associa§£o de radioamadores do litoral alentejano boletim ... arla 54 fevereiro...

Download Associa§£o de Radioamadores do Litoral Alentejano Boletim ... ARLA 54 Fevereiro 2005.pdf  Not­cias

Post on 12-Dec-2018

215 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

Associao de Radioamadores do Litoral Alentejano

Pgina 1

Boletim Informativo Mensal N54 da I Srie - Fevereiro 2005 ( 1 edio fase II ) publicado ininterruptamente desde Setembro de 2000

Correio electrnico ( e-mail )> arla@clix.pt Stio na Internet > http://arla.radio-amador.net/

Editorial de Miguel Andrade ( CT1ETL )

Estimados amigos, Cabe-me hoje dirigir-vos algumas palavras na qualidade de Presidente da Direco e no, como habitualmente, na qualidade de scio n5 e responsvel por este rgo de informao. Aproveitarei para, atravs deste formato ( que no se adequar da melhor maneira a um rgo de informao ), tecer alguns comentrios muito informais sobre os dois ltimos anos da Associao de Radioamadores do Litoral Alentejano. Para que a minha misso no seja para vs um aborrecimento to grande vou optar por me amparar em alguns ditados populares e reduzir ao mximo o meu discurso inicial. Diz o provrbio... metade do pagar o agradecer diz o povo e com muita sabedoria. Eu no podia deixar escapar esta oportunidade para agradecer publicamente o trabalho da minha equipa na Direco da A.R.L.A. nos ltimos dois anos. Foi de facto uma tarefa nem sempre fcil por nos encontrarmos separados fisicamente. No fora o correio electrnico e gerir uma Associao com dois elementos na rea da Grande Lisboa, um em Setbal, um em Vila Nova de Santo Andr e um em Melides, obrigar-nos-ia a deslocaes frequentes de mais de 100 quilmetros para cada lado. No entanto teria sido ainda muito mais fcil se todos acedessem s mensagens pelo menos todas as semanas e dessem a este meio de comunicao a importncia que ele tem nas empresas multinacionais ou nos grandes projectos cientficos, contudo, diz o ditado que no se pode ter sol na eira e chuva no nabal . Como de facto mais faz quem quer do quem pode , a A.R.L.A. tem-se destacado pelo grande nmero de actividades e servios que promove e este mandato no foi excepo. Desde Janeiro de 2003 at Janeiro de 2005 foram organizadas vinte e oito actividades de carcter tcnico e ensaios de radiocomunicaes, cinco Assembleias Gerais de Scios ( trs das quais extraordinrias ), quatro reunies do Colgio de Scios Efectivos, dois encontros de convvio entre os scios ( uma inaugurao e um almoo de confraternizao ), duas participaes nos simulacros

Os ttulos desta edio : Editorial de Miguel Andrade ( CT1ETL ) pgina 1 Assembleia Geral Ordinria de Scios 2005 pgina 5 PLC em Portugal XI pgina 5 Concurso CQ WW SSB 160 metros 2005 pgina 6 Notcias Breves pgina 6 Concurso de Radioamadorismo Dia da Marinha Portuguesa 2005 pgina 6 Notcias da Madeira pgina 9 Plano de actividades da A.R.V.M. para o ano 2005 pgina 9 Servio de Amador na faixa dos 7,000 a 7,200 MHz pgina 10 Arquivo Histrico do Radioamador Portugus/Rede dos Emissores Portugueses pgina 10 Feira da Rdio da A.R.B.A. 2005 pgina 16 Notcias do Boletim Portugus de DX pgina 16 Notcias do QTC DX PY2AA pgina 19 Correio Electrnico pgina 19

