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AS POLTICAS DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E A PRODUO DO ESPAO AGRRIO NO ALTO SERTO ALAGOANO

Francisca Maria Teixeira Vasconcelos

Universidade Federal de Alfenas-UFAL Francisca.ce@bol.com.br

Resumo O presente trabalho analisa o desenvolvimento das polticas pblicas de desenvolvimento territorial do MDA para o meio rural, no que concerne a produo do espao agrrio no serto alagoano a partir de intervenes fundirias, atravs da territorializao proposta pelo Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria (INCRA). A referida anlise tenta ainda apreender a relao dialtica que perpassa o processo de espacializao e de territorializao da reforma agrria em Alagoas. O procedimento metodolgico por ns utilizado privilegia a realizao de entrevistas com os principais atores envolvidos nesse processo. As polticas de desenvolvimento territorial apontam em linhas gerais, para um novo modelo de reforma agrria pautada no desenvolvimento territorial e na segurana alimentar, contudo, no estado de Alagoas, pouco tem se avanado no processo de democratizao de acesso a terra.

Palavras-chave: Reforma Agrria. Assentamento. Espao. Territrio.

Introduo

No Brasil, a temtica de desenvolvimento territorial tem como contexto scio-histrico

e geogrfico a realizao de um seminrio intitulado Territrio, desenvolvimento rural

e democracia (IICA, 2003).

Neste sentido, em 2003, depois de quase vinte anos de elaborao do I Plano Nacional

de Reforma Agrria (I PNRA), o governo Lula, atravs do Ministrio do

Desenvolvimento Agrrio (MDA) anunciou o II PNRA intitulado: Paz, Produo e

Qualidade de Vida no Meio Rural. Uma anlise geral do II PNRA evidencia que,

relativamente, um documento que apresenta uma ruptura com relao a outras

propostas de reforma agrria anteriormente adotadas no pas, uma vez que associa a

resoluo da concentrao fundiria distribuio de renda, ao combate desigualdade,

promoo do desenvolvimento econmico, destacando a importncia dos

assentamentos rurais de reforma agrria como um setor estratgico para a segurana

alimentar.

Isto posto, o presente trabalho objetiva investigar o desenvolvimento das polticas

pblicas de desenvolvimento territorial do MDA, no que concerne a produo do espao

agrrio no Alto Serto Alagoano a partir de intervenes fundirias, atravs da

territorializao proposta pelo INCRA.

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O recorte metodolgico se desenvolve a partir dos seguintes elementos metodolgicos

norteadores: Levantamento de referenciais bibliogrficos sobre as temticas em estudo

(cientfico e emprico); Levantamento de dados sobre as reas de investigaes; Leitura,

anlise e produo de conhecimento acerca dos materiais preliminares levantados

(sistematizao dos dados); Produo de material cartogrfico e fotogrfico; Pesquisa de

campo exploratria: pesquisa emprica nos recortes espaciais selecionados; Aplicao

de formulrios investigativos e de entrevistas semi-estruturadas com os atores sociais

envolvidos nas reas de estudo; Reflexo e produo de conhecimento a partir dos

dados de campo (redao preliminar das pesquisas desenvolvidas); Elaborao da

redao final. O mtodo de investigao cientfica tem, ainda, como princpio norteador

dos trabalhos de campo a pesquisa-ao participante, conforme Noronha (2001).

As Polticas de Desenvolvimento Territorial e a Produo do Espao Agrrio no Alto Serto Alagoano

No mbito do atual tratamento da reforma agrria e com relao ao debate sobre a

construo e implementao dessa poltica pblica para o meio rural, utilizam-se do

conceito de territrio com a acepo de um recorte no espao para aplicao de aes

estratgicas do Estado. Dentro desse contexto, o estado de Alagoas vem vivenciando

um momento que reflete a realidade supracitada, no que se refere, sobremaneira,

criao e efetiva aplicao de polticas pblicas de desenvolvimento sobre o meio rural.

Para tanto, surge denominao dos territrios rurais.

