As Tecnologias Nas Praticas e Book

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  • as tecnologias nas prticas pedaggicas inclusivas

  • C l a u d i a R e g i n a M o s C a g i R o t oR o s i M a R B o R t o l i n i P o k e R

    s a d a o o M o t e( o R g . )

    as tecnologias nas prticas pedaggicas inclusivas

    Marlia

    2012

  • UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTAFACULDADE DE FILOSOFIA E CINCIAS

    Diretora: Profa. Dra. Maringela Spotti Lopes Fujita

    Vice-Diretor:Dr. Heraldo Lorena Guida

    Copyright 2012 FFC

    Conselho EditorialBernardete Angelina GattiFernando Jos Brcena OrbeItala Maria Loffredo DOttavianoLicnio Carlos Viana da Silva LimaMario Ariel Gonzlez PortaMyriam Mnica SouthwellPaulo Borba CasellaSusana Frisancho HidalgoWalter Omar Kohan

    Ficha catalogr ca

    Servio de Biblioteca e Documentao Unesp - campus de Marlia

    Editora a liada:

    t255.. .As.tecnologias.nas.prticas.pedaggicas.inclusivas./.claudia.Regina.Mosca... . Giroto,.Rosimar.Bortolini.Poker,.Sadao.Omote.(org.)...Marlia.:.. .. . Ofi.cina.Universitria.;.So.Paulo.:.cultura.Acadmica,.2012... . 238.p... . inclui.bibliografi.a.. . ISBN 978-85-7983-259-8.. . 1..Educao.especial..2..incluso.em.educao..3.tecnologia.da.informao.e. comunicao..4..Professores..Formao..5..Dispositivos.de.auto-ajuda.para. pessoas.com.defi.cincia..i..Giroto,.claudia.Regina.Mosca..ii..Poker,.Rosimar... Bortolini..iii..Omote,.Sadao.

    cDD...371.9

    Cultura Acadmica selo editorial da Editora Unesp

  • 5Sumrio

    ApresentAo.............................................................................................. . 7

    Prefcio........................................................................................................ .. 9

    Educao.Especial,.formao.de.professores.e.o.uso.das.tecnologias.de.informao.e.comunicao:.a.construo.de.prticas.pedaggicas.inclusivasClaudia Regina Mosca Giroto; Rosimar Bortolini Poker; Sadao Omote............. . 11

    As.tecnologias.de.informao.e.comunicao.em.tempo.de.educao.inclusivaDavid Rodrigues............................................................................................ . 25

    Aprendizaje.colaborativo.en.red:.una.nueva.estrategia.para.el.uso.de.la.tic.en.una.escuela.inclusivaEladio Sebastin Heredero.............................................................................. . 41

    tecnologa.assistiva:.favorecendo.o.desenvolvimento.e.a.aprendizagem.em.contextos.educacionais.inclusivosTefilo Alves Galvo Filho.............................................................................. . 65

    Formao.de.professores.para.uma.educao.inclusiva.mediada.pelas.tecnologiasIolanda Bueno de Camargo Cortelazzo........................................................... . 93

    construo.de.ambientes.digitais.de.aprendizagem:.contribuies.para.a.formao.do.professor.Klaus Schlunzen Junior ................................................................................. . 123

    tecnologia.assistiva.em.prticas.inclusivas.para.alunos.com.deficincia:.experincia.do.NiEE/UFRGSLucila Maria Costi Santarosa; Maristela Compagnoni Vieira........................... . 139

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    tecnologias.assistivas.e.prticas.pedaggicas.inclusivas:.deficincia.visualMaria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto.................................................... . 163

    Altas.habilidades./.superdotao:.processos.de.mediao.com.a.utilizao.das.tecnologias.de.informao.e.comunicaoSoraia Napoleo Freitas.................................................................................. . 189

    Estilos.de.aprendizagem.e.uso.de.tecnologias.na.formao.de.professores.para.a.prtica.pedaggica.inclusiva:.valorizando.as.competncias.individuaisDaniela Melar Vieira Barros......................................................................... . 215

  • 7ApreSentAo

    Vivemos. hoje. o. vigoroso. desenvolvimento. de. recursos.tecnolgicos,. em. especial. aqueles. propiciados. pela.microinformtica,. os.quais. representam.um.espetacular.panorama.de. recursos.que.podem.ser.utilizados.para.a.escolarizao.de.alunos.com.as.mais.variadas.necessidades.educacionais.especiais.

    As.tecnologias.de.informao.e.comunicao.(tic).apresentam-se.como.promissoras.para.a.implementao.e.consolidao.de.um.sistema.educacional.inclusivo,.pelas.suas.possibilidades.inesgotveis.de.construo.de.recursos.que.facilitam.o.acesso.s.informaes,.contedos.curriculares.e.conhecimentos.em.geral,.por.parte.de.toda.a.diversidade.de.pessoas.dentre.elas.as.que.apresentam.necessidades.especiais..

    Naturalmente,.a.atuao.dos.professores,.como.agentes.principais.da. promoo. da. educao. inclusiva,. merece. ateno. representando.um. desafio. especial. para. as. Universidades. e. gestores. das. instituies.educacionais,.na.adoo.de.esforos.coletivos.para.a.compreenso.acerca.das.tic.e.sua.aplicabilidade.no.mbito.educacional,.quer.seja.na.formao.dos.profissionais.que.atuam.nesse.contexto,.quer.seja.nos.recursos.didtico-pedaggicos.a.serem.utilizados.na.educao.de.pessoas.com.deficincia..

    como.parte.dos.resultados.desse.esforo.coletivo,.apresentamos.a.presente.obra.constituda.por.textos.de.nossos.convidados..Em.seguida.ao.texto.introdutrio.dos.organizadores,.alguns.captulos.se.ocupam.do.uso.das.tic.na.educao.inclusiva.e.outros.da.formao.de.professores.para.o.enfrentamento.dos.desafios.e.acolhimento.das.possibilidades.postos.pelas.novas.tecnologias..

    Organizadores

  • 8

  • 9prefcio

    A.legislao.brasileira.tem.possibilitado.o.acesso.de.pessoas.com.deficincia. . em.muitos. segmentos.da. sociedade..todavia,. ser.de.direito,.ainda.no.garante.o.de.fato.

    A.escola..um.contexto.diferenciado.e,.por.caractersticas.prprias,..um.lcus.privilegiado.para.a.incluso...a.responsvel.pela.disseminao,.para. os. mais. novos,. do. conhecimento. acumulado. pela. cultura. de. um.povo..Os.avanos.na.educao.propiciaram.que.o.mesmo.seja.organizado.em.ordem.de. complexidade.de. forma.a. ser. apresentado.de. acordo. com.as. potencialidades. das. crianas,.matriculadas. em. salas. de. aula. por. faixa.etria..Ainda.que.se.observe.pouca.considerao.pelas.necessidades.de.cada.clientela. escolar,. tal. organizao. tem. sido. ratificada.na.nossa. sociedade..Os.nmeros.obtidos.com.as.mais.diferentes.medidas.de.aproveitamento.escolar.tem,.no.entanto,.apresentado.um.quadro.sombrio.da.situao.da.educao.no.pas..A. escola.parece.no. ter. conseguido.dar. conta.do. seu.papel.principal,.que..ensinar.crianas..

    O.movimento.da. incluso,.aqui.entendido.como.a.garantia.de.acesso,.permanncia.e.sucesso.da.criana.com.deficincia,.com.transtornos.globais. do. desenvolvimento. ou. com. altas. habilidades/superdotao,.pode.ser.um.diferencial.para.a.educao.de.todas.as.crianas..A.presena.desta. criana. na. sala. regular. tem. exigido. um. conjunto. de. estratgias. e.procedimentos.de.ensino.diferente.daquele.utilizado.em.escolas.especiais..O. avano. tecnolgico. tem,. ainda,. proporcionado. ferramentas. que,.adequadas.ao.contexto.e.s.necessidades.de.cada.aluno,.podem.aumentar.a.

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    probabilidade.de.desenvolvimento.do.desempenho.acadmico.de.cada.um.e.de.todos..Entretanto,.a.disponibilizao.destas.ferramentas.no.ambiente.escolar.depende.exclusivamente.da.adeso.do.professor.a.elas..

    O. presente. livro. nos. brinda. com. um. conjunto. de. tecnologias.de.informao.e.comunicao.que,.agregadas.ao.repertrio.do.professor,.possivelmente. aumentar. o. seu. potencial. de. ensino. para. com. aqueles.alunos.que.dependem.desse.meio.para.ter.acesso.ao.seu.aprendizado...por.meio.de.novos.canais.de.comunicao.que.todas.as. formas.de.expresso.e. estilos. de. aprendizagem. sero. valorizadas. permitindo,. ao. aluno,. o.acesso.ao.conhecimento..conhecer.sobre.as.tecnologias.de.informao.e.comunicao.sensibiliza.o.professor.para.que.se.paute.pelas.potencialidades.dos.seus.alunos.e.no.pelas.suas.limitaes..

    A.tecnologia.assistiva,.com.seu.imenso.arsenal.de.recursos.e.servios,.est.contemplada.neste.livro,.com.propostas.e.relatos.de.experincias.para.auxiliar.a.aprendizagem.de.crianas.com.deficincia.na.escola.regular..A.apropriao. desta. tecnologia. pelo. professor. deve. promover. no. s. sua.aplicao.para.aqueles.alunos.reconhecidamente.com.deficincia,.mas.para.aqueles.que,.por.algum.motivo,.tem.apresentado.dificuldades.para.acessar.os.contedos.escolares..H.que.citar.o.captulo.que.trata.das.crianas.com.desempenho.acima.da.mdia,.sempre.to.esquecidas.e.desvalorizadas..O.uso.das.tecnologias.de.informao.e.comunicao.com.crianas.com.altas.habilidades/superdotao,. alm.de. chamar. a. ateno.do. leitor. para. essa.populao,.aponta.para.a.possibilidade.de.uso.de.tais.estratgias.em.favor.do.desenvolvimento.dela.

    temos,.ento,.neste.livro.um.conjunto.expressivo.de.informaes.que,.com.certeza,.faro.a.diferena.no.movimento.da.educao.inclusiva,.oferecendo. estratgias. que. podem.melhorar. as. prticas. pedaggicas. dos.nossos.professores.

    Boa.leitura!

    Olga.Maria.Piazentin.Rolim.RodriguesLivre-Docente em Psicologia

  • 11

    educAo eSpeciAl, formAo de profeSSoreS e o uSo dAS tecnologiAS de informAo e comunicAo: A conStruo de prticAS pedAggicAS incluSivAS

    Claudia Regina Mosca GIROTORosimar Bortolini POKER

    Sadao OMOTE

    Em. 2008. o.Ministrio. da. Educao. publicou. o. documento.denominado.Poltica.Nacional.de.Educao.Especial.na.perspectiva.da.Educao.inclusiva.(BRASiL,.2008a)..tal.documento.passou.a.orientar.a. organizao. e. o. funcionamento. da. Educao. Especial. nos. sistemas.educacionais.brasileiros.tendo.como.base.a.Educao.para.a.diversidade.e.a.compreenso.de.que:

    A.Educao.Especial..uma.modalidade.de.ensino.que.perpassa.todos.os. nveis,. etapas. e. modalidades,. realiza. o. atendimento. educacional.especializado,.disponibiliza.os. recursos. e. servios. e.orienta.quanto. a.sua. utilizao. no. processo. de. ensino. e. de. aprendizagem.nas. turmas.comuns.do.ensino.regular.(BRASiL,.2008a).

    De.acordo.com.essa.nova.poltica,.a.Educao.Especial.deve.ser.ofertada. em. todos. os. nveis,. etapas. e.modalidades. de. ensino. por.meio.do. Atendimento. Educacional. Especializado. (AEE),. que. disponibiliza.

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    recursos,. servios. e. estratgias. pedaggicas. diferenciadas. para. os. alunos.com.deficincia,.transtornos.globais.do.desenvolvimento.(tGD).ou.altas.habilidades/superdotao,. bem. como. garante. as. condies. de. acesso,.permanncia.e,.principalmente,.de.aprendizagem.desses.alunos.nas.salas.regulares.de.ensino,.junto.com.os.colegas.da.mesma.faixa.etria..

    Sob. esta. perspectiva,. a. Educao. Especial. assumiu. um. carter.complementar. ou. suplementar,. em. detrimento. de. sua. caracterstica.anterior,.como.substitutiva.ao.ensino.regular..Desse.modo,.a.escolarizao.de.alunos.com.deficincia,.tGD.ou.altas.habilidades/superdotao.passou.a. ser. responsabilidade. tanto. do. professor. da. classe. regular,. no. que. se.refere..apropriao.do.currculo,.quanto.do.professor.especializado.que.atua.no.AEE,.no.que.diz. respeito..garantia.de.condies.que.atendam.as. necessidades. educacionais. desses. alunos. e. possibilite. a. superao. de.barreiras.para.efetivar.tal.apropriao..

    A.Educao.Especial.no.formato.do.AEE.se.constitui,.portanto,.na.ferramenta,.no.suporte.indispensvel.que.viabiliza.a.escolarizao.desses.alunos.no.ambiente.escolar.comum..Sem.recursos,.estratgias.e.materiais.adaptados.que.atendam.s.suas.necessidades.educacionais.especiais,.seria.muito.difcil.garantir.a.participao.efetiva.nas.atividades.propostas,.bem.como. a. interao. com.os. outros. alunos. e. professores..tendo. um.papel.de.atendimento.complementar,.e.no.mais. substitutivo,. se.constitui.em.uma.proposta.pedaggica.inovadora.que.pretende.compreender.e.atender.s.necessidades.educacionais.especiais.de.forma.a.dar.a.complementao,.o. suporte. necessrio,. para. garantir. a. aprendizagem. dos. alunos. com.deficincias,.tGD.ou.com.altas.habilidades/superdotao.

    Neste. sentido,. a. reorganizao. do. sistema. educacional,.na. perspectiva. inclusiva,. aponta. para. um. novo. modelo. de. escola. e,.consequentemente,. um. novo. modelo. de. formao. docente. que. requer.um. professor. preparado. para. atuar. em. uma. escola. pautada. na. ateno.. diversidade,. para. desenvolver. sua. prtica. pedaggica. considerando.diferentes. modos. de. aprender. e. ensinar,. contrrios. a. cultura. escolar.tradicional.at.ento.vigente,.historicamente.excludente,.seletiva,.pautada.em. um. modelo. de. ensino. homogeneizador.. Deve. assim. assegurar.recursos,.estratgias.e.servios.diferenciados.e.alternativos.para.atender.s.especificidades.educacionais.dos.alunos.que.necessitam.do.AEE.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    O.Decreto. n. 6.571,. de. 17. de. setembro. de. 2008. (BRASiL,.2008b),. que. dispe. sobre. o. AEE. destaca,. dentre. outros. objetivos.propostos,.a.elaborao.e.utilizao.de.recursos.que.respondam.aos.ajustes.necessrios. para. a. efetiva. aprendizagem. dos. alunos. com. necessidades.educacionais.especiais..

    conforme.previsto.pela.Poltica.Nacional.de.Educao.Especial.na.Perspectiva.da.Educao.inclusiva.(BRASiL,.2008),.o.AEE.[...].tem.como. funo. identificar,. elaborar. e. organizar. recursos. pedaggicos. e. de.acessibilidade. que. eliminem. as. barreiras. para. a. plena. participao. dos.alunos,.considerando.suas.necessidades.especficas..

    Desse. modo,. torna-se. explcita. a. responsabilidade. do. professor.especializado.que.atua.no.AEE.em.oferecer.aos.alunos.acompanhados.neste.servio.aquilo.que..especfico.s.suas.necessidades.educacionais,.auxiliando-os.na.superao.das.limitaes.que.dificultam.ou.os.impedem.de.interagir.com.o.meio,.relacionar-se.com.o.grupo.classe,.participar.das.atividades,.ou.melhor,.de.acessar.os.espaos,.os.contedos,.os.conhecimentos.que.so.imprescindveis.ao.processo.de.escolarizao..Apesar.de.as.atividades.desenvolvidas.no.AEE.diferenciarem-se.daquelas.realizadas.na.sala.de.aula.comum,.devem.constituir.o.alicerce.sobre.o.qual.a.aprendizagem.do.aluno.se.apia,.ou.seja,.os.programas.de.enriquecimento.curricular,.o.ensino.de.linguagens.e.sistemas.especficos.de.comunicao.e.sinalizao,.bem.como.todos.os.recursos.utilizados.devem.estar.atreladas..proposta.pedaggica.do.ensino.comum.

    A. Educao. Especial. passa,. tambm,. a. assumir. uma. nova.responsabilidade,.pois.constitui.o.alicerce.no.qual.o.aluno.com.deficincia.ir.se.apoiar.para.efetivar.sua.aprendizagem.escolar..Deve.estar.diretamente.interligada..escolaridade.comum.e,.consequentemente,.aos.desafios.que.as. deficincias. sensorial,. intelectual,. fsica,. motora,. os. tGD. e. as. altas.habilidades/superdotao.impe.nesse.processo.de.incluso.escolar.

    conforme. o. Decreto. n. 6.571,. de. 17. de. setembro. de. 2008.(BRASiL,.2008b),.o.AEE.ser.efetivado.nas.escolas.por.vrias.aes..Dentre.elas. consta. a. formao. continuada. de. professores. para. o. atendimento.educacional.especializado.realizado.nas.salas.de.recursos.multifuncionais,.definidas.como:

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    [...]. espaos. da. escola. onde. se. realiza. o. Atendimento. Educacional.especializado.para.os.alunos.com.necessidades.educacionais.especiais,.por. meio. do. desenvolvimento. de. estratgias. de. aprendizagem,.centradas. num.novo. fazer. pedaggico. que. favorea. a. construo. de.conhecimentos.pelos.alunos,.subsidiandos-os.para.que.desenvolvam.o.currculo.e.participem.da.vida.escolar.

    Neste. sentido,. . esperado.que. o. professor. que. atua.no. servio.especializado,.dentre.outras.competncias,.explore.os.materiais.e.recursos.existentes.nas.salas.de.recursos.multifuncionais..Saiba.no.apenas.utilizar.os. recursos. disponveis. neste. espao. escolar,. mas. tambm. elaborar.materiais. de.modo. a. ajust-los. s. necessidades. educacionais. dos. alunos.acompanhados. no.AEE. e. gerenciar. o. uso. desses.materiais. no. ambiente.da.sala.regular..Do.recurso.mais.sofisticado.que.agrega.maior.tecnologia.ao. mais. simples. material. confeccionado. artesanalmente,. o. professor.especializado.assume.a.responsabilidade,.inclusive,.pela.disseminao,.na.escola,. do. uso. de. diferentes. tecnologias. de. informao. e. comunicao,.ao.efetivar.a.parceria.com.os.professores.do.ensino.regular.na.superao.de. barreiras. que. impedem. ou. dificultam. o. acesso. e. aprendizagem. do.contedo. curricular. proposto,. por. parte. de. alunos. com. deficincias,.com.tGD.ou.altas.habilidades/superdotao..Ainda,.contribui.para.que.muitos. desses. recursos. sejam. tambm. aproveitados. pelos. professores. do.ensino. regular. com.os. demais. alunos. na. otimizao. do. aproveitamento.curricular..Os.objetivos.aos.quais.se.destina.o.AEE.e.as.salas.de.recursos.multifuncionais.evidenciam,.portanto,.a.formao.de.professores.como.um.aspecto. extremamente. importante,. visto.que. as. atribuies.do.professor.so.fundamentais.para.a.implementao.da.pedagogia.inclusiva..

    De.acordo.com.o.Art..13.da.Resoluo.cNE/cEB.n.4/2009,.que. institui. as. diretrizes. operacionais. para. o. AEE,. na. educao. bsica,.modalidade.Educao.Especial,.so.atribuies.do.professor.especializado.que.atua.neste.servio:

    i. . identificar,. elaborar,. produzir. e. organizar. servios,. recursos.pedaggicos,.de.acessibilidade.e.estratgias.considerando.as.necessidades.especficas.dos.alunos.pblico-alvo.da.Educao.Especial;

    ii. . elaborar. e. executar. plano. de. Atendimento. Educacional.Especializado,. avaliando. a. funcionalidade. e. a. aplicabilidade. dos.recursos.pedaggicos.e.de.acessibilidade;

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    iii..organizar.o.tipo.e.o.nmero.de.atendimentos.aos.alunos.na.sala.de.recursos.multifuncionais;

    iV. . acompanhar. a. funcionalidade. e. a. aplicabilidade. dos. recursos.pedaggicos. e. de. acessibilidade. na. sala. de. aula. comum. do. ensino.regular,.bem.como.em.outros.ambientes.da.escola;

    V..estabelecer.parcerias.com.as.reas.intersetoriais.na.elaborao.de.estratgias.e.na.disponibilizao.de.recursos.de.acessibilidade;

    Vi..orientar.professores.e.famlias.sobre.os.recursos.pedaggicos.e.de.acessibilidade.utilizados.pelo.aluno;

    Vii..ensinar.e.usar.a.tecnologia.assistiva.de.forma.a.ampliar.habilidades.funcionais. dos. alunos,. promovendo. autonomia. e. participao;. [...]..(BRSiL,.2009).

    Dentre. as. importantes. mudanas. que. a. escola. e. o. professor.precisam.incorporar,.destaca-se.a.utilizao.das.tecnologias.de.informao.e. comunicao. -. tic,. que. constituem. um. diversificado. conjunto. de.recursos.tecnolgicos,.tais.como:.computadores;.internet.e.ferramentas.que.compem.o.ambiente.virtual.como.chats.e.correio.eletrnico;.fotografia.e.vdeo.digital;.tV.e.rdio.digital;.telefonia.mvel;.Wi-Fi;.Voip;.wbsites.e.home.pages,.ambiente.virtual.de.aprendizagem.para.o.ensino.a.distncia,.entre.outros.(tEiXEiRA,.2010)..

    tais. recursos. podem. e. devem. ser. utilizados. no. contexto.educacional.de.forma.a.favorecer.a.aprendizagem.dos.alunos.de.modo.geral.e,. em. especial,. dos. alunos. com.deficincias,.tGD.ou. altas. habilidades/superdotao,. uma. vez. que. tambm. compreendem. parte. dos. recursos.contemplados.pelas.salas.de.recursos.multifuncionais,.sob.a.denominao.de.tecnologia.assistiva..

    conforme.Schirmer.et.al.(2007,.p..31):tecnologia. assistiva. . uma. expresso. utilizada. para. identificar. todo.o. arsenal. de. recursos. e. servios. que. contribuem. para. proporcionar.ou. ampliar. habilidades. funcionais. de. pessoas. com. deficincias. e,.consequentemente,.promover.vida.independente.e.incluso.

    A. tecnologia. assistiva. pode. ser. caracterizada,. ainda,. como.uma. rea. que. tem,. estimulado.novas. pesquisas. e. o. desenvolvimento.de.

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    equipamentos. que. favorecem. o. aumento,.manuteno. e. a.melhora. das.habilidades.funcionais.da.pessoa.com.deficincia,.em.diferentes.fases.da.sua.vida,.possibilitando.condies.efetivas.de.melhoria.da.qualidade.de.vida,.ao.favorecer.uma.maior.autonomia.e.permitir.que.se.torne.mais.produtiva,.em.sntese,.mais.realizada.(LAUAND;.MENDES,.2008).

    Dentre.os. recursos.de. tecnologia.assistiva.disponibilizados.pelo.Ministrio. da. Educao. nas. salas. de. recursos. multifuncionais. figuram.materiais. didticos. e. paradidticos. em. braile,. udio. e. Lngua. Brasileira.de. Sinais. . LiBRAS,. laptops. com. sintetizador. de. voz,. softwares. para.comunicao.alternativa,.entre.outros.que.promovem.o.acesso.ao.currculo.

    Diante.desse.contexto,.em.que.a.legislao.garante.o.AEE.para.os.alunos.com.deficincias,.tGD.ou.altas.habilidades/superdotao.e.em.que.os.materiais. de. tecnologia. assistiva. esto. sendo.distribudos.nas. escolas,.. urgente. que. professores. e. gestores. tenham. acesso. aos. conhecimentos.produzidos.na.rea.da.educao.especial,.bem.como.conheam.e.incorporem.saberes. sobre.as.novas. tecnologias.de. informao.e.comunicao.na.sala.de. aula..Muitas. vezes. esses. recursos. so. imprescindveis. para. facilitar,. e.at.mesmo.superar.as.barreiras. fsicas.e.atitudinais.que.obstaculizam.ou.impedem. a. escolarizao. dos. alunos. com. deficincias,. tGD. ou. altas.habilidades/superdotao.

    constata-se. ento. que. a. proposta. de. incluso. educacional.vai.muito. alm.da. garantia.do.direito.de. todos.os. alunos. frequentarem.as. salas. regulares.de. ensino..contempla,. tambm,.a. adequada. formao.profissional. de. professores. do. ensino. regular. e. do. AEE,. que. perpassa.pelo.empoderamento.de.conhecimentos.metodolgicos.que.possibilitam.compreender. e. lidar. com. as. diferenas. presentes. no. contexto. escolar..Prev.mudanas. atitudinais. por. parte. de. professores,. gestores. e. demais.profissionais.que. atuam.na. escola.bem.como.a. articulao. com.as.mais.diferentes.instncias.envolvidas.na.efetivao.da.educao.inclusiva..Ainda,.determina. a. adequada. infra-instrutura. do. sistema. educacional. para. que.inclusive.as.tic,.de.modo.geral,.e.o.conjunto.de.recursos.compreendidos.como.tecnologia.assistiva,.em.especial,.possam.subsidiar.a.aprendizagem.dos.alunos.acompanhados.no.AEE..

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    com.o.avano.das.pesquisas.em.informtica.e.o.maior.acesso..internet. e. s. ferramentas. disponveis. no. ambiente. virtual,. bem. como. a.ampliao.das.polticas.pblicas.direcionadas.ao.AEE,.as.tic.tornaram-se. um. elemento. imprescindvel. para. a. implementao. de. um. sistema.educacional. inclusivo,. pois. possibilitam. o. acesso. s. informaes,. acesso.aos. contedos. curriculares,. bem. como. a. organizao. diferenciada. das.atividades.de.forma.a.atender.as.condies.e.caractersticas.do.aluno,.ou.seja,.s.suas.especificidades.

    . Atualmente. . possvel. verificar. a. presena. das.tic. em. quase.todas. as. instncias. da. sociedade. e,. o. professor. no. pode. evitar. que. as.mudanas. decorrentes. do. uso. das. tecnologias. interfiram. no. ambiente.escolar..implicaes.culturais.e.tcnicas.esto.atingindo.inevitavelmente.os.professores.que.tem.de.enfrentar.o.medo.do.desconhecido.e.desenvolver.competncias.para.utilizar.adequadamente.tais.ferramentas..

    conforme.aponta.costa.(2008,.p..157-158):[...].Este.cenrio.de.no.utilizao.das.tics.se.deve.a.mltiplos.fatores,.dentre.os.quais.podemos.destacar:. (1). formao.continuada.baseada.na. racionalidade. tcnica;. (2). excesso. de. trabalho,. sobrando. pouco.tempo.para. refletir. sistematicamente. e,. sobretudo,. para. experienciar.inovaes. tecnolgicas.na.prtica. escolar..o.que.d.muito. trabalho.de.planejamento.e.de.preparao.do.material.e.do.ambiente.para.que.tudo. funcione;. (3). contexto.no-colaborativo.de. trabalho.na. escola;.(4). cultura. profissional. tradicional,. sendo.que. a. utilizao.das.tics.implicaria.uma.ruptura.com.esta.cultura;.(5).falta.de.condies.tcnicas.(computadores.funcionando,.acesso..internet).

    As. novas. geraes. esto. crescendo. em. uma. sociedade. da.informao. e. os. sistemas. educacionais. precisam. se. adaptar. a. essa. nova.realidade,.no.podem.ficar.alheios.a.tal.fato..Os.recursos.das.tic.devem.ser. amplamente.utilizados. a. favor.da. educao.de. todos.os. alunos,.mas.notadamente.daqueles.que.apresentam.peculiaridades.que.lhes.impedem.ou.dificultam.a.aprendizagem.por.meios.convencionais.

    Segundo. Gonzlez. (2002),. a. introduo. das.tic. nas. escolas,.em. diferentes. reas. do. currculo,. deve. promover. um. nvel. satisfatrio.de. autonomia. preparando. os. alunos. para. se. integrarem. em. seu. meio.sociocultural.e,.tambm,.no.mundo.do.trabalho..Alm.disso,

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    As.respostas.das.tecnologias.para.a.diversidade.devero.ser.contempladas.como.uma.via.de.acesso..participao.dos.sujeitos.na.construo.de.seu.conhecimento.e.cultura.para.poderem.escolher.uma.vida.independente.e.autnoma..(GONZLEZ,.2002,.p..184).

    .

    O.uso.das.tic.est.se.disseminando.atingindo.gradativamente.a. escola. e,. consequentemente,. a. prtica. pedaggica. utilizada. pelos.professores,.nas.salas.de.aula..Entretanto,.apesar.desse.notrio.movimento,.a.maioria.dos.cursos.de.Pedagogia.ainda.no. incorporou.na.sua.matriz.curricular. esse. importante. contedo.. Nem. os. professores. em. servio. e.nem.os.milhares.de.professores.que.esto.se.formando.para.atuar.na.rede.pblica.de.ensino.tem.conhecimento.aprofundado.sobre.o.uso,.na.prtica.pedaggica,. das.tecnologias. de. informao. e. comunicao.. Apesar. de.se.constatar.que.a.maioria.das.escolas.pblicas. tem.recebido.do.Estado,.recursos. e. instrumentos. tecnolgicos. diversificados,. muitos. gestores. e.professores. ainda. no. sabem. como. utiliz-los.. Em. geral. os. materiais. e.recursos.recebidos.no.so.usados.de.forma.adequada.ou.so.subutilizados.

    Em.relao.ao.uso.das.tic.no.AEE,.a.situao..ainda.mais.grave..A. ausncia.de.profissionais. capazes.de.utilizar. os. recursos.de. tecnologia.assistiva. enviados. pelo. Estado. para. as. salas. de. recursos.multifuncionais.pode. prejudicar. ou.mesmo. impedir. o. desenvolvimento. dos. alunos. que.dependem,.muitas.vezes,.dessas.ferramentas.tecnolgicas.para.terem.acesso.ao.currculo.e.participarem.das.atividades.propostas.em.sala.de.aula.

    De. acordo. com. Mendes. e. Lauand. (2008). a. educao. de.alunos. com. necessidades. educacionais. especiais. exige. o. uso. de. servios.especializados.durante.boa.parte.ou.durante. toda.a. sua.educao..Neste.sentido,. a. tecnologia. assistiva. tem. assumido. fundamental. importncia.para. possibilitar. o. acesso. ao. currculo. e. garantir. a. aprendizagem. desses.alunos..Porm,.os.pesquisadores.afirmam.que:

    [...].muitas. vezes. os. servios. de.Educao.Especial. desconhecem.ou.subutilizam.os.recursos.e.equipamentos.de.tecnologia.assistiva,.o.que.pode. ter. um. impacto. significativo.na.possibilidade.de. incluso,. seja.escolar.ou.social,.desses.alunos.(LAUAND;.MENDES,.2008,.p.131).

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    Ressalta-se,. ainda,. que. as. tic,. por. si. s,. no. garantem. a.escolarizao.do.aluno..trata-se.de.um.conjunto.de.ferramentas.colocados..disposio.do.ensino.que.podem.contribuir.efetivamente.na.mediao.significativa.entre.o.aluno.e.o.conhecimento..

    Neste.sentido,.afirma.carvalho.(2001,.p..67):[...].a.informtica.e.as.demais.tecnologias.de.informao.e.comunicao.no.representam.um.fim.em.si.mesmas..So.procedimentos.que.podero.melhorar. as. respostas. educativas. da. escola. e. contribuir,. no. mbito.da. educao. especial,. para. que. alunos. cegos,. surdos,. com. retardo.mental,.com.paralisia.cerebral,.paraplgicos,.autistas,.multideficientes,.superdotados,.dentre.outros,.possam.atingir.maior.qualidade.nos.seus.processos.de.aprendizagem.e.de.exerccio.da.cidadania.

    Ao. distribuir. as. salas. de. recursos. multifuncionais. para. os.municpios.espalhados.pelas.diferentes.regies.do.pas,.o.governo.federal.coloca..disposio.das.escolas.uma.relao.de.materiais.e.equipamentos.de.inovadora.tecnologia.de.informao.e.comunicao..Dentro.desse.contexto.torna-se.imprescindvel.ao.professor.o.conhecimento.sobre.as.tic.e.sobre.sua.utilizao.na.construo.de.prticas.pedaggicas.inclusivas.

    com.certeza,.inicialmente,.esse.tema.causa.impacto.no.cotidiano.das.escolas..tal.impacto.pode.ser.explicado.pela.ausncia.da.discusso.sobre.o.tema.nos.cursos.de.formao.inicial.de.professores.gerando.insegurana.nos. profissionais. que. desconhecem. os. diferentes. tipos. de. tecnologias.existentes.. Alm. disso,. poucos. professores. sabem. como. utilizar. estes.recursos.no.processo.de.ensino.e.aprendizagem.de.alunos.com.deficincias,.tGD.ou.altas.habilidades/superdotao.

    Entretanto,.na.atual.conjuntura.educacional,.a.discusso.sobre.o.uso.das.tic.comea.a.se.expandir.no.meio.acadmico.e.especificamente.na.Educao.Especial..Pesquisas.demonstram.o.uso.sistemtico.das.tic.no. processo. de. ensino. e. de. aprendizagem. de. escolares. possibilitando. o.desenvolvimento.das. suas. competncias.de. forma.a. superar.barreiras.de.aprendizagem. advindas. de. condies. sociais,. sensoriais,. intelectuais,.neurolgicas,.motoras.ou.outras.

    As.tic.tem.a.possibilidade.de.serem.incorporadas.no.processo.educacional. como. recursos. didticos. ou. ferramentas. que. promovem. o.

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    processo.de.ensino;.como.instrumento.diferenciado.de.avaliao.do.aluno.e.como.ferramenta.de.aprendizagem.pois,.com.determinados.programas.de.computador,.por.exemplo,.o.aluno.pode.no.s.obter.informaes,.mas.tambm.criar,.relacionar,.inferir,.se.expressar,.em.sntese,.pode.aprender..As. tic. podem. se. constituir. no. prprio. contedo. curricular,. estando.vinculado.o.seu.uso.s.diferentes.disciplinas.escolares,.bem.como.podem.ampliar.as.possibilidades.de.interao.e.comunicao.entre.os.membros.da.comunidade.escolar.

    conforme.apontam.Alba.e.Snchez.Hpola.(1996),.a.aplicao.do.uso.das.tic.no.processo.educacional.de.alunos.com.deficincia.pode.ser.analisada.nos.seguintes.modelos:

    . Utilizao.das.tic.para.favorecer.a.realizao.de.atividades.escolares.cotidianas;

    . Uso.do.computador.como.recurso.didtico;. Aplicao. da. informtica. no. momento. do. desenvolvimento. de.

    contedos.curriculares;. Recurso. teraputico. no. tratamento. das. alteraes. ou. deficincias.

    existentes.

    Sob. o. paradigma. da. incluso,. que. preconiza. a. convivncia. na.diversidade,.particularmente.no.contexto.escolar,..imperiosa.a.necessidade.de.utilizao.de.recursos.especficos,.de.estratgias.diferenciadas.de.ensino.e.de.condies.de.acessibilidade,.que.tem.sido.garantidas.por.meio.de.novas.ferramentas. tecnolgicas..Debates. cientficos.atuais.na.rea.da.educao.especial.apontam.para.a.importncia.das.tic.aplicadas..educao.vir.a.compor.a.grade.curricular.dos.cursos..Afinal,.os.professores.que.iro.atuar.nos.servios.especializados.precisam.conhecer,.compreender.e.saber.utilizar.as. tic. de. forma. a. promover. aes. pedaggicas. inclusivas. no. interior.das.escolas.brasileiras..Para. tanto,..preciso. investir,. conforme.apontado.anteriormente,. em. uma. slida. formao. profissional. que. propicie. a.competncia. necessria. para. o. professor. refletir,. pesquisar. e. apresentar.proposies.sobre.a.prtica.educativa.e.sobre.novas.possibilidades.terico-metodolgicas.para,.consistentemente,.modificar.a.realidade..

    Afinal,.o.conhecimento.sobre.as.tic.est.previsto.na.Resoluo.cNE/cP.n.1,.de.2006,.que.institui.as.Diretrizes.curriculares.Nacionais.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    para.o.curso.de.Graduao.em.Pedagogia.(BRASiL,.2006)..Em.seu.Art.5.consta.que.o.egresso.do.curso.de.Pedagogia.dever.estar.apto.a:

    Relacionar. as. linguagens. dos. meios. de. comunicao. . educao,.nos. processos. didticos-pedaggicos,. demonstrando. domnio.das. tecnologias. de. informao. e. comunicao. adequadas. ao.desenvolvimento.de.aprendizagens.significativas.(BRASiL,.2006).

    As.aplicaes.das.tic.para.a. realizao.de.atividades. traz.uma.srie.de.vantagens,.tais.como:.a.individualizao.do.ensino.respeitando.o.ritmo.e.o.tempo.de.realizao.de.atividade.de.cada.aluno;.a.flexibilidade.que.viabiliza.o.uso.de. canais. sensoriais.distintos;. a. avaliao.contnua.e.dinmica;. a. auto.avaliao;. a.manuteno.da.mesma.atividade/exerccio.de.acordo.com.as.necessidades.educacionais.do.aluno;.o.ajuste.do.nvel.de.complexidade.da.atividade;.o.desenvolvimento.de.hbitos.e.de.disciplina.para. sua.utilizao;. a.motivao,.pois.podem.ser. inseridos. temas,. cores,.figuras,.formas.que.atendem.aos.interesses.dos.alunos.estimulando-os,.de.diferentes.maneiras,.a.realizar.as.atividades.propostas,.entre.outras.

    com. finalidade. didtica,. as. tic. podem. ser. utilizadas. para.implementar. o. processo. de. adequao. curricular.. Segundo. Gonzlez.(2002),. os. recursos. tecnolgicos. so. elementos. de. acesso. ao. currculo,.fazem.parte.do.conjunto.de.modificaes.realizadas.para.o.aluno.alcanar.os.objetivos.e.contedos.previstos.no.programa.de.ensino..Acrescente-se.a.esses.fatores.a.possibilidade.de.interao.proporcionada.pela.tecnologia.

    Gonzlez.(2002,.p.184-185).afirma.que:.Na. concepo. do. ensino. como.processo. de. comunicao. didtica. e.nos.centrando.na.interao.comunicativa,.so.evidentes.a.versatilidade.e. acessibilidade. dos. meios. audiovisuais. e. informticos. para. a.comunicao.e.interao.social.dos.sujeitos.com.necessidades.especiais..No.se.pode.esquecer.que,.para.muitas.pessoas,.esses.recursos.tcnicos.e. tecnolgicos. e,. em. especial,. os. recursos. tecnolgicos. informticos,.constitui.a.via.de.acesso.ao.mundo,..interao.social.e..comunicao.ambiente..A.utilizao.das.diferentes.estratgias.e.recursos.tecnolgicos.permite.atenuar.as.dificuldades.que.alguns.sujeitos.com.necessidades.educativas. especiais. tm.no. s. durante. o. perodo. de. escolarizao,.como.em.sua.posterior.incorporao.ao.mundo.do.trabalho..

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    todavia,.a.existncia.dos.recursos.tecnolgicos.na.escola,.bem.como.a.ampliao.do.seu.acesso,.no.garante.o. seu.uso.adequado.por.parte.do.docente.que,.muitas.vezes,.no.tem.competncia.para.utilizar.tais.ferramentas.de. ensino.. Soma-se. a. isso. o. fato.de.que.os.prprios. cursos.de.Pedagogia.no.contemplam.em.suas.matrizes.curriculares.disciplinas.que.capacitem.os.futuros.profissionais.para.usar.as.tic..Assim,.a.promoo.de.condies.para.a.reflexo.acerca.das.tic.e.de.sua.importncia.para.a.formao.do.professor.bem.como.para. a. troca.de. experincias. e.proposies.que. contemplem.a.apropriada. utilizao. dessas. tecnologias. em. prol. do. desenvolvimento. de.prticas.pedaggicas.inclusivas.torna-se.imprescindvel..

    A.nfase.na.discusso.sobre.o.uso.das.tic.na.escola,.de.modo.geral. e,. em. particular,. na. educao. de. pessoas. com. deficincias,.tGD.ou. altas. habilidades/superdotao,. que. constituem. a. demanda. para. o.AEE,. permite. a. desconstruo. de. idias. equivocadas. que. perpassam. a.compreenso.sobre.essa.temtica.no.ambiente.escolar,.alm.de.possibilitar.o.acesso,.principalmente.por.parte.de.professores.que.atuam.no.sistema.de. ensino,. quer. seja. no. ensino. regular,. quer. seja. no. AEE,. a. subsdios.tericos.e.prticos.que.fomentam.o.conhecimento.e.o.uso.apropriado.de.diferentes.recursos.tecnolgicos.presentes.na.escola,.tais.como:.a.televiso;.o.computador;.a.internet;.as.imagens;.softwares;.entre.outros.

    Por. fim,. deve-se. destacar. que. toda. essa. tecnologia. disponvel.representa.meios.e.no.um.fim.em.si.mesmo..Vale.dizer.que.no..o.uso.em. si. que. se. constitui. na.meta..A. capacitao. de. professores. no. pode.limitar-se. ao. aprendizado. competente. das. ferramentas. das. teces..Ainda,.precisam.estar.muito.claras.as.metas.a.serem.alcanadas.com.o.uso.desses.recursos..isto.requer.a.necessidade.de.que.esses.professores.compreendam.efetivamente.os.princpios.e.propostas.implicadas.na.educao.inclusiva,.construindo.atitudes.genuinamente.acolhedoras.das.diferenas.e.favorveis..incluso.

    refernciAsALBA,.c.;.SNcHES.HPOLA,.P..La.utilizacin.de. los. recursos. tecnolgicos. en. los.contextos.educativos.como.respuesta.a.la.diversidad..in:.GALLEGO,.D..J.;.ALONSO,.c.. .M.;.cANtN,.Y.. (coord.).. . integracin. curricular. de. los. recursos. tecnolgicos..Barcelona:.Oikos-tau,.1996..p..351-374.

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    BRASiL.. Resoluo. cNE/cEB. n. 4/2009.. institui. as. diretrizes. operacionais. para. o.Atendimento. Educacional. Especializado. na. educao. bsica,. modalidade. Educao.Especial..Dirio.Oficial.da.Unio,.Braslia,.DF,.5.out..2009..Seo.1,.p..17.BRASiL..Resoluo.cNE/cP.n.1,.de.15.de.maio.de.2006..institui.Diretrizes.curriculares.Nacionais. para. o. curso. de. Graduao. em. Pedagogia,. licenciatura.. Dirio. Oficial. da.Unio,.Braslia,.DF,.16.maio.2006..Seo.1,.p..11.BRASiL..Ministrio. da. Educao.. Secretaria. de. Educao. Especial.. Poltica. nacional.de.educao.especial.na.perspectiva.da.educao.inclusiva..Documento.elaborado.pelo.Grupo. de.trabalho. nomeado. pela. Portaria. n. 555/2007,. prorrogada. pela. Portaria. n.948/2007,.entregue.ao.Ministro.da.Educao.em.07.de.janeiro.de.2008..Braslia,.DF,.2008a.______.. Decreto. 6.571. de. 17. de. setembro. de. 2008.. Dispe. sobre. o. Atendimento.Educacional.Especializado..Braslia,.DF,.2008b..cARVALHO,. R.. E.. A. incorporao. das. tecnologias. na. educao. especial. para. a.construo. do. conhecimento.. in:. SiLVA,. S.;. ViZiM,.M.. (Org.).. Educao. Especial:.mltiplas.leituras.e.diferentes.significados..campinas:.Mercado.de.Letras,.2001..p..57-84.cOStA,.G..L..M..Mudanas.da.cultura.docente.em.um.contexto.de.trabalho.colaborativo.mediado. pelas. tecnologias. de. informao. e. comunicao.. Perspectivas. em.cincia. da.informao,.Belo.Horizonte,.v..13,.n..1,.p..152-165,.jan./abr..2008.GONZLEZ,. J.. A..t.. Educao. e. diversidade:. bases. didticas. e. organizativas.. Porto.Alegre:.Artmed,.2002.LAUAND,. G.. B.. do. A.;. MENDES,. E.. G.. Fontes. de. informao. sobre. tecnologia.assistiva. para. indivduos. com. necessidades. educacionais. especiais.. in:. MENDES,. E..G.;. ALMEiDA,.M..A.;.HAYASHi,.M..c.. P.. i.. (Org.)..temas. em. educao. especial:.conhecimentos.para.fundamentar.a.prtica..Araraquara:.Junqueira&Marin;.Braslia,.DF:.cAPES.-.PROESP,.2008..p..125-133.ScHiRMER,. c.. R.. et. al.. Atendimento. educacional. especializado:. deficincia. fsica...Braslia,.DF:.cromos,.2007.tEiXEiRA,.E..c..A..Educao.e.novas. tecnologias:.o.papel.do.professor.diante.desse.cenrio. de. inovaes..Webartigos,. [S.l.],. 24. jul.. 2010.. Disponvel. em:. ..Acesso.em:.17.ago..2010.

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    As tecnologiAs de informAo e comunicAo em tempo de educAo inclusivA

    David Rodrigues

    A Educao deve ser concebida para promover o triunfo da cooperao sobre a competio como destino natural do progresso humano (JOHN DEWEY).

    1 Introduo

    O desenvolvimento da Educao segundo uma perspectiva inclusiva , hoje em dia, um conceito internacional e mesmo mundial. No entanto, este conceito de Educao Inclusiva (EI), quando aplicado a pases com modelos diferentes e em diferentes estdios de desenvolvimento dos seus sistemas educativos, assume significados muito diferentes. Diferentes do mbito e no conceito.

    Quanto ao mbito h pases em que o termo EI se aplica incluso de alunos com condies de deficincia na escola regular. Noutros pases, no entanto, a EI tem um mbito muito mais alargado abrangendo servios que apoiam todos os alunos que em qualquer momento do seu percurso escolar experimentam dificuldades nas suas aprendizagens. O conceito de EI

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    .tambm.varivel..Existem.conceitos.em.enfatizam.a.ligao..comunidade,.outros. que. realam. a. aprendizagem. em. conjunto. e. outros. ainda. que.encaram.a.incluso.como.uma.rejeio.do.insucesso.e.do.abandono.escolar.e.promovendo.a.escola.universal.no.discriminatria.(WiLSON,.2000).

    ..assim,.quase. inevitvel.que. se. inicie.um.artigo.que. se. refira.. Educao. inclusiva. -. Ei. clarificando. o. conceito. a. que. nos. queremos.reportar..Apresentamos.um.conceito.de.Ei.publicado.em.Rodrigues.(2007,.p.35).como

    um.modelo.educacional.que.promove.a.educao.conjunta.de.todos.os. alunos,. independentemente. das. suas. capacidades. ou. estatuto.socioeconmico..A.Ei.tem.por.objectivo.alterar.as.prticas.tradicionais,.removendo.barreiras. . aprendizagem.e. valorizando. as. singularidades.dos.alunos.

    Vamos. referir-nos. ao. conceito. que. foi. usado. na. conferncia.internacional.da.UNEScO.realizada.em.Genebra.em.2008.(UNEScO,.2008)..O.conceito.apoia-se.em.quatro.linhas.principais:

    1. A Incluso um processo sempre inacabado de encontrar maneiras melhores de responder diversidade..Este. aspecto. reala. o. carcter. evolutivo. e.permanente. da. promoo. da. incluso.. No. h. certamente. escolas.inclusivas.mas.to.s.escolas.que.se.encontram.mais.prximas.ou.mais.longe.de.tornarem.escolas.inclusivas.

    2. A Incluso diz respeito identificao e remoo de barreiras. Na.escola.actual. existem. numerosas. prticas,. naturalizadas. pelo. seu. uso.frequentemente.que.podem.criar.barreiras..aprendizagem..A.funo.da.Ei..recolher.e.relacionar.informao.de.fontes.diversas.para.planear.melhores.prticas,.estimular.a.criatividade.e.a.resoluo.de.problemas.de.forma.a.eliminar.barreiras..aprendizagem.

    3. A Incluso refere-se presena, participao e sucesso de todos os alunos. A.Ei.no.respeita.s.ao.acesso.(presena).mas.promove.a.participao.(obviamente.activa).e.o.sucesso.(resultados.na.perspectiva.do.currculo).de.todos.os.alunos..Por.vezes.entende-se.que.a.Ei.termina.no.acesso..escolaridade;.pelo.contrrio.a.Ei.estende.a.sua.aco.at.ao.sucesso.de.todos.os.alunos..Dizer.que.o.acesso..responsabilidade.do.sistema.e.o.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    sucesso..responsabilidade.pessoal.dos.alunos.no.,.pois,.um.princpio.inclusivo.

    4. A Incluso implica uma nfase particular nos grupos de alunos que se encontram em risco de marginalizao, excluso ou insucesso..De.notar.a. expresso. nfase. particular. que. demonstra. que. a. Ei. visa. toda. a.comunidade.escolar.(alunos,.professores,.famlias,.comunidade.etc.).e.no.s.os.alunos.com.dificuldades.

    2 incluso e quAlidAde nA educAo

    O.termo.qualidade.. largamento.usado.em.Educao..Parece.to. consensual. que. . profusamente. usado. tanto. pelo. discurso. poltico.como. pelos. prprios. professores. e. investigadores.. Mas. existem. vrios.olhares.sobre.a.qualidade.

    Antes.de.mais,.h.um.olhar.diacrnico..Ao.longo.da.histria.da.Educao,.qualidade. tem.assumido.diferentes.conceitos.e. significados..O.que.se.considerava.qualidade.h.30.anos.atrs.no..certamente.o.que.se. considera. hoje.. Mais. recentemente. a. utilizao. das. tecnologias. da.informao. e. comunicao. (tic). tem. sido. considerado. um. factor. de.qualidade.educativa..

    Pode.existir.tambm.um.olhar sincrnico..A.qualidade.pode.ter.significados. diferentes. em. funo. do. locus. geogrfico. de. que. se. fala. e.sobretudo.em.funo.dos.diferentes.participantes.no.processo.educativo..Ser.que.quando.se.fala.de.qualidade.o.termo.quer.dizer.a.mesma.coisa.para.pais,.alunos,.gestores,.professores.ou.polticos?.Algumas.aproximaes.do.conceito.de.qualidade.aproximam.a.sua.aferio.do.nvel.de.satisfao do cliente..Mas,.em.Educao,.quem..o.cliente?.Os.pais?.A.sociedade?.Os.alunos?.E.se.so.tantos.e.vrios,.podem.eles.ser.igualmente.satisfeitos.com.o.mesmo.servio?.A.diversidade.dos.contextos.educativos..to.grande.que.parece.difcil.falar.de.qualidade.em.termos.absolutos.ou.essenciais;.teremos.certamente.que.nos.referir..qualidade.enquanto.valor.relativo.resultante.da.interaco.do.processo.educativo.com.diferentes.condies.do.meio.

    A.qualidade.no.,.pois,.um.termo.que.tenha.um.valor.normativo.absoluto,. por.muito. que. os. discursos. polticos. e. institucionais. paream.

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    no.ter.dvidas.sobre.isto..Os.indicadores.que.se.seleccionam.(e.os.outros.que.se.ignoram),.as.formas.e.os.momentos.em.que.se.avalia.a.qualidade.so.decises.polticas.e,.portanto,.socialmente.construdas.em.funo.dos.objectivos.que.se.deseja.alcanar.num.determinado.contexto..A.qualidade.filia-se,. assim,. mais. nas. negociaes. e. relaes. de. poder. do. que. num.consenso.inquestionvel.e.natural.

    Analisando. os. documentos. produzidos. por. organizaes.internacionais. (nomeadamente. as. Naes. Unidas. e. a. UNEScO). bem.como.o.impacto.que.tiveram.nas.legislaes.nacionais.de.mltiplos.pases,.a. incluso.deve. ser. considerada.como.um.dos. factores.que.actualmente.se. tem.que.valorizar.em.termos.de.aferio.da.qualidade.de.um.sistema.educativo..Sobre.a.relao.entre.incluso.e.qualidade,.Nvoa.(2005,. .p..220). afirma. que. []. . preciso.manter. a. tenso. entre. a. qualidade. e. a.equidade.principalmente.num.perodo.em.que.a.situao.econmica.tende.a.valorizar.a.qualidade.total.em.lugar.da.qualidade.para.todos.

    Realaramos. a. expresso. Qualidade. para. todos.. O. certo. .que.o. termo.qualidade. tem.sido.mais. associado.a. sistemas. educacionais.selectivos,.competitivos.e.meritocrticos.(para.alguns).do.que.a.sistemas.mais.universais.e.inclusivos.(para.todos)..H.pouco.tempo,.em.Portugal,.a.reinstalao.de.exames.nacionais.no.final.de.cada.ciclo.da.escolaridade.bsica. . e. a. consequente. possibilidade. de. reprovao. -. foi. saudada. por.alguns. partidos. polticos. como. uma. importante. medida. em. favor. da.qualidade.da.educao...

    3 quAlidAde e educAo inclusivA

    Apesar. de. to. polissmico,. o. conceito. de. qualidade.mostra-se.bem.mais. linear.quando.usado.nos.discursos.polticos:..uma.qualidade.que. . aferida. sobretudo. pelas. (elevadas). competncias. acadmicas. que.os.alunos.adquirem.e.aferida.por.processos.comparativos.transnacionais..Assim,.nesta.perspectiva,.a.incluso.na.escola.regular.de.alunos.com.alguns.tipos.de.problemas.pode.ser.encarada.como.um.contratempo.para.atingir.esta.qualidade.atravs.da.excelncia.acadmica.

    Para.muitos.profissionais.e.mesmo.para.o.senso.comum,.quanto.mais.heterognea.e.mais.diversa..uma.classe.ou.uma.escola.mais.problemas.

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    haver.com.o.aproveitamento.dos.alunos.e.consequentemente.menor.ser.a. qualidade. atingida..Os. argumentos. sobre. esta. posio. so. que. se. gasta.demasiada.energia.em.tentar.conciliar.as.diversas.singularidades.dos.alunos.e.que.se.perde.tempo.com.alunos.com.dificuldades,.tempo.este.que.podia.ser.usado.para.fazer.progredir.os.alunos.sem.dificuldades..Assim,.classes.mais.homogneas.teriam.mais.possibilidades.de.alcanar.uma.boa.qualidade

    Mas....e.se.adoptarmos.como.parmetro.de.qualidade.um.gama.alargada.de.saberes,.competncias.e.atitudes,.se.usarmos.um.conceito.lato.de.qualidade(s).em.que.esta(s).se.reporte(m).a.diferentes.actores,.diferentes.capacidades,. a. diferentes. objectivos. de. aprendizagem?. Se. tivermos. esta.viso.abrangente,.verificaremos.que.a.posio.descrita.antes,.apesar.da.sua.aparente.solidez,..uma.posio.que.s.pode.recrutar.a.seu.favor.a.evidncia.ilusria.do.senso.comum.(RODRiGUES;.LiMA-RODRiGUES,.2011)..Seno.vejamos:

    A. percepo. da. diferena. contribui. para. a. construo. da.identidade. e. tem,. por. isso,. um. papel. determinante. na. aprendizagem..No se pode construir uma identidade seno num ambiente diverso..Nunca.agradeceremos. o. suficiente. aos. outros. por.nos. ajudarem. a. entender. e. a.estruturar.o.que.somos.a.partir.da.diferena.que.neles.percebemos.

    Quando.olhamos.a.qualidade.no.contexto.do.currculo.global.da.escola.(mesmo.no.sentido.restrito.de.nvel.acadmico).verificamos.que.no.so. sempre. os.mesmos. alunos. que. tm.dificuldades.nas.mesmas. situaes..todos.tm,.portanto,.uma.contribuio.para.a.qualidade.global.da.turma.e.da.escola.com.os.seus.insucessos.e.os.seus.erros..Desta.forma, a qualidade assume-se mais no campo das heursticas de ensino e menos no campo dos resultados..Uma.educao.de.qualidade,.neste.aspecto,.ser.a.que..capaz.de.dinamizar.a.aprendizagem.em.grupos.de.alunos.que.podem.apresentar.tanto.dificuldades.como.proficincia,.em.diferentes.momentos,.matrias.ou.contextos.

    Fazer.depender.a.aprendizagem.da.interaco.directa.e.individual.com.o.professor..um.modelo.desactualizado.de.ensino.e.aprendizagem..Os materiais, os colegas, os documentos, o meio, a pesquisa, so contextos que devem ser accionados para potenciar a aprendizagem de todos.. Grandes. tericos. da. aprendizagem.como.Piaget,.Vigotsky.e.Brunner,.proporcionaram.preciosas.contribuies.para.conhecermos.o.quo. indispensvel. . aprendizagem.podem.ser. as.mediaes,.

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    os.materiais.e.os.contextos..S..possvel.promover.a.aprendizagem.de.classes.(naturalmente). heterogneas. se. for. criado. na. sala. de. aula. um. ambiente. de.trabalho.em.que.o.aluno.disponha.de.autonomia.e.de.meios.de.aprendizagem.e.de.ensino.que.no.se.resumam..interaco.directa.com.o.professor.

    As dificuldades de alguns alunos podem ser usadas para encontrar estratgias de ensino para outros.. Sabemos. que. o. erro. tem. uma. funo.educacional.importante.se.puder.ser.analisado,.contextualizado.e.entendida.a. sua. correco... conhecido.o. exemplo.das.pessoas.que. tm.problemas,.por.exemplo,.em.matemtica.e.que.finalmente.superam.as.suas.dificuldades.quando. a. comeam. a. ensinar.. Um. ambiente. de. aprendizagem. rico. e.diversificado..proveitoso.para.quem.ensina.e.para.quem.aprende..As.tarefas.de.ensino.e.aprendizagem.constituem.uma.verdadeira.diviso.de.perspectivas.at.no.seu.sentido.mais.etimolgico.de.viso.a.dois.-.di-viso.

    Enfim,.so.as.turmas heterogneas e complexas.as.que.proporcionam.experincias.aos.alunos.para.viver,.negociar.e.progredir.em.sociedades.que.elas. prprias. so. complexas. e. conflituais.. (J. imaginaram. que. sucesso.desportivo. teria.uma.equipa.de. futebol.constituda.pelos.melhores.onze.jogadores.do.mundo.mas....todos.goleiros?)

    Defendemos. que. existe. uma. relao. prxima. entre. Ei. e.qualidade..No.pode.haver.qualidade.numa.escola.que,.de.tanto.perseguir.a.homogeneidade,.acabe.por.se.afastar.dos.valores.que.deve.ter.como.escola.para. todos.os.alunos.da.comunidade.em.que.se. insere..No.pode.haver.incluso.se.a.preocupao.da.escola.for.nivelar.(normalizar).o.ensino.para.o.adequar.ao.inexistente.aluno.mdio..Uma.educao.que.se.reporte.a.uma.tipologia.de.alunos.e.que.recorra.a.um.leque.restrito.de.experincias.de.aprendizagem.ir.prejudicar.por.falta.de.qualidade.e.respostas.alunos.cujas.motivaes,.necessidades,. capacidades.e. socializao.os.afastam.do.ritmo.da.maioria.dos.seus.colegas.(RODRiGUES,.2007).

    Precisamos. de. progredir. no. conhecimento. dos. factores. que.podem.levar.as.escolas.serem.mais. inclusivas.e,.desta. forma,. terem.mais.qualidade..Antes.de.mais.recolhendo,.sistematizando,.aproveitando.tudo.o.que.a.escola.j..capaz.de.fazer..Ainscow.(2007).afirma.que.as.escolas.sabem.mais. do. que. o. que. usam. e,. assim,. se. todas. as. escolas. tiverem.

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    condies.para.usarem.tudo.o.que.podem.e.sabem.fazer,.ir-se-.verificar.um.enorme.avano..

    Mas. o. que. a. escola. sabe. e. tem. no. ,. certamente,. suficiente.para.empreender.este.processo.de.inovao:..fundamental.que.as.escolas.recebam.apoio.para.serem.capazes.de.assumir.novos.desafios..S.quem.se.sente.apoiado.ousa.fazer.algo.de.diferente.e.de.novo..Este.apoio.significa.que.a.escola.deve.estar.convicta.de.que.dispe.de.meios.humanos.e.materiais.que. lhe. permita. iniciar. um. processo. de. inovao.. A. Ei. ,. em. muitos.aspectos,.no.uma.evoluo.da.escola.integrativa.mas,.antes,.uma.ruptura.com.a.escola. tradicional. (RODRiGUES,.2007)..Por. isso,. .preciso.que.as.escolas.que.querem.apostar.em.projectos.inclusivos.sejam.(e.se.sintam).apoiadas. para. empreender. projectos. criativos,. originais. e. de. qualidade.para.os.alunos..A.escola.tem.que.se.tornar.uma.organizao.mais.coesa,.mais.confiante.nos.seus.projectos.e.capaz.de.responder.solidariamente.aos.desafios.que.se.lhe.deparam..Sem.que.a.escola.seja.reforada.com.mais.e.melhores.recursos.humanos.e.materiais,.a.incluso.pode.tornar-se.numa.retrica.temporria.e.superficial.

    claro.que.esta.empresa.no.. fcil:. conseguir.a.qualidade.para.todos. os. alunos. atravs. da. incluso. . uma. tarefa.muito.mais. rdua. do.que.construir.uma.aparente.qualidade.para.alguns.dos.alunos,.atravs.do.reforo.de.prticas.uniformizadoras.e.complacentes.com.a.excluso.

    A. incluso. . cmplice. da(s). qualidade(s)..No. queremos. uma.incluso.que.promova.uma.educao.de.saldo.na.escola:.todos.os.alunos.tm.direito.a.serem.estimulados.ao.nvel.mximo.das.suas.capacidades.e.apoiados.nas.suas.dificuldades..O.facto.de.todos.os.alunos.terem.pontos.fortes.e.menos.fortes..certamente.um.dos.lugares.de.encontro.que.a.escola.tem.de.explorar..Mas.a.diversidade.deve.ser.encarada.como.uma.exigncia.de.qualidade.e.no.como.um.folclore.para.ingls.ver..talvez.pudssemos.desenvolver.projectos.educacionais.subordinados..ideia.reconhecer.mais.qualidade..diversidade.e.dar.mais.diversidade..qualidade.

    4 portugAl: um estudo de cAso

    Uma.das.qualidades.que.actualmente..reconhecida.nos.sistemas.educativos. ,. sem.dvida. em.que.medida.os. alunos,. os.professores. e. as.

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    escolas.tm.acesso.s.tecnologias.de.informao.e.comunicao.(tic)..Este. acesso. tem. sido. objecto. de. grandes. investimentos. por. parte. dos.diferentes.Governos..Estes.investimentos.no.sero.estranhos.ao.facto.das.tic. darem. por. si. s. uma. aura. de. modernidade. e. de. eficincia. aos.sistemas.que.as.usam.

    Portugal.constituiria.um.bom.estudo.de.caso.sobre.esta.relao.entre.tic.e.Educao..Em.1986.foi.lanado.a.nvel.nacional.um.projecto.de.tic.para.a.Educao..Este.projecto,.designado.Projecto.Minerva.(deusa.grega.do.conhecimento).que.teve.a.durao.de.sensivelmente.oito.anos.e.implicou.centenas.de.escolas.portuguesas..Aps.a.sua.extino.em.1994.outros.projectos,.ainda.que.com.modelos.diferentes.o.vieram.substituir.

    Mais. recentemente. o. governo. implementou. um. programa. de.distribuio/utilizao.de.computadores.pessoais.para.cada.aluno.chamado.Magalhes. (por. analogia. ao.nome.do.navegador.portugus.de. iniciou. a.primeira. circum-navegao. ao. globo. . Ferno. de. Magalhes).. Estes.computadores.pessoais.so.produzidos.expressamente.para.a.Educao.e.integram-se.na.arquitectura.de.equipamentos.que.so.desenvolvidos.noutros.pases.para.propsitos.idnticos..S.no.presente.ano.lectivo.(2010/2011).estima-se. que. sero. distribudos. pelas. escolas. a. preos. dependentes. das.capacidades.econmicas.das.famlias.dos.alunos.(de.gratis.at.150.Euros).250.000.computadores.pessoais.Magalhes.

    Este. programa,. juntamente. com. outros. ambiciosos. programas.de. equipamento. das. escolas. com. data-shows,. quadros. interactivos,.rede.wireless,.etc.,.constitui.vasto.programa.de.equipamento.das.escolas.portuguesas.com.o.acesso.e.utilizao.de.tic.

    Em.relao.aos.alunos.com.deficincia.foram.criados.27.centros.de.Avaliao.e.de.Recursos.de.tic.que.procuram.assegurar.por.todo.o.pas.a.avaliao.e.equipamento.das.escolas.com.a.tecnologia.de.Apoio.que.os.alunos.com.NEE.necessitam.

    Este. processo. . ainda. muito. recente. e. existem. muito. poucos.estudos.sobre.o.seu.efectivo.impacto.na.Educao.e.na.Educao.Especial.mas. todo. este. processo. tem. sido. apresentado. pelo.Governo. como.uma.bandeira.de.evoluo.e.de.modernidade.do.sistema.educativo.

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    5. As tic nA educAo: promessAs e reAlidAdes

    A.chegada.das.tic..Educao.esteve.quase.sempre.rodeada.de.alguns.equvocos..

    Antes.de.mais.pelo.facto.de.se.imaginar.que.a.simples.presena.e. utilizao. das.tic.modificaria. sensivelmente. a. escola.. . interessante.notar. que. os. primeiros. programas. de. uso. escolas. (chamados. programas.tutoriais).reproduziam.o.mais.convencional.que.a.escola.podia.apresentar:.uma. dinmica. de. pergunta-resposta. em. que. o. computador. (emulando.um.professor).sempre.sabia.a.inequvoca.resposta.que.o.aluno.tinha.que.encontrar..Rapidamente.se.tornou.claro.que.as.tecnologias,.por.si.s.no.constituam. uma. reforma. educacional. mas. eram. uma. ferramenta. que.poderia.ser.usada.ao.servio.de.qualquer.modelo.de.escola:.desde.a.mais.tradicional..mais.inovadora..

    Um.segundo.equvoco.era.que.a.utilizao.das.tic.pelos.alunos.podia.ser. tratada.como.um.mero.contedo.curricular.em.que.os.alunos.aprendiam.a.usar.programas.instrumentais.(tais.como.os.processadores.de.texto,. as. bases. de. dados,. os. programas. de. apresentao. de. dados,. etc.)..Ora.tornou-se.tambm.evidente.que,.para.que.as.tecnologias.pudessem.ser.usadas.e.aproveitadas.em.todas.as.suas.potencialidades,.era.necessrio.que.no.s.os.alunos.se. familiarizassem.com.elas. (e.muitas.vezes.at.melhor.que.muitos.professores).mas.que.toda.a.comunidade.escolar.usasse.as.tecnologias.de.forma.aberta.e.natural.tal.como.se.usariam.equipamentos,.bibliotecas. ou. outros. recursos.. Entender. que. as. tecnologias. eram. algo.que.se.devia.ensinar.aos.alunos.enquanto.o.resto.da.comunidade.escolar.permanecia.num.estado.Pr-tecnolgico.foi.tambm.um.equvoco.ligado..utilizao.das.tic.na.Educao.

    A. introduo.das.tic.na.Educao..um.processo.de. reforma.que,. como. todos. os. processos. semelhantes,. implica. tempo,. meios. e. a.atuao.numa.multiplicidade.de.factores..

    Sem. procurar. . dada. a. natureza. do. presente. documento. . ser.exaustivo. em. relao. a. s. condies. que. podem. ser. decisivas. para. que. a.reforma.das.tic.seja.bem.sucedida.na.Educao,.lembraramos.o.trabalho.de.Antonovsky.(1987)..Para.este.autor.o.sucesso.dos.processos.de.inovao.

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    depende. de. uma. varivel. que. ele. designou. por. sentido. de. coerncia.. O.sentido.de.coerncia.ou.confiana.pode.definir-se.como.a.percepo.de.que:.

    a)..Os.envolvimentos.em.que.a.pessoa.actua.so.estruturados.e.previsveis,.b)..os.processos.desenvolvem-se.em.conformidade.com.a.planificao.feita,.c).. existem.recursos.para.responder.s.solicitaes.e.d)..as.solicitaes.so.entendidas.como.desafios.merecedores.de.energia,.

    investimento.e.compromisso..So.estas,.segundo.o.autor,.as.caractersticas.que.um.processo.de.

    inovao.deve.ter.para.poder.ser.bem.sucedido.

    Olhando. mais. de. perto. para. o. processo. de. introduo. das.tic.em.Educao.e.em.Educao.Especial.entendemos.a.complexidade.que. este. processo. comporta:. nem. sempre. os. envolvimentos. que. usam.as.tic.so.estruturados.e.previsveis;.os.processos.de.tic.usam.muitas.vezes. metodologias. em. que. o. aleatrio. e. o. imprevisto. tm. um. papel.determinante,.os. recursos. so.muitas.vezes.deficitrios,.os.programas.de.financiamento. que. os. facultam. frequentemente. respondem. tardiamente.s.solicitaes.e,.finalmente,.encontra-se.muitas.vezes.nos.professores.uma.resistncia..sua.introduo.por.pensarem.que.as.tic.so.mais.um.trabalho.ou.a.complicao.no.seu.trabalho.

    Vemos.assim.que.a.introduo.das.tic.na.Educao..um.processo.complexo.em.que.a.sua.fora.motivacional.e.a.sua.aura.de.modernidade.se. confrontam. com. numerosos. obstculos. oriundos. da. forma. habitual.de. funcionamento.da. escola..talvez. sejam. estas. algumas. das. razes. que.tm. atrasado. e. dificultado. que. as. tic. se. integrem. harmoniosamente,.naturalmente,.na.Educao/Educao.Especial.

    No. entanto. as. realidades. aproximam-se. mais. que. nunca. das.promessas. e. . actualmente.bvio.que. as.tic. tm.um.papel. crescente. e.cada.vez.mais.importante.nas.estratgias,.nos.ambientes,.na.informao.e.na.dinmica.das.escolas.

    6. As tic e incluso

    Situamos. desta. forma. os. parmetros. de. anlise. das.tic. e. da.incluso:.de.um.lado.uma.tendncia.generalizada.para.usar.nos.sistemas.

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    educativos. a. perspectiva. da. incluso. enquanto.modelo. de. qualidade. da.escola,.por.outro.lado.o.imenso.potencial.das.tic.para.a.Educao.

    Sero.estes.dois.universos.compatveis,.susceptveis.de.se.harmonizar?

    No..evidente.nem.fcil.por.trs.razes.principais:

    . As. tic. desenvolveram-se. em. grande. parte. com. base. em. modelos.tutoriais..Quer. isto. dizer. que. as.tic. se. apropriaram.de. algumas. as.competncias.mais. tradicionais.do.professor. (ex:. transmisso.de.um.conhecimento.fechado.na.dimenso.e.na.profundidade)..Encontramos.ainda.muito.software.e.outras.aplicaes.que.reproduzem.este.modelo..Ora.este.modelo.no.se.adequa.a.uma.organizao.lectiva.que.tenha.por.objectivo.a.incluso.dado.que.se.evitam.modelos.transmissivos.fazendo.tornando.o.aluno.um.agente.activo.da.sua.prpria.aprendizagem.

    . Outra. questo. prende-se. com. o. carcter. individual. que. as. tic. ,.sabendo-se.que.uma.enorme.percentagem.de.aplicaes.so.pensadas.para.um.aluno. individual. sendo.muito. restritas. as. possibilidades.de.encorajamento. de. um. trabalho. de. grupo.. Ora. a. Ei. ao. valorizar. a.contribuio. de. cada. aluno. para. a. aprendizagem. de. todos,. d. uma.particular.ateno.ao.trabalho.cooperativo,.ao.trabalho.feito.em.grupo.em.que.todos.encontram.uma.rea.de.participao.

    . Por. fim,. e. em.muitos. pases,. verifica-se. que. as.tic. so. um. factor.adicional. de. desigualdade. social..tem. sido. repetidamente. apontado.por. entidades. internacionais. (entre. as. quais. a. a.Unio.Europeia). os.perigos.da.info-excluso,.isto..a.forma.como.significativos.grupos.de.alunos.podem.ser.excludos.ou.ver.a.sua.participao.dificultada.pelo.causa.do.seu.gnero,.cultura.ou.meio.socioeconmico.de.provenincia..A.info-excluso..pois.um.facto.que,.a.no.ser.atalhado,.pode.ainda.tornar.mais.difcil. o.processo.de. incluso.de. todos.os. alunos.numa.comunidade.escolar.

    No..pois,.bvio.que.as.tic.sejam.incondicionais.aliadas.da.Ei..Mas.existe.uma.grande.margem.de.conceitos.e.de.modelos.que,.permitem.pensar.nas.tic.como.ferramentas.que.podem.ou.no.ser.usadas.em.Ei..Florian. (2010). chama. a. ateno. exactamente. para. este. facto. ao. dizer.que. as.tic.podem. ser. usadas.numa.perspectiva. de. reforo.de.modelos.tradicionais. ou. como. reforo.de.modelos. inclusivos..Esta. autora,. reala.

