associaÇÃo filatÉlica e numismÁtica de santa … · 3 editorial Índice geral ao remetente 04...

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ASSOCIAÇÃO FILATÉLICA E NUMISMÁTICA DE SANTA CATARINA BOLETIM INFORMATIVO N o 52 AGOSTO DE 2005

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ASSOCIAÇÃO FILATÉLICA

E NUMISMÁTICA

DE SANTA CATARINA

BOLETIM INFORMATIVO No 52AGOSTO DE 2005

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ASSOCIAÇÃO FILATÉLICA E NUMISMÁTICA DE SANTA CATARINA

Rua dos Ilhéus, 118 sobreloja 9 - Ed. Jorge DauxCEP 88.010-560 - Florianópolis - SC

Fone/fax: (48)222-2748

A AFSC, fundada em 06/08/1938, é uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecidade Utilidade Pública pela Lei Estadual 542 de 24/09/1951 e pela Lei Municipal

970 de 20/08/1970.A AFSC é filiada à FEFINUSC - Federação Filatélica e Numismática de Santa

Catarina, à FEBRAF - Federação Brasileira de Filatelia, e à FEFIBRA - Federaçãodos Filatelistas do Brasil.

DIRETORIA da AFSC (período 2004 - 2005):

Presidente: Luís Claudio FritzenVice-presidente: Felix Eugênio ReichertPrimeiro secretário: Ernani Santos RebelloSegunda secretária: Daniela Ota Hisayasu SuzukiPrimeiro tesoureiro: Rubens MoserSegundo tesoureiro: Paulo Cesar da SilvaDiretor de Sede: Ademar GoeldnerDiretora juvenil: Lucia de Oliveira MilazzoConselho fiscal: Demétrio Delizoicov Neto

Eduardo SchmittLuiz Antonio Oliveira HornJoão Alberto Brasil (Suplente)José Luiz Sobierajski (Suplente)Roberto Wildner (Suplente)

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EDITORIAL

ÍNDICE GERAL

AO REMETENTE 04Projeto TAMAR em Florianópolis 08Do Cartier-Bresson que não conhecemos 10Falsificação - o caso da ilha da Trindade 12Cédulas brasileiras - como colecionar 16Allan Kardec 22Filatelia Temática - um pouco de história 24Cartões postais - dicas para colecionadores 26A Sigilografia na numismática brasileira 28AFSC participativa 34Índice de Anunciantes 36

Temos a convicção de que o colecionismo brasileiro vive um bom momento.Iniciativas como a Vila Rica 2005 - I Exposição Filatélica Nacional, a serrealizada em Ouro Preto, no período de 14 a 20 de agosto, promovida pelaFEFIBRA e CORREIOS, a I Mostra Filatélica e de Telecartofilia de SantaCatarina, acontecendo de 25 de julho a 5 de agosto, em Florianópolis,promovida pela Brasil Telecom e CORREIOS e a II Feira Internacionalde Filatelia, que acontecerá em São Paulo de 25 a 26 de novembro, sãoexemplos do empenho de muitos entusiastas, a quem saudamos.Ao mesmo tempo em que a Associação Filatélica e Numismática de SantaCatarina realiza o 140º Encontro de colecionadores do Estado, estamosfelizes por entregar mais um boletim SANTA CATARINA FILATÉLICA.Agradecemos a todos os articulistas e anunciantes, que nos proporcionarammais esta edição.Boa leitura!

A Diretoria

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Há diversos motivos pelos quais osCorreios devolvem uma carta ao seu

remetente. Encontramos alguns carimbosexplicitando esses motivos. A figura 1 nosmostra um envelope, circulado em finsde 1949, com um carimbo exclusivo parao motivo “Não existe o número indicado”.

Outros, exclusivos para “Mudou-se s/comunicar” (figura 2) e “Não mora noendereço indicado” (figura 3), aparecem

em envelopes circulados em 1950.Podemos concluir que deveria havercarimbos para outros motivos. Caso nãoexistissem carimbos, o motivo seriamanuscrito sobre o envelope (figura 4).Atualmente, todas as justificativas para adevolução das correspondências estão em

um único carimbo (figura 5). Istofacilita o serviço, pois reduz de seis(pelo menos) para um únicocarimbo. Para as correspondênciascirculadas, dentro do territórionacional, essas informações estãoescritas em português e para ascorrespondências vindas de outrospaíses, que precisam ser devolvidasao remetente, há um carimbosemelhante, mas escrito em francês(figura 6).O módulo 5 do capítulo 5 doManual de Distribuição, emitido em

18/02/91 e em vigência desde 01/12/90,em seu item 1º, trata das Regras Geraisde Devolução. O item 1.1 diz,textualmente, “será, de imediato,devolvido ao remetente, o objeto no qualconste uma das anotações citadas abaixoe que, após esgotados todos os recursosdisponíveis, inclusive o da pesquisa, nãoseja possível a sua entrega a quem dedireito, salvo os impressos simples que

AO REMETENTE

Roberto J. Eissler - Jaraguá do Sul, SC

figura 1

figura 1AVerso parcial

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não sejam de devolução automática ougarantida:D – destinatário DESCONHECIDO nolocal;I – endereçamento INSUFICIENTE;M – destinatário que tenha MUDADO;N – NÃO existe o NÚMERO indicado;R – objeto RECUSADO;F – destinatário FALECIDO.”Essas recomendações se fazemnecessárias pois, segundo o artigo11 da lei nº 6.538 de 22 de junho de1978, “os objetos postais pertencemao remetente até a sua entrega aquem de direito”. Isto quer dizerque os Correios são fiéisdepositários da correspondênciaque é enviada e, se o destinatárionão for encontrado, os Correiosdevem devolvê-la ao remetente.Os carimbos de borracha, aplicadosna correspondência, trazem osmotivos dadevolução citados e

mais dois: “AUSENTE” e “NÃOPROCURADO”. Há um espaço embranco para um motivo diferente dessese há, também, um espaço para assinalarse a informação foi escrita pelo porteiroou síndico.Com a chegada dos carimbos Trodat®,esses carimbos de borracha começam aser substituídos e um novo, contendo onome do carteiro, passa a ser utilizado(figura 7). Caso a correspondência tenhaimpressos os ‘motivos de devolução’,basta aplicar um carimbo “Ao Remetente”(figura 8) e assinalar o motivo.Os carimbos ilustrados nas figuras 5, 6, 7e 8 são usados pelos Correios de Jaraguádo Sul, ou o foram num passado recente.Podemos afirmar que, de um modo geral,não deve ser muito diferente em outrasagências. Entretanto, poderemosencontrar diferenças nos carimbos.

figura 2

figura 4Frente e verso

figura 3

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Um motivo não previsto no citado Manualde Distribuição é “CAIXA POSTALCANCELADA” (figura 9). Esse motivopoderia ser escrito no espaço em brancoque há no carimbo de devolução (figura5), entretanto deve ser um motivo bastantecomum, pois temos carimbo especial paraessa situação em São Paulo.

