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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    MARCELO LASPERG DE ANDRADE

    ASPECTOS JURDICO - FILOSFICOS

    DA TEORIA DOS SISTEMAS

    FLORIANPOLIS

    2007

  • MARCELO LASPERG DE ANDRADE

    ASPECTOS JURDICO - FILOSFICOS

    DA TEORIA DOS SISTEMAS

    Dissertao submetida Universidade Federal de Santa Catarina para obteno do ttulo de Mestre em Direito. Orientador: Professor Doutor Paulo Roney de vila Fagndez

    FLORIANPOLIS

    2007

  • MARCELO LASPERG DE ANDRADE

    ASPECTOS JURDICOS - FILOSFICOS DA TEORIA DOS SISTEMAS

    Esta dissertao ou monografia foi julgada adequada para a obteno do ttulo de Mestre em Direito e aprovada em sua forma final pela Coordenao do Curso de Ps-Graduao em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina na rea de Filosofia do Direito.

    Banca examinadora:

    _____________________________________________________________ Presidente: Professor Doutor Paulo Roney de vila Fagndez

    _____________________________________________________________ Membro: Professor Doutor Jos Rubens Morato Leite

    _____________________________________________________________ Membro: Professor Doutor Paulo de Tarso Brando

    _____________________________________________________________ Coordenador do Curso: Professor Doutor Antonio Carlos Wolkmer

    Florianpolis, 21 de agosto de 2007.

  • Para Silene, pilar de minha famlia, por sua pacincia infinita, Ao Johann e Henrique, meus filhos,

    Ao Professor Paulo Roney, pelo grande ser humano e professor que , Ao Andr, o grande amigo nas horas difceis.

  • SUMRIO

    1 INTRODUO......................................................................................................................6

    2 CONSIDERAES SOBRE A TEORIA DOS SISTEMAS E A SOCIEDADE COMPLEXA .............................................................................................................................8

    2.1 CONSTRUO DE UMA TEORIA DO SISTEMA SOCIAL.........................................................22

    3 MORFOLOGIA DO SUBSISTEMA JURDICO.............................................................29

    4 DELINEAMENTOS FILOSFICOS E SEUS ACOPLAMENTOS .............................54

    5 CONCLUSO .....................................................................................................................85

    REFERNCIAS .....................................................................................................................91

  • 6

    1 INTRODUO

    A Teoria dos Sistemas de Luhmann trouxe uma nova dimenso ao estudo do

    impacto do Direito nas relaes sociais.

    Por possuir uma abordagem diferenciada, h a possibilidade de situar o

    sistema jurdico no contexto de um sistema social concatenado, de forma fechada e

    com funo altamente definida em relao ao contexto, com o objetivo de reduzir a

    complexidade que o sistema social trouxe, por meio de Luhmann, uma

    revolucionria leitura dos mecanismos sociais.

    No entanto, cumpre destacar que essa leitura direcionada ao contexto dos

    pases desenvolvidos onde Luhmann desenvolveu seus estudos e de onde

    oriundo. Apesar dessa concluso, alguns estudiosos trouxeram o trabalho do

    pensador alemo para a Amrica Latina, buscando implantar o modelo nos sistemas

    jurdicos locais.

    O presente trabalho delimita-se em analisar a teoria dos sistemas atravs de

    uma perspectiva crtica, buscando determinar se plausvel a aplicao do

    pensamento sistmico em nossa sociedade e mais especificamente, no mbito do

    ordenamento jurdico brasileiro, com toda a sua complexidade, com a crescente

    presso sobre o ordenamento para implantar modelos que possam solucionar

    alguns problemas sociais tidos como urgentes, ligados violncia, as desigualdades

    sociais, etc.

    A resposta a essa presso se resume na edio de vasta legislao que, em

    muitos aspectos, traz uma soluo processual para problemas que carecem

    anlise e tratamento muito mais cuidadosos por parte da sociedade, principalmente

    no campo de suas causas.