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    que.se.podem.usar.as.tic.como.um.recursos.adicional.para.alguns.ou.no.quadro.de.uma.resposta.educativa.para.todos..Haveria.assim.necessidade.de.trs.modificaes.(op.cit.):.

    1..Mudana.de.foco.das.diferenas.dos.aprendizes.para.a.aprendizagem.de.todos.(no.mais.recursos.s.para.alguns),.

    2..Rejeio.das.crenas.determinsticas.sobre.as.aptides.e.da.ideia.que.a.presena.de.alguns.bloquear.o.progresso.de.outros,.e.

    3..formas.de.trabalho.entre.os.alunos.e.entre.estes.e.os.professores.que.respeitem.a.dignidade.dos.alunos.como.membros.plenos.da.sala.de.aula.

    As.tic,..semelhana.de.muitos.outros.recursos,..um.poderoso.instrumento. que. precisa. de. ser. interrogado,. escrutinado. e. pensado.para.poder. ser.usado.como.um.aliado.da.Ei. (RODRiGUES,.1999)...A.vertiginosa. evoluo.das.tic.permite.hoje. em.dia.dispor.de.meios.que.podem. constituir. uma. enorme. mais. valia. para. o. desenvolvimento. de.ambientes.inclusivos.nas.escolas..Daria.quatro.exemplos:.

    1.. A.existncia.em.muitas.escolas.de.modelos.que.incentivam.a.comuni-cao.entre.os.alunos.(ref..intranet,.facebook,.plataformas.de.e-lear-ning.tipo.Moodle,.etc.),.

    2.. A.utilizao.de.quadros.interactivos.e.meios.informticos.na.apresen-tao.das.aulas,.permitem.que.os.alunos.disponham.apresentaes.que.podero.usar.em.variados.contextos.(dentro.e.fora.da.sala.de.aula.e.da.escola).

    3.. Os.meios.disponveis.de.armazenamento,.acesso.e.troca.de.documen-tao.(tipo.Drop.Box).proporcionam.possibilidades.acrescidas.de.colaborao.entre.os.alunos.mesmo.em.espaos.e.tempo.no.escola-res..

    4.. O.crescente.acesso.de.alunos.aos.meios.informticos.e.nomeadamen-te.aos.computadores.e.meios.de.comunicao.(ref:.telefones.celulares.com.ligao..internet).permite.a.existncia.de.uma.base.de.comu-nicao.que.pode.ser.usada.para.o.desenvolvimento.de.ambientes.inclusivos.

    .muito.interessante.verificar.que.se.tem.criado.nos.mdia.e.no.senso. comum.uma. incompatibilidade. entre. as.tic. e. a. escola..Diz-se.que. os. jovens. recusam. a. escola. para.mergulhar. no.mundo. das.tic.. A.este. respeito. evoco. o. estudo. feito. . 3. anos. sobre. a. gerao. electrnica,.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    a. e-generation. (cARDOSO;. ESPANHA;. LAPA,. 2007).. Este. estudo.investiga,. entre. outros. aspectos,. como.os. jovens.que. foram.educados. j.no.mundo.das.tic.estabelecem.as.suas.interaces.usando.essas.mesmas.tic.. E. as. concluses. so. muito. interessantes:. 1.. cerca. de. 80%. dos.jovens. internautas. comunicam. e. pedem. ajuda. aos. colegas. em. chats. ou.noutras.formas.de.comunicao.online.e.perto.de.um.quarto.contactam.os.professores;.2..Uma.das.principais.utilizaes.sociais.da.rede..a.interaco.e.comunicao,.ainda.que.mediada,.com.os.pares.que.os.jovens.conhecem.da.escola.e.de.outros.contextos;.3..As.actividades.mais.populares.na.rede.entre.os. jovens.portugueses. inquiridos.so.receber.mensagens.de.correio.electrnico,.consultar.bibliotecas,.enciclopdias,.dicionrios.e.atlas.na.rede.ou.procurar.informao.relacionada.com.os.estudos;.e.4..Para.mais.de.80%.destes.jovens.verifica-se.a.clara.preferncia.em.comunicar.com.pessoas.que.conhecem.de.outros.locais.e,.em.especial,.da.escola.

    Afinal. a. e-generation,. isto. ,. os. jovens. que. hoje. frequentam. as.nossas.escolas.esto.receptivos.e.mesmo.vidos.de.interaco.uns.com.os.outros!.Mesmo.quando.usam.as.tecnologias,.eles.procuram.grupos,.colegas,.professores.e.contactos.de.forma.a.fortalecer.a.sua.interaco..

    7 sntese e recomendAes

    As.tic.so,.como.sempre.foram.e.certamente.sero,.uma.ferramenta,.um.utenslio.que.poder.ser.usado.a.favor.da.incluso.mas.tambm.no.sentido.inverso.a.ela..Antes.como.agora.continuam.em.aberto.a.possibilidade.de.opo.da.escola.e.do.professor..Muitos.professores.sentem-se.ultrapassados.pelas.tic..Outros.julgam.que.o.movimento.das.tic..proveniente.de.fora.da.escola..de.tal.forma.inevitvel.e.impositivo.que.no.h.nada.a.fazer..A.esse.professores.diramos.que.a.opo.sobre.o.que.as.tic.vai.significar.para.os.alunos.e.para.a.sua.aprendizagem.continua.a.ser.um.possibilidade.e.no.uma.inevitabilidade..Precisamos.de.professores.que.no.se.rendam.face.ao.avano.das.tic.mas.pelo.contrrio.pensem.o.que..possvel.de.fazer.de.novo,.de.melhor,.com.os.novos.meios.que.so.postos..disposio.da.escola.e.dos.alunos..Se.um.professor.acha.que.est.a.ser.ultrapassado.pelas.tic.ento.ele.precisa.de.ajuda.urgente.para.que.no.se.torne.descartvel.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    como. sntese. terminaramos. com. dez. recomendaes. que.podero.contribuir.para.re-conceptualizar.o.papel.das.tic.na.Ei:

    . Antes.de.mais.a.escola.e.os.professores.devero.conhecer.e.partir.dos.recursos.e.dos.conhecimentos.e.das.possibilidades.concretas.que.podem.ser.mobilizadas.(equipamentos,.programas,.[...]).

    . Desenvolver. dinmicas. inclusivas. na. sala. de. aula. e. usar. os. recursos.existentes.das.tic.para.toda.a.classe..So.as.dinmicas.inclusivas.de.aprendizagem.que.convidam.as.tic.para.participar.

    . Usar.recursos.tic.para.toda.a.classe.pode.implicar.uma.valorizao.ao.nvel.da.incluso.de.alunos.com.NEE.que.tenham.acesso.a.meios.de.tecnologias.de.Apoio.ou.outras.

    . Usar. as. competncias. que. os. alunos. tm.para. compartilhar. com.os.outros.de.forma.a.estimular.uma.aprendizagem.cooperativa.e.grupal..com.as.tic,.como.noutras.reas.aprender..uma.actividade.relacional.e.cooperativa.

    . Melhorar.a.comunicao/cooperao.entre.os.professores.sobre.recursos.pedaggicos.ao.nvel. informtico.e.ao.nvel.da.NEt..Os.professores.precisam.tambnm.de.trabalhar.num.ambiente.inclusivo...

    . criar.situaes.em.que.as.tic.sejam.uma.mais.valia.para.a.resoluo.de.problemas.ou.desenvolvimento.de.projectos..criar.projectos.que.tornem.as.tic.imprescindveis.para.a.sua.boa.realizao.

    . criar.situaes.em.que.as.tic.sejam.usadas.como.formas.de.discusso.(ex:.listas.de.discusso).blogs,.e.outros.recursos).que.impliquem.uma.participao/interaco.aberta.de.grupos.de.alunos.

    . incentivar.os.alunos.a.pesquisa.de.stios/.programas.em.que.se.possam.desenvolver.projectos.de.pesquisa.. isto. implica.que.sejam.fornecidas.indicaes.explcitas.e.acessveis.sobre.onde.encontrar.a.informao.e.no.um.vago.vo.ver..internet!.

    . Usar.as.tic.para.alargar.a.comunicao.com.outros.grupos.de.alunos.e.escolas..criar.comunidades.virtuais.e.solidrias.(ex:.servios.de.pediatria.de.hospitais,.comunicao.com.escolas.de.outros.pases/lnguas).que.dem.sentido..utilizao.das.tic.

    . incentivar.o.planejamento.colectivo.dos.professores..O.campo.das.tic.implica.conhecimentos.muito.dispares.e.quando.se.trabalha.em.grupo.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    quase.sempre.h.algum.que.sabe.onde,.como.e.o.qu.diferente.dos.outros.professores.

    As.tic.em.tempo.de.Educao.inclusiva.so.uma.oportunidade.para.respeitar.identidades.e.para.criar.ambientes.de.aprendizagem.em.cada.aluno. tenha. a. possibilidade. de. se. sentir. til. e. participativo.. Precisamos.assim.de.desenvolver.um.pensamento.proactivo.sobre.as.tic;.isto.,.no.pensar.nas.tic.como.um.tsunami.que.tudo.arrasa.no.seu.caminho.mas.antes.como.um.frtil.e.criativo.curso.de.gua.que,.conforme.a.forma.como.o. dirigirmos,. poder. irrigar. e. ajudar. a. florescer. a. Educao. do. sculo.XXi.numa.perspectiva.de.dignificao.e.construo.de.oportunidades.de.igualdade.para.todos.os.alunos.

    refernciAs AiNScOW,.M..Prefcio:.a.viragem.inclusiva..in:.LiMA-RODRiGUES,.L..et.al..Percursos de educao inclusiva em Portugal:.dez.estudos.de.caso..cruz.Quebrada:.Forum.de.Estudos.de.Educao.inclusiva,.Faculdade.de.Motricidade.Humana,.2007..p..13-19.ANtONOVSKY,.A..Unraveling the mystery of health:.how.people.manage.stress.and.stay.well..San.Francisco:.Jossey-Bass,.1987.cARDOSO,.G.;.ESPANHA,.R.;.LAPA,.t..E-Generation:.os.usos.de.Media.pelas.crianas.e.jovens.em.Portugal..Lisboa:.ciES-iSctE,.2007.FLORiAN,.L..Incluso e necessidades especiais:.o.que.significa.ser.professor.de.educao.especial.na.era.da.incluso..Educao.inclusiva,.Portugal,.v..1,.n..1,.p..8-14,.dez..2010..NVOA,.A..Les.tats.de.la.politique.dans.lespace.europen.de.lducation..in:.LAWN,.M.;.NVOA,.A..(coord.)..LEurope rinvente:.regards.critiques.sur.lespace.europen.de.lducation..Paris:.LHarmattan,.2005..p..197-224.RODRiGUES,.D..Desenvolver. a. educao. inclusiva:. dimenses. do. desenvolvimento.profissional.. in:. ___.. (Org.).. Investigao em educao inclusiva.. cruz. Quebrada:.Faculdade.de.Motricidade.Humana,.2007..v..2..p..??-??.______..tecnologias.da. informao.e.comunicao.e.necessidades.especiais:.o. lado.do.problema.e.o.lado.da.soluo..Revista de Educao Especial e Reabilitao,.cidade,.v..5,.n..3,.p..57-68,.1999.RODRiGUES,.D.;.LiMA-RODRiGUES,.L..Formao de professores e incluso:.como.se.reformam.os.reformadores?.Educar.em.Revista,.curitiba,.n..41,.p..41-60,.jul./set..2011..RODRiGUES,.D.;.NOGUEiRA,.J..Educao.especial.e.inclusiva.em.Portugal:.fatos.e.opes,.Revista Brasileira de Educao Especial,.Marlia,.v..17,.n..1,.p..3-20,.jan./abr..2011..UNitED. NAtiONS. EDUcAtiONAL,. SciENtiFic. AND. cULtURAL.ORGANiZAtiON.(UNEScO). Conclusions and Recommendations of the 48th session of

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    the International Conference on Education..Geneva,.2008..Disponvel.em:...Acesso.em:.14.fev..2010..WiLSON,. J..Doing. justice. to. inclusion. European Journal of Special Needs Education,.London,.v..15,.n..3,.p..297-304,.2000.

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    AprendizAje colAborAtivo en red: unA nuevA eStrAtegiA pArA el uSo de lA tic

    en unA eScuelA incluSivA

    Eladio Sebastin Heredero

    desArrollo

    No.cabe.duda.ya.que.las.tecnologas.de.la.informacin.y.de.la.comunicacin,.implican.un.cambio.en.las.formas.de.ensear.y.aprender.y. en. consecuencia. la. necesidad.de. replantearnos.muchos. aspectos. de. la.prctica.docente..

    En.la.escuela.inclusiva,.o.escuela.donde.caben.todos,.uno.de.los.objetivos. prioritarios. es. reemplazar. la. estructura. burocrtica. profesional.de.la.escuela.por.el.modelo.de.organizaciones.de.aprendizaje..Se.trata.de.un.escuela.que.debera. rechazar. los.programas. tradicionales,.basados. en.trabajos.igual.para.todos.e.individuales,.y.propugna.la.colaboracin.entre.profesionales.y.el.trabajo.en.equipo.y.colaborativo..

    Gracias. a. las. tic. e. internet,. el. concepto. trabajar. juntos.cobra. nuevo. significado. porque. es. posible. trabajar. varios. alumnos.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    simultneamente. dentro. del. mismo. centro. o. aula. apenas. con. una. red.y. con. una. conexin. de. internet,. o. con. una. escuela. situada. a.miles. de.kilmetros.a.travs.del.correo.electrnico,.de.la.videoconferencia.o.incluso.de.un.simple.chat..Adems.de.las.nuevas.posibilidades.de.comunicacin,.las.tic.proporcionan.nuevas.formas.de.sustentar.y.fomentar.el.trabajo.en.colaboracin.por.la.capacidad.de.stas.para.acceder.y.tratar.la.informacin..

    Las. tic son. herramientas. potentes. en. cuanto. a. la. posible.informacin. que. ofrecen. y. con. relacin. a. la. capacidad. de. accin. y. de.actuacin.que.ejercen.sobre.los.alumnos,.pero.hay.que.ver.de.que.formas.se.aborda.en.el.aula..Una.de.las.grandes.ventajas.es.que.la.tcnica.presenta.la.posibilidad.de.la.interactividad.como.fuente.comunicativa.entre.individuos.y.en.las.maneras.de.procesar.la.informacin.

    En. esta. nueva. sociedad. de. la. informacin. y. del. conocimiento.en.la.que.vivimos,.es.fundamental.que.todas.las.personas.que.la.integran,.independientemente.de.su.edad.o.capacidades.fsicas.o.psquicas,.tengan.acceso.a. las.mismas.oportunidades..Ms.all.de.generar.nuevas.barreras,.las.tic.han.de.servir.como.herramienta.de.integracin.para.las.personas.con.discapacidad..Esto.implica.que.se.hace.necesario.y.urgente.poner.en.marcha.mecanismos.de.concienciacin.referente.a.las.posibilidades.de.las.tic.y.de.la.importancia.de.la.formacin.e.investigacin.en.este.campo,.y.nosotros. como.docentes. actualizarnos. en. este. campo..Parece. evidente.que,.con.el.objetivo.de.mejorar.nuestra.prctica.educativa,.se.debe.superar.el. nivel. de. las. declaraciones. de. expertos,. y. centrarnos. en. la. reflexin. y.la. evaluacin. de. nuestra. tarea. diaria. las. que.mejor. podrn. contribuir. a.aumentar.y.mejorar.nuestras.competencias.en.este.campo.

    Debemos. pues,. modificar. la. forma. de. ensear. y. de. aprender.generando. espacios. propicios. para. el. aprendizaje. cooperativo..Y. en. este.sentido,. es. en. el. que. deberamos. aprovechar. las. posibilidades. que. nos.brindan. las.nuevas. tecnologas.de. la. informacin.y. la. comunicacin..El.aprendizaje colaborativo en red.incorpora.las.posibilidades.de.las.tic,.y.en.concreto.internet,.al.modelo.de.escuela.inclusiva.vigente.hoy.en.da..

    En. el. aprendizaje. colaborativo. en. red. los. estudiantes. trabajan.juntos.a.travs.de.los.ordenadores.para.conseguir.un.objetivo.comn..En.este.tipo.de.modelo.pedaggico.sustentando.por.las.tic.pueden.participar.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    no. slo. los. alumnos. que.pertenecen. a. una.nica. aula. sino.que.pueden.participar.alumnos.que.pertenecen.a.un.mismo.nivel.educativo.pero.que.se.encuentran.repartidos.en.diferentes.aulas.o. incluso.pueden.participar.alumnos.que.pertenecen.a.un.mismo.nivel.educativo.pero.que.pertenecen.a.diferentes.centros.educativos.de.cualquier.parte.del.mundo..

    Los.estudiantes.a.travs.de.la.interaccin.con.estudiantes.virtuales.intercambian.informacin,.negocian.el.significado.y.resuelven.problemas.hasta.llegar.a.la.creacin.del.conocimiento.compartido.que.puede.reflejarse.en.la.elaboracin.de.un.producto.final.seguramente.ms.elaborado.y.rico..

    Estas.ideas.estn.sustentadas.en.las.teoras.de.los.Neo-piagetanos.y.su.escuela.de.Ginebra.en.la.que.se.remarca.la.importancia.del.grupo.para.el.aprendizaje.y.en. la.que.se. indica.que.el. trabajo.colectivo.es. superior.al.individual.para.el.desarrollo.cognitivo.ya.que.genera.con.facilidad.conflictos.socio-cognitivos.. Este. conflicto. socio-cognitivo. provoca. un. desequilibro.entre.el.esquema.disponible.que.se.ha.activado.y.el.propio.conocimiento,.esto. genera. un. desequilibrio. que. dar. lugar. a. una. serie. de. regulaciones.como.sustitucin,.ampliacin,.diferenciacin.que.volver.a.dar.un.nuevo.equilibrio..As.la.interaccin.entre.iguales.es.un.medio.para.el.desequilibrio..

    Desde. la. perspectiva,. y. segn. los. planteamientos. de.Vygotsky.(1979),. del. paradigma. sociocultural,. cualquier. tipo. de. aprendizaje. se.fundamenta.y.surge.de.la.interaccin.social.a.travs.de.elementos.mediadores..Y.es.en.este.punto,.nos.dice.caracena.(1979).(donde.el.ordenador.entendido.como.ventana.al.espacio.social.virtual.es.el.elemento.mediador,.como.lo.ha.sido.el.lenguaje.desde.el.principio.de.la.humanidad..La.apropiacin.de.los.elementos.mediadores.es.fundamental.para.caracterizar.los.resultados.del.aprendizaje.y.es.sobre.este.nuevo.paradigma.sobre.el.que,.desde.nuestro.punto.de.vista,.hemos.de.construir.un.modelo.de.formacin.que.responda.a.las.necesidades.educativas.de.la.sociedad.actual.

    Las. reformas. educativas. dimanantes. de. los. modelos. inclusivos.han. supuesto. el. reconocimiento. del. derecho. de. todas. las. personas. con.discapacidad. a. ser. escolarizadas. siempre. que. sea. posible. en. un. centro.ordinario,. confirmando. las. prcticas. integradoras. iniciadas. ya. unos. aos.antes.. La. presencia. de. este. alumnado. en. los. centros. debe. comportar.importantes.cambios.organizativos,.metodolgicos,.y.curriculares,.as.como.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    una.demanda.insistente.de.recursos.materiales,.personales.y.de.formacin;.a.veces,.tambin,.ha.provocado.resistencias,.discrepancias.entre.las.distintas.personas. o. instancias. implicadas. y. algn. que. otro. contratiempo.. Pero. lo.que.es.evidente.y.claro.es.que.necesita.usar.de.todos.los.medios.y.recursos.disponibles.para.garantizar.una.respuesta.educativa.adecuada.y.personalizada,.est.estudiado.que.el.orden.en.uso.de.las.tecnologas.y.el.mayor.impacto.en.personas.con.discapacidad,.son.de.mayor.a.menor.por.orden.de.valoracin:.el.telfono.mvil,.internet.y.los.ordenadores.y.elementos.perifricos.

    Est.demostrado.que.las.prcticas.de.trabajo.cooperativo.y.colaborativo.han.tenido.siempre.una.respuesta.acorde.con.las.necesidades.planteadas.por.los.modelos.ms.progresistas.de.enseanza.y.acorde.con.las.teoras.constructivistas.del.aprendizaje..cuando.ya.hablamos.de.alumnos.deficientes.o.con.necesidades.educativas.especiales.esto.adquiere.singular.relevancia..Aunque.no.parece.existir.una. definicin. totalmente. compartida. entre. los. profesionales. sobre. lo. que.debe.entenderse.por.educacin.inclusiva.o.escuela.inclusiva,.puede.afirmarse.que.el.concepto.tiene.que.ver.fundamentalmente.con.el.hecho.de.que.todos.los. alumnos. sean. aceptados,. reconocidos. en. su. singularidad,. valorados. y.con.posibilidades.de.participar. en. la. escuela. con.arreglo. a. sus. capacidades..Una. escuela. inclusiva. es. aquella,. pues,. que. ofrece. a. todos. sus. alumnos. las.oportunidades. educativas. y. las. ayudas. (curriculares,. personales,.materiales).necesarias.para.su.progreso.acadmico.y.personal.

    El.aprendizaje.cooperativo.se.caracteriza.por.un.comportamiento.basado.en.la.cooperacin,.esto.es,.una.estructura.cooperativa.de.incentivo,.trabajo. y. motivaciones1,. lo. que. necesariamente. implica. crear. una.interdependencia. positiva. en. la. interaccin. alumno-alumno,. alumno-profesor,.profesor-profesor.y.en.el.uso.de.habilidades.interpersonales.a.la.hora.de.actuar.en.pequeos.grupos..

    Una. escuela. que. quiera. desarrollar. un. trabajo. cooperativo,.necesita.no.slo.considerar.la.estructura.de.la.clase,.sino.disponer.adems.de.los.materiales.didcticos.necesarios.para.el.trabajo.grupal..La.aplicacin.de.las.tic.est.creando.una.fuente.de.barreras,.dado.que.muchos.de.nuestros.alumnos.con.necesidades.educativas.especiales.no. son.capaces.de.acceder.a.esas.tecnologas..Esta.idea,.en.el.caso.de.las.personas.con.discapacidad,.se.hace.

    1..cf..Daz-Aguado.(2007)

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    preocupante,.pudiendo.llegar.a.crear.exclusin.digital,.para.ello.el.trabajo.en.grupo.y.forma.cooperativa.puede.ser.un.efectivo.recurso.que.puede.ayudar.a.la.efectiva.inclusin.de.todo.el.alumnado.en.el.aula..

    Por. otra. parte,. tambin,. se. hace. necesario. que. exista.correspondencia.entre.la.estructura.de.la.clase,.los.objetivos.y.las.demandas.tanto. a. nivel. de. las. habilidades. como. a. nivel. cognitivo.. Para. ello. es.necesario.que.los.equipos.de.trabajo.logren.planificar.una.tarea,.distribuir.responsabilidades,.coordinar.el. trabajo.y. solucionar.de.manera.conjunta.los.problemas.que.se.vayan.presentando.progresivamente..

    cuando. proponemos. trabajo. en. grupo. permitimos. que. los.alumnos. se. unan,. se. apoyen.mutuamente,. que. tengan.mayor. voluntad,.consiguiendo. crear. ms. y. cansndose. menos.... ya. que. los. esfuerzos.individuales.articulados.en.un.grupo.cooperativo.cobran.ms.fuerza,.esto.nos. ayuda.en. la. atencin.de. alumnos. con.necesidades. educativas.y,.por.tanto,. forma.parte.de. las.estrategias.de. la.escuela. inclusiva..Prez-Mateo.Subir. y.Guitert. catass. (2007),. sealan. adems. la. importancia. de. su.dimensin.social.

    Aunque.hay.que.ser.conscientes.de.que.lo.realmente.importante.es.desarrollar.actividades.y.proyectos.de.aprendizaje.en.realidad.virtual.en.los.que.la.colaboracin.entre.estudiantes.se.facilita.por.el.hecho.de.compartir,.no. ya. el. mismo. computador,. sino. el. mismo. ambiente. colaborativo. de.trabajo.y.los.recursos.disponibles.en.l.

    Ya.desde.1995.uno.de.los.ejes.de.los.proyectos.de.la.UNEScO.para. desarrollar. la. escuela. inclusiva. era. el. trabajo. colaborativo. entre. el.profesorado.. La. necesidad. de. ensayar. formas. de. colaboracin. entre. el.profesorado.que.trabaja.con.este.alumnado.hace.imprescindible:.

    . Una.intervencin.conjunta.de.dos.profesores.en.el.aula.. La.planificacin.conjunta.de.las.unidades.de.programacin.. El.incremento.de.la.ayuda.mutua.. La.mejora.de.la.conciencia.de.equipo.docente.. La.promocin.de.la.autoestima,.a.partir.de.la.colaboracin.

    En. las. comunidades. escolares,. los. resultados. que. podemos.conseguir.con.el.trabajo.colaborativo.de.forma.continuada.son:.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    46

    a) Por parte de los alumnos implicados:. Los.alumnos.aprenden.ms.y.mejor.. Los. alumnos. desarrollan. habilidades. de. trabajo. en. grupo. o. trabajo.

    cooperativo.y.aprenden.a.valorar.la.importancia.de.la.colaboracin.de.todos.para.realizar.una.serie.de.tareas..

    . Desarrollan. un. proyecto. comn. con. otros. alumnos. de. su. propia.comunidad.escolar.o.de.fuera.de.ella..

    . Mejoran. en. el. uso. de. las.tic. como. herramienta. de. aprendizaje. y.aprenden. la. importancia. de. utilizar. estas. herramientas. de. manera.crtica.y.responsable..

    . Desarrollan. trabajos. en. los. que. la. informacin. ha. sido. analizada. y.discutida.en.grupo.y.cuya.elaboracin.resulta.del.trabajo.consensuado.en.equipo..

    . Aprenden.a.publicar.material.en.internet.. comparten,.analizan.y.discuten.el.trabajo.realizado.con.sus.compaeros.

    de.proyecto.a.travs.del.e-mail,.chat.o.foro.desarrollando.habilidades.comunicativas.

    . Pueden.hacer.nuevos.amigos.fuera.de.los.lmites.de.sus.comunidades.escolares..

    b) Por parte de los profesores implicados:

    . Los. profesores. experimentan. con. nuevos. mtodos. de. enseanza-aprendizaje.y.utilizan.las.tecnologas.para.poner.en.prctica.metodologas.innovadoras.y.dar.respuesta.a.la.diversidad.del.alumnado2.

    . Los.profesores.actan.como.guas.en.el.trabajo.en.equipo.del.alumnado... Mantienen.un.clima.de.trabajo.cooperativo.basado.en.la.comunicacin.

    y. coordinacin. constantes. entre. ellos. para. poder. llevar. a. cabo. los.objetivos.del.proyecto..

    2..Podra.ser.interesante.profundizar.sobre.el.tema.de.la.formacin.del.profesorado.en.este.tema.como.nos.indica.caracena,.(2008).La.identidad.virtual.y.el.trabajo.colaborativo.en.red.como.bases.para.el.cambio.de.paradigma.en.la.formacin.permanente.del.profesorado..Disponvel.em:....Acesso.em:.15.jan..2010.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    . Desarrollan.habilidades.de.trabajo.en.equipo.y.mejoran.en.el.uso.de.las.tic.como.herramienta.de.comunicacin.y.como.herramienta.en.los.procesos.de.enseanza-aprendizaje..

    . crean.un.marco.de. trabajo. cooperativo. compartiendo. y. analizando.ideas.para.mejorar.su.labor.educativa..

    . Valoran. la. importancia. de. una. enseanza. interdisciplinar. en. un.panorama.educativo.cambiante.

    Una.de.las.variables.para.poder.llegar.a.desarrollar.metodologas.colaborativas.en.el.aprendizaje.es.proporcionar.un.amplio.uso.de.las.tic.en.el.aula.con.un.criterio.preestablecido.para.que.los.recursos.digitales.sean.un.medio. serio.de. adquisicin.de. conocimiento. a. la. vez.que.potencien.la.motivacin.y.el. rendimiento.de.tODOS.los.alumnos..Las.tic.y. los.entornos.web.nos.pueden.ayudar.en.la.gestin.de.los.cambios.metodolgicos.y.estructurales.ya.que.actualmente.existen.muchos.servicios.que.dejan.de.ser.aplicaciones.encerradas.en.el.ordenador.personal.para.estar.disponibles.y.ser.usados.va.web.desde.cualquier.lugar.

    Por.otro.lado.no.podemos.dejar.de.pensar.en.las.mltiples.ventajas.que.tiene.el.uso.de.las.tic.en.el.aula.y.que.se.hacen.extensibles.al.alumnado.con.necesidades.educativas.especiales..La.mayora.de.los.autores3.que.han.investigado.sobre.este.tema.coinciden.en.estos.cinco.aspectos:

    . Facilitan.el.tratamiento.de.la.informacin. Mejoran.la.autonoma.de.los.alumnos. Optimizan.el.trabajo.individual. Motivan.el.trabajo.en.grupo.y.colaborativo. Abren.el.aula.a.nuevas.experiencias.y.al.mundo

    No. obstante,. llegados. a. este. punto,. no. viene. mal. recordar. el.famoso.Declogo.de.rea.(2007).sobre.uso.didctico.de.las.tic.en.el.aula

    1.. Lo.relevante.debe.ser.siempre.lo.educativo,.no.lo.tecnolgico.

    3. .cf.. Bosco.. Schooling. and. Learning. in. an. information. Society.. in: U.S. C Congress, Oficce of Technology Assesment, Education and Technology:.Future.Visions,.OtA-BP-EHR-169..Washington,.Dc:.U.S..Government.Printing.Offie,.Set..1995.

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    2.. Las.tic.no. tienen. efectos.mgicos. sobre. el. aprendizaje,. ni. generan.automticamente.innovacin.educativa.(ni.se.es.mejor.o.peor.profesor,.ni.los.alumnos.aumentan.motivacin,.inters,.rendimiento...).

    3.. Es. el. mtodo. o. estrategia. didctica,. junto. con. las. actividades.planificadas,. las. que. promueven. un. tipo. u. otro. de. aprendizaje.(recepcin,..descubrimiento...).

    4.. Los.alumnos.deben.hacer.cosas.con.la.tecnologa.5.. Las.tic.deben.usarse.tanto.como.recursos.de.apoyo.para.el.aprendizaje.

    acadmico. de. las. distintas. materias. curriculares,. como. para. la.adquisicin.y.desarrollo.de.competencias.especficas.en.tic.

    6.. Las.tic.pueden.usar.tanto.para.la.bsqueda,.consulta.y.elaboracin.de.informacin.como.para.relacionarse.y.comunicarse.con.otras.personas.(tareas.intelectuales.y.sociales).

    7.. Las.tic.se.deben.utilizar.tanto.para.el.trabajo.individual.como.para.el.desarrollo.de.procesos.de.aprendizaje.colaborativo.entre.grupos.de.alumnos.(tanto.presencial.como.virtualmente).

    8.. cuando.se.planifica.una.leccin,.proyecto.o.actividad.con.tic.debe.explicitarse. tanto. el. objetivo. y. contenido. del. aprendizaje. curricular.como.el.tipo.de.competencia.o.habilidad.tecnolgica.que.promueve..

    9.. Evitar. la. improvisacin. en. el. aula. de. informtica.. Planificar:. tareas,.agrupamientos,.proceso.de.trabajo,.tiempos.

    10..El.uso.de. las.tic.no.debe.planificarse. como.una. accin.paralela. al.proceso.de.enseanza.habitual;.se.debe.integrar.

    Precisamente. en. el. uso. de. estos. recursos. tic. encontramos.formas.avanzadas.para.que.los.profesores.o.alumnos.interacten.con.una.aplicacin. informtica. o. pgina. web. de. aspecto. sencillo. y. simple. que.ofrecen.funciones.y.nuevas.posibilidades.tiles,.y.lo.que.es.ms.importante.no.siempre.se.necesitan.cdigos.estructurados.de.comunicacin.basados.en.la.lectura.y.escritura.

    Adems la.informacin.de.estos.nuevos.entornos.web.puede.ser.generada,.publicada.y.compartida.por.los.propios.usuarios.que.participan.en. el. proceso. de. enseanza-aprendizaje. y. as. pueden. escribir. weblogs,.tomar. fotos. o. grabar. vdeos,. siendo. los. datos. y. la. informacin. lo.ms.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    importante.porque.existen.nuevas.posibilidades.de.compartirlo,.etiquetarlo.y.encontrarlo..

    Aunque.parezca. una. obviedad.debemos.pararnos. a. pensar. que.como.todo.proceso.educativo.necesitamos.de.una.planificacin.del.uso.y.desarrollo.es.trabajos.colaborativos.en.red4.en.tres.fases:

    1.. Planificacin. de. los. aprendizajes:. conocimientos. de. programacin,.incorporacin.de.contenidos.y.planificacin.de.estrategias.y.mtodos.para.su.puesta.en.marcha.

    2.. Seguimiento:.desarrollo.de.estrategias.de.supervisin.y.revisin.de.las.actividades.planificadas.

    3.. Evaluacin.de. los.aprendizajes:.estrategias.de.evaluacin.y.diseo.de.propuestas.de.cambio.y.mejora.del.proceso.

    Un. claro. ejemplo. para. trabajar. son. las. plataformas. de. trabajo.colaborativo,. que. cuentan. con. herramientas. de. comunicacin. integradas.como.el.chat,.el.correo.electrnico,.el.foro,.el.tabln.de.anuncios.o.el.calendario.de.actividades..As,.tanto.el.profesor.como.el.alumno.pueden.disponer.de.sus.propios.escenarios.de.trabajo,.lo.cual.supone.el.acceso.a.pginas,.portales,.weblogs,.wikis,.etc..,.con.contenidos.y.actividades.didcticas..

    A.travs.de.la.plataforma,.el.docente.puede.gestionar.el.proceso.de. enseanza. con. autonoma. planteando. y. personalizando. la. sesin.de. clase. dentro. del. entorno. digital. como. l. estime. conveniente.. Los.estudiantes. pueden. administrar. el. acceso. a. los. materiales. didcticos. o.estar. en. permanente. contacto. con. los.miembros. de. su. grupo.. Esta. va.permite.la.interaccin.entre.los.alumnos.y.su.profesor.y.sale.de.los.lmites.que.el.tiempo.y.el.espacio.imponen.en.actividades.realizadas.en.un.aula.tradicional..La.propia.actividad,.el.contacto.y.el.intercambio.se.extienden.ms.all.del.aula.fsica.mediante.anuncios,.avisos,.propuestas,.materiales,.consultas.y.respuestas.online.

    Las.plataformas.de.comunicacin.permiten.a.los.miembros.de.una.comunidad.escolar.establecer.el.uso.de.las.herramientas.de.comunicacin.que.mejor.se.adapten.a.sus.necesidades..

    4..Gonzlez.Soto.et.al..(1996).hacen.otras.propuestas.interesantes.sobre.como.trabajar.en.el.aula.que.pueden.complementar.de.forma.genrica.esta.propuesta.

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    Estas.plataformas.de.comunicacin.tienen.tres.elementos.en.comn:.

    1.. La.participacin.de. los. individuos.de. forma.activa. es. la. razn.de. la.existencia.de.muchos.nuevos.servicios..

    2.. El.poder.de.compartir frente.a.los.entornos.cerrados.y.la.informtica.individual,.compartir. informacin.en.cualquier. formato.redunda.en.beneficios.para.todos..

    3.. La. comunicacin,. es. decir,. transmitir. informacin. en. cualquier.formato,.a.nivel.personal.o.colectivo.de.forma.simple.y.fcil..

    Se. puede. definir. a. las. plataformas. de. comunicacin. como. un software.social.en.el.sentido.de.que.son.una.herramienta.para.aumentar.las.capacidades.sociales.y.de.colaboracin.humanas,.un.medio.para.facilitar.las. conexiones. sociales. y. el. intercambio. de. informacin. y. una. ecologa.que.permite.un.sistema.de.personas,.prcticas,.valores.y.tecnologas.en.un.ambiente.local.particular.(MEJiAS,.2006)..En.este.sentido,.las.plataformas.cuentan. con.herramientas.de. comunicacin. integradas. como.el. chat,. el.correo. electrnico. (con. una. lista. de. distribucin),. el. foro,. el. tabln. de.anuncios. o. el. calendario. de. actividades.. As,. tanto. el. profesor. como. el.alumno. pueden. disponer. de. sus. propios. escenarios. de. trabajo,. lo. cual.supone.el.acceso.a.pginas,.portales,.weblogs,.wikis,.etc.,.con.contenidos.y.actividades.didcticas.que.pueden.estar.elaboradas.por.instituciones.o.por.los.propios.profesores.y.que.estn.puestas.a.disposicin.de.la.comunidad.docente.para.su.uso,.sin.limitaciones,.sin.problemas.de.derechos.de.autor.y. con. gran. facilidad. para. la. reedicin. y. adaptacin. a. las. necesidades.didcticas.de.cada.uno..

    A. travs. de. la. plataforma,. el. docente. de. una. escuela. inclusiva.puede. gestionar. el. proceso. de. enseanza. con. autonoma. planteando. y.personalizando.la.sesin.de.clase.dentro.del.entorno.digital.como.l.estime.conveniente..Si.incluimos.aqu.el.tema.de.cmo.se.produce.el.tratamiento.de.la.diversidad,.no.cabe.duda.de.que.los.materiales.didcticos.interactivos,.en.soporte.fsico.u.on-line,.individualizan.el.trabajo.de.los.alumnos.ya.que.el.ordenador.puede.adaptarse.a.sus.conocimientos.previos.y.a.su.ritmo.de.trabajo..Resultan.muy.tiles.para.realizar.actividades.complementarias.y.de.recuperacin.en.las.que.los.estudiantes.pueden.autocontrolar.su.trabajo..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Los.estudiantes.pueden.administrar.el.acceso.a.los.materiales.didcticos.o.estar.en.permanente.contacto.con.los.miembros.de.su.grupo..Esa.va.web,.permite.la.interaccin.entre.los.alumnos.y.su.profesor.ms.all.de.los.lmites.que.el.tiempo.y.el.espacio.imponen.los.modelos.basados.exclusivamente.en. la. actividad. que. se. desarrolla. en. el. aula.. La. actividad,. el. contacto. y.el. intercambio.se.extienden.ms.all.del.aula.mediante.anuncios,.avisos,.propuestas,.materiales,.consultas.y.respuestas.online..

    Una. consideracin. especial. en. este. uso. de. las. tic. y. de. las.plataformas.es.el.alto.grado.de.interdisciplinariedad.que.se.consigue..Las.tareas.educativas.realizadas.a.travs.de.estas.plataformas.permiten.obtener.un. alto. grado.de. interdisciplinariedad. ya. que. el. ordenador. debido. a. su.versatilidad. y. gran. capacidad. de. almacenamiento. permite. realizar. muy.diversos. tipos.de. tratamiento. a.una. informacin.muy.amplia. y. variada..Por.otra.parte,.el.acceso.a.la.informacin.hipertextual.de.todo.tipo.que.hay.en.internet.potencia.mucho.ms.esta.interdisciplinariedad.

    En. un. estudio. realizado. en. Espaa. en. 20085,. por. este.mismo.equipo.de. investigacin,.se.ha.encontrado.que.no.son.pocos. los.centros.educativos.que.han.realizado.sus.primeros.pasos.de.exploracin.en.estas.metodologas,.aunque.no.se.puede.decir.que.stas.estn.generalizadas..El.brasileo.Marcelo.DElia.Branco.en.2004.hizo.con.la.Universitat.Oberta.de.catalunya..UOc.un. estudio. sobre. el. uso.del. Software.Libre. en. la.Administracin.Pblica.Brasilea.en.el.que.refleja.ya.avances.en.esta.lnea.que.podran.ser.susceptibles.de.ser.extrapolados.al.mundo.educativo.y.la.puesta.en.marcha.de.redes.sociales.con.fines.didcticos.

    As. se. puede. indicar. que. prcticamente. en. todas. las. reas. el.profesorado.utiliza.material.digital,.por.otro.lado.internet.es.usado.en.casi.todos. los. centros.de. este. estudio. y. en. casi. todas. las. reas. como. recurso.para. buscar. informacin,. preparar. material,. realizar. actividades. y. para.gestin..Por.el.contrario,.el.uso.de.otros.recursos.para.potenciar.el.trabajo.colaborativo.en.red.no.es.alto,.por.ejemplo:

    1.. El. 41,66. %. de. los. centros. utiliza. foros. sobre. todo. en. el. rea. de.informtica.para.compartir.informacin.

    5..SEBAStiN,.E.;.MURO,.G..trabajo.colaborativo.en.red.y.Software.Libre.en.educacin:.la.experiencia.de.nuestras.aulas.en.Guadalajara..in:.ENcUENtRO.iBEROAMERicANO.DE.EDUcAciN,.4.,.Araraquara,.2009..Anais....Araraquara..Unesp,.2009..

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    2.. Un. 33,33.%.de. los. centros. utiliza. blogs. en. el. rea. de. informatica/tecnologa.como.contenido.curricular.y.para.comunicarse.

    3.. El.25.%.de.los.centros.utiliza.las.Webquests.en.reas.de.ingls,.Lengua,.informtica.y.Biologa.para.poner.en.prctica.el.trabajo.colaborativo.

    4.. Un.16,66.%.de.los.centros.utiliza.wikis.en.el.rea.de.informtica.

    5.. El.25.%.de.los.centros.utiliza.el.chat.para.comunicarse.entre.iguales.y.con.el.profesor.

    6.. Otros. recursos.tic. que. se.mencionan. son:. correo. electrnico. para.comunicarse,. podcasts,. video,. radio. y. tV.. En. un. resumen. visual.tendramos:

    incluso.hay.trabajos.muy.avanzados.en.la.literatura,.como.el.de.Valero,. (2007). a. travs. del. observatorio. tecnolgico.del.MEc. sobre. las.experiencias.del.uso.blog.de.aula.

    Avanzando. un. poco. ms. podemos. analizar. otro. modelo. de.funcionamiento.de.trabajo.en.grupos.del.que.se.hace.uso.en.la.red.son.las.llamadas.WebQuests..

    Las.webquests.son.un.exponente.de.trabajo.colaborativo.en.red.que.permite.un.aprendizaje.basado.en.proyectos..Las.webquest. son.una.propuesta.de.Dodge.(2002).quien.las.define.como:

    An inquiry oriented activity in which most or all of the information used by learners is drawn from the Web. WebQuests are designed to use learners time well, to focus on using information rather than looking for it, and to support learners thinking at the levels of analysis, synthesis, and evaluation.

    Las.webquests.son.en.s.una.metodologa.de.bsqueda.orientada.en.la.que.casi.todos.los.recursos.utilizados.provienen.de.la.red,.los.alumnos.utilizan.internet.como.principal.herramienta.de.trabajo.en.la.bsqueda.de.informacin..Las.webquests.se.construyen.alrededor.de.unas.tareas.atractivas.y.crticas.que.consisten.en.algo.ms.que.en.contestar.a.simples.preguntas.o.reproducir.la.informacin.encontrada.en.la.web..A.travs.de.esa.serie.de.tareas.que.implican.anlisis.y/o.resolucin.de.problemas.y.que.simulan.situaciones.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    reales. de. la. vida. normal,. los. alumnos. buscan. y. recopilan. informacin..Despus. los. alumnos. transforman. dicha. informacin. de. manera. crtica.en.una.serie.de.materiales.digitales.(presentaciones,.documentos.de.texto,.vdeos,.grabaciones.de.audio,.documentos.de.imagen).

    Otro. ejemplo. son. las. miniwebquests,. una. variacin. de. las.webquests,.que.plantea.trabajo.en.grupo.de.corta.duracin..Un.modelo.an.ms.sencillo.metodolgicamente.hablando.son.las.cazas.del.tesoro.(treasure.hunt).que.consisten.en.una.serie.de.preguntas.y.una.lista.de.direcciones.de. pginas. web. de. las. que. pueden. extraerse. o. inferirse. las. respuestas..Algunas.incluyen.una.gran.pregunta.al.final,.cuya.respuesta.requiere.que.los. alumnos. integren. los. conocimientos. adquiridas. en. el.proceso.El.uso.de.plataformas. libres.de.comunicacin.para.aprender.colaborativamente.en.red.puede.ser.un.espacio.democrtico.y.abierto.a.toda.la.comunidad.educativa.que.nos.aportara.dos.preciadas.joyas:.la.cultura.del.conocimiento.y. la. cultura. de. los. valores..con. las. plataformas. libres. se. cumplira. con.uno.de. los.objetivos.de. la.educacin:.crear.comunidades.del. futuro.que.conviven.en.el.presente.

    Un. sistema. de. gestin. de. contenido. (Content Management System,. en. ingls,.abreviado.cMS).permite. la.creacin.y.administracin.de. contenidos. principalmente. en. pginas. web.. Un. cMS. consiste. en.una. interfaz. que. controla. una. o. varias. bases. de. datos. donde. se. aloja. el.contenido.del.sitio..El.sistema.permite.manejar.de.manera.independiente.el.contenido.y.el.diseo..As,.es.posible.manejar.el.contenido.y.darle.en.cualquier.momento.un.diseo.distinto.al.sitio.sin.tener.que.darle.formato.al.contenido.de.nuevo,.adems.de.permitir.la.fcil.y.controlada.publicacin.en.el.sitio.a.varios.editores.

    Haciendo.referencia.al.punto.anteriormente.tratado.de.la.exclusin.que. estos. recursos. pueden. constituir. para. personas. con. discapacidad. o.NEE.debemos. reflexionar. sobre. el. largo. y. eficaz. camino. ya. recorrido. y.concretamente. en.el. mbito.de. loas.personas. con.necesidades. especiales.es.uno.de.los.campos.donde.el.uso.del.ordenador.en.general,.proporciona.mayores.ventajas..Muchas.formas.de.disminucin.fsica.y.psquica.limitan.las.posibilidades.de.comunicacin.y.el.acceso.a.la.informacin;.en.muchos.de.estos.casos.el.ordenador,.con.perifricos.especiales,.puede.abrir.caminos.

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    alternativos.que.resuelvan.estas. limitaciones,.por.tanto.en.vez.de.excluir.pueden.ser.una.forma.de.incluir..

    La.multitud.de.diferentes.cMS.existentes.se.pueden.agrupar.en.las.siguientes.categoras:

    Foros:.Sitios.que.permiten.la.discusin.en.lnea.donde.los.usuarios.pueden.reunirse.y.discutir.temas.en.los.que.estn.interesados..

    Blogs:.Publicacin.de.noticias.o.artculos.en.orden.cronolgico.con.espacio.para.comentarios.y.discusin..El.uso.de.los.blogs.o.bitcoras.de.aula.permite.segn.Valero.(2007):

    1.. Utilizar.internet.con.fines.educativos.y.culturales,.y.como.complemento.de.otros.medios.de.informacin.y.de.conocimiento.

    2.. Publicar.de.contenidos,.lo.que.supone.tener.a.mano.un.instrumento.muy.rpido.y.eficaz.de.proyeccin.individual.y.colectiva.

    3.. Fomentar. el. trabajo. en. colaboracin,. pues,. ya. sea. mediante. blogs.colectivos. o. individuales,. los. distintos. protagonistas. suman. sus.aportaciones.individuales.

    4.. Proponer. otra. forma. de. evaluacin. de. los. conocimientos,. situando.ahora.la.accin.en.un.mbito.ms.amplio.que.el.del.aula.

    5.. concienciar.sobre.el.buen.uso.del.lenguaje.y.capacitar.para.la.escritura.de. artculos. con. los. que. poder. expresar. conocimientos,. ideas. y.experiencias,.y.fomentar.con.ello.la.creatividad.

    6.. Propiciar. el. debate. intelectual. como. forma. de. intercambio. de.conocimientos.y.de.adquisicin.del.hbito.de.la.crtica.constructiva..

    7.. conocer.a.fondo.la.sociedad.de.la.informacin,.la.comunicacin.y.el.conocimiento.en.la.que.ya.estamos.viviendo,.y.que.ser.la.sociedad.en.la.que.los.estudiantes.se.desarrollarn.como.personas.en.el.futuro.

    8.. Wikis:.Sitios.web.dnde. todos. los.usuarios.pueden.colaborar.en. los.artculos..tambin.permite. espacio. para. discusiones. y. est. indicado.para.material.que.ir.evolucionando.con.el.tiempo..Sessums.(2006).ha.recopilado.en.su.wiki.un.conjunto.de.ideas.de.lo.que.es.un.wiki.y.de.las.caractersticas.ms.importantes.de.esta.herramienta:

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    9.. Un.wiki. es. una. coleccin. de. pginas. web. que. pueden. ser. editadas.fcilmente. por. cualquier. persona,. en. cualquier. momento. y. desde.cualquier.lugar.

    10..Las. pginas. del. wiki. estn,. por. defecto,. abiertas. pero. se. pueden.configurar.para.proporcionar.un.acceso.selectivo,.o.bien.pueden.estar.totalmente.cerradas.

    11..Los.wikis.utilizan.un.lenguaje.de.marcas.muy.sencillo.que.solo.requiere.un. pequeo. entrenamiento.. Actualmente. la. mayora. de. los. wikis.ofrecen.un.editor.visual.para.facilitar.la.edicin.

    12..Una. sencilla. base. de. datos. en. lnea. donde. cada. pgina. es. editada.fcilmente.por.cualquier.usuario.con.un.navegador.web..No.se.necesita.un. software. especial. ni. dependemos. de. un.webmaster. para. crear. el.contenido.

    13..Un. almacn. compartido. de. conocimiento. que. est. creciendo.continuamente.y.que.se.enriquece.con.nuevas.aportaciones.

    14..En.un.wiki.se.pueden.ver.las.diferentes.versiones.de.una.pgina.lo.que.permite.observar.la.evolucin.de.los.procesos.de.pensamiento.cuando.los.usuarios.interactan.con.el.contenido.

    15..Web:. Se. trata. de. un. sitio. con. pginas. web. de. diverso. contenido. y.funcionalidad.que.sirve.como.fuente.de.informacin.o.como.soporte.a.una.comunidad..

    16..Galera:.Permite.administrar.y.generar.automticamente.un.portal.o.sitio.web.que.muestra.contenido.audiovisual,.normalmente.imgenes.6

    Joomla!,.un.gestor.de.contenidos.libre:.una.propuesta.educativa.para.la.escuela.inclusiva..

    Joomla!.es.un.sistema.de.administracin.de.contenidos.de.cdigo.abierto.construido.con.PHP.bajo.una.licencia.GPL..Este.administrador.de.contenidos.se.usa.para.publicar.en.internet.e.intranets.y.utiliza.una.base.de.datos.MySQL..En.Joomla!.se.incluyen.caractersticas.como:.hacer.cach.

    6..Se.puede.profundizar.sobre.el.tema.con.cuerva,.J..(2007)..La.nueva.Web.social:.blogs,.wikis,.RSS.y.marcadores.sociales..Madrid:.Observatorio. tecnolgico,.MEc,. 2007..Disponble. en:. .. . Acceso.em:.13.nov..2008.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    de. pginas. para. mejorar. el. rendimiento,. indexamiento. web,. feed. RSS,.versiones.imprimibles.de.pginas,.flash.con.noticias,.blogs,.foros,.polls.o.encuestas,.calendarios,.bsqueda.en.el.sitio.web,.e.internacionalizacin.del.lenguaje..Su.nombre.es.una.pronunciacin. fontica.de. la.palabra. suajili.jumla.que.significa.todos.juntos.o.como.un.todo..Se.escogi.como.una.reflexin.del.compromiso.del.grupo.de.desarrolladores.y.la.comunidad.del.proyecto..La.primera.versin.de.Joomla!.(Joomla!.1.0.0).fue.publicada.el.16.de.septiembre.de.2005..Se.trataba.de.una.versin.mejorada.de.Mambo.4.5.2.3. combinada. con. otras. modificaciones. de. seguridad. y. anti-bugs..Actualmente.los.programadores.han.publicado.Joomla!.1.5.con.un.cdigo.completamente.reescrito.y.construido.en.PHP.5.

    Una. de. sus.mayores. potencialidades. que. tiene. este.cMS. es. la.gran. cantidad.de. extensiones. existentes.programadas.por. su. comunidad.de. usuarios. que. aumentan. las. posibilidades. de. Joomla!. con. nuevas.caractersticas. y. que. se. integran. facilmente. en. l.. As. por. ejemplo,. el.bot.Wikibot. permite. crear. automticamente. de. forma. dinmica. y. sin.intervencin. humana. hipervnculos. en. los. contenidos. de. la. web. que.enlacen.hacia.artculos.de.la.Wikipedia,.si.estos.existen.

    Las.caractersticas.ms.bsicas.de.este.cMS.segn.trevejo.(2007).son:

    1.. Una.extensa.y.creciente.comunidad.de.usuarios..Numerosos.foros.de.ayuda,.incluso.en.castellano..

    2.. Est.integramente.desarrollado.en.PHP.y.MySQL.3.. implementa.diferentes.niveles.de.usuarios,.permitiendo.la.gestin.de.

    los.mismos.y.sus.publicaciones..4.. tiene.un.mecanismo.de.almacenamiento.en.cach.para.incrementar.el.

    rendimiento.del.sitio..5.. contiene. un. gestor. de. los. contenidos. eliminados. (trash.manager),.

    un. gestor. de. anuncios. (banners). y. un. gestor. de.medios. (imgenes,.documentos).en.la.publicacin..

    6.. Permite.programar.la.publicacin.(respecto.a.una.fecha.en.concreto).7.. tiene.disponible.la.sindicacin.de.contenidos.(RSS).

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    8.. Permite.la.internacionalizacin.(traduccin.del.interface.a.muy.diversos.idiomas).

    9.. Utiliza.lenguaje.de.macros.(Mambots).10..Su. sistema. de. administracin. es. sencillo. y. avanzado,. totalmente.

    separado.del.aspecto.de.la.Web..11..cuenta.con.un.gestor.de.plantillas.(templates).escritas.bsicamente.en.

    xHtML.y.cSS.con.una.sintaxis.fcil.de.aprender..12..Permite.el.acceso.de.usuarios.por.rbol.de.permisos..13..Sirve.estadsticas.bsicas.de.acceso.al.sitio.Web..14..tiene.editores.de.contenido.basados.en.WYSiWYG..El.contenido.de.

    una.noticia.se.aade.como.si.se.editara.con.un.procesador.de.textos..15..incluye.un.sistema.de.encuestas..16..Posee.un.contador.de.visitas.integrado.y.ranking.de.artculos..17..El.sistema.permite.generar.de.forma.automtica.los.documentos.como.

    archivos.PDF,.en.vista.para.impresora.o.enviar.por.correo.electrnico..18..El. sistema. es. totalmente. ampliable. mediante. mdulos. y.

    componentes.aportando.una.mayor.funcionalidad.

    Segn. el. estudio. mencionado. anteriormente. un. 66,66. %. del.profesorado. utiliza. gestores. de. contenidos..De. ese. porcentaje. un. 33,33.%. lo.utilizado.para. compartir. informacin,.un.25.%,. es. utilizado.para.comunicarse.y.un.16,66.%.le.sirve.para.presentar.contenidos.curriculares..Adems. tambin. se. utiliza. en. algn. momento. puntual. para. presentar.actividades. elaboradas. por. alumnos,. realizar. exmenes. o. para. entregar.trabajos..Aunque.muchos.centros.educativos.ya.estn.utilizando.el.gestor.de.contenidos.Joomla!.como.portal.web.de.su.centro.educativo,.con.todo.el.potencial.que.eso.puede.conllevar..

    Es.el.momento.de.dar.el.siguiente.paso.y.utilizar.este.gestor.como.herramienta. para. el. trabajo. colaborativo. en. red..Nuevamente. podemos.afirmar. que. el. uso. didctico. de. estos. gestores. de. contenidos. tiene. un.alto. potencial. de. aprovechamiento. en. modelos. inclusivos. que. quieran.desarrollar.prcticas.educativas.innovadoras.con.alumnos.con.deficiencias.

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    Por. ltimo. no. quiero. dejar. de. referirme. a. la. Pizarra. digital.interactiva.(PDi).Entendido.como.un.sistema.tecnolgico,.generalmente.integrado.por.un.ordenador,.un.videoproyector.y.un.dispositivo.de.control.de.puntero,.que.permite.proyectar.en.una.superficie.interactiva.contenidos.digitales. en. un. formato. idneo. para. visualizacin. en. grupo.. Se. puede.interactuar. directamente. sobre. la. superficie. de. proyeccin,. permitiendo.escribir.directamente.sobre.ella.y.controlar.los.programas.informticos.con.un.puntero.e.incluso.con.dedo.

    Este. recurso. que. esta. tomando. su. espacio. en. nuestras. aulas.constituye.otro.recurso.ms.para.el.trabajo.en.una.escuela.inclusiva.desde.las.dos.perspectivas.abordadas.en.este.trabajo,.de.un.lado.la.posibilidad.de.interaccin.del.alumnado.con.un.recurso.dinmico,.atractivo,.interactivo.y.con.innmeras.posibilidades.si.se.trabaja.conectado.con.varios.ordenadores;.y.de.otro.lado.desde.la.perspectiva.de.un.trabajo.colaborativo.en.red.que.permite.intercambiar.materiales.y.trabajos.entre.alumnos.y.profesores.

    La.PDi.nos.va.a.permitir.escribir.y.dibujar.desde.el.ordenador.y. con. colores. (funcin. pizarra. utilizando. un. editor. de. textos),. el.almacenamiento.de.las.pizarras.que.voy.escribiendo.y.su.uso.posterior,.la.posibilidad.de.visualizar.en.ellas.textos,.imgenes,.sonidos,....y.sobre.todo.la.ventaja.de. la. interactuacin.con.programas.y.personas..La.ventaja.de.tener.un.aula.con.este.recurso.interactivo.puede.llegar.a.ser.de.mltiples.dimensiones,.ya.que.el.profesor.podr.captar.la.atencin.de.los.alumnos.con.mayor.facilidad,.manejando.el.ordenador.desde.la.propia.pizarra,.realizando.anotaciones. y. resaltes. manuscritos. con. colores. y. formas,. incorporando.imgenes,.guardarlos.y.enviarlos.por.correo.electrnico.a.todos.y.cada.uno.de.los.alumnos.presentes.o.a.otros.que.no.hayan.podido.asistir.a.clase.y.sobre.todo.permitir.que.los.alumnos.experimenten.y.expongan.sus.trabajos.en.un.entorno.ms.rico.y.con.mayores.posibilidades.

    Este.recurso.tan.importante.nos.hace.unas.ricas.aportaciones.a.los.procesos.de.enseanza.y.aprendizaje:

    1.. Aumenta. la. participacin. de. los. alumnos.. Les. suele. gustar. salir. a.presentar.materiales.y.trabajos..

    2.. Permite.compartir.imgenes.y.textos.3.. Facilita.el.debate

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    4.. Aumenta.la.atencin.y.retentiva.de.los.estudiantes,.al.participar.ms5.. Motiva,.aumenta.el.deseo.de.aprender.de.los.estudiantes.6.. Aumenta.la.comprensin:.multimedialidad,.ms.recursos.disponibles.

    para.mostrar.y.comentar,.mayor.interaccin..7.. Permite.visualizar.conceptos.y.porcesos.difciles.y.complejos.8.. Facilita.el.tratamiento.de.la.diversidad.de.estilos.de.aprendizaje:.potencia.

    los. aprendizajes. de. los. alumnos. de. aprendizaje. visual,. alumnos. de.aprendizaje.cinesttico.o.tctil.(pueden.hacer.ejercios.donde.se.utilice.el.tacto.y.el.movimiento.en.la.pantalla)

    9.. Ayuda.en.Educacin.Especial..Pueden.ayudar.a.compensar.problemas.de.visin.(en.la.PDi.se.uede.trabajar.con.caracteres.grandes),.audicin.(la.PDi.potencia.un.aprendizaje.visual),.coordinacin.psicomotriz.(en.la.PDi.se.puede.interactuar.sin.ratn.ni.teclado)...

    10..El. profesor. se. puede. concentrar. ms. en. observar. a. sus. alumnos. y.atender.sus.preguntas.(no.est.mirando.la.pantalla.del.ordenador).

    11..Aumenta.la.motivacin.del.profesor:.dispone.de.ms.recursos,.obtiene.una.respuesta.positiva.de.los.estudiantes...

    12..El.profesor.puede.preparar.clases.mucho.ms.atractivas.y.documentadas..Los.materiales.que.vaya. creando. los.puede. ir. adaptando.y. reutilizar.cada.ao.

    El.uso.de.esta.herramienta.aporta.una.serie.de.beneficios.para.los.docentes.que.los.podemos.agrupar.en.cuatro.grandes.bloques:

    Recurso.flexible.y.adaptable.a.diferentes.estrategias.docentes:.

    El. recurso. se. acomoda. a. diferentes. modos. de. enseanza,.reforzndolas.estrategias.de.enseanza.con.la.clase.completa,.pero.sirviendo.como. adecuada. combinacin. con. el. trabajo. individual. y. grupal. de. los.estudiantes..

    La.pizarra.interactiva.es.un.instrumento.perfecto.para.el.educador.constructivista.ya.que.es.un.dispositivo.que.favorece.el.pensamiento.crtico.de. los. alumnos.. El. uso. creativo. de. la. pizarra. slo. est. limitado. por. la.imaginacin.del.docente.y.de.los.alumnos..

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    La. pizarra. fomenta. la. flexibilidad. y. la. espontaneidad. de. los.docentes,. ya. que. estos. pueden. realizar. anotaciones. directamente. en. los.recursos.web.utilizando.marcadores.de.diferentes.colores..

    La.pizarra.interactiva.es.un.excelente.recurso.para.su.utilizacin.en.sistemas.de.videoconferencia,.favoreciendo.el.aprendizaje.colaborativo.a.travs.de.herramientas.de.comunicacin:.

    1.. Posibilidad.de.acceso.a.una.tecnologa.tic.atractiva.y.sencillo.uso..2.. La. pizarra. interactiva. es. un. recurso. que. despierta. el. inters. de. los.

    profesores. a. utilizar. nuevas. estrategias. pedaggicas. y. a. utilizar. ms.intensamente.las.tic,.animando.al.desarrollo.profesional..

    3.. El.docente.se.enfrenta.a.una.tecnologa.sencilla,.especialmente.si.se.la.compara.con.el.hecho.de.utilizar.ordenadores.para.toda.la.clase..

    4.. inters.por.la.innovacin.y.el.desarrollo.profesional:.5.. La. pizarra. interactiva. favorece. del. inters. de. los. docentes. por. la.

    innovacin.y. al.desarrollo.profesional. y.hacia. el. cambio.pedaggico.que.puede.suponer.la.utilizacin.de.una.tecnologa.que.inicialmente.encaja.con.los.modelos.tradicionales,.y.que.resulta.fcil.al.uso..

    6.. El. profesor. se. puede. concentrar. ms. en. observar. a. sus. alumnos. y.atender.sus.preguntas.(no.est.mirando.la.pantalla.del.ordenador).

    7.. Aumenta.la.motivacin.del.profesor:.dispone.de.ms.recursos,.obtiene.una.respuesta.positiva.de.los.estudiantes....

    8.. El.profesor.puede.preparar.clases.mucho.ms.atractivas.y.documentadas..Los.materiales.que.vaya. creando. los.puede. ir. adaptando.y. reutilizar.cada.ao..

    9.. Ahorro.de.tiempo:.10..La.pizarra.ofrece.al.docente.la.posibilidad.de.grabacin,.impresin.y.

    reutilizacin.de.la.clase.reduciendo.as.el.esfuerzo.invertido.y.facilitando.la.revisin.de.lo.impartido..

    11..Generalmente,.el.software.asociado.a. la.pizarra.posibilita.el.acceso.a.grficos,.diagramas.y.plantillas,.lo.que.permiten.preparar.las.clases.de.forma.ms.sencilla.y.eficiente,.guardarlas.y.reutilizarlas..

    12..Aquellos.profesores.que.ya.han.utilizado.este. sistema.comentan.que.tanto.el.software.como.las.pizarras.son.personalizables.y.sencillas.de.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    manejar,.enfatizando.que.han.mejorado.sus.clases.en.forma.significativa.desde.que.se.implemento.la.metodologa.de.enseanza.interactiva.en.el.aula.

    13..De.la.misma.manera.que.encontramos.una.serie.de.beneficios.para.el.alumnado:

    14..Aumento.de.la.motivacin.y.del.aprendizaje:.15..incremento. de. la. motivacin. e. inters. de. los. alumnos. gracias. a. la.

    posibilidad.de.disfrutar.de.clases.ms.llamativas.llenas.de.color.en.las.que.se. favorece.el. trabajo.colaborativo,. los.debates.y. la.presentacin.de. trabajos.de. forma.vistosa.a. sus.compaeros,. favoreciendo. la.auto.confianza.y.el.desarrollo.de.habilidades.sociales..

    16..La.utilizacin.de.pizarras.digitales.facilita.la.comprensin,.especialmente.en.el.caso.de.conceptos.complejos.dada. la.potencia.para.reforzar. las.explicaciones.utilizando.vdeos,.simulaciones.e.imgenes.con.las.que.es.posible.interaccionar..

    17..El.alumnado.pueden.repasar.los.conceptos.dado.que.la.clase.o.parte.de.las.explicaciones.han.podido.ser.enviadas.por.correo.a.los.alumnos.por.parte.del.docente..

    18..Acercamiento.de.las.tic.a.alumnos.con.discapacidad:.19..El.alumnado.con.dificultades.visuales.se.beneficiarn.de.la.posibilidad.

    del. aumento. del. tamao. de. los. textos. e. imgenes,. as. como. de. las.posibilidades.de.manipular.objetos.y.smbolos..

    20..El.alumnado.con.problemas.de.audicin.se.vern.favorecidos.gracias.a.la.posibilidad.de.utilizacin.de.presentaciones.visuales.o.del.uso.del.lenguaje.de.signos.de.forma.simultnea..

    21..El. alumnado. con. problemas. kinestsicos. ejercicios. que. implican. el.contacto.con.las.pizarras.interactivas..

    22..El. alumnado. con. otros. tipos. de. necesidades. educativas. especiales,.tales.como.alumnos.con.problemas.severos.de.comportamiento.y.de.atencin,.se.vern.favorecidos.por.disponer.de.una.superficie.interactiva.de.gran.tamao.sensible.a.un.lpiz.electrnico.o.incluso.al.dedo(en.el.caso.de.la.pizarra.tctil)..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    Por. la. novedad. de. estos. trabajos. an. no. existen. investigaciones.concluyentes. que. permitan. afirmar. que. la. utilizacin. de. los. medios.informticos.en.educacin.ha.servido.para.mejorar.los.resultados.acadmicos,.no.obstante,.en.algunos.estudios.si.que.aparecen.conclusiones.parciales.que.se.refieren.a.las.transformaciones.obtenidas.en.el.modo.de.hacer..

    Se.viene.observando.en.estos.estudios.que.con.la.utilizacin.de.las.tecnologas.de.la.informacin.y.comunicacin.suscitan.la.colaboracin.en. los. alumnos,. les. ayuda. a. centrarse. en. los. aprendizajes,. mejoran. la.motivacin.y.el.inters,.favorecen.el.espritu.de.bsqueda,.promueven.la.integracin. y. estimulan. el. desarrollo. de. ciertas. habilidades. intelectuales.tales.como.el.razonamiento,.la.resolucin.de.problemas,.la.creatividad.y.la.capacidad.de.aprender.a.aprender..

    Los. mismos. estudios. indican. que. el. uso. de. las. tecnologas.informticas.por. el.profesorado.ha. servido,.hasta. ahora,.para. facilitar. la.bsqueda.de.material.didctico,.para.la.mejora.de.la.presentacin.de.los.contenidos,.que.contribuye.la.colaboracin.con.otros.enseantes,.estimula.la. planificacin. de. las. actividades. de. aprendizaje. de. acuerdo. con. las.caractersticas. del. alumnado. y. se. puede. gestionar.mucho.mejor. toda. la.informacin.por.su.capacidad.de.almacenamiento.y.bsqueda.

    como. sntesis. de. la. exposicin. se. ofrecen. a. continuacin,.siguiendo. a. Ainscow. (2000),. Faro. y. Vilageliu. (2000). y. Porter. (1997),.algunos.de.los.factores.considerados.como.clave.para.construir.una.escuela.inclusiva.y.en.la.que.se.revela.el.potencial.del.trabajo.colaborativo.en.red:

    . El. convencimiento. de. la. necesidad. de. avanzar. hacia. una.concepcin.inclusiva.de.la.educacin.como.condicin.para.una.implicacin.plena.y.efectiva.en.el.proyecto,.aunque.lgicamente.puedan.darse.grados.diferentes.

    Partir.de. la.experiencia.y.conocimientos.propios;.de.sus.xitos,.que.a.menudo.son.muchos,.y.tambin.de.sus.dificultades..El.profesorado.ha.de.darse.cuenta.de.que.la.solucin.est.en.sumar.sus.aportaciones..

    Hacer. del. trabajo. colaborativo. el. instrumento. metodolgico.habitual. para. generar. conocimiento. que. sirva. de. forma. eficaz. para.responder.a.las.diferentes.necesidades.del.alumnado..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    referenciAAiNScOW,.M..The.next. step. for.Special.Education.. in:. JORNADES.tcNiQUES.DEDUcAci.ESPEciAL,.5.,.Anais....Barcelona:.APPS,.2000..p..?-?.AREA,.M..Educar en la sociedad de la informacin..Bilbao:.Decle.de.Brouwer,.2001..cABERO,. J.. Nuevas. tecnologas,. comunicacin. y. educacin.. EDUTEC:. revista.electrnica.de.tecnologa.educativa,.Palma.de.Mallorca,.n..1,.fev..1996..Disponible.en:...Acceso.en:.13.fev..2010..DAZ-AGUADO,. M.. J.. Educacin intercultural y aprendizaje cooperativo.. Madrid:.Pirmide,.2007.DODGE,.B..FOCUS:.five.rules.for.writing.a.great.WebQuest..Disponible.en:...Acceso.em:.3.out..2009..______..WebQuest Taskonomy:. a. taxonomy.of. tasks..San.Diego,.2002..Disponible. en:...Acceso.en:.25.jan..2010..FARO,.B.;.ViLAGELiU,.M..cap. a. una. escola. efectiva. per. a. tots. els. alumnes..cEiP.Dr.. Forti. Sol. (torell,. Barcelona).. in:. JORNADES.tcNiQUES.DEDUcAci.ESPEciAL,.5.,.data.do.evento,.local.do.evento..Anais... Barcelona:.APPS,.2000...GONZLEZ.SOtO,.A..P..et.al..Las.nuevas.tecnologas.en.la.educacin..in:.EDUtEc95:..cONGRESO.DE.NUEVAS.tEcNOLOGAS.DE.LA. iNFORMAciN.PARA.LA.EDUcAciN,.2.,.22-24.nov..1995,.Palma.de.Mallorca..Anais.Palma.de.Mallorca:.Universitat. . de. les. illes.Baleares,. 1995..Disponible. en:...Acceso.en:.3.out..2009.JOOMLA!. [S.l.]:. Open. Source. Matters,. c2005-2012.. Disponible. en:. ..Acceso.en:.3.out..2009.JOOMLA. en. educacin-jccm.es.. Disponible. en:. ...Acceso.en:.3.out..2008.MEJiAS,.U..teaching. social. software.with. social. software.. Innovate:. journal.of.online.education,.Florida,. v.. 2,.n.. 5,. 2006..Disponible. en:...Acceso.en:.3.fev..2010..PREZ-MAtEO. SUBiR,.M.;. GUitERt. cAtASS,.M.. La. dimensin. social. del.aprendizaje.colaborativo.virtual..RED:.revista.de.educacin.a.distancia,.Murcia,.n..18,.p..1-21,.set..2007..Disponible.en:...Acceso.en:.13.jan..2010..PORtER,.G..L..critical.elements.for.inclusive.schools..in:.PiJL,.S..J.;.MEiJER,.c..J..W.;.HEGERtY,.S..(Ed.)..Inclusive education:.a.global.agenda..London:.Routledge.Publishing,.1997..p..68-81..StALLMAN,. R.. Why. schools. should. exclusively. use. free. software.. Boston:. GNU.Operating. System,. 2003.. Disponible. en:. ..Acceso.en:.3.out..2009...

  • 64

    tREVEJO.ALONSO,.J..A..JOOMLA!.para.principiantes:.aprendiendo.a.crear.y.mantener.sitios.Web,.2007..Disponible.en:...VALERO,.A..La experiencia del blog de aula..Madrid:.Observatorio.tecnolgico,.2007..Disponible.en:...Acceso.en:.3.fev..2010.VYGOtSKY,.L..S..El desarrollo de los procesos psicolgicos superiores..Barcelona:.Grijalbo:.crtica,.1979.

