assistência de enfermagem à criança sadia

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ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM CRIANA SADIA (PUERICULTURA) CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO 1. Introduo O crescimento e desenvolvimento da criana depende principalmente do atendimento de suas necessidades essenciais e da estimulao apropriada de suas potencialidades. O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento utilizado em todo o mundo com excelentes resultados, sendo realizado de forma simples, econmica e de fcil aplicabilidade, servindo como instrumento de controle e avaliao do processo evolutivo da criana e deteco precoce de possveis problemas. A manuteno do estado de sade ser alcanada atravs de medidas de promoo de sade e preveno de doenas ou agravos contidas nas aes de vigilncia sade que integram as consultas de puericultura programadas e realizadas nas unidades de sade, alm das visitas domiciliares O enfermeiro dever conhecer os aspectos mais relevantes do desenvolvimento e estar preparado para fazer algumas intervenes, se necessria, identificando com clareza aquelas crianas que devem ser referidas para tratamento especializado. Atravs do acompanhamento da criana saudvel puericultura priorizando aquelas de maior risco de adoecer e morrer, espera-se reduzir a incidncia de doenas aumentando suas chances de crescer e desenvolver-se alcanar todo seu potencial. Tendo em vista a diversidade em termos de condies de vida, condies de trabalho e panorama epidemiolgico encontrado sugere-se aos profissionais adequarem as recomendaes apresentadas, identificando prioridades e elaborando um plano de interveno que alcance as especificidades de cada rea. 2. Objetivos Atender a todas as crianas de 0 a 2 anos, desenvolvendo aes de promoo sade e preveno de doenas ou agravos, prestando assistncia de forma integrada, acompanhando o processo de crescimento e desenvolvimento, monitorando os fatores de risco ao nascer e evolutivo, garantindo um atendimento de qualidade. 2.1. Objetivos especficos - Diminuir o ndice de morbi-mortalidade infantil - Prevenir doenas evitveis na infncia - Aumentar cobertura vacinal - Realizar calendrio de atendimento da criana no municpio - Proporcionar assistncia diferenciada e vigilncia sobre o recm nascido e outras - Estimular o aleitamento materno - Proprocionar um sistema de vigilncia e combate desnutrio infantil - Promover a intersetorialidade.

- Encaminhar para consulta mdica a qualquer agravo e/ou alterao 4. Fatores de Risco Tendo em vista a realizao de uma assistncia integral de enfermagem, a criana dever ser avaliada, em relao aos riscos identificados ao nascer e alteraes que possam adquirir durante seu crescimento, alm de fatores que influenciam na produo da sade ou da doena na populao infantil. A partir da identificao dos fatores de risco possvel definir grupos mais vulnerveis e, por aes especficas eliminar ou amenizar os riscos. Risco ambiental: ausncia de saneamento bsico, tipo de moradia, morador distante da UBS; perda materna Risco socioeconmico: desemprego, ausncia de escolaridade materna, rea social de risco, idade materna, parto fora de ambiente hospitalar, n de filhos vivos e mortos = 5 anos; me portadora de alguma patologia e/ou deficincia mental, renda familiar Risco nutricional: desmame precoce, aleitamento misto, introduo precoce de alimentos inadequados para idade; desnutrio Risco biolgico: baixo peso ao nascer, prematuridade, patologia com internao aps alta materna, malformao congnita, gemelaridade. importante, identificar as crianas de risco ao nascer ou de risco adquirido durante a sua evoluo para que seja possvel planejar adequadamente aes que lhes assegure o melhor padro de crescimento e de desenvolvimento. 5. Organizao da Assistncia Criana A organizao da assistncia, inicia-se pela captao precoce da criana, ainda na vida uterina, devendo assim, contemplar uma srie de atividades programadas, de atendimentos individuais e coletivos e atividades educativas e promocionais com as famlias. Em qualquer circunstncia, o acesso ao servio de sade deve ser garantido. Toda oportunidade de contato com a famlia e a criana, seja em visita domiciliar pelo Agente Comunitrio de Sade, em demanda espontnea na UBS, deve ser aproveitada para a inscrio no programa e incio das atividades previstas. Todas as crianas da rea de abrangncia da UBS devem estar cadastradas e includas no programa de acompanhamento. O eixo da assistncia criana centrado em seu acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. O Carto da Criana o principal instrumento utilizado para esse acompanhamento e deve ser visto com um carto de identidade da criana at cinco anos. 6. Atribuies Do Enfermeiro Na Assistncia Criana Saudvel Realizar consulta de enfermagem. Realizar visitas domiciliares nos primeiros sete dias de vida do recm nascido e quando necessrio. Realizar busca de faltosos Orientar, treinar e supervisionar os auxiliares de enfermagem em suas atividades relacionadas sade da criana. Definir atribuies e delegar tarefas para a equipe de enfermagem.