    Nesse aspecto, denota-se que tais solues correspondem muito mais a

    aspectos econmicos, pois buscam trazer uma resposta ao investidor temeroso com

    a insegurana jurdica, dado que pode advir um tratamento socializante das

    questes ligadas ao Direito.

    O presente trabalho busca definir alguns aspectos relevantes do pensamento

    Luhmaniano em contraponto com pensadores clssicos e, tambm, aborda

    relevantes perspectivas em relao tentativa de reduo da complexidade

  • 7

    proposta em Luhmann, que contrasta com posicionamentos de Fritjof Capra, posto

    que aceita esta complexidade e entende que a mesma necessria aos

    desdobramentos que envolvem os processos biolgicos que movem o mundo,

    estendendo seu pensamento para os tecidos sociais, envolvendo a Economia e o

    Direito.

    O primeiro captulo analisa e contextualiza a teoria dos sistemas em Luhmann

    e seus contornos; apresenta tambm consideraes acerca das sociedades

    complexas e versa sobre organismo social, sistema e meio ambiente.

    O segundo captulo trata aspectos filosficos que abordam a teoria dos

    sistemas, principalmente pensadores que, de alguma forma, contriburam para a

    construo do pensamento de Luhmann. Questionamentos filosficos acerca da

    Teoria dos Sistemas tambm compem o captulo.

    A concluso apresenta uma anlise do pensamento de Luhmann no contexto

    da Amrica Latina atravs do que foi exposto em todo o contedo da presente

    dissertao.

  • 8

    2 CONSIDERAES SOBRE A TEORIA DOS SISTEMAS E A SOCIEDADE

    COMPLEXA

    Este captulo, visando a compreenso do objeto de estudo, apresenta

    primeiramente a descrio da teoria dos sistemas e seus pressupostos e sua

    relao com a sociedade e com o Direito, posteriormente aborda categorias e

    conceitos ligados teoria dos sistemas e seus desdobramentos filosficos,

    trabalhando suas diferentes formas, desde seu incio.

    Destaca-se que a Teoria dos Sistemas1 de Luhmann consiste em um modelo

    de anlise e gesto da sociedade que a conceitua como um organismo complexo2

    vivo no qual os sistemas sociais interagem pelo processamento de informao,

    sendo que, a atividade informativa a que constitui a matria prima bsica. Atravs

    dela todos os fenmenos sociais acontecem, e so geridos de forma ordenada.

    Conceitua-se, ordinariamente, sistema3 como um conjunto de elementos

    interdependentes, com funes definidas no organismo ao qual pertence.

    A conceituao sobre sistema sempre se revelou presente no

    desenvolvimento do conhecimento humano visando explicar o mundo e seus

    fenmenos4.

    1 Segundo Canaris, A questo do significado da idia de sistema para a Cincia do Direito dos temas mais discutidos da metodologia jurdica. Em poucas controvrsias esto, ainda hoje, as opinies to divididas. Enquanto, por exemplo, Sauer exclama com nfase: apenas o sistema garante conhecimento, garante cultura. Apenas no sistema possvel verdadeiro conhecimento, verdadeiro saber, Wolff diz: a Cincia do Direito ou sistemtica ou no existe; Emge opina, com discrio ctica: um sistema sempre um empreendimento da razo com um contedo exagerado uma afirmao que est apenas a curta distncia da clebre frase de Nietzsche, que caracterizou a aspirao ao sistema como uma falta na consecuo do Direito e uma doena no carter. CANARIS, Claus-Wilhelm. PENSAMENTO SISTEMTICO E CONCEITO DE SISTEMA NA CINCIA DO DIREITO. Lisboa : Fundao Calouste Gulbenkian, 2002, (pg.) p.5 2 O que complexidade? Segundo Morin, (A) em uma primeira (olhar) anlise, a complexidade um tecido (complexus: o que tecido junto) de constituintes heterogneas inseparavelmente associadas: ela coloca o paradoxo do uno e do mltiplo. Num segundo momento, a complexidade efetivamente o tecido de acontecimentos, aes, interaes, retroaes, determinaes, acasos, que constituem nosso mundo fenomnico. MORIN, Edgar. INTRODUO AO PENSAMENTO COMPLEXO. Porto Alegre : Editora Sulina, 2006, (pg) p.13. 3 SISTEMA conjunto de elementos, materiais ou ideais, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relao, mtodo ou processo. Tem sua origem no idioma (Do) francs, systme, derivado do latim tardio systema e, este, do grego sistema. CUNHA, Antnio Geraldo da. DICIONRIO ETIMOLGICO NOVA FRONTEIRA DA LNGUA PORTUGUESA. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1994, (pg) p.728. 4 Canaris considera que, Sobre o conceito geral de sistema deveria dominar como mltiplas divergncias em aspectos especficos no fundamental, uma concordncia extensa: ainda determinante a definio clssica de Kant, que caracterizou o sistema como a unidade sobre uma idia, de conhecimentos variados ou tambm, como um conjunto de conhecimentos ordenado segundo princpios. De modo semelhante, por exemplo, no Dicionrio Jurdico de Eisler, define-se sistema: 1. Objetivo: um conjunto global de coisas, processos ou partes, no qual o significado da cada parcela determinado pelo conjunto supra-ordenado e supra-somativo (...) 2. Lgico: uma multiplicidade de conhecimentos, unificada e prosseguida atravs de um princpio, para um