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    tecnologiA ASSiStivA: fAvorecendo o deSenvolvimento e A AprendizAgem em

    contextoS educAcionAiS incluSivoS

    Tefilo Alves Galvo Filho

    1. introduo

    .fcil.perceber.que.o.mundo,.com.todas.as.suas.representaes.sociais.e.culturais,.vem.sendo.profundamente.modificado.com.o.advento.das.tecnologias. de. informao. e. comunicao. (tic)..Os. diferentes. e.inovadores.ambientes.de.interao.e.aprendizado.possibilitados.por.essas.tecnologias. surgem. como. fatores. estruturantes. de. novas. alternativas. e.concepes.pedaggicas.

    As.possibilidades.tecnolgicas.hoje.existentes,.as.quais.viabilizam.essas.diferentes.alternativas.e.concepes.pedaggicas,.para.alm.de.meras.ferramentas. ou. suportes. para. a. realizao. de. tarefas,. se. constituem. elas.mesmas. em. realidades. que. configuram. novos. ambientes. de. construo.e. produo. de. conhecimentos,. que. geram. e. ampliam. os. contornos. de.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    66

    uma.lgica.diferenciada.nas.relaes.do.homem.com.os.saberes.e.com.os.processos.de.aprendizagem.

    As.concepes.de.aprendizado.baseadas.na.reteno,.memorizao.e. repetio. de. informaes,. que. referenciam. os. paradigmas. escolares.tradicionais,. perdem.cada. vez.mais. o. sentido.no.mundo. atual..com.as.novas. tecnologias,.as.mudanas,. transformaes.e.avanos.ocorrem.hoje.de.forma.muito.rpida,.fazendo.com.que.as.informaes.e.os.novos.saberes.se. tornem. muito. mais. rapidamente. superados. e. ultrapassados.. como.mostra. Lvy. pela. primeira. vez. na. histria. da. humanidade,. a. maioria.das. competncias. adquiridas. por. uma. pessoa. no. incio. de. seu. percurso.profissional.estaro.obsoletas.no.final.de.sua.carreira..(LVY,.1999,.p..157)..A.prpria.dinmica.da.produo.de.conhecimentos,.o.desenvolvimento.das. pesquisas,. . bastante. diferenciada.nos. dias. de. hoje..Diferentemente.de.antigamente,.com.as.tic.uma.nova.descoberta.alcanada.em.qualquer.centro.de.pesquisa.no.mundo.pode.estar.sendo.acompanhada,.em.tempo.real,.por.qualquer.outro.laboratrio.ou.centro.acadmico.no.mundo,.no.mesmo.instante.em.que.est.ocorrendo,.via.internet..isso.faz.com.que.no.exista.mais.aquele.volume.slido.e.quase.imutvel.de.conhecimentos,.na.medida. em. que,. constantemente,. novos. conhecimentos. so. produzidos.e. disseminados. em. mbito. global,. superando. e. tornando. defasados. os.conhecimentos.anteriores.

    Por. outro. lado,. tudo. isso. faz. com. que. a. quantidade,. o. volume.de. informaes. e. conhecimentos. disponveis. em. cada. rea. se. torne.absolutamente.imensurvel.e.incontrolvel..Por.esse.motivo,.ningum.mais.pode.afirmar.nos.dias.de.hoje,.diferentemente.do.incio.do.sculo.passado,.que.domina.e.tem.o.controle.sobre.todos.os.conhecimentos.mais.relevantes.produzidos.em.sua.rea.de.atuao,.por.melhor.e.mais.avanada.que.seja.a.sua.formao..Sempre.haver.novas.informaes.e.conhecimentos.que.lhe.fogem.ao.controle.porque.as.novas.dinmicas.e.a.quantidade.de.conhecimentos.em.constante.produo.e.disseminao.so.absolutamente.incontrolveis.no.seu.conjunto..Nesse.sentido,.destaca.Pretto.(1996,,.p..218).que:.

    As.novas.tecnologias.da.comunicao.e.informao.esto.possibilitando.e. influenciando. a. introduo. de. diferentes. valores,. de. uma. nova.razo.[...].A.razo.moderna.no.est.mais.dando.conta.de.explicar.os.fenmenos.desta.sociedade.em.plena.transformao.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Por. tudo. isso,. se. torna. cada. vez. mais. flagrantemente. intil. e.incuo.formar.cidados.pela.transmisso.e.reteno.de.informaes,.a.partir.de. um. suposto. recorte. essencial. de. informaes. e. conhecimentos.mais.importantes.de.cada.rea,.o.conhecido.currculo.tradicional..Esse.recorte.se.torna.cada.vez.mais.insignificante.e.menos.representativo.de.um.todo.que. no. cessa. de. crescer. rapidamente,. e. de. mudar. incessantemente.. As.tecnologias. de. informao. e. comunicao.mudaram. definitivamente. as.formas.da.humanidade.se.relacionar.com.o.saber,.com.o.ensinar.e.o.aprender.

    As. transformaes.necessrias.na. escola. tradicional,. no. sentido.da. reformulao. do. seu. discurso. e. das. suas. prticas,. em. direo. a. um.maior.dilogo.com.o.que.ocorre.no.mundo.de.hoje,.tornam-se.condio.indispensvel.para.a.retomada.da.relevncia.do.seu.papel.social.e.para.a.construo.de.uma.escola.verdadeiramente.inclusiva.

    Porm,. num. outro. tipo. de. reflexo. em. relao. s. tecnologias,.desejo.propor.e.apresentar.aqui.uma.anlise.resumida.acerca.de.uma.nova.dimenso. e. tipo.de. tecnologia.que.vem. sendo.crescentemente. estudado.nos.dias.atuais,.e.que.tambm.aponta.para.a.autonomia.e.desenvolvimento.do. ser. humano,. enquanto. sujeito. dos. seus. processos,. e. tambm. para. a.construo.de.uma.Escola. inclusiva..trata-se. da. recentemente. chamada.tecnologia.Assistiva,.utilizada.como.mediadora,.como.instrumento,.como.ferramenta. mesmo,. para. o. empoderamento,. para. a. equiparao. de.oportunidades.e.para.a.atividade.autnoma.da.pessoa.com.deficincia,.na.sociedade.atual.(GALVO.FiLHO,.2009).

    tecnologia.Assistiva. (tA)..uma.expresso.nova,.que. se. refere.a.um.conceito.ainda.em.pleno.processo.de.construo.e. sistematizao..A.utilizao.de.recursos.de.tecnologia.Assistiva,.entretanto,.remonta.aos.primrdios.da.histria.da.humanidade.ou.at.mesmo.da.pr-histria..Qualquer. pedao. de. pau. utilizado. como. uma. bengala. improvisada,.por.exemplo,.caracteriza.o.uso.de.um.recurso.de.tecnologia.Assistiva..

    como.faz.notar.Manzini.(2005,.p..82):Os. recursos. de. tecnologia. assistiva. esto. muito. prximos. do. nosso.dia-a-dia.. Ora. eles. nos. causam. impacto. devido. . tecnologia. que.apresentam,. ora. passam. quase. despercebidos.. Para. exemplificar,.podemos. chamar. de. tecnologia. assistiva. uma. bengala,. utilizada. por.nossos.avs.para.proporcionar.conforto.e.segurana.no.momento.de.

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    caminhar,.bem.como.um.aparelho.de.amplificao.utilizado.por.uma.pessoa.com.surdez.moderada.ou.mesmo.veculo.adaptado.para.uma.pessoa.com.deficincia..

    Existe. um. nmero. incontvel. de. possibilidades,. de. recursos.simples.e.de.baixo.custo,.utilizados.como.tecnologia.Assistiva,.que.podem.e. devem. ser. disponibilizados. nas. salas. de. aula. inclusivas,. conforme. as.necessidades. especficas. de. cada. aluno. com. necessidades. educacionais.especiais. presente. nessas. salas,. tais. como:. suportes. para. visualizao. de.textos.ou.livros;.fixao.do.papel.ou.caderno.na.mesa.com.fitas.adesivas;.engrossadores.de.lpis.ou.caneta.confeccionados.com.esponjas.enroladas.e.amarradas,.ou.com.punho.de.bicicleta.ou.tubos.de.PVc.recheados.com.epxi;.substituio.da.mesa.por.pranchas.de.madeira.ou.acrlico.fixadas.na.cadeira.de.rodas;.rteses.diversas,.e.inmeras.outras.possibilidades.

    com.muita.frequncia,.a.disponibilizao.de.recursos.e.adaptaes.bas-tante.simples.e.artesanais,.s.vezes.construdos.por.seus.prprios.professo-res,.torna-se.a.diferena,.para.determinados.alunos.com.deficincia,.entre.poder.ou.no.estudar,.aprender.e.desenvolver-se,.junto.com.seus.colegas.

    O.conceito.de.tecnologia.Assistiva.que.referencia.esta.anlise..o.conceito.proposto.pelo.comit.de.Ajudas.tcnicas.(cAt),.uma.instncia.que.estuda.essa.rea.do.conhecimento.no.mbito.da.Secretaria.Especial.dos.Direitos.Humanos.da.Presidncia.da.Repblica.(SEDH/PR)..O.conceito.aprovado.e.adotado.por.este.comit.estabelece.que:

    tecnologia. Assistiva. . uma. rea. do. conhecimento,. de. caracterstica.interdisciplinar,. que. engloba. produtos,. recursos,. metodologias,.estratgias,.prticas.e.servios.que.objetivam.promover.a.funcionalidade,.relacionada. . atividade. e. participao. de. pessoas. com. deficincia,.incapacidades. ou. mobilidade. reduzida,. visando. sua. autonomia,.independncia,.qualidade.de.vida.e.incluso.social..(BRASiL,.2007).

    2. A tecnologiA AssistivA nA mediAo dos processos inclusivos

    conforme. so. percebidos. os. instrumentos. de. mediao. pela.concepo. scio-histrica. do. desenvolvimento. humano. proposta. por.Vygotsky.(1994),.os.recursos.de.acessibilidade,.os.recursos.de.tecnologia.Assistiva,. podem. ser. situados. como. mediaes. instrumentais. para. a.constituio.da.pessoa.com.deficincia,.como.sujeito.dos.seus.processos,.a.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    partir.da.potencializao.da.sua.interao.social.no.mundo..Para.Vygotsky.(1994),. . a. possibilidade. de. relacionar-se,. de. entender. e. ser. entendido,.de.comunicar-se.com.os.demais,.o.que.impulsiona.o.desenvolvimento.do.homem..Segundo.ele:

    Desde.os.primeiros.dias.do.desenvolvimento.da.criana,.suas.atividades.adquirem. um. significado. prprio. num. sistema. de. comportamento.social. e,. sendo.dirigidas. a. objetos. definidos,. so. refratadas. atravs. do.prisma.do.ambiente.da.criana.. [...].Essa.estrutura.humana.complexa..o.produto.de.um.processo.de.desenvolvimento.enraizado.nas.ligaes.entre.a.histria.individual.e.a.histria.social..(VYGOtSKY,.1994,.p..40).

    Por. meio. da. mediao. do. outro,. o. ser. humano. pode,. desde.pequeno,. ir. atribuindo. sentido. ao. que. est. ao. seu. redor..Dessa. forma,.o. homem. vai. desenvolvendo. internamente. as. suas. funes. mentais.superiores,.atribuindo.um.significado.intrapsquico,.a.partir.dos.significados.construdos.nas.relaes.sociais.interpsquicas.(VYGOtSKY,.1989,.1994)..So.fundamentais.para.essa.mediao,.segundo.Vygotsky.(1994),.os.signos.e.os.instrumentos.

    O.ser.humano.conseguiu.evoluir.como.espcie.graas..possibilidade.de. ter.descoberto. formas. indiretas,.mediadas,.de. significar.o.mundo.ao. seu. redor,. podendo,. portanto,. por. exemplo,. criar. representaes.mentais.de.objetos,.pessoas,.situaes,.mesmo.na.ausncia.dos.mesmos..Essa.mediao.pode.ser.feita.de.duas.formas:.atravs.do.uso.dos.signos.e.do.uso.dos.instrumentos..Ambos.auxiliam.no.desenvolvimento.dos.processos.psicolgicos.superiores..(GALVO,.2004,.p..87).

    Portanto,. os. instrumentos. e. os. signos. proporcionariam,. para.Vygotsky.(1994),.a.mediao.que.impulsionaria.o.desenvolvimento.

    No.entanto,.as.limitaes.de.indivduo.com.deficincia.tendem.a.tornarem-se.uma.barreira.para.esses.processos.de.significao.do.mundo.por.meio.da.mediao.do.outro..Dispor.de.recursos.de.acessibilidade,.a.chamada.tecnologia.Assistiva,.seria.uma.maneira.concreta.de.neutralizar.as.barreiras.causadas.pela.deficincia.e.inserir.esse.indivduo.nos.ambientes.ricos.para.a.aprendizagem.e.desenvolvimento,.proporcionados.pela.cultura.

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    Os.instrumentos.de.mediao,.segundo.Vygotsky.(1994),.so,.na.verdade,.objetos.feitos.com.um.fim.especfico:

    So.coisas.que.carregam.consigo.o.motivo.pelo.qual.foram.gerados,.ou.seja,.a.sua.finalidade.social..Representam.de.imediato.o.que.pretendem.mediar.na. relao.entre.o. ser.humano.e.o.mundo..No.caso.de.uma.ferramenta.de.trabalho,.a.partir.do.momento.em.que.a.pessoa.descobre.a.sua.finalidade.social,.ela.ir.carreg-la.consigo,.identificando,.assim,.para.que.serve.a.sua.existncia..Por.exemplo,.uma.tesoura.serve.para.cortar..(GALVO,.2004,.p..87).

    J.como.exemplo.de.signos.presentes.no.nosso.tempo,.necessrios.para. essa.mediao,. talvez. seja. possvel. situar. todas. as. novas. possibilidades.proporcionadas.pelas.tecnologias.de. informao. e.comunicao,. como.os.ambientes.virtuais.de.interao.e.aprendizagem,.enquanto.importante.realidade.de.nossa.cultura,.e.cuja.apropriao.responsvel.e.crtica.a.tornaria.um.meio.concreto.para.a.formao.do.sujeito.e.para.a.sua.incluso.social.(LVY,.1999).

    Detendo-me.agora.nos.recursos.de.acessibilidade,.na.tecnologia.Assistiva,. enquanto. instrumento. de. mediao. para. a. construo. de.sentidos,.creio.que..necessrio.analisar.mais.de.perto.como.ocorrem.esses.processos. de. significao. e. construo. de. conhecimentos. para. a. pessoa.com.deficincia,.j.que.as.limitaes.interpostas.pela.prpria.deficincia,.includos. a. todos. os. obstculos. sociais. e. culturais. dela. decorrentes,.tenderiam.a.converter-se.em.srias.barreiras.para.essa.atribuio.de.sentido.aos.fenmenos.do.seu.entorno.e..prpria.interao.social.

    com. muita. frequncia. a. criana. com. deficincia. apresenta.significativas. limitaes. em. sua. capacidade. de. interao. com. o.meio. e.com. as. pessoas. a. sua. volta..Mais. ainda. quando. sofre. as. consequncias.da.desinformao. e.dos.preconceitos,. devido. s. quais.normalmente. so.subestimadas.as.suas.potencialidades.e.capacidades,.gerando.tratamentos.paternalistas. e. relaes. de. dependncia. e. submisso,. fazendo. com. que.assuma. posturas. de. passividade. frente. . realidade. e. na. resoluo. dos.prprios.problemas..conforme.mostra.Valente.(1991,.p..1):

    As. crianas. com. deficincia. (fsica,. auditiva,. visual. ou.mental). tm.dificuldades.que. limitam.sua.capacidade.de. interagir.com.o.mundo..Estas. dificuldades. podem. impedir. que. estas. crianas. desenvolvam.habilidades.que.formam.a.base.do.seu.processo.de.aprendizagem.

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    Dessa. forma,. as. dificuldades. de. interao,. agravadas. ainda.mais. quando. associadas. a. uma. carncia. de. estmulos,. algo. frequente,.principalmente. em. situaes. de. limitaes. econmicas. e. sociais. mais.acentuadas,.tendem.a.gerar.posturas.de.passividade.diante.da.realidade.

    Nestes.casos,.surge.a.questo.sobre.como.ocorre.o.desenvolvimento.cognitivo.e.o.aprendizado.desses.alunos,.ou.de.que. forma.o.professor.e.o. ambiente. educacional.podem.contribuir.para. isso,.dadas. as.diferentes.limitaes. decorrentes. de. sua. deficincia,. tais. como. as. limitaes. de.comunicao.e.linguagem,.ou.as.limitaes.motoras.para.o.seu.deslocamento.e.para.a.manipulao.de.objetos.

    Muitas. vezes,. essas. limitaes. restringem. significativamente. as.interaes.dessas.pessoas. com.os.objetos.do. seu.meio.e. com.as.pessoas..Uma.criana.com.paralisia.cerebral.do.tipo.atetsico,.por.exemplo,.alm.de,.com.muita.frequncia,.no.poder.deslocar-se.sozinha,.tem.problemas.de.coordenao.motora.que.dificultam.a.manipulao.de.objetos.e.tambm.dificuldade.para.a.sua.comunicao.oral.com.outras.pessoas.

    [...]. . frequente. o. problema.motor. ser. acompanhado. de. problemas.de. aprendizagem,. devido. ao. absentismo. escolar. (por. doenas,.intervenes. cirrgicas,. superproteo. familiar,. etc.),. . limitao.das.experincias. adquiridas. ao. longo.do. seu.desenvolvimento. e. a. outras.causas..(MUOZ;.BLAScO;.SURES,.1997,.p..301).

    E.os.estudos.tanto.de.Piaget.(1975),.quanto.de.Vygotsky.(1994),.mostram. como. essas. interaes. so. fundamentais. para. os. processos. de.desenvolvimento.e.aprendizagem.dessas.crianas.

    Piaget.(1975),.por.exemplo,.demonstrou.que.as.aes.executadas.pelos.indivduos.so.fundamentais.para.o.seu.desenvolvimento.intelectual..Essa.realidade..expressa.por.Flavell.(1988,.P..81).da.seguinte.forma:

    H.uma.caracterstica.mais.fundamental.da.inteligncia.(e.tambm.da.percepo). que.Piaget. enfatizou. em.vrias. publicaes:. em. todos. os.nveis. evolutivos,. a.cognio..uma.questo.de.aes. reais. realizadas.pelo.sujeito.[...].De.acordo.com.Piaget,.as.aes.realizadas.pelo.sujeito.constituem. a. substncia. ou. a. matria-prima. de. toda. a. adaptao.intelectual.e.perceptual..

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    E,. segundo. Piaget,. no. . somente. a. quantidade. das. aes,.movimentos. e. interaes. que. determinam. as. condies. favorveis. para.o. desenvolvimento. cognitivo,.mas. tambm. a. qualidade. e. a. intensidade.dessas. interaes.. Braga. (1995). chama. a. ateno. para. as. concluses. de.Piaget.nesse.sentido,.ao.comentar.sobre.os.resultados.de.um.estudo.por.ele.desenvolvido.sobre.o.atraso.cognitivo.de.crianas.da.zona.rural.do.ir:.conclui. que.o. retardo.observado. era. causado.pela. combinao.da. falta.de.atividade.e.movimento,.associada..falta.de.objetos.para.manipular.e..interao.social.precria..(BRAGA,.1995,.p..52).

    Na.viso. scio-histrica.de.Vygotsky. (1994,.1997).as. interaes.sociais.assumem.uma.relevncia.ainda.mais.acentuada.para.os.processos.do.desenvolvimento.cognitivo..Desenvolvimento.e.aprendizado,.para.Vygotsky.(1994,. 1997),. esto. intimamente. inter-relacionados.. Segundo. ele,. que.enfatiza.a.importncia.das.interaes.sociais,.o.aprendizado.tambm.resulta.em.desenvolvimento.cognitivo.j.que.novos.processos.de.desenvolvimento.comeam. a. surgir. a. partir. da. interao. da. criana. com. outras. pessoas.(BRAGA,.1995)..A.partir.dessa.viso,.Vygotsky.(1994).prope.o.conceito.de.zona.de.desenvolvimento.proximal,.definida.por.ele.como:

    [...].a.distncia.entre.o.nvel.de.desenvolvimento.real,.que.se.costuma.determinar.atravs.da. soluo. independente.de.problemas,. e.o.nvel.de. desenvolvimento. potencial,. determinado. atravs. da. soluo. de.problemas. sob. a. orientao. de. um. adulto. ou. em. colaborao. com.companheiros.mais.capazes..(p..112).

    com.isso,.o.autor.destaca.a.natureza.social.do.aprendizado.humano,.fazendo.ver.que.no.basta.avaliar.uma.criana.apenas.pelas.atividades.que.ela.j.consegue.realizar.sozinha,.mas.que..importante.detectar.o.seu.nvel.de.desenvolvimento.potencial,.com.o.leque.de.atividades.e.conhecimentos.passveis.de.j.serem.trabalhados.e.desenvolvidos.pela.criana.em.interao.e.com.a.ajuda.de.outras.pessoas..Para.ele.o.aprendizado.humano.pressupe.uma.natureza.social.especfica.e.um.processo.atravs.do.qual.as.crianas.penetram.na.vida.intelectual.daqueles.que.as.cercam.(VYGOtSKY,.1994,.p..175)..E,.nas.palavras.de.Miranda.(1999a,.p..161),

    Pela.prpria.mediao.do.outro,.revestida.de.gestos,.atos.e.palavras,.a.criana.vai.se.apropriando.e.elaborando.as.formas.de.atividade.prtica.

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    e.mental.consolidadas.e.emergentes.de.sua.cultura,.num.processo.em.que.pensamento.e.linguagem.articulam-se.dinamicamente.

    Sendo. isso. verdade,. quais. seriam. ento. as. possibilidades. e.potencialidades. de. desenvolvimento. de. uma. criana. com. deficincia,.cujas.limitaes.frequentemente.comprometem.sua.capacidade.de.ao.e.interao?. Se.numa. criana. com.deficincia. a. sua. capacidade.de. ao. e.movimento,. ou. sua. capacidade.de. comunicao. e. interao. com.outras.pessoas,.com.frequncia.esto.prejudicadas.pela.deficincia,.estaria.ento.essa.criana,.tanto.para.Piaget.quanto.para.Vygotsky.(1994),.fadada.a.um.retardo. ou. atraso. significativo. em. seus. processos. de. desenvolvimento. e.aprendizado?

    No.seria.bem.assim,.segundo.esses.autores,.mesmo.reconhecendo.as.dificuldades.maiores.que.essas.crianas.enfrentam.

    Piaget,.em.primeiro.lugar,.explicitou.a.sua.percepo.de.que.uma.ao,.a.partir.de.uma.determinada.etapa.de.desenvolvimento.da.criana,.no.significa.apenas.o.que.pode.ser.observado.de.fora.(BRAGA,.1995)..Ele.concebe.e.admite.a.noo.de.uma.ao.mental:.[...].a.ao.no.se.limita.apenas.a.atos.externos.observveis,.ns.assimilamos.que.uma.ao.interna..ainda.uma.ao..(PiAGEt,.1979,.p..33).

    Por.outro.lado,Vygotsky. (1997),. que. estudou. especificamente. os. processos. de.desenvolvimento. cognitivo. de. crianas. com. deficincias,. percebe.uma. nova. face. nos. obstculos. interpostos. pela. deficincia:. alm.das.dificuldades.decorrentes.da.mesma,.ele.enxerga.nesses.obstculos.tambm. uma. fonte. de. energia,. uma.mola. propulsora. para. a. busca.de. sua. superao,. principalmente. atravs. de. rotas. alternativas..Vygotsky. desenvolve. essas. idias. em. seu. trabalho. Fundamentos. da.Defectologia.(1997),.no.qual.conclui.que.os.princpios.fundamentais.do. desenvolvimento. so. os. mesmos. para. as. crianas. com. ou. sem.deficincia,. mas. que. as. limitaes. interpostas. pela. deficincia.funcionam. como. um. elemento. motivador,. como. um. estmulo,.uma. supercompensao,. para. a. busca. de. caminhos. alternativos.na.execuo.de.atividades.ou.no. logro.de.objetivos.dificultados.pela.deficincia..(GALVO.FiLHO,.2004,.p..28).

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    Portanto,.Vygostky.(1997,.p..14,. traduo.nossa).percebe.uma.dimenso.positiva.advinda.das.limitaes.interpostas.pela.deficincia:

    todo.defeito.cria.os.estmulos.para.elaborar.uma.compensao..Por.isso.o.estudo.dinmico.da.criana.deficiente.no.pode.limitar-se.a.determinar.o.nvel.e.a.gravidade.da. insuficincia,.mas. inclui.obrigatoriamente.a.considerao. dos. processos. compensatrios,. ou. seja,. substitutivos,.superestruturados.e.niveladores,.no.desenvolvimento.e.a.conduta.da.criana7.

    Para. explicar. como,. segundo. ele,. ocorre. esse. processo. de.compensao,.o.autor.faz.uma.analogia.com.o.que.ocorre.no.organismo.humano.quando.este..submetido.a.uma.vacinao..Quando.uma.pessoa.recebe.uma.vacina,.o.seu.organismo,.ao.ser.inoculado.com.os.organismos.txicos. de. uma. doena,. no. s. no. sucumbe. a. essa. doena,. como,.paradoxalmente,. adquire. uma.maior. resistncia. a. ela.. E. . esse. processo.de.transformar.algo.inicialmente.negativo.em.algo.positivo.que.ele.chama.de.supercompensao:.Sua.essncia.se.reduz.ao.seguinte:.todo.deterioro.ou. ao. prejudicial. sobre. o. organismo. provoca. por. parte. dele. reaes.defensivas,.muito.mais.enrgicas.e.fortes.que.as.necessrias.para.paralisar.o.perigo.imediato.8.(VYGOtSKY,.1997,.p..42..traduo.nossa).

    Apesar. das. grandes. dificuldades,. ou. mesmo. impossibilidades,.da. criana. com. deficincia. fsica. severa. e/ou. de. comunicao. oral,. por.exemplo,.de.interagir.com.o.seu.meio.ambiente,.torna-se.compreensvel,.a.partir.dessa.noo.de.supercompensao.proposta.por.Vygotsky,.o.fato.de.que.essas.crianas.possam.apresentar.o.mesmo.nvel.de.desenvolvimento.cognitivo.que.outras.crianas.da.mesma.idade.que.no.possuam.nenhuma.dificuldade.motora.ou.de.comunicao,.se.forem.devidamente.estimuladas..Para.Vygotsky,.a.criana.com.defeito.no..inevitavelmente.uma.criana.deficiente..O.grau.do.seu.defeito.e.sua.normalidade.depende.do.resultado.da.compensao.social,.ou.seja,.da.formao.final.de.toda.sua.personalidade9.

    7 Todo defecto crea los estmulos para elaborar una compensacin. Por ello el estudio dinmico del nio deficiente no puede limitarse a determinar el nivel y gravedad de la insuficiencia, sino que incluye obligatoriamente la consideracin de los procesos compensatorios, es decir, sustitutivos, sobreestruturados y niveladores, en el desarrollo y la conducta del nio.8.Su esencia se reduce en lo siguiente: todo deterioro o accin perjudicial sobre el organismo provoca por parte de ste reacciones defensivas, mucho ms energicas y fuertes que las necesrias para paralisar el peligro inmediato.9..el nio com defecto no es inevitablemente un nio deficiente. El grado de su defecto y su normalidad depende del resultado de la compensacin social, es decir, de la formacin final de toda su personalidad.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    (VYGOtSKY,.1997,.p..20,.traduo.nossa)..O.desenvolvimento.de.uma.criana.com.deficincia.fsica.ou.sensorial.no..inferior.ao.de.outra.criana,.mas.sim,.diferente,.singular,.pois.ela.aprende.caminhos.alternativos.para.compensar,.por.exemplo,.a.falta.de.determinadas.experincias.motoras.ou.sensoriais,.para.elaborao.do.seu.pensamento,.sendo.a.experincia.social.o.alicerce.dos.processos.compensatrios.(PERES,.2003).

    Essa. realidade. . verdadeira. no. somente. na. sua. dimenso.psicolgica..tambm.na.dimenso.biolgica,.novos.estudos.tm.detectado.a.utilizao.feita.pelo.crebro.de.vias.compensatrias,.atravs.da.chamada.plasticidade.cerebral,.estudos.esses.que.tambm.destacam.a.importncia.das.interaes,.dos.estmulos.externos,.para.a.acelerao.do.aparecimento.dessas.vias.compensatrias.(novas.redes.neurais).

    No. atual. estgio.de.desenvolvimento.da. cincia,. supe-se.que,.quando.ocorre.uma.leso.cerebral,.os.neurnios.lesados.no.se.regeneram..Porm,.estudos.tm.demonstrado.que,.a.partir.de.uma.leso.ocorrida,.o.crebro..capaz.de.realizar.novas.conexes.entre.os.neurnios.saudveis,.as.quais.permitem.que.esse.crebro.passe.a.comandar.e.controlar,.a.partir.da.estimulao.desses.neurnios.saudveis,.as.mesmas.atividades.motoras,.por.exemplo,. que. normalmente. s. poderiam. ser. executadas. em.decorrncia.das. conexes. dos. neurnios. que. foram. lesados.. E. isso. porque,. como.mostra.Peres,.muitas.das.sinapses.preexistentes.no.sistema.nervoso.central.permanecem.inativas.ao.longo.da.vida.e.somente.sero.ativadas.se.ocorrer.uma.leso.como.na.paralisia.cerebral,.mostrando.que.as.conexes.sinpticas.podem. ser.modificadas.permitindo. a. aprendizagem.. (PERES,.2003,.p..84)..tambm.em.funo.disso,.portanto,.fica.evidente.a.importncia.dos.estmulos. externos. e. das. interaes. sociais,. para. o. desenvolvimento. da.pessoa.com.uma.leso.cerebral.

    Na.paralisia.cerebral.a.interao.da.criana.com.as.pessoas.e.os.fenmenos.que.a.cercam.possibilita.o.surgimento.de.caminhos,.tanto.do.ponto.de.vista.do.substrato.neurolgico.quanto.funcional,.que.viabilizam.a.superao.de.obstculos.gerados.pela.leso.cerebral.[...].Para.Vygotsky,.o.futuro.destas.crianas.depende.muito.da.possibilidade.que.elas.venham.a.ter.de.interao.com.o.meio.social.(BRAGA,.1995,.p..72):

    Havendo. destacado,. portanto,. o. papel. vital. das. interaes. e. dos.estmulos.externos.para.o.desenvolvimento.cognitivo.e.o.aprendizado.

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    de. alunos. com. deficincia,. creio. ser. importante. enfatizar. que. no.. qualquer. tipo,. qualidade. e. intensidade. dessas. interaes. que.efetivamente.contribuem.nesses.processos..

    No. trabalho. que. desenvolvo. juntamente. com. um. grupo. de.professores,. no. laboratrio. de. informtica. com. alunos. com. paralisia.cerebral.e.outras.deficincias.motoras,. sensoriais.e. intelectuais,. tem.sido.possvel. detectar. na. quase. totalidade. dos. alunos. que. nos. procura,. um.acentuado. atraso. em. seus. processos. de. desenvolvimento. cognitivo.. No.decorrer.do.trabalho,.na.medida.em.que.vamos.conhecendo.melhor.cada.aluno,.temos.percebido,.ao.longo.dos.ltimos.15.anos,.como.os.atrasos,.mais.do.que.causados.pela.deficincia.propriamente.dita,.so.consequncias.ou.da.pouca.intensidade.ou.da.m.qualidade.das.interaes.vividas.pelos.alunos. ao. longo.de. suas. vidas..E,.nisso,. esto. implicados.diversos. tipos.de. problemas,. desde. a. falta. de. informaes. e. capacitao. da. famlia,. a.preconceitos,. isolamento. e. falta. de. confiana.no.potencial. de. cada.um,.tratamentos.paternalistas.que.condicionam.a.uma.atitude.de.passividade.na. soluo. dos. prprios. problemas,. baixa. auto-estima. e. tantos. outros.problemas..todos.acarretam.ou.uma.pobreza.de.interaes.para.a.pessoa.com.deficincia,.ou.um.tipo.de.interao.depreciadora.de.suas.capacidades.e.potencial.(GALVO.FiLHO,.2004,.p..41-42).

    com.frequncia,.essa.pobreza.de.estmulos.ocorre,.inclusive,.nos.ambientes.educacionais..Os. fracassos. escolares. vivenciados. por.muitos. alunos,. no.interior. de. modelos. educacionais. que. quase. sempre. culpam. apenas. o.aluno.por. suas.dificuldades,.desresponsabilizando.o. sistema. escolar,. so.exemplos.de.tipos.de.interao,.de.experincias.sociais,.que.se.tornam.mais.um.obstculo,.e.no.uma.ajuda,.para.o.aprendizado.desse.aluno.

    Essa. viso. do. fracasso. escolar. centrada. no. aluno. acaba. por. efetivar,.de. fato.o. fracasso.. isso.mostra.o.quanto.as.expectativas.do.professor.a. respeito. do. aluno. provocam. a. profecia. autocumpridora..O. aluno.acredita. que. no. . capaz. de. aprender. e,. desse.modo,. no. aprende..(PERES,.2003,.p..72).

    Quando. um. aluno. com. deficincia. ingressa. em. um. sistema.educativo. tradicional,. em. uma. escola. tradicional,. seja. especial. ou.regular,. frequentemente,. vivencia. interaes. que. reforam. uma. postura.de. passividade. diante. de. sua. realidade,. de. seu.meio.. Frequentemente. .

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    submetido.a.um.paradigma.educacional.no.qual.continua.a.ser.o.objeto,.e.no.o.sujeito,.de.seus.prprios.processos..Paradigma.esse.que,.ao.contrrio.de.educar.para.a. independncia,.para.a.autonomia,.para.a. liberdade.no.pensar.e.no.agir,.refora.esquemas.de.dependncia.e.submisso...visto.e.tratado.como.um.receptor.de.informaes.e.no.como.construtor.de.seus.prprios.conhecimentos..como.alerta.Bonilla.(2005,.p..69):

    So. exemplos. de. padres. naturalizados. pela. escola. os. mtodos. e.programas.calcados.em.lgicas.lineares.e.a.preocupao.demasiada.em.possibilitar.aos.educandos.o.mero.acesso.a.informaes,.descuidando-se.de.torn-las.significantes..Presa.a.ritos.e.padres,.a.escola.se.fechou.para.as.transformaes.sociais.que.ocorrem.no.contexto.onde.est.inserida,.de.forma.que.hoje.se.observa.uma.distncia.muito.grande.entre.o.mundo.da.escola.e.o.mundo.fora.dela,.seja.este.o.mundo.do.trabalho,.seja.o.do.lazer.

    De. outra. forma,. . bem. diferente. quando. o. educador. v. o.aluno. com.deficincia. a. partir. do. seu. potencial,. das. suas. capacidades. e.tambm. de. suas. possibilidades. de. criar. rotas. alternativas. por. meio. de.supercompensaes..como.mostra.Vygotsky.(1997,.p..46,.traduo.nossa).Que.perspectivas. se.abrem.diante.de.um.pedagogo.quando. sabe.que.o.defeito. no. . s. uma. carncia,. uma. deficincia,. uma. debilidade,. mas,.tambm.uma.vantagem,.um.manancial.de.fora.e.aptides,.que.existe.nele.certo.sentido.positivo.10.

    E. a. misso. do. educador. nesses. casos. no. . certamente. a. de.facilitar,.de.diminuir.as.dificuldades.para.o.aluno.com.deficincia,.mas,.sim,.a.de.desafi-lo,.estimul-lo,.para.que.ele.mesmo.encontre.as.solues.para.seus.prprios.problemas..S.assim.estar,.de.fato,.ajudando-o.a.crescer.em.direo.a.sua.autonomia.

    construir.todo.o.processo.educativo.seguindo.as.tendncias.naturais.a.supercompensao,.significa.no.atenuar.as.dificuldades.que.derivam.do.defeito,.mas.tencionar.todas.as.foras.para.compens-lo,.plantear.s.tarefas.tais.e.faz-lo.de.tal.forma,.que.respondam.a.gradualidade.do.processo.de.formao.de.toda.a.personalidade.sob.um.novo.ngulo11.(VYGOtSKY,.1997,.p..47,.traduo.nossa).

    10.Qu perspectivas se abren ante un pedagogo cuando sabe que el defecto no es solo una carencia, una deficiencia, una debilidad, sino, tambin una ventaja, un manantial de fuerza y aptitudes, que existe en l cierto sentido positivo.11..construir.todo.el.proceso.educativo.siguiendo.las.tendencias.naturales.a.la.supercompensacin,.significa.no.atenuar. las.dificuldades.que.derivan.del.defecto,. sino.tensar. todas. las. fuerzas.para.compensarlo,.plantear.

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    Portanto,.para.que.o.aluno.com.deficincia.seja.esse.sujeito.ativo.na. construo.do.prprio. conhecimento,. . vital.que.vivencie. condies.e.situaes.nas.quais.ele.possa,.a.partir.de.seus.prprios. interesses.e.dos.conhecimentos.especficos.que.j.traga.consigo,.exercitar.sua.capacidade.de.pensar,.comparar,.formular.e.testar.ele.mesmo.suas.hipteses,.relacionando.contedos. e. conceitos.. E. possa. tambm. errar,. para. que. reformule. e.reconstrua.suas.hipteses,.depurando-as.

    Por.tudo.isso,.portanto,.a.mediao.instrumental.para.a.atribuio.de.sentidos.aos.fenmenos.do.meio,.e.para.a.busca.de.rotas.alternativas.para. a. construo. de. conhecimentos,. encontra. na.tecnologia. Assistiva.um.forte.aliado,.na.realidade.especfica.da.pessoa.com.deficincia..Sendo.as.riquezas.da.experincia.social.o.alicerce.dos.processos.compensatrios.(PERES,.2003),.a.tecnologia.Assistiva.surge,.para.a.pessoa.com.deficincia,.em.muitos.casos.como.um.privilegiado.elemento.catalisador.e.estimulador.na.construo.de.novos.caminhos.e.possibilidades.para.o.aprendizado.e.desenvolvimento,.na.medida.em.que.se.situa.com.instrumento.mediador,.disponibilizando. recursos. para. o. empoderamento. dessa. pessoa,.permitindo. que. possa. interagir,. relacionar-se. e. competir. em. seu. meio.com. ferramentas. mais. poderosa,. proporcionadas. pelas. adaptaes. de.acessibilidade.de.que.dispe.

    conforme.analisei.anteriormente,.para.Vygotsky.(1997).a.busca.de. caminhos. alternativos,. a. nova. rota. aberta. pela. supercompensao,. .estimulada. e. potencializada. dependendo. da. quantidade. e. da. qualidade.dos. estmulos. externos. e. das. interaes. sociais.. E. estes. somente. so.viabilizados,. no. caso. de. muitas. pessoas. com. deficincia,. por. meio. de.recursos. de. acessibilidade,. por. meio. da. tecnologia. Assistiva.. Nesse.contexto,. a. tecnologia. Assistiva. surge. como. instrumento. fundamental.para. uma. verdadeira. e. eficaz. atividade. e. participao.de.muitas. pessoas.com.deficincia,.seja.em.casa,.na.escola,.no.trabalho.ou.em.qualquer.outro.ambiente.

    E.em.diferentes.lugares.a.tecnologia.Assistiva..concebida.tanto.em.termos.de.produtos,.como.em.termos.de.servios.slo.tales.tareas.y.hacerlo.en.tal.orden,.que.respondan.a. la.gradualidad.del.proceso.de.formacin.de.toda.la.personalidad.bajo.un.nuevo.ngulo.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    3 os produtos de tecnologiA AssistivA

    Falar. de. produtos. de. tecnologia. Assistiva. (tA). . falar. de. um.horizonte. muitssimo. amplo. de. possibilidades. e. recursos.. conforme.mencionei. anteriormente,. qualquer. ferramenta,. adaptao,. dispositivo,.equipamento.ou.sistema.que.favorea.a.autonomia,.atividade.e.participao.da.pessoa.com.deficincia.ou.idosa..efetivamente.um.produto.de.tA..Existem.os.produtos.denominados.de.Baixa.tecnologia. (low-tech). e.os.produtos.de.Alta.tecnologia. (high-tech)..Essa.diferena.no.significa.atribuir.uma.maior.ou.menor.funcionalidade.ou.eficincia.a.um.ou.a.outro,.mas,.sim,.caracterizar.apenas.a.maior.ou.menor.sofisticao.dos.componentes.com.os.quais.esses.produtos. so. construdos. e.disponibilizados.. So. considerados.produtos.de.tA,.portanto,.desde.artefatos.simples.como.uma.colher.adaptada,.uma.bengala.ou.um.lpis.com.uma.empunhadura.mais.grossa.para.facilitar.a.preenso,.at.sofisticados. sistemas. computadorizados,. utilizados. para. proporcionar. uma.maior.independncia,.qualidade.de.vida,.autonomia.e.incluso.social.da.pessoa.com.deficincia.ou.idosa.(GALVO.FiLHO;.DAMAScENO,.2006).

    Quanto..variedade.de.possibilidades.desses.recursos,.as.diferentes.reas. de. utilizao. propostas. pela. classificao. da.Norma. internacional.iSO.9999,.do.uma.idia.da.amplitude.desse.leque.de.opes..So.recursos.tanto.para.as.atividades.de.vida.diria,.quanto.para.atividades.educacionais,.profissionais,.esportivas,.de.lazer,.entre.tantas.outras..As.11.classes.propostas.pela.classificao.da.Norma.internacional.iSO.9999,.2002,.so:

    classe.03 Ajudas.para.tratamento.clnico.individual

    classe.05 Ajuda.para.treino.de.capacidades

    classe.06 rteses.e.prteses

    classe.09 Ajudas.para.cuidados.pessoais.e.de.proteo

    classe.12 Ajudas.para.mobilidade.pessoal

    classe.15 Ajudas.para.cuidados.domsticos

    classe.18 Mobilirio.e.adaptaes.para.habitao.e.outros.locais

    classe.21 Ajudas.para.a.comunicao,.informao.e.sinalizao

    classe.24 Ajudas.para.o.manejo.de.produtos.e.mercadorias

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    classe.27Ajudas. e. equipamentos. para.melhorar. o. ambiente,. ferramentas. e.m-quinas

    classe.30 Ajudas.para.a.Recreao

    Fonte:.(iSO.9999,.2002)

    Essa. classificao. da. iSO. 9999,. portanto,. embora. seja.amplamente. utilizada. em. trabalhos. no.mundo. todo,. no. d. conta. dos.Servios. de. tecnologia. de. Apoio. (ou. tecnologia. Assistiva. ou. Ajudas.tcnicas,.expresses.frequentemente.utilizadas.como.sinnimos.no.Brasil)..E.tambm.pode.no.ser.a.mais.indicada.para.a.organizao.de.programas.de. formao. (cOMiSSO. EUROPiA,. 1999b).. inclusive,. reforando.essa. opo. por. configurar-se. numa. classificao. orientada. apenas. para.produto,.a.4.edio.dessa.Norma.internacional.publicada.em.2007,.altera.a.terminologia.utilizada,.trocando.a.expresso.Ajudas.tcnicas,.utilizada.at. a. verso. de. 2002,. por. Produtos. Assistivos,. ou,. na. sua. verso. em.espanhol,.de.Ayudas.tcnicas.para.Productos.de.Apoyo. (iSO.9999,.2002)..Essa.nova.verso.da.Norma.altera.a.definio.utilizada,.passando.a.conceituar.Productos.de.Apoyo.como:

    Qualquer. produto. (incluindo. dispositivos,. equipamentos,.instrumentos,. tecnologia. e. software). fabricado. especialmente. ou.geralmente.disponvel.no.mercado,.para.prevenir,.compensar,.controlar,.atenuar.ou.neutralizar.deficincias,.limitaes.na.atividade.e.restries.na.participao.12.(iSO.9999,2007,.p..6,.traduo.nossa).

    como. o. avano. acelerado. dos. recursos. computacionais. e.telemticos,. vm. assumindo. cada. vez. mais. relevncia,. alm. de. se.tornarem.cada.vez.mais.acessveis,.os.recursos.de.tA.relacionados..rea.de.informtica..Na.medida.em.que.o.computador.e.a.internet.passam.a.fazer.parte,.cada.vez.mais,.do.dia-a-dia.de.todas.as.pessoas,.a.permear.todas.as. culturas. (LVY,. 1999). e. a. favorecer. a. comunicao. e. a. execuo. de.diversas.atividades,.os.recursos.de.tA.relacionados..rea.computacional.tambm.apresentam.avanos.acelerados,. abrindo.novas.possibilidades.s.

    12..Cualquier producto (incluyendo dispositivos, equipo, instrumentos, tecnologa y software) fabricado especialmente o generalmente disponible en el mercado, para prevenir, compensar, controlar, mitigar o neutralizar deficiencias, limitaciones en la actividad y restricciones en la participacin.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    pessoas.com.deficincia,.algumas.das.quais.que.seriam.impensveis,.ainda.h.pouco.tempo.atrs..como,.por.exemplo,.a.capacidade.de.realizar.tarefas.complexas.com.mnimos.movimentos.do.corpo,.por.pessoas.com.paralisias.graves,.at.mesmo.movimentar.o.prprio.corpo.ou.controlar.o.ambiente,.utilizando.tcnicas.e.dispositivos.da.tecnologia.de.informtica..E.novos.e.surpreendentes.avanos.no.cessam.de.surgir.nessa.rea,.a.cada.dia.

    Porm,.embora.todas.as.tecnologias.convirjam,.cada.vez.mais,.para.uma.relao.direta.com.as.tecnologias.de.informtica,.no.se.pode.deixar.de.estar.atento.s.pequenas.solues.artesanais.do.dia-a-dia,.utilizadas.em.casa.ou.numa.sala.de.aula,.por.exemplo,.que,.embora.simples,.muitas.vezes.tm.o.poder.de.solucionar.problemas.concretos.e.complexos..Solues.simples.e.artesanais.que,. frequentemente,.apresentam.um.alto.grau.de.eficincia.e. funcionalidade..Mesmo.os.dispositivos.ou.adaptaes.para.uso.de.um.recurso.sofisticado.como.o.computador,.por.exemplo,.contrariando.o.mito.de.que. se. tratariam.de. recursos. caros,.pouco. acessveis.ou. indisponveis.no.pas,.com.frequncia.podem.ser.construdos.de.forma.artesanal,.fcil,.barata,.ou.mesmo.gratuita.(GALVO.FiLHO;.DAMAScENO,.2008).

    Hoje. em. dia,. . sabido. que. as. Tecnologias de Informao e Comunicao (TIC) vm. se. tornando,. de. forma. crescente,. importantes.instrumentos. de. nossa. cultura. e,. sua. utilizao,. um. meio. concreto. de.incluso.e. interao.no.mundo.(LEVY,.1999)..Essa.constatao..ainda.mais.evidente.e.verdadeira.quando.nos.referimos.a.pessoas.com.deficincia..Nesses.casos,.as.tic.podem.ser.utilizadas.ou.como tecnologia.Assistiva,.ou.por meio.de.Tecnologia Assistiva.

    Utilizamos. as. tic. como. tecnologia. Assistiva. quando. o. prprio.computador. . a. ajuda. tcnica. para. atingir. um. determinado. objetivo..Por. exemplo,.o. computador.utilizado. como.caderno. eletrnico,.para.o.indivduo.que.no.consegue.escrever.no.caderno.comum.de.papel..Por.outro.lado,.as.tic.so.utilizadas.por meio de.tecnologia.Assistiva,.quando.o.objetivo.final.desejado..a.utilizao.do.prprio.computador,.para.o.que.so.necessrias.determinadas.ajudas. tcnicas.que.permitam.ou.facilitem.esta. tarefa.. Por. exemplo,. adaptaes. de. teclado,. de. mouse,. software.especiais,.etc..(GALVO.FiLHO;.HAZARD;.REZENDE,.2007,.p..30).

    So.diferentes.as.formas.de.classificar.e.sistematizar.as.maneiras.de.utilizao.das.tic.como.tecnologia.Assistiva..Opto,.aqui,.por.apresentar.

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    uma.classificao.que.divide.essa.utilizao.em.quatro.reas.(SANtAROSA,.1997):

    . As.tic.como.sistemas.auxiliares.ou.prtese.para.a.comunicao.. As.tic.utilizadas.para.controle.do.ambiente.. As.tic.como.ferramentas.ou.ambientes.de.aprendizagem.. As.tic.como.meio.de.insero.no.mundo.do.trabalho.profissional.

    J. quanto. a. utilizao. das.tic. por meio. de. recursos. de.tA,. a.classificao.que.propomos. (GALVO.FiLHO;.DAMAScENO,.2002).divide.esses.recursos.nas.seguintes.categorias:

    . Adaptaes fsicas ou rteses: So.todos.os.aparelhos.ou.adaptaes.fixadas.e.utilizadas.no.corpo.do.aluno.e.que.facilitam.a.interao.do.mesmo.com.o.computador.

    . Adaptaes de hardware: So. todos. os. aparelhos. ou. adaptaes.presentes. nos. componentes. fsicos. do. computador,. nos. perifricos,.ou. mesmo,. quando. os. prprios. perifricos,. em. suas. concepes. e.construo,.so.especiais.e.adaptados.

    . Softwares especiais de acessibilidade: So. os. componentes. lgicos.das.tic.quando.construdos.como.tecnologia.Assistiva..Ou.seja,.so.os.programas.especiais.de.computador.que.possibilitam.ou.facilitam.a.interao.do.aluno.com.deficincia.com.a.mquina.

    Em.todos.esses.casos.encontramos.recursos.tanto.de.alta.tecnologia.(high-tech),. quanto. de. baixa. tecnologia. (low-tech)..Mesmo. para. utilizar.um.sofisticado.software.especial.de.acessibilidade,..possvel.desenvolver.acionadores.artesanais.simples,.baratos,.ou.mesmo.gratuitos,.dependendo.das.necessidades.especficas.de.cada.usurio.

    4. os servios de tecnologiA AssistivA

    Uma. das. referncias. internacionais. no. estudo. dos. servios.de. tA,. principalmente. no. que. tange. a. formao. de. usurios. finais. e.multiplicadores,. . o. consrcio. Europeu. EUStAt,. Empowering Users Through Assistive Technology..Para.o.EUStAt,

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    Na.rea.das.tAs,.o.termo.sistema de prestao de servios (SPS)..utilizado.para.identificar.o.conjunto.de.facilidades,.procedimentos.e.processos.que.actuam.como.intermedirios.entre.estruturas.do.mercado.de.tA.e.os.utilizadores.finais,.de.modo.a.facilitar.o.acesso.das.pessoas.com.deficincia.a.estas.tecnologias,.atravs.de.ajuda.financeira,.competncia.profissional,. informao,. formao,. etc.. (cOMiSSO.EUROPiA,.1999b,.p..17).

    Segundo. esse. documento. no. seria. possvel. descrever,. de. uma.forma. geral,. esse. Sistema. de. Prestao. de. Servios. (SPS),. dado. que. o.mesmo.apresenta.diferenas.de.um.pas.para.o.outro,.e.tambm.pelo.fato.de.que.muitos.pases.possuem.at.mesmo.mais.de.um.sistema.dentro.do.mesmo.pas,.sistemas.nacionais.ou.regionais..Alm.do.mais,.so.sistemas.que.sofrem.muitas.e.frequentes.alteraes,.em.funo.das.modificaes.nas.polticas.pblicas,.nas.legislaes.e.mesmo.nos.produtos.de.tA.que.esto.disponveis,.pelos.avanos.tecnolgicos.que.ocorrem.incessantemente..

    Entretanto,.no.documento.Educao.em.tecnologias.de.Apoio.para.Utilizadores.Finais:.Linhas.de.Orientao.para.Formadores.o.consrcio.EUStAt.prope.a.descrio.de.sete.frases.bsicas,.que.estariam.presentes.em.todos.os.SPS,.que.seriam.(cOMiSSO.EUROPiA,.1999b,.p..18):

    iniciativa,.que.leva.ao.contacto.inicial.entre.o.utilizador.final.e.o.SPS;

    . a.avaliao,.que.significa.a.identificao.das.necessidades;. a.identificao.da.tipologia da.soluo,.ou.seja,.o.tipo.de.tA.que.

    satisfaz.as. Necessidades;. a.seleo do.conjunto.especfico.de.dispositivos.e.servios.de.apoio;. a.autorizao por.parte.da.entidade.financiadora;. a. oferta real. de.tA. ao.utilizador. (incluindo. esta. fase. tambm. a.

    instalao,.personalizao.e.formao).e. os.acompanhamentos posteriores.

    O.documento.da.comisso.Europia.Improving Service Delivery Systems for Asssitive Technology: a European Strategy.(HEARt,.1995,.apud.cOMiSSO.EUROPiA,.1999b,.p..18).sugere.alguns.parmetros.para.a.compreenso.e.avaliao.do.SPS:

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    acessibilidade: em. que. medida. . acessvel. para. os. que. dele.necessitam;

    competncia: em.que.medida.apresenta.solues.competentes; coordenao: uma. estrutura. nica. em. vez. de. um. conjunto. de.

    decisores.isolados; eficincia: em.termos.de.economia,.qualidade.e.oportunidade; flexibilidade: capacidade.de.responder.a.diferenas.individuais.e influncia do utilizador: em. que.medida. respeita. a. opinio. dos.

    utilizadores.

    O.Brasil.ainda.no.possui.servios.de.tA.formal.e.sistematicamente.estruturados..Os.sistemas.de.concesso.so.vinculados.a.diferentes.rgos.pblicos,. como.o.Ministrio.da.Sade,.principalmente.no.que. se. refere.a. concesso. de. rteses. e. prteses,. e. o.Ministrio. da. Educao.. Porm,.tambm.em.relao.a.esses.sistemas.ainda.so.detectados.srios.problemas..Quanto..concesso.de.rteses.e.prteses,.por.exemplo,.estudo.realizado.na.regio.Nordeste.do.pas.(MELLO,.2006).apontou.os.seguintes.principais.problemas,.em.relao..demanda.existente:

    .Lista.de.opes.de.equipamentos.reduzidas;.inespecificidade.da.prescrio.por.parte.dos.profissionais.clnicos;.Demora.da.entrega.por.parte.das.entidades.provedoras;.inexistncia.de.programa.de.treinamento.de.usurio;.inexistncia.de.programa.de.seguimento.de.uso.

    Nos. dias. de. hoje,. . crescente. a. conscincia. da. necessidade. de.uma.participao.cada.vez.maior.do.usurio.final.em.todas.as.etapas.e.em.todas.as.decises.relativas.a.implementao.de.tecnologia.Assistiva..Sem.essa.participao.e.dilogo.entre.todos.os.atores.envolvidos,.e.uma.escuta.aprofundada.desse.usurio,. com.a. superao.dos.preconceitos,. aumenta.em.muito.o.risco.de.que.uma.determinada.soluo.de.tA.seja.abandonada.com.pouco. tempo. de. uso,. conforme. tem. sido. sinalizado. em.diferentes.estudos. (cOMiSSO. EUROPiA,. 1999a,. 1999b;. cORtELAZZO,.2006;.BERScH.et.al.,.2008)..Esses.estudos.enfatizam.a.necessidade.de.um.progressivo.empoderamento.da.pessoa.com.deficincia.no.processo.de.apropriao.e.implementao.de.solues.de.tA,.principalmente.por.meio.da.formao.do.usurio,.que,.conhecendo.melhor.sobre.todos.os.aspectos.

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    que.envolvem.essa.rea,.se.torna.melhor.instrumentalizado.para.assumir.seu.papel.de.sujeito.ativo.em.todas.as.decises.desse.processo.

    Essa.nova.conscincia..um.avano.recente.em.relao.ao.modelo.mdico.de.deficincia,.que.buscava.abranger.e.controlar,.at.recentemente,.todas. as. decises. relativas. . pessoa. com. deficincia. em. qualquer. rea..conforme. pontua. costa. (2001),. a. cientificidade. nas. dcadas. de. 60. e.70. fez. com. que. predominasse. o.modelo.mdico. e. fosse. institudo. um.diagnstico.padro.classificatrio.ao.portador.de.distrbios.psico-motores.e.de.aprendizagem..Portanto,.mesmo.na.rea.educacional.e.psicopedaggica.essa.viso.era.a.hegemnica..como.mostra.Scoz,.

    [...]. nesta. poca,. os. psicopedagogos. prendiam-se. a. uma. concepo.organicista. e. linear,. com. conotao. nitidamente. patologizante,. que.encara. os. indivduos. com. dificuldades. na. escola. como. portadores.de. disfunes. psiconeurolgicas,.mentais. e/ou.psicolgicas.. (ScOZ,.2000,.p..82).

    J. o. novo. modelo. social. de. deficincia. (AMiRiLiAN. et. al.,.2000). amplia. a. viso. para. diferentes. aspectos. e. reas. envolvidas. nessas.realidades,.e.para.os. fatores. sociais. relativos.s. limitaes.decorrentes.de.cada.deficincia..Em.relao..tA,.a.prescrio.deixou.de.ser.atribuio.exclusiva.da.rea.mdica.ou.da.rea.de.sade.em.geral,.para.passar.para.uma.perspectiva.interdisciplinar.(BRASiL,.2007).incluindo.a.valorizao.da.participao.do.usurio.final.em.todas.as.decises.nessa.rea..Sobre.os.profissionais.que.atuam.na.rea.de.tA,..importante.a.conscincia.de.que

    Nenhum. dos. modelos. de. usurio. de. qualquer. das. disciplinas.profissionais.envolvidas.na.tA..perfeito.ou.suficiente.para.descrever.de. forma. completa. o. complexo. sistema. usurio/ferramenta/tarefa/ambiente..Portanto,..fundamental.que.os.profissionais.reconheam.suas.limitaes.metodolgicas,.e.procurem.aprofundar.seus.conhecimentos.transdisciplinares,. favorecendo. uma. viso. mais. completa. daquele.sistema.em.sua.atividade.profissional..(BERScH.et.al.,.2008,.p..16).

    Em. relao. . utilizao. da. tA. na. escola,. diferentes. estudos.(cORMiER,.2001;.LOUGHLiN,.2005;.PAREttE,.VANBiERVLiEt;..HOURcADE,. 2008;. cORtELAZZO,. 2006). tm. detectado. fatores.de.sucesso.e.de.insucesso.para.essa.utilizao...frequente.que.seja.dado.

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    um.destaque.na. importncia.da.participao.de. todos.os. envolvidos.no.processo. nas. decises. sobre. a. implementao. da.tA,. tanto. do. prprio.aluno/usurio,.como.tambm.dos.seus.professores.e.familiares..

    A. funcionalidade. de. um. determinado. dispositivo. ou.equipamento,.de.forma.alguma.seria,.segundo.esses.estudos,.o.nico.fator.crtico.para.o.sucesso.no.uso.de.um.recurso.de.tA..Diversos.outros.fatores.so.tambm.fundamentais.para.esse.sucesso..Desde.os.fatores.psicolgicos.e.motivacionais,. que. levam. em. considerao. o. interesse. do. usurio. no.processo.ou.no.objetivo.a.ser.alcanado.com.a.tA,.passando.pelos.reflexos.do.uso.da.tA.na.sua.auto-imagem,.se.este.tem.orgulho.ou.vergonha.de.utilizar.o.recurso,.at.fatores.estticos,.sociais,.ambientais,.econmicos,.etc.

    Nesta. perspectiva,. as. tA. tm. excelentes. hipteses. de. xito. se. forem.apropriadas,. ou. seja,. eficazes. (em. relao. s. tarefas.previstas,. realizam.o.que.delas. se.espera),. contextuais. (bem.adaptadas.ao.meio.e.contexto.de.utilizao).e.consonantes.(consistentes.com.o.modo.de.vida.e.personalidade.do.utilizador)..Seria.redutor.efectuar.as.escolhas.sobre.tA.com.base.numa.mera.anlise.de.tarefas.(recursos.pessoais.vs..actividade.a.realizar).como.se.os.indivduos.estivessem.isolados.do.mundo;.com.efeito,.o.contexto.do.uso.desempenha.um.papel.fundamental,.visto.definir.o.mundo.de.relaes.do.indivduo.(cOMiSSO.EUROPiA,.1999b).

    Para. isso,. todos.os. envolvidos,.professores,. familiares,.usurios,.devem.contar. com.um.suporte. tcnico. em. todas. as. etapas.do.processo,.subsidiando. os. atores,. em. cada. fase,. com.os. conhecimentos. necessrios.para. as. tomadas. de. deciso.. Porm,. . fundamental. que. o. usurio. seja.destinatrio.principal.desses.conhecimentos.

    Para. compreender. o. tipo. de. conhecimento. necessrio,. podemos.encarar. a. adopo. de. um.dispositivo. de. apoio. como. a. fase. final. de.um.processo. pessoal. constitudo. por. quatro. passos:. identificao. de.uma.necessidade,.estabelecimento.de.um.objectivo,.definio.de.um.plano.e,.finalmente,.um.conjunto.de.aces..Para.conseguir.completar.tal. processo,. a.pessoa.deve. aprender. a. compreender. as.necessidades,.definir. objectivos,. encontrar. solues. e. tomar. decises.. Pode. haver.casos,. em. que. um. indivduo. poder. ter. dificuldade. em. manter-se. totalmente. independente. ao. longo. deste. processo..No. entanto,. .sempre. possvel. maximizar. a. sua. independncia,. ensinando-o,. por.exemplo,. a. identificar. fontes. de. informao. ou. procurar. conselho.junto.dos.servios.apropriados.(cOMiSSO.EUROPiA,.1999b).

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    No. . necessrio,. entretanto,. que. o. usurio. se. torne. um.especialista. em.tA,. funo. que. caberia. a. outros. profissionais,. nem.que.sua. informao/formao. nessa. rea. deva. lev-lo. a. fazer. tudo. sozinho,.mas,. sim,. ser. protagonista,. ator. principal. do. processo. (cOMiSSO.EUROPiA,.1999b).

    O.suporte.tcnico.que.a.escola.deve.dispor,.no.pode.restringir-se.apenas.s.fases.de.implementao.da.tA,.mas.deve.ir.alm,.alcanando.tambm.as.fases.posteriores.de.acompanhamento,.ajustes,.personalizao.e.revises..Esse.seguimento.do.processo..fundamental.para.o.sucesso.da.aplicao.das.solues.encontradas.e.para.o.no.abandono.da.tA.utilizada..como.alerta.Bersch:

    Um.atendimento.completo.de.tA.s.ocorre.quando..oferecido.ao.usurio.um.seguimento.adequado..Este.seguimento.envolve.ajustes,.treinamentos,.adequaes,.personalizaes,. adaptao.ao.crescimento.e..mudana.da.condio.fsica,.e.busca.por.novas.oportunidades.de.atividade.pessoal,.que.por.sua.vez.geram.novas.necessidades,.as.quais.podem.ou.no.requerer.novos.recursos.tecnolgicos..(BERScH,.2008,.p..16).

    As. variveis. a. serem. levadas. em. considerao. para. o. sucesso. do.processo,. portanto,. so.muitas..As. necessidades. do. aluno.usurio. podem.alterar-se. significativamente. ao. longo. do. tempo,. os. recursos. e. solues.tecnolgicas.tambm.esto.em.permanente.evoluo..Esses.recursos.devem.ser.customizados.e.personalizados,.levando.em.considerao.essas.alteraes.e. tambm. as. diferenas. de. ambiente,. mudanas. nas. atividades. a. serem.realizadas,.a.evoluo.de.fatores.psicolgicos,.estticos,.sociais,.econmicos,.e.uma.infinidade.de.outras.variveis..Encontrar.um.suporte.eficiente,.que.d.conta.de.todas.essas.necessidades,.com.frequncia..uma.dificuldade.concreta.enfrentada.pelas.escolas.na.implementao.de.solues.de.tA.

    como. ressalta. cormier. (2001). no. melhor. dos. mundos. cada.distrito.escolar.teria.uma.equipe.de.profissionais.para.a.avaliao.de.crianas.em.relao.a.tecnologia.Assistiva..Porm,.sabe-se.que.isso.ainda.est.longe.de. ocorrer,. principalmente. na. realidade. brasileira.. Uma. possibilidade.concreta.de. resposta.efetiva.a.essa.necessidade. seria.a.criao.de.centros.de.referncia.regionais.em.tA.e.acessibilidade.(GALVO.FiLHO,.2009)..Esses.centros.de.referncia.funcionariam.como.uma.retaguarda.tcnica.e.

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    social,.para.os.processos.em.andamento..Porm,.tambm.serviriam.para.a.elaborao.de.novos.projetos.de.tA.e.Acessibilidade,.mais.amplos,.para.redes.educacionais,.empresas.e.outros.segmentos.

    5. concluindo

    conforme.foi.visto,.portanto,.com.as.transformaes.e.avanos.ocorridos. na. sociedade,. crescem. as. pesquisas. relacionadas. .tecnologia.Assistiva,.percebida.cada.vez.mais.como.um.elemento.fundamental.para.a. autonomia,. empoderamento. e. incluso. escolar. e. social. da. pessoa.com. deficincia.. Essa. tecnologia. Assistiva. . diferente. da. tecnologia.reabilitadora,. usada,. por. exemplo,. para. auxiliar. na. recuperao. de.movimentos.diminudos..(REDE.ENtRE.AMiGOS,.2007)..O.conceito.de.tecnologia.Assistiva.diferencia-se.de. toda. a. tecnologia.mdica.ou.de.reabilitao,. por. referir-se. a. recursos. ou. procedimentos. pessoais,. que.atendem.a.necessidades.diretas.do.usurio.final,.visando.sua.independncia.e.autonomia..J.os.recursos.mdicos.ou.de.reabilitao.visam.o.diagnstico.ou.tratamento.na.rea.da.sade,.sendo,.portanto,.recursos.de.trabalho.dos.profissionais. dessa. rea..Os. objetivos. da.tecnologia. Assistiva,. portanto,.apontam.normalmente.para.recursos.que.geram.autonomia.pessoal.e.vida.independente.do.usurio.

    Na. rea. educacional,. a.tecnologia. Assistiva. vem. se. tornando,.cada.vez.mais,.uma.ponte.para.abertura.de.novo.horizonte.nos.processos.de. aprendizagem. e. desenvolvimento. de. alunos. com. deficincias. at.bastante. severas..Nessa. rea,. as. pesquisas. tm. revelado,. primeiramente,.a. complexidade. dessa. realidade,. com. os. diferentes. fatores. e. variveis.influenciando. diretamente. nesse. processo. de. apropriao. da.tecnologia.Assistiva. para. a. incluso. escolar,. principalmente. com. as. contradies. e.incongruncias. existentes. entre. os. paradigmas. divergentes. presentes. na.escola,.ainda.profundamente.marcada.por.rgidos.modelos.que.se.tornam.cada. vez. mais. incuos,. conforme. comentei. anteriormente. (GALVO.FiLHO,. 2009).. como. faz. notar. Bersch,. a. aplicao. da. tecnologia.Assistiva.na.educao.vai.alm.de.simplesmente.auxiliar.o.aluno.a.fazer.tarefas.pretendidas..Nela,.encontramos.meios.de.o.aluno.ser.e.atuar.de.

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    forma.construtiva.no.seu.processo.de.desenvolvimento..(BERScH,.2006,.p..92)..E.para.Mantoan:.

    O.desenvolvimento.de.projetos.e.estudos.que.resultam.em.aplicaes.de.natureza.reabilitacional.tratam.de.incapacidades.especficas..Servem.para.compensar.dificuldades.de.adaptao,.cobrindo.dficits.de.viso,.audio,.mobilidade,. compreenso.. Assim. sendo,. tais. aplicaes,. na.maioria. das. vezes,. conseguem. reduzir. as. incapacidades,. atenuar. os.dficits:.Fazem.falar,.andar,.ouvir,.ver,.aprender..Mas.tudo.isto.s.no.basta..O.que..o.falar.sem.o.ensejo.e.o.desejo.de.nos.comunicarmos.uns.com.os.outros?.O.que..o.andar.se.no.podemos.traar.nossos.prprios.caminhos,.para.buscar.o.que.desejamos,.para.explorar.o.mundo.que.nos. cerca?. O. que. . o. aprender. sem. uma. viso. crtica,. sem. viver. a.aventura. fantstica. da. construo. do. conhecimento?.E. criar,. aplicar.o.que.sabemos,.sem.as.amarras.dos.treinos.e.dos.condicionamentos?.Da.a.necessidade.de.um.encontro.da.tecnologia.com.a.educao,.entre.duas.reas.que.se.propem.a.integrar.seus.propsitos.e.conhecimentos,.buscando.complementos.uma.na.outra..(MANtOAN,.2005,.p..39).

    Enfim,.com.todos.os.horizontes.e.desafios.nessa.rea,.alm.das.dificuldades. e. obstculos. aqui. analisados,. creio. que. se. torna. cada. vez.mais. perceptvel. e. evidente. o. momento. privilegiado. de. possibilidades.e. potencialidades. que. vivemos. na. atualidade,. com. os. reais. avanos. da.cincia,.das. tecnologias. e.das. inovaes,. conjugados.com.a.expanso.de.uma.nova.cosmoviso.inclusiva..Porm,.necessitando.urgentemente,.isto.sim,. de. uma. maior. eficcia,. efetividade. e. sistematizao. das. polticas.pblicas,. que. devem. ser. consistentes. e. estruturantes. de. novas. prticas,.como,. por. exemplo,. com. a. implantao. de. centros. de. referncia. em.tecnologia.Assistiva.e.Acessibilidade,.e.tambm,.por.meio.da.apropriao.pela. educao. das. tecnologias. de. informao. e. comunicao,. com. a.construo. de. ambientes. telemticos. de. aprendizagem. favorecedores. de.prticas. educacionais. escolares.mais. inclusivas,. coerentes. e. convergentes.com.as.necessidades.da.sociedade.contempornea,.fornecendo.o.suporte.necessrio.para.a.construo.de.um.mundo.mais.justo,.fraterno.e.inclusivo.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    refernciAsAMiRALiAN,. M.. L.. t.. et. al.. conceituando. deficincia.. Revista Sade Pblica,. So.Paulo,.v..34,.n..1,.p..97-103,.fev..2000..Disponvel.em:...Acesso.em:.6.set..2008..BERScH,. R.. tecnologia. assistiva. e. educao. inclusiva.. in:. BRASiL.. Ministrio. da.Educao.. Secretaria. de.Educao.Especial..Ensaios Pedaggicos..Braslia,.DF,. 2006.. p..89-94..BERScH,.R..et.al..Fatores.humanos.em.tA:.uma.anlise.de.fatores.crticos.nos.sistemas.de.prestao.de.servios..Revista Plurais,.Salvador,.v..1,.n..1,.p..??-??,.jan./jun..2008.BONiLLA,.M..H..Escola aprendente:. para. alm. da. sociedade. da. informao.. Rio. de.Janeiro:.Quartet,.2005.BRAGA,.L..W..Cognio e paralisia cerebral:. Piaget. e.Vygotsky. em.questo.. Salvador:.Sarah.Letras,.1995..BRASiL.. Presidncia. da. Repblica.. Secretaria. Especial. dos. Direitos. Humanos..coordenadoria.Nacional.Para.integrao.da.Pessoa.Portadora.de.Deficincia..Ata da VII Reunio do Comit de Ajudas Tcnicas CAT CORDE / SEDH / PR realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2007..Disponvel.em:... Acesso.em:.5.jan..2008.cOMMiSSO. EUROPEiA. . DGXiii.. Programa. de. Aplicaes. telemticas. Sector.Deficientes.e.idosos..Empowering users through assistive technology,.1999a..Disponvel.em:...Acesso.em:.4.dez..2007..cOMMiSSO. EUROPEiA. . DGXiii.. Programa. de. Aplicaes.telemticas.. Sector.Deficientes.e.idosos..Educao em tecnologias de apoio para utilizadores finais:. linhas.de.orientao.para.formadores,.1999b..Disponvel.em:..Acesso.em:.4.dez..2007..cORMiER,.c..Points to consider for an assistive technology evaluation..2001..Disponvel.em:...Acesso.em:.7.set..2008...cORtELAZZO,. i.. B.. c.. Formao. de. professores. para. a. incluso. de. alunos. com.necessidades.especiais:.colaborao.apoiada.pelas.tecnologias.assistivas..in:.FRUM.DE.tEcNOLOGiA.ASSiStiVA.E. iNcLUSO.SOciAL.DA.PESSOA.DEFiciENtE,.1.,ano.de. realizao, cidade.de. realizao. Anais.Belm:.Universidade.do.Estado.do.Par.-.UEPA,.2006...p..39-48..cOStA,.A..c..Psicopedagogia e psicomotricidade:.pontos.de.interseco.nas.dificuldades.de.aprendizagem..Petrpolis:.Vozes,.2001.FLAVELL,.J..H..A psicologia do desenvolvimento de Jean Piaget..3..ed..So.Paulo:.Pioneira,.1988.GALVO,.N..c..S..S..Incluso escolar de crianas com deficincia visual na educao infantil..2004..179.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao)Faculdade.de.Educao,.Universidade.Federal.da.Bahia.(UFBA),.Salvador,.2004.