Há também períodos de exceção, guerrase beligerâncias entre outros, quedificultam a chegada da correspondênciaao seu destino, como por exemplo“Relações Postais Interrompidas” (figura10). Mas isso já é uma outra história...

Concluindo, os envelopes “AoRemetente” são indiscutivelmentecirculados e pertencem a um

figura 5Dimensões:4,7x5,3cm

figura 6Dimensões:6,2x6,2cm

figura 8Dimensões:4x2,3cm

figura 9

figura 9AVerso parcial

figura 7Dimensões: 6x4cm

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capítulo novo a ser explorado pelosfilatelistas na História Postal. Muitasvezes os envelopes percorrem caminhostortuosos até voltarem aos seusproprietários (remetentes). Descobrir taiscaminhos e as causas do seu retorno nosfaz viajar com esses envelopes.

Observações sobre algumas figuras:

Figura 1 = Envelope registrado de Pelotas(30.11.1949) com destino a Porto Alegre(06.12.1949). Devolvido ao Remetenteconforme carimbo no verso pois “não existeo nº indicado”. Retornou a Pelotas em23.01.1950 e aguardou no setor Posta

Restante para que o proprietário fossebuscá-lo.

Figura 2 = Verso de um envelope deBlumenau (04.03.1950) com destino aPorto Alegre (11.03.1950). Devolvidoao Remetente pois o destinatário“mudou-se s/comunicar”. Retornou aBlumenau em 20.03.1950.

Figura 3 = Verso de um envelopecirculado em Porto Alegre e devolvidoao remetente em 07.08.1950 pois odestinatário “não mora no endereçoindicado”.

Figura 4 = Bilhete Postal de Diamantina(11.07.1921) com destino a BeloHorizonte. Devolvido ao remetenteconforme anotação manuscrita “nãoexiste a numeração na rua indicada15.7.1921”. Retornou a Diamantina eaguardou no setor Posta Restante paraque o proprietário fosse buscá-lo,entretanto foi “não-reclamada” pois nãoconsta o endereço do remetente sendo

impossível avisá-lo para buscar essa carta.

Figura 9 = Envelope (22,5 x 16,5 cm) deJaraguá do Sul (03.09.1988) a São Paulo(05.09.1988). Devolvido ao Remetente poiso destinatário teve a “caixa postal cancelada”.

Figura 10 = Envelope de Curitiba(09.09.1940) via Portugal / França nãochegou por motivo de “relações postaisinterrompidas”. Retornou a Curitiba em27.07.1941.

figura 10 - Frente e verso

Conheça aAFSC

pela internet:

www.afsc.org.br

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Com relativo atraso, finalmente foiinstalada em Florianópolis a 21ª Base

de Pesquisa e Conservação do ProjetoTamar. O evento ocorreu no dia 6 de abrilde 2005, no Centro de EducaçãoAmbiental e Reabilitação do Tamar,localizado na praia da Barra da Lagoa,norte da ilha e contou com a presença devárias autoridades e técnicos ligados aomeio ambiente e representantes de ONGs.

A chamada Base Tamar Sul foi criada paraapoiar as ações realizadas pelo Tamar emnossa região, com o objetivo de reduzir acaptura incidental de tartarugas marinhaspela pesca.Na ocasião foram liberadas, na praia emfrente à Base, duas tartarugas marinhasrecuperadas pelo projeto.A base do Tamar em Florianópolisfunciona em uma área de dois hectares. Éformada por uma área de exposição compainéis explicativos sobre o trabalho doProjeto no Brasil e na região Sul, inclusive

com explicaçõessobre as artes depesca que capturamtartarugas marinhas.Possui réplicas deanimais marinhos,

três tanques para reabilitação e exposiçãode tartarugas, sala de vídeo e loja deartigos de souvenir com a marca doTamar. O Centro de Reabilitação atendeos animais machucados por redes ouanzóis e lá permanecem até a sua plenarecuperação para que possam serdevolvidos à natureza.O Tamar é um dos mais bem sucedidosp r o g r a m a sa m b i e n t a i sdesenvolvido peloIBAMA , já tem 25anos de existência enesse períodoalcançou a marca desete milhões defilhotes de tartarugamarinha nascidossob a proteção doProjeto. Éimportante ressaltarque de cada 1000filhotes desovadosnas praias apenas

Projeto TAMAR em Florianópolis

Ernani Rebello - Florianópolis, SC

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um consegue chegar à idade adultapara reprodução. Daí a importânciada conscientização da populaçãoligada à atividade pesqueira na suaproteção e conservação.Para os aficionados docolecionismo, lembramos queexistem diversos itens editadossobre o Projeto Tamar, tais comocartões postais e cartões telefônicos.Além disso, a tartaruga marinhaaparece em estampas de cédulas,como a mostrada aqui, no valor deR$2,00, moedas e selos.

É de se lamentar que o Departamento deFilatelia da ECT não tenha editado sequerum carimbo comemorativo ao evento.

Seja participativo:Associe-se a um Clube ou Associação.