  • 9

    Com a evoluo do conhecimento, o processo de sistematizao tornou-se

    to intenso que o saber humano passou a ser gradativamente compartimentado em

    setores estanques, que, hodiernamente, chamado de cincias.

    A Filosofia, que outrora gestou vrias cincias, passou a figurar como pano de

    fundo a vrios elementos do saber cientfico que lhe so diretamente conectados

    quando se busca estudar e compreender o homem e, desta forma, tm-se

    atualmente as denominadas cincias humanas.

    pertinente destacar que j nos filsofos gregos pr-socrticos buscava-se

    construir definies bastante claras dos elementos5 que poderiam ser a gene do

    universo e que, a partir destas, poder-se-ia compreender o mundo.

    Esta busca de entendimento do mundo poderia ser uma tentativa do sujeito

    de escapar do mundo de contingncias ditadas por seus sentidos e alcanar o

    mundo das regras universais, que lhe dariam real capacidade de compreenso do

    universo6.

    Evoluindo deste pressuposto, o homem iniciou sua jornada, conjeturando

    como o universo seria formado e como seriam as regras que poderiam reg-lo.

    conhecimento conjunto ou para uma estrutura explicativa agrupada em si e unificada em termos interiores lgicos, com o correspondente, o mais possvel fiel, de um sistema real de coisas entre si, que ns procuramos, no processo cientfico, reconstruir, de modo aproximativo. As definies que se encontram na literatura jurdica correspondem-lhe, tambm, largamente. Assim, por exemplo, segundo Savigny, o sistema a concatenao interior que liga todos os institutos jurdicos e as regras de Direito numa grande unidade; segundo Stammler, uma unidade totalmente coordenada; segundo Binder, uma conjunto de conceitos jurdicos ordenado segundo pontos de vista unitrios; segundo Hegler, a representao de uma mbito do saber numa estrutura significativa que se apresenta a si prpria como ordenao unitria e concatenada; segundo Stoll, um conjunto unitrio ordenado e, segundo Coing, uma ordenao de conhecimentos segundo um ponto de vista unitrio. CANARIS, Claus-Wilhelm. PENSAMENTO SISTEMTICO E CONCEITO DE SISTEMA NA CINCIA DO DIREITO. Lisboa : Fundao Calouste Gulbenkian, 2002, (pg) p. 9-11 5 MONISMO as doutrinas dos milsios constituem um primeiro e rudimentar exemplo de monismo, termo atribudo a todas as filosofias que (imaginam) postulavam que a realidade multiforme deriva de um nico princpio. Em metafsica, o monismo contrape-se ao dualismo defendido de maneira diferente por Plato e Descartes e ao pluralismo de Aristteles. ARCH Tudo indica que Anaximandro foi o primeiro a usar o termo arch, que em grego indica o princpio, o fundamento, aquilo do qual tudo se originou e que mantm o mundo vivo. Os milsios identificaram o arch em um elemento natural (a gua, o ar, o aperon), mas filsofos da gerao seguinte foram mais longe: Herclito identificou o arch no devir, e Pitgoras, no nmero. O termo foi utilizado por Plato e Aristteles para referir-se, genericamente, matria da qual as coisas so feitas, seja fora que d vida natureza, seja finalmente lei que a governa. NICOLA, Ubaldo. ANTOLOGIA ILUSTRADA DE FILOSOFIA DAS ORIGENS IDADE MODERNA. Rio de Janeiro : Editora Globo, 2005, (pg) p. 15 6 Estamos, nesse sentido, ao mesmo tempo muito mais avanados e muito mais atrasados do que se poderia crer. J descobrimos as primeiras costas da Amrica, mas continuamos acreditando que se trata da ndia. As rachaduras e as fendas em nossa concepo de mundo no s viraram enormes aberturas, mas tambm estas aberturas deixam entrever, como sob a carapaa de um crustceo em mutao, como sob o descolamento do casulo, os fragmentos ainda no ligados entre si, a nova pele ainda dobrada e amassada, a nova figura, a nova forma. MORIN, Edgar. INTRODUO AO PENSAMENTO COMPLEXO. Porto Alegre : Editora Sulina, 2006, pg. 18