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    GALVO.FiLHO,.t..A..Ambientes computacionais e telemticos no desenvolvimento de projetos pedaggicos com alunos com paralisia cerebral..2004..144.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao)Faculdade.de.Educao,.Universidade.Federal.da.Bahia,.Salvador,.2004..GALVO.FiLHO,.t.. A.;.DAMAScENO,. L.. L.. As. novas. tecnologias. e. a. tecnologia.assistiva:.utilizando.os.recursos.de.acessibilidade.na.educao.especial..in:.cONGRESSO.iBERO-AMERicANO.DE.iNFORMticA.NA.EDUcAO.ESPEciAL,.3.,.ano.de.realizao,.Fortaleza..Anais...Fortaleza:.MEc,.2002..p..??-??...GALVO.FiLHO,.t..A.;.DAMAScENO,.L..L..tecnologias.assistivas.para.autonomia.do.aluno.com.necessidades.educacionais.especiais..Revista Incluso,.Braslia,.DF,.ano.2,.n..2,.p..25-32,.jul..2006...GALVO.FiLHO,.t..A.;.DAMAScENO,.L..L..Programa.infoEsp:.premio.Reina.Sofia.2007.de.rehabilitacin.y.de. integracin..Boletn del Real Patronato Sobre Discapacidad,.Madri,.n..63,.p..14-23,.abr..2008.GALVO.FiLHO,.t..A.;.HAZARD,.D.;.REZENDE,.A..L..A. Incluso educacional a partir do uso de Tecnologia Assistiva..Salvador:.EDUNEB:.UNEScO,.2007.GALVO. FiLHO,. t.. A.. Tecnologia assistiva para uma escola inclusiva:. apropriao,.demandas. e. perspectivas.. 2009.. 346. f..tese. (Doutorado. em.Educao)Faculdade. de.Educao,.Universidade.Federal.da.Bahia,.Salvador,.2009..iSO.9999:.2002..Norma Internacional:.classificao..Disponvel.em:...Acesso.em:.4.dez..2007.iSO.9999:.2007. Norma Internacional:.classificao..Disponvel.em:..Acesso.em:.4.ago..2008.LVY,.P..Cibercultura..So.Paulo:.Editora.34,.1999.LOUGHLiN,.M..Terapia ocupacional:.fazendo.uma.diferena.na.prtica.escolar,.2005..Disponvel.em:...Acesso.em:.7.set..2008.MANtOAN,.M..t..E..O.direito.de.ser,.sendo.diferente.na.escola..in:.RODRiGUES,.D..(Org.)..Incluso e educao:.doze.olhares.sobre.a.educao.inclusiva..So.Paulo:.Summus,.2005..p..36-44.MANZiNi,.E..J..tecnologia.assistiva.para.educao:.recursos.pedaggicos.adaptados..in:.BRASiL..Ministrio.da.Educao..Secretaria.de.Educao.Especial..Ensaios pedaggicos:.construindo.escolas.inclusivas..Braslia,.2005..p..82-86..MELLO,. M.. A.. F.. tecnologia. Assistiva. no. Brasil.. in:. FRUM. DE. tEcNOLOGiA.ASSiStiVA.E.iNcLUSO.SOciAL.DA.PESSOA.DEFiciENtE,.1.,.ano.de.realizao,.cidade.de.realizao..Anais Belm:.Universidade.do.Estado.do.Par.-.UEPA,.2006..p..5-10..MiRANDA,.t..G..A.linguagem.e.o.pensamento.na.elaborao.conceitual..gere:.Revista.de.Educao.e.cultura,.Salvador,.v..1,.n..1,..p..147-166,.ms.abreviado.1999..MUOZ,.J..L..G.;.BLAScO,.G..M..G.;.SUREZ,.M..J..R..Deficientes.motores. ii:.paralisia. cerebral.. in:. BAUtiStA,. R.. (Org.)..Necessidades educativas especiais.. Lisboa:.Dinalivro,.1997..p..??-??.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    PAREttE,.P.;.VANBiERVLiEt,.A.;.HOURcADE,.J..Family-centered.decision-making.in.assistive.technology..Journal of Special Education Technology,.columbia,.MD,.v..15,.n..1,.p..45-55,.Winter.2000..Disponvel.em:...Acesso.em:.7.set..2008.PERES,.R..c..N..c..O ldico no desenvolvimento da criana com paralisia cerebral espstica..2003..242.f..tese.(Doutorado.em.Educao)Faculdade.de.Educao,.Universidade.de.So.Paulo,.So.Paulo,.2003.PiAGEt,.J..A construo do real na criana..2..ed..Rio.de.Janeiro:.Zahar,.1975.PiAGEt,.J..O raciocnio na criana..Rio.de.Janeiro:.Record,.1979.PREttO,.N..L..Uma escola sem/com futuro:.educao.e.multimdia..campinas:.Papirus,.1996.RADABAUGH,.M..P..Study on the Financing of Assistive Technology Devices of Services for Individuals with Disabilities:.a.report.to.the.president.and.the.congress.of.the.United.State..Washington,.Dc:.National.council.on.Disability,.1993..Disponvel.em:...Acesso.em:.4.dez..2007...LiNK.iNVLiDO,.FAVOR.iNSERiR.LiNK.DE. AcESSO.DiREtO. AO.DOcUMENtO.UtiLiZADO.. AUtOR.NO.LOcALiZADO.NO.tEXtO,.citAR.OU.iNSERiR.EM.LiStA.DE.BiBLiOGRAFiA.cONSULtADA.APS.AS.REFERNciASREDE.ENtRE.AMiGOS..informaes.bsicas. sobre.tecnologia.Assistiva..Disponvel.em:. .. Acesso. em:. 15.jul..2007.SANtAROSA,. L.. M.. c.. Escola. virtual. para. a. educao. especial:. ambientes. de.aprendizagem.telemticos.cooperativos.como.alternativa.de.desenvolvimento..Revista de Informtica Educativa,.Bogot,.v..?,.n..10,.p..115-138,.ms.abreviado.1997.ScOZ,.B..Psicopedagogia e realidade escolar..Petrpolis:.Vozes,.2000.VALENtE,. J.. A.. (Org.). Liberando a mente:. computadores. na. educao. especial..campinas:.UNicAMP,.1991.VYGOtSKY,.L..S..Pensamento e linguagem..So.Paulo:.Martins.Fontes,.1989.______...A formao social da mente..5..ed..So.Paulo:.Martins.Fontes,.1994.______...Obras escogidas V:.fundamentos.de.defectologia..Madrid:.Visor,.1997.

    BiBliogrAfiA consultAdA

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    formAo de profeSSoreS pArA umA educAo incluSivA mediAdA pelAS tecnologiAS

    Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo

    introduo

    A.educao.brasileira.desde.os.primrdios.baseia-se.nos.modelos.externos.com.pouca.adaptabilidade.ao.contexto.sociocultural.do.pas..Na.verdade,.no.se.pode.falar.de.uma.educao.brasileira,.pois.os.contextos.regionais.so.diversos.e.diferentes..Em.uma.mesma.regio,.h.especificidades.sociais,.tnicas,.econmicas.que.requisitam.um.planejamento.pedaggico.particular;.construdo.com.base.nas.polticas.educacionais.nacionais..Ao.se.considerarem.as.transformaes.provocadas.pelo.desenvolvimento.das.telecomunicaes,. essas. especificidades. no. desaparecem;. antes,. tomam.uma. nova. dimenso. que. precisa,. tambm,. estar. delineada. com. base.naquelas.polticas.nacionais.

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    No.se.pode,.portanto,.importar.modelos,.metodologias.e.tecnologias.sem. proceder. a. um. cuidadoso. trabalho. de. valorizao. das. caractersticas.socioculturais. regionais.nos. saberes.e.competncias. locais,.antecipando.seus.possveis.impactos.para.evit-los.ou.minimiz-los.sempre.que.possvel..

    A.inteno.deste.captulo..fazer.uma.reflexo.sobre.a.necessidade.de. se. trabalhar. o. concreto,. conhecer. mais. a. legislao,. reconhecer. os.problemas. na. escola. e. as. limitaes. de. cursos. de. Licenciatura. e. de.Pedagogia.que.enfrentam.limitaes.em.relao..formao.de.licenciados.e.pedagogos.preparados.para.enfrentar.questes.cada.vez.mais.comuns.nas.salas.de.aula.presenciais.ou.virtuais.

    . No. se. trata. mais. de. discutir. se. os. alunos. com. necessidades.especiais.ou.em.situao.de.deficincia.devem.ou.no.estar.na.sala.de.aula.com.os.demais.alunos..No.se.trata.mais.de.discutir.se.as.tecnologias.devam.ou.no.ser.introduzidas.na.escola..constata-se.que.desde.a.infncia.at.os.anos.mais.avanados.de.idade,.as.pessoas.esto.cada.vez.mais.em.contato.com.as.tecnologias.digitais.no.seu.cotidiano..Mesmo.nas.camadas.sociais.mais.humildes,.o.celular.j..um.bem.de.consumo.e.o.acesso..internet.no.fica.limitado.s.camadas.mais.ricas..A.comunicao.social.faz.uso.dessas.tecnologias.e.a.escola.as.ignora.

    Por.outro.lado,.as.polticas.educacionais.de.Educao.para.todos.ampliaram.a.possibilidade.de.todos,.crianas,.jovens,.adultos.e.idosos,.na.condies. mais. diversas. e. adversas,. estarem. na. escola. e. usufrurem. do.direito.de.se.educarem;.mais.ainda,.de.se.educarem.com.equidade.e.de.se.tornarem.cidados.e.trabalhadores.

    Respondendo. a. um. movimento. internacional. e. respeito. .diversidade.e.de.incluso,.e.inspirado.pelo.Marco.de.Ao.da.conferncia.Mundial.de.Salamanca.sobre.Necessidades.Educacionais.Especiais:.Acesso.e.Qualidade,.(SALAMANcA,.1994),.o.MEc.criou.o.Programa.Nacional.Educao.inclusiva:.direito..diversidade.que.,.entre.outras.aes,.deu.origem.ao.Projeto.Educar.na.Diversidade.nos.Pases.do.Mercosul,.que.envolveu,.tambm,. os. Ministrios. da. Educao. da. Argentina,. chile,. Paraguai.e.Uruguai. .. Em.2005,.como.desdobramento. a. Secretria. da.Educao.Especial.lanou.o.Projeto.de.Formao.Docente.Educar.na.Diversidade.e.em.2006.foi.publicado.Educar.para.a.Diversidade:.material.de.formao.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    docente,.guia.de.orientao.para.a.formao.de.gestores.e.professores.para.trabalharem.com.a.diversidade.e.educao.inclusiva..No.portal.do.MEc,.h.disponibilizado.material.de.boa.qualidade.grfica,.de.contedo.e.com.metodologia.adequada.para.o.desenvolvimento.profissional.docente..

    Assim,. resta. aos. educadores,. gestores,. licenciados. e. pedagogos,.apropriarem-se. de. metodologias. que. lhes. permitam. aprofundar. seu.conhecimento.e.desenvolver.suas.habilidades,.de.abordagens.educacionais.que. identifiquem. as. necessidades. emergentes. da. prtica. pedaggica,. de.tecnologias.que. lhes.permitam.us-las.de.forma.a.assistir.os.alunos.com.necessidades. especiais,. auxiliando-os. a. se. emanciparem. e. tornarem-se.autnomos.

    Este.captulo.parte.da.reflexo.sobre.alguns.conceitos.j.bastante.discutidos.nas.ltimas.dcadas,.passa-se.pela.discusso.dos.limites,.excluso.e.tecnologias,.isto.,.sobre.o.que..educao.inclusiva,.o.que.so.tecnologias.de.informao.e.de.comunicao.e.como.elas.podem.se.tornar.tecnologias.assistivas..Discute,.ainda,.a.postura.de.uma.grande.parte.de.professores.da.educao.bsica.na.rede.pblica.estadual.e.municipal.e.como.ela.pode.ser.mudada.com.base.em.trabalhos.apresentados.em.alguns.encontros,.fruns.e.seminrios,.pesquisas.e.fruns.de.discusso.em.cursos.de.capacitao.e.palestras1..As.consideraes.finais.buscam.indicar.algumas.possibilidades,.levantar.alguns.itens.para.um.aprofundamento.reflexivo.e.sugerir.alguns.temas.para.pesquisa.

    tecnologiAs, excluso e limites

    Acompreenso. inicial.do.termo.tecnologia..de.que.se. trata.de.mquinas..No.quadro.2,.elencam-se.alguns.conceitos.obtidos.no.primeiro.dia.de.aula.de.um.curso.de.formao.de.professores,.organizados.em.torno.de.quatro.elemntos.principais:.conhecimento.sistematizado,.saber.fazer,.soluo.de.problemas.e.melhoria.de.vida.

    1. . Jornada. da. Educao. Especial. (UNESP);. Frum. de.tecnologia. Assistiva. e. incluso. Social. da. Pessoa.Deficiente.(Ncleo.de.Desenvolvimento.em.tecnologia.Assistiva.e.Acessibilidade/UEPA).;.Seminrio.Nacional.Promoo.de.incluso.Mediada.pelas.tecnologias.Assitivas.(UtP),.entre.outros;.

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    Neste. texto. compreende-se. tecnologia,. produto. sociocultural,.como.todo.conhecimento.sistematizado.aplicado..soluo.de.problemas.ou..melhoria.da.vida.dos.seres.humanos..

    Quando.um.professor.utiliza.seu.corpo,.sua.voz,.suas.expresses.faciais.para.se.fazer.compreender.e.para.despertar.no.aluno.a.aprendizagem,.o.professor.est.usando.uma.tecnologia.comunicacional.e.ele.prprio..o.suporte.tecnolgico..

    Quadro.1.-.Alguns.conceitos.ligados..tecnologia

    computador

    Armazenamento de dados

    Processamento de dados

    comunicao

    informtica

    audiovisual

    Rdio e TV

    digital

    Redes

    Saber fazer

    Conhecimento sistematizado Mtodos e materiais

    Soluo de problemas Melhoria de vida

    verbal

    Livros

    Assistiva

    Fonte:. criado. por. cortelazzo. (2010). para. a. disciplina. Planejamento. Educacional. e. Gesto.Pedaggica.do.curso.de.Ps-Graduao.a.Distncia.da.FAEL/EADcON.

    Quando.essa.utilizao..feita.no.sentido.de.emancipar.o.aluno,.de. o. tornar.mais. competente. para. resolver. suas. limitaes. e. super-las,.ou.potencializar.suas.capacidades,.esta.tecnologia..assistiva..Entre.muitas.definies.de.tecnologias.assistivas,.escolheu-se.a.dada.pela.cORDE,.por.ser.ampla.e.no.se.restringir.ao.sentido.operacional:

    tecnologia. Assistiva. . uma. rea. do. conhecimento,. de. caracterstica.interdisciplinar,. que. engloba. produtos,. recursos,. metodologias,.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    estratgias,.prticas.e.servios.que.objetivam.promover.a.funcionalidade,.relacionada. . atividade. e. participao,. de. pessoas. com. deficincia,.incapacidades. ou. mobilidade. reduzida,. visando. sua. autonomia,.independncia,.qualidade.de.vida.e.incluso.social..(cORDE,.2007)..

    A. tecnologia. assistiva. pode. apoiar. a. ao. docente. tanto. em.processos.de.superao.de.limitaes.sensoriais,.motoras,.mentais.e.sociais,.quanto.em.processos.de.potencializao.de.capacidades..

    Na.educao.bsica,.uma.das.reas.das.tecnologias.Assistivas..a.da.comunicao.Alternativa.Aumentada..Manzini.e.Deliberato.(2004).apresentam-na.como:

    [...]. um. conjunto. de. procedimentos. tcnicos. e. metodolgicos.direcionados.a.pessoas.acometidas.por.alguma.doena,.deficincia,.ou.alguma.outra.situao.momentnea.que.impede.a.comunicao.com.as. demais. pessoas. por.meio. de. recursos. usualmente. utilizados,.mais.especificamente.a.fala..(.MANZiNi;.DELiBERAtO,.2004).

    A.comunicao.Aumentativa.Alternativa.permite.que.as.pessoas.impossibilitadas.de.comunicao.por.deficincias.congnitas.ou.adquiridas.consigam. transformar. seus. pensamentos. em. fala,. podendo,. assim.expressarem-se,. serem.ouvidos.e.compreendidos..Ocorre,.dessa. forma,.a.interao.social.que.os.coloca.em.conexo.com.o.mundo..Eles.so.capazes.de.expressarem.suas.emoes,.e.desenvolverem.sua.autoconfiana..Quando.desenvolvem. autoconfiana. e. autonomia,. apresentam. desenvolvimento.acadmico.satisfatrio,.pois.conseguem.se.alfabetizar.e.se.comunicar..

    Ao.se.apropriar.do.conhecimento.sobre.a.comunicao.Aumentativa.Alternativa,. os. professores. podem. desenvolver. estratgias. que. auxiliaro. os.alunos. que. no. apresentam. deficincias,.mas. no. conseguem. se. expressar..Dessa.forma,.a.tecnologia.assistiva.no..apenas.um.apoio.para.os.alunos.com.deficincias;.ao.contrrio,.podem.dar.suporte..orientao.para.a.superao.de.dificuldades.pontuais.que.impedem.muitos.alunos.de.se.expressarem.

    Nas.escolas.da.rede.pblica.estaduais.e.municipais,.no.entanto,.assiste-se,.em.geral,..resistncia.dos.professores.para.a.apropriao,.utilizao.e. at.mesmo. a. inveno. de. novos. usos. das. tecnologias. disponibilizadas.pelos. programas. educacionais. federal,. estaduais. e.municipais.. A. prtica.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    desta.autora.em.uma.capital.brasileira.com.cerca.de.300.professores.e.40.coordenadores.do.programa.de.Educao.de.Jovens.e.Adultos.constatou.que.a.maioria.ignorava.os.recursos.e.materiais.didticos.disponibilizados.no.Portal.do.MEc.tanto.para.a.pratica.pedaggica.com.jovens.e.adultos.quanto.para.a.educao.especial..As.salas.de.informtica.eram.utilizadas.apenas. por. 0,5%. (meio. por. cento). dos. professores. que. trabalhavam.com.EJA..A.maioria. dos. coordenadores. desconhecia. o. portal. do.MEc.e. no. acessavam. o. portal. disponibilizado. pela. Secretaria. da. Educao..constatou-se.que.havia.uma.poltica. educacional. federal. compartilhada.pela. secretaria. da. educao. municipal,. mas. ignorada. pelos. gestores. e.docentes.na.escola..Mais.ainda,.constatou-se,.durante.o.curso.de.formao.continuada,.voltado.para.um.diagnstico,.discusso.dos.problemas.e.busca.de.solues,.a.resistncia.de.muitos.professores.com.base.em.preconceitos.sociais,. culturais. e. ideolgicos.. Essa. atitude. que. .muito. comum. entre.professores,.ao.menos.nos.grandes.centros.urbanos,.provoca.excluso.social.que.precisa.ser.combatida.

    A. excluso. cruel. que. se. realiza. pela. m. formao. inicial. de.professores.se.verifica,.tambm,.ao.se.estudar.os.indicadores.internacionais.que.posicionam.a.educao.brasileira.em.relao.aos.padres.internacionais;.verifica-se.na.criao.das.cotas.para.os.alunos.de.escola.pblica.para.as.vagas.na.universidade;.verifica-se.nos.concursos.para.empregos.em.que.os.candidatos.precisam.fazer.cursos.para.concurso,.pois.a.sua.formao.na.educao.bsica.no. os. preparou. para. concorrer. nessas. competies.. Essa. excluso. no. .s.dos. indivduos. com.deficincias.motoras,. sensoriais.ou.mentais,. essa. .excluso..de.grande.parte.da.populao.que.no.tem.condies.de.suprir.a.educao.bsica.com.uma.educao.suplementar.paga.

    A. situao. . ainda. mais. grave. quando. se. trata. da. educao.inclusiva.que.se.refere..educao.das.pessoas.com.deficincias,.limitaes.e.com.necessidades.especiais..

    Na.verdade,.a.rotulao.de.educao.inclusiva..incompreensvel,.visto. que. incluso. . uma. das. caractersticas. intrnsecas. do. processo.educacional..Porm,.a.grande.maioria.dos.professores.da.educao.superior.desconhece.o.que.seja.conviver.com.a.deficincia,.no.recebeu.orientaes.sobre.essa.condio,.no.se.preocupou.em.saber.como.tratar.essa.questo.do.ponto.de.vista.pedaggico.e.profissional..Assim,.sua.prtica.pedaggica.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    revela.essa.ignorncia.e.se.coloca..parte.do.problema,.considerando.que.essa.deva.ser.uma.preocupao.da.rea.da.sade..Por.outro.lado,.a.legislao.impe.uma.educao.inclusiva.por.decreto.e.exige.que.seja.cumprida,.sem.a.devida.preparao.dos.gestores.escolares.e.dos.docentes.para.a.execuo.da.lei..Assiste-se,.assim,.uma.miopia.e.outra.excluso:.alguns.professores.no.querem.pessoas.(crianas,.jovens,.adultos).com.deficincias.ou.necessidades.especiais.em.suas.salas.de.aula;.outros.incluem.esses.alunos,.mas.deixam-nos.sem.assistncia;.outros.incorporam-nos.e.passam.a.dar.mais.ateno.a.eles.do.que.aos.alunos.regulares,.criando.a.excluso.s.avessas..Uma.legio.de.profissionais.mal.preparados.ou.sem.preparao.alguma.acaba.criando.maior.excluso.do.que.a.j.que.combatem.

    Em. relao. . ao. docente.mediada. pela. tecnologia,. a.mesma.lgica.que.se.empregou.para.tratar.da.incluso/excluso/deficincia,.pode.ser.utilizada..Se.o.professor.no.tem.cincia.do.que.seja.tecnologia.e.de.que.tecnologias.esto.disponveis.para.a.educao;.se.ele.no.utiliza.suportes.tecnolgicos. alm.dos. tradicionais. disponibilizados.nas. salas. de. aula;. se.ele. no. . usurio. das. tecnologias. digitais;. como. ele. poder. saber. quais.so. as. aplicabilidades. dessas. tecnologias. como. mediadoras. no. ensino,.na. aprendizagem,. na. reelaborao. de. conhecimentos. existentes,. e. na.construo.de.novos.conhecimentos.

    tanto. a. legislao. federal,. quanto. a. estadual. e. a. municipal.impem.aos.gestores.e.docentes.a.utilizao.de.novas.tecnologias..Recursos.federais,.estaduais.e.municipais.so.investidos.na.implantao.de.estruturas.tecnolgicas.que.acabam.ficando.obsoleta.e.sem.uso,.pois.se.no.se.investe.de. forma. adequada. na. sua.manuteno. nem. na. formao. dos. recursos.humanos.para. a.utilizao.dessas. tecnologias.na. educao,.na. formao.profissional.e.na.incluso.de.pessoas.com.ou.sem.deficincias,.limitaes.e.necessidades.especiais.

    Por. sua. vez,. nas. escolas,. em. quaisquer. nveis,. aes. isoladas.acontecem.para.resolver.problemas.emergenciais.quando.essas.situaes.se.concretizam.em.uma.sala.de.aula..Nessas.ocasies,.ao.se.tentar.compartilhar.as. prticas. desenvolvidas. com. os. demais. participantes. da. comunidade.escolar,.os.gestores.e.docentes.que.tm.essas.iniciativas.so.discriminados.e.rotulados.com.diferentes.adjetivos.(sonhadores,.humanitrios,.ingnuos,.etc)..Os.demais.professores.colocam-se.em.posio.de.nada.ter.a.ver.com.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    100

    essas. situaes,. no. se. interessam,. nem. contribuem.para. a.melhoria. do.trabalho.docente.com.esses.alunos.

    Um.dos.limites,.grave.para.a.educao.em.geral,.e.para.a.educao.inclusiva,.em.especial,..a.falta.de.competncia.que.se.constata.no.corpo.docente.na.educao.bsica.em.todas.as.regies.brasileira.seja.em.relao..incluso,.seja.em.relao.ao.uso.das.tecnologias.na.educao..Esta.autora.se.permite.ser.crtica.e.objetiva.neste.texto,.pois..necessrio.se.enxergar.a.situao.atual.com.olhos.abertos.e.com.culos.que.corrijam.a.miopia.de.filsofos,.socilogos.e.historiadores.da.educao.brasileira,.bem.como.de.pesquisadores,.docentes.da.educao.superior.e.pedagogos.que.trabalham.como.docentes.nos.cursos.de.licenciatura,.em.especial.nos.cursos.de.Pedagogia.2.

    H. dcadas,. esses. intelectuais. ministram. suas. disciplinas,.divulgando.um.discurso.terico,.anacrnico,.e.doutrinam,.a.partir.de.suas.vises.ideolgicas,.mentes.despreparadas,.vidas.por.orientao,.ao.invs.de.despertar.nelas.o.interesse.pela.identificao,.caracterizao.e.compreenso.dos. problemas. educacionais. nas. escolas. e. a. busca. conjunta. de. solues.junto. . teoria. para. contribuir. com. a. transformao. dessa. prtica.. Eles.discursam.que.se.deve.partir.da.prtica.para.a.teoria.e.retornar..prtica,.mas.o.currculo.documento.e.o.currculo.em.ao.desses.cursos.demonstram.que.os.egressos. licenciados.no.conhecem.a.prtica,.no.aprenderam.os.contedos.filosficos,.sociolgicos,.pedaggicos.bsicos,.nem.os.contedos.especficos.de.suas.disciplinas,.nem.mesmo.a.metodologia.de.ensino;.no.sabem.o.que.fazer.quando.so.colocados.na.sala.de.aula..Muitos.repetem.os.discursos.de.seus.mestres,.sem.convico.ou.com.um.radicalismo.inflexvel..Reproduzem.uma.prtica.obsoleta.e.no.emancipam.seus.discentes..Enfim,.discursam.sobre.uma.educao.inclusiva.e.realizam.a.excluso..

    Pesquisas. e. trabalhos. apresentados. em. encontros,. seminrios,.cursos. de. formao. continuada,. congressos. nacionais. demonstram. que.o. curso. de. Pedagogia. e. o. eixo. da. Educao. nos. curso. de. Licenciatura.necessitam. de. uma. reformulao. baseada. na. interlocuo. efetiva. da.rea. da. Educao. com. outras. reas. como. a. Sociologia,. a. Filosofia,. a.Psicologia,. a. terapia. Ocupacional,. a. Fisioterapia,. a. Fonoaudiologia,. a.Histria,.a.Geografia,.a.Antropologia,.as.Letras,.entre.tantas.outras.reas..

    2..Entre.as.pesquisas.consultadas,.esto.os.trabalhos.de.Andr.(1999),.curi.(2004),.Durham,.Wajskop.(2009.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    A.interlocuo..necessria.pois.o.ser.humano..um.ser.complexo,.mente,.corpo. sentimentos,. e.o. seu.desenvolvimento. e. a. sua. formao.precisam.estar.apoiados.por.um.planejamento.que.o.contemplem.em.sua.totalidade.

    Em. sntese. os. limites. que. se. apontam. se. referem. . formao.deficitria.complementada.por.uma.situao.conjuntural.que.se.impe.de.certa.forma.aos.professores..imersos.numa.rotina.escolar.que.os.massacra.e.os.limita.na.busca.de.novos.horizontes,.os.professores.deparam-se.com.tantos.problemas,.tantas.questes.sociais.que.chegam..escola.mais.as.cobranas.administrativas,.como.o.preenchimento.de.quadros.de.planejamento.de.aulas,. relatrios,.participao. em.cursos,. etc.. e.mantm.uma.cultura.de.conformismo.e.acomodao.

    Por. outro. lado,. constatam-se. casos. de. educao. inclusiva.transformadora.e.emancipadora.nas.prticas.docentes.em.escolas.por.todo.o.pas..Desde.a.educao.infantil.aos.cursos.de.ps-graduao.stricto sensu,.h. exemplos. de. aes. educativas. isoladas. ou. colaborativas. que. indicam.a. viabilidade. e. a. exequibilidade. da. incluso. respeitando-se. o. contexto.sociocultural,.reforando.a.identidade.local.e.seguindo.as.orientaes.das.polticas.educacionais.nacionais.

    Professores.isolados.em.suas.escolas.nas.regies.rurais.descobrem.e. inventam. solues. para. os. problemas. locais.. H. uma. riqueza. de.experincias. silenciosas. que. concretizam. a. educao. inclusiva.. Essas.experincias. precisam. ser. investigadas,. documentada. e. esses. exemplos.precisam.ser.divulgados.e.multiplicados.pela.ao.proativa.de.educadores.nos.cursos.de.educao.superior.em.projetos.de.parceria.com.as.secretarias.de.educao.estaduais.e.municipais.e.as.escolas.da.educao.bsica.

    Afinal,. a. Lei. de. Diretrizes. e. Bases. da. Educao. Nacional. j.anunciava.em.1996.(ano.da.Declarao.de.Salamanca).regulamentao.da.educao.especial..Este.texto.refere-se.a.ela,.aqui,.neste.ponto,.pois.est..uma.das.lacunas.na.formao.dos.gestores.e.professores:.a.interpretao.e.a.compreenso.do.que.a.lei.estabelece.para.alm.da.sua.simples.leitura..

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    orientAes dA ldB 9394/96 pArA se trAtAr dA educAo especiAl

    A.orientao.da.LDB.9394/96.em.seus.artigos.58.e.59.em.relao..educao.especial,.precisa.ser.conhecida.e.compreendida.pelos.gestores.educacionais,.pelos.professores.e.pelos.demais.profissionais.envolvidos.na.escola..Essa.Lei.no.estabelece.que.as.escolas.especiais.vo.acabar,.mas.declara.como.deve.ser.educao.especial.das.pessoas.(crianas,.adolescentes,.jovens,.adultos.e.idosos).que.apresentam.necessidades.educacionais.especiais:

    Entende-se. por. educao. especial,. para. os. efeitos. desta. Lei,. a.modalidade. de. educao. escolar,. oferecida. preferencialmente. na. rede.regular.de.ensino,.para.educandos.portadores.de.necessidades.especiais..[...].Art..59..Os.sistemas.de.ensino.asseguraro.aos.educandos.com.necessidades.especiais:.i.-.currculos,.mtodos,.tcnicas,.recursos.educativos.e.organizao.especficos,.para.atender.s.suas.necessidades;.ii.-.terminalidade.especfica.para. aqueles. que. no. puderem. atingir. o. nvel. exigido. para. a. concluso.do.ensino.fundamental,.em.virtude.de.suas.deficincias,.e.acelerao.para.concluir.em.menor.tempo.o.programa.escolar.para.os.superdotados;.iii.-. professores. com. especializao. adequada. em.nvel.mdio. ou. superior,.para.atendimento.especializado,.bem.como.professores.do.ensino.regular.capacitados.para.a.integrao.desses.educandos.nas.classes.comuns;.iV.-.educao.especial.para.o.trabalho,.visando.a.sua.efetiva.integrao.na.vida.em.sociedade,. inclusive.condies.adequadas.para.os.que.no. revelarem.capacidade. de. insero. no. trabalho. competitivo,. mediante. articulao.com. os. rgos. oficiais. afins,. bem. como. para. aqueles. que. apresentam.uma. habilidade. superior. nas. reas. artstica,. intelectual. ou. psicomotora;.V.-.acesso.igualitrio.aos.benefcios.dos.programas.sociais.suplementares.disponveis.para.o.respectivo.nvel.do.ensino.regular.(BRASiL,.1996).

    A.maioria.dos.estudantes.dos.cursos.de.Licenciatura,.em.especial.os. de. Pedagogia,. desconhece. esse. artigo.. Embora. seja. estudada. nesses.cursos,. poucos. so. os. professores. que. promovem. a. leitura. dirigida. e. a.discusso.da.LDB.9694/96,.aprofundando.o.conhecimento.e.provocando.a. reflexo. sobre. a. poltica. educacional. ali. expressa.. . fundamental. que.todos.os.alunos.de.Licenciatura.e.todos.os.alunos.de.Pedagogia.aprendam.e.apliquem.o.que.a.Lei.estabelece.

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    Refora-se. que. no. basta. a. leitura;. tambm,. so. necessrias,. a.leitura.crtica,.a.reflexo,.e.a.pr-ao.em.relao.ao.que.se.estuda..Observe-se.que,.no.s.da.parte.de.leigos,.mas.tambm,.de.gestores.e.professores.em. todos. os. nveis. de. ensino,. a. compreenso. de. senso. comum. sobre. a.educao.das.pessoas.com.deficincias.e.com.necessidades.especiais..de.que.se.coloquem.essas.pessoas.nas.salas.de.aula.das.classes.regulares.e.que.no.se.tenham.mais.escolas.de.educao.especial..No.entanto,.no..essa.a.orientao.que.a.LDB.d..

    Sugere-se. o. estudo.dos. artigos. 58. e. 59.da.LDB.9394/96.na. sua.ntegra..Essa.lei.de.diretrizes.e.bases.da.educao.nacional.define.que.a.Educao.Especial..a.modalidade.de.educao.escolar,.oferecida.preferencialmente.na.rede.regular.de.ensino,.para.educandos.portadores.de.necessidades.especiais..constata-se. que. a. palavra. preferencialmente. d. espao. para. que. essa.modalidade.seja.realizada.em.outros.espaos..Assim,.o.gestor.escolar.precisa.avaliar.as.condies.locais.a.partir.dos.pargrafos.1o.,.2o..e.3o.

    .1.Haver,. quando.necessrio,. servios.de. apoio. especializado,.na.escola.regular,.para.atender.s.peculiaridades.da.clientela.de.educao.especial...2.O.atendimento.educacional.ser.feito.em.classes,.escolas.ou. servios. especializados,. sempre. que,. em. funo. das. condies.especficas. dos. alunos,. no. for. possvel. a. sua. integrao. nas. classes.comuns.de.ensino.regular...3.A.oferta.de.educao.especial,.dever.constitucional.do.Estado,.tem.incio.na.faixa.etria.de.zero.a.seis.anos,.durante.a.educao.infantil..(BRASi,.1996).

    As. pesquisas. 3realizadas. com. professores. da. educao. bsica. e.superior. indicam. que. h. resistncia. dos. professores. em. receber. alunos.especiais.em.suas.salas.de.aula.e.essa.resistncia.se.d.devido.tanto..falta.de.conhecimento.sobre.as.necessidades.especficas.dessas.pessoas.como.pela.falta.de.apoio,.recursos.e.infra-estrutura.adequada..

    No.pargrafo.2,.fica.muito.claro.que.o.atendimento.de.pessoas.com.necessidades.mais.graves.pode.e.deve.ser.feito.em.espaos.especializados..Assim,.como.ter.uma.criana,.jovem.ou.adulto.com.Sndrome.de.Down.avanada. em. uma. escola. que. no. tem. servio. especializado. para. as.necessidades.especficas.e.orientao.dos.professores.das.classes.regulares?.3. .H.muitas. pesquisas. sobre. as. representaes. de. professores. que. deixam. clara. essa. resistncia,. como. a. de.Albuquerque.(2007),.Sumi.(2007),.entre.outras

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    O. que. se. assiste. . o. abandono. dessas. pessoas. . sua. prpria. sorte. ou. .caridade.de.um.docente.mais.abnegado.que,.particularmente,.busca.sua.formao,.deixando,.muitas.vezes,.de.acompanhar.os.demais.alunos.para.se.centrar.naqueles.com.necessidades..Ao.se. falar.de.educao. inclusiva,.de.educao.especial,.no.se.espera.que.essa.seja.uma.ao.feita.apenas.por.professores. abnegados,.mas.por. toda. a. comunidade. escolar. envolvida,.uma. vez. que,. no. pargrafo. 3o,. est. explcito. que. a. oferta. de. educao.especial..dever.constitucional.do.Estado..cabe..comunidade.escolar.reivindicar. que. sejam. cumpridas. as. obrigaes. do. Estado. em. relao.ao.direito. social. de. educao.de.boa.qualidade.. investimento. em. infra-estrutura,. suportes. tecnolgicos. e. recursos. humanos. capacitados. so.imprescindveis.para.poder.oferecer.a.educao.regular,.atender.os.alunos.com.necessidades.especiais.ou.em.situao.de.deficincia,.ou.encaminhar.esses.alunos.para.centros.especializados.que.possam.oferecer.a.modalidade.com.uma.educao.de.excelncia..A.reivindicao.precisa.ser.acompanhada.de. ao. pr-ativa. junto. aos. representantes. municipais. (vereadores),.estaduais.(deputados).e.federais(deputados.e.senadores).e.junto.aos.rgos.educacionais. (secretarias. de. educao,e. departamentos. no. MEc. e. na.Secretarias. de.cincia. e. tecnologia),. em. um.movimento. de. baixo. para.cima. para. que. as. providncias. sejam. tomadas. em.prazos. definidos. pela.comunidade.escolar.em.conjunto.com.esses.setores.

    O. inciso. i. do. artigo. 59. anuncia. que. os. sistemas. educacionais.devem.garantir. i. -. currculos,.mtodos,. tcnicas,. recursos. educativos. e.organizao.especficos.com.vistas.a.atender.s.necessidades.das.pessoas.com. deficincias,. limitaes,. e. mesmos. aqueles. com. superdotao..No.basta.integrar.o.aluno.na.sala.de.aula.regular,.se.os.professores.no.conhecerem. seu. perfil,. o. diagnstico. de. sua. necessidade,. para. poder.desenvolver. um. programa. curricular. com. os. recursos. necessrios. de.modo.a.promover.a.aprendizagem.desses.alunos.e.sua.emancipao.como.pessoa.autnoma..Essa.definio.curricular.exige.competncia.do.gestor.pedaggico. e. do. professor. de.modo. que. no. se. aplique. ao. aluno. uma.pedagogia.protecionista,.paternalista.e.que.ele.no.se.valha.dessa.condio.para.manter.atitudes..

    No. inciso. ii. do. artigo. 59,. afirma-se. que. deve. ser. garantida. a.terminalidade. especfica. para. aqueles. que. no. puderem. atingir. o. nvel.

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    exigido. para. a. concluso. do. ensino. fundamental,. em. virtude. de. suas.deficincias,.e.acelerao.para.concluir.em.menor.tempo.o.programa.escolar.para.os.superdotados..O.que.se.assiste,.no.entanto,..a.irresponsabilidade.de.se.promover.alunos,.em.todos.os.nveis.de.ensino,.porque.se.quer.garantir.a. certificao.de.alunos.com.necessidades. especiais.ou.com.deficincias,.alegando.o.cumprimento.da.Lei..Alguns.professores.se.recusam.a.trabalhar.nessa. direo,. e. denunciam. em. suas. instituies. casos. de. alunos. que.chegam.ao.quinto.semestre.de.cursos.de.graduao.sem.terem.o.mnimo.de.domnio.necessrio.em.relao..compreenso.da. lngua.materna,.de.expresso. e. clculo,.mas. que. preenchem. as. estatsticas. de. promoo. de.incluso.da.instituio..Por.sua.vez,.alunos.superdotados.so.considerados,.muitas.vezes,.pejorativamente.como.hiperativos.ou.indisciplinados,.no.contando.com.orientao.especial.para.o.aproveitamento.adequado.de.suas.potencialidades,.inclusive,.em.um.programa.de.aprendizagem.colaborativa,.envolvendo.outros. alunos..Ao. se. questionar. a. certificao.desses. alunos.com.graves.limitaes.mentais.e.de.coordenao.que.foram.empurrados.at.o.ltimo.perodo.do.curso.e.que.foram.apenas.um.nome.agregado.nos.trabalhos.de.grupo.de.seus.colegas,.ouvem-se,.de.coordenadores.de.curso.e.de.professores,.expresses.como.ele.no.vai.atuar.no.mercado.profissional.ou.ela.nunca.vai.conseguir.passar.em.um.concurso.ou.ser.contratada.por.uma.escola..No..essa.uma.grande.hipocrisia.e.uma.excluso.social.cruel?

    O. inciso. iii. do. artigo. 59. refere-se. . garantia. de. recursos.capacitados.para.a.educao.especial:.Os.sistemas.de.ensino.asseguraro.[...].professores.com.especializao.adequada.em.nvel.mdio.ou.superior,.para.atendimento.especializado,.bem.como.professores.do.ensino.regular.capacitados. para. a. integrao. desses. educandos. nas. classes. comuns..(BRasil,.1996)..constata-se,.nos.eventos.de.educao,.nos.currculos.dos.cursos.de. licenciatura. e.de.Pedagogia,.nos.programas.de. capacitao.de.professores. que. no. h. programas. regulares. nem. sistematizados. para. a.formao.de.professores.para.desenvolverem.a.integrao.dos.alunos.nas.classes.regulares.e.no.h.professores.em.quantidade.necessria.e.suficiente.para. o. atendimento. especializado.. Em. muitos. cursos. de. licenciatura,.oferece-se.uma.disciplina.sobre.educao.especial.ou.sobre.fundamentos.da.educao.especial.com.carga.horria.de.30.horas.em.carter.eletivo..Se.todo.o.curso.de.licenciatura.ignora.a.questo.seja.no.aspecto.da.histria.da.

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    educao,.seja.nos.fundamentos.sociolgicos,.filosficos.e.antropolgicos.no.abordam.a.questo.da.incluso,.excluso,.deficincia.ou.necessidades.especiais,. como. um. professor. pode. ter. competncia. para. tratar. desses.alunos,. conversar. com. seus. pares. e. dialogar. com. os. profissionais. de.atendimento.especializado?.

    No. inciso. iV. do. artigo. 49,. assegura-se. a. educao. especial. para.o.trabalho,.visando.a.sua.efetiva.integrao.na.vida.em.sociedade,. inclusive.condies. adequadas.para.os.que.no. revelarem.capacidade.de. insero.no.trabalho.competitivo,.mediante.articulao.com.os.rgos.oficiais.afins,.bem.como.para.aqueles.que.apresentam.uma.habilidade.superior.nas.reas.artstica,.intelectual.ou.psicomotora..(BRASiL,.1996)..Est.na.lei,.mas.no.se.encontra.na.prtica,.embora.exista.uma.legislao4.referente..responsabilidade.social.das.empresas.para.que.empreguem.pessoas.com.necessidades.especiais.ou.em.situao. de. deficincia. em. funes.m.que. suas. potencialidades. possam. ser.aproveitadas.

    Na. realidade,. constata-se.um.distanciamento. entre. a. sociedade.(organizaes,.sindicatos,.empresas).e.as.instituies.de.ensino,.responsveis.pela. formao. da. pessoa,. do. cidado. e. do. profissional.. isso. fica. claro.nas.palavras.de.Seravalli,.diretor.do.Departamento.de.Responsabilidade.Social. da. ciESP5,. ao. comentar. as. aes. para. a. incluso. do. indivduo.com.deficincia.no.mercado.de. trabalho.de.muitas. empresas.no.Estado.de. So. Paulo:. Alm. de. terem. entendido. a. legislao. (as. empresas. que.empregam.deficientes).do.valor..diversidade.e.tm.um.ganho.de.imagem.muito. grande,. afirma. Seravalli,. h. empresas. que. ainda. conseguem.obter. aumento. de. produtividade.. Segundo. esse. diretor. alguns. passos.so. necessrios. para. se. iniciar. o. processo:. percepo. da. importncia. da.incluso;.avaliao.interna.dos.cargos,.verificando.quais.podem.aproveitar.as. potencialidades. do. deficiente;. recrutamento. nas. associaes;. dilogos.com.quem.j.usa.os.servios.de.uma.entidade.voltada.para.a.insero.dessas.pessoas. no.mercado.de. trabalho..Diante. da. legislao. existente,. . de. se.estranhar.que,.na. lista.de. entidades. recomendadas.por.Seravalli,.no.h.nenhuma.instituio.de.ensino.pblica.ou.privada..Esta..mais.uma.das.

    4..Lei.8.112/90,.art..5.parg..2;.Lei.n.8.213/91.(Lei.de.cotas);.(Decreto.n..3.298/99);.Lei.10.098/2001;5..Veja.como.preencher.a.cota.de.deficientes.prevista.em.lei..Disponvel.em.http://www.ciesp.org.br/hotsite_dejur/pdf/conselheiro_07/P_gina_6.pdf..

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    dimenses.sociais.no.atendidas.pela.formao.escolar,.apesar.de.ser.uma.das.funes.da.escola.preparar.o.indivduo.para.o.mercado.de.trabalho.

    Outra.regulamentao.que.se.considera.importante..a.Resoluo.N.2,.de.28.de. abril. de.2008.que. estabelece.diretrizes. complementares.em.relao..Educao.Bsica.do.campo..No.artigo.1,.em.seu.enunciado.define.a.rea.de.atuao.e.no.pargrafo.5.refre-se..Educao.Especial:

    Art..1.A.Educao.do.campo.compreende.a.Educao.Bsica.em.suas.etapas. de. Educao. infantil,. Ensino. Fundamental,. Ensino. Mdio. e.Educao.Profissional.tcnica.de.nvel.mdio.integrada.com.o.Ensino.Mdio. e. destina-se. ao. atendimento. s. populaes. rurais. em. suas.mais. variadas. formas. de. produo. da. vida. . agricultores. familiares,.extrativistas,.pescadores.artesanais,.ribeirinhos,.assentados.e.acampados.da.Reforma.Agrria,.quilombolas,.caiaras,.indgenas.e.outros...5.Os.sistemas.de.ensino.adotaro.providncias.para.que.as.crianas.e.os.jovens.portadores.de.necessidades.especiais,.objeto.da.modalidade.de.Educao.Especial,. residentes. no. campo,. tambm. tenham. acesso. . Educao.Bsica,.preferentemente.em.escolas.comuns.da.rede.de.ensino.regular.

    tanto. a. formao. inicial. quanto. a. formao. continuada. de.professores. da. educao. bsica. precisam. conhecer. a. legislao. referente.s. diretrizes. para. a. educao.bsica. do. campo.pois. ao. serem.nomeados.para. trabalharem. em. escolas. da. rede. pblica. podem. ser. indicado. para.escolas.rurais.e.precisam.estar.preparados.para.trabalhar.com.a.diversidade.e.amulticulturalidade..As.mesmas.referncias.que.se. faz.neste.texto.com.relao.s.necessidades.especiais.e.aos.alunos.em.situao.de.deficincia.so.extensivas..educao.bsica.no.campo..Nos.encontros.organizados.pela.UNESP.(Marlia),.UEPA.(Belm),.UEM.(Maring),.UFScar.(So.carlos,.as.referncias.s.experincias.de.professores.com.alunos.em.classes.regulares.no. campo. comeam,. timidamente,. a. serem. apresentados.. De. qualquer.forma,.no..apenas.a.questo.da.deficincia.que.precisa. ser. tratada.em.relao..formao.do.profesor.para.trabalhar.nas.reas.rurais,.mas.toda.a.especificidade.que.envolve.essa.modalidade.de.educao.

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    reflexes soBre A formAo de professores pArA A incluso

    Silva. (2009).discute. a. formao.de.professores. para. a. incluso.e.considera.um.desafio.para.os.professores.promoverem.a.aprendizagem.colaborativa.dos.alunos:

    A.educao.inclusiva.parte.do.princpio.de.que.a.diferena..um.valor.[...].porque.constitui.um.desafio.que.consiste.em.organizar.o.ensino.para. todos. os. alunos. e.modo. que. todos. aprendam. com. todos.. isso.implica. uma. planificao. que. tenha. em. conta. o. currculo. comum.para. a. generalidade. dos. alunos,. adequaes. curriculares. individuais.para.alguns.e,.em.algumas.situaes,.currculos.especficos.individuais..(SiLVA,.2009,.p..481).

    A.autora,.ao.considerar.a.aprendizagem.como.ato.social,.ressalta.que.a.interao.entre.os.alunos.que.trabalham.em.grupos.heterogneos..fundamental.para.o.desenvolvimento.da.cooperao,.da.solidariedade.e.do.respeito.s.diferenas.

    Para. cumprir. essa. funo. . fundamental. que. a. comunidade.escolar. se. conscientize. de. que. no. basta. ensinar,. . necessrio. que. o.indivduo.aprenda.e.agregue.essa.aprendizagem.ao.seu.desempenho.social.e.profissional..Os.gestores.e.professores.precisam.ter.outras.competncias.para. alm.da. reproduo.dos.desempenhos. tradicionais. voltados. apenas.para. os. alunos. disciplinados,. estudiosos. e. interessados. e. da. mediao.apenas.pela.linguagem.verbal..

    Silva. (2009). lembra. ainda. que. . necessria,. alm. de. uma.diferenciao.pedaggica.inclusiva,.por.parte.dos.professores,.a.apropriao.da. cultura.digital.que.pode. se. constituir. em.um. fator. facilitador.para. a.mediao.que.objetiva.a.aprendizagem.significativa.(SiLVA,.2009,.p.484-485).. A. mediao. passa. a. ser. realizada. outros. suportes. tecnolgicos.e. utilizando. outras. linguagens,. aproveitando. as. diferenas. de. estilos.de. aprendizagem. e. as. potencialidades. dos. alunos. para. alm. de. suas.limitaes..A.autora.refere-se..importncia.da.anlise.das.necessidades.de.cada.aluno.para.que.se.possam.desenhar.solues.adequadas.tanto.para.o.desenvolvimento.individual.como.para.a.sua.socializao..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Aes trAnsformAdorAs

    A. primeira. ao. a. ser. desenvolvida. por. um. gestor. escolar. ao.receber.orientaes.sobre.a.implantao.de.novas.metodologias,.tecnologias.ou. modalidades. de. ensino. . o. levantamento. das. competncias. de. sua.comunidade.escolar..Dentre.essas.competncias,.esto.os.saberes.culturais,.aos.quais.os.conhecimentos.cientficos.se.entrelaam..

    Observa-se,.a. todo.ano,.que. so.gastos. recursos.com.a.vinda.de.especialistas.externos.para.as.instituies.de.ensino.(em.todos.os.nveis.de.ensino),.mas.no.se.aproveitam.as.competncias.e.as.melhores.prticas.da.prpria. instituio..isso.acontece.at.mesmo.porque,.muitas.vezes,.no.se.conhecem. os. saberes. e. competncias. locais.. Um. levantamento. realizado.na. prpria. comunidade. permite. que. se. aproveitem. as. ricas. experincias.desenvolvidas.para.aquele.contexto;.que.se.compartilhem.sucessos.e.fracassos;.e.que.se.construa.um.repertrio.que.poder.ser.replicado.e.aperfeioado..

    A.partir.dessa.pesquisa,.pode-se.verificar.quais.so.as.necessidades.de. formao. bsica. e. de. aprofundamento. para. o. desenvolvimento.profissional.dos.gestores.e.docentes.para.a.consolidao.de.uma.educao.de.excelncia,.de.equidade.e.inclusiva.

    Santos. (2010). ressalta. a. importncia. da. formao. continuada.como.direito.do.professor:

    A.Formao. contnua. em. servio. enquanto. uma.das.modalidades. da.formao. contnua.deve. ser. um. compromisso.dos. sistemas.de. ensino.para.o.enfrentamento.da.universalizao.de.uma.escola.que.atenda.tanto.s.necessidades.quanto.s.expectativas.das.camadas.populares,.que,.para.alm.da.viso.de. ascenso. social,.possibilite. s. geraes.mais. jovens. a.efetiva.compreenso.do.mundo.em.que.vivem..(SANtOS,.2010,.p..15).

    A.autora.se.refere..formao.continuada.em.servio.para.alm.de.um.investimento.pessoal,.mas.como.parte.de.uma.poltica.educacional.que.a.considere.essencial.para.a.excelncia.da.educao..

    [...].faz-se.necessrio.assumir.que.a.instituio.da.formao.contnua.em. servio. seria. notadamente. um. compromisso,. que. por. meio. de.uma. poltica. educativa,. instituir-se-ia. na. confluncia. de. elementos.formativos.de.trs.ordens:.a..as.de.ordem.individual;.b..as.de.ordem.coletiva;.e,.c..as.de.ordem.sistmica..(SANtOS,.2010,.p..16).

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    A. formao. continuada. em. servio.deve,. portanto. responder. s.necessidades.individuais,.coletivas.e.sistmicas.resumidas.no.quadro.1,.a.partir.do.estabelecido.por.Santos.(2010).

    Quadro.2.-.Formao.continuada:.Necessidades.Formativas

    de.ordem.individual condies.objetivas.de.acesso.a.e.permanncia.na.etapa.da.for-mao.contnua;.condio.econmica.e.condies.psicolgicas.

    de.ordem.coletivadimenso.profissional.do.professor;.condies.de.trabalho;.e.de.interao.com.o.lcus.profissional:.a.escola..comprometimento.profissional

    de.ordem.sistmica

    tenso.entre.o.anunciado.enquanto.profissionalizao.docente.e.as.frentes.de.luta.dos.professores;.direitos.trabalhistas.dos.pro-fessores.sob.responsabilidade.da.escola.por.uma.crise.de.ordem.muito.mais.complexa.que.enfrenta.o.capitalismo.real.

    Ao.se.referir.. formao.continuada.em.servio,.Santos.(2010).ressalta. que. ela. precisa. estar. articulada. s. polticas. pblicas. para. que. a.escola.possa.responder.aos.desafios.deste.incio.de.sculo.XXi.e.garantir.educao.que.garanta.equidade.e.justia.social.

    Uma. segunda. ao. indispensvel. . a. adeso. da. comunidade.escolar.que.se.consegue.a.partir.da.ao.anterior.e.da.integrao.de.todos.em.uma.ao.colaborativa..Quando.os.participantes.de.uma.comunidade.compreendem. os. objetivos. comuns. a. serem. alcanados,. se. sentem.respeitados.em.seus.saberes.e.habilidades,.tm.a.possibilidade.de.participar.ativamente;. so. chamados. a. contriburem. com. responsabilidade;. e. tm.um. espao. para. se.manifestarem,. a. colaborao. se. instala. e. as. atitudes.passam.a.ser.positivas.e.construtivas..Dessa.forma,.a.formao.continuada.em.servio.passa.a.ser.fruto.de.uma.poltica.pblica.decorrente.da.gesto.democrtica.da.escola.

    Em. terceiro. lugar,. a. elaborao. de. um. projeto. conjunto,. com.objetivos,. metas. e. aes. bem. definidas,. a. ser. executado. pela. e. para. a.comunidade.escolar,.concretiza.a.inteno.definida.no.projeto.pedaggico.da.escola.

    Estas. reflexes. se. fazem. necessrias. como. preliminares. para. a.compreenso.deste.captulo.que.busca.discutir.a.formao.de.professores.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    para. uma. educao. inclusiva. mediada. pelas. tecnologias. assistivas. na.educao.bsica.brasileira..

    propostA de progrAmA pArA A formAo de gestores e professores pArA umA educAo de excelnciA mediAdA pelAs tecnologiAs

    A. inteno. deste. captulo. no. . deixar. impressa. uma. crtica.estril,.mas.juntar-se.a.pesquisadores,.profissionais.da.Sade.e.da.Educao.que. procuram. e. contribuir. para. que. se. transforme. o. cenrio. atual. de.paternalismo.e.assistencialismo.em.um.cenrio.de.superao.e.autonomia.

    Muitos. professores. da.Educao. infantil. e. da.Educao. bsica.carecem. de. conhecimento. sobre. incluso,. deficincias,. competncias,.tecnologias.de.informao.e.de.comunicao.e.tecnologias.assistivas..

    Muitos. professores,. alguns. de. forma. solitria,. outros. em. aes.coletivas. ou. colaborativas. alteram. o. currculo. estabelecido. no. PPP. e.transformam.a.prtica.pedaggica.no.currculo.em.ao..No.entanto,.em.parte. significativa. dos. casos. dos. cursos. de. Pedagogia. e. de. Licenciatura,.na. educao.pblica. quanto.na. educao.provada,. faz-se.necessrio.um.novo.currculo.que.prepare.os.docentes.para.uma.concepo.de.educao.inclusiva.emancipadora,.para.familiarizao,.apropriao.e.uso.da.tecnologia.assistiva..Portanto,. .necessrio.que. se. elabore.uma.proposta.de.projeto.para.que.a.educao.inclusiva.e.o.uso.das.tecnologias.assistivas.faam.parte.da.rotina.das.instituies.educacionais..No.se.trata.de.oferecer.cursos.de.final.de.semana,.cursos.de.vero.ou.parceria.de.projetos.pedaggicos.entre.escola.pblica.e.universidade..Essas.iniciativas.so.paliativas.e.no.alteram.a. rotina. da. escola,. a. mentalidade. dos. professores. nem. se. refletem. nas.polticas.pblicas...medida.que.haja.um.planejamento.pedaggico.efetivo.acompanhado.de.uma.poltica.de.avaliao.institucional.interna.na.escola,.o.diagnstico.dos.problemas.educacionais.levantados,.as.providncias.e.as.solues.sero.mais.efetivas.e.respondero.s.necessidades.locais.

    O.que.se.observa.em.boa.parte.dos.cursos.de.Pedagogia..uma.formao. terica.ministradas. por. profissionais. que. no. vivenciam. uma.prtica.coletiva,.nem.cooperativa,.e.muito.menos.colaborativa..Novamente,.reflete-se.sobre.uma.rotina.que..largamente.difundida.entre.professores,.coordenadores.e.gestores..Se.a.formao.inicial.e.continuada.dos.gestores.

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    da.escola.e.dos.supervisores.e.orientadores.pedaggicos.foi.direcionada.por.uma.carga.de.leitura.ideologicamente.escolhida,.descolada.da.prtica.social.vivenciada.pela.comunidade.escolar,.sem.preparao.poltica,.filosfica.e.social. nem. conhecimento. e. habilidades. de. gesto.de.pessoas,. o.modelo.se.repete.e.no.se.aproveita.as.possibilidades.disponibilizadas.pela.gesto.democrtica.participativa.

    Lembre-se.que.as.equipes.que.desenham.as.polticas.educacionais.so. formadas,. em. sua. maioria,. por. pedagogos,. mestres. e. doutores. em.Educao.que.atuaram.na.educao.superior.pblica.

    Em.geral,.as.inovaes.mais.constantes.impostas.pelo.Ministrio.da.Educao.a.nvel.federal,.ou.pelas.secretarias.de.educao,.a.nvel.municipal.e.estadual.se.referem..dimenso.de.infraestrutura.e.de.equipamentos..As.questes.referentes..aplicao.da.tecnologia.e.de.metodologias.inovadoras.no. so. tratadas.na.dimenso.nem.da.gesto.do. conhecimento.nem.da.gesto. de. pessoas;,. essas. questes. permanecem. na. dimenso. tcnica.. E.os.gestores. e.professores. se. acomodam.a.esse. contexto..H.aqueles.que,.empreendedores.e.solidrios.com.a.questo.de.emancipao.do.ser.humano.intervem.no.processo,. empreendem.aes. transformadoras,. angariam.a.simpatia.de.muitos.e.a.oposio.de.muitos.outros.

    .No.bastam,.a.infraestrutura.e.os.suportes.tecnolgicos.assistivos,..fundamental.que.se.invista.tanto.em.um.programa.de.formao.continuada.quanto. na. formao. inicial. dos. profissionais. da. Educao. associados. aos.profissionais.do.Design.(ergonomia).e.da.Sade.para.definio,.seleo.e.uso.das.tecnologias.Assistivas.no.cotidiano.da.escola,.micro-mundo.representativo.da.sociedade.na.qual.esses.indivduos.vo.viver,.trabalhar,.relacionar-se..

    Os.currculos.dos.cursos.que.formam.esses.profissionais.precisam.ser,. tanto. no. documento. quanto. na. ao,. multidisciplinares. e. um. dos.elementos.fundamentais.para.um.novo.programa..a.pesquisa.que.precisa.ser,.alm.de.um.princpio.cientfico,.um.princpio.educativo,.abrangendo.trs.dimenses:.pessoal,.social.e.profissional..

    O. artigo. 207. da. cF/1988. da. constituio. se. refere. .indissociabilidade. entre. pesquisa. ensino. e. extenso. que. praticada. nos.cursos.de.Licenciatura.e.de.Pedagogia,.com.certeza,.levar..competncia.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    dos.professores.e.gestores.promoveria.nas.transformaes.na.prtica.escolar.e.consolidar.uma.educao.inclusiva..

    Um.dos.objetivos.do.programa.de.formao.continuada.que.se.prope..desenvolver.as.competncias.dos.professores.para.o.desempenho.de.diferentes.papis:.expositor,.orientador,.como.referncia,.e.avaliador.

    Para.que.no.haja.dvidas.quanto..concepo.de.competncia,.esclarece-se. que. se. entende. competncia. como. um. conjunto. de.conhecimentos,.habilidades.e.atitudes..Os.conhecimentos.se.referem.aos.saberes.especficos.da.rea.de.atuao,.aos.saberes.referentes..gesto.escolar,.aos.saberes.didticos,.e.aos.saberes.tecnolgicos..

    As.habilidades.compreendem.o.saber.fazer.operacional,.didtico,.gerencial,. tecnolgico. necessrio. para. que. os. conhecimentos. sejam.aplicados. e. possibilitem. que. os. alunos. os. reconstruam. e,. dependendo.do.nvel.educacional,.elaborem.novos..As.atitudes.se.referem.s.posturas.que.os.professores.e.gestores.apresentam.no.exerccio.de.suas.funes,.tais.como.colaborao,.orientao,.acompanhamento,.e.avaliao.para.que.a.aprendizagem.do.aluno.se.concretize.

    Ainda,.nesta.mesma.direo..importante.se.retomar.a.questo.da. diferena. entre. informao,. conhecimento,. aprendizagem. para. o.planejamento.e.educao.de.qualquer.programa.de.formao.continuada,.mas.em.especial.para.professores.em.servios.que.estaro.lidando.com.a.diversidade,. com. diferentes. estilos. de. aprendizagem. e. com. alunos. com.necessidades.educativas.especiais.ou.em.situao.de.deficincia.

    Saccol,. Schlemer. e. Barbosa. (2011),. em. seu.mais. recente. livro.sobre. novas. perspectivas. de. aprendizagem,. chamam. a. ateno. para. o.que..conhecimento,.resgatando.a.afirmao.de.Piaget.de.que.conhecer.. modificar,. transformar. o. objeto,. compreender. o. processo. dessa.transformao.e,.consequentemente,.compreender.o.modo.como.o.objeto..construdo.(1972,.p..1).e.completa.com.a.afirmao.de.Maturana.e.Varela.(2001).de.que.todo.conhecer..uma.ao.da.parte.daquele.que.conhece.(SAccOL;.ScHLEMER;.BARBOSA,.2011,.p.9)..

    Os.autores.ainda.refletem,.com.base.em.Maturana.e.Varela,.que[...].viver..conhecer.e.conhecer..viver,.de.forma.que.cada.sujeito.em.sua.prpria.trajetria,.traduzida.pelos.acoplamentos.que.realiza.no.seu.

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    viver.e.conviver..Nesse.sentido,.podemos.dizer.que.o.conhecimento.se.diferencia.da.informao,.pois.est.relacionado.a.uma.intencionalidade.de. quem. deseja. conhecer.. Assim,. de. um. modo. muito. simples,. o.conhecimento. . a. informao. significada. pelo. sujeito.. (SAccOL;.ScHLEMER;.BARBOSA,.2011,.p..8).

    As. pesquisas. e. observaes. de. cursos. de. formao. inicial. e. de.formao. continuada. mostram. que. muitos. formadores. de. professores.pensam. estar. trabalhando. com. o. conhecimento. promovendo. o.aprofundamento. da. aprendizagem. de. seus. alunos,. mas. na. realidade.trabalham.com.a.reproduo.da.informao.que.,.em.geral,.assimilada.por.inrcia,.pelos.cursistas,.mas.que.no.se.entrelaa.com.saberes.existentes.ou.com.a.prtica.vivida,.no.cria.vnculos.e,.portanto,.no.tem.sentido.nem.significado.para.o.desenvolvimento.profissional.daquele.cursista..insiste-se,. neste. ponto,. pois. . necessrio. se. criar. um. diferencial. na. formao.continuada.de.professores. em. servio.para.que. eles.possam. ser. efetivos,.eficientes.e.eficazes.no.trato.com.a.diversidade,.com.a.deficincia.e.com.as.necessidades.educativas.especiais.de.seus.educandos.

    Ainda.citando.Saccol,.Schlemer.e.Barbosa.(2011,.P..10),.refora-se.a.necessidade.de.que.os.professores. internalizem.que.a.aprendizagem.. um. processo. interno. particular. do. sujeito. que. acessa. a. informao,.e. resulta. de. um. complexo. entrelaamento. entre. uma. nova. informao.e. o. conhecimento. j. construdo.. Muito. importante,. tambm,. . se.conscientizar.que.a.aprendizagem..um.ato.social.e.que,.nesta.sociedade.de.redes,..fundamental.o.compartilhamento.de.informaes,.conhecimentos.e.ideias..Mais,.ainda,.a.flexibilidade.e.a.abertura.para.a.colaborao.que.implica.o.saber.ouvir,.a.divergncia.e.o.respeito..deciso.consensual..isto.fica,.mais.claro.nas.palavras.esses.autores:

    Aceitar. a. contradio,. o. questionamento,. saber. escutar. e. expor. um.ponto. de. vista. sem. ser. demasiadamente. apegado. a. verdades,. mas.suficientemente.aberto.ao.diferente,.entender.o.outro.como.legtimo.outro.na.interao,.valorizando.o.seu.conhecimento.e.refletindo.sobre.os. resultados. das. interaes. . so. essas. condutas. que. propiciam. o.conhecer..Esse.movimento,.que.reside.na.diversidade,.pode.provocar.novidade,. inovao. e. criatividade.. (SAccOL;. ScHLEMER;.BARBOSA,.2011,.p..10-11).

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    Essa.conduta.proposta.por.esses.autores.no..comum.no.mundo.acadmico,.em.especial.nas.licenciaturas.e.no.curso.de.Pedagogia,.ou.nos.programas.de.ps-graduao.em.Educao..Assim,.ela.no.se.manifesta.nem.nos.cursos.de.formao.inicial.nem.nos.cursos.de.formao.continuada.em.servio..Na.realidade,.constata-se.a.presena.de.pessoas.bem.sucedidas.em.seus.projetos.que.so.convidadas,.por.essa.razo,.para.compartilhar.seus.resultados..No.entanto,.esquece-se.que.de.um.lado.se. tem.o.palestrante.ou. o. coordenador. do. curso,. otimista,. orgulhoso.de. seu. sucesso,.muitas.vezes. consciente.de. suas. fraquezas,.mas. entusiasmado.para. repartir. com.os. demais..Do. outro. lado,. temos. professores. cansados,. desmotivados. e.pressionados.por.um.contexto.que.no.lhes.apresenta.nem.condies.de.trabalho,.nem.esperana.de.melhoria.para.o.futuro,.portanto.descrentes.e.cticos.em.relao.ao.que.iro.escutar..Nessa.interao.que.pode,.com.muito.trabalho. se. tornar. uma. cooperao. momentnea,. mas. raramente. uma.colaborao,.visto.que.esses. cursos. so.curtos,. esses.professores. recebem.informao,. resistem.a. construir. conhecimento,.pois. aquela. informao.que.esto.recebendo.no.faz.sentido.no.seu.contexto;.e,.portanto,.no.h.aprendizagem.significativa.

    Em. seminrios,. congressos,. eventos. para. pesquisadores. e.professores.compromissados.com.seu.desenvolvimento.profissional,.h.um.certo.compartilhamento,.pois.as.pessoas.que.participam.so.diferenciadas..No.entanto,..comum.ouvir.crticas.acirradas.a.determinados.palestrantes.de. pessoas. que,. pertencendo. a. correntes. tericas. diferentes,. no. sabem.escutar,.divergir,.conciliar.ou,.simplesmente,.respeitar.

    Dessa.forma,.o.que.se.prope..uma.quebra.de.paradigma.nos.cursos. de. formao. de. professores. que,. em. geral,. so. ofertados.. Silva.(2009).sugere.a.harmonizao.de.dois.paradigmas:.o.do.crescimento.e.o.da.resoluo.de.problemas6:

    As. funes. do. professor. necessrias. para. o. exerccio. de. uma.educao. inclusiva. ampliam-se.. como. expositor,. o. professor. retoma. os.temas. j. estudados,. contextualiza. o. conhecimento. e. articula-o. com.os. j.trabalhados.para.que.os. alunos.possam. se. aprofundar. e. sintetiza.no.final.

    6..Santos.escreveu.o.paradigma.de.soluo.de.problemas.por.apontar.a.docente.como.um.conjunto.de.novas.situaes.e,.por.extenso,.sujeita..ocorrncia.de.fatos.inusitados.e.no.repetitivos.que.possivelmente.no.foram.abarcados.na.formao.inicial.dos.professores..(SANtOS,.2010,.p..7).

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    dcada. unidade. temtica,. criando. ncoras. para. novas. unidades.. como.orientador,. o. professor. sugere. rotas. de. aprendizagem. a. seus. alunos. e. os.acompanha.para.intervir.nos.momentos.necessrios..como.referncia,.isto.,.como.aquele.que.j.se.aprofundou.naquela.temtica,.o.professore.estimula.a.autonomia.e.apoia.os.alunos.em.sua.jornada..como.avaliador,.o.professor.acompanha.os.alunos,.verificando.seus.sucessos,.suas.fraquezas,.seus.limites,.e.oferece-lhes.o.feedback.para.que.superem.suas.deficincias,.limites,.fraquezas.e.avancem.no.seu.desenvolvimento.pessoal,.social.e.profissional.

    Essas.funes.podem.ser.apoiadas.pelas.tecnologias,.permitindo.que.os.alunos.tambm.desempenhem.novas. funes..Assim,.o.professor.como.expositor.pode.utilizar.outras.linguagens.(sonora,.visual,.audiovisual).que.motivam.a.compreenso.dos.alunos.em.sua.diversidade.de.estilos.de.aprendizagem..Para.os. alunos. com.deficincias,.por. terem. limitao.em.uma.determinada.linguagem,.essas.tecnologias.podem.abrir.a.possibilidade.de. compreenso,. como.por. exemplo,. apresentao. em.PowerPoint. com.texto.e.imagem,.com.um.artefato.que.permite.que.o.aluno.cego.possa.ter.a.descrio.dos.elementos.visuais.presentes.na.apresentao..A.ampliao.dos.caracteres.ou.artefatos.de.comunicao.alternativa.aumentada,.como.teclados. conceituais. abrem. possibilidades. antes. no. imaginadas. para. a.comunicao.e.a.aprendizagem.de.alunos.com.mltiplas.deficincias..As.tecnologias. de. informao. e. de. comunicao. como. tais. ou. na. funo.assistiva,.possibilitam.que.os.alunos.desempenhem.a.funo.de.expositor,.eles. tambm,. utilizando. diferentes. linguagens,. potencializando. seus.talentos.e.aumentando.sua.autoestima.

    Os. alunos. podem. desempenhar. a. funo. de. explorador,. j.desempenhada. pelo. professor. como.pesquisador. de. sua. prpria. prtica,.por. exemplo,. criando.desvios.nas. rotas.de. aprendizagem. indicadas.pelo.professor..Esses.desvios.podem.ser.resultantes.de.um.projeto.de.pesquisa.

    Muitos. alunos. apresentam. uma. natureza. criativa,. outros.inovadora.e.muitos.podem.se.tornar.autores.se.estimulados.a.compartilhar.o.que.sabem..As.tecnologias.de.informao.e.de.comunicao.possibilitam.a. emergncia. das. caractersticas. criativas,. inovadores. e. de. autoria,. na.atualidade,.as.tecnologias.digitais.ampliam.essas.possibilidades.de.maneira.exponencial..Essas.mesmas.tecnologias.ampliam,.tambm,.as.possibilidades.da.avaliao.contnua.com.retorno.para.o.processo.de.aprendizagem.quase.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    imediato..tanto.o.professor.pode.programar.seu.feedback.para.um.retorno.imediato.ou.para.um.tempo.muito.menor,.quanto.pode.indicar.aos.alunos.novas.rotas.para.reviso.e.aprofundamento.

    O.programa.de.formao.de.professores.para.uma.aprendizagem.significativa. e. emancipadora.mediada. pelas. tecnologias. assistivas. precisa.concretizar.uma.metodologia.que.requeira.do.professor.a.prtica.inclusiva..Quando.o.professor.formador.exerce.uma.prtica.de.incluso,.tolerncia,.respeito. e. solidariedade. os. futuros. professores. (formao. inicial). ou. os.professores. em. exerccio. (formao. continuada). sentem-se. instigados. a.incorporarem.essa.prtica..O.desenvolvimento.da.autonomia.do.aluno.nas.atividades.escolares,.no.uso.de. suas.potencialidades,.no.exerccio.de. sua.cidadania.deve.ser.objetivo.no.s.na.educao.de.alunos.com.necessidades.especiais,.mas.de.alunos.em.todos.os.nveis.e.modalidades,.respeitando.as.suas.particularidades.

    Para. que. os. professores. possam. investigar,. planejar,. executar.e. avaliar. seu. projeto. disciplinar. . necessrio. que. tenham. conhecimento.do.contexto.no.qual.esto.trabalhando..Parece.bvia,.esta.afirmao;.no.entanto,.nas.condies.reais.em.que.se.encontram.os.professores.nas.escolas.da.educao.bsica.no.Brasil,.nem.sempre,.a.obviedade.se.concretiza.

    Se.os.professores.conhecem.a.comunidade.escolar,.a.infraestrutura.fsica.da.instituio,.os.suportes.tecnolgicos.disponibilizados,.a.poltica.de.utilizao.dos.equipamentos,.podem.planejar.sua.utilizao.em.seus.planos.de.aula,.na.sua.prtica.pedaggica.e.nas.atividades.de.aprendizagem.dos.alunos..No.inventrio.dessa.estrutura,.os.professores.podem,.em.grupos,.discutir. a. aplicao. dos. diferentes. suportes. tecnolgicos,. de. diferentes.mdias.e.linguagens.durante.o.seu.trabalho.docente.