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O olho do século, como ficouconhecido Henri Cartier-Bresson,

nascido em 23 de agosto de 1908, emChantelpoup, cidade a 30 Km à leste deParis, era filho de uma família burguesamuito ligada à arte. Da mãe normandaherdou uma candura e elegância frugal.Seu pai parisiense era empresário do ramotêxtil que não prosperou muito, masviviam com conforto. Seus primeirospassos pela arte foram estimulados peloseu mestre na Escola Fénelon, que oencorajou a visitar o Louvre e asgalerias de arte moderna. Ele próprioconfessava que sua obsessão era apintura. Seu primeiro mestre empintura foi Jean Cottenet. No início dosanos 20, Henri recebeu aulas deJacques-Émile Blanche, um requintadopintor da época. Em meados dos anos20, Blanche colocou Cartier-Bressonsob suas asas e o introduziu no seumundo cultural. Levou-o ao salão deMarie-Louise Bousquet e a visitarGertrude Stein, que depois de olhar ostrabalhos do jovem pintor aconselhou-o a seguir o ramo têxtil do pai.Conheceu também o poeta e pintor

Max Jacob e através de seu colega declasse encontrou o historiador de arte ÉlieFaure. Aos 20 anos de idade, Cartier-Bresson já tinha adquirido considerávelbagagem cultural.Em 1927, entrou para o estúdio de AndréLhote, que não era um pintor talentosomas tinha aderido precocemente aoCubismo. Chegou a pintar 2 peçascubistas em 1928, uma em Paris e outra

DO CARTIER-BRESSONQUE NÃO CONHECEMOS

Mauro Cesar de Azevedo Machado - Florianópolis, SC

Famosa foto de Henri Cartier-Bresson,em que ele mostra sua notável

capacidade de composição.

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em Cambridge. O ano acadêmico de1928-1929 ele passou visitando seu primoLouis Le Breton que estudava no ColégioMadalena da Universidade de Cambridge.Continuou pintando. Em Cambridge,conhece o trabalho de Eugène Atget eMan Ray. A partir daí surge o seu interessepor fotografia. O conhecimento e a paixãopela arte figurativa lhe remetem afreqüentar ambientes surrealistas. Em1929, retornando a Paris, Cartier-Bressonfez o serviço militar obrigatório no quartelde aviação Le Bourget, nos arredores deParis. Como discípulo do Surrealismo nãofez segredos de seus sentimentos e davarespostas cômicas aos questionários paraos novos recrutas. Ele mesmo lembrou deuma ocasião em que estava em serviçocom um rifle sobre um ombro e uma cópiade Ulysses sob o outro braço.Em 1930, Cartier-Bresson deu seuprimeiro passo na sua reviravolta pessoalquando embarcou para Camarões e, aoretomar, desceu na Costa do Marfim.Contraiu malária e ficou muito mal, massem perder o senso de humor enviou umcartão postal ao seu avô, pedindo para serenterrado na Normandia, nos limites daFloresta de Eawy, e que fosse tocado umquarteto de cordas de Debussy no funeral.A resposta do avô, ditada por um tio, foisuscinta: “Seu avô acha tudo isso muitocaro. É preferível que você retorne antes”.Após a grande viagem à África, já em1931, é que começa a descobrir e sededicar à arte fotográfica.Em 1932, com 24 anos de idade, HenriCartier-Bresson adquiriu uma câmera

Leica e seu interesse meramente casualpela fotografia tornou-se uma grandepaixão.Em 1939, foi convocado para o serviçomilitar, caindo prisioneiro em 1940. Foge,e em 1943 alia-se à Resistência.Em 1947, funda em Nova York a AgênciaMagnum junto com Robert Capa, David“Chim” Seymour, Bill Vandivert e GeorgeRodger.Suas marcas pessoais sempre foram oanonimato de suas próprias imagens e nãogostar de entrevistas. Fazia muito bem acombinação da imagem forma com aimagem expressão.

É dele a frase: “Fotografar é uma questãode colocar o olho, o coração e a mentenuma mesma linha de visão”.Considerado o pai do fotojornalismo, nosdeixa um grande legado. Acho até mesmoque ele não morreu, e está apenas nacâmara escura da vida para se revelar emuma grande imagem aos novos amantesda arte fotográfica.

Créditos: Trechos do livro: “HENRICARTIER-BRESSON: The Early Work” ,editado pelo Museu de Arte Moderna deNova York, 1987, organizado por PeterGalassi.

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Quando falamos de falsificação deselos, nos ocorrem duas situações

distintas: aquelas em que os falsificadoresvisam a prejudicar os colecionadores, eoutras aos próprios correios. Os falsáriosprocuram reproduzir as peças postaisexistentes ou do passado.Há entretanto uma terceira possibilidade,não menos lesiva: aquela em que se“criam” selos e documentos inexistentes.Nesta última hipótese, podemos apontar

para a emissão da Ilha da Trindade, nacosta brasileira.A Ilha da Trindade, localizada a 1.150 kma leste do Espírito Santo, fica na latitude20°30' S e longitude 29°20' O, sendocomposta de solo calcário e argila em umterreno acidentado, a meio caminho entrea África e América do Sul, que foidisputada entre Portugal e Grã-Bretanha.Pertence ao Brasil deste 1897.O francês James A. Harden-Hicken,

quando a bordo do navio Astoria paradar a volta ao mundo, aportou na Ilhada Trindade, devido ao mau tempo.Resolveu lançar sua bandeiraparticular e proclamou-se PríncipeJames I da Trindade.Retornando a Paris, em 1893, enviouuma proclamação a vários países,noticiando a criação do PrincipadoIndependente de Trindade. Chegou ainstalar uma chancelaria em NovaYork. Propunha colonizar a ilhotapara cultivar as artes e ciências.Projetou também um sistema postal.

FALSIFICAÇÃOO caso do selo da ilha da Trindade

Luís Claudio Fritzen - Florianópolis, SC

Mapa parcial da América do Sul,indicando a posição da ilha da Trindade.

A ilha é o ponto extremo oriental do Brasil.

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De acordo com publicações da época, quedenunciaram a fraude, foram emitidosselos com desenho parecido com o do selode 18c de Bornéu Setentrional de 1894.

Indicam a existência de Selos doPrincipado da Trindade nos seguintesvalores: 5 cêntimos, preto e verde; 10cêntimos, preto e castanho; 25 cêntimos,preto e azul; 50 cêntimos, preto e laranja;75 cêntimos, preto e lilás; 1 franco, pretoe vermelho e 5 francos, preto e cinzento.Não chegaram a ser usados, e osexemplares foram quase quecompletamente destruídos. Hoje sãomuito raros.Antes de completados os preparativos dacolonização, aquela ilhota foi ocupadapela Grã-Bretanha para instalar umaestação do cabo submarino. Apesar dosprotestos de James A. Harden-Hicken, amesma não lhe foi restituída. Sabemosapenas que foi viver no México, onde sesuicidou anos depois.

Bloco alusivo aos 100 anos de soberanianacional sobre a ilha da Trindade,

emitido pelos Correios em 07/05/1997.

