias humanas utiliza-se o conceito para descrever a capaci-dade humana de responder de forma mais consciente aos

    Por professoras Claudia Serrano e Izabela Mioto

    Atitudes que fAzem A diferenAem tempos de crise

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  • desafi os e difi culdades que aparecem na vida. Pessoas resilientes so aquelas que utilizam sua fora, fl exibili-dade, inteligncia e otimismo para enfrentar e superar circunstncias desfavorveis. Ou seja, a habilidade que uma pessoa tem de superar as adversidades.O segundo conceito o de adversidade. De acordo com o dicionrio Houaiss, o termo se refere a uma situao desfavorvel, um revs. Por exemplo: ao sair para tra-balhar pela manh, o seu carro no funciona; voc no recebeu uma informao importante para compor aquele relatrio que tem que entregar nos prximos dez minutos; at mesmo a crise mundial que coloca em risco a sua permanncia no emprego.

    Como AS pESSoAS rEAGEm dIAntE dAS AdvEr-SIdAdESDe acordo com as pesquisas de Stoltz, boa parte das pessoas, ao passar por adversidades, tende a compor-tamentos de culpa, vitimizao ou atribuio da respon-sabilidade ao outro. Comportando-se assim, as pessoas acabam por fi carem em suas zonas de conforto, mas ao mesmo tempo, correm maiores riscos de serem en-golidas por tais adversidades. O autor do Adversity Quotient enfatiza a existncia de trs tipos de comportamentos que evidenciam as atitudes das pessoas perante as adversidades. O primeiro grupo caracteriza os derrotistas ou desis-tentes. So aquelas pessoas que respondem s adver-sidades como se tivessem pouco ou nenhum tipo de controle sobre elas. Um simples acontecimento acaba com o seu dia, com os planos e, para alguns, at mesmo com a sua vontade de viver, isto , existe a tendncia em fazer com que pequenas difi culdades se transformem em grandes problemas. Para este grupo de pessoas, o foco acaba por fi car no problema e no em possveis solues ou, muitas vezes, atribui-se toda a responsabilidade da soluo ao outro.O segundo grupo diz respeito aos acomodados ou cam-pistas. Esse grupo de pessoas apresenta um QA mais alto que os derrotistas; possui um senso de controle razovel, mas tende a desistir de seus objetivos quando o nvel de adversidade for muito grande. So aquelas pessoas que se desgastam demais perante as difi culdades enfrenta-das, com tendncia a responsabilizar somente o outro quando as adversidades se acumulam. Os campistas preferem situaes que lhes deem segurana e isso no os torna grandes mobilizadores quando as mudanas so requeridas ou impostas.Os alpinistas caracterizam o terceiro grupo de pessoas enfatizado por Stoltz, aqueles que possuem maior QA. As caractersticas desses profi ssionais so aquelas reque-ridas pela maioria das organizaes em cenrio de crise mundial. Alpinistas so aqueles que no aceitam que as adversidades os derrotem, so muito focados nos seus propsitos e objetivos e no desistem quando aparecem difi culdades. Continuam se esforando, melhorando, crescendo e expandindo as suas capacidades. Geral-

    dICAS pArA SE tornAr Um AlpInIStA Em tEmpoS dE CrISE:

    Se a crise ainda no lhe atingiu, no desperdice 1. energia pensando nas possveis consequncias que podem surgir caso ela chegue. Ao contrrio, invista toda a sua energia pensando em maneiras de ser mais produtivo e se tornar cada vez mais indispensvel sua organizao.Caso a crise j tenha atingido o seu contexto 2. profi ssional, tenha calma e continue investindo a sua energia naquilo que produtivo. Empenhe-se mais em suas atividades rotineiras, explore possibilidades de como voc pode infl uenciar positivamente para atenuar a situao, v alm dos desafi os e se mantenha otimista.Mesmo que voc tenha sido diretamente atingido 3. pelas difi culdades impostas por momentos de crise, no perca a sua energia se lamentando, procurando culpados ou mesmo se sentindo injustiado. Se voc perdeu seu emprego, por exemplo, invista tempo e energia pensando em outras possibilidades, enviando o seu currcu-lo para sua rede de relacionamento, fazendo pequenos trabalhos que vo ao encontro de sua expertise enquanto no se recoloca. Estas atitudes o ajudam a no entrar em um crculo vicioso. Neste contexto, possvel que existam vrias situaes que contribuam para que voc desanime, mas o importante ter atitudes oti-mistas, positivas diante das adversidades que encontrar, das menores s maiores.