    Outro. elemento. fundamental. . o. conhecimento. dos. alunos,.inclusive.suas.limitaes,.suas.competncias.e.um.pouco.de.histria.de.vida..Dessa.forma,.os.professores.podero.articular.as.necessidades.individuais.e.coletivas.s.disponibilidades.da.instituio.e.desenvolver,.inclusive,.uma.utilizao. colaborativa,. quebrando. barreiras. e. construindo. valores. de.tolerncia,.solidariedade.e.respeito.

    Quando.os.professores.passam.a.trabalhar.em.conjunto,.isto.,.a.colaborarem.uns.com.os.outros,.descobrem.que.suas.angstias.so.tambm.

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    118

    as.angstias.de.outros.e.que,.quando.as.compartilham,.algumas.solues.ficam.evidentes;.em.algumas.situaes,.unem-se.para.buscarem.solues.ou.novas.alternativas.em.conjunto;.ou,.pelo.menos,.tm.uns.a.solidariedade.dos.outros.para.buscarem.a.soluo.

    A.atitude.pr-ativa.diante.dos.problemas,.limitaes,.e.deficincias.dos.alunos.cria.um.ambiente.de.nimo,.entusiasmo.e.realizao.que..compartilhado.pelos.alunos.e.que.pode,.por.sua.vez,.gerar.a.pr-ao.dos.alunos.

    Sintetizando,. pode-se. estabelecer,. como. Silva. (2009). indica,.faz-se. necessrio. identificar. as. necessidades. especiais,. a. organizao. do.trabalho.pedaggico.objetivando.atender.os.alunos.daquela.comunidade.escolar;.avaliao.dos.alunos.(inicial.e.em.processo).articulao.com.outros.professores. e. profissionais. da. Sade;. planejamento. da. aula;. escolha. de.materiais,.suportes.tecnolgicos.e.linguagens.diferenciadas,.gerenciamento.do. tempo;. orientao. e. acompanhamento. dos. alunos;. adaptao. e.adequao.curricular..Mas,.vai-se.alm.do.que.Silva.sugere.quando.destaca.a.funo.de.preparar.a.transio.dos.alunos.com.necessidades.educativas.especiais.para.a.vida.ativa..Esta.deve.ser.uma.funo.do.professor.aplicvel.a.todos.os.alunos,.reiterando-se.que.a.educao.escolar.tem.a.trplice.funo.de.preparar.as.pessoas.para.que.sejam.capazes.de.ter.autonomia.para.seu.desenvolvimento.pessoal,.social.e.profissional.

    considerAes finAis

    Finaliza-se. esta. reflexo. deixando. algumas. questes. para. que. a.comunidade.docente.discuta.e.algumas.sugestes.de.pesquisa.que.possam.instigar.os.professores. a. investigar. sua.prpria.prtica. em.uma.pesquisa.colaborativa.

    Entre.as.mltiplas.questes.que.so.levantadas.por.professores.e.gestores.nos.eventos.da.rea,.propem-se,.as.seguintes.para.reflexo:

    . Se.o.professor.no.compreende.e.no.sabe.reelaborar.as.informaes.em.novo.conhecimento.como.vai.orientar.os.alunos.para.faz-lo?

    . Se.o.professor.no.usa.as.suas.funes.cognitivas.superiores.(anlise,.sntese,.avaliao).no.trabalho.com.o.aluno.como.poder.ajud-lo.a.desenvolver.as.suas?

  • 119

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    . Se.o.professor.no.l,.no.pesquisa,.no.acessa.a.Web,.no.participa.de.uma.comunidade.de.prtica.como.vai.orientar.os.alunos.para.faz-lo?

    . Se.os.professores.no.formam.uma.rede.colaborativa.no.trabalho.como.poder.esperar.que.os.alunos.trabalhem.em.equipes.colaborativas?

    como. sugestes. para. pesquisa,. indica-se. a. pesquisa-ao.colaborativa7.que.supe.a.participao.do.pesquisador.com.a.comunidade.a. ser. pesquisada,. elaborando. as. questes. de. pesquisa,. os. objetivos. e. a.metodologia.de.forma.conjunta..

    ibiapina.(2010).enfatiza.a.importncia.da.pesquisa.colaborativa.para.o.desenvolvimento.profissional.dos.professores:

    [...].a.Pesquisa.colaborativa.em.contextos.educacionais,.apresenta-se.como.possibilidade.a.negociao.e.tomadas.de.decises.em.conjunto.dos. colaboradores. a. partir. da. compreenso. da. prtica. com. a. teoria,.suscitando. transformao. de. contextos,. bem. como. das. formas. de.ensinar/aprender. e. desenvolver. dos. indivduos. envolvidos.. Ou. seja,.o. poder. docente. em. interpretar. o. saber,. o. saber-fazer,. saber-ser..(iBiAPiNA,.2010,.p..10).

    indica-se.no.s.a.pesquisa.com.professores.que.j.tm.em.suas.salas.de.aula.alunos.com.deficincias,.mas.tambm,.professores.que.tm.alunos.de.culturas.diferentes.(migrantes.brasileiros.ou.imigrantes.estrangeiros),.alunos.de.escolas.de.EJA8.,.professores.que.atuam.nas.escolas.do.campo.com.uma.srie.de.necessidades.em.diferentes.dimenses.e. inclusive.com.relao.aos.alunos. em. situao.de.deficincia;. alunos.filhos.de.pais. recm. separados,.idosos.que.finalizam.o.ensino.mdio.e.frequentam.a.educao.superior;.e.outras.situaes.que.esto.distantes.das.caractersticas.da.sala.de.regular..

    refernciAsALBUQERQUE,.Ednea.Rodrigues..Incluso de alunos com deficincia nas representaes sociais de suas professoras..2007..180.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao),.Universidade.Federal.de.Pernambuco,.Recife,.2007..

    7..Sugesto.de.leitura.de.aprofundamento:.ibiapina,.Ivana Maria Lopes de Melo..Pesquisa.colaborativa:.investigao,.formao.e.produo.de.conhecimentos..Braslia:.Liber.Livros,.2008.8..EJA.Educao.de.Jovens.e.Adultos.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    120

    ANDR,.Marli.et.al..Estado.da.Arte.da.Formao.de.Professores.no.Brasil..Educao & Sociedade,.So.Paulo,.v..20,.n..68,.p..301-309,.dez..1999..Disponvel.em:...BONiNO,. Rachel.. cotas. da. discrdia. -. instituies. de. ensino. superior. batalham.para. conseguir. a.mudana. na. base. de. clculo. da. Lei. de.cotas. para. a. contratao. de.deficientes.Revista Ensino Superior,.So.Paulo,.n..97,.out..2006..Disponvel.em:...Acesso.em:.29.dez..2010..BRASiL..Lei.n.9.394,.de.20.de.dezembro.de.1996..Dirio Oficial [da] Unio,.Braslia,.DF,. 23. dez.. 1996..Disponvel. em:. ..Acesso.em:.dia.ms.abreviado.ano... DUK,. cyntia.. Educar para a diversidade:. material. de. formao. docente.. Braslia:.MEc. SEESP,. 2006.. Disponvel. em:. ..DURHAM,.Eunice.R..A formao de professores iniciais do Ensino Fundamental e para a Educao Infantil.. ano.. Disponvel. em:. ..Acesso.em:.dia.ms.abreviado.ano..iBiAPiNA,.ivana.Maria.Lopes.de.Melo. Pesquisa colaborativa: investigao,.formao.e.produo.de.conhecimentos..Braslia,.DF:.LiberLivros,.2008.MANZiNi,. Eduardo. Jos;. DELiBERAtO,. Dbora.. Portal de ajudas tcnicas para educao:.recursos.para.a.comunicao.alternativa..Braslia:.MEc,.SEESP,.2004..v..2.NUNES,.Miriam.Abreu.Alencar;.iBiAPiNA,.ivana.Maria.Lopes.de.Melo..Uma.pesquisa.colaborativa.de.prticas.pedaggicas.direcionadas.a.adolescentes.privados.de. liberdade..in:.ENcONtRO.DE.PESQUiSA.EM.EDUcAO.DA.UFPi,.6., data.de.realizao,.cidade. de. realizao..Anais Disponvel. em: ..Acesso.em:.20.jan..2011..SAccOL,.Amarolinda;.ScHLEMER,.Eliane;.BARBOSA,.Jorge..M-learning e u-learning:.novas.perspectivas.de.aprendizagem.mvel.e.ubqua..So.Paulo:.Pearson,.2011.SANtOS,.Valdeci. Luiz. Fontoura. dos.. Formao. contnua. em. servio:. da. construo.crtica. de. um. conceito. . reconcepo. da. profisso. docente.. Interface da Educao,.Paranaba,.v..1,.n..1,.p..5-19,.2010..Disponvel.em:...Acesso.em:.20.jan..2011.SiLVA,.Maria.Odete.Emygdio..incluso.e.formao.docente..Eccos Revista Cientfica,.So.Paulo,.v..10,.n..2,.p..479-498,.jul./dez..2008..Disponvel.em:..SUMi,. Eliana. casnok..Das singularidades: representaes. sociais. dos. professores. de. alunos.com.necessidades.educacionais.especiais.no.ensino.regular..2007..?.f..Dissertao..(Mestrado.em.Educao),..Universidade.tuiuti.do.Paran,.curitiba,..2007.WAJSKOP,.Gisela.(cons.)..A formao e a iniciao profissional do professor e as implicaes sobre a qualidade do ensino..So.Paulo:.Fundao.SM,.2009.

  • 121

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    conStruo de AmbienteS digitAiS de AprendizAgem: contribuieS pArA A formAo do profeSSor

    Klaus Schlnzen Junior

    1 introduo

    Ao.iniciarmos.este.texto,.cuja.proposta..discutir.a.presena.das.tecnologias.de.informao.e.comunicao.(tic).no.contexto.educacional.inclusivo,.a.questo.que.comparece.:.formamos.professores.para.o.uso.das.tic.no.contexto.educacional.inclusivo?.A.resposta.para.esta.pergunta.no.encontra.respaldo.nos.cursos.de.formao.inicial.de.professores,.embora.encontramos.iniciativas.em.cursos.de.formao.continuada,.muitas.delas.com.o.apoio.dos.rgos.pblicos.competentes.

    considerando. a. relao. entre. tic. e. educao. inclusiva,.podemos.encontrar.uma.outra.pergunta:.o.que.h.de.comum.entre.tic.e.Educao.inclusiva?.Para.responder,..importante.dizer.que.tecnologia.e. incluso. estabelecem.um.dilogo. favorvel. para. avanos. educacionais,.pois.representam.elementos.catalisadores.de.mudanas.na.escola..tanto.as.

  • 122

    tecnologias,.como.a.construo.de.uma.escola.inclusiva.representam.fatores.que.provocam.desequilbrios.entre.todos.os.agentes.do.contexto.escolar,.principalmente.entre.professores,.gestores.e.seu.corpo.administrativo.

    O.estabelecimento.de.fatores.desencadeadores.de.transformaes.na. escola. encontram. reflexos. diretos. no. processo. de. formao. dos.professores,.pois.colocam.em.destaque.as.suas.deficincias..O.que.faremos.com.a.tecnologia.na.escola.e.os.movimentos.inclusivos.que.caracterizam.uma.sociedade.contempornea.mais.justa.e.igualitria?

    A.incluso..entendida.aqui.como.o.processo.por.meio.do.qual.a.escola.e.a.sociedade.buscam.valorizar.as.diferenas.das.pessoas,.reconhecendo.suas.habilidades,.reestruturando.a.sua.organizao.e.utilizando.diferentes.recursos.para.o.afloramento.de.potencialidades..Por.sua.vez,.esses.recursos.representados.pelas.tic.potencializam.e.favorecem.a.incluso..Entretanto,.os.professores.que.no.so.formados.para.esse.cenrios,.questionam:.mas.como.usar.esses.recursos.em.ambientes.de.aprendizagem?

    Segundo.Moraes.e.Valente.(2008),.a.construo.do.conhecimento.depende. do. que. somos. capazes. de. ver,. de. perceber,. de. interpretar,. de.construir,.de.desconstruir,.e.reconstruir.o.conhecimento.como.a.realidade..Portanto,. se. o. processo. de. formao. de. professores. no. contempla. essa.percepo,.essa.interpretao,.essa.construo.e.(de).reconstruo,.como.podemos.esperar.que.a.escola.utilize.as.tic.para.o.favorecimento.de.uma.escola.verdadeiramente.inclusiva?

    A.formao.inicial.do.professor..o.elemento.chave.e.estratgico.para.a.construo,.inovao.e.melhora.da.qualidade.de.qualquer.contexto.educacional.inclusivo.

    O. papel. do. professor. e. a. sua. redefinio,. devem. ampliar. suas.competncias.para.lidar.com.as.transformaes.da.cincia.e.da.tecnologia..Esses.so.um.dos.grandes.desafios.a.serem.superados,.associados.a.capacidade.de. planejar. e. desenvolver. no. alunado. as. competncias. relacionadas. a.uma. cultura. audiovisual,. digital. e. inclusiva. que. assegurem.um.nvel. de.alfabetizao. digital. e. de. cultura. inclusiva.. Alm.disso,. saber. integrar. e.usar.pedagogicamente. as.tic.em. sua.prtica.profissional,.de.maneira. a.impregn-la.em.suas.aes.docentes,.da.mesma.forma.como.as.tecnologias.esto.impregnadas.em.nosso.cotidiano.

  • 123

    As. tic. supem. uma. particular. linguagem. ou. um. sistema. de.representao.diferente.daquele.que.o.professor.est.habituado..como.toda.linguagem,.ela.se.adquire.por.meio.do.uso.em.situaes.sociais,.mediante.a.tarefas.dirigidas.a.metas.(cOLL;.MONEREO,.2008)..Diante.da.distncia.que. existe. entre. o. que. o. futuro. professor. supostamente. aprende. na. sua.formao.docente. relacionada. ao.uso.das.tic,.percebe-se. as. dificuldades.que.este.futuro.professor.ter.quando.em.ao.profissional.nas.escolas..Uma.vez.que.estar.diante.de.um.grupo.de.alunos.que.aguarda.por.conhecimento.a. ser. construdo. individualmente. e. coletivamente.por.meio.de. estratgias.pedaggicas. que. consideram. o. contexto. e. prticas. sociais. e. que. usam. a.tecnologia.na.sua.vida.cotidiana..infelizmente,.a.linguagem.das.tic.lhe..praticamente.desconhecida.no.seu.uso.pedaggico.e/ou.negada.na.formao.inicial..A.pergunta.que.fica.:.como.este.futuro.professor.poder.estabelecer.um.uso.adequado.das.tecnologias.na.escola.se.em.seu.processo.de.formao.no.encontra.subsdios.tericos.e.prticos.para.suas.atuao.docente?

    O.que. se. identifica. tambm.como.grave. .que. este. cenrio.no..peculiar.de.pases. com.condies. socioeconmicas. ruins..A. situao.de.formao.do.professor.e.os.resultados.que.ela.gera.quanto.ao.uso.das.tic.na.educao.so.muito.semelhantes.nos.EUA,.na.Sucia,.na.Dinamarca,.na.Finlndia,.na.Noruega,.no.canad,.entre.outros.(cOLL;.MONEREO,.2008)..Em.todos.se.observa.o.uso.perifrico.das.tic..Em.pases.iberoamericanos,.por.exemplo,.a.situao..a.mesma,.diferindo.apenas.das.condies.menos.privilegiadas.de.tecnologia.e.de.conexo.a.rede.mundial.internet.

    O.outro.argumento.muito.utilizado.por.professores..de.que.a.tecnologia.est.ainda.muito.distante.da.escola,.principalmente.em.pases.com. condies. socioeconmicas. e. polticas. menos. favorecidas.. Este.fundamento.no.se.sustenta.diante.dos.constantes.avanos.tecnolgicos,.frente.a.uma.sociedade.cada.vez.mais.em.rede,.na.qual.percebemos.um.forte.movimento.de. integrao.de.mdias..O.maior. exemplo. integrador.encontramos.com.a.disseminao.de.telefones.celulares.em.camadas.mais.populares..considerando-se.o.barateamento.dos. custos.de. conexo. e.os.recursos. de. computao. mvel,. cada. aluno. em. um. futuro. no. muito.distante.ter.um.computador.conectado.a.rede.internet.e.de.uso.pessoal..Portanto,.o.panorama.se.apresenta.preocupante.diante.da.situao.que.se.

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    124

    encontra.o.professorado.frente.a.sua.formao.e.as.perspectivas.de.uso.das.tic.na.escola.

    Por.sua.vez,.a.incorporao.das.tic.em.sala.de.aula.no..em.si.mesma.um.fator.de.transformao.e.inovao.das.prticas.educativas,.mas.as.experincias.vivenciadas.atualmente.tornam.evidente.a.prtica.inadequada.do.professor..Assim,.destaca-se.a.importncia.de.rever.o.processo.formativo.do.professorado.para.que.haja.uma.mudana.no.uso.das.tic.em.contextos.escolares.principalmente.inclusivos,.para.um.aprendizado.condizente.aos.novos.tempos.

    Para.Sigals.(2008),.os.professores.tendem.a.fazer.uso.das.tic.de. acordo. com. sua. concepo. e. pensamento. pedaggico. e. sua. viso.do.processo.de. ensino.e. aprendizagem,.com.ou. sem.o.uso.dos. recursos.tecnolgicos..Neste.caso,.em.relao.ao.uso.das.tic,.a.preocupao.que.apresentamos. . pertinente,. dedicada. a. uma. necessidade. emergencial. de.repensarmos. o.processo.de. formao.de.professores..A. responsabilidade.por.este.processo.deficitrio.recai.em.sua.grande.maioria.s.instituies.de.ensino.superior.que.admitem.que..preciso.estabelecer.mudanas,.porm.poucas.conseguem.realiza-las.frente.a.um.currculo.tradicional.e.fortemente.terico,.a.um.corpo.docente.de.ensino.superior.resistente.as.tecnologias.e.a.uma.estrutura.acadmica.e.de.espao.desfavorvel.

    Estamos.muito.longe.das.competncias.estabelecidas.pela.Unesco,.(2008):

    -.. competncias.instrumentais.informticas.e.inclusivas;-.. competncias.para.o.uso.didtico.da.tecnologia;-.. competncia.para.docncia.virtual;-.. competncia.sociocultural;-.. competncias.comunicacionais.por.meio.das.tic.

    Elas.indicam.que..preciso.melhorar.a.prtica.docente.em.todas.as. reas.de. seu.desempenho.profissional,. combinando.competncias. em.tic. com. inovaes. pedaggicas,. planejamento. escolar. e. organizao.dos. ambientes. de. aprendizagem..Estas. competncias. visam.melhorar. as.estratgias.de.ensino.e.transformar.o.professor.em.um.lder.de.inovao.

  • 125

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    dentro.de. suas. respectivas. instituies. e,.por. consequncia,.um.docente.que.busca.uma.escola.mais.inclusiva.e,.por.sua.vez,.mais.justa..

    Diante.desse.cenrio,.como.podemos.encontrar.solues.que.vo.ao. encontro. do. desenvolvimento. das. competncias. indicadas. acima?. A.resposta.para.essa.questo.pode.ser.encontrada.nas.mudanas.no.processo.de. formao. inicial. de. professores. e. na. construo. de. ambientes. de.aprendizagem.que.utilizem.os.recursos.digitais.disponveis.

    2 construo de AmBientes digitAis de AprendizAgem

    No. atual. contexto. escolar. brasileiro. e. mundial,. diante. do.desinteresse.dos.educadores.e.de.sua.formao.inicial.deficitria,..premente.buscarmos. alternativas. pedaggicas. que. os. auxiliem. no. processo. de.ensino/aprendizagem.de.forma.a.construrem.ambientes.de.aprendizagem.contextualizados. e. significativos. (ScHLNZEN,. 2000;. ALMEiDA,.2001),.em.uma.sociedade.inclusiva.

    .De.acordo.com.Valente.(2002).e.Schlnzen.(2000).a.informtica.pode. ser. um. recurso. auxiliar. para. a.melhoria. do. processo. de. ensino. e.aprendizagem,.onde.o.foco.da.educao.passa.a.ser.o.aluno,.construtor.de.novos. conhecimentos,. em. um. ambiente. contextualizado. e. significativo..Esse.ambiente.precisa.despertar.o.interesse.do.aluno.e.motiv-lo.a.explorar,.a.pesquisar,. a.descrever,. a. refletir. a.depurar. as. suas. ideias..tal. ambiente.propicia. a. resoluo. de. problemas. que. nascem. em. sala. de. aula. e. cujos.alunos,.juntamente.com.o.professor,.decidem.desenvolver,.com.auxlio.das.tic,.atividades.e/ou.projetos.que.fazem.parte.de.sua.vivncia.e.contexto.(ScHLNZEN,.2000).

    Para.atender.essas.demandas,.em.2001.o.Ministrio.da.Educao.(MEc). do. Brasil. criou. o. projeto. Rede. interativa. Virtual. de. Educao.(RiVED). com. o. objetivo. de. criar. materiais. digitais. e. disponibiliz-los.em.um.repositrio,.para.serem.utilizados.pelos.professores.nas.escolas.da.rede.pblica..Assim,.esse.projeto.utiliza.Objetos.de.Aprendizagem.(OA).como.ferramentas.acessveis.e.potencializadoras.na.criao.de.ambientes.de. aprendizagem. via.Web.. Por.OA. consideramos. a. definio. de.Wiley.(2001),.ou.seja,.qualquer.recurso.digital.que.pode.ser.reusado.para.assistir.a.aprendizagem.

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    126

    Foi. por. meio. deste. projeto. que. se. constituiu. uma. equipe. de.pesquisadores. e. alunos. de. graduao. e. ps-graduao. na. Fct/Unesp,.sendo.preferencialmente. alunos.dos. cursos.de.Licenciatura. e.da. rea.de.computao..Desde. 2004. construmos.OA. analisando. . interface. e. as.dificuldades.encontradas.para.cumprir.com.os.objetivos.estruturados.no.design.pedaggico,.assim.como.apontar.resultados.obtidos.pela.aplicao.dos.OA.em.contextos.reais,.basicamente.em.escolas.pblicas;.em.atividades.acadmicas. de. formao. de. professores;. e. no. projeto. para. incluso. de.pessoas.deficientes.em.contextos.escolares.e.sociais.

    O.grupo.da.Fct/Unesp.incluiu.no.desenvolvimento.dos.objetos.um. importante. diferencial. com. a. preocupao. com. a. acessibilidade,.pautados.nos.dados.apontam.que.cerca.de.10%.da.populao.mundial..formada.por.pessoas.com.algum.tipo.de.necessidade.especial..No.Brasil,.entretanto,.esse.nmero..um.pouco.maior,.chegando.a.aproximadamente.14%.(iBGE,.2000)..

    Os. dados. se. tornaram. mais. do. que. uma. motivao. para. os.cuidado.na.produo.de.um.OA.acessvel,.com.graus.de.flexibilidade,.ou.seja,.com.a.capacidade.de.adaptao.s.necessidades.de.cada.aprendiz.que,.segundo.Valente.(1999),.minimizam.as.dificuldades.que.estes.possam.ter.para.a.realizao.de.suas.atividades.escolares.e.sociais.

    Embora.conscientes.da.importncia.dos.recursos.de.acessibilidade,.ao.desenvolvermos.os.objetos.ainda.percebemos.uma.srie.de.complicadores.tcnicos.e.de.carter.cultural.e.social..Uma.importante.iniciativa.tomada.para. padres. de. acessibilidade. na. internet. . a. WAi. (Web Accessibility Initiative).da.W3c9.(World Wide Web Consortium),.que.organiza.diversos.padres.para.a.internet.(tANAKA,.2004).

    A.WAi. define. 14. padres. de. recomendaes. de. acessibilidade.que. devem. ser. seguidos. para. se. obter. um. ambiente. digital. de. contedo.acessvel..Estes.padres.descrevem.os.cuidados.necessrios.para.todo.tipo.de.necessidade.especial.que.uma.pessoa.possa.ter.e.podem.ser.sintetizados.nas.seguintes.caractersticas:.fornecer.textos.equivalentes.sobre.animaes,.clipes.de.filme,.botes,.banners;. controlar. a.ordem.da. leitura;. fornecer. controle.

    9..A.W3c..uma.organizao.que.define.padres.de.desenvolvimento.para.contedos.na.internet.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    sobre. animaes;. fornecer. legendas;. fornecer. controle. sobre.o.udio;.usar.cores.com.moderao;.dar.suporte.a.usurios.com.dificuldades.de.viso.

    cabe. destacar. que. nos. objetos. desenvolvidos. pelo. grupo. da.Fct/Unesp.procuramos.implementar.todos.os.padres.de.acessibilidade.indicados,.tambm.pautados.na.idia.de.que.o.objeto..e.deve.ser.o.mesmo.utilizado. tanto. por. alunos. considerados. normais,. bem. como,. os. com.alguma. necessidade. especial,. concepo. fundamentada. no. conceito. de.escola.inclusiva,.de.qualidade.para.todos.(PELLANDA;.ScHLNZEN;.ScHLNZEN,. 2005).. Esta. concepo. vai. ao. encontro. do. que. afirma.Quintana.(2004).quanto.ao.entendimento.sobre.a.valorizao.da.diferena,.como.oferecer.meios.a.todo.aluno,.no.unicamente.quele.com.algum.tipo.de.necessidade,.dificuldade.ou.deficincia.explcita.

    Portanto,. . importante. construirmos. ambientes. digitais. de.aprendizagem.com.a.criao.de.atividades.educativas.abertas.ou.semiabertas.e,.portanto,.modificveis,.configurveis.e.contextualizadas..Nosso.grupo.de.pesquisadores.tem.trabalhado.sob.esta.concepo.nos.ltimos.dois.anos.e.construdo.OA.com.estas.caractersticas,.alguns.com.forte.embasamento.em.perspectivas. pedaggicas,. outros. com. recursos. de. auto-configurao.para. atender. a. adequao.dos. ambientes. a.necessidades. e. contextos.dos.alunos,.bem.como,.com.abordagens.pedaggicas.inovadoras..

    2.1 oBjetos com ABordAgens pedAggicAs diferenciAdAs

    As. atividades. de. investigao. do. grupo. de. pesquisadores. da.Fct/Unesp.para.o.projeto.RiVED.(LiMA.et.al,.2007).pautaram-se.em.criar.ambientes.digitais.de.aprendizagem.com.vistas..mudana.na.forma.de.conceber.o.ensino.e. a. aprendizagem,.utilizando.as. tecnologias. como.potencializadoras.desse.processo..Assim,.esta.tecnologia.pode.ser.usada.na.criao.de.um.processo.educacional.melhor,.mais.inclusivo,.possibilitando.as.habilidades. individuais. e. oportunizando. a. construo.de.um.mundo.que.d.um.sentido.maior.para.a.vida.

    com. esta. perspectiva,. a. produo. e. a. disponibilizao. de.OA. permitiro. ao. professor. maiores. condies. de. escolha,. definindo.e. encontrando. recursos. para. transformar. sua. prtica. pedaggica,.enriquecendo.os.ambientes.de.aprendizagem.nas.escolas.brasileiras.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    128

    Assim,. acreditamos. na. integrao. das. mdias. digitais,. na.cooperao,.no.dilogo.e.na.articulao.curricular.pela.implementao.de.uma.rede.digital.de.compartilhamento.de.objetos.de.aprendizagem.que,.pela.proposta.de.concepo.definida.no.projeto.RiVED,.abarca.vivncias.e. experincias. na. formao. de. educadores. e. que. englobam. no. apenas.as. dimenses. cognitivas,. mas. principalmente. a. disseminao. de. uma.conscincia.social,.ambiental,.multidisciplinar.e.inclusiva..

    Acreditamos.nos. benefcios. que. os.OA. trazem,. pois. . baseado.no. sucesso. das. experincias. j. vivenciadas. pelos. pesquisadores. e.fundamentalmente. pautada. em. uma. abordagem. construcionista,.contextualizada.e.Significativa. (ScHLNZEN,.2000),.dando.espao.a.incluso.digital.e.social.

    Os.OA.propostos.configuram-se.como.instrumentos.pedaggicos.capazes.de.contribuir.na.compreenso.dos.conceitos.a.serem.trabalhados.e. desenvolvidos,. j. que. eles. possibilitam. a. construo. dos. significados.e. conhecimentos. inter-relacionando. a. teoria. e. a. prtica.. Permitindo. a.utilizao.dos.conhecimentos.prvios.do.aluno,.unindo.e.se.reestruturando.com. os. conhecimentos. propostos. no.OA. em. atividades. individuais. ou.colaborativas..Sendo.assim.o.professor.tem.um.importante.papel,.no.qual,.ao. utilizar. esse.material,. contribuir. com. o. aprimoramento. do. sistema.educativo,.incentivando.a.pesquisa.e.a.construo.de.novos.conhecimentos.para.a.melhoria.da.qualidade,.equidade.e.eficincia.dos.sistemas.pblicos.

    2.2 oBjetos Auto-configurveis

    A. produo. de. ambientes. digitais. com. uma. conscincia. da.importncia.dos.recursos.de.acessibilidade..uma.das.intenes.mantidas.permanentemente.pelo.grupo.de.nossos.pesquisadores..

    Diante. dos. pressupostos. j. apresentados,. os. OA. produzidos.por. nossa. equipe. esto. estruturados. de. forma. ldica,. com. recursos.multimiditicos. por.meio. dos. quais. se. pretende. abordar. conceitos. que.apontam.dificuldades.de.aprendizagem..

    Neste. cenrio,. a. estratgia. de. desenvolvimento. de. ambientes.digitais.pode.permitir.que.sejam.criadas.comunidades.de.usurios.envolvidos.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    em.uma.aprendizagem.que.parte.do.contexto.e.das.experincias.de.cada.um,.onde.os.conceitos.possam.ser.vividos,.formalizados.e.aprendidos.de.maneira. globalizada,. com. a. qual. so. criados. desafios. e. situaes. para. a.soluo.de.problemas...Entretanto,.o.uso.de.vrias.mdias.nos.ambientes.de. aprendizagem. atuais. leva. ainda. ao. emprego.de. softwares. impessoais,.com.uma.configurao.nica.para.todo.usurio..Este.cenrio..ainda.mais.restritivo.para.alguns.usurios.especiais,.como.as.pessoas.com.deficincia,.que.requerem.elementos.concretos.para.uma.aplicao.interativa.adequada..A.personalizao.de.um.ambiente.digital. .por. exemplo,. com. fotos.do.ambiente. familiar. do. usurio. . transforma. este. instrumento. em. algo.mais.fortemente.acoplado.ao.seu.contexto..Este..apenas.um.exemplo.de.personalizao..

    temos. trabalhado. no. desenvolvimento. de. experincias. de.construo. de. software. educacional. auto-configurvel,. que. identifica.o. usurio. e. personaliza. este. ambiente. de. aprendizagem.. Em. especial,.estamos.nos. reportando. ao.uso.de.Objetos.de.Aprendizagem. (OA).que.incluem. uma. ou. diversas. atividades. pedaggicas. em. formatos. distintos.como.animaes,.simulaes,.vdeos.e.textos,.que.podem.ser.acessadas.em.ambientes.de.aprendizagem.diversos..

    Para.isso,.um.banco.de.dados.de.perfil.de.usurio..implementado,.acessado.remotamente.por.ele.e.que.pode.interagir.a.distncia.com.outros.ambientes..Os.resultados.observados.mostram.que.a.auto-configurao.de.objetos.de.aprendizagem.transforma.a.tecnologia.em.um.ambiente.digital.que.vai.ao.encontro.de.uma.educao.mais.contextualizada,.compartilhada,.inclusiva.e.aculturada.

    Nesta. direo,. o. primeiro.OA. produzido. foi. o. Scrapbook.. No.exemplo. ilustrado. pela. Figura. 1. podemos. observar. que. o. aluno. poder.configur-lo.de.acordo.com.suas.preferncias,.contextos,.cultura..A.ideia.do.objeto.Scrapbook.surgiu.com.o.objetivo.de.decorar.o.lbum.tradicional.de. fotografias. com. retalhos. de. papis. coloridos. (revistas). para. guardar,.alm.de.fotografias,.outras.lembranas.de.momentos.vividos.pelas.pessoas..Assim,.os.principais.objetivos.do.Scrapbook.so:

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    . Possibilitar. ao. aluno. expressar. sua. autoimagem. e. sentimentos. por.meio.da.confeco.de.um.lbum.digital,.composto.por.fotos.reais.ou.personagens,.enfeitados.com.imagens.ou.desenhos;

    . Possibilitar.ao.professor.identificar.a.imagem.que.o.aluno.tem.de.si.e.do.mundo.que.o.cerca,.a.partir.dos.temas.propostos.no.Scrapbooking;

    . Possibilitar. um. conhecimento.mtuo. entre. professor. e. alunos,. bem.como.as.suas.habilidades.e.possibilidades;

    . Facilitar.a.relao.ensino-aprendizagem.entre.pessoas.que.se.conhecem.

    Na.escola,.a.atividade.do.Scrapbook.ou.a.decorao.de.um.lbum.pelo. aluno. pode.melhorar. o. relacionamento. aluno-professor,. tendo. em.vista. a. aprendizagem. pelo. contexto. e. significado..O. Scrapbooking. pode.ser.a.oportunidade.do.aluno.e.do.professor.se.conhecerem.alm.da.escola.e.assim.sentirem-se.mais.prximos..Diante.desta.perspectiva..altamente.recomendvel.que.o.professor.tambm.confeccione.o.seu.prprio.Scrapbook.para.que.o.aluno.conhea-o.melhor..

    A. histria. da. prpria. vida,. contada. atravs. do.Scrapbook,. com.figuras,.observaes,.questionamentos.e.reflexes.individuais,.pode.tornar.evidente.o.que.est.obscuro.no.aluno,.o.que.poder.definir.um.foco.a.ser.conhecido.ou.at.investigado.pelo.professor..

    Figura.1:.Pgina.inicial.do.Scrapbook

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    todos. esses. materiais. digitais. so. catalogados. e. publicados.no. portal. de. contedo. do. Ministrio. da. Educao. e. disponibilizados.gratuitamente. para. a. comunidade. de. professores. que. podem. utiliz-los.em.suas.atividades.docentes..A.proposta.de.portal.de.contedo.a.ser.apresentada.a.seguir,.ilustra.um.caso.interessante.de.um.ambiente.aberto.no.qual.o.professor.pode.encontrar.materiais.digitais,.propor.estratgias.associadas,.ter.um.espao.de.comunicao.e.de.formao.continuada.

    3. portAis de contedo o portAl do professor: um exemplo BrAsileiro

    com.as.experincias.j.vivenciadas.pelo.grupo.de.especialistas.da.Fct/Unesp,.constatamos.que.a.tecnologia..uma.ferramenta.que.poder.ser.usada.como.instrumento.para.facilitar.a.construo.do.conhecimento.do. educando.. Nas. escolas,. o. professor. pode. valer-se. de. informaes.provindas. de. vrias. reas. e. envolver-se. com. diferentes. disciplinas.. Para.tanto,..necessrio.que.o.professor.conhea.os.recursos.oferecidos.pelas.tic,.descobrindo.as. facilidades.que. elas.oferecem.para. transformar.o. ensino..Neste.sentido,.o.Projeto.Portal.do.Professor10,.do.Ministrio.da.Educao.do.Brasil,.vem.subsidiar.aes.que.visam.a.melhoria.do.ensino.nas.escolas,.por.meio.de.um.portal.de.contedos.que..alimentado.por.um.repositrio.de.contedos.digitais.educacionais.denominado.Banco.internacional.de.Objetos.Educacionais.(BiOE)11..O.objetivo..disponibilizar.um.espao.virtual.de.encontro.para.professores.de.todas.as.etapas.da.educao.bsica.. educao. infantil. e. ensinos. fundamental. e. mdio,. no. qual. podero.encontrar.no.portal.inovaes.e.estratgias.na.forma.de.ensinar,.alm.de.idias.e.experincias.de.como.integrar.as.novas.tecnologias12.

    Alm.de.um.portal. com.diversas. informaes. disponveis. para.o. professor. e. para. os. alunos,. o. Portal. oferece. ferramentas. para. que. o.professor.possa.elaborar.propostas.de.atividades.(aulas).com.o.uso.ou.no.das.tecnologias..com.isso,.ele.disponibiliza.para.a.comunidade.docente.um.

    10.http://portaldoprofessor.mec.gov.br/11.http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/12.carmem.Prata,.coordenadora.do.Projeto.Portal.do.Professor.

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    conjunto.de.propostas.que.podero.ser.re-utilizadas.por.outro.professor,.ou.modificadas.e/ou.adaptadas.para.outros.contextos.e.metodologias.

    Para. cada. nova. proposta. de. atividade,. um. comit. cientfico.definido. pelo.Ministrio. realiza. uma. avaliao. e,. caso. esteja. de. acordo.com.os.parmetros.de.qualidade.estipulados.pelo.MEc.(NEVES,.2003),.o.material..publicado.no.Portal.do.Professor.

    Vale.destacar.que.atualmente.existe.um.grupo.de.pesquisadores.e.professores.envolvidos.tambm.na.elaborao.de.atividades.para.o.Portal.do.Professor.que.tambm.implementa.um.sofisticado.recurso.de.busca.

    A.Figura. 2. apresenta. a. tela. de. entrada. do.Portal. do.Professor,.no. qual. podemos. visualizar. os. seus. recursos. que. compreendem:. espao.de.aula,.Jornal.do.Professor,.Recursos.Educacionais,.cursos.e.Materiais,.interao.e.comunicao,.Links..cada.componente.do.portal.disponibiliza.recursos.para.apresentao.de.propostas.de.aulas.com.ou.sem.tecnologias,.informaes. para. os. professores,. materiais. digitais. educacionais. para.aplicao.em.ambientes.de.aprendizagem,.relao.de.cursos.de.formao.inicial.e.continuada.e.ferramentas.de.comunicao.e.de.informao.

    Figura.2.-.Recursos.disponveis.no.Portal.do.Professor

    O.que.foi.exposto.demonstra.algumas.iniciativas.para.a.melhoria.do.processo.ensino.e.aprendizagem.com.o.uso.das.tic.e. suas.possveis.contribuies.para.uma.escola. inclusiva..Ainda.que.de.maneira. sucinta,.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    demonstra.as.iniciativas.brasileiras.para.a.melhoria.do.processo.de.ensino.e.aprendizagem.com.o.uso.das.tic,.permitindo-nos.apresentar.as.seguintes.consideraes.finais.

    4 considerAes finAis

    Ao.finalizarmos.este.texto,.destacamos.que.todo.o.desenvolvimento.de. ambientes. digitais. de. aprendizagem.pela. equipe.de.pesquisadores. da.Fct/Unesp. . realizado. com. estreita. parceria. com. escolas. pblicas. com.o.objetivo.de. testar.e.avaliar.os.objetos. implementados..Neste. trabalho,.alunos. e. professores. da. rede. de. ensino. envolvem-se. diretamente. com.o.uso. dos. objetos. digitais. em. ambientes. de. aprendizagem,. nos. quais. os.pesquisadores.realizam.observaes.participantes,.a.fim.de.diagnosticar.e.identificar.os.aspectos.mais.relevantes.no.seu.uso,.permitindo.assim.tambm.o.crescimento.profissional.na.formao.inicial.de.nossos.alunos.dos.cursos.de. licenciatura.. como. resultado. destas. atividades,. . notrio. observar.significativas.melhorias.no.processo.de.aprendizagem.dos.alunos.e.tambm.em.fatores.comportamentais,.que. incluem.a.diminuio.da. indisciplina,.o. envolvimento. intenso. do. aluno. com. as. atividades. contextualizadas,. a.satisfao.do.professor.ao.compreender.a.potencialidade.dos.alunos.usando.os.OA.e.como.eles.podem.auxili-lo.em.sua.prtica.pedaggica.

    Alm. da. vivncia. escolar. que. procuramos. ter. com. as. escolas.pblicas,.nossa.equipe.tem.parceria.com.um.grupo.de.pesquisa.denominado.Ambientes.Potencializadores.para.a.incluso.(APi),.da.Fct/Unesp,.que.atua. diretamente,. por. meio. de. suas. pesquisas,. em. grupos. de. crianas,.jovens. e. adultos. com. deficincia,. constituindo. em. um. amplo. campo.de. investigao..Neste. trabalho,.utilizamos.o.centro.para.Promoo.da.incluso.Digital,.Escolar.e.Social.(cPiDES).para.aplicar.e.estudar.o.uso.das.tic,.visando.a.construo.de.ambientes.construcionistas,.contextualizados.e.significativos.para.as.pessoas.com.deficincia..

    Os. resultados. obtidos. com. as. pesquisas. do. grupo. tm. se.evidenciado. por. meio. dos. benefcios. identificados. por. professores,.terapeutas. e. pais,. normalmente. envolvidos. com. escolas. municipais.e. estaduais,. bem. como. instituies. especializadas. (PELLANDA;.ScHLNZEN;.ScHLNZEN,.2005)..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    134

    Portanto,.a.proposta.atual.que.ser.desenvolvida.pela.equipe.da.Unesp. . a. continuidade. agora. pela. avaliao. dos. ambientes. digitais. de.aprendizagem.construdos,.atendendo.caractersticas.como:

    . a.aprendizagem.dos.conceitos;. o.contexto.e.o.significado.para.a.aprendizagem,.incluindo.recursos.de.

    auto-configurao.dos.ambientes; o feedback;. o.registro.das.aes.e.da.interao.do.aluno.com.o.OA;. a.acessibilidade;. a.integrao.de.mdias,.com.destaque.ao.uso.dos.recursos.j.disponveis.

    nos.projetos.do.MEc;. a. formao. continuada. e. a. construo. de. uma. cultura. digital. dos.

    educadores,.que.atuam.diretamente.nesta.proposta;.. a.avaliao.formativa.

    .

    Percebemos. a. necessidade. de. tornar. esse.material. disponvel. e.acessvel.a.quem.desejar.aprender.com.ele,.ou.seja,.torn-lo.o.mais.acessvel.possvel,.inclusive.a.estudantes.de.cursos.de.formao.de.professores.como.docentes.que.tenham.algum.tipo.de.deficincia.

    Finalmente,. todas. as. experincias. relatadas. acima,. habilitam.nosso. grupo. de. pesquisadores. e. alunos. a. localizar,. analisar,. selecionar. e.catalogar.materiais.didticos.digitais.da.Educao.Bsica,.tais.como.vdeos,.softwares,.textos,.hipertextos,.imagens,.udios.e.outros.em.sites.e.portais.de.acesso.pblico.para.serem.disponibilizados.no.Portal.do.Professor.e.no.Banco.internacional.de.Objetos.Educacionais.do.MEc..Estas.atividades.contribuem.significativamente.para.enriquecer.todo.o.trabalho.de.formao.de.futuros.professores,.impregnando.as.tic.no.seu.processo.de.formao,.e. para. a. disponibilizao. de. recursos.multi-miditicos. com. a. finalidade.primordial.de.melhorar.a.Educao.Pblica.Brasileira.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    refernciAsALMEiDA,. M.. E.. B.. Educao projetos tecnologia e conhecimento.. 1.. ed.. So. Paulo:.PROEM,.2001.BELLONi,.M..L..Mdia-educao.ou.comunicao.educacional?.campo.novo.de.teoria.e.de.prtica..in:.___..(Org.)..A formao na sociedade do espetculo..So.Paulo:.Loyola,.2002.cOLL,.c.;.MONEREO,.c..Psicologa de la educacin virtual..Madrid:.Morata,.2008.iNStitUtO. BRASiLEiRO. DE. GEOGRAFiA. E. EStAtSticA. (iBGE).. Senso demogrfico,. 2000.. cidade,. ano.. SE. FOR.cONSULtADO.ONLiNE.ADiciONAR.Disponvel.em:...LiMA,.i..S..L..de.et.al..criando.interfaces.para.objetos.de.aprendizagem..in:.PRAtA,.c..L.;.NASciMENtO,.A..c..A..A..(Org.)..Objetos de aprendizagem:.uma.proposta.de.recurso.pedaggico..Braslia,.DF:.MEc,.SEED,.2007..p..39-48..Disponvel.em:...Acesso.em:.2.jan..2008.MORAES,.M..c.;.VALENtE,.J..A..Como pesquisar em educao a partir da complexidade e da transdisciplinaridade?.So.Paulo:.Paulus,.2008.NEVES,.c..M..c..Referenciais de qualidade para cursos distncia..Braslia,.DF:.Ministrio.da.Educao,.Secretaria.de.Educao.a.Distncia,.2003..PELLANDA,. N.;. ScHLNZEN,. E.. t.. M.;. ScHLNZEN. JNiOR,. K.. Incluso digital: tecendo.redes.afetivas/cognitivas..Rio.de.Janeiro:.DP&A,.2005.QUiNtANA,. J..Les. tecnologies.de. la. informaci. i. de. la. comunicaci. i. latenci. a. la.diversitat. Guix:.Elements.dAccio.Educativa,.Barcelona,.n..305,.juny.2004.ScHLNZEN,. E..t..M..Mudanas nas prticas pedaggicas do professor: criando. um.ambiente.construcionista.contextualizado.e.significativo.para.crianas.com.necessidades.especiais.fsicas..2000..tese.(Doutorado.em.Educao)Pontifcia.Universidade.catlica.de.So.Paulo,.So.Paulo,.2000.SiGALS,. c.. Els factors dinflunciaen ls educatu dinternet per part del professorat deducaci primria I secundria obligatria de Catalunya.. 2008.. tesis. (Doctorado)Departamento. de. Psicologia. Evlutiva. y. de. la. Educacin,. Universidad. de. Barcelona,.Barcelona,.2008.tANAKA,.E..H..Tornando um software acessvel s pessoas com necessidades educacionais especiais..2004..125.f..Dissertao.(Mestrado.em.computao)instituto.de.computao,.Unicamp,.campinas,.2004.UNitED. NAtiONS. EDUcAtiONAL,. SciENtiFic. AND. cULtURAL.ORGANiZAtiON. (UNEScO).. UNESCOs ICT competency standards for teachers. Towards ICT skills for teachers..2008..Disponvel. em:..VALENtE,.J..A..A.espiral.da.aprendizagem.e.as.tecnologias.de.informao.e.comunicao:.repensando.conceitos..in:.JOLY,.M..c..R..A..(Org)..A tecnologia no ensino: implicaes.para.a.aprendizagem..So.Paulo:.casa.do.Psiclogo,.2002..p..15-37.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    ______..Mudanas.na.sociedade,.mudanas.na.educao:.o.fazer.e.o.compreender..in:.VALENtE,.J..A..(Org.)..O computador na sociedade do conhecimento..campinas:.Grfica.da.UNicAMP,.1999..p..29-48.WiLEY,. D.. Connecting learning objects to instructional design theory: a. definition,. a.metaphor,. and. taxonomy.. 2001.. Disponvel. em:. ..Acesso.em:.14.nov..2007.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    tecnologiA ASSiStivA em prticAS incluSivAS pArA AlunoS com deficinciA: experinciA do niee/ufrgS

    Lucila Maria Costi Santarosa Maristela Compagnoni Vieira

    Ao. longo. de.mais. de. duas. dcadas. de. atuao,. o.Ncleo. de.informtica. na. Educao. Especial13. (NiEE),. vinculado. . Universidade.Federal. do. Rio. Grande. do. Sul. (UFRGS). atua. nas. reas. de. Pesquisa,.Desenvolvimento.de.Software.e.Formao.de.Professores,.em.iniciativas.que.visam..incluso.scio-digital.de.pessoas.com.deficincia.

    Movimentos. de. investigao. dos. processos. de. desenvolvimento,.mediados. por. tecnologias. digitais. de. informao. e. comunicao,. a.produo.de.recursos.tcnico-metodolgicos.e.a.formao.de.recursos.humanos. no. mbito. da. informtica. na. Educao. Especial,. tm.conduzido. as. aes. do. grupo. de. pesquisadores. do. NiEE-UFRGS,.construindo. um. produtivo. dilogo. entre. duas. importantes. reas. da.Educao. contempornea:. a. Educao. Especial. e. a. informtica. na.Educao.(SANtAROSA.et.al.,.2010,.p..41).

    13..www.niee.ufrgs.br

  • 138

    O. trabalho. conduzido. por. dezenas. de. pesquisadores. que. j.atuaram. e. atuam. neste.Ncleo. est. pautado. nas. diversas. possibilidades.de. mediao. pedaggica. das. tecnologias. digitais. de. informao. e. de.comunicao.e.da.tecnologia.Assistiva.-.tA,.por.meio.das.quais..possvel.promover.a.autonomia.e.a.incluso.digital,.educacional.e.social.de.pessoas.com.deficincias.

    Santarosa. (2002). destaca. as. diferentes. fases. atravessadas. pelo.NiEE.ao.longo.das.ltimas.dcadas:

    Fase Logo .estudos.e.pesquisas.dedicados.ao.uso.da.filosofia.e.linguagem.LOGO,.bem.como.a.produo.de.recursos.impressos.(manuais).e. de. software. (atividades. ldicas. com. a. linguagem. Logo),. visando. o.desenvolvimento.de.alunos.com.deficincia.fsica,.motora.(Pc),.auditiva;.sndrome.de.Down.e.alunos.com.deficincias.mltiplas.e.altas.habilidades,.deram.inicio.as.atividades.dos.pesquisadores,.na.dcada.de.80..

    Fase da construo de ambientes de aprendizagem computacionais Preservando.e.estendendo.a.filosofia.e.linguagem.Logo,.vrios.recursos.de.software,. ferramentas. e. aplicativos. foram. desenvolvidos..Nesse. contexto,. a.seleo.e.construo.de.softwares.priorizaram.aqueles.que.apresentavam.uma.estrutura.aberta,.heurstica.e.que.abriam.espaos.para.construo/criao.por.parte.dos.alunos,.seja.em.ambiente.textual.ou.em.ambiente.grfico,.envolvendo.o.desenvolvimento.da.metodologia.de.projetos.

    Fase de ambientes de aprendizagem virtuais na perspectiva da incluso Digital - Agregando. a. todo. o. contexto,. o. ambiente. de.aprendizagem.foi.ampliado.para.esses. sujeitos,.na.perspectiva.da.escola.virtual,.envolvendo.a.explorao.de.recursos.telemticos,.inicialmente.com.maior.utilizao.de.sistemas.assncronos,.principalmente.correio.eletrnico,.pelas.limitaes.de.recursos.disponveis.na.poca,.para.intercmbio.e.troca.de.mensagens,.explorando.a.expresso.textual..

    Seguiu-se,.posteriormente,.a.explorao.de.ambientes.grficos.de.navegao,.realizao.de.atividades.colaborativas/cooperativas.de.expresso.textual/grfica.. tais. estudos. foram. desenvolvidos. com. alunos. surdos,.sndrome.de.Down,.alunos.com.deficincias.motoras.(Pc).e.deficincias.mltiplas,. envolvendo. experincias. juntamente. com. alunos. de. outros.pases..

  • 139

    tambm. se. constituiu. em.uma. fase. de. explorao. de. recursos.de. construo. de. interfaces. para. acessibilidade. e. adaptao. dos. meios.existentes,. atravs. de. tecnologia. Assistiva,. como. ainda. na. busca. de.alternativas.de.interao/comunicao.e.desenvolvimento.desses.sujeitos.no.espao.virtual,.atravs.de.projetos.de.intercmbio.internacional..Buscamos.aprofundar. o. processo. de. interao. na. dimenso. da. comunicao/colaborao/cooperao.com.o(s).outro(s),.trabalhando.reas.potenciais.de.desenvolvimento.-.ZDP,.que.envolvam.o.compartilhamento/.colaborao.de.arquivos.em.rede,.em.tempo.real.ou.on.line,.fundamentados.na.teoria.scio-histrica.de.Vygotsky..

    Nesta.fase,.com.a.popularizao.do.uso.das.ferramentas.da.internet,.nosso.grupo.assumiu.como.novo. foco.de.pesquisa.a. investigao.do.acesso.a.ambientes.virtuais.de.aprendizagem.e.a.construo.de.recursos.tecnolgicos,. atravs. da. tecnologia. Assistiva. (tA),. permitindo. a.construo.de.alternativas.de.interao/comunicao.e.desenvolvimento.de.PNEs.no.espao.virtual..(SANtAROSA.et.al,.2010,.p..43).

    Neste.sentido,.o.NiEE.ampliou.os.espaos.virtuais.para.as.pessoas.com. deficincia,. buscando. perfilar. o. desenvolvimento. nas. dimenses.cognitivas,.scio-afetivas.e.da.comunicao,.por.meio.do.estudo.de.processos.de.mediao/suporte.pelos.estgios.de.desenvolvimento.proximal,.como.tambm.usando.a.incluso.digital.e.a.construo.de.uma.rede.digital.para.tODOS.

    Destacamos.a.seguir.uma.sntese.de.cada.umas.das.trs.principais.reas.de.atuao.do.NiEE.

    1 estudos e pesquisAs

    As.pesquisas.conduzidas.no.NiEE.atentam.para.a.utilizao.de.tecnologias.com.o.intuito.de.promover.a.incluso.scio-digital.de.pessoas.com. deficincia.. . possvel. dividir. os. estudos. realizados. ao. destacar. as.diferentes.necessidades.especiais,.em.diferentes.etapas.e.contextos.sociais.da. vida. humana,. em. uma. concepo. ampla. do. conceito. de. Educao.Especial..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    140

    1.1 pesquisAs com sujeitos com limitAo visuAl

    Estudos. envolvendo. sujeitos. com. limitao. visual. e. educao.a. distncia. demonstraram. a. possibilidade. de. acesso. ao. AVA. (Ambiente.Virtual.de.Aprendizagem). e. a. formao.de. cegos.nesta.modalidade..Os.sujeitos.cegos.-.em.alguns.casos,.professores.-.apropriam-se.das.ferramentas.digitais e. assumem. o. papel de mediadores. do. processo. de. apropriao.destas.com.seus.pares.e.seus.alunos.especiais..Essa.dinmica.representa.um.dos.passos.para.que.ocorra.a.incluso.sociodigital.em.um.AVA..

    O.desenvolvimento,.pela. equipe.NiEE,.da. ferramenta.EVOc1.oportunizou.e. facilitou.o.processo.de.formao.a.distncia dos.cegos..A.apropriao.da.ferramenta.ficou.evidente.quando.os.cegos.interagiam.com.videntes.sem.serem.percebidos.como.pessoas.com.deficincia..

    Estudos.demonstraram.tambm.que.implementar.uma.ferramenta.com.voz.via.internet.em.AVA.acessvel.possibilita.a.interao.e.comunicao.entre. cegos. e. destes. com. videntes,. favorecendo. o. processo. de. incluso.digital,. social. e. consequente. educacional2. (SONZA;. SANtAROSA,.2003,. 2004a,. 2004b;. SONZA,. SANtAROSA,. cONFORtO,. 2008;.MORO,. EStABEL,. SANtAROSA,. 2003,. 2004;. EStABEL,. MORO,.SANtAROSA,.2003,.2005a,2005b,.2005c,.2006a,.2006b,.2006c,.2007a,.2007b,.2009;.BARWALDt,.SANtAROSA,.2008,.2009).

    O. EVOc. faz. parte. do. AVA. inclusivo. Eduquito,. tambm.desenvolvido. pela. equipe. do.Ncleo.. Alem. disso,. o. EVOc. . utilizado.no.ambiente.telEduc,.plataforma.usada.para.formao.de.professores.no.mbito.da.UAB,.atravs.de. cursos.desenvolvidos.pelo.NiEE/ciNtED/UFRGS.e.patrocinados.pela.SEESP/MEc.

    1.2 pesquisAs com sujeitos com pArAlisiA cereBrAl (pc)

    Pesquisas.envolvendo.a.utilizao.de.tecnologias.de.informao.e.comunicao.(tic).e.tA.junto.a.sujeitos.com.Pc.demonstraram.que.estas.favoreceram.a.expresso.de.idias,.correo.ortogrfica.e.quebra.de.

    1. EVOc..um.software.que.permite.a.elaborao.de.bate-papos.falados.em.um.AVA..A.ferramenta..descrita.com.maiores.detalhes.no.item.2.4.deste.estudo..2..todas.as.referencias.citadas.das.aes.do.Ncleo.podem.ser.encontradas.em.www.niee.ufrgs.br

  • 141

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    resistncias.com.a.escrita,.alm.de.oportunizar.o.reconhecimento.de.falhas.prprias.e.tentativa.de.super-las.

    Observou-se.tambem.melhora.na.cognio.espacial,.nas.relaes.de. direo,. posio. e. lateralidade.. Na. dimenso. afetiva. os. sujeitos.mostraram. maior. motivao,. ateno. e. persistncia,. revelaram. maior.segurana,.satisfao.e.maior.colaborao,.apresentaram.maior.autonomia.e.iniciativa,.evidenciaram.mudanas.auto-estima,.principalmente.na.auto-imagem.corporal.e.maior.auto-confiana..

    constatou-se. que. na. rea. psicomotora. o. favorecimento. no.domnio.de.gestos.relacionados..preciso.e.no.controle.da.fora.de.presso,.nos.controles.posturais,.na.coordenao.esttica,.na.estabilidade.corporal.e.na.busca.de.equilbrio..

    Em.um.dos.estudos,.os.resultados.evidenciaram:

    Na rea espao-temporal,. as. atividades. oferecidas. no. ambiente.digital.favoreceram.as.dimenses.sequenciais.das.idias;.diagramao.e. organizao. espacial. da. escrita,. resultando. em. maior. clareza. a.comunicao.das.mensagens.e.da.produo.textual.

    . .Na dimenso das atitudes,.favoreceu.o.desenvolvimento.da.segurana.principalmente. frente. a. desafios;. a. autonomia. independncia,.principalmente. frente. ao. facilitador. (professor);. iniciativa,. frente.a. realizao. das. atividades. e. manuseio. dos. sistemas;. desinibio,.principalmente.ao.expor-se.frente.aos.colegas.do.grupo.

    Na dimenso da motivao,.favoreceu.o.desenvolvimento.persistncia,.preferencialmente. na. realizao. das. tarefas;. a. ateno,. no. detalhe.e. principalmente. na. clareza. da. comunicao. (mensagem). escrita;.cooperao,.no.processo.de.interao.e.troca.com.colegas.do.grupo.

    No. que. concerne. a. utilizao. de. tA,. observou-se. resistncia.inicial.na.utilizao.das.mesmas..Os.sujeitos.aceitaram.a.utilizao.de.tA.apenas.em.contextos.privados..Observou-se.que.a.tA,.que.possui.menor.contato.corporal,.foi.a.mais.aceita.

    Ainda. no. que. diz. respeito. . utilizao. de.tA,. constatou-se. que.os. sujeitos. fizeram.melhor. uso. das. ferramentas. digitais. com. auxlio. destes.recursos,.pois.a.tA.possibilitou.independncia.e.autonomia.em.suas.interaes.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    142

    nos.ambientes.virtuais/digitais.de.aprendizagem..(SANtAROSA.et..al.,.1993;.SANtAROSA,. DViLA,. 1993,. 1994,. 1995a,. SANtAROSA,. MOORi,.FRANcO,.1994;.SANtAROSA,.ViRti,.MARtiNS,.1994;.SANtAROSA,.MHUR,. BURMEiStER,. 1994,. 1995a,. 1995b;. MOORi,. 1995;.SANtAROSA,.1995,.1996a,.1996b,.1996c,.1996d,.1997a,.1997b,.1998c,.2001a,.2001b;.tiJiBOY,.SANtAROSA,.tAROUcO,.2002;.HOGEtOP,.SANtAROSA,.2002,.2003;.UcHOA,.SANtAROSA,.2004;.HEiDRicH,.SANtAROSA,.2003,.2004;.FERRADA;.SANtAROSA,.2007.e.2009)

    1.3 pesquisAs com sujeitos surdos

    Pesquisas.envolvendo.a.escrita.da.Lngua.de.Sinais.(SignWriting).por. meio. de. um. software. desenvolvido. pelos. pesquisadores. do. NiEE3,.propiciou.aumento.do.vocabulrio,.melhor.relao.significante.significado,.favorecendo. a. construo. textual. coerente.. Estimulou. a. busca. de. novos.conhecimentos.para.leitura.e.posterior.registro.utilizando.a.escrita.dos.sinais..O.software.para.escrita.na.Lngua.de.Sinais.demonstrou.ser.uma.interface.para.facilitar.a.apropriao.da.escrita.da.Lngua.Portuguesa..(SANtAROSA,.HONY,.BARBOSA,.GOMES,.1990;.SANtAROSA,.1990;.SANtAROSA,.HONY,.BARBOSA,.1991;.SANtAROSA,.HONY,.1992;.SANtAROSA,.LARA,. 1996,. 1997d;. SANtAROSA,. 1998b;. cAMPOS,. GiRAFFA,.SANtAROSA,. 2000a,. 2000b;. LOUREiRO,. SANtAROSA,. 2003;.SONZA,. LOUREiRO,. SANtAROSA,. 2003;. BARtH,. LOUREiRO,.SANtAROSA,. 2003,. 2004,. 2005a,. 2005b,. 2006,. 2007;. BARtH,.SANtAROSA,.2005a,.2005b,.2007a,.2007b,.GOES,.2010)

    1.4 pesquisAs com sujeitos com sndrome de down

    Pesquisas. envolvendo. a. utilizao. tic. junto. a. sujeitos. com.Sndrome.de.Down.evidenciaram.maior.motivao.e.independencia.nas.conversas. on. line,. (utilizando. cHAt),. na. manuteno. de. conversas.com.todo.o.grupo.ou.de.forma.privada.Os.sujeitos.apresentaram.tambm.maior.iniciativa.na.criao.de.suas.prprias.pginas.virtuais,.publicando.

    3..O.software.teclado.Virtual.para.escrita.na.Lngua.de.Sinais..descrito.em.maiores.detalhes.no.item.2.2.deste.estudo.

  • 143

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    suas.produes..(SANtAROSA,.1998a,.1998b,.2001a,.2001b;.ALONSO,.SANtAROSA,.2003,.2005a,.2005b,.2005c).

    1.5 pesquisAs com grupos de sujeitos (sndrome de down e pArAlisiA cereBrAl)

    Pesquisas. realizadas. com. grupos. buscaram. a. promoo. dos.papis. de. mediao. entre. os. prprios. sujeitos.. Alguns. alunos,. que.desempenharam.o.papel.de.mediadores4.na.utilizao.das.tic com.seus.colegas,.apresentaram.maior.desenvoltura.no.uso.destes.recursos..

    O.processo.de.interao.pde.ser.realizado.com.xito,.pois.alunos.com. necessidades. especiais. apresentam. condies. de. mediar. e. serem.mediados. por. seus. pares,. o. que. acrescentou. ganhos. na. apropriao. de.conhecimentos.e.em.sua.autoestima..(FERRADA,.SANtAROSA,.2007,.2009;.MAcHADO,.SANtAROSA,.2009).

    1.6 pesquisAs com sujeitos hospitAlizAdos

    Os. resultados. obtidos. em. pesquisas. realizadas. com. sujeitos.hospitalizados,. em. situao. de. excluso. temporria,. sugerem. que. a.internet..um.poderoso.meio.para.potencializar.atividades.que.diminuam.o.isolamento.durante.o.perodo.de.hospitalizao.

    Observou-se. aumento. nas. dimenses. da. autoestima. e. da.motivao,.que.so.precursores.de.diversas.outras.respostas.positivas.que.se.evidenciaram,.principalmente.no.processo.de.interao.entre.os.alunos.e.na.comunicao.

    Destacou-se. maior. tolerncia. aos. dolorosos. procedimentos. de.tratamento. hospitalar.. Favoreceu. tambm. nas. dimenses. de. aceitao. e.disposio.dos.pacientes.para.retornar.a.condio.de.internamento.hospitalar..(MORO,.EStABEL,.SANtAROSA,.2004,.2005a,.2005b,.2007a,.2007b;.MORO,. SiLVA,. EStABEL,. SANtAROSA,. 2005a,. 2005b;. GASPARY,.

    4..Utilizamos.como.conceito.de.mediao.os.postulados.de.Vygotsky.(1994),.segundo.os.quais.mediao..uma.caracterstica.da.cognio.humana,.que.se.refere..internalizao.de.atividades.e.comportamento.scio-histricos.e.culturais..A.mediao.inclui.o.uso.de.ferramentas.e.de.signos.dentro.de.um.contexto.social..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    144

    SANtAROSA,.2005;.SOARES,.SANtAROSA,.2005,.2007,.2007a,.2007b;.EStABEL,.MORO,.SANtAROSA,.2006;.SANtAROSA,.MORO,.2008).

    1.7 pesquisAs com sujeitos idosos

    Pesquisas. envolvendo. a. utilizao. de. tecnologias. digitais. tais.como.computador.e. internet. junto.a. sujeitos. idosos.demonstraram.que.a.utilizao.do.mouse.constitui-se.em.um.dos.maiores.obstculos.iniciais.para.sua.incluso.digital..Observou-se.que.idosos.iniciantes.neste.processo.demonstraram. maior. desenvoltura. e. aproveitamento. na. utilizao. do.monitor.ttil.do.que.na.utilizao.do.mouse.

    A.utilizao.nica.do.teclado.fsico,.entretanto,.evidencia-se.mais.proveitosa,.mais.rpida.e.menos.cansativa.do.que.a.utilizao.de.teclados.virtuais.em.monitores.tteis.

    com.relao.aos.aspectos.afetivos.e.motivacionais.apresentados.por. idosos.para.a.utilizao.de.tecnologias.digitais.e.internet,.observou-se. que. orientao. final. dos. idosos. com. relao. s.tic. est. relacionada.a. aspectos. sociais. como.desejo. de. sentir-se. inserido. no.mundo. em.que.vive;. necessidade. de. interao. com.o. outro;. satisfao. pessoal. (sentir-se.capaz.de.aprender). e.necessidade.utilitria. (compras,. servios.bancrios,.atualizao. profissional).. (SANtAROSA;. SOARES;. ViEiRA,. 2008;.ViEiRA;.SANtAROSA,.2009).

    Novos.estudos,.atravs.de.projetos.de.intercambio.com.a.Espanha,.focalizando.novos.recursos.como.iFreetablet,.sugerem.novas.perspectivas.atuais.para.favorecer.o.processo.de.incluso.scio.digital.de.pessoas.com.deficincia.e.idosos.

    1.8 pesquisAs com sujeitos com Autismo

    Em.pesquisas.realizadas.junto.a.sujeitos.com.autismo.no.uso.de.Ambientes.Digitais/Virtuais.(ADA/AVA).evidenciou.maior.interatividade.sujeito-computador.e.maior.interao.sujeito-sujeito..Os.Sujeitos.iniciaram.com.modalidades. de. interaes. isoladas. ou. passivas. e. atingiram. nveis.

  • 145

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    prximos.ao.grau.mximo.de.participao.em.modalidades.de.interao.em.entre.sujeitos..

    Evidenciou-se. tambm. que. aes. mediadoras. estruturadas. na.forma.de.projetos.de.aprendizagem.e.centradas.nos.interesses.dos.sujeitos.mostraram.maior. eficincia. no. processo. de. apropriao. das. tecnologias.digitais.. (BARtH;. PASSERiNO;. SANtAROSA,. 2004;. PASSERiNO;.SANtAROSA,. 2004,. 2005,. 2006,. 2007;. SANtAROSA;. BARtH;.PASSERiNO,. 2006;. BARtH;. PASSERiNO;. SANtAROSA;. 2005a,.2005b;.PASSERiNO;.SANtAROSA;.tAROUcO,.2006)

    1.9 pesquisAs com sujeitos com trAnstorno de dficit de Ateno e hipertividAde (tdAh)

    Pesquisas. envolvendo. ADA/AVA. junto. a. sujetios. com.tDA. e.tDAH.proporcionaram.maior.maturidade,.motivao.e.enriquecimento.nos. relacionamentos. interpessoais.. Formas. de. intercmbio. baseadas.em. ADA/AVA. despertaram. o. desejo. pela. busca. de. informaes. e. de.comunicao,.no.observados.anteriormente.

    As. atividades. interativas. estimularam. o. interesse. pela. leitura. e.pela.escrita.

    Observou-se. tambm. aumento. no. tempo. de. ateno. e. uma.diminuio.da.agitao.e.da.distrao.nos.alunos.(tDAH).que.apresentavam.o.tipo.predominantemente.hiperativo/.impulsivo.

    No. tipo. predominantemente. desatento,. demonstraram. maior.capacidade.de.concentrao.durante.as.atividades.relacionadas..construo.dos.blogs..(BOiASKi;.SANtAROSA,.2008)

    2 desenvolvimento de softwAre

    O. desenvolvimento. e. a. implementao. de. softwares. tambm.faz. parte. do. conjunto. de. aes. desenvolvidas. pelo. NiEE.. Equipes.multidisciplinares. de. profissionais. cooperam. no. desenvolvimento. de.aplicativos.assistivos.e.inclusivos..A.seguir.so.descritos.alguns.dos.softwares.desenvolvidos.pela.equipe.do.Ncleo.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    146

    2.1 eduquito

    De. acordo. com. Schlemmer. (2002),. Ambientes. Virtuais. de.Aprendizagem.(AVAs).so.softwares desenvolvidos.para.o.gerenciamento.da.aprendizagem.via.Web...por.meio.do.AVA.que.a.maior.parte.das.interaes.e.mediaes.entre.os.sujeitos.da.modalidade.a.distncia.acontecem..

    Embora.exista.na.atualidade,.uma.grande.variedade.de.softwares.para.o.desempenho.de.tal.funo,.a.equipe.do.NiEE.atentou.para.o.fato.de.que.AVAs.em.geral.no.atendem.a.necessidades.especficas.de.acessibilidade.para.atendimento.da.diversidade.humana..Para.atender.a.essa.lacuna.surgiu.ambiente.virtual.de.aprendizagem.(AVA).Eduquito.

    Eduquito..um.AVA.desenvolvido.pela.equipe.de.pesquisadores.do.NiEE.que. apresenta. duas. dimenses,. tcnica. e. pedaggica,. as. quais.convergem.para.que.o.mesmo.promova.processos.de.mediao.pedaggica,.aprendizagem.e.interao.social.na.internet,.para.todas.as.pessoas,.com.ou.sem.deficincia.

    De.acordo.com.Santarosa,.conforto.e.Basso.(2010).o.Eduquito.supera.o.reducionismo.das.discusses.exclusivamente.ergonmicas.para.o.desenvolvimento.de.um.AVA,.atentando.tambm.para.o.desenvolvimento.de. uma. ergonomia. cognitiva,. que. tem. como. objetivos. impulsionar.interaes..entre.seres.humanos.e.sistemas.scio.culturais.e.entre.indivduos..com.recursos.tecnolgicos..Embora.a.proposta.cognitiva.esteja.presente.em.outros.AVAS,.este..precursor.ao.assumir.a.perspectiva.na.educao.inclusiva. nos. processos. de. aprendizagem. virtuais. e,. principalmente. por.focalizar.a.acessibilidade..

    O.AVA.Eduquito.destaca-se.por.respeitar.a.diversidade.humana,.atentar.para.diferentes.necessidades. sensoriais.e.cognitivas.e.promover.a.aprendizagem.por.meio.de.projetos.ao.oferecer.ferramentas.que.favorecem.a.interao,.a.reflexo,.a.divulgao,.a.apresentao.e.o.gerenciamento.do.ambiente.e.da.aprendizagem.entre.todos.os.envolvidos.

    idealizado. para. operar. como. um. espao. interativo,. aberto,.apoiada. na. concepo. epistemolgica. sciointeracionista,. diferencia-se. radicalmente. dos. demais. ambientes. digitais. de. aprendizagem. que.habitam.o.ciberespao,.por.respeitar.as.especificidades.sensoriais,.motoras.e.cognitivas.dos.PNEs.(SANtAROSA.et.al,.2010).

  • 147

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    A.interface.principal.do.AVA/ADA.Eduquito.est.organizada.em.trs.reas:.

    Figura.1.-..interface.principal.do.AVA/ADA.Eduquito(1) rea superior..barra.de.acessibilidade(2) rea de ferramentas . disponibiliza. os. recursos. tecnolgicos. para. o. desenvolvimento. de.projetos;(3) rea de contedo . espao. que. se. destina. . apresentao. do. contedo. correspondente. .

    ferramenta.selecionada.

    Diversas. ferramentas. foram. desenvolvidas. (EVOc,. teclado.Virtual. para. Escrita. de. Sinais,. Oficina. Multimdia). e. outras. esto. em.desenvolvimento. (Bloquito,. Quadro. Branco. -. com. apoio. do. cNPq).priorizando. a. acessibilidade,. que. esto. sendo. disponibilizadas. no. AVA/ADA.Eduquito,.aumentando.suas.potencialidades.e.alcance.

    2.2 teclAdo virtuAl pArA escritA nA lnguA de sinAis

    conforme.afirmam.Lodi,.Harrison.e.campos.(2002),.a.ausncia.de.formas.escritas.para.expresso.dos.surdos..causa.de.desvantagem.para.estas. pessoas,. sobretudo.no. contexto. escolar.. Sistemas.que.promovam.e.

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    facilitem. a. escrita. da. Lngua. de. Sinais. provero. aos. surdos. um. sistema.escrito.substitutivo..Lngua.Portuguesa.(StUMPF,.2002).