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CÉDULAS BRASILEIRASComo colecionar

Márcio Roveri Sandoval - Florianópolis, SC

Para iniciar uma coleção decédulas brasileiras,

considerando os padrõesCruzeiro, Cruzado e Real, umbom caminho é o de adquiriruma cédula de cada valor, da 1ªe 2ª estampas, ABN (AmericanBank Note Company), TLR(Thomas de la Rue) e CMB (Casa daMoeda do Brasil).Veja o significado destas e de outrasabreviaturas ao final do artigo.

Como segundo passo, podemosconsiderar uma coleção mais difícil de sermontada. Trata-se de umacoleção por micro chancelas(assinaturas). Esta fase será maisdemorada, pois existem cédulasque não são fáceis de seconseguir, já que existemassinaturas muito escassas oumesmo raras. Com um pouco de

paciência e dedicação, a coleção ganhaum sabor especial e, aos poucos, ocolecionador acabará conseguindo fechartodas as assinaturas, completando assim

uma coleção com 269 unidades,do padrão monetário Cruzeiroaté o Real.Agora, o colecionador, tendoadquirido alguma experiência,tem como desafio conseguir ascédulas com asterisco (*), quesão as chamadas cédulas dereposição. Desejando ampliar

ainda mais a sua coleção, o colecionadorpode optar por variantes, tais como:

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Módulo maior, Cédulas aproveitadas,Modelos, ou ainda Cédulas com defeitos.Outra opção, também muito atraente, éiniciar uma coleção do padrão MIL RÉIS.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:As cédulas devem ser tratadas comopreciosas jóias, pois sua valorização,atual e futura, dependerá de como sãocuidadas. Guardá-las de forma segura;adquirir um ÁLBUM com folhas deplástico PVC ou CRISTAL com divisões;evitar o manuseio freqüente das cédulas,

são atitudes que ajudam apreservar uma coleção. No mais,os álbuns devem ficar emambiente neutro, de preferênciaem armários de madeira oulocais onde a temperatura nãovarie. Havendo necessidade, ocolecionador deve procurar

ajuda junto a um comerciante de suaconfiança e ou clubes e associações decolecionadores.

CONSERVAÇÃO DAS CÉDULAS:As cédulas podem chegar às mãos docolecionador em estado de conservaçãoruim - que chamamos de BC (bemconservadas) -, no que se refere a sujeiras,manchas de gordura, tinta, etc.Normalmente, as tintas utilizadas naimpressão de cédulas são de excelentequalidade e não solúveis facilmente, além

do que o papel é mais resistenteque o papel comum. Nãodevemos fazer limpeza nacédula, exceto quando não háoutra saída, por ela estarrealmente suja. Neste caso,devemos lavar a céduladelicadamente, com umaesponja macia e detergenteneutro. Livres das manchas esujeiras superficiais, as cédulasdevem secar por 24 horas entreas páginas de uma listatelefônica, protegidas comfolhas de papel sulfite brancosem uso, para que não semanchem com a tinta da lista

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telefônica. Devemos colocar um pesosobre a lista, para que as cédulas sequemsem sinais de dobras.Devemos ter atenção com as cédulasSoberba e Flor-de-Estampa, pois elas nãopodem ser lavadas. Do contrário, perderãoesta condição de conservação, ficandoautomaticamente rebaixadas e com seuvalor de mercado diminuído. Cuidadotambém para não passarmos ascédulas com ferro de passarroupas, pois isto as deixaria comum brilho incomum, facilmentereconhecido por qualquercolecionador. Se porventuraexistir uma mancha de tinta decaneta esferográfica, podemoslimpá-la, quase sempre combastante sucesso, utilizando umpedaço de algodão embebido emálcool. Manchas profundaspraticamente invalidam a cédulapara uma coleção (com exceçãodas raridades). Não éaconselhável lavarmos ascédulas muito antigas, aexemplo das brasileiras depadrão MIL RÉIS, pois suas cores sedesbotam com muita facilidade.

COMO SE COMPÕE UMA CÉDULA:ESTAMPA: Indica a diferença deimpressão, tamanho, feitio, desenho,coloração, ornatos, efígie, alegorias decédulas do mesmo valor. Nas cédulasbrasileiras antigas, encontramos ainscrição “Estampa”, seguida de umanumeração. Nas cédulas atuais, a estampa

é representada por uma letra “A” ou “B”,nos cantos superior esquerdo ou inferiordireito, seguida de uma numeração.SÉRIE: Cada grupo de cem mil cédulasde um mesmo valor e tipo formam umasérie, expressa em números. Nas cédulasatuais, apenas a letra designa a estampa eos quatro primeiros números indicam onúmero da série da referida cédula.

NUMERAÇÃO: Todas as cédulas sãonumeradas de 000.001 até 100.000, emcada série. Nas cédulas atuais, os seisúltimos dígitos, à direita da letraindicativa da estampa, representam onúmero da cédula.AUTÓGRAFO: Durante um período, noinício do padrão Cruzeiro (1942 a 1953),todas as cédulas, para que pudessementrar em circulação e ter seu curso legal,deveriam receber assinaturas individuais

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de funcionários da “Caixa deAmortização”. Apenas em 1953, ascédulas receberam outro elemento paraque se tornassem legais - as microchancelas.MICRO CHANCELAS: São asassinaturas dos encarregados pelaemissão, impressas em tamanho reduzidonas próprias cédulas. Atualmente,podemos ver as micro chancelas dopresidente do Conselho MonetárioNacional e do Presidente do BancoCentral.EFÍGIE: É a representação dafigura humana, real ousimbólica, existente nas cédulas.FUNDO DE SEGURANÇA: Éa impressão fraca, mono oupolicromática, incluindo ou nãoalgarismos inscritossimetricamente em desenhostramados. Trata-se do desenhoda nota, feito para dificultarfalsificações.VALOR: Indicado normalmenteem números nos cantos dascédulas, tanto no anverso quantono reverso, geralmente expressopor extenso. Nas cédulas atuais,em circulação, os valores estãoexpressos nos cantos inferior esquerdo esuperior direito do anverso.PAPEL: O papel utilizado no fabrico dascédulas é especial e de qualidade superior,com maior capacidade para suportartração (ser puxada e não rasgar comfacilidade) e contendo elementos desegurança contra falsificações - fibras

coloridas -, percebidas se olharmos comatenção a cédula.MARCA D’ÁGUA OU FILIGRANA: Éo efeito produzido no fabrico do papel,visível contra a luz nas partes claras dascédulas, geralmente repetindo o desenhoda efígie já existente.FIO DE SEGURANÇA: É um fio demetal ou plástico acrescentado entre asfibras do papel, quase sempre em posiçãovertical. Atualmente, os fios em nossascédulas são magnetizados e contém ainscrição “Banco Central do Brasil”.