    A FrmUlA pArA SE tornAr Um AlpInIStA Em poCAS dE CrISE.Para voc se estabelecer, ter sucesso, se destacar, ou se tornar um alpinista em pocas de crise, importante que coloque em prtica a seguinte frmula:

    Isso quer dizer que o quociente intelectual (QI) impor-tante, mas no sufi ciente para fazer com que uma pessoa enfrente bem a adversidade. Potencializado pelo quocien-te emocional (QE), leva ao equilbrio razo/emoo. Evita racionalizaes inadequadas ou reaes emocionais que levem a atitudes impulsivas e impensadas.

    mente, so movidos por desafi os e assumem sempre a sua parcela de responsabilidade. Em vez de focarem no problema, investem toda a sua energia pensando em aes voltadas soluo. Ao escalar uma montanha, esto sempre olhando para o topo.

    QI + QA = AlpinistaQE

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  • Associados ao quociente de adversidade (QA) permitem que o indivduo exercite a resilincia, ou seja, perceba o impacto emocional que aquela situao lhe trouxe, reflita sobre como isso o afeta, pense sobre as alternativas mais produtivas e saudveis para se lidar com aquela ocorrn-cia e invista energia somente em aes que tenham valor agregado para si e para todos os que o cercam famlia, amigos, colegas de trabalho, empresa etc.Como se pode perceber, o processo para uma pessoa se tornar um alpinista comea com a motivao pessoal de fazer uma autoanlise que leve a um processo de aprendizagem e desenvolvimento das habilidades ne-cessrias para responder efetivamente aos desafios e oportunidades impostos pelo contexto. Envolve reconhecer que o seu comportamento tem efeitos reais em seus resultados e conquistas. Leva a pessoa a considerar legtima a necessidade de entender profundamente como sua dinmica pessoal colabora ou restringe sua atuao e quais mudanas de comporta-mento so necessrias.Como anda seu quociente de adversidade? Pense nis-so!!!

    o prInCpIo 90 / 10 dE StEphEn CovEyQue princpio este?

    10% da vida esto relacionados com o que se passa com voc, os outros 90% da vida esto relacionados com a forma como voc reage ao que se passa com voc.

    o que isto quer dizer? Realmente, ns no temos controle sobre 10% do que nos sucede. No podemos evitar que o carro enguice, que o avio atrase, que o semforo fique no vermelho. Mas, voc quem determinar os outros 90%.

    Como? Com sua reao.

    Exemplo: voc est tomando o caf da manh com sua famlia. Sua filha, ao pegar a xcara, deixa o caf cair na sua camisa branca de trabalho. Voc no tem controle sobre isto. O que acontecer em seguida ser determi-nado por sua reao. Ento, voc se irrita. Repreende severamente sua filha e ela comea a chorar. Voc censura sua esposa por ter colocado a xcara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, voc vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o nibus para a escola. Sua es-posa vai para o trabalho, tambm contrariada. Voc tem de levar sua filha, de carro, para a escola. Como est atrasado, dirige em alta velocidade e multado. Depois de 15 minutos de atraso, uma discusso com o guarda de trnsito e uma multa, vocs chegam escola, onde sua filha entra sem se despedir de voc. Ao chegar atrasado ao escritrio, voc percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia comeou mal e parece que ficar pior. Voc fica ansioso para o dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha esto de cara fechada, em silncio e frias com voc.

    por qu? Por causa de sua reao ao acontecido no caf da ma-nh. pense: por que seu dia foi pssimo?A) por causa do caf?B) por causa de sua filha?C) por causa de sua esposa?D) por causa da multa de trnsito?E) p

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