associação aliança de misericórdia

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revista Associação Aliança de Misericórdia

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  • EVANGELIZAOVtimas de Misericrdia p. 3

    TIRA-DVIDASF ou Razo?

    p. 10

    PALAVRA DO MSDispensou-lhe cuidados

    p. 4 e 5

    VOZ DA IGREJAO Pastor da Humanidadep. 11

    www.misericordia.com.br SET/2012 - N 123 - ano XIALIANADEMISERICRDIArevis

    ta

    ComunhoAfetiva

  • ASSOCIAO ALIANA DE MISERICRDIAResponsveis: Pe. Antonello Cadeddu / Pe. Joo Henrique Coordenao: Guilherme Augusto Editores: Viviane Calazans

    Diagramadora: Viviane Calazans Revisora: Camila Diniz Fotolito e Impresso: Leograf Grfica e Editora LTDA. Tiragem: 10.500 exemplares Periodicidade mensalEndereo: Rua Avanhandava, 520 - Bela Vista 01306-000 / So Paulo - SP Tel./fax: 11 3257 8805 e-mail: revista@misericordia.com.br site: www.misericordia.com.br

    Amiga da Aliana So Paulo/SP

    DAVID E ADEMARSUMAYAFilhos da Aliana de

    Misericrdia

    NDICE3

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    Equipe da Revista

    Banco Ita Ag. 0036

    C/c 64921-8

    Banco Santander Ag. 3372

    C/c 130007013

    Banco BradescoAg. 3137-2

    C/c 40596-5

    Banco do Brasil Ag. 2815-0

    C/c 16013-X

    TORNE-SE SCIO DA ALIANA DE MISERICRDIA E AJUDE-NOS A RESGATAR VIDAS!

    CARSSIMOS LEITORES

    ELES SO ALIANA!

    Evangelizar para Transformar

    Palavra do Ms

    Espiritualidade

    Panorama

    Aliana em Ao

    Tira-dvida

    Voz da Igreja

    Misericrdia Kids

    Mensagem

    Eventos

    Aliana em Notcias

    Diante da situao de fome e misria que pessoas de vrios pases do mundo esto vivendo, nesse ms queremos reforar o convite de abrirmos os nossos olhos para essa realidade. preciso tomar a escolha de vivermos uma comunho afetiva com aqueles que mais sofrem e que esto ao nosso redor.

    No basta termos d daqueles que esto na rua ou em favelas, preciso tornar-nos um com o sofredor e sofrer com ele. Assim o padre Joo Henrique nos convida atravs da palavra do ms a sermos como o bom samaritano que dispensou cuidados quele homem que estava machucado e ferido.

    Muitas so as ovelhas que esto perdidas e precisando encontrar o seu pastor. Precisamos tornar-nos pastores zelosos e prestar cuidado, amor, aten-o aos que mais precisam.

    Trazemos na capa a foto de uma criana indgena de Manaus, para cha-marmos a ateno queles que mesmo no sofrimento representam a beleza de Deus atravs de um sorriso.

    Nesse ms de setembro dedique mais tempo a leitura da Bblia, que tem esse ms dedicado a ela, por isso disponibilizamos mensalmente na revista a liturgia diria da palavra para ajudar na sua meditao.

    Desejamos a todos que nesse ms possam ter o corao inflamado pelo desejo da Comunho afetiva.

  • VTIMAS DEMISERICRDIA

    Evangelizar para Transformar

    3

    So irmos e irms doentes ou portadores de alguma deficincia, que livremente escolhem oferecer os prprios sofrimentos para completar, na prpria carne, o que falta aos so-frimentos de Cristo pela redeno do mundo (cf. Cl 1, 24), pela converso dos pecadores, pela intercesso con-tnua para toda obra. As Vtimas de Misericrdia so para a obra toda, as prolas mais preciosas que Deus nos oferece, para a fecundidade do traba-lho apostlico.(Estatutos da Aliana de Misericrdia n 142 e 143)

    Logo no incio da comunidade, no ano 2000, nos chegou um jovem que desde sua infncia possua cncer de pele, seu nome era Paulo Roberto. Ele levava a alegria a todos, mesmo sendo modificado fisicamente por sua enfermidade, refletia Jesus que se transfigurou no Monte Tabor diante de Seus discpulos. Paulo Roberto, aps lhe fazerem a pergunta, que se ele pudesse vir ao mundo novamente como gostaria de nascer, respondeu:

    Se eu pudesse nascer de novo, dese-jaria nascer enfermo, pois se nascesse so, talvez no conhecesse a Deus. E assim, esse jovem que faleceu em ja-neiro de 2002, consumiu at o fim sua vida como uma vtima de amor e mi-sericrdia, para a salvao dos jovens padecentes dos vcios e da violncia do mundo e, com certeza, continua intercedendo por ns no cu. Faze-mos com as vtimas uma experincia concreta com a face de Cristo Sofre-dor. Aqui aproximamos do mistrio da Cruz e descobrimos atrs da dor, o sabor do amor. Aprendemos, dessa forma, a lidar com todo tipo de so-frimento. o prprio Jesus que nos forma a cada visita. Ele que nos concede o dom da compaixo por es-ses. Nada conseguiramos fazer sem a graa do Pai Celeste. As Vtimas de Misericrdia fecundam o nosso apos-tolado pela constante intercesso.

    So pessoas cheias de esperana e alegria, vivem constantemente fora de si, sempre expressando a alegria da participao da Cruz de Cristo. Tornando-se sinal da presena viva do Cristo em nosso meio. So pesso-as intimamente ligadas a Cristo e a uma vida de santidade. Entenderam o caminho do oferecimento e se sen-tem parte da famlia Aliana de Mi-sericrdia, assumindo o seu chamado a viver esse carisma como seu, pois

    se tornam, pela profisso dos vnculos de expiao, membros efetivos do Movi-mento.