CARIMBO: Sobre-impressão, utilizadaapós as cédulas serem impressas, quemuda seu valor nominal ou facial. Sãoexemplos recentes os carimbostriangulares de Cruzados Novos,aplicados sobre as cédulas de Cruzados.DIMENSÕES: As cédulas variam detamanho. Existem cédulas pequenas,

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cerca de 5cm, até as de 40cm decomprimento.

Termos usados para classificar o estadode conservação da cédula:BC - BEM CONSERVADA: É a cédulajá circulada, em que se admitem dobras,sujeiras, manchas, e até riscos, mantendo-se contudo os desenhos e cores visíveis.MBC - MUITO BEM CONSERVADA:É a cédula pouco circulada com algumasdobras ou amassadas ou levemente sujas.S - SOBERBA: Mínima circulação, seminova e com leves dobras.FE - FLOR DE ESTAMPA: Nãocirculada, nova e sem dobras.

Abreviaturas de órgaos impressores:PBP: Perkins, Bacon & PetchBWC: Bradebury Wilkinson & Co. Ltd.CMB: Casa da Moeda do BrasilGD: Georges DuvalCPM: Cartiere P. MilaniGDEC: Georges Duval e Emile GrosbieGDJH: Georges Duval e Jules HuyotJEZ: Jon Ensoheb & ZonenABN: American Bank Note CompanyTLR: Thomas De La RueWSL: Waterlow & Sons LimitedCMB: Casa da Moeda do BrasilGD: Giesecke Devrient (Alemanha)FCO: François Charles Obeerthur(França)

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Os colecionadores de selos postaisclássicos do mundo inteiroconsideram como sendo os selosmais “difíceis” a cabeça do deusMercúrio, da Grécia, e as diversasemissões não denteadas de 1853 a1866, do Chile.

O cartão postal é uma invençãoaustríaca de 1869. No início, erauma simples cartolina selada, ondese podiam escrever mensagenscurtas. Pouco a pouco, numa dasfaces, desenhos e fotografias forammostradas. O auge da moda docartão postal foi entre 1900 e 1930.

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Allan Kardec é o pseudônimo de:Léon-Hippolyte Denizard Rivail,

professor emérito de Lyon, França, que,em meados do século XIX, codificou aDoutrina Espírita, em dez livros, emanteve publicada, de 1858 a 1869, aRevista Espírita.Esta doutrina se expandiu pelo mundocristão, principalmente. Hoje, é muitodivulgada nas plagas deste nosso Brasil.

Em 18 de abril de 1957,comemorou-se ocentenário da publicação do primeirolivro da doutrina Espírita: “O Livro dosEspíritos”. Naquela ocasião, os Correiosemitiram um selo comemorativo, com afoto do Codificador, no valor de Cr$2,50.Em 09 de abril de 1964, novamente osCorreios prestigiaram o Codificador,lançando um selo comemorativo com afigura do Mestre de Lyon, no valor deCr$30,00, com os seguintes dizeres: “OEVANGELHO DA CODIFICAÇÃOESPÍRITA – 1864 – 1964”.

Para registrar o centenário dadesencarnação de Allan Kardec, foilançado um selo no valor de 5 centavos,em 31 de março de 1969.

E, mais ainda: Os Correios, mantendo suatradição, homenagearam novamente oCodificador, emitindo um selo no valorde R$1,60, em 2004, comemorando obicentenário de nascimento de AllanKardec.

Sem dúvida alguma, nesta tarefa decolecionador, sempre é grato ver figurasde destaque, não só no cenário nacional,como também no internacional, sendoamplamente prestigiadas com a emissãode selos comemorativos à sua existência.Mais uma vez de parabéns o nossoCorreio.

ALLAN KARDEC

Julio Doin Vieira - Florianópolis, SC

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Desde que foi criado, em 1840, comotaxa para a operação de

encaminhamento de correspondência, oselo postal não só se tornou um símbolorevolucionário na área das finanças mastambém um símbolo de busca e paciênciaa partir do momento em que se percebeuque ele poderia ser colecionado. Nascia afilatelia.De 1840 para cá, o tráfego postal cresceu,as emissões postais se multiplicaram e,naturalmente, com eles a filatelia seexpandia, comportando alguns ramos, ouseja, algumas classes.Dentre as classes criadas, distingue-se afilatelia temática.As primeiras coleções organizadas porassunto e não por país apareceram porvolta de 1930, na Alemanha, mas foisomente depois da Segunda guerramundial que este modo de colecionarcomeçou a se desenvolver.No princípio, poucos eram adeptos destanova técnica de colecionar que tinha comobase não mais um determinado país, o anoda emissão do selo, sua filigrana oudenteação, mas o assunto tratado no selo.Contam que a consolidação desta maneirade colecionar deve-se muito ao empenhoe à perspicácia de dois religiosos: ocônego francês Lucien Braun e o abade

belga Frans de Troyer. O cônego, que eratambém educador e filatelista, numa certaocasião, ao ver uma coleção de selosconsagrada exclusivamente à religião,pressentiu o interesse educativo de umafilatelia tendo como base um assunto.Assim, num esforço para impulsionar estanova técnica, ajudou na elaboração dealgumas avaliações sobre coleções que seocupavam de um só assunto. Entretanto,estas coleções não eram conhecidas, umavez ser difícil mostrá-las nas exposições.

Em 1949, o cônego Braun lançou o seuprimeiro livro sobre o assunto, cujo títuloera: Konstuktive Philatélie – Ein Beitragzur philatelistischen Volkserziehung – A

FILATELIA TEMÁTICAUm pouco de história

Lucia Milazzo - Florianópolis, SC

Cônego Lucien Braun

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Filatelia construtiva – uma contribuiçãopara a educação filatélica popular.Pouco mais tarde, o religioso escreveu umoutro livro – La philatélie constructivedans le cadre de la philatélie générale –A filatelia construtiva no âmbito dafilatelia geral – em que definia de modoconsistente uma nova forma de filateliaconstrutiva. Assim, pode-se dizer que ocônego Braun lançou os princípios dafilatelia que hoje chamamos de filateliatemática.O abade e tambémprofessor secundário dereligião Frans de Troyer,nascido em 1914, e quecomeçou a se interessarpela filatelia aos 34 anos,é considerado como umpioneiro da filatelia temática quando, paradar novo vigor às suas aulas, resolveu usara filatelia como recurso didático. Este foio ponto de partida.