  • 10

    Para isso, formulou regras para aferio desse conhecimento, denominando,

    como mtodo cientfico, a maneira de produzir conhecimento vlido desvinculado do

    sujeito7.

    Scrates o filsofo que desenvolveu estes conceitos, construindo um

    sistema filosfico de primeira grandeza, colocando a verdade como algo que o

    sujeito capaz de alcanar a partir do orculo conhece a ti mesmo, para poderes

    conhecer o mundo.8

    Com o desenvolvimento das relaes sociais, vrios modelos descritivos do

    funcionamento da sociedade surgiram, buscando explicar e delinear as regras que

    determinam o desempenho do homem e seu acoplamento com a instncia

    denominada Estado, e construiu-se um mecanismo de soluo de conflitos,

    chamado Justia9.

    As teorias sistmicas estabelecem que a sociedade uma espcie de

    organismo dotado de vrios subsistemas imbricados entre si, onde cada subsistema

    possui funo e linguagem especficas, atividade denominada como autopoiese10.

    No entanto, a concepo de compreenso da sociedade possui vrias

    correntes e verses, existindo, por exemplo, entendimentos surgidos da informtica

    e outros oriundos da biologia, adquirindo um contorno essencialmente

    interdisciplinar.

    7 CONCEITO em sentido amplo, a palavra conceito designa qualquer contedo da mente, em sentido estrito, significa um termo universal, ou seja, capaz de indicar toda uma classe de objetos (por exemplo, cadeira, co, amor, vida, e assim por diante). Na vida comum, todos sabemos, grosso modo e nvel intuitivo, o que esses substantivos significam; todavia, no temos condies de defini-los de maneira simples, clara e definitiva. Isso acontece tanto com os termos que se referem a valores morais ou abstratos quanto com aqueles que indicam objetos concretos. impossvel, por exemplo, especificar quais sejam as caractersticas individuais e coletivas necessrias para que um animal seja chamado co. Scrates descobriu o problema do conceito buscando definies corretas para valores morais, como amizade e coragem; Plato considerou o conceito como o conhecimento de uma idia eterna e inata por parte da mente humana; Aristteles reduziu-o ao conhecimento da essncia. NICOLA, Ubaldo. ANTOLOGIA ILUSTRADA DE FILOSOFIA DAS ORIGENS IDADE MODERNA. Rio de Janeiro : Editora Globo, 2005, pg. 53 8 HUMANISMO SOCRTICO - indica uma nova tendncia inaugurada pelos sofistas e por Scrates de colocar os problemas do homem e no os da natureza e do mundo fsico no centro da reflexo filosfica. NICOLA, Ubaldo. ANTOLOGIA ILUSTRADA DE FILOSOFIA DAS ORIGENS IDADE MODERNA. Rio de Janeiro : Editora Globo, 2005, pg. 53 9 A minha hiptese que o tribunal no a expresso natural da justia popular mas, pelo contrrio, tem por funo histrica reduzi-la, domin-la, sufoc-la, reinscrevendo-a no interior de instituies caractersticas do aparelho do Estado. FOUCAULT, Michel. MICROFSICA DO PODER. Rio de Janeiro : Graal, 1979, pg. 39. 10 Auto, naturalmente, significa si mesmo e se refere autonomia dos sistemas auto-organizadores e poiese que compartilha da mesma raiz grega com a palavra poesia significa criao, construo. Portanto, autopoiese significa autocriao. Uma vez que introduziram uma palavra nova sem uma histria, foi fcil utiliz-la como um termo tcnico para a organizao caractersticas dos sistemas vivos. CAPRA, Fritjof. A TEIA DA VIDA. So Paulo : Editora Cultrix, 1996, pg. 88

