assist en cia de enfermagem em ortopedia

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    CADERNO DE ENFERMAGEMVolum e 2 - M aio 2009

    Diretor do INTOD r. Gera ld o Motta F ilh o

    AutoresEnf. A driana A lves da S ilvaEnf. A na Vale ria Ceza r S ch ulzE nf. A nd re a Balb in o CostaEnf. B arb ara Reg in a Fern an de s d e A lmeid aE nf. B arbara S tohler S . de A lm eidaE nf. E rika de A lm eida le ite da S ilvaEnf. J am ila F erre ira M ira nd a d os San to sE nf. Juliane de M . A ntunesE nf. R aquel C osta R odrigues de S ouzaE nf. S olange A raujo M elo D uarteE nf. S on ia Reg in a d o Nasc imen to F erre ira

    Coordenador de Ensino e PesquisaD r. S erg io E du ard o V ia nn a

    Coordenador da Unidade HospitalarDr. Naasson Cavane lla s

    Chefe da Area de EnfermagemEnf. Iv an is e A ro uc he

    Conselho editorialEnf. A na C ristin a S ilva d e Carv alh oEnf. A le ss an dra Cab ra l d e L ace rd aEnf. D eb ora Galv ao More iraE nf. M arisa Pete rEn f. Rose lu ci Sa lle s

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    Indlce1. I ntrnducao . .5

    2 . 0 G ere nc iam en to d o C uid ad o n os C en tro s d e A ten r;ao E sp ec ia liz ad a2.1 C entro de Atencao Especial izada em C irurgias Cranlo-Maxl lo-Faciais. 62 .2 Centro de Atencao Especializada em Coluna e Trauma Raquemedular. 82 .3 Centro de Atencao Especializada em Cirurgia do Quadril. 112.4 Centro de Atencao Especializado em Tratamento Clrurqlco do Joelho, 132.5 Centros de Atencao Especial izada no T rauma Adulto e de Pelve e Acetabulo 152.6 Centro de Atencao Especializada no Trauma do ldoso 172.7 Centro Atencao Especializada em Cirurgia de Mao. 202.80 Servir,;o de Enferm agem no Centro de Atencao Especializada em Cirurgia de Pe e Tornozelo. 222.9 Centro de Atencao Especializada em Oncologia O rtopedlca. 232.10 C entro d e Atencao Especializada em Microcirurgia Reconstrutiva. 252.11 Centro de Tratamento O rtopedlco da Crlanca e do Adolescente. 272.12 Enfermagem na Clfnica da Dor. 29

    3 . D iagnosticos de Enferm agem nos C en tros de A tenr;ao E specia lizada . 31

    4 . cons lderacoes Finais . 33

    5. Referencias Bibliograficas .34

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    1 . Int roducaoOs Centros de Atencao Especializada

    (CAE) do Instituto Nacional de Traumatologiae Ortopedia (I NTO) foram criados em maio de2006, a partir da reorqanlzacao assistencialconsolidada pelo novo Plano DiretorInstitucional deste mesmo ano. Este se baseiano conceito de clfnica ampliada do Sistemallnlco de Sande (SUS), no qual os usuarlosdo servlco de saude sao particularizados esua vlnculacao a equipe e potencializada,corroborando ainda as diretrizes da PolfticaNacional de Hurnanlzacao (PNH).

    Neste sentido os CAE sao formados poruma equipe multidisciplinar da area de saude,incluindo: ortopedistas, clfnicos, enfermeiros,fisioterapeutas, nutricionistas, assistentessociais, pslcoloqos e terapeutas ocupacionais.Estes profissionais estao alocados porespecialidade ortopedlca, destacando-se: mao, pe, coluna, quadril, trauma doadulto, trauma do idoso, pelve e acetabulo,microcirurgia reconstrutiva, joelho, ombro,fixador externo, tumor, cranlo-maxllo-facial,infantil e clfnica da dor.o enfermeiro do CAE e 0 responsavel pelo

    gerenciamento do cuidado aos usuarlos, desdesua lnternacao ate a alta terapeutlca. Saodesempenhadas atividades administrativas

    que incluem a crlacao de rotinas e protocolos,com a finalidade de sistematizar a asslstenclade Enfermagem espedfica a cada Centro; ereunioes tecnlco-cientlftcas, com apresentacaode artigos sobre ternatlcas referentes aosCAE.

    Nossa clientela cornpoe-semajoritariamente de usuarlos do Estado doRio de Janeiro (98,78%), sendo 50,80% dosexo masculino e 49,20% do sexo feminino,em diferentes faixas etarlas: crianc;as eadolescentes ate 19 anos (15,78%); adultosde 20 a 59 anos (63,42) e idosos ap6s 60 anos(20,80%). Estes usuarlos, em sua maioria,sao portadores de fraturas ou suas sequelas.doencas cronico-degenerativas e anomaliasconqenltas do sistema rnusculo-esqueletlcoque necessitam de tratamento clrurqlco dealta complexidade (Relat6rio de Gestao doINTO, 2006).

    serao apresentados nos capftulosseguintes, 0 service de enfermagem nosCAE, estruturado de acordo com os seguintestemas: perfil do usuarlo atendido no INTO,principais cirurgias, cuidados de enfermageme diagn6sticos de enfermagem. Para estecaderno, as definic;oes e classlticacao dosdiagn6sticos de enfermagem nos CAE foramfundamentadas de acordo com NANDA 2005-2006 (NANDA, 2006).

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    Centro de Atencao Especializada em C irurgias Cranlo-Maxi 1 0 - Faciais

    * Adriana Alves da Silva Pereira*Especialista em saude Publica (ENSP-FIOCRUZ).