Sua primeira coleção, que teve por temaa Virgem Maria, lhe rendeu famainternacional e medalhas de ouro emdiversas exposições internacionais. Nofim dos anos 60, o abade belga monta umadas mais importantes e reconhecidascoleções temáticas: “A História daIgreja”.Sem dúvida, pode-se imaginar que asprimeiras coleções temáticas nãopossuíam um roteiro bem definido, apreocupação com a pesquisa eapresentação e nem mesmo a preocupaçãocom a seleção de material e textos.Entretanto, a idéia estava sendo cultivada,ou melhor, seguida por muitoscolecionadores.Nada mais a partir daí, pôde deter omovimento em favor da filatelia temática.

Tradução e adaptação.Fonte: La Philatélie Thématique,Robert Migoux.

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O importante, não só no colecionismode cartões-postais como de qualquer

outro objeto, é a persistência. Temos deser obstinados mas não obsessivos. Nãoprecisamos ter pressa e fazer dívidas sópara comprar postais. A compra tem deser feita com sobras de dinheiro, aqueleque não vai fazer falta no final do mês.Coleção é prazer e não dor de cabeçafinanceira. Devagar se vai ao longe.Comprar as novidades nas cidadesvisitadas, adquirir alguns cartõesdiretamente de editoras, fazer trocasfreqüentes com outros colecionadores e,principalmente, receber doações, sãomaneiras de melhorar umacoleção.Vocês não imaginam a quantidadede pessoas que jogam postais nolixo. Muitos viajam, comprampostais nas cidades visitadas,mostram aos amigos e parentes e,depois, jogam no fundo de umagaveta. Anos depois, num dia defaxina, eles são jogados no lixo.Eu mesmo já recebi váriasdoações importantes, uma delasde mais de 1.000 postais da amigade um amigo meu do Rio de Janeiro. Elaestava mudando de apartamento ejogando fora postais, revistas, papéis

velhos, etc. Por sorte, esse meu amigo viuaquela papelada jogada no chão,incluindo muitos postais. Comentou queeu colecionava, deu meu endereço eapareceu aqui, um dia, um pacote commais de 1.000 postais do Brasil e doexterior, dessa senhora que eu nãoconhecia. Hoje, mantenho contato comela, que ficou fã da minha coleção. Devez em quando, ela arrecada uns postaiscom amigas lá no Rio de Janeiro e meenvia. Também já recebi mais de 400postais de uma comissária de bordo, queleu sobre minha coleção numa revista, háuns três anos.

Divulgando suas coleções entre seusamigos de escola, trabalho, vizinhos eoutros mais, você pode receber excelentes

CARTÕES POSTAISDicas para colecionadores

José Carlos Daltozo - Martinópolis, SP

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doações algum dia. Eu não me furto adizer, onde quer que vá, que soucolecionador. Também escrevo artigossobre postais para jornais, boletins e naInternet.

O ano de 2004 foi pródigo em doações.Num único mês, recebi doações de maisde 300 postais antigos de um padre daIgreja Ortodoxa Russa de São Paulo, emais de 200 postais italianos, estes de umdescendente que reside em São Paulo.Muitas vezes recebemos doações depostais sem esperar, desde quedivulguemos constantemente, por todosos meios e em todas as ocasiões, quesomos colecionadores. Devemos ter emmente que o postal não é um simplespedaço de papel. Ele é muito mais queisso, uma fonte inesgotável de consulta eprazer. Pode ser, inclusive, um ótimoremédio para o estresse. Entre os maiores

colecionadores do país há médicos,juristas, historiadores, professoresuniversitários, engenheiros, professores,comerciantes, aposentados, enfim, umagama enorme de pessoas que vêem no

postal muito mais que um simplesretângulo de papel.Em uma coleção de postais,podemos observar a história, ageografia, a arquitetura, o modode vida, o desenvolvimento dascidades, o urbanismo, os meios detransportes. Vejam, nas livrariasou bibliotecas, os livros de artesobre as cidades. A maioria seutiliza de postais antigos (até1950) como ilustração. Dizemque certas cidades européias

bombardeadas na II Guerra foramreconstruídas tais como eram, pelaobservação de postais antigos, pois tudoo mais tinha sido destruído. Os postaispreservam para o futuro a memória dascidades. O que é novo hoje, será antigoamanhã. Assim como foi novo um diaaquele postal circulado em 1910 e quehoje é cultuado como raridade. Ao iniciaruma coleção, temos de pensar no objetivoda coleção, se vamos fazer TEMAGERAL ou só aqueles temas de que maisgostamos. Há colecionadores específicosde temas como navios, aviões, trens,estádios de futebol, praias, igrejas, entreoutros.

Caro Comerciante:Colabore, fazendo o seu anúncio neste Boletim,

e também em nosso site na Internet!

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A SIGILOGRAFIANA NUMISMÁTICA BRASILEIRA

Luís Claudio Fritzen - Florianópolis, SC

A palavra “sigilografia” é de origemgreco latina, oriunda do latim

“sigillum” (selo) e do grego “graphien”(descrever), e nada mais é do o estudodescritivo dos sinetes. Inicialmente, diziarespeito ao instrumento de face gravada,que imprimia em cera ou em qualqueroutra massa uma determinada marcaconvencionada pelo seu possuidor. Como correr dos tempos, esta palavraestendeu-se a qualquer outra reproduçãoem relevo. Por isso, podemos utilizá-lapara a numismática.Antes de adentrar no assunto, convémdestacar que, no acervo do MuseuHistórico Nacional, há um exemplar deum sinete que seria da Agência do Bancodo Brasil, em Ouro Preto (MG), empequeno módulo de bronze. Dentro docírculo serrilhado, duas embocaduras derios com os dizeres: Amazonas – Prata,escoando em um mar e de permeio àsembocaduras, uma cruz de estrelas,ladeada por quatro ramos, circundadospela legenda “CAIXA FILIAL DOBANCO DO BRASIL – OURO PRETO”.Tal peça se encontra com um cabo demadeira, terminando em maçaneta. Peloque se sabe, é o único exemplar destanatureza que teria sido utilizado paralacrar, ou marcar, correspondências.