    Segue um trecho Carta Encclica Redemptoris Missio que exprime bem a misso das vtimas: orao deve-se juntar ao sacrifcio: o valor salvfico de qualquer sofrimento, acei-to e oferecido a Deus por amor, bro-ta do sacrifcio de Cristo, que chama os membros do Seu Corpo mstico a associarem-se aos seus padecimentos, a complet-los na sua prpria carne. (cf. Cl. 1, 24).

    Paulo Roberto, Pe. Joo Henrique e Pe. Antonello

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    Por Ir. Maria Margarida

  • 4Palavra do Ms

    Madre Tereza conta que um dia viu nas ruas da n-dia uma criana muito pobre, faminta, tinha nas mos um pedacinho de po que comia muito lentamente, migalha aps migalha. Aproximando-se dela perguntou por que comia daquele jeito, a criana respondeu porque no te-nho mais nada para comer e tenho medo que o po acabe rpido de mais.

    Este fato me lembrou de outra criana muito pobre que recebendo a hstia, olhou para o padre cheia de tristeza e com fome dizia: Quero mais! D-me de comer!

    Segundo A Save the Children, cinco crianas mor-rem a cada minuto por desnutrio crnica. A fome atinge uma em cada quatro crianas no mundo o que se estima que chegar a envolver 450 milhes de crianas em 2025. *

    Quantas vezes ficamos indiferentes perante tanto so-frimento e passamos como o sacerdote e o levita, da pa-rbola do bom samaritano, ao lado de quem sofre, sem querer ver e assumir a dor do pobre que nos incomoda.

    Um destes dias Natlia, uma jovem missionria da Aliana de Misericrdia, me disse que encontrou um pobre pedindo comida e di-zendo Tenho fome, s quero po. Aps t-lo acolhido e alimentado, ela foi abrir um livro que estava meditando, e encontrou estas palavras de Jesus: O meu corao pede Amor, como o pobre pede po!

    O mundo tem fome, fome de po, fome de amor, fome de dignidade e justia. o prprio Cristo que clama em quem sofre. No podemos permanecer indiferentes pe-rante tanto sofrimento, pois nossa indiferena mata!

    Colocou-o em seu prprio animal, conduziu-o hospedaria e dispensou-lhe cuidados

    Como Jesus, bom samaritano da humanidade, que-remos carregar o peso dos outros sobre nosso prprio animal, sobre nossas costas, sobre nosso corao.

    Assim a Igreja do Senhor se manifesta para o mundo: ns os fortes - diz So Paulo - devemos carregar as fragilida-des dos fracos e no buscar a nossa prpria satisfao (Rm 15,1). Este o Amor que surpreende o mundo; o mais concreto anncio do Evangelho: se teu inimigo estiver com fome d-lhe de comer, se estiver com sede d-lhe de beber (Rm 12,20a); e ainda que o amor fraterno vos una uns aos outros como terna afeio, prevenindo-vos com atenes re-cprocas (Rm 12,10).

    DISPENSOU-LHE CUIDADOS

    Caridade no conseguir ver um sofrer

    sem sofrer com ele, no conseguir ver

    um chorar sem chorar

    com ele.

  • Pe. Joo Henrique

    5

    *[Bernado Kliksberg Cidade Nova. Abril 2012, p. 27]

    Por isso os Padres da Igreja interpretam esta hospe-daria da humanidade ferida como a prpria Igreja: um hospital onde os roubados, famintos, abandonados so acolhidos, cuidados, curados, resgatados... onde os peca-dores so amados e no excludos, onde a Misericrdia do Senhor os transforma em Santos.

    Pouco tempo atrs, um dos maiores expoentes polti-cos da cidade de So Paulo, declarou publicamente que sem a atuao da Igreja Catlica o governo no teria como responder s necessidades sociais da cidade. Enquanto os meios de comunicao procuram envergonhar a Igreja, di-vulgando os escndalos de poucos padres como se fossem o rosto da Igreja, centenas de milhes de Catlicos en-tregam diariamente a prpria vida para a transformao da historia! A cada 5 minutos um cristo martirizado no mundo, centenas de milhares de sacerdotes, consagrados e leigos consomem a prpria vida nos leprosrios, nos de-sertos africanos, nos hospitais de aidticos, tuberculosos, ou no meio das guerrilhas e violncia de todo tipo. Mas tudo isto no faz noticias, no d IBOPE!

    No nos deixemos aterrorizar pelos boatos da im-prensa, mas sintamo-nos orgulhosos de pertencer Igre-ja de Cristo, Igreja de So Bento, que trouxe civilizao e progresso para Europa; de So Francisco, apaixonado pelo Crucifixo, pelos pobres e leprosos; de So Camilo, que como pecador chagado, alcanado pela Misericrdia do Senhor, consumiu a sua vida cuidando das chagas dos doentes; de So Joo de Deus, que escolheu os lou-cos, doentes mentais como sua herana; de So Vicente de Paula, cuja obra ainda hoje se estende a quase todos os pases do mundo, socorrendo pobres e abandonados; de Dom Bosco, Dom Orione, Dom Guanella que se tornaram famlia dos rfos, abandonados e enfermos; de Madre Tereza de Calcut e da Irm Dulce, que se consumiram para cuidar dos famintos e excludos da sociedade e tantos outros inmeros Santos, que fizeram resplandecer no mundo o ro