Promover a integrao da equipe no desenvolvimento das atividades. Promover atividades educativas na UBS e na comunidade tanto individual quanto coletiva. Promover acompanhamento e orientao sobre aleitamento materno. Marcar os dados antropomtricos no grfico de crescimento (aps mensurao e pesagem em consulta), ensinando as mes como interpret-los e informar sobre a importncia dos mesmos. Agendar, orientar e executar a vacinao das crianas. Prescrever as dietas alimentares, quando necessrio, e orientar as mes quanto ao seu preparo e oferta s crianas. Prescrever medicamentos bsicos, conforme a lei do exerccio profissional (Lei 7498), aprovados pela secretaria de sade, conforme em anexo n. 7.5.4. Orientar os familiares das crianas e auxiliares de enfermagem quanto s prescries. Fazer a solicitao de exames, estabelecidos pela secretaria de sade, quando necessrio. 7. Atividades educativas na assistncia criana Vale ressaltar a importncia das atividades educativas na assistncia de enfermagem s crianas. Tais atividades devem permear todas as aes desenvolvidas. Alm da educao individual durante as consultas, o(a) enfermeiro(a) dever promover atividades educativas coletivas, sejam elas em grupo dentro e fora da UBS (escolas, creches, grupos de mes, sala de espera .) ficando a critrio das equipes a operacionalizao de tais atividades. 8. Seguimento da Criana 8.1. O Calendrio de Acompanhamento O acompanhamento da criana, inicia-se com a visita domiciliar durante a primeira semana aps nascimento. Recomenda-se no primeiro ano de vida, sendo uma etapa de grande vulnerabilidade, um total de 7 consultas individuais, realizadas por mdicos e enfermeiros. No segundo ano, so recomendadas 2 consultas individuais e a partir de 2 anos, at 5 anos, 1 consulta individual ano. Sugerimos o seguinte acompanhamento: Mensal at 6 meses de idade Trimestral entre 6 meses 2 anos de idade Semestral entre 2 5 anos de idade A primeira consulta criana deve ser realizada pelo mdico. As demais podem ser desenvolvidas pelo(a) enfermeiro(a) ou intercaladas com o mdico conforme critrio da equipe desde que a criana seja classificada como sadia. 8.2. Roteiro Para o Exame Fsico e Particularidades da Criana Os dados antropomtricos ( peso, altura e permetro ceflico) devem ser realizados em todos os atendimentos e anotados no Carto da Criana e analisados em curvas de crescimento adequadas.

O exame no deve ser realizado quando a criana encontra-se co fome e irritada, nem aps a amamentao, pois pode provocar a regurgitao do leite ingerido, alm de estar hipotnico e sonolento. O exame deve ser rpido e completo, pois o recm-nascido tolera pouco a exposio ao frio, com risco de hipotermia. Inicia-se sempre pela avaliao da freqncia respiratria (contar 1 minuto) e cardaca, seguida da ausculta desses aparelhos. Esta etapa do exame dever ser realizada, de preferncia, com o RN ainda vestido, pois a manipulao desencadeia reflexos primitivos, choro e taquicardia, falseando a avaliao. Na sequncia avaliar a atividade espontnea do RN, sua reatividade e tnus, a qualidade do choro, temperatura corporal, estado de hidratao, perfuso capilar e reflexos (moro, suco, preenso palmar, plantar e de marcha) Inspeo geral: - viso geral: pele e mucosas: cianose, ictercia ou palidez - estado de conscincia - aparncia - grau de atividade - desenvolvimento Cabea: Inspeo: face, implantao do cabelo, do pavilho auricular, grau de palidez na conjuntiva e na mo, plos, pescoo (tumoraes) Palpao: crnio: conformao, fontanelas e grau de tenso dessas, permetro ceflico, tumefaes (bossa) olhos: mucosa conjuntiva (colorao, leses), presena de nistagmo, estrabismo, exoftalmia, secrees nariz: obstruo, mucosa, batimentos de asa de nariz boca: dentes, gengiva, lngua, amgdalas, lbios, mucosa oral, palato linfonodos: tamanho, consistncia, mobilidade e sinais inflamatrios pescoo: tumoraes,leses, rigidez, palpao da traquia, pulso venoso Membros Superiores: Inspeo: leses de pele, cicatriz de BCG, articulaes, simetria Percusso: reflexos Palpao: temperatura axilar, reflexo de preenso palmar, linfonodos axilares, perfuso capilar, pulso radial, unhas, simetria, tnus e fora muscular Trax: Inspeo: forma, simetria, mobilidade, leses na pele, respirao (tipo,ritmo, amplitude Freqncia,esforo respiratrio) e mamas (desenvolvimento e simetria) Percusso: timpanismo ou macicez

Palpao: linfonodos supraclaviculares, expansibilidade, pontos dolorosos Ausculta: rudos respiratrios audveis, caracterizao de sons respiratrios, rudos adventcios Regio Posterior do Trax: Inspeo: forma, simetria, mobilidade e leses de pele Percusso: som pulmonar, timpanismo ou macicez Palpao: expansibilidade, pontos dolorosos Ausculta: rudos respiratrios audveis, sons respiratrios, rudos adventcios Abdmen: Inspeo: forma (plano,abaulado,escavado), distenso, massas visveis, cicatrizes movimentos e alteraes da parede, leses de pele Ausculta: peristaltismo Percusso: delimitao de vsceras e dor Palpao: superficial, profunda (fgado, bao, massas), anel umbilical, coto e cicatriz umbilical (secree

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