Mas nas histórias das moedas, a utilizaçãode carimbos ou contramarcas é antiga.Uma das notícias monetárias do passadoremoto é a de que Vespasiano mandouaplicar carimbos em moedas romanas.

BRASIL COLÔNIANo sistema monetário brasileiro, aprimeira utilização foi aquela adotada porDom João IV, para resolver, ou tentar, osproblemas insolúveis da economia.Assim, para aumentar o numerário daFazenda Real, já em 1642 passou-se a usarcarimbos dentro de uma cercadura linear,nos valores de 120, aplicado no Tostão,de 100 no Quatrovinténs, de 60 no Meiotostão e de 50 no Doisvinténs. No anoseguinte, 1643,apareceram os carimbosde 480 na Pataca (Realde Ocho), de 240 na Meia pataca, de 120no Quarto de pataca e de 60 no Oitavo depataca.

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Em 1645, surgiu o carimbo de 880, dentrode um retângulo, sob a coroa real, sendoaplicado sobre o Cruzado do MonteCalvário, e no mesmo ano um carimbode 800, aplicado sobre os Escudosespanhóis. No ano seguinte, o carimbo de10U, de dez mil réis, e também o de 1U,dentro de um escudete português.Tais carimbos eram usados inicialmenteem Portugal e Açores, e mais tarderemetidos ao Brasil, e de acordo com oalvará de 26 de fevereiro de 1643,aplicados nas patacas e meias patacasespanholas, sendo estabelecidas oficinasna Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro. Amajoração inicial das moedas era para serde 20%, mas na realidade, logo depois,foi para 25%, conforme a Apostila de 10de março de 1643.No reino seguinte, de Afonso VI,continuou-se com tal prática. O mesmoacontecendo com Dom Pedro II.

Já na regência de Dom João VI, a Lei de10 de abril de 1809 ordenava que tivessemum valor duplo as moedas de cobreemitidas antes de 1803, desde que fossemcarimbadas com as armas reais. O Alvaráde 1º de setembro de 1808 mandoucarimbar os pesos espanhóis com o valorde 960 réis, no anverso, com a coroa real

entre dois ramos de louro e de carvalho,com o valor abaixo da junção dos ramos.

Pelo Alvará de 18 de abril de 1809, asmoedas de prata foram carimbadas comas armas reais, mudando o valor de 600para 640 réis, de 300 para 320 réis, de150 para 160 réis e de 75 para 80 réis. Asmoedas de cobre, emitidas em 1803, como carimbo passariam de 40 para 80 réis,de 20 para 40 réis e de 10 para 20 réis.O aviso de 11 de abril de 1818 mandoucarimbar os pesos espanhóis em MatoGrosso. O carimbo, no anverso, apresentaa coroa real, tendo abaixo a letramonetária C, e esse conjunto no interiorde dois ramos que chegam à base dacoroa. No reverso, a esfera armilar com oescudo no centro.

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Houve carimbos também em Cuiabá.

BRASIL IMPÉRIOApós a independência, foi fabricada aPeça da Coroação, porém em apenas 64exemplares, no valor de 6.400 réis, coma letra monetária R, não havendo tempopara outras moedas. A fim de nacionalizaras moedas então circulantes, foramcriados carimbos, para serem aplicados,no anverso, com o valor entre dois ramosde café e de fumo, encimados pela coroaimperial. No reverso, o escudo doImpério.

O decreto de 8 de outubro de 1833 e aordem do dia 18 de outubro daquelemesmo ano alteraram os valores dasmoedas de ouro, cobre e bronze. Foram

empregados carimbos locais no Ceará,Maranhão, Mato Grosso e Pará.

Houve um carimbo de ordem geral,aposto às moedas de cobre de 80, 40 e 20réis, entre 1835 e 1838, que apresentavauma circunferência,no interior da qualestava o novo valor,destinando-se àsmoedas de letramonetária R.

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No Rio Grande do Sul, durante arevolução farroupilha, em 1835, usaramum carimbo nas moedas de prata, com adenominação de REPÚBLICA DOPIRATINI, apresentando duas mãossustentando uma baioneta, tendo na pontaum barrete frígio, e esse conjunto sobreum fundo irradiado, entre florões e a datade 1835. Em Santa Catarina, o mesmomovimento fundou a República Juliana.

BRASIL REPÚBLICANo período republicano, apareceramcarimbos, porém de ordem particular, comvárias intenções ou fins.

Os mais conhecidos são as contramarcasdo charqueador S. GUERRA, que noperíodo entre 1920 a 1928, as utilizou emmoedas brasileiras devários metais e datas,para evitar que asmesmas saíssem desuas fazendas, sitas emQuarahy, no RioGrande do Sul.Durante a revolução constitucionalista deSão Paulo, em 1932, foi utilizado umcarimbo unifacial,circular e linhado,constituído por umcapacete sobre 1932C.O. (campanha doouro), e feitas na SantaCasa de Misericórdia.No ano de 1913, na cidade de Iguape, SP,utilizou-se um carimbo para comemorara Festa do Divino Espirio Santo, emmoedas de cobre.

Também, a V Exposição de Selos eMoedas do Ceará, em 1959, teve carimbouniface aposto a moedas de prata, omesmo acontecendo com a II ExposiçãoNumismática de Belo Horizonte, em1936.

continua...

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Finalmente, pelo Clube Filatélico eNumismático de Santos, para comemorarvários eventos, entre os anos de 1949 a1956.

Hodiernamente, conhecemos asexperiências do gaúcho Pedro Balsemão,o qual coloca suas contramarcas emmoedas contemporâneas. Nossa justahomenagem a este que perpetua asigilografia em nossa numismática.

Temos interesse em adquirir:

♦♦♦♦♦ Moedas anômalas (boné, defeitode cunho ou disco).♦♦♦♦♦ Material filatélico referente a:- Mergulho submarino;- Naufrágios;- Conchas marinhas;- Carimbos da cidade de Igaratá - SP,

anteriores a 05/12/69;- Carimbos da cidade de Conchas -

SP, da década de 40 ou anterior.