    Para.promover.melhores.condies.de.comunicao.e.expresso.escrita.s.crianas.surdas,.e.consequentemente,.sua.incluso.sociodigital,.o. grupo.de.pesquisadores.do.NiEE.desenvolveu.o.teclado.Virtual. para.Escrita. e. Leitura. na. Lngua. de. Sinais,. um. ambiente. digital. que. visa. a.mediao.da. construo.da. escrita. e.da. leitura.da.Lngua.de.Sinais.por.crianas.surdas,.baseado.no.sistema.SignWriting.

    De.acordo.com.Barth,.Santarosa.e.Silva.(2007).o.software.oferece.possibilidade.de.unir.a.fala.interna.do.usurio.(pensamentos).com.seu.registro.grfico.. Para. tanto,. seu. desenvolvimento. tem. como. base. linguagens. de.programao.que.possibilitam.maior.facilidade.na.sua.aquisio.por.qualquer.usurio,.pois.sua.implementao.est.baseada.na.linguagem.PHP.e.Flash.

    O.teclado. foi. desenvolvido. com. tecnologia. Flash,. verso. 8.0,.pode. ser. utilizado. sem. necessidade. de. instalao. por. parte. do. usurio,.pois. . executado. a.partir.de.qualquer.navegador.de. internet. e.pode. ser.incorporado.a.AVAs.

    Figura.2.-..interface.principal.do.teclado.Virtual.para.escrita.na.Lngua.de.Sinais

    Entre.os.diferentes.recursos.e.ferramentas.oferecidas.pelo.teclado.Virtual,. est. a. possibilidade. de. escrever. na. Lngua. de. Sinais. por. meio.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    de. teclado. convencional. ou. das. teclas. virtuais. e. desenhar. a. mo. livre..Disponibiliza. recursos. como. borracha. (que. apaga. parte. do. trabalho),. a.lixeira.(que.limpa.todo.o.desenho),.menu.de.ajuda.(com.vdeo.instrutivo),.boto.para.ligar.ou.desligar.a.grade.de.apoio.(em.cinza),.boto.mais.(+).ou.menos.(-).para.o.pincel.e.boto.para.fechar.o.software.(X)..

    Alm. disso,. os. cones. utilizados. para. representar. as. funes.so.semelhantes.a.da.maioria.dos.softwares.de.uso.geral,.o.que.facilita.a.familiarizao.na.utilizao.do.software.

    O.teclado.virtual.respeita.diretrizes.de.acessibilidade,.usabilidade,.portabilidade.e.simplicidade.mundiais,.e.mostra-se.eficiente.e.apropriado.para. o. uso. a. que. se. destina,. validado. por. estudos. com. sujeitos. surdos.(BARtH.et.al.,.2009)..Vale.ressaltar.que.o.teclado.Virtual.para.escrita.de.Sinais..um.software.gratuito.e.est.disponvel.no.AVA.Eduquito.(http://www.niee2.ufrgs.br/~eduquito).

    2.3 simulAdor de teclAdo

    Simulador.de.teclado.(St).foi.desenvolvido.pela.equipe.do.NiEE.com.o.intuito.de.auxiliar.pessoas.com.limitaes.fsicas.ou.motoras.a.escrever.por.meio.do.computador.(SANtAROSA;.MARtiNS;.SiLVEiRA.1994).

    St.simula,.na.tela.do.computador,.a.imagem.de.um.teclado,.com.caracteres.distribudos.de.forma.a.facilitar.o.acesso.s.letras.mais.utilizadas.na.Lngua.Portuguesa,.facilitando.e.dinamizando.o.processo.de.escrita.

    A.escolha.dos.caracteres..feita.por.meio.de.um.acionador.ou.uma.tecla.do.teclado.convencional,.bastando.que.o.usurio.tenha.movimento.em.uma.parte.do.corpo.para.executar.a.ao.

    Para.escolha.dos.caracteres.foi.utilizado.o.sistema.de.varredura,.que.destaca,.cada.linha.de.caracteres..O.usurio.aciona.o.dispositivo.quando.a.linha.em.que.se.encontra.o.caractere.desejado.estiver.iluminada..Escolhida.a.linha,.o.software.destacar.os.caracteres.por.coluna,.permitindo.que.o.usurio.acione.o.dispositivo.quando.o.caractere.desejado.estiver.em.destaque..

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    O.tempo.de.permanncia.do.destaque.dado.aos.caracteres.pode.ser.definido.pelo.usurio,.de.acordo.com.sua.habilidade.e.necessidade.para.utilizao.do.software.

    O. St. . carregado. pelo. sistema. operacional. assim. que. o.computador..iniciado,.bastando.que.o.usurio.pressione.qualquer.tecla.do.teclado.convencional.ou.o.acionador.para.que.o.software.St.seja.ativado..

    Apesar.de.atualmente.configurar-se.como.um.ferramenta.defasada,.os.princpios.que.presentes.na.sua.construo.tem.validade.ate.hoje..

    Figura.3.-.interface.principal.do.Simulador.de.teclado.(St)

    St. apresenta,. conforme. pode. ser. observado. na. Figura. 3,. os.seguintes.itens:.

    Janela de Estados:.apresenta.o.estado.de.terminadas.teclas.e.do.sistema;. Janela Principal:.apresenta.letras.e.caracteres,.opo.para.reinicio.de.

    varredura,.teclas.que.controlam.a.janela.de.estados,.entre.outras; Janela de Texto:.Exibe.o.texto.desenvolvido.pelo.usurio.

    O.St.foi.usado.como.recurso.para.um.aluno.Paralisia.cerebral.prestar.vestibular,.o.que.possibilitou.seu.ingresso.na.UFRGS,.em.1995..tal.aluno,.atualmente.formado.e.cursando.Ps-Graduao,.tambm.utilizou.o.St.para.a.realizao.de.seus.trabalhos.acadmicos.(SANtAROSA,.2002).

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    2.4 evoc BAte pApo sonoro

    EVOc..uma. ferramenta.de.conversao.com.recursos.de.udio,.vdeo.e.texto.que.visa.a.incluso.scio-digital.de.pessoas.cegas.nos.processos.de.educao.a.distncia.(BARWALDt;.SANtAROSA;.PASSERiNO,.2008).

    O. EVOc. permite. aos. usurios. cegos,. principalmente,. a.participao.em.chats.e.bate-papos..prtica.comum.em.cursos.a.distncia..utilizando.a.voz.como.forma.de.comunicao.

    Embora. softwares. populares. como. os. servios. de. mensagens.instantneas.MSN.Messenger,.Gtalk.e.Skype,.entre.outros,.desempenhem.com.sucesso.a.funo.de.comunicao.por.meio.da.voz.na.internet,.tais.ferramentas.no.podem.ser.inseridas.diretamente.nos.AVAs,.seu.uso..independente.da.plataforma,.enquanto.a.ferramenta.EVOc.pode.ser.incorporada.ao.ambiente.do.curso,.sem.necessidade.de.instalao.pelo.usurio.

    EVOc. atende. aos. padres. internacionais. de. acessibilidade.WcAG. e.W3c.. Foi.modelado. conforme. padres.UML,. utiliza,. como.gerenciador.de.banco.de.dados,.o.padro.MySQL.e.foi.desenvolvido.na.linguagem.PHP.e.FlashCom.

    Alm.disso,.o.software..distribudo.sob.licena.GPL.(software.livre).e.pode.ser.executado.em.qualquer.sistema.operacional,.Windows.ou.Linux,.a.partir.de.um.navegador.de.internet.

    EVOc.permite.tambm.que.os.usurios.utilizem.o.texto.escrito.como.alternativa..comunicao.falada,.nos.casos.em.que.o.usurio.no.deseje. comunicar-se. verbalmente. ou. ainda. para. usurios. que. no. tm.disponveis,.no.momento.da.interao,.os.equipamentos.necessrios.como.caixas.de.som.e.microfone.

    Ademais,.o.uso.de.imagem.oportuniza.que.pessoas.surdas.possam.interagir.atravs.da.lngua.dos.sinais,.explorando.a.imagem.

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    Figura.4.-.interface.do.software.EVOc

    3 formAo de recursos humAnos

    Passados.mais.de.15.anos.desde. a. regulamentao.da.EAD.no.Brasil,. a. modalidade. comea. a. figurar. entre. um. conjunto. de. polticas.pblicas.que.vislumbra.nesta.a.possibilidade.de.alcance.a.um.montante.de.pessoas.at.ento.impensvel.nas.modalidades.presenciais..aEntre.tais.polticas.figura.o.Decreto.6755/2009,.que.institui.a.Poltica.Nacional.de.Formao.de.Profissionais.do.Magistrio.da.Educao.Bsica..O.decreto.determina. que. a. formao. inicial. de. profissionais. do. magistrio. dar.preferncia. . modalidade. presencial,. enquanto. a. formao. continuada.deve.acontecer.por.meio.de.cursos.presenciais.ou.cursos..distncia.

    como. forma. de. atender. s. determinaes. deste. decreto,. o.Ministrio.da.Educao,.por.meio.da.Universidade.Aberta.do.Brasil,.tem.oferecido.grande.variedade.de.cursos.a.distncia.para.promover.a.formao.continuada.dos.professores.da.rede.pblica.de.ensino.

    O.NiEE,.por.meio.da.Secretaria.de.Educao.Especial.(SEESP/MEc). e. da. UAB/UFRGS. oferece,. desde. 2000,. o. curso. de. Formao.continuada.de.Professores.em.tecnologias.de.informao.e.comunicao.Acessveis,.tendo.formado.desde.ento.quase.5.000.professores.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Figura.5.-..Numero.de.professores.formados.no.contexto.UAB.pelo.NiEE/ciNtED/UFRGS

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    O.curso. surge. inicialmente. como.parte.do.Programa.Nacional.de.informtica.na.Educao.Especial.(PROiNESP),.e.embora.tenha.sido.reconfigurado. ao. longo. dos. anos,.mantm. como. objetivos. principais. o.incentivo.ao.uso.pedaggico.das.tecnologias.de.informao.e.comunicao.para.o.desenvolvimento.de.alunos.com.necessidades.especiais,.a.incluso.e.o.atendimento..diversidade.humana.(SANtAROSA.et.al.,.2010).

    totalmente. operacional. na.modalidade. a. distncia,. o. curso. j.atendeu.professores.de. todos.os. estados.da. federao. e.de. alguns.pases.da. Amrica. Latina. (Panam,. costa. Rica,. Espanha,.Mexico,. Argentina,.chile,.El.Salvador.e.Uruguai),.e.as.turmas,.individualmente,.apresentam.a.mesma.diversidade.cultural.entre.os.participantes,.trabalhando.sempre.com.professores.oriundos.de.diferentes.regies.

    O.curso.atualmente.estrutura-se.em.seis.disciplinas,.que.totalizam.180.horas,.distribudas.ao.longo.de.21.semanas..

    A. metodologia. de. trabalho. est. pautada. na. perspectiva.interacionista./.construtivista.e.os.diferentes.contedos.so.abordados.por.meio.de.conferncias.via.Internet,.demonstraes.de.tecnologia.Assistiva.(tA),. vdeos. que. apresentam. pessoas. com. necessidades. educacionais.especiais. (PNEs). em. interao. com. as. tecnologias. de. informao. e.comunicao.(tic),.entre.outros.(SANtAROSA.et.al.,.2010).

    A. estrutura. curricular. abrange. desde. a. familiarizao. com. a.ambiente.virtual.de.aprendizagem.utilizado.como.plataforma.para.o.curso.-.telEduc.-.at.a.elaborao.de.um.projeto.pedaggico.amplo.de.utilizao.das.tecnologias.de.informao.e.comunicao.Acessveis.junto.a.PNEs..

    Por. tratar-se.de.um.curso. realizado. eminentemente. a.distncia.(e. tambm. por. atender,. principalmente,. clientela. que. apresenta. pouca.experincia. na. utilizao. dos. recursos. tecnolgicos. (SANtAROSA. et.al.,.2005),.a.escolha.da.plataforma.de.aprendizagem.e.a.preparao.para.utilizao. da. mesma,. apresenta. carter. fundamental. para. o. sucesso. da.aprendizagem.e.para.reduo.dos.ndices.de.evaso.

    trata-se. de. um. curso. que. tem. como. objetivo. principal.instrumentalizar. professores. da. rede. pblica. para. atuar. no. processo. de.incluso.de.pessoas.com.deficincia.por.meio.da.utilizao.de.tecnologias..Entretanto,. objetivos. secundrios. so. atingidos. com. sucesso,. como. a.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    qualificao.e.a.formao.continuada.de.professores.em.nvel.nacional.e.de.diversos.pases.da.Amrica.Latina.e.tambm.a.promoo.da.incluso.sciodigital. de. grande. parte. dos. professores. que. encontram. no. curso. a.primeira.experincia.formal.de.utilizao.da.tecnologia.

    Alm. disso,. o. curso. atende. tambm. . diversidade. apresentada.pelos.professores.cursistas..Os.vdeos.e.palestras.utilizados.para.apresentao.e. explanao. dos. contedos. apresentam. PiP5. (Picture. in. Picture).com. traduo. em. Libras. (Lngua. Brasileira. de. Sinais),. os.materiais. so.acompanhados.de.glossrios.em.Libras.e.os.bate-papos.semanais.com.os.cursistas.podem.ser.realizados.por.meio.de.texto,.imagem.em.movimento.ou.voz,.como.forma.de.atender.s.diferentes.formas.de.comunicao6.

    Alm.do.material.didtico.disponvel.no.AVA,.os.professores.que.realizam.o.curso. receberem.gratuitamente,.via.correio,.um. livro.com.os.textos. e. teorias.pertinentes. aos. temas. estudados..Um.DVD.acompanha.o. livro,. contendo. palestras,. artigos. e. softwares. de. distribuio. gratuita,.explorados.nas.diferentes.disciplinas.do.curso..A.distribuio.do.livro.e.do.DVD.(desenvolvidos.pela.equipe.do.NiEE).contribui.para.qualidade.da.formao.e.facilidade.de.acesso.aos.contedos.por.professores.que.atuam.em.regies.onde.o.acesso..internet..limitado,.uma.vez.que.grande.parte.do.material.que.seria.acesso.por.meios.virtuais.est.presente.no.livro.e.no.DVD..Para.produo.do.material.o.Ncleo.contou.com.apoio.financeiro.da.SEESP.(Secretaria.de.Educao.Especial).e.do.MEc.

    Figura. 6. -. capa. do. livro. e. DVD. distribudos. gratuitamente. para. os.professores.que.realizam.o.curso5..trata-se.de.um.recurso.multimdia.que.acrescenta.uma.tela.secundria.ao.vdeo.principal.6..Bate-papo.realizado.por.meio.do.software.EVOc,.descrito.com.detalhes.no.item.2.4.deste.estudo.

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    Muitos. professores. da. rede. pblica. nacional. e. internacional.j. realizarem. este. curso. e. a. perspectiva. . de. que. muitas. edies. ainda.aconteam.. Estudos. sobre. este. curso,. publicados. em. diferentes. eventos.relacionados. . informtica. na. Educao,. demonstram. o. crescimento.profissional.dos.professores.cursistas,.a.possibilidade.de.melhores.condies.de. aprendizagem. s. pessoas. com. deficincia. e,. consequentemente,. o.crescimento.da.Educao.nacional.como.um.espao.inclusivo.de.qualidade.

    4 considerAes finAis

    A.atuao.pioneira,.em.muitas.aes.do.NiEE,.pontua.evidencias.dos.benefcios.que.as.tecnologias.digitais.trazem.ao.escopo.da.Educao.Especial.na.perspectiva.da.incluso.sociodigital,.do.desenvolvimento,.nas.diferenciadas.dimenses.humanas.cognitivas.e.afetivas,.na.aprendizagem,.na.comunicao,.nos. aspectos.da.acessibilidade,. relacionada..WEB.e..tecnologia.Assistiva,.entre.outros.

    Os. estudos. e. pesquisas. apresentados. no. revelam. a. totalidade.de. resultados. encontrados,. nas. dimenses. acima. apontadas.. tambm,.por. limitaes. de. espao,. no. foram. apresentados. todos. os. estudos. e.experincias.desenvolvidas.pela.equipe.do.NiEE.

    O.que.apresentamos.configura-se.como.uma.amostra.dessas.aes.desenvolvidas.ao.longo.de.mais.de.duas.dcadas.

    com. relao. ao. desenvolvimento. de. softwares,. tambm. no.relatamos. prmios. recebidos. em. concursos. pblicos. promovidos. pelo.MEc,.que.nos.valeu.por.duas.vezes.a.obteno.do.primeiro. lugar,.bem.como.outros.prmios.internacionais.por.trabalhos.apresentados,.tanto.no.que.se.refere.a.software.como.a.estudos.realizados..tais.resultados.atestam.o.background.no.Ncleo.e.o.comprometimento.de.sua.equipe.na.rea.das.tecnologias.digitais.acessveis.na.Educao.Especial..

    No.que.se.refere..formao.de.recursos.humanos,.no.destacamos.os.inmeros.pesquisadores.formados,.desenvolvendo.pesquisas.no.Ncleo,.que.hoje.ocupam.posies.de. liderana.nas.Universidades.e. instituies.que.atuam..Em.especial,.na.formao.de.professores,.os.cursos.oferecidos.em.tecnologias. Digitais. Acessveis. pela. equipe. do. NiEE,. patrocinados.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    pela. SEESP/MEc,. tm. demanda. de. vrios. pases. ibero-americanos,. j.anteriormente.referidos,.para.os.quais.temos.colaborado.na.formao.de.professores,.socializando.o.conhecimento.construdo.nessa.rea.

    temos.a.convico.de.que.as.pinceladas.dos.achados.de.pesquisa.aqui. relatados. so. evidencias. que. atestam. os. benefcios. das. tecnologias.digitais.para.PNE.

    Ademais,. apontam. a. necessidade. de. dar. continuidade. e.aprofundamento.aos.estudos.em.todas.as.dimenses.mencionadas.

    O. caminho. esta. aberto. bem. como. o. convite. para. percorr-lo.juntamente.com.a.equipe.do.Ncleo,.sintonizando-se.com.o.grupo.NiEE.no.alcance.de.suas.metas.e.na.construo.de.conhecimento.nessa.rea

    Nesses.passos.de.construo.conjunta.nosso.objetivo.e.contribuir.para.uma. sociedade.mais. justa,.mais. igualitria,.propiciando.as.mesmas.oportunidades. de. desenvolvimento. e. incluso. digital. de.tODOS,. sem.excluso.

    refernciAsBARtH,.c.;.SANtAROSA,.L..M..c.;.SiLVA,.A..A..A.aquisio.da.escrita.de.sinais.por.crianas. surdas. atravs.de. ambientes.digitais..RENOTE: Revista.Novas.tecnologias.na.Educao,.Porto.Alegre,.v..5,.p..1-12,.2007.BARtH,.c..et.al..construo.da.Leitura/Escrita.em.Lngua.de.Sinais.de.crianas.Surdas.em.Ambientes.Digitais..RENOTE: Revista.Novas.tecnologias.na.Educao,.Porto.Alegre,.v..7,.n..3,.p..444-455,.dez..2009.BARWALDt,.R..Ferramenta com recurso de voz:.uma.proposta.para.favorecer.o.processo.de.interao.e.incluso.dos.cegos.em.ambientes.virtuais.de.aprendizagem..2008..227.f..tese.(Doutorado.em.informtica.na.Educao)Programa.de.Ps-Graduao.em.Educao,.Universidade.Federal.do.Rio.Grande.do.Sul,.Porto.Alegre,.2008.BARWALDt,.R.;.SANtAROSA,.L..M..c.;.PASSERiNO,.L..M..Uma. ferramenta.de.autoria. sncrona. acessvel. para. cegos:. um. estudo. de. caso. no. PROiNESP.. RENOTE: Revista.Novas.tecnologias.na.Educao,.Porto.Alegre,.v..6,.n..2,.dez..2008.LODi,.A..c..B.;.HARRiSON,.K..M.;.cAMPOS,.S..R..L..Letramento.e. surdez:.um.olhar.sobre.as.particularidades.dentro.do.contexto.educacional..in:.LODi,.A..c..B..et.al..(Org.)..Letramento e minorias. Porto.Alegre:.Mediao,.2002..p..35-46.SANtAROSA,.L..M..c..cooperao.na.web.entre.PNE:.construindo.conhecimento.no.Ncleo.de.informtica.na.Educao.Especial.da.UFRGS..in:.cONGRESSO.iBERO-AMERicANO.DE.iNFORMticA.NA.EDUcAO.ESPEciAL.(ciiEE),.3.,.20-

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    23.ago..2002,.Fortaleza..Palestras....Porto.Alegre:.UFRGS,.NiEE,.2002..Disponvel.em:...Acesso.em:.2.jan..2011...SANtAROSA,. L.. M.. c.. (Org.).. Tecnologias digitais acessveis.. Porto. Alegre:. JSM.comunicao,.2010.SANtAROSA,.L..M..c;.cONFORtO,.D.;.BASSO,.L..de.O..Eduquito:. ergonomia.cognitiva.para.diversidade.humana. Revista Educao, Formao & Tecnologias,.Portugal,.n..extra,.p..4-13,.abr..2010..Disponvel.em:...Acesso.em:.10.jan..2010.SANtAROSA,.L..M..c.;.MARtiNS,.A.;.SiLVEiRA,.M..Adaptao.para.o.portugus.e. avaliao. de. um. simulador. de. teclado. para. portadores. de. paralisia. cerebral..Revista Argentina de Teleinformatica,.Argentina,.n..3,.p..5-8,.1994.ScHLEMMER,.E..AVA:. um.ambiente. virtual.de. convivncia. interacionista. sistmico.para. comunidades. virtuais. na. cultura. da. aprendizagem.. 2002.. tese. (Doutorado. em.informtica. na.Educao)Programa. de. Ps-Graduao. em. informtica. na.Educao,.Universidade.Federal.do.Rio.Grande.do.Sul,.Porto.Alegre,.2002.StUMPF,.M..R..transcries.de.lngua.de.sinais.brasileira.em.signwriting..in:.LODi,.A..c..B..et.al..(Org.)..Letramento e minorias. Porto.Alegre:.Mediao,.2002..p..62-70.VYGOtSKY,. L.. S.. A formao social da mente:. o. desenvolvimento. dos. processos.psicolgicos.superiores..5..ed..So.Paulo:.Martins.Fontes,1994.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    tecnologiAS ASSiStivAS e prticAS pedAggicAS incluSivAS: deficinciA viSuAl

    Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto

    tecnologiA AssistivA

    .uma.rea.do.conhecimento,.de.caracterstica. interdisciplinar,.que. engloba. produtos,. recursos,. metodologias,. estratgias,. prticas. e.servios.que.objetivam.promover.a.funcionalidade,.relacionada..atividade.e.participao,.de.pessoas.com.deficincia,. incapacidades.ou.mobilidade.reduzida,. visando. sua. autonomia,. independncia,. qualidade. de. vida. e.incluso.social.(BRASiL,.2009).

    Esta. conceituao. foi. elaborada.pela.comisso.temtica. 1,. do.comit.de.tecnologia.Assistiva.(cAt).atendendo..solicitao.do.Poder.Legislativo.Brasileiro,.na.Lei.no.10.098,.de.19.de.dezembro.de.2000,.que.destacava.a.necessidade.de.proporcionar.condies.equnimes.a.todas.as.pessoas.com.deficincia,.tendo.sido.regulamentado.pelo.Poder.Executivo,.por.meio.do.Decreto.no.5296,.de.02.de.dezembro.de.2004..Neste.Decreto.foi. determinada. a. criao. do.comit. de. Ajudas.tcnicas. cAt. termo.

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    utilizado.anteriormente.e.alterado.para.comit.de.tecnologia.Assistiva.cAt.(BRASiL,.2009).

    O.cAt.est.subordinado..Subsecretaria.Nacional.de.Promoo.do. Direitos. da. Pessoa. com. Deficincia. da. Secretaria. Especial. dos.Direitos.Humanos.da.Presidncia.da.Repblica..O.cAt.. formado.por.especialistas,.representantes.das.diferentes.reas.do.governo.e.pela.sociedade.civil. representada. pelo. conselho. Nacional. da. Pessoa. com. Deficincia.(cONADE).

    O. desenvolvimento. de. recursos. de. tecnologia. Assistiva. tm.possibilitado. a. valorizao. e. incluso. de. pessoas. com. deficincia,.promovendo.seus.direitos.humanos..Dessa.forma,.o.tema.tem.assumido.um.espao.importante.nas.aes.desenvolvidas.pela.Secretaria.Especial.dos.Direitos.Humanos.da.Presidncia.da.Repblica.(BRASiL,.2009).

    Segundo. o. instituto. Brasileiro. de. Geografia. e. Estatstica.(iBGE,.2000).cerca.de.14,5%.da.populao.brasileira.tm.algum.tipo.de.deficincia.(fsica,.auditiva,.visual,.intelectual.ou.mltipla)..Os.dados.do.censo.revelaram.tambm.que.os.dados.relacionados..deficincia.variam.de.acordo.com.a. regio.do.pas,. sendo.que.as. regies.Norte.e.Nordeste.apresentam.as.maiores.propores.

    Um. dos. mecanismos. necessrios. para. a. remoo. de. barreiras.existentes.na.vida.da.pessoa.com.deficincia..a.utilizao.de.recursos.de.tecnologia.Assistiva.em.qualquer.faixa.etria.e.em.qualquer.situao.do.cotidiano.

    Radabaugh. (2001).afirmou.que.a. tecnologia. facilita. a.vida.das.pessoas.sem.deficincia,.no.entanto,.para.as.pessoas.com.deficincia,.ela.torna.as.coisas.possveis.

    A deficinciA visuAl e os recursos de tecnologiA AssistivA

    com. base. na. populao. mundial,. a. Organizao.Mundial. de.Sade. estima.que.mais. de. 161.milhes. de. pessoas. sejam.portadoras. de.deficincia.visual,.das.quais.124.milhes.teriam.baixa.viso.e.37.milhes.seriam. cegas..Desse. total,. estima-se. que. o. total. de. 90,0%. concentra-se.

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    nos. pases. em.desenvolvimento. e. a.maior. parte. poderia. ser. evitada.por.preveno.ou.tratamentos.existentes.(WESt;.SOMMER,.2001).

    Projetando.para.o.Brasil,.estima-se.que.existam.aproximadamente.1,2.milhes.de.cegos.e.cerca.de.4.milhes.de.indivduos.com.baixa.viso.(HADDAD,.SAMPAiO,.2010).

    Adota-se.como.deficincia.visual.a.presena.de.cegueira.ou.baixa.viso.. De. acordo. com. a. 10o. reviso. da. classificao. internacional. das.Doenas. e. Problemas. Relacionados. . Sade. (ciD-10). da. Organizao.Mundial.de.Sade.(OMS,.1993),.considera-se.cegueira,.quando.o.valor.da. acuidade. visual. corrigida. no.melhor. olho. .menor. do. que. 20/400,.ou.o.campo.visual.menor.que.10.graus.(categorias.3,.4.e.5.de.graus.de.comprometimento.visual)...considerada.baixa.viso,.quando.o.valor.da.acuidade.visual.corrigida.no.melhor.olho..menor.do.que.20/60.e.maior.ou. igual.a.20/400,.ou.o.seu.campo.visual..menor.do.que.20.graus.no.melhor.olho,.com.a.melhor.correo.ptica.(categorias.1.e.2.).

    Segundo. a. ciD-10,. a. baixa. viso. . classificada. em:. perda.moderada.da.viso,. situao.em.que.o. sujeito. apresenta. acuidade.visual.entre.20/60.a.20/200;.perda.grave.da.viso,.entre.20/200.a.20/400;.perda.profunda.da.viso,.entre.20/400.a.20/1200.no.melhor.olho.com.melhor.correo.(OMS,.1993)..

    A.baixa.viso.caracteriza-se.por.ser.uma.alterao.significativa.da.capacidade.funcional.da.viso,.decorrente.de.fatores.isolados.ou.associados,.tais.como.baixa.acuidade.visual.significativa,.reduo.importante.do.campo.visual,.alteraes.para.a.viso.de.cor.e/ou.sensibilidade.aos.contrastes.que.interferem.ou.limitam.o.desempenho.visual.(BRUNO,.2007).

    . importante. mencionar. que. mesmo. utilizando. a. melhor.correo,. os. indivduos. continuam.apresentando.baixa. viso. e.o.uso.de.culos. comum. nem. sempre. proporciona. melhora. quantitativa. . essa.populao,. mas,. de. forma. geral,. proporciona. melhora. qualitativa.. A.melhora. quantitativa. propicia. ao. indivduo. com. baixa. viso. enxergar.objetos,.smbolos.ou.letras.menores.enquanto.que.a.melhora.qualitativa.propicia.a.enxergar.objetos,.smbolos,.letras.do.mesmo.tamanho,.porm,.com.maior.qualidade.e.melhor.nitidez.(GASPAREttO,.2001)..

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    concebe-se. o. desenvolvimento. da. eficincia. visual. como. um.processo. de. aprendizagem. em. que. o. indivduo. aprender. a. usar. seus.recursos. pessoais,. seu. resduo. visual. e. os. equipamentos. que. podero.benefici-lo.neste.desenvolvimento.(SALOMON,.2007)..

    O.uso. de. recursos. de.tecnologia.Assistiva. promove. a.melhora.da.viso.residual.de.pessoas.com.baixa.viso.com.a.utilizao.de.recursos.especficos.nas. atividades. cotidianas,. de. leitura. e. de. escrita. e. referem-se.a. produtos,. instrumentos,. equipamentos. adaptados. ou. especialmente.projetados.para.melhorar.a.funcionalidade.da.pessoa.com.deficincia.ou.com. a.mobilidade. reduzida,. favorecendo. a. autonomia. pessoal,. total. ou.assistida..

    AcessiBilidAde

    Na. realidade. brasileira,. importantes. e. abrangentes. aes. tem.ocorrido.para.garantir.incluso.e.cidadania.s.pessoas.com.deficincia..A.1.Norma.tcnica.Brasileira.referente..acessibilidade.foi.criada.em.1985.pela.Associao.Brasileira.de.Normas.e.tcnicas.(ABNt).e..denominada.Adequao.das.Edificaes,.Equipamentos.e.Mobilirio.Urbano..pessoa.com.deficincia-.NBR.9050.

    O. Decreto. n. 5.296,. de. 2/12/2004. regulamentou. as. Leis.n. 10.048,. de. 8/11/2000. e. n. 10.098,. de. 19/12/2000. (LiMA,. 2009)..A. primeira, prioriza. o. atendimento. s. pessoas. com. deficincia. e. a.segunda.estabelece.normas.gerais.e.critrios.bsicos.para.a.promoo.da.acessibilidade.das.pessoas.com.deficincia.ou.com.modalidade.reduzida,.mediante.a.remoo.de.barreiras.e.de.obstculos.nas.vias.e.espaos.pblicos,.no.mobilirio.urbano,.na.construo.e.reforma.de.edifcios.e.nos.meios.de.transporte.e.de.comunicao..

    Para. os. fins. desta. Lei. a. acessibilidade. . definida. como.possibilidade. e. condio. de. alcance. para. utilizao,. com. segurana.e. autonomia,. dos. espaos,. mobilirios. e. equipamentos. urbanos,. das.edificaes,.dos.transportes.e.dos.sistemas.e.meios.de.comunicao,.por.pessoa.com.deficincia.ou.com.mobilidade.reduzida.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    A.definio.de.barreiras refere-se.a.qualquer.entrave.ou.obstculo.que.limite.ou.impea.o.acesso,.a.liberdade.de.movimento.e.a.circulao.com.segurana.das.pessoas,.classificadas.em:

    a).. barreiras.arquitetnicas.urbansticas:.as.existentes.nas.vias.pblicas.e.nos.espaos.de.uso.pblico;

    b).. barreiras. arquitetnicas. na. edificao:. as. existentes. no. interior. dos.edifcios.pblicos.e.privados;

    c).. barreiras. arquitetnicas. nos. transportes:. as. existentes. nos. meios. de.transportes;

    d).. barreiras.comunicacionais:.qualquer.limite.ou.obstculo.que.dificulte.ou.impossibilite.a.expresso.ou.o.recebimento.de.mensagens.por.intermdio.dos.meios.ou.sistemas.de.comunicao,.sejam.ou.no.de.massa.

    Outras.iniciativas.tem.promovido.a.acessibilidade,.destacando-se.tambm.a.Portaria.n.1.679,.de.02.de.dezembro.de.1999.do.Ministrio.da.Educao.(LiMA,.2009),.que.considerou.a.necessidade.de.assegurar.s.pessoas.com.deficincias.condies.bsicas.de.acesso.ao.ensino.superior,.de.mobilidade.e.de.utilizao.de.equipamentos.e.instalaes.das.instituies.de.ensino,.resolveu:

    Art..1.. Determinar. a. incluso. de. instrumentos. destinados. a. avaliar.as. condies. de. oferta. de. cursos. superiores,. para. fins. de. sua.autorizao.e.reconhecimento.e.para.fins.de.credenciamento.de.instituies. de. ensino. superior,. bem. como.para. sua. renovao,.conforme. as. normas. em. vigor,. requisitos. de. acessibilidade. s.pessoas.com.deficincia..

    Art..2.. A. Secretaria. de. Educao. Superior. deste. Ministrio,. com. o.apoio. tcnico. da. Secretaria. de. Educao. Especial,. estabelecer.os. requisitos,. tendo. como. referncia. a.Norma. Brasil. n. 9050,.da. Associao. Brasileira. de. Normas. tcnicas,. que. trata. da.Acessibilidade.de.Pessoas.com.Deficincias e.Edificaes,.Espao,.Mobilirio.e.Equipamentos.Urbanos.

    Os.requisitos.estabelecidos.devero.contemplar,.no.mnimo,.para.alunos. com. deficincia. visual,. o. compromisso. formal. da. instituio. de.

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    proporcionar,.caso.seja.solicitada,.desde.o.acesso.at.a.concluso.do.curso,.sala.de.apoio.contendo:

    . mquina. de. datilografia. Braille,. impressora. Braille. acoplada. a.computador,.sistema.de.sntese.de.voz;

    . gravador.e.fotocopiadora.que.amplie.textos;. plano.de.aquisio.gradual.de.acervo.bibliogrfico.em.fitas.de.udio;. software.de.ampliao.de.tela;. equipamento.para.ampliao.de.textos.para.atendimento.a.aluno.com.

    baixa.viso;. lupas,.rguas.de.leitura;. scanner.acoplado.a.computador;. plano. de. aquisio. gradual. de. acervo. bibliogrfico. dos. contedos.

    bsicos.no.Sistema.Braille.

    recursos de tecnologiA AssistivA pArA A pessoA com cegueirA

    No. processo. de. escolarizao,. o. Sistema. Braille. . o. recurso.fundamental. para. a. comunicao. escrita. da. pessoa. com. cegueira.. .constitudo.por.63.sinais.formados.a.partir.da.combinao.de.6.pontos.em.relevo..A.combinao.desses.63.diferentes.sinais.permite.a.representao.de.todos.os.sinais.literais,.matemticos,.musicais,.da.Fsica,.da.Qumica.e.tambm.da.informtica.(OKA;.NASSiF,.2010).

    A.aprendizagem.da.leitura.Braille.pode.ser.lenta.e.requisita.alto.grau. de. disciplina. e. concentrao.. Na. leitura. do. Braille. o. movimento.. realizado.da. esquerda.para. a.direita. e.preferencialmente. as.duas.mos.devem. ser. utilizadas. para. a. identificao. e. a. interpretao. dos. sinais..Martin.e.Fuente.(2004).relataram.que.em.nveis.primrios,.a.criana.com.relativa.velocidade.de.leitura.l.em.torno.de.30.a.45.palavras.por.minuto..A.media..de.104.palavras.por.minuto,.mas,.alguns.leitores.podem.ler.at.120.palavras.por.minuto.(OKA;.NASSiF,.2010).

    Para.a.escrita.do.Sistema.Braille.podem.ser.utilizados.a.reglete.e.a.mquina.Braille.que.possibilita.agilidade.e.rapidez.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Por. intermdio. da. impressora. Braille. so. produzidos. livros.contendo.grficos.e.ilustraes.de.tima.qualidade..A.comisso.Brasileira.do. Braille. (cBB). foi. instituda. pela. Portaria. n. 319,. do. Ministrio. da.Educao. de. 26. de. fevereiro. de. 1999. e. . subordinada. . Secretaria. de.Educao. Especial. do.MEc. e. suas. atribuies. principais. so:. elaborar. e.propor. diretrizes. para. o. uso,. ensino. e. difuso.do.Sistema.Braille;. propor.normas.e.regulamentaes.no.tocante.ao.uso,.ensino.e.produo.do.Sistema.Braille.no.Brasil;.acompanhar.e.avaliar.as.normas.e.acordos.internacionais.visando.a.unificao.desse.Sistema,.especificamente.nas.lnguas.portuguesas.e.espanholas;.avaliar.permanentemente.a.simbologia.Braille.adotada.no.Brasil;.manter. intercmbio. permanente. com. as. comisses. de. Braille. de. outros.pases;.propor.critrios.para.a. implantao.de.novas. simbologias.Braille. e.elaborar.manuais.e.outras.publicaes.que.orientem.o.processo.de.ensino-aprendizagem.e.o.uso.do.Sistema.Braille.em.todo.o.territrio.brasileiro.

    A. complementao. curricular. para. o. aluno. com. deficincia.visual,.tem.sido.feita.por.meio.do.Soroban,.nome.dado.ao.baco.japons.de. origem. chinesa..O. baco. . um. antigo. instrumento. de. calcular,. cuja.palavra.deriva.do.grego.Abax que.significa.tbua.de.contar.

    O. Soroban. foi. introduzido. no. Brasil. por. Joaquim. Lima. de.Moraes.em.1949,.por.intermdio.de.palestras,.demonstraes.em.escolas.e. nos.meios. de. comunicao..A. uso. do. Soroban. no. uso. e. no. ensino. .importante.porque.propicia.o.desenvolvimento.do.clculo.mental,.favorece..compreenso.do.conceito.de.numero,.propicia.a.concentrao,.permite.compreender.os.conceitos.de.reserva.e.emprstimo.em.matemtica,.entre.outras.(OKA;.NASSiF,.2010).

    As. representaes.grficas. realizadas. com.relevo.em. ilustraes,.mapas.grficos,.esquemas.e.maquetes.so.importantes.recursos.pedaggicos.e. podem. ser. utilizados. tanto. na. escola. como. fora. dela.. Elas. podem. ser.realizadas. do. modo. artesanal,. com. representaes. no. papel. com. cola.plstica,.fitas.adesivas,.carretilha.de.costura,.canetas;.pranchetas.com.tela,.feltro.ou.borracha..Podem.ser.utilizados.tecidos,.EVA,.fios,.lixas,.papis,.miangas,.botes.e.outros.matrias.(OKA;.NASSiF,.2010)..

    As.representaes.tambm.podem.ser.feitas.com.carretilhas.em.folhas. de. alumnio. e. outros. instrumentos. afins. sobre. uma. prancha. de.

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    borracha..As.representaes.feitas.com.colagem.e.em.alumnio.podem.ser.reproduzidas. em.mquinas. termoformadas. (processo.por. calor. e. vcuo).em.Oka.e.Nassif,.(2010).

    As.representaes.grficas.tteis.e.audiotteis.(computadorizadas).podem.ser.elaboradas.em.programas.grficos.e.reproduzidas.em.impressoras.Braille.ou.em.impressoras.jato.de.tinta.(OKA;.NASSiF,.2010)..

    Para.a. realizao.de.desenho.e.desenho.geomtrico,.podem.ser.utilizadas.pranchas.preparadas.com.diversos.materiais:.papelo.grosso.ou.eucatex revestidos.de.tela.de.naylon.que.deve.estar.bem.esticada.e.fixada.com.fita.adesiva.no.verso.da.prancha..O.papel.deve.ser.preso.na.prancha.com. presilhas. e. sobre. ele. podem. ser. feitos. desenhos. com. caneta,. lpis,.giz.de.cera,.etc..Pode.tambm.ser.utilizada.uma.base.feita.com.lenol.de.borracha,.que.no.seja.muito.rgida.ou.muito.macia.para.evitar.que.se.fure.na.realizao.do.desenho.(OKA,.NASSiF,.2010).

    Os. recursos. de. informtica. so. fundamentais. para. o. estudo,.lazer,.pesquisa.e.trabalho,.favorecendo.a.independncia.e.autonomia.das.pessoas.com.deficincia.visual..O.acesso.aos.softwares.ampliados,.sonoros.e..internet.promove.a.pessoa.com.deficincia.visual,.incluindo-o.na.era.digital,.favorecendo.as.relaes.interpessoais,.a.comunicao.independente.nas.atividades.de.leitura.e.escrita.alm.das.atividades.escolares.e.profissionais.(GASPAREttO.et.al.,.2009).

    Para.Silva.Silva,.tureck,.Zanetti.(2008),.os.softwares.pedaggicos.adaptados.ou.especficos.devem.ser.funcionais,.atendendo.minimamente.as. possibilidades. de. interao. entre. o. usurio. e. o. aplicativo. por. meio.dos. sistemas. ttil. e. auditivo. para. o. usurio. com. cegueira,. sendo. o. uso.predominantemente.pelo.teclado.e.pelo.retorno.sonoro.

    No.territrio.brasileiro.os.Programas.Leitores.de.tela.e.com.Sntese.de.Voz.mais.utilizados.so:.O.Sistema.operacional.DOS-VOX,.desenvolvido.em.1993,.pelo.Ncleo.de.computao.Eletrnica.da.Universidade.Federal.do.Rio.de.Janeiro,.sendo.um.sistema.para.microcomputadores.da.linha.Pc.que.se.comunica.com.o.usurio.por.meio.de.sntese.de.voz,.em.portugus.e. pode. ser. baixado. gratuitamente.. Este. Sistema. tem. jogos. e. programas.de.acesso.. internet.e.as.mensagens. sonoras. so. feitas.com.voz.humana.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    gravada.e..compatvel.com.a.maioria.dos.sintetizadores.de.voz.existentes.BORGES,.2008)..

    Outro. sintetizador. de. voz. em. portugus. . o. Virtual. Vision,.desenvolvido.pela.MicroPower.em.1997,.trabalha.no.ambiente.Windows,.com.aplicativos.do.Office.e.permite.navegao.na.internet..O.Jaws.(Job.Acess.With.Speech).comeou.a.ser.desenvolvido.em.1989.para.ambiente.DOS..trabalha. em. aplicativos. do.Windows. ou. de. outros. programas. e.recursos.da.internet.(MORtiMER,.2010).

    O.NVDA. (Non.visual.Desktop.Access. .um. leitor.para. a. tela.do.Windows.desenvolvido.na.Austrlia.por.Michael.curran.em.2006,.de.acesso.livre..Apresenta.duas.verses:.uma.para.ser.instalada.e.outra..partir.de.um.pen drive.ou.cD.(OKA;.NASSiF,.2010).

    Segundo. Oka. e. Nassif. (2010). no. h. softwares. educacionais.comerciais. brasileiros. especficos. para. as. pessoas. com. deficincia. visual,.mas,.h.softwares.de.mercado.que.podem.ser.utilizados.com.tal.finalidade,.se. contiverem. recursos. acessveis. de. som,. fontes. e. imagens. ampliadas. e.figuras. contrastantes. para. as. pessoas. com. baixa. viso.. com. os. avanos.tecnolgicos. observa-se. esforos. para. o. desenvolvimento. de. softwares.educacionais.especficos.

    Outro. recurso. de. tecnologia. Assistiva. acessvel. . pessoa. com.cegueira. . o. livro. digital..O. livro. digital. acessvel. (LiDA),. no. formato.de.cD-ROM,. . uma. ferramenta. que. permite. amplo. acesso. . pesquisa.e. estudo.. Esto. disponveis. nesse. formato. livros. de.Direito,. Psicologia,.Pedagogia.e.Filosofia...um.recurso.gratuito.ao.deficiente.visual.e.para.se.cadastrar.utilizar.o.email:.lida@fundacaodorina.com.br.

    A. Fundao. Dorina. Nowill. disponibiliza. gratuitamente. livros.em.formato.Digital.Accessible. information.System.(DAiSY)..O.sistema.DAiSY.permite. navegar. no. texto. com.maior. velocidade. e. eficincia. na.leitura,.com.a.opo.de.saltar.de.pgina,.consultar.captulo,.seo,.tendo.o.udio.e.o.texto.escrito.sintonizados.

    O.audiolivro.conhecido.tambm.como.o.livro.falado,.no.qual.o.texto.foi.lido.por.um.ledor.em.estdio.de.gravao.oferecendo.condies.ideais.para.um.produto.de.tima.qualidade..Pode.ser.encontrado.em.fitas.cassetes,.cDs.ou.no.formato.MP3,.Por.meio.do.audiolivro.a.pessoa.com.

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    deficincia.visual.pode.ter.acesso.a.livros.didticos,.romances,.revistas,.etc..A. Fundao.Dorina.Nowill. tambm.disponibiliza. obras. nesse. formato..Gratuitamente.tambm.podem.ser.acessados.os.sites.www..bibvirt.futuro.usp.br;.www.marfisa.org..

    As.pessoas.com.cegueira.podem.tambm.ter.acesso..leitura.por.meio.dos.displays.Braille.e.das.impressoras.em.Braille..O.display.Braille..um.equipamento.eletromecnico.que.exibe.em.Braille. frases.e.parte.dos.textos..consiste.em.um.celas.Braille.que.podem.ser.at.80,.dispostas.em.uma. linha.e.acionadas.por.pinos.que. sobem.e.descem.em.cada.um.dos.espaos.para.os.pontos.das.celas.(MORtiMER,.2010).

    As. impressoras.Brailles. funcionam.junto.com.softwares.especiais.para. imprimir.textos.em.Braille.e. imagens.em.alto.relevo..Os.sistemas.de.reconhecimento.ptico.de.caracteres.(OcR).tambm.permitem.que.a.pessoa.com.deficincia.visual.tenha.acesso..informao.textual.de.livros,.jornais.e.revistas,.utilizando.um.scanner.comum.para.a.captao.de.imagem.

    orientAo e moBilidAde

    Ashcroft.(1971).enfatizou.que.a.pessoa.com.cegueira.pode.tocar.chopin.satisfatoriamente,.mas,.se.no.conseguir.chegar.ao.piano,.estar.completamente.perdido.e.frustrado.quando.longe.dele..O.direito.de.ir.e.vir..pessoa.com.deficincia.visual..garantido.pela.Orientao.e.Mobilidade.por.intermdio.do.uso.da.bengala,.uso.do.guia.vidente.ou.acompanhada.do.co.guia.(FELiPPE;.FELiPPE,.2010)..

    .O.co-guia. (Decreto.n.5.904,.de.21/09/2006).propicia.uma.srie.de.benefcios.na.orientao.e.mobilidade.da.pessoa.com.deficincia.visual.(LiMA,.2009)..No.Brasil.este.trabalho..recente..Sabe-se.que.existem.73.escolas.de.co-guia.no.mundo,.distribudas.em.26.pases..A.meta.tem.sido. de. ampliar. o. treinamento. de. pessoas. brasileiras. com. deficincia.visual.com.os.ces-guia,.e.de. introduzir.a.criao.de.ces-guia.no.Brasil.(GASPAREttO.et.al.,.2009).

    Atualmente.em.Santa.catarina,.h.a.nica.escola.de.ces-guia.no.Brasil,. e. tambm. a. nica. reconhecida. na.Amrica. Latina. pela. Federao.internacional. de. ces-guia,. cuja. sede. fica. em. Londres.. Os. ces. no. so.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    treinados. no. Brasil,. aqui. ocorre. apenas. o. treinamento. das. pessoas. com.deficincia.visual..Os.ces.so.enviados.pela.Royal.New.Zeland.Foundation.for.the.Blind..Guide.Dog.Services.(Auckland,.Nova.Zelndia),.pela.Leader.Dogs. for. the. Blind. (Rochester,. Michigan. EUA). e. pela. Fundao. Lions.internacional.(GASPAREttO.et.al.,.2009).

    recursos de tecnologiA AssistivA pArA A pessoA com BAixA viso

    Auxilio.para.baixa.viso..qualquer.recurso.que.promova.o.melhor.desempenho.da.pessoa.com.baixa.viso.nas.suas.atividades.(FAYE,.1984)..Os.auxlios.para.baixa.viso.podem.ser.pticos,.no.pticos,.de.informtica.e.eletrnicos.

    Os.auxlios.pticos.so.equipamentos.ou.instrumentos.que.ajudam.a.pessoa.com.baixa.viso.a.melhorar. sua.viso.residual,.geralmente.pelo.aumento.da.imagem.e.podem.ser.para.perto.e.para.longe..A.magnificao.ou.ampliao.da.imagem..o.resultado.do.aumento.efetivo.no.tamanho.da.imagem.que.se.forma.na.retina..Nesta.categoria.encontram-se.os.culos,.os.sistemas.telescpicos,.as.lupas.manuais,.de.apoio.e.de.mesa..A.seleo.de.tais.auxlios.recursos.est.baseada.nas.alteraes.visuais,.nas.necessidades.visuais.e.atividade.a.serem.realizadas.pelo.sujeito.que.tem.baixa.viso.e.so.prescritos.por.um.oftalmologista.(cARVALHO.et.al..2005)..

    Muitas.pessoas.com.baixa.viso.tm.prescrio.de.culos.comuns,.alm.de.utilizar.auxlios.pticos.especiais...bom.saber.qual.a.finalidade.dos.culos,.isto.,.se.servem.para.longe,.para.perto.ou.para.ambos,.a.fim.de.adequar.seu.uso.(cARVALHO.et.al.,.2005)..

    Para.enxergar.objetos.distantes.tambm.so.utilizados.os.sistemas.telescpicos.monoculares.ou.binoculares.que.proporcionam.a.aproximao.dos.objetos,.mas,.em.contra.partida.reduzem.o.campo.visual..Para.o.uso.do. sistema. telescpico..necessrio.que.a.pessoa.com.baixa.viso. realize.treinamento.e..recomendado.o.uso.somente.em.situaes.estticas,.porque.se.perde.a.noo.de.distncia..cabe.ressaltar.que,.quanto.maior.o.grau.do.sistema.telescpico,.menor.o.campo.de.viso..Esse.recurso.comumente..utilizado.para.a.visualizao.do.quadro.negro.na.escola,.da.televiso,.bem.como.para.o. reconhecimento.de. linhas.de.nibus,.de.pessoas,.nome.de.ruas,.entre.outros.(cARVALHO,.et.al.,.2005)..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    Para. perto,. os. auxlios. pticos. podem. ser. por. meio. de. lentes.montadas.em.armao.de.culos,.lupas.manuais,.lupas.de.apoio.e.o.sistema.telemicroscpico.. Existem. culos. especiais. com. lentes. de. grande. aumento.que.servem.para.melhorar.a.viso.de.perto..Nestas.condies.. importante.que.se.conhea.a.distncia.focal,.ou.seja.,.a.que.distncia.deve.estar.o.texto.que.vai.ser.lido,.de.modo.a.facilitar.sua.utilizao..H.vrios.tipos.de.culos:.culos.bifocais,.culos.binoculares.com.prismas,.culos.asfricos.monoculares.(cARVALHO.et.al..2005)..

    As.lupas.podem.ser.manuais.ou.de.apoio..So.muito.teis.para.aumentar.o.material.de.leitura,.mapas,.grficos,.etc...importante.lembrar.que.quanto.maior.o.aumento.da.lupa.menor.o.campo.de.viso..com.isso.h,. tambm,. diminuio. da. velocidade. de. leitura. e.maior. fadiga. visual.(cARVALHO.et.al.,.2005)..

    As. lupas.manuais. so.portteis,. sendo. aconselhado.o. seu.uso. em.leituras.curtas,.pois..cansativo.segur-las.por.muito.tempo..As.lupas.de.apoio.so.recomendadas.para.leituras.mais.prolongadas,.pois.a.sua.base.proporciona.a.distncia.correta.e.as.mos.ficam.mais.livres.(cARVALHO.et.al.,.2005)..

    Aps.a.escolha.do.auxlio.ptico,.a.adaptao..muito.importante..Se. a. adaptao. do. auxlio. for. realizada. de. forma. correta,. o. auxlio. ser.utilizado.corretamente..caso.contrrio,.certamente.ficar.numa.gaveta.e.no.ser.usado.(BURMAN-LiNDELOW,.2000).

    Evidencia-se.a.necessidade.do.sujeito.com.baixa.viso.aprender.a.utilizar.o.seu.resduo.visual,.a.fim.de.melhorar.a.eficincia.da.viso..O.melhor.uso.da.viso.residual..conseguido.por.meio.do.uso.de.recursos.pticos.que.podem.estar.associados.aos.no.pticos.(GASPAREttO.et.al.,.2004)..

    Os.recursos.no.pticos.so.recursos.simples.que.tem.a.finalidade.de. aumentar. a. resoluo. visual.. Podem. ser. usados. em. conjunto. com.o.auxlio.ptico.ou.no,.com.o.objetivo.de.melhorar.a.funo.visual..como.exemplos. podem. ser. citados:. as. lentes. filtrantes,. iluminao,. materiais.ampliados,.contraste.(fundo.escuro.e.objeto.claro),.nas.salas.de.aula.podem.ser. utilizados. o. giz. branco. ou. amarelo. que. so. os. que. fornecem.maior.contraste.nas.lousas.verdes.(cARVALHO.et.al.,.2005)..

    Outros.recursos.no.pticos.so.igualmente.importantes..pessoa.com.baixa.viso,.como.o.apoio.para.leitura.e.escrita,.cadernos.com.pautas.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    ampliadas,. lpis. 6B. ou. 3B,. canetas. hidrogrficas. que. permitem. maior.contraste,.livros.com.letras.ampliados.e.uso.do.tiposcpio,.guia.de.leitura.ou.guia.de.assinatura..chapus.e.bons.podem.contribuir.para.diminuir.a.reflexo.excessiva.da.luz.em.ambiente.externo.(GASPAREttO,.2010)..

    Dependendo.da.doena.ocular,.as.pessoas.com.baixa.viso.podem.necessitar.de.iluminao.mais.intensa.para.poderem.realizar.as.atividades.de.leitura.e.escrita..A.condio.ideal..que.haja.um.foco.luminoso.direcionado.ao.material.a.ser.trabalhado..caso.isso.no.seja.possvel,.garantir.o.controle.de.iluminao.na.sala,.para.conseguir.a.eficincia.e.conforto.visual.destas.pessoas.(GASPAREttO,.2010).

    O.cctV.(sistema.de.circuito.fechado.de.televiso)..um.recurso.eletrnico.til.para.as.pessoas.que.necessitam.de.maior.aumento.do.que.os.culos.podem.proporcionar..tambm..til.para.quem.necessita.de.maior.distncia.para.ler,.escrever,.desenhar.ou.datilografar.(cARVALHO.et.al.,..2005)..

    A. lupa. eletrnica. (modelo. porttil. do.cctV). . utilizada. por.pessoas. com. baixa. viso. que. necessitam. de. grande. ampliao. de. textos.e. imagem..constitui-se. basicamente. de.uma.micro-cmera. aliada. a. um.circuito. eletrnico. que. amplia. textos. e. imagens. reproduzindo-os. em.qualquer.monitor.de.televiso.convencional.

    Da. mesma. forma. que. a. informtica propicia. a. acessibilidade.s. pessoas. cegas,. as. pessoas. com.baixa. viso. tambm. se. beneficiam.dos.recursos.de.acessibilidade.da.informtio,.programas.para.ampliao.de.caracteres.e.programas.com.sintetizadores.de.voz.que.podem.ser.usados.de.maneira.conjunta.com.a.ampliao.ou.no.

    Os.sistemas.de.sntese.de.voz.utilizam.software.e.hardware.para.vocalizar. eletronicamente. as. informaes. exibilidas. na. tela.. isso. inclui.tanto.o.contedo.textual.dos.aplicativos.

    O. ambiente. windows permite. uma. srie. de. ajustes. nas.configuraes. favorecendo. adaptaes.no.uso.do.mouse,. teclado,. vdeo. e.som..Na.edio.de. texto.h.possibilidades.de.ajuste.de.zoom,. tamanho.e.tipo. de. fonte,. espaamento. e. edio. em. colunas..todas. estas. adaptaes.so.individualizadas,.sendo.indicadas.de.acordo.com.a.necessidade.de.cada.usurio..Existem.softwares.livres,.como.o.DOSVOX.e.o.WiNVOX.podem.

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    ser.adquiridos.gratuitamente.na.internet.com.ampliao.alm.da.sntese.de.voz.e.privados.como.o.Zoomtext.e.MAGic.(OKA;.NASSiF,.2010)..

    . encontrado. no.mercado. nacional. produtos. acessveis. como:.telefones.celulares,.computadores.mveis,.navegadores.GPS,.tocadores.de.musica.MP3.e.MP4..udiolivros.com.estrutura.navegvel;.vdeo.ampliador.para. ampliar. rtulos. de. embalagens,. bulas. de. remdios,. receiturios,.documentos,.entre.outros.(MORtiMER,.2010).

    questes comumente ApresentAdAs por educAdores ou pAis de Alunos com BAixA viso (cARVALHO.et.al.,.2005).

    1 Como o aluno com baixa viso enxerga?. O. escolar. com. baixa. viso. enxerga. pouco,. mesmo. com. o. uso. de.

    culos..Ele.deve.ser.estimulado.a.usar.a.viso.residual.(que.resta).ao.mximo..Ele.no..cego.e.no.deve.ser.tratado.como.tal.

    2. Os alunos que apresentam viso normal devem ser informados sobre a condio visual do colega que tem baixa viso?.

    . O.trabalho.de.conscientizao..importante..Quanto.mais.informaes.forem.disseminadas,.menor.ser.o.preconceito.e.maior.a.aceitao.das.diferenas.

    3.. Quais. informaes. oftalmolgicas. da. criana. com. baixa. viso. so.importantes.ao.professor?.

    . A. causa.da.baixa. viso,. a. parte. do.olho.onde. se. localiza. a. doena,.como.a.doena. altera. a. viso. (limitaes. e.potencialidades),.qual. .a. sua.evoluo. (prognstico),.uso.de.culos.ou. recursos.especiais. e.quais.so.os.cuidados.especiais.necessrios.

    4... computador,.jogos,.vdeo.e.tV.so.prejudiciais.s.crianas.com.baixa.viso?.

    . Ao.contrrio.do.que.muitas.pessoas.acreditam,.o.estmulo.favorece.a.rpida.compreenso.da.leitura..O.uso.de.computador.ou.dos.jogos.vdeo. exige. um. esforo. visual. que.pode. levar. ao. cansao,.mas.no.causa. leso.nos.olhos..A.causa.do.cansao.pode.ser.o.excesso.dessa.atividade..Da.mesma.maneira. a. televiso. tambm.no.causa. leses.oculares.e,.portanto,.no.prejudica.a.viso.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    5. O que o professor deve observar em classe para determinar se outras crianas apresentam problemas visuais?.

    . O. escolar. dificilmente. conseguir. verbalizar. as. mudanas. visuais.que. ocorrem. com. ele.. O. professor. deve. ficar. atento. s. seguintes.manifestaes:

    . Modificaes.fsicas.na.rea.dos.olhos.(pupilas.brancas,.vesguice.etc.)

    . Dificuldade.de.se.locomover,.tombos.frequentes,.tropees,.esbarres.nos.batentes.das.portas.

    . Dificuldade.em.copiar.a.matria,.ler,.desenhar.

    . comportamento.diferente.do. anterior:.mais. tmida,.medrosa,. com.medo.de. se.expor,.principalmente.em.brincadeiras.ao.ar. livre..Fica.irritadia.

    . Observar. se. a. criana. aproxima. objetos. e. livros. dos. olhos. com.frequncia.

    . Observar.se.a.criana.tem.averso..luz.ou.necessita.de.muita.luz.para.realizar.as.tarefas.escolares.

    . Observar. se. a. criana. apresenta. dor. de. cabea,. lacrimejamento. ou.desinteresse.pelo.que.ocorre.a.uma.certa.distncia.Nestas.situaes,.o.professor.deve. comunicar. o. fato. .direo.da. escola/pais. sobre. a.necessidade.da.criana.passar.por.exame.oftalmolgico.

    Uso. de. recursos. e. equipamentos. de. tecnologia. assistiva. na.educao.municipal.e.estadual

    considerando. que. o. acesso. e. a. permanncia. dos. alunos. com.deficincia.no. sistema. regular.de.ensino.devero. ser.garantidos. tambm.por.meio.de.recursos.de.tecnologia.Assistiva,.a.comisso.2.do.cAt.props.e. efetivou. a. construo. e. aplicao. de. instrumentos. de. pesquisa. com. a.finalidade. de. mapear. as. questes. de. tecnologia. Assistiva. na. educao.(BRASiL,.2009)..

    A.pesquisa.teve.como.objetivo.analisar.a.utilizao.de.recursos.e.equipamentos.de.tecnologia.Assistiva.para.auxiliar.alunos.com.deficincia.no.desempenho.de.suas.atividades.educacionais,.principalmente.no.que.se.refere..disponibilidade.desses.para.o.aluno,.bem.como.o.conhecimento.do.profissional.da.educao.sobre.este.recurso,.sua.aplicabilidade.e.manuseio.do.mesmo.(BRASiL,.2009)..

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    A.amostra.foi.composta.por.profissionais,.professores.e.gestores.que. atuam. em. instituies. educacionais. de.municpios. dos. Estados. de.So.Paulo..No.Estado.de.So.Paulo,.o.municpio.plo.de.campinas.foi.selecionado. para. participar. do. estudo.. Foi. elaborado. um. questionrio.estruturado.e.auto-aplicvel.(MANZiNi;.MAiA;.GASPAREttO,.2008)..Para.a.elaborao.do.mesmo,.foi.utilizado.o.recurso.da.pesquisa.exploratria.como.etapa.preliminar,.adequando..realidade.estudada..O.questionrio.foi.denominado.tecnologia.Assistiva.para.Educao.-.tAE..

    O.questionrio.tAE.apresenta.os.seguintes.itens:.uma.introduo.explicando.o.motivo.da.aplicao,.com.objetivo..elaborao.de. futuras.polticas. pblicas. para. a. aquisio.de. recursos.de.tecnologia.Assistiva. e.formao. continuada. de. profissionais.. Alm. disso,. tambm. consta. a.caracterizao. das. escolas. e. dos. participantes. por. meio. dos. seguintes.critrios:. idade;. formao;. tempo. de. exerccio. profissional,. tempo. de.atuao.com.alunos.com.deficincia.e.tipo.de.atividade.desenvolvida,.bem.como.a.existncia.de.recursos.e.equipamentos.apresentados.no.questionrio.(BRASiL,.2009)..

    As. variveis. investigadas. foram:. a. disponibilidade. do. recurso.ou. equipamento. em. sala. de. aula:. se. a. escola. possua. ou.no.o. recurso;.se.o.aluno.possua.o. recurso,.mas.a.escola.no;.ou. se.ambos,.a.escola.e.aluno.possuam.o. recurso.ou.equipamento;.o. conhecimento.ou.no.do.recurso.e.equipamento.pelo.professor;.o.conhecimento.sobre.o.manuseio.e.aplicabilidade.do.recurso;.a.forma.de.aquisio.do.recurso:.via.Projeto;.por.meio.do.Municpio,.do.Estado,.MEc,.ou.o.desconhecimento.da.origem.da.aquisio.daquele.recurso.ou.equipamento.(BRASiL,.2009)..

    Foram. includos. todos. os. professores. e. gestores. do.municpio.polo.de.campinas.que. se.disponibilizaram.a. responder.ao. instrumento,.totalizando.33.participantes.(BRASiL,.2009)..

    Quanto..formao.dos.33.participantes,.26.indicaram.possuir.curso.de.Pedagogia,. 03,. curso.de. graduao. em.Educao.Especial,. 02,.curso.de.Psicologia.e.01.magistrio.e.histria.e.01.em.educao.artstica..Salienta-se.que.apenas.05.dos.participantes.indicaram.que.no.possuam.curso. de. especializao. e. que. dois. dos. participantes. possuam. curso. de.Mestrado..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    A. idade. dos. participantes. variou. entre. 27. e. 60. anos.. Apenas.quatro.participantes.no.possuam.nenhuma.experincia.com.alunos.com.deficincia,. e. a.maioria. (27.participantes). possua.mais. que.10. anos.de.experincia.em.magistrio.(BRASiL,.2009)..

    tabela.1..Recursos.e.equipamentos.para.os.alunos.com.cegueira.e.baixa.viso.(.n=33)

    Disponvel conhece Sabe.manusear

    Sim Nao Sim Nao Sim Nao

    Mquina.Braille 04 27 18 12 09 22

    Reglete 4 28 21 5 13 14

    Alfabeto.Braille 4 28 26 4 16 14

    Alfabeto. Braille. grande. e. em. madeira.com.pinos

    2 30 18 8 13 20

    Alfabeto. Braille. pequeno. em. madeira.com.pinos

    01 31 12 19 09 22

    Girabraille 0 31 08 21 07 21

    impressora.Braille 01 30 10 19 03 25

    Display.Braille 0 30 01 29 0 29

    Desenhador.para.Braille 0 31 04 25 02 27

    Domin.com.texturas 2 30 14 17 12 18

    Domin.magntico 0 32 15 15 14 16

    Jogo.da.velha.em.EVA 11 21 25 07 23 08

    Jogo.da.velha.em.madeira 1 30 16 14 15 15

    Jogo.de.xadrez.e.dama 07 25 18 13 13 17

    Resta.1.em.madeira 05 28 17 13 16 14

    Ampliador.de.imagens.e.textos 0 32 11 19 04 26

    lupa.manual.com.luz 0 32 17 13 10 20

    Lupa.manual.sem.luz 03 29 16 15 11 20

    telescpico.monocular 01 31 18 13 10 21

    Lupa.eletrnica 0 31 01 30 01 30

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    caderno.com.pautas.ampliadas 08 23 17 14 15 16

    Guia.de.assinatura 02 28 13 16 10 19

    Livros.Braille/.tipos.ampliados 07 23 22 08 18 12

    Soroban 03 28 12 19 07 23

    Bola.com.guizos 04 27 17 12 16 13

    Dado.de.espuma.com.guizo 09 22 19 12 15 19

    Baralho.Braille 0 31 06 22 07 20

    Baralho.ampliado.e.alto.contraste 0 31 08 20 09 18

    Bengala 02 29 18 13 12 17

    Notebook.com.programas.sonoros.e.am-pliados

    0 31 11 18 05 24

    computador. com.programas. sonoros. e.ampliados

    05 26 12 17 05 25

    termoform 0 31 0 31 0 31

    calculadora.sonora 0 31 07 22 07 23

    Na.tabela.1.so.apresentados.os.recursos.de.tecnologia.Assistiva.disponveis.na.escola,.conhecimento.ou.desconhecimento.dos.profissionais.em.relao..existncia.dos.recursos.e.o.conhecimento.para.o.manuseio.dos.mesmos.

    Na.amostra.pesquisada,.observou-se.que.a.escola.e.ou.os.alunos.haviam.adquiridos.os.seguintes.recursos.de.tecnologia.Assistiva:.dado.de.espuma.com.guizo.(09);.caderno.com.pautas.ampliadas.(08);.Livros.Braille.e/ou.com.tipos.ampliados,.Jogos.de.xadrez.e.dama.(07).computador.com.programas.sonoros.e.ampliados.(05).reglete,.alfabeto.Braille,.mquina.de.escreve.Braille,.bola.com.guizos.(04).(BRASiL,.2009).

    Evidenciou.o.fato.de.que.em.relao.a.os.dados.de.espuma.com.guizo,.19.profissionais.declararam.conhecer.enquanto.que.12.apontaram.o.desconhecimento..Observou-se.que.15.profissionais. informaram.saber.manusear. tal. recurso. enquanto.que.19.desconheciam.como.manuse-lo.(BRASiL,.2009).

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Em. relao. ao. caderno. com. pautas. ampliadas. 17. gestores.demonstraram.conhecer.enquanto.16.informaram.no.saber.manusear...respeito.dos. livros.em.Braille.e/.ou.caracteres.ampliados,.a.maioria.(22).dos.profissionais.relatou.conhecer.e.a.maioria.(18).tambm.indicou.saber.manusear(.BRASiL,.2009).

    Verificou-se.que.em.relao..reglete,.21.profissionais.apontaram.conhecimento,. no. entanto. 14. informaram. desconhecimento. de. como.manuse-lo..Sobre.o.alfabeto.Braille.a.maioria.(26),.mostrou.conhecimento.e. a. maioria. (16). tambm. mostrou. conhecimento. em. como. manuse-lo.. Para. a. mquina. Braille. verificou-se. que. 18. profissionais. mostraram.conhecimento,. no. entanto. 22. declararam. desconhecimento. de. com.manuse-la...respeito.da.bola.com.guizos.observou-se.que.a.maioria.(17).mostrou. conhecimento. do. recurso. e. tambm. declarou. conhecer. como.manuse-lo.(BRASiL,.2009).

    .importante.mencionar.que.os.recursos.de.tecnologia.assistiva.no.indicados.como.presentes.nas.escolas,.o.aluno.tambm.no.os.possui..Essa.realidade.compromete.a.aprendizagem.do.aluno.e.a.acessibilidade.em.sala.de.aula.(VERUSSA,.MANZiNi,.2009).

    .respeito.do.computador.com.programas.sonoros.e.ampliados.a.maioria.(18).informou.desconhecimento.e.em.relao.ao.manuseio.do.recurso,. 25. profissionais. declararam. no. saber. manuse-lo.. Em. relao.ao. notebook,. os. resultados. foram. semelhantes.. Para. Alves. (2007). a.informtica.associada.aos.recursos.de.tecnologia.Assistiva.como.o.sistema.Braille,.recursos.pticos.e.no.pticos.propicia.maior.motivao.e.agilidade..escolarizao.da.pessoa.com.baixa.viso.(BRASiL,.2009).

    A.literatura.afirma.a.importncia.dos.recursos.de.informtica.na.educao.de.alunos.com.deficincia.promovendo.a.aprendizagem,fornecendo.subsdios.para.o.trabalho,.incluso.digital.e.social.(SANtAROSA,.2001.;.RABELLO,.2007).

    considerAes finAis

    Os.recursos.de.tecnologia.Assistiva.so.meios.indispensveis.para.que.a.aprendizagem.da.pessoa.com.defici6encia.se.realize,.pois.os.recursos.

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    tanto.so.determinados.pelos.objetivos.da.interveno.de.ensino,.quanto.so.meios.sem.os.quais.os.objetivos.no.se.realizam.(MANZiNi,.2001).

    tais. recursos. proporcionam. . pessoa. com. deficincia. maior.independncia,.qualidade.de.vida.e.incluso.social,.por.meio.da.ampliao.de.sua.comunicao,.mobilidade,.controle.de.seu.ambiente,.habilidades.de.seu.aprendizado,.competio,.trabalho.e.incluso.com.a.famlia,.amigos.e.sociedade,.podendo.variar.entre.um.simples.culos,.uma.bengala.a.um.complexo.sistema.computadorizado.(GALVO.FiLHO;.DAMAScENO,.2006).

    Para.Mello.e.Martins.(2006).os.recursos.de.tecnologia.assistiva.no.salvam.vidas,.mas.propiciam.s.pessoas.com.deficincia,.a.seus.familiares.e.todos.os.profissionais.e.a.comunidade.escolar.que.fazem.parte.do.contexto,.o.direito.a.uma.vida.mais.digna.e.com.maiores.possibilidades.

    . reconhecido. que. h. muitos. obstculos. na. utilizao. de.recursos. de. tecnologia. assistiva. pela. pessoa. com. deficincia. visual.. H.o. desconhecimento. dos. profissionais. sobre. a. deficincia. visual,. mas,. a.baixa.viso..o.que.mais.os.aflige,.porque.eles.no.receberam.quaisquer.informaes. sobre. como. atuar. com. tais. alunos. em. sala. de. aula. e. as.necessidades.destes.sero.descobertas.por.iniciativa.prpria.ou.ento.esses.profissionais.no.sero.atuantes.em.sala.de.aula.ou.em.instituies.

    O.desconhecimento.tambm.leva.os.profissionais.a.associarem.os.recursos.de.tecnologia.Assistiva.aos.recursos.importados,.excessivamente.caros.e.de.forma.geral.indisponveis..populao..Neste.sentido,.ressalta-se.a. importncia.de. se. ampliar. a. compreenso.de.que.tecnologia.Assistiva..mais.que.artefatos.ou.produtos.que.auxiliam.a.pessoa.com.deficincia,.envolvendo. tambm. servios,. estratgias. e.prticas,.mas,. acima.de. tudo.promovendo. a. autonomia. e. participao. das. pessoas. com. deficincia.(BRASiL,.2009).

    Para.garantir.o.acesso.e.a.permanncia.dos.escolares.com.deficincia.visual. na. escola. regular,. a. Secretaria. de.Educao.Especial. . SEESP.do.Ministrio.da.Educao..MEc,.elaborou.documentos,.publicaes,.cursos.de.formao..distancia.contendo.estratgias.e.orientaes.pedaggicas.ao.atendimento.aos.escolares.com.deficincia.visual.(BRASiL,.2008).