    Resldencla em Enfermagem Clfnica-Cirurgica (HUPE-UERJ)Membro da ABENTO

    I ntroducaoA cirurgia cranlo-maxllo-faclal e uma

    area de atuacao medica para tratamentoclrurqlco de deformidades conqenltas eadquiridas (fraturas, sequelas de fraturas,tumores do esqueleto facial), bem como dodesenvolvimento dos ossos da face. Alerndisso, engloba 3 especialidades medlcas:cirurgia plastlca, cirurgia de cabeca e pescoco.otorrinolaringologia. Alern disso, possui grandeinterface com a especialidade da odontologia,buco-maxilo-facial.

    A atuacao da enfermagem no cuidadoaos pacientes submetidos a cirurgia cranlo-maxilo-facial, requer conhecimentos tecnlcose cientfficos especializados que envolvamacoes visando 0 preparo pre-operatorlo,recuperacao pas operatorla, prevencao decornpl lcacoes e preparo para 0 autocuidado. Enecessarlo considerar 0 paciente em toda suaamplitude blo-pslco-soclal visando a prornocaodo conforto necessarlo a recuperacao dasaude. valorizando a carga emocionalque acompanha 0 paciente no pre e pas-operatorlo. pois 0 estado emocional repercuteem fatores favoravels ou destavoravels na suarecuperacao,

    Perfil dos pacientes atendidosSegundo Molileo (2004) as anomalias

    craniofaciais estao entre os defeitosconqenltos humanos mais frequentes edemandam asslstencla multidisciplinar integrale especializada.o perfil de atuaceo do Centro de CirurgiaCranio-Maxilo-Facial (CCCMF) e de pacientesportadores de anomalias conqenltas doesqueleto facial; fraturas e seqUelasde fraturasde face; cistos e tumores dos maxi lares;

    (incluindo as rnlcroclrurqlcas de mandfbulaem conjunto com 0 Centro de MicrocirurgiaReconstrutiva), cranioplastias e 0 tratamentode deformidades dento-esqueletlcas (cirurgiaortoqnatlca) .

    Principais cirurgias realizadas Tratamento clrurqlco para fraturasdos ossos da face (Reducoes cruentas comosteossfnteses); Ressecc;ao de tumores dos maxilares(com ou sem reconstrucao imediata at ravesde enxertos osseos) ; Tratamento clrurqlco para sequelasde fraturas (refraturas, osteossfnteses eimplantes); Ortoqnatlca Tratamento dedeformidades dento-faciais pela rnanlpulacaoda mandfbula e maxila para a obtencao deuma relacao adequada dos dentes (oclusaodentarla), Reconstrucao rnlcroclrurqlca demandfbula em conjunto com 0 Centro deMicrocirurgia.

    As principais necessidades de lntervencaode enfermagem em pacientes do servic;ode cirurgia cranlo-rnaxllo-faclal, estaorelacionadas as funcoes do sistemaestornatoqnatlco que se refere a um conjuntode estruturas bucais que desenvolvem funcoescomuns, tais como su ccao , rna stlq aca o.de qlu tlcao . fon aca o e resp lra cao (MEDEIROS,2006).

    A avallacao do paciente apos a cirurgiadeve levar em conslderacao a dificuldade emrealizar estas funcoes pelo desenvolvimentofreqUente do edema, pela dificuldade imposta

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    neura is tanto a sensib ilidade quanto amotric idade, que acometem as estruturase nv olv id as em ta is funcoes,A abertura bucal d im inufda, associadaa dificu ldade de preensao do alimento,rnastlqacao e deqlutlcao, favorecem aperrnanencla de alim entos na cavidade oral

    d ificu ltando a h ig ien iza

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    queimaduras) Verificar a oclusao dentarla: Orlentacoes para alta Orientar 0 paciente e familiar quantoaos cuidados com a lnqestso alimentar; Realizac;aode crioterapia (nas 72h); Evitar exposlcao ao sol;

    Reforcar orlentacoes quanto ahigienizac;ao oral cuidadosa; Uso correto dos medicamentosprescritos (adrnlnlstracao e conse rvacao) : observacao quanto aos sinais esintomas de cornpllcacoes; Retorno ambulatorial.

    Centro de Atencao Especializada em Col una e T raumaRaquemedularSonia Regina do Nascimento Ferreira*

    *Especialista em Enfermagem do Trabalho (Universidade Sao Camilo)Membro da ABENTO

    IntroducaoA coluna vertebral forma uma sustentacao

    forte, mas flexfvel para 0 tronco, possuindoimportante papel na postura, na sustentacaodo peso do corpo, na locornocao e na protecaoda medula espinhal e das ratzes nervosas.Estende-se a partir da base do cranio atravesdo pescoco e do tranco. As vertebras saoestabilizadas por ligamentos que limitam osmovimentos praduzidos pelos rnusculos dotranco. A medula espinhal, ratzes dos nervosespinhais e seus revestimentos, denominadosmeninges, estao situados dentra do canalvertebral, que e formado pelos foramesvertebrais em vertebras sucessivas. Osnervos espinhais e seus ramos estao situadosfora do canal vertebral, exceto pelos nervosmenfngeos, que retomam atraves dos foramesintervertebrais para inervar as meningesespinhais. (SIZfNIO, 1998).

    o trauma raquemedular e 0 conjunto dealteracoes consequentes a acao de agentesffsicos sobre a coluna vertebral e aoselementos do sistema nervoso contidos emseu interior. As maiorias das lesoes medularesgraves continuam sendo irreversfveis do pon