Celso e Daniela SuzukiCP 20.432 - Kobrasol

CEP 88102-970 - São José - [email protected]

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Associação Brasileira dos Comerciantes Filatélicos

II Feira Internacional de Filatelia

25 e 26 de novembro de 2005

Hotel Pestana - São Paulo

Rua Tutóia, 77 - Jardim Paulista

Colecionador de Selos

Venha nos visitar

Uma realização ABCF - Apoio EBCT

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AFSC participativa

Nestes meses de julho e agosto de 2005, a AFSC está participando de algunseventos de projeção e promovendo o 140º Encontro de Colecionadores de Santa

Catarina. Destacamos:

Vila Rica 2005 - I Exposição Filatélica Nacional - que será realizada no período de14 a 20 de agosto, na cidade de Ouro Preto – MG. Esta exposição é uma promoção daFederação de Filatelistas do Brasil e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Prêmio AFSC

Capa do Boletim de lançamento daI Exposição Filatélica Nacional daFEFIBRA

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Com satisfação, a AFSC estará ofertando um bonito relógio, como um dos prêmiosespeciais que serão distribuídos, a critério dos jurados.

SANTA CATARINA estará representada pelas seguintes coleções:Carlos Dalmiro S. Soares Petróleo: O Ouro Negro TemáticaDemétrio Delizoicov Presença Notável TemáticaRoberto João Eissler Perfins da Grã Bretanha TradicionalLucia de Oliveira Milazzo Castelos e Igrejas da França TemáticaRoberto Basso Memórias de Um Lenço Escoteiro TemáticaAgnaldo de S. Gabriel Meu Brasil é o Máximo MaximafiliaErnani S. Rebello O Mundo dos Minerais TemáticaAgnaldo de S. Gabriel Envelopes Oficiais do Brasil TradicionalLucia de Oliveira Milazzo Cores e Sabores Um QuadroRoberto João Eissler Ao Remetente 1940-1950 Um QuadroAFSC Santa Catarina Filatélica LiteraturaAFSC www.afsc.org.br LiteraturaEduardo Schmitt www.schmittstamps.com.br Literatura

Transcrevemos, aqui, algumas palavras do presidente da FEFIBRA, Everaldo Nigrodos Santos, tão bem colocadas no Boletim de lançamento da Exposição: “Ouro Preto foi uma das primeiras cidades brasileiras a abrir uma agência de correio,em 9 de março de 1798, após a extinção do Correio-Mor pelo Governo Português.Ouro Preto, até 1823 denominada Vila Rica, foi também capital da rica Província deMinas Gerais, até o final do século XIX.Nada mais apropriado, portanto, que sediar ali nossa primeira Exposição, que esperoser um sucesso”.

I Mostra Filatélica e de Telecartofilia de Santa Catarina - acontecendo de 25 dejulho a 5 de agosto, em Florianópolis, promovida pela Brasil Telecom e EmpresaBrasileira de Correios e Telégrafos.

As coleções expostas são as seguintes:Célio Colin Colecionismo – Unindo valores JoinvilleCésar Salfer Cartões telefônicos de SC JoinvilleEvânia Maria Silva Prova de impressão de cartões FlorianópolisCORREIOS MotocicletasCORREIOS Locomotivas

continua...

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Ernani Rebello A Evolução dos meios de transporte FlorianópolisLucia Milazzo Cores e Sabores FlorianópolisMilton Milazzo Jr Brasil no ar FlorianópolisRenato M. Schramm Selos Maçônicos São José

Panorâmica parcial da I Mostra Filatélica e de Telecartofilia,no Hall de entrada da Sede da Brasil Telecom, em Florianópolis.

ÍNDICE DE ANUNCIANTES (ordem alfabética)

Ademar Goeldner 09Celso e Daniela Suzuki 32Cesar Lima Ottoni 20CVFIL 13Edison Correa 14FILATELIA 77 21Filatélica BRASÍLIA 25Filatélica OLHO DE BOI 32Filatélica ZEPPELIN 33MULTICOLECIONISMO 14PIRES FILATELIA 39REICHERT e SOARES 15SELOS & Cia 23

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Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina

Fundada em 6 de Agosto de 1938

Fone/Fax (48) 222-2748 – Caixa Postal 229

CEP 88010-970 – Florianópolis – SC

A AFSC vem desenvolvendo um importante trabalho de divulgação do colecionismoem geral.

Editamos anualmente o Boletim Santa Catarina Filatélica, realizamos Vendas Sob Ofertasa cada dois meses. Anualmente, no mês de agosto, realizamos o tradicional Encontro deColecionadores.

Outras atividades por nós desenvolvidas são a edição do jornal “SETE”, a realização deexposições, mostras e palestras para novos colecionadores.

Todas as nossas publicações, programações e convites são enviados aos sócios, Clubese Associações congêneres. Dispomos também de vasta Biblioteca que está à disposiçãodos associados em nossa sede social.

Para dar suporte aos dispêndios decorrentes das atividades referidas, dependemosexclusivamente da arrecadação das anuidades pagas pelos nossos associados, que podemser das seguintes categorias:

Efetivos - residentes na Grande Florianópolis com idade a partir de 18 anos ....R$50,00

Juvenis - residentes na Grande Florianópolis com idade inferior a 18 anos .....R$10,00

Correspondentes no Brasil - residentes fora da grande Florianópolis ..............R$20,00

Correspondentes no Exterior - residentes em outros países ..........................US$ 35,00

Ao pagar a anuidade, você terá direito a um anúncio gratuito em nosso site durante umano.

Caso seja do seu interesse associar-se, remeta-nos a ficha no verso desta, devidamentepreenchida, acompanhada de cheque nominal à AFSC, ou cópia do recibo de depósitona conta 043.944-7, agência 055-8, banco 027 - Banco do Estado de Santa Catarina -BESC.

Se você já é associado, regularize sua situação pagando a anuidade em dia. Mantenhaseus dados atualizados. Só assim poderemos atendê-lo bem.

A Diretoria

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Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina

Fundada em 6 de Agosto de 1938

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Colabore com o boletim da AFSC,enviando artigos e fazendo seu anúncio.

INSCRIÇÃO / ATUALIZAÇÃO DE ASSOCIADO

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CEP: ___________ Cidade: ______________________ Estado: ________

Telefone: ______________ Profissão: _______________________________

Sexo: ____________ Data de nascimento: ___________________________

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Anuidade para Sócio:

Efetivo Junior Corresp. Brasil Corresp. Exterior

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C O N V I T E

AFSC - Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina

convida para suas reuniões regulares:

Quintas-feiras, a partir das 18:00 horas

Sábados, a partir das 14:00 horas

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De segunda a sexta-feira, a Sede da AFSC permanece aberta,das 14:00 às 18:00 horas.

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