    Destacam-se. o. Programa. Educao. inclusiva:. Direito. .Diversidade;.Apoios..Educao.infantil,.Programa.de.Apoio..Educao.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Especial. (PROESP),. Projeto.Educar. na.Diversidade,.Apoio. .Educao.de.Alunos.com.Deficincia.Visual.evidenciando:.a.criao.de.centros.de.Apoio.para.Atendimento.s.Pessoas.com.Deficincia.Visual,.fornecimento.de.kits.para.alunos.com.baixa.viso.e.cegueira.e.formao.de.professores.(BRASiL,.2008).

    O. Ministrio. da. Educao. criou. dez. mil. salas. de. recursos.multifuncionais.destinadas.s.redes.pblicas.de.ensino..Esta.ao..destinada.a. apoiar. estados. e.municpios. no. atendimento. a. alunos. com.deficincia,.transtornos.globais.do.desenvolvimento.e.altas.habilidades.ou.superdotao.matriculados.ems.classes.comuns.das.escolas.pblicas.(BRASiL,.2008).

    No.perodo.entre.2005.a.2008,.foram.distribudas.5.551.salas.com.recursos.multifuncionais..No.ano.de.2010.foram.distribudas.dez.mil.salas,.uma. para. cada.municpio..cada. sala. recebeu. equipamentos,.mobilirio.e. materiais. pedaggicos. para. equipar. a. sala.. Os. materiais. pedaggicos.objetivam. apoiar. o. aluno. com. deficincia. para. que. tenha. acesso. ao.contedo.curricular..As.salas.de.recursos.multifuncionais.permitem.que.o.aluno,.alm.de.frequentar.as.aulas.nas.turmas.regulares,.seja.atendidoem.horrio.diferente,.a.fim.de.reforar.o.aprendizado.de.acordo.com.as.suas.especificidades.(ALVES,.2006).

    Dessa. forma,. o. aluno. com. baixa. viso. pode. usar. uma. lupa.eletrnica.para.ampliar.o.tamanho.da.letra.no.computador..O.aluno.cego.poder.fazer.uso.do.domin.com.textura,.que.permite.identificar.as.peas.pelo.tato,.alm.de.aprender.a.escrever.em.braille.com.materiais.especficos.para.isso.(BRASiL,.2008)..

    De.acordo.com.o.MEc,.as.salas.multifuncionais.so.importantes.para. eliminar. barreiras. que. dificultam. o. aprendizado. dos. alunos. com.deficincia,.complementando.o.processo.de.ensino.da.sala.de.aula.regular..H. dois. tipos. de. salas. multifuncionais:. O. tipo. 1. tem. uma. estrutura.bsica. capaz. de. atender. a. qualquer. deficincia. e. a. sala. do. tipo. 2. que. .mais.direcionada..educao.dos.alunos.cegos,. contendo.recursos.como.impressora.braille,. globo. terrestre. com.continentes. e.pases. em.braille. e.calculadora.sonora.(BRASiL,.2008).

    Para.preparar.os.professores.a.identificar.os.alunos.com.deficincia.e.atend-los.em.salas.regulares.e.em.salas.de.recursos.multifuncionais,.a.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    SEESP. est. oferecendo. cursos. de. formao. a. estados. e.municpios. que.solicitam. a. formao. ou. queles. que. j. tm. ou. que. recebero. salas. de.recursos.(BRASiL,.2008)..

    O. MEc. desenvolve. a. poltica. da. educao. inclusiva. que.pressupe. a. transformao. do. ensino. regular. por.meio. da. implantao.de. diretrizes. e. aes,. algumas. citadas. anteriormente..Na. capacitao. de.profissionais.ressalta-se.a.importncia.destes.conhecerem.todos.os.recursos.de.tecnologia. Assistiva. que. melhorem. o. desempenho. dos. alunos. com.deficincia. visual. no. processo. de. aprendizagem..Mas,. no. basta. apenas.conhecer.. . necessrio. atuar. para. transformar. a. realidade.. Para. que. as.mudanas.ocorram..necessrio.que.o.professor.aperfeioe. sua.prtica.e.aplique.seus.conhecimentos.em.sala.de.aula.(JANNUZZi,.1999).

    No.entanto,.considerando.o.sistema.educacional.brasileiro,.isso.se.torna.desafio.porque.o.processo.de.incluso.vem.ocorrendo.de.maneira.desigual.devido.s.diversidades.scioeconmicas.e.culturais..Alm.disso,.apesar. das. muitas. iniciativas. que. esto. sendo. realizadas,. o. apoio. aos.professores. tem. se.mostrado. insuficiente.para. a. incluso.de. alunos. com.deficincia.visual.(GASPAREttO,.2010).

    iniciativas.como.a.da.Universidade.Estadual.Paulista.(UNESP),.campus.de.Marlia,.em.promover.a.X.Jornada.de.Educao.Especial,.evento.que. se. tornou. tradio.no. calendrio. acadmico. e.que. teve. como. tema.oficial.a.Educao.Especial.e.tecnologias.da.informao.e.comunicao:.reflexes.sobre.as.prticas.pedaggicas.inclusivas,.disseminam.a.tecnologia.Assistiva,.provocam.debates.e.ampliam.a.conceituao.do.tema.provocando.a.mudana.de.paradigmas..So.essas.aes,.que.promovem.a.construo.da.educao.inclusiva.

    referenciAs ALVES,.D..O..Sala de recursos multifuncionais: espaos.para. atendimento. educacional.especializado.. Braslia,.DF:.Ministrio. da. Educao,. Secretaria. de. Educao. Especial,.2006.BRASiL..Ministrio.da.Educao..Secretaria.de.Educao.Especial..Evoluo da educao especial no Brasil.. 2008.. Disponvel. em:. ..Acesso.em:.21.dez..2010.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    BRUNO,.M..M..G..Deficincia visual:. reflexo.sobre.a.prtica.pedaggica..So.Paulo:.Laramara,.1997..BURMAN-LiNDELW,. P.. Magnificao. e. auxlios. pticos. em. baixa. viso.. in:.VEiZtMAN,.S..Viso subnormal..Rio.de.Janeiro:.cultura.Mdica,.2000..p..111-122..(Manuais.bsicos/cBO,.17).cARVALHO,.K..M..M..et.al..Viso subnormal:.orientaes.ao.professor.do.ensino.regular..3..ed..campinas:.UNicAMP,.2005..FAYE,.E..E..Clinical low vision..2..ed..New.York:.Little,.Brown.and.campany,.1984.GALVO.FiLHO,.t..A.;.DAMAScENO,.L..L..tecnologias.assistivas.para.autonomia.do.aluno.com.necessidades.educacionais.especiais..Incluso: Revista.de.Educao.Especial,.Braslia,.DF,.v..2,.n..2,.p..25-32,.2006.GASPAREttO,.M..E..R..F..Orientaes.ao.professor.e..comunidade.escolar.referentes.ao.aluno.com.baixa.viso..in:.SAMPAiO,.M..W..et.al..Baixa viso e cegueira:.os.caminhos.para.a.reabilitao,.a.educao.e..incluso..Rio.de.Janeiro:.cultura.Mdica:.Guanabara.Koogan,.2010..p..347-360.GASPAREttO,.M..E..R..F..et.al.. incluso.do. indivduo.com.baixa.viso/cego,.onde.estamos.e.para.onde.vamos..in:.KARA-JOS,.N.;.RODRiGUES,.M..L..V..Sade ocular e preveno da cegueira..Rio.de.Janeiro:.cultura.Mdica,.2009..p..189-196.GASPAREttO,.M.. E..R.. F.. et. al..Dificuldade. visual. em. escolares:. conhecimentos. e.aes.de.professores.do.ensino.fundamental.que.atuam.com.alunos.que.apresentam.viso.subnormal..Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, So.Paulo,.v..67,.n..1,.p..65-71,.2004.GASPAREttO.M..E..R..F..et.al..Uso.de.recursos.e.equipamentos.de.tecnologia.assistiva.na.educao.municipal,.estadual.e.federal.tecnolgica..in:.BRASiL..Subsecretaria.Nacional.de.Promoo.dos.Direitos.da.Pessoa.com.Deficincia..comite.de.ajudas.tcnicas..(Org.)..Tecnologia assistiva..Braslia,.DF:.cORDE,.2009..p..41-48.JANNUZZi,.G..S..M..O.docente.e.a.educao. integradora..in:.BicUDO,.M..A..V.;.SiLVA.JUNiOR,.c..A..da..Formao do educador e avaliao educacional:.formao.inicial.e.contnua..So.Paulo:.UNESP,.1999..v..2..p..131-137.MANZiNi,. E.. J.;.MAiA,. S.. R.;.GASPAREttO,.M.. E.. R.. F..Questionrio T. A. E.:.tecnologia.Assistiva.para.a.Educao..Braslia,.DF:.comite.de.Ajudas.tcnicas,.2008.MARtiN,.M..B.;.FUENtE,.B..E..Algumas.consideraes.acerca.de.la.lectura.y.la.escritura.em.braille..cONGRESO.ViRtUAL. iNtEREDViSUAL.SOBRE. iNStRUMENtO.DE.AccESO.A.LA.cOMUNicAciN,.LA.EDUcAciN.Y.LA.cULtURA.DE.LAS.PERSONAS.ciEGAS,.2.,.Anais.Espaa,.2004.MORtiMER,. R.. Recursos. de. informtica. para. a. pessoa. com. deficincia. visual.. in:.SAMPAiO,.M..W..et.al..Baixa viso e cegueira:.os.caminhos.para.a.reabilitao,.a.educao.e..incluso..Rio.de.Janeiro:.Ed..cultura.Mdica:.Guanabara.Koogan,.2010..p..221-234.OKA,.M.. c;.NASSiF,.M.. c..M.. Recursos. escolares. para. o. aluno. com. cegueira.. in:.SAMPAiO,.M..W..et.al..Baixa viso e cegueira: os caminhos para a reabilitao, a educao e incluso..Rio.de.Janeiro:.Ed..cultura.Mdica:.Guanabara.Koogan,.2010..p..389-414.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    RABELLO,.S..O uso do computador no desempenho de atividades de leitura e escrita do escolar com deficincia visual..2007..153.f..Dissertao.(Mestrado.em.cincias.Medicas)Universidade.Estadual.de.campinas,.campinas,.2007.RADABAUGH,.M..P..creating.Access.for.people.with.disabilities.through.speech.and.language.technologies..in:.___..Assistive.technology,.accommodations.and.the.american.disabilities.1..Nova.York:.cornell.University,.Act..May,.2001..SANtAROSA,. L.. M.. c.. construindo. conhecimento. no. ncleo. de. informtica. na.educao.especial. Revista Integrao,.Braslia,.DF,.v..13,.n..23,.p..6-13,.2001..SiLVA,.D..R..et.al..Tecnologia de apoio incluso: um.aplicativo.educacional.para.alunos.com. deficincia. visual. no. Ensino. Fundamental.. Paran:. Unioeste,.. Disponvel. em:...Acesso.em:.27.ago..2010..VERUSSA,.E.;.MANZiNi,.E..J..Tecnologia Assistiva para o ensino de alunos com deficincia: um.estudo.com.professores.do.ensino.fundamental..2009..100.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao)Faculdade.de.Filosofia.e.cincias,.Universidade.Estadual.Paulista.Jlio.de.Mesquita.Filho,.Marlia,.2009.WESt,.S.;.SOMMER,.A..Prevention.of.blindness.and.priorities.for.the.future..Bulletin of the World Health Organization,.New.York,.v..79,.n..3,.p..244-248,.2001.WORLD. HEALtH. ORGANiZAtiON. (WHO).. Management. of. low. vision. in.children.. in:. WHO. consultation,. Bangkok,. 1992.. Annals.... Bangkok,. 1993.. 47. p..(WHO/PBL/93.27).

    BiBliogrAfiA consultAdAASSOciAO.BRASiLEiRA.DE.NORMAS.tcNicAS..NBR 9050:.Acessibilidade.a.edificaes,.mobilirio,.espaos.e.equipamentos.urbanos..Rio.de.Janeiro,.2004.AMORiM,.A..et.al..comisso.temtica.1:.conceituao.e.estudo.de.normas..in:.BRASiL..Subsecretaria.Nacional.de.Promoo.dos.Direitos.da.Pessoa.com.Deficincia.. .Braslia,.DF:.cORDE,.2009..p..13-40.BORGES,.J..A..DOSVOX:.uma.nova.realidade.educacional.para.deficientes.visuais..Rio.de.Janeiro:.UFRJ,.1997..Disponvel.em:...Acesso.em:.20.out..2010.FELiPPE,.V..L..L..R.;.FELiPPE,.J..A..M..Orientao.e.Mobilidade..in:.SAMPAiO,.M..W..et.al..Baixa viso e cegueira:.os.caminhos.para.a.reabilitao,.a.educao.e..incluso..Rio.de.Janeiro:.Ed..cultura.Mdica:.Guanabara.Koogan,.2010..p..449-466.HADDAD.M.. A.. O.;. SAMPAiO.M..W.. Aspectos. globais. da. deficincia. visual.. in:.SAMPAiO,.M..W..et.al..Baixa viso e cegueira:.os.caminhos.para.a.reabilitao,.a.educao.e..incluso..Rio.de.Janeiro:.cultura.Mdica:.Guanabara.Koogan,.2010..p..7-16..LiMA,.N..M..(comp.)..Legislao federal bsica na rea da pessoa portadora de deficincia..Braslia,.DF:.Secretaria.Especial.dos.Direitos.Humanos,.coordenadoria.Nacional.para.integrao.da.Pessoa.Portadora.de.Deficincia,.2007.MANZiNi,.E..J..(Org.)..Linguagem, cognio e ensino do aluno com deficincia..Marlia:.Unesp.Marlia.Publicaes,.2001.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    MELLO,. F.. R.. L.. V.;. MARtiNS,. L.. A.. R.. Acolhendo. e. atuando. com. alunos. que.apresentam.paralisia.cerebral.na.classe.regular:.a.organizao.da.escola..Revista Brasileira de Educaco Especial,.Marlia,.v..3,.n..1,.p..111-130,.2007.SALOMON,.S..M..Deficiente visual:.um.novo.sentido.de.vida:.proposta.psicopedaggica.para.ampliao.da.viso.reduzida..So.Paulo:.LtR,.2000.

    sites AcessAdosBRASiL..Ministrio.da.Educao..Disponvel.em:..FUNDAO. DORiNA. NOWiLL. PARA. cEGOS.. Disponvel. em:. ..iNStitUtO. BRASiLEiRO. DE. GEOGRAFiA. E. EStAtSticA.. Disponvel. em:.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    AltAS HAbilidAdeS/SuperdotAo: proceSSoS de mediAo com A utilizAo dAS tecnologiAS

    de informAo e comunicAo

    Soraia Napoleo Freitas

    O.discurso.na.esfera.educacional,.principalmente.sob.o.enfoque.de.uma.de.suas.subreas,.a.Educao.Especial,.abre.caminho.para.repensar.sobre. a. temtica. das. Altas. Habilidades/Superdotao7.. A. Educao.Especial,.na.contemporaneidade,.guiada.pelo.paradigma.da. incluso,. se.destina.ao.atendimento.de.um.determinado.pblico.alvo,.incluindo.os.que.apresentam.Altas.Habilidades/Superdotao,.que.compreendem.tambm.seu. campo.de. atuao..cabe. elucidar.que.o. repensar.de.uma.atuao. e.construo. do. conhecimento. cientfico. sobre. essa. temtica,. bem. como.sua.finalidade. como. ato.discursivo. em.prol. da. valorizao.do.potencial.humano,.nos.dias.de.hoje,.se.consolida.como.imprescindvel..academia.quando.compreendido.o.processo.histrico.que.guiou.a.humanidade.at.a.presente.data.no.que.tange.o.reconhecimento.e.valorizao.dos.indivduos.

    7. . cabe. elucidar. que. a. terminologia. empregada. ser. Altas. Habilidades/Superdotao,. pois. subsidia-se. no.conceito.empregado.pela.Poltica.Nacional.de.Educao.Especial.na.Perspectiva.da.Educao.inclusiva.(2008)..Quando.for.realizada.aluso..terminologias.utilizadas.por.outros.autores,.estas.sero.colocadas.entre.aspas..

  • 186

    que.apresentam.caractersticas.de.Altas.Habilidades/Superdotao..Alm.disso,. . importante. considerar. a. relevncia. desse. pblico. alvo. e. suas.influncias.e.marcas.deixadas.na.historicidade.humana.em.seu.processo.de.constante.evoluo.tanto.cientfica,.quanto.tecnolgica.e.social.

    considerando.o.processo.histrico.fundamental.para.a.produo.do.conhecimento.nessa.rea,.o.presente.captulo.destina-se.inicialmente.a.desenvolver.um.resgate.histrico.sobre.a.temtica.das.Altas.Habilidades/Superdotao.nos.diferentes.perodos.histricos,. como. tambm. resgatar.as.polticas.que. legitimam.o.atendimento.a.esse.pblico..Em.acrscimo,.considera-se.que..de.suma.importncia.relatar.a.prtica.desenvolvida.com.esse.pblico.alvo.no.Pit.-.Programa.de.incentivo.ao.talento,.que..um.projeto.de. extenso.desenvolvido.pelo.Grupo.de.Pesquisa. em.Educao.Especial:. interao. e. incluso. Social. (GPESP/cNPq). da. Universidade.Federal. de. Santa. Maria,. enfatizando. principalmente. no. que. tange. o.processo. de.mediao. da. aprendizagem. por.meio. de. novas. tecnologias.a. servio. do. desenvolvimento. potencial. de. sujeitos. que. possuem. Altas.Habilidades/Superdotao..Uma.vez.que. se.pondera.que. a. identificao.desse.pblico. alvo.no.deve.vir.para.fins. classificatrios,.mas. sim.como.pressuposto.fundamental..oportunizao.de.condies.de.desenvolvimento.das. habilidades. desses. sujeitos. para. que. se. tornem. agentes. construtores.de.suas.aprendizagens..Desse.modo,.evitando.desperdcio.potencial.e.sua.aplicabilidade. .marginalidade,. e. assim. tornando-os. conscientes. de. sua.atuao. em. sociedade.. Em. suma,. mediar. significa. oportunizar. acesso,.equidade. e. principalmente. condies. de. permanncia. ao. ensino,. pois.incluir.vai.alm.do.termo.inserir.

    contextuAlizAo histricA dAs AltAs hABilidAdes/superdotAo

    A.histria..um.organismo:.o.que.est.antes.condiciona.o.que.vir. depois.. A. ruptura. com. a. antiguidade. faz. surgir. a. idade. Mdia,.e. assim. com.os. outros. perodos. histricos.. Sob. esse. vis. a. humanidade.transforma. sua. atuao. (cAMBi,. 1995).. Nesse. sentido,. dentre. os.numerosos.apontamentos.numa.linha.temporal.e.histrica,.muitas.so.as.evidncias.de.que.as.pessoas.proeminentes.ou.com.habilidades.cognitivas.superiores.eram.reconhecidas.e.valorizadas,.e.de.acordo.com.o.grupo.e.a.

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    cultura.podiam.ser.segregados.para.receber.um.tratamento.de.excelncia..isso.fica.evidente,.conforme.Prez.(2004),.desde.a.Antiguidade.clssica,.uma.vez.que.a.cultura.Grega.surge.como.uma.das.que.mais.ateno.deu.. inteligncia. superior.explicando.assim,.o.enorme.nmero.de.filsofos,.matemticos,.astrnomos.que.deixaram.vrias.contribuies..Dentre.eles,.destaca-se.Plato,. que.defendia. a. idia.de.que. tais. pessoas.deveriam. ser.identificadas.na.tenra.infncia.e.preparadas.para.serem.lderes,.num.grupo.ao.qual.chamou.de:.crianas.de.Ouro..

    Em.Atenas,.no.sculo.iV,.autores.como.colangelo.e.Davis.(1991),.descrevem.que.as.crianas.do.sexo.masculino,.das.categorias.mais.elevadas,.conviviam.em.escolas.particulares.onde.recebiam.ensino.na.leitura,.escrita,.aritmtica,. literatura,. histria,. artes. e. educao. fsica.. Alm. disso,. em.Esparta,.no.sculo.Vi,.todos.os.meninos.recebiam.erudio.e.treinamento.em. agilidades.militares,. que. eram.muito. valorizadas..H. de. se. destacar.que.aqueles.que.apresentavam.habilidades.neste.campo,.eram.estimulados.a.ampliar.as.artes.da.luta.e.liderana.militar.(ibdem,.ob.cit),.uma.vez.que.o.ideal.de.homem.nessa.sociedade.era.o.bom.guerreiro.(cAMBi,.1999)..

    Diante.desses.apontamentos.bibliogrficos,.fica.evidente.constatar.que.o.ensino.fundamental.era.aberto.a.meninas.e.meninos,.entre.os.romanos,.algumas.destas.podiam.frequentar.escolas.de.gramtica,.no.ensino.mdio;.mas.o. ensino. superior.no. era.permitido.para. as.mulheres..Dessa. forma,.nesse.perodo.histrico.inicia-se,.de.certa.forma,.a.segregao.por.meio.de.gnero,.esse.pressuposto,.aqui.considerado.como.um.fator.cultural.

    J.na.cultura.oriental,.os.chineses,.segundo.Renzulli.e.Reis.(1985),.no.ano.de.2200.a.c..haviam.organizado.um.sistema.de.exames.competitivos.para. escolher. crianas. e. jovens. unicamente. mais. capazes..tais. crianas.eram.mandadas..corte.para.receberem.tratamento.exclusivo.e.especfico..Nesta.cultura,.o.conceito.de.Altas.Habilidades/Superdotao.adotado.era.amplo,.valorizando.as.habilidades.literrias,.de.liderana,.a.imaginao,.a.rapidez.na.leitura,.a.capacidade.de.memria,.o.raciocnio.e.a.sensibilidade.perceptiva..Reconheciam.que.as.Altas.Habilidades/Superdotao.no.eram.algo.esttico,.podendo.germinar.em.distintos.perodos.da.vida.e,.alm.disso,.compreendiam.a.diferena.entre.esse.termo.e.precocidade..Percebiam.que.estas.no.se.desenvolviam.sem.um.atendimento.especial.e.apreendiam.que.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    a.educao.devia.ser.proporcionada.a.todas.as.crianas.de.todas.as.classes.sociais,.mas.de.forma.diversa,.de.acordo.as.suas.aptides.

    Segundo.Novaes.(1977),.na.turquia,.no.sculo.XVi,.os.pberes.mais.inteligentes.e.mais.fortes.eram.procurados.por.emissrios.do.imperador.e.levados..corte.Real.para.serem.instrudos.como.sbios,.artistas.ou.chefes.de.guerra..H.de.se.destacar.que,.conforme.colangelo.e.Davis.(1991),.no.Japo,.nos.anos.de.1604.a.1868,.os.infantes.pobres.recebiam.doutrinamentos.sobre. obedincia,. constncia,. humildade. e. diligncia.. Os. filhos. dos.Samurais. auferiam. outro. tipo. de. educao:. confucionismo. clssico,. artes.marciais,.histria,.composio,.caligrafia,.valores.morais.e.etiqueta..Alguns.educandrios. privados. foram. designados. para. aperfeioar. crianas. com.aptido.intelectual.acima.da.mdia,.independente.de.classe.social.

    No.sculo.XV.e.XVi.os.sujeitos.proeminentes.eram.interpretados.como.bruxos,.demnios. e.nocivas. . sociedade..Nesse. sentido,.Virgolim.(1998).elucida.que.durante.o.Renascimento,. todo.tipo.de.desvio,. tanto.a. insanidade. como.a. genialidade,. era. considerado.uma. instabilidade.ou.doena.mental.concebida.como.funo.do.crebro.e.do.sistema.nervoso,.o. que. deu. origem. a. fortes. interesses. sobre. as. diferenas. individuais. no.comportamento.mental.

    . Segundo. Alencar. e. Fleith. (2001),. a. primeira. investigao.importante.sobre.inteligncia,.na.Histria.contempornea,.foi.desenvolvida.pelo.cientista.ingls.Galton,.em.1869,.que.escreveu.o.Gnio.Hereditrio,.no.qual.agregava.a.inteligncia.aos.sentidos.e.considerava.que.o.fenmeno.da.superdotao.fora.transmitido.atravs.das.geraes..

    Para.Novaes.(1979),.nos.Estados.Unidos.as.primeiras.aes.para.o.atendimento.de.indivduos.com.Altas.Habilidades/Superdotao.estavam.baseadas. na. capacidade. intelectual. e. financeira. destes,. que. frequentavam.escolas.de.ensino.mdio.e.superior..Mais.tarde,.em.1866,.algumas.escolas.pblicas. deram. incio. aos. atendimentos. especficos. a. estes. alunos. sendo.que.em.algumas.destas. foi.utilizado.um.sistema.de.promoes. semestrais.para.conclurem.o.curso.em.menor.tempo..Esse.conceito,.nos.dias.de.hoje,.denomina-se.acelerao.e..proposto.pela.legislao.educacional.como.recurso.ao.atendimento.de.sujeitos.que.apresentem.Altas.Habilidades/Superdotao.

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    Segundo. Prez. (2004),. a. primeira. escola. especial. para.superdotados,. foi. fundada.em.Worcester,.Estados.Unidos,.em.1901,.e.as.primeiras.classes.especiais.para.estes.alunos.comeam.em.Los.Angeles.e.cincinnati.no. ano.de.1916,.Urbana,. illinois,. em.1919. e.Manhattan,.New.York. e. cleveland,.Ohio,. em. 1922.. Ainda. sob. vis. do. paradigma.segregatrio,. ao.mesmo. tempo,. em. 1880,. cattell. leva. para. os. EUA. as.idias.de.Galton.e.utiliza.testes.psicromtricos.em.doentes.mentais..Nessa.poca,.inicia-se.o.perodo.positivista,.que.busca.a.causa.e.efeito,.e.emprega.a.quantificao.como.recurso.de.explicao.do. ser.humano..Portanto,.a.medio.da.inteligncia..valorizada.e.surgem.os.testes.psicomtricos.

    Em.1905,.na.Frana,.Binet.e.Simon.aplicam.os.primeiros.exames.de. inteligncia. com. aplicao. prtica. em. crianas. com. dificuldade. de.aprendizagem.-.a.Escala.Binet.de.inteligncia..tais.testes.visavam.identificar.a.causa.do.fracasso.escolar.de.crianas.que.no.conseguiam.acompanhar.o.ensino.nas.escolas.regulares..As.escalas.criadas.em.1905,.e.posteriormente.modificadas,. aferiam.habilidades.de.memria. e. verbal,. raciocnio.verbal.e. numrico,. apreciao. de. sequencias. lgicas. e. capacidade. de. resolver.problemas.(ob.cit)..

    Para.Wechsler. (1998),.os.testes.de.Binet. trazem.mudanas.em.relao.s.concepes.de. inteligncia.vigentes.na.sua.poca,.baseada.nas.funes.sensrio-motoras,.ao.demonstrar.que.a.inteligncia..um.processo.psicolgico. complexo. que. envolve. compreenso,. raciocnio,.memria. e.resoluo.de.problemas,.entre.outros.

    Alm.do.paradigma.positivista,.que.corrobora.com.pressupostos.dos. testes. a. quantificao.da. inteligncia,. cabe.destacar. a. forte. influncia.emergente. do. capitalismo. nas. sociedades. ocidentais,. principalmente. dos.Estados.Unidos. que. se. torna. potncia.mundial. aps. segunda.Guerra.. A.partir.desse.processo,.principalmente,.posterior.a.Guerra.Fria,.que.pressupe.a.disputa.acirrada.pelo.poder,.as.novas.tecnologias.emergem.rapidamente.

    A.psicometria.constituiu-se.como.um.marco.nos.estudos.acerca.do.potencial.intelectual.humano..Deste.modo,.o.termo.Qi,.segundo.Prez.(2004),. surge.em.1911,.quando.o.alemo.William.Stern.desenvolveu.o.Quociente.Mental,.equao.resultante.da.idade.Mental.dividida.pela.idade.cronolgica.multiplicada.por.100.

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    Para.Prez.(2004),.Levis.terman,.em.1916,.prope.a.reviso.da.escala.Standford-Binet..No.ano.de.1921.terman.deu.incio.a.mais.longa.pesquisa.longitudinal.nesta.rea..investigou.crianas.com.Qi.acima.de.140.tendo.concludo.que.o.Qi.continuava.a.aumentar.ao.longo.da.vida..Os.estudos.do.mesmo.autor.contriburam,.tambm,.para.desmistificar.as.idias.equivocadas.sobre.o.desenvolvimento.scio-afetivo.dos.superdotados..

    H.de.se.destacar.que.os.testes.de.Qi.quantificam.a.capacidade.cognitiva. humana. apenas. em. determinados. quesitos,. uma. vez. que. so.compostos. por. respostas. breves,. estandartizadas,. baseadas. num. nvel.cognitivo.abstrato..Desse.modo,.consideram.apenas.algumas.habilidades.que. no. tm. referncia. com. aplicabilidade. cotidiana. e. palpvel. de.alguns. conceitos.. Nesse. sentido,. focalizam. principalmente. na. deteco.de. habilidades. lingusticas,. lgico-matemticas,. analticas. e. indutoras..Segundo.Kincheloe.(1997,.p..28),.esses.testes.[...].tendem.a.focalizar.a.ateno.no.trivial,.enquanto.negligenciam.o.que..profundo,.ou.seja,.as.diferentes.nuances.da.inteligncia.humana..Deste.modo,.

    Nesta.caminhada.histrica,.reducionista.e.linear,.perdeu-se.em.termos.de.sensibilidade,.esttica,.sentimentos.e.valores,.especialmente.em.funo.a.supervalorizao.dada.pela.mensurao.quantificao.e.comprovao.dos. fenmenos.. Gerou-se. uma. concepo. de. vida. em. sociedade.pautada.na.competitividade,.no. isolamento,.no. individualismo.e.no.materialismo.desenfreado..(BEBRENS;.OLiARi,.2007,.p..60).

    Em.1972,.o.Relatrio.Marland,. encomendado.pelo.congresso.norte-americano,. oferece. um. estudo. sobre. as. crianas. com. Altas.Habilidades/Superdotao. e. uma. definio. inovadora. que,. at. hoje,.muitos.pases.utilizam..A.partir.de.ento,.muitos.deles.passam.a.formular.e.desenvolver.polticas.pblicas.para.estas.

    .no.final.da.dcada.de.60,.que.Renzulli.inicia.suas.incurses.na.rea.das.Altas.Habilidades/Superdotao.e,.em.1978,.publica.sua.concepo.da.Superdotao.dos.trs.Anis,.prosseguindo.posteriormente.sua.extensa.produo.e.pesquisas..Essa.teoria.descreve.que.as.caractersticas.dos.sujeitos.que.possuem.Altas.Habilidades/Superdotao.so.conceituadas.atravs.de.um. diagrama. que. entrelaa. trs. anis. que. correspondem. a:. capacidade.acima.da.mdia;.comprometimento.com.a.tarefa.e.criatividade..Ao.fundo.

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    da. interseco. desses. anis. tem. a. representao. de. um.mosaico. que. se.refere.s.relaes.do.sujeito.com.o.ambiente.e.os.fatores.de.personalidade..Desse.modo,.o.comportamento.superdotado.consiste.na.interseco.desses.grupamentos,.podendo.estas.caractersticas.mostrar-se.de.forma.isolada.ou.combinada,. e. demonstradas. com. frequncia,. intensidade. e. consistncia.durante. o. processo. de. desenvolvimento. do. sujeito.. Segue. a. figura. que.elucida.o.modelo.proposto.por.Renzulli:

    Figura.1-.O.Modelo.dos.trs.Anis.Fonte:..Renzulli.(1986.apud.ABSD,.2000,.p..14)

    No.Brasil,.segundo.Novaes.(1979),.entre.1929.e.1931,.o.instituto.de.Psicologia.de.Recife.realizou.experincias.pioneiras,.aplicando.diferentes.testes.para.detectar.alunos.com.habilidades. superiores..Nesse.perodo,.emergem. alguns. autores. que. despontam. com. suas. teorias. como. a. de.Piaget.(1936),.onde.se.prope.a.explicar.que.as.origens.do.funcionamento.mental.dependem.no.somente.da.contribuio.gentica,.mas.tambm.do.ambiente..Portanto,.Piaget.privilegia.o.processo.e.no.o.produto..

    A. inquietao. com.o. atendimento. educacional. para. as. pessoas.com. Altas. Habilidade/Superdotao,. no. Brasil,. comeou. no. ano. de.1929,.quando.a.professora.Helena.Antipoff,.pesquisadora.dos.aspectos.da.inteligncia.humana,.chamava.a.ateno.para.a.necessidade.de.se.identificar.os.superdotados.e.prestar.servios.educacionais.especializados.aos.alunos.

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    que.se.destacassem.por.suas.habilidades.e.talentos.especiais.(ALENcAR;..FLEitH,. 2001).. Sob. orientao. de. Antipoff,. em. 1945,. um. grupo. de.alunos.com.potencial.superior.reunia-se.no.instituto.Pestalozzi.do.Brasil,.no.Rio.de.Janeiro,.para.realizar.estudos.nas.suas.reas.de.habilidade..Em.1962.a.professora.Helena.iniciou.atendimento.ao.aluno.bem.dotado.na.zona.rural.de.Minas.Gerais.

    . Segundo.Alencar. e. Fleith. (2001),. os. primeiros. alertas. oficiais.para. a. questo. das.Altas.Habilidades/Superdotao. aparecem. em.1967,.com.uma.comisso.do.Ministrio.de.Educao,.encarregada.de.estabelecer.os. critrios.para. identificar. e. atender. tais. indivduos. e. em.1971,. aps. a.promulgao.da.Lei.de.Diretrizes.e.Bases.da.Educao.Nacional.

    Em.1973,.foi.criado.o.centro.Nacional.de.Educao.Especial..cENESP,.que.passou.a.dar.apoio.s.questes.referentes..superdotao.em.todo.o.pas,.inclusive.realizando.seminrios.na.rea..Em.1978.foi.criada.a.Associao.Brasileira.para.Superdotados.e,.novas.aes.e.seminrios.foram.realizados.desde.ento..

    . Em. 1983,. Gardner. revoluciona. o. meio. cientfico. com. seu.novo.conceito.de. inteligncia.com.seu. livro.-.A.teoria.das. inteligncias.mltiplas..A.viso.multidimensional.da.inteligncia,.segundo.o.estudioso,.coloca. os. testes. psicomtricos. numa. posio. coadjuvante. no. processo.de. identificao. dos. indivduos. superdotados.. Ele. ampliou. a. noo. do.spectrum.de.talentos,.considerando.que.o.tempo.para.classificar.e.rotular.indivduos.deveria.ser.menor.do.que.o.destinado.a.ajudar.e.estimular.suas.competncias.e.habilidades.naturais.

    J. em. 1987,. foi. publicado. o. documento. A. Hora. do.Superdotado:. Uma. Proposta. do. conselho. Federal. de. Educao.apresentando,. segundo. Alencar. e. Fleith. (2001),. princpios. bsicos. da.educao.especial.e.orientaes.sobre.procedimentos.de.identificao.e.sugestes.de.programas.de.atendimento.aos.superdotados,.alm.de.uma.proposta.de.definio.de.superdotao.para.o.pas..Em.1995,.a.Secretaria.de.Educao.Especial.do.Ministrio.da.Educao.publicou.as.polticas.federais.e.as.diretrizes.para.a.educao.do.aluno.com.de.altas.habilidades..com.a.aprovao.da.Lei.de.Diretrizes.e.Bases.da.Educao.Nacional.em.1996..Lei.n.9.393.de.20.de.dezembro.de.1996..e.com.a.aprovao.do.

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    Plano.Nacional.de.Educao.em.2001,.este.atendimento.foi.reconhecido.legalmente.. Algumas. iniciativas. da. rede. pblicas. e. privadas. de. ensino.vm.sendo.implementadas.em.vrios.estados.

    Alguns. referenciais. bibliogrficos.mostram. que. alguns. Estados.vm. se.destacando.neste. sentido,. como.o.Distrito.Federal. que. tem.um.programa.de.atendimento. funcionando.desde.1977..Segundo.Alencar. e.Fleith. (2001),.Estados.como.Esprito.Santo,.Gois,.Minas.Gerais,.Par,.Piau,.Rio.Grande.do.Sul.e.Rondnia.contam.com.programas.de.iniciativa.pblica.e.privada.implementados.para.atender.alunos.que.se.destacam.nas.reas. intelectual. e. acadmica..Outros.Estados.como.Amazonas,.Distrito.Federal,. Minas. Gerais,. Paran,. Rio. de. Janeiro. e. So. Paulo,. possuem.programas.implementados.

    Nesse.sentido,.garantir.condies.de.reconhecimento.e.valorizao.das.habilidades.tornar-se-.fator.determinante.para.avano.da.sociedade.e,.de.acordo.com.o.sistema.capitalista,.mais.lucro..sociedade.que.encontrar.estratgias.diferenciadas.para.seduzir.o.consumidor.e.avanar.em.termos.tecnolgicos.e.cientficos..Para.tanto,.a.oportunizao.de.condies.para.o. desenvolvimento. potencial. no. so. aes. simples. passveis. de. serem.desenvolvidas.em.curto.espao.de.tempo..Sob.esse.vis,.surgem.diretrizes.da.atualidade.que.legitimam.o.Ensino.Bsico.e.sua.obrigatoriedade..Em.acordo. com.Libneo. (2005),. a. universalizao. do.Ensino. Fundamental.fundamenta-se. em. trs.princpios:. eficincia,. equidade. e.qualidade,.que.se. tornaro. como. processo. em. longo. prazo,. mantenedor. do. sistema.capitalista..Nesse.sentido,.eficincia,.produtividade,.cincia.e.tecnologia.atingiram. quase. status sagrado. na. paisagem.modernista. do. sculo. XX.(KiNcHELOE,.1997,.p..17).

    consoante.a.discusso.que.se.esta.propondo,.cabe.considerar.que:A. velocidade. da. modernizao,. mantenedora. do. sistema. capitalista.vigente,.do.ensino.foi.insuficiente.para.acompanhar.o.avano.geomtrico.do.progresso. tecnolgico.e. todas.as.mudanas.dele.decorrentes..Nos.Estados.Unidos. [...].mais.de.150.universidades.e.pelo.menos.1200.outras.instituies.vm.oferecendo.programas.voltados.para.fortalecer.os.componentes.da.conduta.criativa.em.profissionais.das.mais.diversas.reas..(ALENcAR,.2001,.p..1).

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    No. campo.das. polticas. pblicas. educacionais,. sobretudo.na. rea.da. Educao. Especial,. guiadas. pelo. neoliberalismo. (capitalismo. social),. a.incluso. social. . fundamentada. e. legitimada,. tornando-se. instrumento. de.ao. no. contexto. social,. poltico,. econmico. e. educacional. (LiBNEO,.2005)..Efetivam-se.tais.polticas,.pela.necessidade.de.ampliar.horizontes.do.capitalismo. que. toma. forma. de. social,. justificando. a.mxima. educao.para.todos.(tORRES,.2000)..cabe.destacar.que.tais.polticas.pblicas.tm.intencionalidade.maior,.pois.legitimam.o.acesso.e.a.garantia.da.igualdade.de.direitos,. sendo.o.superdotado. (RENZULLi;.REiS,.1995).amparado.pela.legislao. por. apresentar. estilos. e. ritmos. de. aprendizagem. diferenciados. e.necessitarem. de. estratgias. educacionais. distintas. para. desenvolvimento. de.suas.habilidades..

    Ao.realizar.uma.anlise.macrossistmica.do.processo.de.acesso.ao. ensino. pode-se. inferir,. atravs. de. algumas. polticas. pblicas. atuais. e.discursos. impregnados. provindos. do. imaginrio. social,. que. estes. ainda.consideram.a.superdotao.e.promovem.estratgias.de.desempenho.aos.potenciais.cognitivos.desses.sujeitos.para.que.estes.possam.trazer.benefcios.ao.sistema.poltico-social-econmico.vigente..Pode-se.constatar.que.ainda.existem.ideologias.de.incentivo.aos.mais.capazes.para.desenvolvimento.cientfico.e.tecnolgico.da.sociedade.e,.o.que,.de.certa.forma,.repercutir.em.mais.lucro.e.se.tornar.mantenedor.do.capital..

    Diante. dessas. constataes,. se. considerarmos. que. ainda. esto.presentes.ideologias.tais.como.seleo.dos.mais.capazes,.e.pensarmos.na.amplitude. dessa. questo.macrossistmica,. pode-se. inferir. que. a. poltica.de.acesso.ao.ensino.se.amplia.ao.Ensino.Bsico,.Mdio.e.Superior..cabe.considerar.que.a.permanncia.se.torna.prtica.constante.apenas.no.Ensino.Bsico,. uma. vez. que. o. Estado. se. compromete. financeiramente. com. o.processo.educacional.dos.indivduos,.assim,.o.prosseguimento.aos.anos.de.escolarizao.torna-se.uma.ao.individual.custeada.pelo.prprio.indivduo..Ainda,. destaca-se. que. sujeitos. com. Altas. Habilidades/Superdotao.podem. estar. dentre. a. parcela. de. desprivilegiados,. pois. o. fenmeno. da.superdotao.no.est.relacionado.somente.s.condies.de.estmulos.do.meio..Portanto.aqueles.que.por.ventura.no.tem.acesso.aos.bens.culturais.e.s.novas.tecnologias.por.estar..margem.da.sociedade.podem.ser.detentores.de.um.potencial. superior,. que. se.no. trabalhado.poder. adormecer. ou,.

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    tambm,.esses.indivduos.podem.canalizar.suas.habilidades.para.o.mundo.da.criminalidade.

    Aps. termos. realizado.um.resgate.histrico. sobre.a. temtica.das.Altas.Habilidades/Superdotao.nos.diferentes.perodos.histricos.e.contextos.geogrficos.e.sociais,.inicia-se.a.discusso.sobre.a.subrea.que.empreende.essa.temtica,.bem.como.as.polticas.e.diretrizes.que.legitimam.atendimento.aos.sujeitos.com.Altas.Habilidades/Superdotao,.para.posteriormente.descrever.um.histrico.das.aes.no.Estado.do.Rio.Grande.do.Sul,.principalmente.de.Santa.Maria,.com.o.Programa.de.incentivo.ao.talento.

    .A.Educao.Especial,.nesse.sentido,.trata-se.de.uma.modalidade.de.educao.que.no.mais.equivale.ao.ensino.regular,.mas.que.se.prope.a.desenvolver.propostas. junto.aos.alunos.com.necessidades.educacionais.especiais.em.consonncia.com.o.ensino.regular,.desde.a.Educao.infantil.at.o.Ensino.Superior..Portanto,.de.acordo.com.o.Art..5.da.Resoluo.n.2,.de.setembro.de.2001,.

    consideram-se.educandos.com.necessidades.educacionais.especiais.os.que,.durante.o.processo.educacional,.apresentarem:

    i.-.dificuldades.acentuadas.de.aprendizagem.ou.limitaes.no.processo.de.desenvolvimento.que.dificultem.o.acompanhamento.das.atividades.curriculares,.compreendidas.em.dois.grupos:

    a).aquelas.no.vinculadas.a.uma.causa.orgnica.especfica;

    b). aquelas. relacionadas. a. condies,. disfunes,. limitaes. ou.deficincias;

    ii..dificuldades.de.comunicao.e.sinalizao.diferenciadas.dos.demais.alunos,.demandando.a.utilizao.de.linguagens.e.cdigos.aplicveis;

    iii.-.altas.habilidades/superdotao,.grande.facilidade.de.aprendizagem.que.os.leve.a.dominar.rapidamente.conceitos,.procedimentos.e.atitudes..(BRASiL,.2001).

    Segundo.a.Poltica.Nacional.de.Educao.Especial.na.Perspectiva.da. Educao. inclusiva. divulgada. no. ano. de. 2008. pelo. Ministrio. da.Educao. e. Secretaria. de. Educao. Especial. do. Brasil,. o. conceito. de.necessidades.educacionais.especiais.ressalta.a.interao.das.caractersticas.individuais.dos.alunos.com.o.ambiente. educacional. e. social,. chamando.

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    a.ateno.do.ensino.regular.para.o.desafio.de.atender.as.diferenas..Por.conseguinte,.de.acordo.esta.Poltica,

    consideram-se.alunos.com.deficincias.queles.que.tm.impedimentos.de. longo. prazo,. de. natureza. fsica,.mental,. intelectual. ou. sensorial,.que. em. interao. com. diversas. barreiras. podem. ter. restringida. sua.participao.plena.e.efetiva.na.escola.e.na.sociedade..Os.alunos.com.transtornos. globais. do. desenvolvimento. so. aqueles. que. apresentam.alteraes.qualitativas.das.interaes.sociais.recprocas.e.na.comunicao,.um. repertrio. de. interesses. e. atividades. restrito,. estereotipado. e.repetitivo..incluem-se.neste.grupo.alunos.com.autismo,.sndromes.do.espectro.do.autismo.e.psicose.infantil..Alunos.com.altas.habilidades/superdotao. demonstram. potencial. elevado. em. qualquer. uma. das.seguintes.reas.isoladas.e.combinadas:.intelectual,.acadmica,.liderana,.psicomotricidade. e. artes.. tambm. apresentam. elevada. criatividade,.grande.envolvimento.na.aprendizagem.e.realizao.de.tarefas.em.reas.de. seu. interesse..Dentre. os. transtornos. funcionais. especficos. esto:.dislexia,. disortografia,. disgrafia,. discalculia,. transtorno. de. ateno. e.hiperatividade.,.entre.outros..(BRASiL,.2008,.p..9).

    De. acordo. com. a. Poltica. (BRASiL,. 2008),. quando. trata. do.atendimento.diferenciado.aos.alunos.com.deficincias,.transtornos.globais.do.desenvolvimento.e.altas.habilidades/superdotao,.no.se.pode.distanciar.das. propostas. do. Atendimento. Educacional. Especializado. (AEE). que.so.previstas.para.o.acompanhamento.e.atendimento.educacional.destes.alunos..considerando.as.polticas.educacionais.brasileiras.que.garantem.a.igualdade.de.direitos.e.de.oportunidades.a.todos.os.alunos,.o.Atendimento.Educacional.Especializado..oferecido.como.umas.das.possibilidades.de.se.garantir.esta.igualdade.de.direitos.entre.os.cidados,.e.como.uma.forma.de.alcanar.uma.educao.de.melhor.qualidade.para.estes.sujeitos..

    Alm. disso,. este. atendimento. educacional. especializado. .oferecido.como.apoio.aos.alunos.que.se.encontram.matriculados.na.rede.regular.de.ensino,.o.que.vem.no.sentido.de.complementar.ou.suplementar.a. sua. educao,. no. o. impedindo. de. estar. participando. do. contexto.escolar..Pois,.de.acordo.com.a.constituio.Federal.de.1988,..direito.de.todos.a.educao,.com.igualdade.de.acesso.e.permanncia.na.escola,.com.a.garantia.de.ensino.fundamental.obrigatrio..

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    No.se.pode.deixar.de.citar.que.a.Lei.de.Diretrizes. e.Bases.da.Educao.Nacional.n.9.394/96,.em.seus.artigos.58,.59.e.60,.tratam.do.atendimento.diferenciado. aos. alunos.da. educao. especial,. esclarecendo.sua.disponibilidade.a.estes,.com.intuito.no.de.substituir.o.ensino.oferecido.nas.escolas.regulares,.mas.de.remover.barreiras.que.estejam.impedindo.sua.participao.mais.efetiva..Assim,.o.Atendimento.Educacional.Especializado.se.coloca.como.uma.forma.de.disponibilizao.de.recursos.educacionais.de. apoio. a. estes. alunos,. proporcionando-lhe. alternativas. diferenciadas.de. atendimento,. levando. em. considerao. suas. necessidades. peculiares.(BRASiL,.2010)..

    Em. setembro. de. 2008. foi. promulgado. o. Decreto. n. 6.571,.que.dispe.sobre.o.Atendimento.Educacional.Especializado,.no.qual.so.regulamentados.alguns.itens.norteadores.para.este.atendimento..O.Art..2.deste.decreto,.sobre.os.objetivos.do.AEE,.estabelece.a.necessidade.de

    i.-.prover.condies.de.acesso,.participao.e.aprendizagem.no.ensino.regular.aos.alunos.referidos.no.art..1;

    ii.-.garantir.a.transversalidade.das.aes.da.educao.especial.no.ensino.regular;

    iii.-.fomentar.o.desenvolvimento.de.recursos.didticos.e.pedaggicos.que.eliminem.as.barreiras.no.processo.de.ensino.e.aprendizagem;.e

    iV.-.assegurar.condies.para.a.continuidade.de.estudos.nos.demais.nveis.de.ensino...(BRASiL,.2008).

    Alm. disso,. neste. decreto,. o. Ministrio. da. Educao. (MEc).assegura.que.prestar.apoio.tcnico.e.financeiro.a.algumas.aes.voltadas.. oferta. do. Atendimento. Educacional. Especializado,. conforme. consta.no.artigo.Art..3,.citando,.dentre.elas,.a.implantao.de.salas.de.recursos.multifuncionais;.a.formao.continuada.de.professores.para.o.atendimento.educacional. especializado;. a. formao. de. gestores,. educadores. e. demais.profissionais.da.escola.para.a.educao.inclusiva;.a.adequao.arquitetnica.de.prdios.escolares.para.acessibilidade;.elaborao,.produo.e.distribuio.de.recursos.educacionais.para.a.acessibilidade;.e.a.estruturao.de.ncleos.de.acessibilidade.nas.instituies.federais.de.educao.superior.

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    como.se.pode.notar,.existem.propostas.para.este.Atendimento.Educacional. Especializado. para. os. alunos. com. deficincia,. transtornos.globais. de. desenvolvimento. e. para. os. alunos. com. Altas. Habilidades/Superdotao,.sendo.que.estes.ltimos.so.o.foco.deste.trabalho.e.sobre.os.quais.est-se.buscando.pensar.com.maior.aprofundamento,.na.tentativa.de.se.debater.a.respeito.das.polticas.para.atendimento.a.eles..

    Salienta-se.que,.assim.como.para.os.demais.alunos.citados,.este.Atendimento.Educacional.Especializado.previsto.na.legislao..de.muita.relevncia.para.a.educao.dos.alunos.com.Altas.Habilidades/Superdotao,.mesmo. havendo. um. nmero. reduzido. de. publicaes. a. respeito. deste.tema..A.LDB.n.9.394/96,.captulo.V,.da.Educao.Especial.institui.que:

    Art.. 59.. Os. sistemas. de. ensino. asseguraro. aos. educandos. com.necessidades.especiais:

    i. . currculos,.mtodos,. tcnicas,. recursos. educativos. e. organizao.especificas,.para.atender.s.suas.necessidades;

    ii. . terminalidade. especfica. para. aqueles. que. no. puderem. atingir.o.nvel.exigido.para.a.concluso.do.ensino.fundamental,.em.virtude.de. suas. deficincias,. e. acelerao. para. concluir. em.menor. tempo. o.programa.escolar.para.os.superdotados.

    iii. -. professores. com. especializao. adequada. em. nvel. mdio. ou.superior,. para. atendimento. especializado,. bem. como. professores. do.ensino. regular. capacitados. para. a. integrao. desses. educandos. nas.classes.comuns;

    iV.-.educao.especial.para.o.trabalho,.visando.a.sua.efetiva.integrao.na.vida.em.sociedade,.inclusive.condies.adequadas.para.os.que.no.revelarem.capacidade.de.insero.no.trabalho.competitivo,.mediante.articulao.com.os.rgos.oficiais.afins,.bem.como.para.aqueles.que.apresentam.uma.habilidade.superior.nas.reas.artstica,.intelectual.ou.psicomotora;

    V.-.acesso.igualitrio.aos.benefcios.dos.programas.sociais.suplementares.disponveis.para.o.respectivo.nvel.do.ensino.regular.

    O. aluno. com. altas. habilidades/superdotao. tem. o. direito. de.ter. adaptaes. curriculares. e. acelerao. escolar,. pois. apresentam.habilidades.superiores.nas.reas.artsticas,.intelectual.ou.psicomotora...(BRASiL,.1996).

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    Em. outras. palavras,. a. proposta. inclusiva. vem. ao. encontro.dos. paradigmas. vivenciados. na. histria. da. educao. especial. em. nosso.pas,. pois. percebe. e. repudia. as. prticas. excludentes. seja. em. mbito.escolar.quanto. social..Desse.modo.a.escola.passa.a. introduzir. tcnicas.e.alternativas.metodolgicas.que.possibilitem.ao.indivduo.atendimento.que.respeite. suas.caractersticas. formas/estilos.de.aprendizagem..Em.suma,.a.educao.inclusiva.[...].avana.em.relao..idia.de.equidade.formal.ao.contextualizar.as.circunstncias.histricas.da.produo.da.excluso.dentro.e.fora.da.escola..(BRASiL,.2008,.p..5)..Portanto,

    A. incluso. escolar. tem. incio. na. educao. infantil,. onde. se.desenvolvem.as.bases.necessrias.para.a.construo.do.conhecimento.e.seu.desenvolvimento.global..Nessa.etapa,.o.ldico,.o.acesso.s.formas.diferenciadas. de. comunicao,. a. riqueza. de. estmulos. nos. aspectos.fsicos,.emocionais,.cognitivos,.psicomotores.e.sociais.e.a.convivncia.com.as. diferenas. favorecem.as. relaes. interpessoais,. o. respeito. e. a.valorizao.da.criana..(BRASiL,.2008,.p..16).

    histrico dAs AltAs hABilidAdes/superdotAo no rio grAnde do sul: cAminhos que formAm e que esto sendo trilhAdos

    As. iniciativas,. no. tocante. as. Altas. Habilidades/Superdotao,.no.Rio.Grande.do.Sul,.esto.agrupadas,.em.maior.destaque,.na.capital,.Porto.Alegre.e.na.cidade.de.Santa.Maria..Em.Porto.Alegre,.a.Fundao.de.Articulao. e.Desenvolvimento. de. Polticas. Pblicas. para. as. Pessoas.Portadoras.de.Deficincia.e.de.Altas.Habilidades.no.Rio.Grande.do.Sul,.conta.com.o.centro.de.Desenvolvimento,.Estudos.e.Pesquisas.nas.Altas.Habilidades.(cEDEPAH)..(www.faders.rs.gov.br-.acesso.em.24/02/09)

    As. propostas. para. atendimento. deste. centro,. criado. em. 1994,.visam..identificao.e.o.atendimento.sistemtico.e.assistemtico.da.pessoa.com.Altas.habilidades/Superdotao.atravs.da.compreenso.da.subjetividade.singular.desses.sujeitos.para.seu.autoconhecimento.e.uma.melhor.relao.com.o.meio;.formao.de.grupos.de.crianas,.adolescentes.e.adultos.com.objetivo.de. trocas. vivenciais,. expresses. do. pensamento. e. experincias. criativas;.atendimento.s.famlias.e.s.escolas,.potencializando-as.no.reconhecimento.e.uso.de.seus.recursos.no.processo.de.educar.seus.filhos/alunos;.proporcionando.aes. que. viabilizem. sensibilizar. a. comunidade,. despertando-a. para. um.

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    processo.reflexivo.e.esclarecedor.nas.questes.pertinentes..pessoa.com.altas.habilidades/superdotao.e.sua.integrao.educacional.e.social;.capacitao.de.profissionais.para.atuarem.com.esta.clientela,.instrumentalizando-os.para.atendimento.educacional,.aprofundamento.e/ou.enriquecimento.curricular,.flexibilizao. de. currculos,. adaptao. de. metodologias. e. avaliao,.numa.proposta. inclusiva;.pesquisa.na.rea.com.objetivo.de.ampliao.do.conhecimento.sobre.o.tema,.possibilitando.uma.constante.interface.entre.a.teoria.e.a.prtica.

    O. colgio.Militar. de. Porto. Alegre,. (http://www.cmpa.tche.br.-. acesso. em.24/02/09). tambm. localizado.na. capital,. desenvolve,.desde.1997,. o. Projeto. de. Potencializao. e. Enriquecimento. (PROPEN). que.atende. alunos,. professores. e. clubes..No. tocante. aos. alunos,. a. proposta.geral.do.projeto..possibilitar.que.o. jovem.que.apresenta. indicativos.de.talentos/habilidades.acima.da.mdia.possa.produzir.mais,.e.mais.cedo,.no.s.para.si.mesmo,.mas,.principalmente,.para.a.coletividade.na.qual.est.inserido..O.trabalho,.ento,.se.direciona.para.que.esse.aluno.cresa.e.faa.o.grupo.crescer.junto.consigo,.evitando,.ainda,.que.possa.vir.a.perder.tais.habilidades.com.o.passar.dos.anos,.ou.possa.direcion-las.para.fins.ilcitos..

    A. outra. ao. desenvolvida. no. tocante. as. Altas. Habilidades/superdotao.no.Estado..atravs.da.Associao.Gacha.de.Apoio.s.Altas.Habilidades/Superdotao,.que.nasceu.durante.o.iV.Seminrio.Nacional.sobre. Superdotados,. realizado. em.Porto.Alegre,. de. 21. a. 23.de. outubro.de. 1981,. sob. a. denominao. Associao. Brasileira. para. Superdotados.. seo.RS...uma.Organizao.No-Governamental. -.ONG,. sem.fins.lucrativos,. registrada. na. Secretaria. de.trabalho,.cidadania. e.Assistncia.Social. do. Rio.Grande. do. Sul. e. no. conselho.Municipal. de. Assistncia.Social,. com. Declarao. de. Utilidade. Pblica. Federal. e. Estadual.. Suas.atividades.se.desenvolvem.em.quatro.eixos.principais:.1..Aconselhamento.e.Assessoria:.para.as.pessoas.com.altas.habilidades.e.suas.famlias;.professores;.profissionais. de. diversas. reas;. rgos. pblicos. e. privados;rgos. de.imprensa.e.divulgao;.2..Defesa.e.promoo.dos.direitos.das.pessoas.com.altas.habilidades:.Representao.em.instncias.pblicas;.reivindicaes.de.atendimento.perante.secretarias.estaduais.e.municipais,.conselhos.e.demais.rgos.pblicos;.3..Pesquisa.e.capacitao:.Estudo.de.Prevalncia.de.Alunos.com.indicadores.de.Altas.Habilidades/Superdotao.nas.Escolas.Pblicas.

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    e.Privadas.da.Regio.Metropolitana.de.Porto.Alegre;.apoio.e.divulgao.de. pesquisas. na. rea;. participao. em. eventos;. organizao. de. eventos;.cursos. de. formao;. grupo. de. estudos.. 4.. Sensibilizao. e. informao:.Reunies.mensais;.palestras. em.escolas. e. faculdades.pblicas. e.privadas;.rgos.de.imprensa.e.divulgao;.biblioteca.especializada;.projeto.Jornadas.criARteiras..(http://www.agaahsd.com.br/-.acesso.em.24/02/09).

    Em. Santa. Maria. a. ateno. aos. alunos. com. altas. habilidades/superdotao,.mediante.a.adoo.de.prticas.educacionais.especficas,.que.favoream.a.sua.identificao,.seu.desenvolvimento.e.a.estimulao.de.seu.potencial,.destaca-se.o.Programa.de.incentivo.ao.talento.-.Pit.

    O.Programa.est.vinculado.e..desenvolvido.pela.equipe.do.Grupo.de.Pesquisa.Educao.Especial:.interao.e.incluso.Social,.GPESP/cNPq,.da.Universidade.Federal.de.Santa.Maria..UFSM,.o.qual..coordenado.pela.professora. Soraia.Napoleo. Freitas.. Este. projeto. teve. sua. gnese. em.2003,.no.municpio.de.Santa.Maria/RS,.e.funciona.como.um.projeto.de.extenso.universitria.at.os.dias.atuais..Esse.projeto.transcende.a.uma.ao.extensionista,.uma.vez.que.no.s.se.apropria.da.comunidade.local.como.fruto.de.estudo,.mas.sim.busca.propor.alternativas.para.auxiliar.a.transformao.da.realidade.e.subjetividades.dos.sujeitos.envolvidos.e.suas.famlias.

    conforme.Fortes.(2008),.os.alunos.selecionados.para.participar.do. Pit. so. identificados. pelo. projeto. de. Pesquisa. Da. identificao.. Orientao. de. Alunos. com. caractersticas. de. Altas. Habilidades,.executado.tambm.pelo.grupo.GPESP/cNPq..tal.identificao..realizada.em. estabelecimentos. de. ensino. dos. sistemas. estaduais,. municipais. e.particulares,.da.cidade.de.Santa.Maria/RS,.com.alunos.dos.anos.iniciais.do.Ensino.Fundamental..

    Este.projeto.de.pesquisa.utiliza.como.um.de.seus.pressupostos.tericos,.os.estudos.da.professora.Zenita.Guenther.(2000),.que.realiza.a.identificao.de.sujeitos.bem.dotados.e.talentosos.no.cEDEt.(centro.Educacional.de.Desenvolvimento.do.talento).situado.em.Lavras,.Minas.Gerais..

    H.que.se.destacar.que.esse.processo.de. identificao.realizado.pelo.projeto.de.pesquisa.demanda.aes.multidimensionais,.apresentado.por. vrias. etapas. e. estratgias. como: a).preparao.da. conscientizao. e.esclarecimentos. sobre. a. temtica. das. altas. habilidades,. ministrada. pela.

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    equipe.executora.do.programa,. com.a.finalidade.especfica.de.esclarecer.aos.professores.a.respeito.do.assunto.e.auxiliar.na.identificao.dos.alunos.com.caractersticas.de.altas.habilidades.nas.salas.de.aula;.b).preenchimento.de.um.Guia.de.Observao.com.26.(vinte.e.seis).itens.pelos.professores,.contemplando. nele. as. caractersticas. comumente. observadas. em. alunos.com.Altas.Habilidades/Superdotao,. o. qual. . utilizado. e. sugerido. por.Guenther. (2000).. Alm. destas. etapas,. so. realizadas. entrevistas. com. os.professores.das.sries.atuais.e.anteriores.dos.alunos.indicados,.assim.como.so. feitas. atividades. com. esses. educandos. e. entrevista. com. seus. pais. e/ou. responsveis,. a.fim.de.obter.maiores. informaes. sobre.a.histria.de.vida.dos.mesmos..Desse.modo,.os.alunos.identificados.com.caractersticas.de.altas.habilidades/superdotao.ao.final.deste.processo.so.indicados.a.participar.do.Programa.de.incentivo.ao.talento.

    Diante.disso,.o.Pit.objetiva.a.constituio.de.aes,.recursos.e.dados.que.venham.a.integrar-se.no.sistema.de.ensino.e.na.comunidade,.colocando. esse. conjunto. de. fatores. em. aes. integradas. e. consistentes,.para. melhor. apoiar. e. assessorar. no. desenvolvimento. de. alunos. com.caractersticas.de.Altas.Habilidades/Superdotao.

    Atualmente,.o.Programa.de.incentivo.ao.talento..desenvolvido.aos. sbados,. no. turno. matutino,. na. Escola. Estadual. Padre. caetano,.uma. vez. que. nesta. instituio. est. locada. uma. Sala. de. Recursos. para.o. Desenvolvimento. de. Potenciais.. A. durao. dos. encontros. . de. at.duas. horas.. Participam. do. Programa. crianas. com. idade. entre. 6. (seis).e.14. (quatorze). anos..A. equipe. executora.do.programa. . composta.por.acadmicos. do. Programa. de. Ps. Graduao. em. Educao. da. UFSM/PPGE..mestrado.e.doutorado,.acadmicas.do.curso.de.Pedagogia/UFSM.e.do.curso.de.Educao.Especial/UFSM,.participantes.da.comunidade.e.coordenado.pela.Professora.Doutora.Soraia.Napoleo.Freitas.

    Para. a. concretizao. do. Pit,. destacam-se. atividades. de.enriquecimento.de.acordo.com.o.Modelo.de.Enriquecimento.Escolar.proposto.por.Renzulli..tal.modelo.pressupe.uma.multiplicidade.de.conhecimentos.aos. alunos. com. altas. habilidades/superdotao,. esquematizado. tanto.para.a. implementao. no. espao. escolar. como. fora. dele.. tais. atividades. so.denominadas.de.Enriquecimento.do.tipo.i,.ii.e.iii.

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    No.Enriquecimento.do.tipo. i,. quanto. s. atividades.propostas.nesta.abordagem,.os.alunos.tm.a.oportunidade.de.descobrir.uma.gama.de. variedade. em. reas. ou. tpicos. do. conhecimento,. como. pessoas,.locais,. acontecimentos,. os. quais,. geralmente,. no. so. contemplados. no.currculo.da. escola. regular.. J. no.Enriquecimento.do.tipo. ii,. as. aes,.visam. . utilizao. de. procedimentos,. materiais. e. tcnicas. de. pesquisa,.que. beneficiam. o. desenvolvimento. de. habilidades. superiores,. e. que.podem. ser. de. mbito. geral,. como. o. pensamento. criativo,. a. soluo. de.problemas,.a.atitude.de.analisar,. sintetizar.e.avaliar,.ou.mais.especficas,.como. desenvolver. habilidades. avanadas. para. aprendizagem. da. cincia,.criando.experimentos,. analisando.os.dados. e. caracterstica.do. tpico.de.seu.interesse,.alm.de.estimular.os.processos.de.expanso.pessoal.e.social,.tais.como,.liderana,.comunicao.e.o.acrscimo.de.autoconceito.positivo..Por. ltimo,. no. Enriquecimento. do. tipo. iii,. para. a. eficaz. ampliao.de. atividades. realizadas. nessa. abordagem,. supe. basicamente. o. uso. de.tcnicas.e.estratgias.anteriormente.pesquisadas,.o.que.admite.a.inquirio.de.problemas.reais.envolvendo.os.alunos.no.desenvolvimento.de.projetos.de.pesquisa.numa.rea.de.seu.interesse..Em.outras.palavras,.o.tipo.ii.d.suporte.para.que.no.tipo.iii.o.aluno.possa.construir.seus.conhecimentos.e.aplic-los.de.uma.forma.prtica,.construindo.novos.conceitos.sobre.que.lhe. foi. transmitido.na.etapa.anterior..Enfim,.no.tipo.iii.o. sujeito. torna.agente.na.construo.do.conhecimento.

    Alm. disso,. o. Programa. vincula. parcerias. com. Programas. de.Educao.tutorial.(PEts).e.os.demais.cursos.da.Universidade.Federal.de.Santa.Maria,.possibilitando.aos.acadmicos.a.organizao.de.atividades.e.a.vivncia.da.teoria.e.prtica.e.principalmente.a.contemplao.das.reas.de.interesse.dos.alunos.do.Pit..

    Atravs.de. oficinas. temticas,. os. acadmicos.dos. grupos.PEts. e.de.outros.cursos,.como.exemplo,.Letras,.Matemtica,.Geografia,.Histria,.informtica,.Educao.Fsica,.cincias.Biolgicas,.Artes.cnicas,.Engenharia.Eltrica,. entre. outros,. contribuem. com. a. proposta. de. enriquecimento..Segundo. Fortes. (2008),. . importante. frisar. que. essas. oficinas. temticas.instigam. a. ascenso,. especialmente,. da. criatividade. dos. alunos,. alm. de.possibilitar.a.interao.com.distintos.campos.de.informaes.e.o.incremento.de.habilidades,.de.acordo.com.o.interesse.de.cada.um.

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    Alm. de. oportunizar. a. (re)descoberta. e. compreenso. das.diferentes.reas.do.saber,.a.partir.de.uma.perspectiva.diferente,.segundo.interesses. individuais. dos. alunos,. o. Programa. tambm. possibilita. aos.pais.dos. alunos,. encontros. e.discusses. sobre. a. temtica. em.questo.Os.encontros.com.os.pais.acontecem.quinzenalmente,.com.objetivo.de.que.os.mesmos.renam.condies.possveis.e.favorveis.para.compreender.melhor.seus.filhos,.como.tambm.apoiar.e.incentivar.o.desenvolvimento.de.suas.habilidades.

    O. uso. desse. tipo. de. enriquecimento. estimula. o. pensamento.criativo. e. possibilita. a. vivncia. de. experimentos. distintos,. baseadas. nos.interesses.e.necessidades.de.cada.aluno..Dessa.forma,.o.Pit..um.programa.flexvel,.na.medida.em.que.organiza.e.planeja.suas.atividades.de.acordo.com.os.recursos.disponveis.e.as.caractersticas.do.contexto.de.seus.respectivos.protagonistas,. criando,. sobretudo,. um. ambiente. desafiante. conforme. as.habilidades.e.os.interesses.destes..

    Alm. de. proporcionar. atividades. extra-escolares,. o. Pit. vem.desenvolvendo.um.trabalho.de.tutoria.nas.escolas.em.que.os.alunos.esto.matriculados..Essa.iniciativa.possibilita.condies.de.esclarecimento.sobre.as. dvidas. acerca. da. temtica. das. altas. habilidades/superdotao,. como.tambm. indica. sugestes. de. estratgias. educacionais. facilitadoras. do.desenvolvimento.potencial.dos.alunos.com.altas.habilidades/superdotao..

    A reflexo soBre A mediAo e A utilizAo de tecnologiAs de informAo e comunicAo: propostAs desenvolvidAs no pit

    como. j. foi. descrito. anteriormente,. o. Programa. de. incentivo.ao. talento. -. Pit. . um. projeto. que. tem. como. pblico. alvo. sujeitos.com. caractersticas. de. Altas. Habilidades/Superdotao.. A. metodologia.utilizada.no.Programa.de.Enriquecimento.Escolar.embasa-se.no.Modelo.de.Enriquecimento.Escolar. (The Schoolwide Enrichment Model SEM),.resultante. do. trabalho. pioneiro. do. educador. norte-americano. Joseph.Renzulli.(RENZULLi;.REiS,.2000),.validado.por.mais.de.vinte.anos.de.pesquisas.empricas,.como.supracitado.no.desenvolvimento.desse.captulo..

    Entre. as. estratgias. de. enriquecimento. propostas. neste.modelo,. destaca-se. o. portfolio. do. talento. total. e. o.Modelo.tridico. de.

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    Enriquecimento..O.portfolio. visa. identificar. e.maximizar.o.potencial.de.cada.aluno.e.no.qual.sistematiza-se,.atravs.da.coleta.de.dados,.os.interesses,.estilo.de.aprendizagem.e.de.expresso.apresentados..J.o.Modelo.tridico.sugere.a.implementao.de.atividades.de.enriquecimento.referidas.acima..

    De. acordo. com. Fleith. (2007),. as. caractersticas. principais. do.Modelo.de.Enriquecimento.Escolar.elaborado.por.Renzulli.(RENZULLi;..REiS,. 1985). so:. a. dinamicidade. das. atividades,. o. favorecimento. da.autonomia,.o. incentivo.a. tomada.de.decises.dos. alunos,. envolvimento.da. comunidade. quando. faz. com. que. os. alunos. utilizem. sua. rede. de.relacionamentos. na. realizao. das. atividades,. pois. as. atividades. de.enriquecimento.do.tipo.iii.devem.resultar.em.um.produto.com.aplicao.social,.dentre.outros.

    A.periodicidade.das.atividades.dos.trs.tipos.anteriormente.citados.ser.varivel.e.flexvel,.pois.dependero.da.maturidade,.desenvolvimento.e.autonomia.dos.alunos.participantes.do.projeto..Por.conseguinte,. cabe.elucidar.que.a.passagem.do.aluno.de.uma.etapa.para.outra..decidida.pela.equipe.que.coordena.o.projeto.e.pelo.aluno,.pois.lhe..permitido.repensar.sobre. seu.processo.de. aprendizagem.optando.ou.no.pela.promoo.de.tipo..A.nfase.do.Pit..proporcionar.ao.indivduo.com.Altas.Habilidades/Superdotao.a.construo.de.sua.aprendizagem.respeitando.seu.processo.de.desenvolvimento.cognitivo.e.psicossocial.

    Os. PEts. so. Programas. de. Educao. tutorial,. organizados.pela.Universidade.Federal.de.Santa.Maria.e.compreendem.vrios.cursos.de. graduao,. os. quais,. mostrando. interesse. em. participar. do. Pit,.conjuntamente. com. a. equipe. do. mesmo,. vo. organizar. e. propiciar.atividades.de.aprendizagem.que.auxiliem.o.aluno.a.aprofundar.os.interesses.individuais.e,.assim,.venham.a.apoi-los.a.produzir.algo.para.si.mesmos..Alm.disso,.buscam.fornecer.instrumentos.e.materiais.ensinando.tcnicas.que.contribuam.com.o.desenvolvimento.das.habilidades.criativas,.crticas.e.de.pesquisa. Um.dos.objetivos.do.Programa.de.incentivo.ao.talento.(Pit).. realizar.parceria.com.os.grupos.PEts.e.outros.cursos,.de.acordo.com.interesse.dos.alunos,.existentes.na.UFSM,.a.fim.de.que.estes.propiciem.aos. alunos. participantes. do.Pit. experincias. de. investigao. e. pesquisa.referentes.s.diversas.reas.do.conhecimento.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    206

    Neste. sentido,. para. que. os. sujeitos. com. Altas. Habilidades/Superdotao.possam.desenvolver.ainda.mais.suas.habilidades,..necessrio.proporcionar. atividades. propositalmente. elaboradas. para. expor,. estes.alunos,.a.uma.ampla.variedade.de.disciplinas,.tpicos,.assuntos,.profisses.e.lugares,.geralmente.no.includos.no.currculo.escolar..Espera-se,.assim,.que.as.necessidades.afetivas,. sociais.e.educativas.especiais.destas.pessoas,.sejam.atendidas.devidamente.