  • 11

    O Quadro 111 a seguir demonstra um organismo complexo com os mltiplos

    sistemas existentes, seus cdigos, o programa, o meio como instrumento de

    realizao do programa e, finalmente, sua funo.

    Quadro 1

    SISTEMA CODIFICAO PROGRAMA MEIO FUNO

    Economia ter/no ter ambio dinheiro, propriedade

    reproduo material

    Direito direito/ no-direito leis decises segurana e conflito-deciso

    Cincia verdade/inverdade pesquisa conhecimento cientfico

    produo de novo conhecimento

    Poltica governo/oposio idias polticas e ideologia

    Poder (funcionrio pblico) sanes.

    produo de decises coletivamente vinculadas.

    Educao bom/m censura ensino e programa de ensino

    responsabilidade e expectativas de carreira

    formao, educao, seleo de carreira.

    Sistema psicolgico

    identidade e no-identidade

    sade mental conscincia identidade individual, organizao

    Amor sim/no paixo ertico escolha de parceiro

    tica resposta legal/resposta ilegal

    filosofia prtica Moral reflexo moral, alicerce moral.

    Moral bom/ruim representao de valor

    valores orientao sub-institucional e regulao.

    Religio Imanncia/transcendncia abertura, dogmtica, texto e rituais.

    f transformao do incerto em complexo do certo.

    Mdia e massa informao/desinformao linguagem lngua, figuras informao e conversao

    Arte bonito/feio/inovador/velho estilo gosto artstico/obras de arte

    produo, apresentao e reflexo de obras de arte.

    Sistmico mdico

    doente/sadio cuidado hipocrtico

    cuidado, terapia cuidados da sade.

    Cumpre ressaltar que a concepo sistmica uma forma de explicar e

    compreender a sociedade e seus fenmenos atravs do conceito de

    complexidade12, que se resume em inmeras operaes simultneas, elaboradas no

    11 REESE-SCHFER. POLITISCHE THEORIE. Mnchen : Axel Springer Verlag, 2000, pg. 03 12 A complexidade a marca do pensamento terico de Luhmann. Para uma introduo de Luhmann, h at ento uma compreenso analtica da relao da parte com o todo que seguiu na sociologia, onde a observao de uma parte contribui para a observao do todo. Disso Luhmann v o retorno construo de Leibniz de uma harmonia pr-estabelecida (cada parte traz a representao do mundo). Sistemas no so mais do que a soma das partes. Na teoria dos sistemas, so algo totalmente diverso: significam o agregado da interao social. O sistemas sociais reduzem sua complexidade ao operar. Esse resfriamento atravs da complexidade (como observado e como resultado) pode parecer complexo. A representao da teoria dos sistemas, do excerto de seu

  • 12

    mbito do organismo, resultando na multiplicao de subsistemas que, por sua vez,

    se replicam e geram seu prprio cdigo, individ

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