Associao de Radioamadores do Litoral Alentejano

Pgina 2

nacionais na rea da Proteco Civl ( SIGEX 2003 e SIGEX 2004 ), dois simulacros de comunicaes de resposta emergncia atravs do Servio de Amador organizados internamente ( um deles no mbito de um exerccio municipal ), dois protocolos de cooperao assinados ( um com o S.N.B.P.C. outro com a Cmara Municipal de Santiago do Cacm ), um concurso de radiocomunicaes, um encontro tcnico para radioamadores e vrios novos servios como a linha telefnica de atendimento. A A.R.L.A. fez-se ainda representar em 4 acontecimentos nacionais de grande importncia e viu nascer nestes dois anos a sua quarta Seco Tcnica Temtica e mais um ncleo de scios fora da zona estatutariamente definida para o mbito geogrfico original, ( atravs do qual passou a abranger no seu mbito geogrfico os Concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal e Sesimbra ). Durante este binio foram ainda doados vrios equipamentos informticos e de comunicaes entre outros bens igualmente importantes por parte de scios, de instituies ou de empresas, destacando-se um contentor de comunicaes, uma torre de suporte de antenas e cinco estaes repetidoras automticas, entre outros. Diz o provrbio que mais difcil fazer um amigo num ano do que perd-lo numa hora . Nestes dois anos vimos crescer o nmero de scios de 24 para 41, um impressionante aumento de 58% em termos de efectivos, no qual tivemos a honra de receber a primeira senhora e o primeiro scio de outro pas no nosso modesto projecto. Contudo, a sabedoria popular adverte que enquanto no conheceres o inferno, o paraso no ser bastante bom para ti e gaiola bonita no d de comer ao canrio . Como a mentira s dura enquanto a verdade no chega no seria correcto apenas realar alguns dos pontos mais positivos deste mandato atravs de dados ou estatsticas que fazem parecer que tudo foi um mar de rosas . Escondida por boas notcias como estas est uma realidade qual no vale a pena fugir porque, como segundo a sabedoria popular... a tua fama longe soa e mais depressa a m que boa . Embora cada um v mal ou bem, conforme os olhos que tem , depois do barco ir ao fundo, todos sabem dizer como que ele poderia ser salvo . O nosso maior fracasso foi sem dvida no termos conseguido contrariar a tendncia para um crescente distanciamento e desmobilizao dos scios em relao aos assuntos associativos e muito em particular em relao ao Radioamadorismo. O falhano comprovado das medidas tomadas em reaco a esta realidade como a iniciativa Dia do Radioamador e muitas outras, deixaram apenas como resultado um sentimento de impotncia e de fracasso que me marcou especialmente a mim como principal responsvel pela liderana. Por condicionalismos de mentalidade muitos scios no perceberam que o que d para receber, enganado deve ser e no se conseguiu ainda contrariar a ideia errada segundo a qual apenas em resultado de benefcios pessoais que vale a pena trabalhar para a comunidade. Por outro lado de facto chocante reconhecer que a maior parte dos eventos e actividades organizadas foram simplesmente ignoradas pela esmagadora maioria dos seus destinatrios. Muitos dos acontecimentos organizados apesar de serem considerados de grande interesse pelos radioamadores em geral, no tiveram adeso de nenhum scio e no so raras foram as actividades ou servios que s foram aproveitadas por colegas que nem so associados. Afinal porque que pagamos quotas se no beneficiamos de nada e estamos a facultar um nvel de benefcios idntico a quem nem scio ? A resposta primeira parte da questo cabe a quem de facto pagou a tempo e horas as suas quotas e no se dignou sequer de aparecer em nenhuma actividade ou usufruir de nenhum servio prestado. A resposta segunda parte da questo faz parte do lema deste mandato, ou seja, a A.R.L.A. no se resume a privilegiar uma reduzida elite mas, muito pelo contrrio, a trabalhar segundo os seus Estatutos para o Radioamadorismo nacional e mesmo internacional. No continuar a aprender esquecer o que se sabe , pelo que espero sinceramente que no se venha mais tarde a confirmar o ditado que diz quando a fonte seca que a gua tem valor . Outro dito popular que no podia passar despercebido na reflexo sobre o absentismo sem dvida a culpa sempre dos ausentes . No posso de facto deixar de assumir que houve da minha parte uma reconhecida incompetncia ao leme desta organizao. Tentei sempre adequar a minha liderana ao ritmo das mudanas e acontecimentos mas, sobretudo, investi muito na ideia de que amo impertinente faz criado desobediente . Apesar de j ter anteriormente abordado este assunto da minha incompetncia internamente com os scios, o que nunca me podero acusar de no ter dado o que pude e o que no pude para contrariar a tendncia de apatia geral.

Associao de Radioamadores do Litoral Alentejano

Pgina 3

Talvez o tipo de liderana que utilizei e que provou ser eficaz no mundo empresarial dos pases nrdicos no seja de forma alguma a melhor estratgia numa pequena Associao em Portugal. Como disse anteriormente falhei realmente, sobretudo quando investi na maior delegao de responsabilidades possvel mas sem no entanto me demitir do planeamento, da gesto dos recursos e do controle da situao com a firmeza necessria para estar ao corrente de tudo quanto se passava e se necessrio fazer frente aos ataques que acabaria por vir a sofrer. O modelo de tomada de decises com uma certa autonomia, nomeadamente no seio de ncleos de scios ou de grupos de trabalho, no foi interiorizada por ningum, embora eu tenha feito um esforo nesse sentido e tenha tentado manter por vrias vias um permanente contacto com todos os nveis da nossa organizao. Esforcei-me para ser sobretudo um moderador e um estimulador... um lder e nunca um chefe. Era meu objectivo alcanar um boa capacidade de coordenao, ser um bom negociador e um bom gestor de recursos humanos. Investi algum do meu saber para estar ao nvel de ultrapassar as restries impostas pelas questes de mentalidade, pela natural resistncia mudana e ainda ter o cuidado de tomar uma atitude proactiva na antecipao e despistagem de problemas. Tentei por essa razo rodear-me de pessoas competentes em diferentes reas ao nvel da Direco e na coordenao dos ncleos de scios e grupos de trabalho, mas raramente consegui um retorno aos meus estmulos. Falhei sobretudo na melhor forma de incentivar os scios e vi ruir todas as minhas tentativas de aplicar as mais conhecidas tcnicas pedaggicas e andraggicas de motivao do colectivo sem contudo ter conseguido encontrar as respostas para justificarem tal fracasso. gua e conselhos s se do a quem os pede , por essa razo sempre me pautei por respeitar profundamente a privacidade de todos embora alguns scios sejam meus amigos de infncia. Como a dvida a sala de espera do conhecimento o afastamento crescente da maioria dos nossos scios em relao ao radioamadorismo em primeiro lu