    Ao.longo.de.cada.oficina.que.os.PEts.promovem,.os.quais.atuam.conjuntamente. com. a. equipe. do. Pit,. vrias. reas. de. conhecimento. j.foram.trabalhadas.propiciando.atividades.de.aprendizagem.que.auxiliam.o.aluno.a.aprofundar.os.interesses.individuais.e,.assim,.venham.a.apoi-los.a.produzir.algo.novo.e.criativo..

    considera-se.na.era.ps-moderna.em.que.a. sociedade.vive.que.no.basta.ser.inteligente.se.no.for.bem.informado,.se.no.estiver.a.par.dos.acontecimentos.globais.e,.principalmente.se.no.souber.utilizar-se.das.novas.tecnologias.de.informao.ou.ferramentas.de.comunicao..Pensando.nesta.problemtica,.o.Pit,.especificamente.no.tipo.ii,.proporciona.aos.alunos.diversas.atividades.que.possibilitam.a.estes.um.maior.contato.e.domnio.de. algumas. das. tecnologias. de. informao. e. comunicao. utilizadas.na. sociedade. atual.. Alm. disso,. as. atividades. do. tipo. ii. estimulam. a.inteligncia.global.dos.alunos.e.permitem.sua.acessibilidade.a.ferramentas.e.tecnologias.

    Uma.das.oficinas.ofertadas.aos.alunos.participantes.do.tipo.ii.no.Pit.foi.a.do.PEt.do.curso.de.cincias.da.computao.da.UFSM,.a.qual.sempre.denota.grande.interesse.dos.alunos..A.parceria.com.esse.grupo.PEt.culminou.com.efetivao.de.um.tipo.iii.diferenciado,.que.empregou.a. construo. de. mdias. e. linguagens. lgicas. das. reas. das. cincias. da.computao,.aspectos.que.a.escola. regular.muitas.vezes.no.dispe.para.proporcionar.a.esse.pblico.alvo..

    Nesta.oficina.os.alunos.tiveram.a.oportunidade.de.aprender.como.se.d.o.processo.de.construo.de.um.site,.bem.como.construir,.cada.um,.o.seu.site.e.apresent-lo.de.forma.online.para.os.demais.colegas..Alm.das.atividades.do.PEt.do.curso.de.cincias.da.computao,.outros.PEts,.como.o.do.curso.de.Matemtica,.se.utilizaram.do.computador.e.de.outras.

  • 207

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    tecnologias.na.mediao.de.conhecimentos.especficos.de.suas.reas,.assim.como.as. tecnologias. tambm.permearam.o.planejamento.das. atividades.do.tipo.i,.possibilitando.aos.alunos,.entre.outras.atividades,.a.construo.de.histrias.infantis.com.programas.especficos,.pesquisas.cientficas,.etc.,.o.que.contribui.para.um.maior.envolvimento.com.as.tarefas.por.parte.dos.alunos,.uma.vez.que.atrai.a.ateno.dos.mesmos..

    Portanto,. as. novas. tecnologias. so. utilizadas. como. recurso.facilitador. no. processo. de. construo. de. aprendizagens. uma. vez.que. considera-se. imprescindvel. aos. sujeitos. com. altas. Habilidades/Superdotao.o.conhecimento.desses.novos.recursos,.que.por.vezes.lhe.so.distantes.como.estratgias.educacionais.de.desenvolvimento.potencial,.seja.por.falta.de.recursos.financeiros.ou.outros.fatores.

    Estas.atividades.permitem.ao.alunado.do.Pit.acesso.e.domnio.das.tecnologias.da.informao.e.comunicao,.alm.de.proporcionar.a.estes.sujeitos.uma.aprendizagem.significativa.e.envolvente,.por.meio.de.processo.de.mediao,.pela.aquisio.de.conhecimentos.pela. interao.do.sujeito.com.o.meio..Em.outras.palavras,.o.ser.humano.adquire.conhecimentos.a.partir.de.relaes.intra.e.interpessoais.e.de.troca.com.o.ambiente.ao.qual.est. inserido.(VYGOtSKY,.1993),. sendo.que. tais.aes.do.sujeito.com.mundo.(dos.objetos.e.das.pessoas).tem.como.finalidade.a.troca.de.saberes.e.a.promoo.do.conhecimento.

    A. equipe. de. profissionais. que. pensa. e. organiza. a. atuao. no.Pit.compreende.que.as.atividades.que.se.utilizam.de.novas.tecnologias,.se. bem. mediadas,. facilitam. o. aprendizado. e. o. desenvolvimento. de.capacidades,.alm.da.valorizao.do.sujeito.em.sociedade..Nesse.sentido,.nos.questionamos.quanto.a.ausncia.de.uma.mediao.adequada,.de.um.direcionamento.construtivo,.que.pode.influenciar.os.alunos.a.canalizarem.seus.potenciais. de. forma. equivocada..Neste. sentido.Fante. (2005). alerta.pais.e.educadores.quanto..utilizao.desregrada.das.novas.tecnologias..A.autora.fala.da.agressividade.entre.os.pares..comportamento.bullying..e.da.influncia.de.algumas.tecnologias.para.este.comportamento.agressivo.

    Para. Fante. (2005),. os.meios. de. comunicao. no.mundo. ps-moderno,. tambm. contribuem. para. a. formao. dos. comportamentos.agressivos. entre. pares.. isso. se. evidencia,. uma. vez. que. so. preconizados.

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    pela.mdia. padres. de. beleza. e.moda,. alm.de. serem. exibidas. cenas. de.violncia.em.alguns.programas.de.televiso..A.autora.lembra.que.os.jogos.de.videogames,.que.so.atividades.elencadas.como.preferenciais.por.crianas.e.jovens,.tambm.incentivam.atos.violentos..Para.a.autora:.

    So. veiculadas. idias. agressivas. e. destrutivas. nos. filmes,. jogos. de.videogames. e. de. computadores,. em.que. a. violncia. . vista. como. algo.imediato,.cotidiano.e.frequente..Os.mais.violentos.tem.a.capacidade.de.ganhar.e.sobressai-se.entre.os.demais..As.crianas.e.adolescentes.tendem.a.ver.na.agressividade.e.na.violncia.estratgias.de.resoluo.de.problemas,.desconsiderando.o.dilogo.como.recurso.eficaz..(FANtE,.2005,.p..171).

    Neste. contexto,. tem-se. no.Pit.o. cuidado. de. no. instigar. este.tipo.de.comportamento,.visto.que.em.todas.as.atividades.em.que.se.utiliza.como.ferramenta.as.novas.tecnologias.tem-se.o.objetivo.de.proporcionar.conhecimento. nas. diversas. reas. do. saber,. porm. com. superviso. e.orientao.dos.profissionais..Neste. sentido,. a.mediao.na.utilizao.de.tecnologias.de.informao.e.comunicao.no.atendimento.a.alunos.com.caractersticas.de.altas.habilidades/superdotao.tem.acontecido.no.Pit.de.forma.positiva,.ou.seja,.exploratria.e.construtora.de.conhecimento..

    Aranha.(1987,.p..24).menciona.que.com.advento.da.ciberntica,.ou. seja,. a. partir. da. revoluo.da. informtica. e. da. generalizao.do.uso.de.computadores,.a.sociedade.contempornea.sofreu.uma.mudana.que.alterou.significativamente.as.relaes.de.trabalho.bem.como.as.relaes.interpessoais. e. ritmo. de. vida. dos. homens. ps-moderno..Nesse. sentido,.conforme.Aranha.(1987).elucida,.o.cotidiano.do.ser.humano.se.transforma.marcado.pela.automao.tornando-se.a.mquina.um.instrumento.constante.de.mediao.do.homem.com.o.mundo..compreendendo.essa.premissa.e.a.importncia.do.uso.das.novas.tecnologias.para.desenvolvimento.potencial,.a.proposta.do.Pit.considera.que.a.mediao.surge.como.fator.essencial.para.se.os.alunos.participantes.se.utilizem.de.forma.adequada.s.tecnologias.da.informao.e.comunicao..Portanto,.analisa-se.que.estas.tecnologias.so.muito.importantes.para.o.desenvolvimento.destes.sujeitos,.porm.devem.ser.mediadas.e.canalizadas.para.o.progresso.pessoal.e.cientfico..

    compreender. o. processo. histrico. da. humanidade,. sobretudo.no.que.tange.a.compreenso.e.o.reconhecimento.do.fenmeno.das.altas.

  • 209

    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    habilidades/superdotao. nos. permite,. enquanto. seres. humanos,. traar.novas. diretrizes,. fazer. a. histria. presente. atravs. de. aes. que. almejem.oportunizar.condies.de. igualdade.de.oportunidades,. e.principalmente.a. conscientizao. dos. sujeitos. com. altas. Habilidades/superdotao. de.sua. atuao. em. sociedade..Uma.vez.que. a.potencialidade.humana.deve.ser.encorajada.para.possibilitar.a.evoluo.pessoal.e.da.sociedade.e.no.a.destruio.das.mesmas.

    refernciAsASSOciAO.BRASiLEiRA.PARA.SUPERDOtADOS..Seo.RS..Altas habilidades/superdotao e talentos: manual.de.orientao.para.pais.e.professores..Porto.Alegre:.ABSD,.RS,.2000.ALENcAR,. E.. M.. L.. S.;. FLEitH,. D.. Superdotados:. determinantes,. educao. e.ajustamento..So.Paulo:.EPU,.2001.______.. Repensando a educao para o sculo XXI.. Boletim. Eletrnico. da. Associao.Brasileira. de. Psicologia. Escolar. e. Educacional,. 2001. Disponvel. em:. ..Acesso.em:.10.out..2007..BRASiL..Ministrio.da.Educao..Lei.n.9394,.de.20.de.dezembro.de.1996..Estabelece.as.diretrizes.e.bases.da.educao.nacional..Braslia,.DF,.1996..Disponvel.em:..Acesso.em:.30.mar..2010..______..Ministrio.da.Educao..Secretaria.de.Educao.Especial..Diretrizes gerais para o atendimento educacional dos alunos com altas habilidades/superdotao e talentos..Braslia,.DF,.2002.______..Ministrio.da.Educao..Secretaria.de.Educao.Especial..Poltica Nacional de Educao Especial na perspectiva da educao inclusiva. Braslia,.DF,.2008..cAMBi,.F..Histria da pedagogia..traduo.de.lvaro.Lorencini..So.Paulo:Fundao.Editora.da.UNESP.(FEU),.1999.cOLANGELO,.N.;.DAViS,.G..Handbook of Gifted Education..Massachusetts:.Allyn.and.Bacon,.1991.FORtES,.caroline.corra..Contribuies do PIT - Programa de Incentivo ao Talento no processo de aprendizagem e desenvolvimento de um aluno com altas habilidades..2008..151.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao)centro.de.Educao,.Universidade.Federal.de.Santa.Maria,.Santa.Maria,.2008.GUENtHER,.Z..Desenvolver capacidades e talentos:.um.conceito.de.incluso..Petrpolis,.RJ:.Vozes,.2000.KiNcHELOE,.J..A. Formao do professor como compromisso poltico:.mapeando.o.ps-moderno..traduo.de.Neze.Maria.campos.Pellanda..Porto.Alegre:.Artes.Mdicas,.1997.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    210

    LiBNEO,.J..c.;.OLiVEiRA,.J..F.;.tOScHi,.M..S..Educao escolar:.polticas,.estrutura.e.organizao..2..ed..So.Paulo:.cortez,.2005.NOVAES,.Maria.Helena..Psicologia da criatividade..Petrpolis:.Vozes,.1977.BARRERA,. S.. G.. P..Gasparzinho vai escola: um. estudo. sobre. as. caractersticas. do.aluno.com.altas.habilidades.produtivo-criativo..2004..306.f..Dissertao.(Mestrado.em.Educao)Pontifcia.Universidade.catlica.do.Rio.Grande.do.Sul,.Porto.Alegre,.2004.RENZULLi,.J..S.;.REiS,.S..M..The schoolwide enrichment model:.a.comprehensive.plan.for.educational.excellence..Mansfield.center,.ct:.creative.Learning,.1985.FANtE,.c..Fenmeno Bullying:.como.prevenir.a.violncia.nas.Escolas.e.educar.para.a.paz..Programa.Educar.para.a.Paz..2..ed..campinas:.Verus.Editora,.2005.tORRES,.R..M..Educao para todos: a. tarefa.por. fazer..Porto.Alegre:.Artes.Mdicas,.2000.VYGOtSKY,.L..S. Pensamiento y lenguaje..conferencias.sobre.Psicologia..Madrid:.Visor,.[1934].1993..(Obras.Escogidas,.2).WEcHSLER,.S..M..Criatividade:.descobrindo.e.encorajando..campinas:.Editora.Psy,.1998.

    BiBliogrAfiA consultAdAALENcAR,.E..S..de. Psicologia e educao do superdotado..So.Paulo:.EPU,.1996.ARANHA,.M..L..A..Histria da educao..So.Paulo:.Moderna,.1989.GUENtHER,.Z..Capacidade e talento:.um.programa.para. a. escola. So.Paulo:.EPU,.2006.ViRGOLiM,.A..M..R.;.FLEitH,.D..de.S.;.NEVES-PEREiRA,.M..S..Toc, toc,... plim, plim: lidando. com. as. emoes,. brincando. com.o. pensamento. atravs. da. criatividade..campinas:.Papirus,.1999.

    sites consultAdosASSOciAO.GAcHA.DE.APOiO.S.ALtAS.HABiLiDADES/SUPERDOtAO.(AGAAHSD)..Disponvel.em:...Acesso.em:.24.fev.2009COLGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE (CMPA). Disponvel em: . Acesso em: 24 fev. 2009.

    FUNDAO DE ARTICULAO E DESENVOLVIMENTO DE POLTICAS PBLICAS PARA PPDs E PPAHs NO RS (FADERS). Disponvel em: . Acesso em: 24 dez. 2009.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    eStiloS de AprendizAgem e uSo de tecnologiAS nA formAo de profeSSoreS pArA A prticA pedAggicA incluSivA: vAlorizAndo AS competnciAS individuAiS

    Daniela Melar Vieira Barros

    Vivemos.no.mundo.da.valorizao.da.diversidade.e.da.ateno.as. individualidades,. a. educao. . o. foco. desse. processo,. mas. a. grande.pergunta..como.facilitar.um.trabalho.educativo.que.realize.uma.prtica.que.contemple.essa.diversidade?.

    talvez.o.grande.erro.seja.pensar.exatamente.dessa.forma,.talvez.a.pergunta.deveria.ser.como.facilitar.um.trabalho.educativo.que.potencialize.a. prtica. para. que. contemple. essa. diversidade?. Potencializar. pode. ser. a.chave. do.processo,. no. sentido.de. ampliar. as. facilidades. do. ensino. e. da.aprendizagem,.para. tanto,.optamos.por.entender.o.que.nos.diz.a. teoria.de.estilos.de.aprendizagem.que.nos.ajuda.a.compreender.como.as.pessoas.aprendem. com. suas. estratgias. e. competncias. pessoais.. Unida. com. as.tecnologias.da. informao. e.comunicao,. a. teoria.procura. atender. as.individualidades.e.facilitar.a.aprendizagem..

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

    212

    Portanto,.a. seguir.apresentamos.caracterizaes.e.anlises. sobre.este. tema. que. podem. contribuir. de. forma. ampla. e. potencializadora. s.prticas. pedaggicas. inclusivas. dos. docentes. que. trabalham. com. alunos.com.necessidades.especiais.

    Neste. artigo. abordaremos. a. temtica. da. teoria. de. Estilos. de.Aprendizagem. para. uma. prtica. pedaggica. inclusiva.. A. problemtica.do. entorno.das.nossas. reflexes. est. em. facilitar. aos.docentes. caminhos.e. possibilidades. concretas. de. estratgias. pedaggicas. para. as. prticas.inclusivas..As.questes.que.permeiam.nossas.reflexes.e.discusses.presentes.neste.texto.so:.. como. potencializar. uma. prtica. pedaggica. que. atenda. as.

    individualidades?. como. desenvolver. estratgias. pedaggicas. para. essas. mesmas.

    individualidades?. como.facilitar.uma.prtica.pedaggica.inclusiva.no.contexto.educativo?. As.tecnologias.facilitam.e.contribuem.para.o.desenvolvimento.dessas.

    estratgias.pedaggicas.inclusivas?.como.realiz-las?

    Para.tanto,.nosso.objetivo..possibilitar.referenciais.sobre.a.teoria.dos.estilos.de.aprendizagem.transpondo.para.as.estratgias.pedaggicas..A.abordagem.metodolgica.utilizada..qualitativa.e.temos.como.referencial.a.vertente.espanhola.da.teoria,.porque.est.estruturada.sob.os.aspectos.mais.sociais.da.aprendizagem..Os.autores.de.base.utilizados.so:.Alonso,.Honey.e.Gallego.(2002).e.Garcia.cue.(2006).

    As. bases. da. teoria. dos. estilos. de. aprendizagem. possibilitam.ampliar. o. que. consideramos. como. formas. de. aprender,. de. acordo. com.as. competncias. e. habilidades. pessoais.. E. independente. do. nvel. de.inteligncia,. identifica. como. a. pessoa. utiliza. seus. recursos. (mentais)para.aprender.e.facilita.assim.uma.diversidade.de.opes.para.atender.as.individualidades.

    conceito de estilos de AprendizAgem

    A. teoria. dos. estilos. de. aprendizagem. considera. as. diferenas.individuais.e.de.acordo.com.Alonso,.Honey.e.Gallego.(2002),.com.base.

  • 213

    nos.estudos.de.Keefe.(1998).so.traos.cognitivos,.afetivos.e.fisiolgicos,.que. servem.como. indicadores. relativamente. estveis. de. como.os. alunos.percebem,.interagem.e.respondem.a.seus.ambientes.de.aprendizagem..

    J.nas.consideraes.de.Garcia.cue.(2006),.que.amplia.o.conceito.com. um. estudo. recentemente. realizado,. os. estilos. de. aprendizagem.so. traos. cognitivos,. afetivos,. fisiolgicos,. de. preferncia. pelo. uso. dos.sentidos,. ambiente,. cultura,. psicologia,. comodidade,. desenvolvimento. e.personalidade,. que. servem. como. indicadores. relativamente. estveis,. de.como.as.pessoas.percebem,.inter-relacionam.e.respondem.a.seus.ambientes.de.aprendizagem.e.a.seus.prprios.mtodos.ou.estratgias.em.sua.forma.de.aprender.

    Os.estilos.de.aprendizagem.referem-se.a.preferncias.e.tendncias.altamente. individualizadas. de. uma. pessoa,. que. influenciam. em. sua.maneira.de.apreender.um.contedo..conforme.Alonso,.Honey.e.Gallego.(2002).existem.quatro.estilos.definidos:.o.ativo,.o.reflexivo,.o.terico.e.o.pragmtico..

    estilo ativo: valoriza dados da experincia, entusiasma-se com tarefas novas e muito gil.

    As. pessoas. em. que. o. estilo. ativo. predomina,. gostam.de. novas.experincias,. so. de.mente. aberta,. entusiasmadas. por. tarefas. novas;. so.pessoas.do.aqui.e.do.agora,.que.gostam.de.viver.novas.experincias..Seus.dias. esto.cheios.de.atividades:. em.seguida.ao.desenvolvimento.de.uma.atividade,. j.pensam.em.buscar.outra..Gostam.dos.desafios.que.supem.novas.experincias.e.no.gostam.de.grandes.prazos..So.pessoas.de.grupos,.que.se.envolvem.com.os.assuntos.dos.demais.e.centram.ao.seu.redor.todas.as.atividades..Suas.caractersticas.so:.animador,.improvisador,.descobridor,.que.se.arrisca,.espontneo..Outras.caractersticas.secundrias.so:.criativo,.aventureiro,. renovador,. inventor,.vital,.vive.experincias,. traz.novidades,.gera. idias,. impetuoso,. protagonista,. chocante,. inovador,. conversador,.lder,. voluntarioso,. divertido,. participativo,. competitivo,. desejoso. de.aprender,.solucionador.de.problemas.e.modificador.

    estilo reflexivo: atualiza dados, estuda, reflete e analisa.

    As. pessoas. deste. estilo. gostam. de. considerar. a. experincia. e.observ-la. de. diferentes. perspectivas;. renem.dados,. analisando-os. com.

  • claudia.R..Mosca.Giroto;.Rosimar.B..Poker.&.Sadao.Omote.(Org.)

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    detalhamento.antes.de.chegar.a.uma.concluso..Sua.filosofia.tende.a.ser.prudente:. gostam. de. considerar. todas. as. alternativas. possveis. antes. de.realizar.algo..Observam.a.atuao.dos.demais.e.criam.ao.seu.redor.um.ar.ligeiramente.distante.e.condescendente..Suas.principais.caractersticas.so:.ponderado,.consciente,.receptivo,.analtico.e.exaustivo..As.caractersticas.secundrias.so:.observador,.recompilador,.paciente,.cuidadoso,.detalhista,.elaborador. de. argumentos,. previsor. de. alternativas,. estudioso. de.comportamentos,.pesquisador,.registrador.de.dados,.assimilador,.escritor.de.informes.ou.declaraes,.lento,.distante,.prudente,.inquisidor.

    estilo terico: lgico, estabelece teorias, princpios, modelos, busca a estrutura, sintetiza.

    Este.estilo..mais.frequente.em.pessoas.que.se.adaptam.e.integram.teses.dentro.de.teorias.lgicas.e.complexas..Profundos.em.seu.sistema.de.pensamento. e. ao. estabelecer.princpios,. teorias. e.modelos. tendem.a. ser.perfeccionistas. integrando. o. que. fazem. em. teorias. coerentes.. Enfocam.problemas.de.maneira.vertical,.por.etapas.lgicas,.analisando.e.sintetizando-os..Buscam.a. racionalidade. e.objetividade. se.distanciado.do. subjetivo. e.do.ambguo;.para.eles.se..lgico..bom..Suas.caractersticas.secundrias.so:.disciplinado,.planejador,.sistemtico,.ordenador,.sinttico,.raciocina,.pensador,. relacionador,. perfeccionista,. generalizador,. busca:. hipteses,.modelos,.perguntas,.conceitos,.finalidade.clara,.racionalidade,.o.porqu,.sistemas.de.valores,.de.critrios;..inventor.de.procedimentos,.explorador.

    estilo pragmtico: aplica a idia e faz experimentos.

    Os. pragmticos. so. pessoas. que. aplicam. na. prtica. as. ideias..Descobrem. o. aspecto. positivo. das. novas. ideias. e. aproveitam. a. primeira.oportunidade.para. experiment-las..Gostam.de. atuar. rapidamente. e. com.seguridade. com. aquelas. ideias. e. projetos. que. os. atraem.. tendem. a. ser.impacientes.quando.existem.pessoas.que.teorizam..So.realistas.quando.tem.que. tomar.uma.deciso.e. resolv-la..Sua.filosofia..sempre. se.pode. fazer.melhor.e.se.funciona.significa.que..bom..Suas.principais.caractersticas.so:.experimentador,.prtico,.direto,.eficaz.e.realista..As.outras.caractersticas.secundrias.so:.tcnico,.til,.rpido,.decidido,.planejador,.positivo,.concreto.objetivo.claro.seguro.de.si,.organizador,.atual,.solucionador.de.problemas,.aplicador.do.que.aprendeu,.planeja.aes.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    como identificAr os estilos de AprendizAgem

    Segundo. Guild. y. Garger. (1988. apud. GARciA,. cUE. 2006).existem.tipos.de.instrumentos.para.medir.os.estilos.de.aprendizagem.so.eles:

    . Os. inventrios:. este. instrumento. revela. informaes. que. a. pessoa.deseja. prover. de. si.mesmo..Os. inventrios. podem. ser. de. dois. tipos:.autorreporte.direto:. tem.perguntas.diretas. sobre. as. caractersticas. que.podem.manifestar.ou.no.uma.pessoa. e.o. autorreporte. indireto:. tem.perguntas.no.diretas.e.que.necessitam.de.algum.procedimento.especial.

    . Os. testes. ou. provas. de. carter:. correspondem.melhor. ao. campo. da.psicologia.e.se.utilizam.mais.nos.estudos.de.estilos.cognitivos.

    . A.observao:.que.consiste.em.identificar.o.comportamento.das.pessoas.apoiado.no.listado.de.caractersticas.

    . As.entrevistas:.conversa.que.o.docente.pode.ter.com.seu.aluno.a.fim.de.obter.informaes.sobre.suas.preferncias.de.aprendizagem.

    . As. anlises. de. tarefas:. que. consistem. em. revisar. as. atividades.realizadas.pelos.alunos.e.que.servem.para.identificar.as.preferncias.de.aprendizagem.

    . Na. sequncia. apresentaremos. alguns. instrumentos. para. medir. os.estilos.de.aprendizagem.que.se.desenvolveram.ao.longo.das.pesquisas.e.histria.da.teoria.

    . Oregon.instructional.Preference.inventory..Goldberg.(.1963-1979). Matching.Familiar.Figures.test.(.MFFt)..Kagan.(.1966). Paragraph.completion.test.(Pct)..Schroder.(.1967). Learning.Activities.Opionnaire..Oen.(1973). The.cognitice.Style.inventory.(.cSi).-.Hill.(.1971,.1976). Studen.Learning.Styles.Questionnaire.-.Grash.e.Riechmann.(.1974). cognitive.Style.interest.inventory.-.Stroler.(.1975). LiFO..Atkins.e.Katcher.(.1976). instrucional.Preference.Questionnaire.-.Friedman.(.1976). Myers.Briggs.type.indicador.(MBti)..Myers.(.1976). Learning.Style.inventory.(.LSi.)..Kolb.(1976,.1981)

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    . inventory.of.Learning.Processer..Schmech.e.Ramanaiah.(.1977). Learning.Style. inventory. and.Produtivity.Environmental.Preference.

    Survey..Dunn.e.Dunn.(1977). Learning.Style.inventory.(LSi)..Renzulli.e.Smith.(1978). NEO-.Personality.inventory.(NEO-Pi).e.NEO.Five-.Factor.inventory.

    (NEO-.FFi)..costa.e.McRae.(1978). conceptual.Styles.test..Goldstein.e.Blacmenn.(1978). Learning.Profile.Exercise..Juch.(1987). Learning.Styles.Questionnaire.(LSQ)..Honey.e.Mumford.(.1988). cHAEA..ALONSO.GALLEGO.y.HONEY.(.992)... Learning.Style.Assessment.(LSA).-.Menke.e.Hatman.(2000). Learning.Style.Analysis.(LSA).-.LeFever.(2001). Learning.Styles. inventory..Version. iii..Renzulli,. Smith. e.Rizza. (.

    2002). cognitive.Learning.Strategies.for.Students..Smith.e.Whiteley.e.Lever.

    (.2002). The. Memletics. Learning. Styles. inventory. . Whiteley. e. Whiteley.

    (2003). Portafolio.de.Dimensiones.Educativas.(PDE)..Muoz.e.Silva.Santiago.

    (2003)

    Os. tericos.Honey. e.Mumford. desenvolveram. um.modelo. de.estilos. de. aprendizagem. (LSQ). que. tem. por. base. as. teorias. propostas.por.Kolb. e. as. implicaes. que.podem. ter. estes. estilos. de. aprendizagem.em.um.grupo.profissional.de.diretivos.de.empresas.do.Reino.Unido..O.instrumento.de.Kolb..o.inventrio.de.estilos.de.aprendizagem.(LSi).

    Dentro.de.todos.esses.instrumentos.destacamos.o.cHAEA..Esse.modelo.de.questionrio,.que.identifica.os.estilos.de.aprendizagem.(Anexo.A),.aperfeioa.e.complementa.os.demais.questionrios,.atualizando-os.de.acordo.com.as.necessidades.emergentes..As.respostas.do.questionrio.so.um.ponto.de.partida.e.no.um.fim,.isto.,.so.um.ponto.de.diagnstico,.tratamento.e.melhoria..O.questionrio.dos.estilos.de.aprendizagem.pode.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    ser.aplicado.em.diversas.situaes.de.aprendizagem,.independente.da.rea.ou.contedo.a.ser.desenvolvido..

    Para. sua. elaborao. catalina. Alonso. Garcia. (. Universidad.Naiconal. de. Educaao. a.Distancia. -. Uned. .Madrid-. Espanha). ,. em.1992,.estudou.os.tericos.Honey.e.Munford.e.adaptou.o.questionrio.de.Estilos.de.Aprendizagem.em.mbito.acadmico,.com.o.nome.de.cHAEA,.ele..composto.de.oitenta.itens.no.total,.sendo.vinte.itens.equivalentes.a.cada.estilo,.e.tambm.contempla.uma.srie.de.perguntas.scio-acadmicas.que.permitem.relacionar.variveis.de. idade,.gnero,.nmero.de.anos.de.experincia,.etc..

    implicAes pedAggicAs dos estilos de AprendizAgem

    As. implicaes. na. rea. pedaggica. so. aqui. analisadas.considerando.inicialmente.a.questo.do.ensino.centrado.no.aluno.

    Este. tipo. de. aprendizagem. se. estrutura. basicamente. nas.individualidades.e.nas.opes.pedaggicas.para.atender.as.necessidades.do.aluno.em.coerncia.as.necessidades.do.contedo.a.ser.ensinado.

    O.estilo.de.ensinar.tambm..uma.implicao.importante..cada.docente.tem.seu.estilo.de.aprendizagem.e.em.geral.ensina.como.gostaria.de.aprender.tendenciando.sua.forma.de.aprender.sem.considerar.os.demais..Essa. . uma. dificuldade. presente. que. exige. do. docente. a. capacidade. de.considerar.outras.opes.tanto.de.estratgias.como.mtodos.de.ensino.

    Outro. aspecto. que. deve. ser. entendido. como. eixo. central. da.metodologia.de.ensino..a.utilizao.do.questionrio.tal.para.melhorar.a.aprendizagem.dos.alunos..Para.tanto.se.sugere,.de.acordo.com.os.estudos.de. Doyle. y. Rutherfor. (1984. apud. ALONSO,. HONEY. GALLEGO.(2002),.quatro.aspectos.importantes:

    . O.docente.deve.concretizar.quais.as.dimenses.da.forma.de.aprender.dos.alunos,.considerando.a.idade,.a.maturidade.e.o.tema.que.se.est.estudando.

    . Deve.eleger.um.instrumento.e.mtodos.didticos.apropriados.para.as.caractersticas.de.seus.alunos.

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    . Verificar. como.organizar. a. diversidade.de. estilos. com.os.mtodos. e.estratgias.de.aprendizagem.

    . . necessrio. verificar. as. possibilidades. de. desenvolver. um. trabalho.desse.nvel,.mas.adequando.as.caractersticas.do.espao.de.sala.de.aula.

    Os. estilos. podem. contribuir. tambm. na. rea. de. educao. de.adultos,. na. alfabetizao. e. leitura. e. na. rea. de. educao. especial,. em.especfico,.destacamos.os.estilos.de.aprendizagem.no.uso.das.tecnologias.no. processo. educativo.. A. reflexo. que. realizamos. . que. os. estilos. de.aprendizagem.justificam.o.uso.das.tecnologias.no.processo.educativo.em.especial. pela. facilidade.de. atender. as. individualidades. e. a. amplitude.de.recursos.e.ferramentas.que.se.pode.empregar.para.cada.necessidade,.tanto.de.contedos.como.de.estilo.

    A teoriA dos estilos de AprendizAgem e o uso dAs tecnologiAs dA comunicAo e informAo.

    A.teoria.de.estilos.de.aprendizagem,.portanto.nos.facilita.entender.o. significado. das. tecnologias. para. a. educao. quando. mencionamos. a.diversidade..com.o.uso.das.tecnologias.e.os.princpios.dessa.teoria.se.d.a.oferta.de.possibilidades.que.as.interfaces,.ferramentas,.recursos.e.aplicativos.multimdias.oferecem.para.atender.as.preferncias.e.individualidades..

    considerando.essas.assertivas,.a.teoria.de.estilos.pode.nos.facilitar.muitas.diretrizes.para.entender.o.como.aprender.e.ensinar.no.virtual..Essas.diretrizes.so:.o.atendimento.das.individualidades.dos.estudantes;.a.nfase.no. processo.metodolgico. e. a. ampliao. dos. processos. de. avaliao. na.construo.do. conhecimento.do. aluno;. oferta. de. aplicaes.multimdia.que. atendam. as. necessidades. de. aprendizado. dos. indivduos;. melhoria.das. possibilidades. de. aprendizagem. no. processo. educativo. online. e. a.democratizao.das.formas.de.ensino.

    Esses. argumentos. so. compreendidos. na. medida. em. que. se.percebe.que.a.teoria.de.estilos.facilita.uma.diversidade.de.diretrizes.sobre.como.as.pessoas.aprendem.e.essas.diretrizes.podem.ser.utilizadas.para.a.compreenso.dos.processos.de.aprendizagem.utilizando.os.espaos.virtuais..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    A. partir. de. estudos. pode-se. entender. que. o. espao. virtual. (.internet,. aplicativos. e. softwares). possibilitam. formas. de. aprendizagem.diferenciadas.das.formas.de.aprendizagem.no.presencial,.entretanto,.os.estilos.de. aprendizagem. visualizados. no. virtual. tm. caractersticas. perfeitamente.identificveis. com. seus. novos. elementos.. Portanto,. os. estudos. realizados.sobre.essa.temtica,.juntamente.com.a.teoria.de.estilos.facilitam.um.perfil.de.como.as.pessoas.aprendem.no.virtual.e.as.formas.de.direcionar.as.aplicaes.didtico.pedaggicas.para.o.processo.de.ensino.e.aprendizagem.

    De.acordo.com.a.pesquisa.anteriormente.desenvolvida.por.Barros.(2011),.o.tipo.de.aprendizagem.que.ocorre.no.espao.virtual..aquela.que.se.inicia.pela.busca.de.dados.e.informaes;.em.seguida.a.essa.busca,.ocorre.a.organizao.do.material.de.forma.particular,.de.acordo.com.a.elaborao,.a.organizao,.a.anlise.e.a.sntese.que.o.usurio.realiza.simultaneamente.finalizando. com. a. produo. de. uma. aplicao. multimdia. com. os.instrumentos.disponibilizados..

    A.aprendizagem.no.espao.virtual.envolve.uma.srie.de.elementos.que.passam.pelo.conceito.e.pelas.caractersticas.do.virtual:.tempo.e.o.espao,.a.linguagem,.a.interatividade,.a.facilidade.de.acesso.ao.conhecimento.e.a.linguagem.audiovisual.como.forma.de.ambincia.de.uso.da.tecnologia.ou.seja.hbitos.e.costumes.de.uso.desse.novo.espao.

    Embasado.nesses.elementos.norteadores.e.com.a.teoria.dos.estilos.de. aprendizagem,. a. pesquisa. realizada. por. Barros. (2011). desenvolveu.um. instrumento. de. identificao. do. estilo. de. uso. do. espao. virtual..categorizou-se,.a.existncia.de.quatro.tendncias.de.uso.do.espao.virtual.ao.qual.detalhamos.a.seguir:

    estilo de uso participativo no espao virtual ( com base no estilo de aprendizagem ativo),.considera.a.participao.como.elemento.central,.no. qual. o. indivduo. deve. ter. a. ambincia. do. espao.. Alm. disso,.para. realizar. um. processo. de. aprendizagem. no. virtual,. necessita. de.metodologias.e.materiais.que.priorizem.o.contato.com.grupos.online,.que.solicite.buscar.situaes.online,.realizar.trabalhos.em.grupo,.realizar.fruns.de.discusso.e.dar.aes.aos.materiais.desenvolvidos..

    . estilo. de. uso. busca. e. pesquisa. no. espao. virtual. (com. base. no.estilo. de. aprendizagem. reflexivo),. tem. como. elemento. central.

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    para. a. aprendizagem. a. necessidade. de. fazer. pesquisa. online,. buscar.informaes.de. todos.os. tipos.e. formatos..Este.estilo.caracterizou-se.como.busca.e.pesquisa,.no.qual.o.usurio.aprende.mediante.a.busca,.seleo. e. organizao. do. contedo.. Os. materiais. de. aprendizagem.devem.estar.voltados.a.construes.e.snteses.que.englobem.a.pesquisa.de.um.contedo..

    estilo de estruturao e planejamento no espao virtual. (com base no estilo de aprendizagem terico),. tem. como. elemento. central. para. a.aprendizagem.a.necessidade.de.desenvolver.atividades.que.valorizem.os.aplicativos.para.elaborar.contedos.e.atividades.de.planejamento..Essas.atividades.devem.basear-se.em.teorias.e.fundamentos.sobre.o.que.se.est.desenvolvendo..

    estilo de ao concreta e produo no espao virtual. (com base no estilo de aprendizagem pragmtico),. tem. como. elemento. central. para. a.aprendizagem.a.necessidade.de.realizao.dos.servios.online.e.a.rapidez.na. realizao.desse. processo..Viabilizar. com. rapidez. . um.dos. eixos.centrais.deste.estilo.de.uso;.utilizar.o.espao.virtual.como.um.espao.de.ao.e.produo..

    A. pesquisa. realizada. tambm. evidenciou. alguns. aspectos. que.podem. contribuir. ao. processo. de. ensino. e. aprendizagem. da. educao.formal.com.o.uso.das.tecnologias.da.informao.e.comunicao.como:.

    . deve-se.construir.um.objetivo.aplicado.s.ferramentas.do.espao.virtual,.ao.mesmo.tempo.em.que.se.trabalha.com.o.contedo.necessrio.a.ser.aprendido..

    . construir.um.guia.didtico.de.planejamento,.daquilo.que.se.vai.realizar.no. ou. com. o. espao. virtual,. quais. os. passos,. etapas. e. sequncias. a.serem.desenvolvidas..O.planejamento..garantia.de.que.tudo.tm.fases.auxiliando. a.direcionar. as. aes.que.devem. ser. realizadas.de. acordo.com.a.rotina.de.cada.usurio.

    . garantir. a. liberdade. para. a. criao. e. produo. pessoal. . outro.elemento.de.grande.importncia..A.individualizao,.considerando.as.competncias.e.as.habilidades.pessoais,..um.meio.motivador.para.a.produo.e.gerao.do.conhecimento..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    . elaborar.a.orientao.das. fontes.e.dos.aplicativos.a. serem.utilizados,.necessria.por.causa.da.diversidade.de.opes.existentes...necessrio.possibilitar.espaos.de.grupos.de.participao.e.troca.de.informaes.ou. opinies,. nos. quais. se. possa. acompanhar. o. desenvolvimento. do.trabalho.que.est.sendo.realizado.

    . ensinar.a.organizar.a.informao.e.o.material.multimdia.encontrado.no.espao.virtual;.ou.seja,.ensinar.a.pensar.uma.lgica.de.redes.e.que.exige. do. usurio. sua. prpria. organizao. mental. transformada. em.aplicativos.virtuais..

    . trabalhar. com. metas. de. produtividade. e. prioridades. com. tempo.organizado.e.nveis.de.dificuldades.estabelecidos..um.dos.objetivo.de.qualidade.no.espao.virtual.

    Esses. aspectos. podem. ser. utilizados. na. aplicao. educativa.mediante.metodologias.e.procedimentos.pedaggicos.de.maneira.a.gerar.novas.possibilidades.de.convergncia.entre.aprendizagem.e.tecnologias..

    A. partir. da. teoria. de. estilos. de. aprendizagem. e. o. uso. das.tecnologias,. apresentamos. a. seguir. alguns. referenciais. para. contribuir.nas. reflexes. sobre. as. prticas. pedaggicas. inclusivas. dos. docentes. que.trabalham.com.alunos.com.necessidades.especiais.

    O.que.apontamos..o.docente.considerar.os.estilos.de.aprendizagem.para.elaborar.suas.aulas.e.estratgias.para.uma.prtica.pedaggica.inclusiva..Alm. disso,. deve. considerar. o. uso. das. tecnologias. como. facilitadoras. e.potencializadoras.de.este.processo.

    teoriA dos estilos de AprendizAgem pArA A prticA pedAggicA inclusivA

    A.teoria.dos.estilos.de.aprendizagem.nos.possibilita.ampliar.o.que.consideramos.como.formas.de.aprender,.de.acordo.com.as.competncias.e.habilidades.pessoais.do.indivduo...independente.do.nvel.de.inteligncia,.identifica. como.a.pessoa.utiliza. seus. recursos. (mentais).para. aprender. e.facilita.uma.diversidade.de.opes.para.atender.as.individualidades.nessa.forma.de.aprender..E.aposta.que.o.uso.das. tecnologias.da. informao.e.

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    comunicao..um.grande.potencializador.dessas.formas,.alm.de.ampliar.e.atender.as.necessidades.e.especificidades.de.cada.um.

    Uma.prtica. pedaggica. inclusiva. . ampliar. as. potencialidades.de. aprendizagem. dos. estudantes,. independente. das. dificuldades. ou. os.nveis. de. dificuldades. que. apresentem.. Potencializar. esta. prtica. pode.ser. um. caminho. muito. interessante. para. atender. a. diversidade. e. suas.individualidades.

    Ao. contrrio. de. algumas. reflexes,. o. uso. das. tecnologias.da. informao. e. comunicao. so. mais. inclusivas. e. ampliadoras. de.potencialidades.do.que.imaginamos,.o.segredo.est.em.utiliz-las.de.forma.pedaggica.e.com.estratgias.didticas.

    com. base. nesses. princpios,. tanto. da. teoria. dos. estilos. de.aprendizagem. como.o.uso.da.mesma. com. as. tecnologias,. destacamos. a.seguir.elementos.que.potencializam.a.construo.de.uma.prtica.pedaggica.inclusiva.

    Saber.o.estilo.de.aprendizagem.do.docente..o.primeiro.passo,.conhecer-se.facilita.muito.entender.os.demais.e.saber.das.dificuldades.de.aprendizagem.de.cada.um..com.base.no.auto.reconhecimento.o.docente.conseguir. entender. sua. prpria. forma. didtica. e. identificar. o. porque.algumas.vezes.privilegia.uma.forma.de.atividade.ou.uma.estratgia.didtica.de.aprendizagem.

    identificar.os.estilos.de.aprendizagem.dos.alunos.. interessante.tambm.e.pode.com.isso.gerar.prticas.pedaggicas.voltadas.aos.grupos.de.trabalho,.diversificando.assim.as.aulas,.mas..importante.saber.que.os.estilos.no.devem.ser.rotulados,.mas.sim.utilizados.para.ampliar.os.estilos.na.forma.de.aprender.de.cada.um.

    As. atividades,. exerccios. e. trabalhos. dos. alunos. devem. ser.organizados. a. partir. de. estratgias. diferenciadas. para. alcanar. o.mesmo.objetivo,.para.tanto,.uma.nica.atividade.pode.ter.uma.sequncia.de.aes.que.contemple.os.diversos.estilos.de.aprendizagem..isso.privilegia.o.estilo.de.aprendizagem.predominante.do.indivduo,.mas.tambm.no.deixa.de.potencializar. o. desenvolvimento. dos. estilos. que.mais. tem. dificuldades,.ampliando.dessa.forma.outra.formas.de.aprender.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Aprender.a.desenvolver.atividades.com.uma.sequncias.de.aes.no. . algo. simples,. mas. pode. dar. bons. resultados. quando. se. trata. de.prticas. inclusivas..O. principal. . desenvolver. uma. ao. que. contemple.cada.estilo.de.aprendizagem.ou.vrios.ao.mesmo.tempo..As.tecnologias.da.informao.e.comunicao.facilitam.muito.esse.trabalho.pela.diversidade.multimdia.que.disponibilizam..

    A. sequncia. de. atividades,. os. roteiros. ou. as. chamadas. guias.didticas.devem.ter.como.base.o.tema,.objetivos.a.serem.alcanados.e.as.competncias.

    Para.exemplificar.a.forma.de.construo.dessas.atividades.temos.algumas.estratgias.gerais.para.cada.estilo.

    Para.o. estillo. ativo,.normalmente.deve-se.previlegiar. atividades.de.busca,.pesquisa,.organizao.e.sntese.de.material,.o.estilo.reflexivo,.a.construo.de.textos,.resumos.e.snteses,.j.o.terico.parte.da.construo.de.esquemas,.mapas.conceituais.e.o.estilo.pragmtico.a.produo.de.material,.um.produto.sobre.o.tema.estudado..

    O.uso.das.tecnologias.facilitam.muito.qualquer.um.dos.tipos.de.atividades.a.serem.desenvolvidas.extamente.porque.tem.interfaces.(blogs,.wikis,.pginas.web,.etc).que.contemplam.os.vrios.estilos.de.aprendizagem,.se.pedagogicamente.bem.orientadas.

    O. que. sugerimos. ao. longo. do. texto. . extamente. o. incentivo. a.que. todos. os. docentes. experimentem,visualizar. as. prticas. inclusivas. como.uma. oportunidade. de. potencializar. estratgias. didticas. para. melhorar. a.aprendizagem.dos.seus.alunos,.independente.das.dificuldades.que.apresentem.

    AlgumAs considerAes finAis

    Ao. longo. do. texto. procuramos. refletir. e. pontuar. algumas.consideraes. sobre. as. perguntas. inicialmente. destacadas. e. que. agora.recordamos.e.pontuamos.algumas.dicas.

    como. potencializar. uma. prtica. pedaggica. que. atenda. as.individualidades?. Utilizando. a. teoria. de. estilos. de. aprendizagem. e. os.recursos.das.tecnologias.da.informao.e.comunicao.

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    como. desenvolver. estratgias. pedaggicas. para. essas. mesmas.individualidades?.Elaborando.atividades.com.uma.sequncia.de.aes.que.contemplem.os.diversos.estilos.de.aprendizagem.

    como. facilitar. uma. prtica. pedaggica. inclusiva. no. contexto.educativo?.Ampliando.as.estratgias.didticas.e.diversificando.seus.formatos.para.atender.as.individualidades.

    As. tecnologias. facilitam. e. contribuem.para. o. desenvolvimento.dessas. estratgias. pedaggicas. inclusivas?. como. realiz-las?. Sim,. com.certeza. facilitam. e. contribuem. e. devem. ser. utilizadas. com. objetivos.cientficos.a.serem.e.os.recursos,.ferramentas.ou.interfaces.disponibilizados.pelas.mesmas.

    O. uso. da. teoria. de. estilos. de. aprendizagem. e. as. tecnologias.da. informao. e. comunicao. podem. em. nossa. perspectiva. serem.aspectos. potencializadores. para. a. prtica. pedaggica. inclusiva,. portanto.convidamos.a.todos.os.interessados.em.testar.e.experienciar.as.sugestes.aqui. mencionadas,. para. construirmos. de. forma. colaborativa. e. criativa.inovaes.potencializadoras.de.novas.prticas.

    refernciAsALONSO,.c..G.;.GALLEGO,.D..J.;.HONEY,.P..Los estilos de aprendizaje:.procedimientos.de.diagnstico.y.mejora..Madrid:.Mensajero,.2002.BARROS,.D..M..V..Estilos de aprendizagem e as tecnologias..Mato.Grosso.do.Sul:.KcM,.2011.GARcA.cU,.J..L..Tecnologas de la Informacin y Comunicacin en la Formacin del Profesorado..2006..tesis.(Doctorado).-...Universidad.Nacional.de.Educacin.a.Distancia,.Madrid,.2006.

    sites consultAdoscHAcA:. estilos. de. aprendizaje.. Madrid,. 2006-2009.. Disponvel. en:. .REViStA.DE.EStiLOS.DE.APRENDiZAJE..Madrid:.UNED,.2008-.Disponvel.en:.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    Anexo A questionrio de estilos de AprendizAgem chAeA em lnguA portuguesAQUEStiONRiO.HONEY-ALONSO.DE.EStiLOS.DE.APRENDiZAGEMAutores:.catalina.M..Alonso,.Domingo.J..Gallego.e.Peter.Honeytraduo.e.adaptao:Evelise.Maria.Labatut.PortilhoiNStRUES.PARA.RESPONDER.AO.QUEStiONRiOEste.questionrio.est.sendo.aplicado.para.identificar.seu.estilo.preferido.de.aprendizagem..No.existem.respostas.corretas.nem.erradas..Ser.til.na.medida.que.seja.sincero(a).em.suas.respostas.Se.seu.estilo.de.aprendizagem.est.mais de acordo.que.em.desacordo.com.o.item,.coloque.um.X dentro.do..O.questionrio..annimo..Ao.terminar.este.questionrio.(salve).e.envie.para.o.e-mail:.pesquisadaniela@gmail.com

    (Preencha.o.que..necessrio).Dados.referentes.a.2006.

    A..DocenteSe.voc.escolher.a.opo.docente.no..necessrio.responder.os.itens.B,c,D,E,F,G,H,i,J.e.K

    B.Graduado. c..curso.de:................ D.Fazendo.a.graduao E..curso.de:.. . . . . . . . . . . . . . .

    F.instituio.Pblica.Privada.

    G.Ps-graduao.[.]. H.curso.de:................ i.Fazendo.a.ps-graduao J..curso.de:. . . . . . . . . . . . . . . .

    K.instituio.Pblica.Privada.

    L.Mulher..[.]. Homem.[.]. M.idade:.-20.[.]. 21.a.30.[.]. 41.a.50.[.].

    N.Nacionalidade................ 31.a.40.[.]. 51.a.60.[.].

    1 [..]. tenho.fama.de.dizer.o.que.penso.claramente.e.sem.rodeios.

    2 [..]. Estou.seguro(a).do.que..bom.e.do.que..mau,.do.que.est.bem.e.do.que.est.mal.

    3 [..]. Muitas.vezes.fao,.sem.olhar.as.consequncias.

    4 [..]. Normalmente,.resolvo.os.problemas.metodicamente.e.passo.a.passo.

    5 [..]. creio.que.a.formalidade.corta.e.limita.a.atuao.espontnea.das.pessoas.

    6 [..]. interessa-me.saber.quais.so.os.sistemas.de.valores.dos.outros.e.com.que.critrios.atuam.

    7 [..]. Penso.que.agir.intuitivamente.pode.ser.sempre.to.vlido.como.atuar.reflexivamente.

    8 [..]. creio.que.o.mais.importante..que.as.coisas.funcionem

    9 [..]. Procuro.estar.atento(a).ao.que.acontece.aqui.e.agora.

    10 [..]. Agrada-me.quando.tenho.tempo.para.preparar.meu.trabalho.e.realiz-lo.com.conscincia.

    11 [..]. Estou.seguindo,.porque.quero,.uma.ordem.na.alimentao,.no.estudo,. fazendo.exerccios.regularmente.

    12 [..]. Quando.escuto.uma.nova.idia,.em.seguida,.comeo.a.pensar.como.coloc-la.em.prtica.

    13 [..]. Prefiro.as.idias.originais.e.novas.mesmo.que.no.sejam.prticas.

    14 [..]. Admito.e.me.ajusto.s.normas.somente.se.servem.para.atingir.meus.objetivos.

    15 [..]. Normalmente.me.dou.bem.com.pessoas.reflexivas,.e.me.custa.sintonizar.com.pessoas.dema-siadamente.espontneas.e.imprevisveis.

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    16 [..]. Escuto.com.mais.frequncia.do.que.falo..

    17 [..]. Prefiro.as.coisas.estruturadas.do.que.as.desordenadas.

    18 [..]. Quando.possuo.qualquer.informao,.trato.de.interpret-la.bem.antes.de.manifestar.alguma.concluso.

    19 [..]. Antes.de.fazer.algo,.estudo.com.cuidado.suas.vantagens.e.inconvenientes.

    20 [..]. Estimula-me.o.fato.de.fazer.algo.novo.e.diferente.

    21 [..]. Quase.sempre.procuro.ser.coerente.com.meus.critrios.e.escala.de.valores..tenho.princpios.e.os.sigo.

    22 [..]. Em.uma.discusso,.no.gosto.de.rodeios.

    23 [..]. No.me.agrada.envolvimento.afetivo.no.ambiente.de.trabalho..Prefiro.manter.relaes.dis-tantes.

    24 [..]. Gosto.mais.das.pessoas.realistas.e.concretas.do.que.as.tericas.

    25 [..]. .difcil.ser.criativo(a).e.romper.estruturas.

    26 [..]. Gosto.de.estar.perto.de.pessoas.espontneas.e.divertidas.

    27 [..]. A.maioria.das.vezes.expresso.abertamente.como.me.sinto.

    28 [..]. Gosto.de.analisar.e.esmiuar.as.coisas.

    29 [..]. incomoda-me.o.fato.das.pessoas.no.tomarem.as.coisas.a.srio.

    30 [..]. Atrai-me.experimentar.e.praticar.as.ltimas.tcnicas.e.novidades.

    31 [..]. Sou.cauteloso(a).na.hora.de.tirar.concluses.

    32 [..]. Prefiro.contar.com.o.maior.nmero.de.fontes.de.informao..Quanto.mais.dados.tiver.reu-nido.para.refletir,.melhor.

    33 [..]. tenho.tendncia.a.ser.perfeccionista.

    34 [..]. Prefiro.ouvir.a.opinio.dos.outros.antes.de.expor.a.minha.

    35 [..]. Gosto.de.levar.a.vida.espontaneamente.e.no.ter.que.planej-la.

    36 [..]. Nas.discusses.gosto.de.observar.como.atuam.os.outros.participantes.

    37 [..]. Sinto-me.incomodado(a).com.as.pessoas.caladas.e.demasiadamente.analticas.

    38 [..]. Julgo.com.frequncia.as.idias.dos.outros,.por.seu.valor.prtico.

    39 [..]. Angustio-me.se.me.obrigam.a.acelerar.muito.o.trabalho.para.cumprir.um.prazo.

    40 [..]. Nas.reunies.apoio.as.idias.prticas.e.realistas.

    41 [..]. .melhor. aproveitar.o.momento.presente.do.que.deleitar-se.pensando.no.passado.ou.no.futuro.

    42 [..]. incomodam-me.as.pessoas.que.sempre.desejam.apressar.as.coisas.

    43 [..]. Apoio.idias.novas.e.espontneas.nos.grupos.de.discusso.

    44 [..]. Penso.que.so.mais.consistentes.as.decises.fundamentadas.em.uma.minuciosa.anlise.do.que.as.baseadas.na.intuio.

    45 [..]. Detecto.frequentemente.a.inconsistncia.e.os.pontos.frgeis.nas.argumentaes.dos.outros.

    46 [..]. creio.que..preciso.transpor.as.normas.muito.mais.vezes.do.que.cumpri-las.

    47 [..]. Frequentemente,.percebo.outras.formas.melhores.e.mais.prticas.de.fazer.as.coisas.

    48 [..]. No.geral,.falo.mais.do.que.escuto.

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    49 [..] Prefiro.distanciar-me.dos.fatos.e.observ-los.a.partir.de.outras.perspectivas.

    50 [..] Estou.convencido(a).de.que.deve.impor-se.a.lgica.e.a.razo.

    51 [..]. Gosto.de.buscar.novas.experincias.

    52 [..]. Gosto.de.experimentar.e.aplicar.as.coisas..

    53 [..]. Penso.que.devemos.chegar.logo.ao.mago,.ao.centro.das.questes.

    54 [..]. Procuro.sempre.chegar.a.concluses.e.idias.claras.

    55 [..]. Prefiro.discutir.questes.concretas.e.no.perder.tempo.com.falas.vazias.

    56 [..]. incomodo-me.quando.do.explicaes.irrelevantes.e.incoerentes.

    57 [..]. comprovo.antes.se.as.coisas.funcionam.realmente.

    58 [..]. Fao.vrios.borres.antes.da.redao.final.de.um.trabalho..

    59 [..]. Sou.consciente.de.que.nas.discusses.ajudo.a.manter.os.outros.centrados.nos.temas,.evitando.divagaes.

    60 [..]. Observo.que,.com.frequncia,.sou.um(a).dos(as).mais.objetivos.e.ponderados.nas.discusses.

    61 [..]. Quando.algo.vai.mal,.no.dou.importncia.e.trato.de.faz-lo.melhor.

    62 [..]. Desconsidero.as.idias.originais.e.espontneas.se.no.as.percebo.prticas.

    63 [..]. Gosto.de.analisar.diversas.alternativas.antes.de.tomar.uma.deciso.

    64 [..]. com.frequncia,.olho.adiante.para.prever.o.futuro.

    65 [..]. Nos.debates.e.discusses.prefiro.desempenhar.um.papel.secundrio.do.que.ser.o(a).lder.ou.o(a).que.mais.participa.

    66 [..]. Me.incomodam.as.pessoas.que.no.atuam.com.lgica.

    67 [..]. Me.incomoda.ter.que.planejar.e.prever.as.coisas.

    68 [..]. creio.que.o.fim.justifica.os.meios.em.muitos.casos.

    69 [..]. costumo.refletir.sobre.os.assuntos.e.problemas.

    70 [..]. O.trabalho.consciente.me.trs.satisfao.e.orgulho.

    71 [..]. Diante.dos.acontecimentos.trato.de.descobrir.os.princpios.e.teorias.em.que.se.baseiam.

    72 [..]. com.o.intuito.de.conseguir.o.objetivo.que.pretendo,.sou.capaz.de.ferir.sentimentos.alheios

    73 [..]. No.me.importa.fazer.todo.o.necessrio.para.que.o.meu.trabalho.seja.efetivado.

    74 [..]. com.frequncia,.sou.uma.das.pessoas.que.mais.anima.as.festas.

    75 [..]. Me.aborreo,.frequentemente,.com.o.trabalho.metdico.e.minucioso.

    76 [..]. As.pessoas,.com.frequncia,.crem.que.sou.pouco.sensvel.a.seus.sentimentos.

    77 [..]. costumo.deixar-me.levar.por.minhas.intuies.

    78 [..]. Nos.trabalhos.de.grupo,.procuro.que.se.siga.um.mtodo.e.uma.ordem.

    79 [..]. com.frequncia,.me.interessa.saber.o.que.as.pessoas.pensam.

    80 [..]. .Evito.os.temas.subjetivos,.ambguos.e.pouco.claros.

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    QUAL..MEU.EStiLO.DE.APRENDiZAGEM?1..clique.nos.nmeros.que.voc.respondeu.acima.2..Some.os.quadrados.que.voc.clicou,.a.soma.dos.nmeros.de.cada.coluna.no.poder.ser.mais.que.20.3..coloque.os.totais.ao.final..O.total.maior.corresponde.ao.seu.estilo.de.aprendizagem.

    AtiVO REFLEXiVO tERicO PRAGMticO3 10 2 15 16 4 87 18 6 129 19 11 1413 28 15 2220 31 17 2426 32 21 3027 34 23 3835 36 25 4037 39 29 4741 42 33 5243 44 45 5346 49 50 5648 55 54 5751 58 60 5961 63 64 6267 65 66 6874 69 71 7275 70 78 7377 79 80 76

    total.de.quadrados.selecionados..nesta.

    coluna.. . .

    total.de.quadrados.selecionados..nesta.

    coluna.. . .

    total.de.quadrados.selecionados..nesta.

    coluna.. . . .

    total.de.quadrados.sele-cionados..nesta.coluna.....

    Minha.preferncia.em.Estilo.de.Aprendizagem.:_.........................................................................................................................

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    Sobre oS AutoreS

    clAudiA reginA moscA girotoGraduao.em.Fonoaudiologia.pela.FacuLdade.de.Filosofia.e.cincias.-.FFc/UNESP/.campus. de. Marlia/SP.. Mestrado. e. doutorado. em. Educao. pelo. Programa. de. Ps-Graduao.em.Educao.da.FFc/UNESP..coordenadora.do.Projeto.de.implantao.do.centro.de.Formao,.Extenso.e.Pesquisa.em.incluso..cEFEPi/FFc/UNESP/campus.de.Marlia/SP..Docente.do.Departamento.de.Educao.Especial.da.FFc/UNESP/campus.de. Marlia/SP.. tem. experincia. em. Fonoaudiologia. Educacional,. linguagem. escrita,.intersetorialidade.sade-educao,.Educao.inclusiva;. .Educao.Especial;.e. formao.de.professores..Professora.Pesquisadora.em.Atendimento.Educacional.Especializado,.na.modalidade.de.Educao.a.Distncia.(convnio.UNESP/SEcADi/UAB/cAPESMEc)..Membro.do.grupo.de.pesquisa.Diferena,.Desvio.e.Estigma/cNPq..

    dAnielA melAr vieirA BArros.Especialista. em. instrucional.Designer. e. em.Administrao. em.Educao. a.Distncia..Mestrado. em.Engenharia. das.Midias. para. a. Educao. Euromime-. Erasmus.Mundus-.Portugal,. Espanha. e. Frana.. Mestrado. e. doutorado. em. Educao. pela. UNESP..Doutorado.reconhecido.pela.Universidade.complutense.de.Madrid..Ps.Doutorado.pela.Universidade. Estadual. de. campinas. . UNicAMP/SP.. Doutoranda. pela. Universidad.Nacional.de.Educacion.A.Distancia,.U.N.E.D.. -.Madrid. -.Espanha..colaboradora.da.Open.University.no.proyecto.cOLEARN..Editora.das.Revistas:.Estilos.de.Aprendizaje.e.cOLEARN..Docente.da.Universidade.Aberta..Portugal..

    dAvid Antnio rodrigues.Doutorado.em.Motricidade.Humana.Faculdade.de.Motricidade.Humana/Universidade.tcnica. de. Lisboa. -. Portugal.. Professor. Associado. com. Agregao. da. Faculdade. de.Motricidade. Humana/Universidade. tcnica. de. Lisboa. -. Portugal.. coordenador. do.Mestrado.em.Educao.Especial.e.do.curso.Especializado.em.terapias.Expressivas..No.Fundador. do. Frum. de. Estudos. de. Educao. inclusiva. e. colaborador. da.UNEScO...Presidente. da. Associao. Nacional. de. Docentes. de. Educao. Especial.. Membro. de.conselho.editorial.de.vrias.revistas.nacionais.e.internacionais..

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    elAdio seBAstiAn herederoGraduao.em.cincias.da.Educao.pela.Universidade.complutense.de.Madri..Espanha..Ps-Graduao. em. cincias. da. Educao. pela. Universidade. complutense. de. Madri.(Espanha)..Doutorado.em.Educao.pela.Universidade.de.Alcal.de.Henares..Espanha..Ps-doutorando. pela. Universidade. Estadual. Paulista. de. So. Paulo/SP.. Professor. da.Universidade.de.Alcal.de.Henares.(Espanha).e.Professor.colaborador.da.UNESP.(Brasil)..Professor.da.conselheria.de.Educao.de.castilha.La.Mancha..coordenador.do.convnio.UNESP.(Brasil).-.UAH.(Espanha)..tem.experincia.na.rea.de.educao,.com.nfase.em.planejamento.educacional.e.escola.inclusiva.e.na.rea.de.formao.de.professores..

    iolAndA Bruno de cAmArgo cortelAzzoGraduao. em. Histria. pela. Universidade. de. So. Paulo/SP. e. em. Letras. Modernas.Portugus. e. Francs. pela. Universidade. de. So. Paulo/SP.. Mestrado. e. doutorado. em.Educao.pela.Faculdade.de.Educao.da.Universidade.de.So.Paulo/SP..Professor.Adjunto.da.Universidade.tecnolgica.Federal.do.Paran.UtFPR..coordenadora.de.tecnologia.na.Educao.-.campus.curitiba.na.UtF/PR..Membro.da.Academia.Paranaense.de.Doutores.para.o.Desenvolvimento. e.da.Associao.Brasileira.de.Educao.a.Distncia. -.ABED..Atua,.principalmente,.nas.reas.de.Educao.a.Distncia,.formao.de.professores,.prtica.pedaggica,. Educao. inclusiva,. tecnologias,. ambientes. de. aprendizagem,. inovao. e.educao.para.o.desenvolvimento.sustentvel..

    KlAus schlunzen juniorGraduao. em.Matemtica. pela. Universidade. Federal. de. Santa. catarina/Sc..Mestre. em.cincia.da.computao.pela.Universidade.Estadual.de.campinas/SP.e.doutor.em.Engenharia.Eltrica.pela.Universidade.Estadual.de.campinas/SP..Professor.livre-docente.em.informtica.e.Educao.pela.Universidade.Estadual.Paulista.-.UNESP..tem.experincia.na.rea.de.Educao,.com.nfase.em.formao.de.professores,.informtica.na.educao,.tecnologias.de.informao.e.comunicao,.educao.a.distncia.e.aprendizagem.organizacional..

    lucilA mAriA costi sAntArosAGraduao. em. cincias. Sociais. pela. Universidade. Federal. do. Rio. Grande. do. Sul. .UFRGS/RS.. Especializao. em. curso. de. Ajudas. tcnicas. Para. comunicao. Em.conte, Universidade. tcnica. de. Lisboa. -. U.t.LiSBOA,. Portugal.. Especializao. em. curso. de.introduo.Aos.Signos.Manuais.e.Grficos,Universidade.de.Lisboa,.UL,.Portugal..Mestrado.e.doutorado.em.Educao. pela.UFRGS/RS..Docente. da.UFRGS/RS.no. curso. de.Ps.Graduao. em.Educao. -.PPGEDU.e.no.curso.de.Ps.Graduao.em.informtica.na.Educao-.PGiE..coordenadora.e.criadora.do.Ncleo.de.Pesquisa.em.informtica.na.Educao.Especial.-.NiEE.da.UFRGS/RS..Pesquisadora.Senior.do.cNPq-Mct..Vice-presidente.da.Redespecial. internacional..Presidente.de.Honra. e.Fundadora. da.Redespecial.Brasil..Representante. do.Brasil. na.Red. ibero-americana. de.informtica.Educativa..tem.experincia.na.rea.de.informtica.na.Educao.e.atua.em.informtica.na.Educao.Especial,.incluso.digital,.acessibilidade.e.desenvolvimento.de.ambientes.digitais/virtuais.de.aprendizagem.inclusivos,.formao.de.professores.em.EAD..

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    a s t e C n o l o g i a s n a s P R t i C a s P e d a g g i C a s i n C l u s i v a s

    coordena.de.projeto.de.formao.de.professores.a.distncia.e.em.Servio.com.apoio.do.MEc/FNDE/UAB..Bolsista.de.Produtividade.em.Pesquisa..cNPq..

    mAriA elisABete rodrigues freire gAspAretto.Graduao.em.Pedagogia.pela.Pontifcia.Universidade.catlica.de.campinas/SP..Mestrado.em. Neurocincias. pela. Faculdade. de. cincias. Mdicas. da. Universidade. Estadual. de.campinas/SP.e.doutorado.em.cincias.Mdicas.pela.Faculdade.de.cincias.Mdicas.da.Universidade.Estadual.de.campinas/SP..Docente.do.Departamento.de.Desenvolvimento.Humano.e.Reabilitao,.do.cEPRE.e.da.Graduao.em.Fonoaudiologia.da.Faculdade.de.cincias.Mdicas.da.Universidade.Estadual.de.campinas/SP..tem.experincia.no.campo.do.desenvolvimento.humano,. sade. e.deficincia,. pedagogia,.Educao.Especial,. com.nfase. em.educao.e. reabilitao.de.pessoas. com.deficincia.visual,.baixa.viso,. viso.subnormal,.preveno.da.cegueira,.entre.outros...

    mAristelA compAgnoni vieirA Graduada.em.Pedagogia.Multimeios.e.informtica.Educativa.pela.PUc/RS..Mestrado.em.Educao.pela.UFRGS/RS..Professora.Pesquisadora.ii.pela.UAB/UFRGS/RS.e.Pedagoga.Multimeios.da.rede.privada.de.ensino.de.Porto.Alegre/RS..tem.experincia.nas.reas.de.Educao.a.Distncia,.informtica.e.Multimeios.Educativos.nos.Ensinos.Fundamental.e.Mdio,..como.professora.nos.anos.iniciais.do.Ensino.Fundamental.e.em.incluso.Digital.para.terceira.idade..

    olgA mAriA piAzentin rolim rodrigues Graduao.em.Formao.de.Psiclogo.e.em.Licenciatura.em.Psicologia.pela.Fundao.Educacional. de. Bauru/SP..Mestrado. em.Educao. Especial. pela.Universidade. Federal.de.So.carlos/SP.e.doutorado.em.Psicologia.pela.Universidade.de.So.Paulo/SP..Livre-docncia. em. Psicologia. pela. Universidade. Estadual. Paulista. Jlio. de.Mesquita. Filho..Professora. Adjunta. do.Departamento. de. Psicologia. e. do. Programa. de. Ps-graduao.em.Psicologia.do.Desenvolvimento. e.Aprendizagem,.da.Faculdade.de.cincias. .Fc/.UNESP/campus.de.Bauru/SP..tem.experincia.na. rea.de.Psicologia,. com.nfase. em.Psicologia.do.Desenvolvimento.Humano,.nos.seguintes.temas:.desenvolvimento.infantil;.avaliao.de.desenvolvimento;.inventrio.portage.operacionalizado;.e.Educao.Especial..

    rosimAr Bortolini poKer Graduao. em. Pedagogia. pela. Universidade. Estadual. Paulista. Jlio. de. Mesquita. Filho.. UNESP/Faculdade. de. Filosofia. e. cincis. . FFc/campus. de.Marlia/SP.. .Mestrado. e.Doutorado. em. Educao. pela. FFc/UNESP/campus. de.Marlia/SP.. . Docente. da. FFc/UNESP/campus. de.Marlia/SP..Membro. do. grupo. de. pesquisa. . Grupo. de. Estudos. de.Epistemologia.gentica.e.Educao.-.GEPEGE,.cadastrado.no.cNP..tem.experincia.na.rea.de.Educao,.com.nfase.em.Educao.inclusiva,.Educao.Especial,.formao.de.professores,.ensino.e.aprendizagem.do.aluno.com.surdez.e.organizao.de.sistemas.educacionais.inclusivos..

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    sAdAo omote.Graduao. em. Psicologia. pela.Universidade. de. So. Paulo/SP..Mestrado. e.Doutorado.em.Psicologia.pela.Universidade.de.So.Paulo/SP..Livre-docncia.em.Educao.Especial.pela. Universidade. Estadual. Paulista.. Professor. titular. da. FFc/UNESP/campus. de.Marlia/SP.. Docente. do. Programa. de. Ps-Graduao. em. Educao. da. FFc/UNESP/campus.de.Marlia/SP..tem.experincia.na.rea.de.Psicologia,.com.nfase.em.Psicologia.Social,. Educao. Especial,. incluso,. famlia. de. deficiente,. percepo. social,. formao.de. professores. e. formao. de. pesquisadores. e. produo. de. conhecimento.. Bolsista. de.Produtividade.em.Pesquisa.do.cNPq..

    sorAiA nApoleo freitAs Graduao. em.Educao.Especial. pela.Universidade.Federal. de. Santa.Maria/RS. e. em.Estudos. Sociais. pela. Faculdade. de. Filosofia,. cincias. e. Letras. imaculada. conceio..Mestrado.e.doutorado.em.Educao.pela.Universidade.Federal.de.Santa.Maria/RS..Ps-doutorado. pela. FAcED/PUc/RS.. Professora. titular/Associada. do. Departamento. de.Educao.Especial.do.centro.de.Educao.da.Universidade.Federal.de.Santa.Maria/RS..Lider.do.Grupo.de.Pesquisa.Educao.Especial:.interao.e.incluso.Social.(GPESP)..tem.experincia.na.rea.de.Educao,. com.nfase.em.Educao.Especial,. altas.habilidades,.incluso,.Educao.inclusiva.e.polticas.pblicas..Scio.Fundador.da.Associao.Brasileira.de.Pesquisadores.em.Educao.Especial..ABPEE..

    tefilo Alves gAlvo filho.Graduao.em.Engenharia.pela.Universidade.catlica.de.Pelotas..UcPel/RS..Especialista.em.informtica.na.Educao.pela.Universidade.Federal.de.Alagoas..UFAL/AL..Mestre.e. doutor. em.Educao. pela.Universidade. Federal. da. Bahia. .UFBA/BA..Docente. do.Programa. de. Ps-Graduao. em. Educao. (Mestrado. e.Doutorado). da. Faculdade. de.Educao.da.Universidade.Federal.da.Bahia. -.PPGE/FAcED/UFBA/BA..Membro.do.grupo.de.pesquisa.Educao.inclusiva.e.Necessidades.Educacionais.Especiais,.cadastrado.no.cNPq..Ps-Doutorando.na.Universidade.Federal.da.Bahia.com.o.apoio.da.cAPES.(Programa.Nacional.de.Ps-Doutorado.-.PNPD/cAPES)..Membro.NAPE.-.Ncleo.de.Apoio.ao.Aluno.com.Necessidades.Educacionais.Especiais.da.UFBA/BA..consultor.nas.reas.de.tecnologia.assistiva,.Educao.inclusiva.e.polticas.de.incluso.social..Membro.do.comit.de.Ajudas.tcnicas.da.Presidncia.da.Repblica.(Secretaria.de.Direitos.Humanos,.SDH/PR)..tem.experincia.na.rea.de.Educao,.com.nfase.em.Educao.inclusiva.e.tecnologia,.informtica.na.educao,.tecnologia.assistiva./.ajudas.tcnicas.e.telemtica.na.educao..

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