Para o MDA, os territrios rurais so espaos onde os critrios multidimensionais que

os caracterizam, bem como os elementos mais marcantes que facilitam a coeso social,

cultural e territorial, apresentam, explcita ou implicitamente, a predominncia de

elementos rurais. No entanto, incluem-se nesta perspectiva tambm os espaos

urbanizados que compreendem pequenas e mdias cidades, vilas e povoados. No mbito

dessa discusso, para o MDA o territrio discutido enquanto condio e apoio ao

desenvolvimento rural.

Ao propor o tratamento da reforma agrria enquanto possibilidade de uma poltica de

desenvolvimento territorial, o MDA objetiva acabar com a ideia de um modelo nico de

assentamento a ser adotado em todo o pas e adotar a instalao e desenvolvimento de

assentamentos de acordo com as potencialidades e caractersticas da regio, visto que,

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Ao invs de um modelo nico para todas as regies do pas, o plano prev a adequao do modelo de reforma agrria a cada regio do pas, de cada bioma. Ao invs de uma ao dispersa espacialmente e desarticulada, o plano organizar sua atuao em reas reformadas, o que reforar o carter dinmico da reforma agrria e seu papel na constituio de um novo tecido social no mbito regional e nacional. (BRASIL/MDA, 2003, p. 10)

Para Fernandes (2003) o tratamento da reforma agrria como poltica de

desenvolvimento territorial representou uma inovao no tratamento da questo agrria

no pas posto que ao longo da histria a reforma agrria foi encarada apenas como uma

poltica de carter compensatrio, se apresentando assim, relevante a interveno no

meio rural a partir da criao de territrios.

Esta verificao, portanto, nos remete ao conceito de territrio apontado por Oliveira

(1998, p.09), para quem o territrio deve ser visto como,

Sntese contraditria, como totalidade concreta do processo de produo, distribuio, circulao e consumo, e suas articulaes e mediaes polticas, ideolgicas, simblicas etc. [...] So, pois, as relaes sociais de produo e o processo contnuo e contraditrio de desenvolvimento das foras produtivas que do configurao histrica especfica ao territrio. [...] , em sntese, a unidade dialtica, portanto contraditria, da espacialidade que a sociedade tem e desenvolve de forma desigual, simultnea e combinada, no interior do processo de valorizao, produo e reproduo.

No Brasil, o MDA, por intermdio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT)

/INCRA, incorpora e assume este novo padro proposto de desenvolvimento com base

local, buscando solues de sustentabilidade vista sob essa nova tica, ou seja,

Para que as polticas pblicas, sejam elas estatais ou no-estatais, materializem-se em aes que devero modificar o territrio, redesenhando as caractersticas da vida coletiva, ampliando o quadro de oportunidades a agregando valor a produo dos diversos segmentos sociais, atores do referido territrio. (BRASIL/MDA, 2003, p. 05).

Deste modo, se extrai do documento metodolgico Marco Referencial para Apoio ao

Desenvolvimento de Territrios Rurais a seguinte definio de territrio:

Um espao fsico, geograficamente definido, geralmente contnuo, compreendendo a cidade e o campo, caracterizado por critrios multidimensionais tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a

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cultura, a poltica e as instituies e uma populao com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos especficos, onde pode se distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e coeso social, cultural e territorial. (SDT/MDA, 2005, p. 07-08)

Apesar das vrias vertentes crticas no que se refere a adoo da abordagem territorial

pelo poder pblico, bem como do referido reconhecimento por parte de alguns autores

que trabalham com a temtica, se percebe limitaes do ponto de vista terico-

metodolgico na definio supracitada de territrio. Concordamos com COSTA (2011,

p. 132), para quem o territrio comumente caracterizado a partir de relaes de poder

e seus hibridismos e estas no esto explcitas no documento da SDT/MDA que se

baseou principalmente no fator identidade.

Assim sendo, no mbito desta questo: Como tem se dado esse tipo de interveno no

meio rural?

Percebe-se que a adoo da concepo de territrio voltada para as polticas pblicas de

reforma agrria foi bastante feliz, contudo no tem existido um acordo e nem uma

compreenso correta acerca do conceito de territrio por parte das instituies que esto

a frente desse processo e, principalmente, por parte dos atores sociais protagonistas do

mesmo, os trabalhadores rurais. Esse fato tem acarretado uma srie de consequncias no

mbito dos objetivos traados para a realizao da reforma agrria, por exemplo.

No estado de Alagoas, desde meados dos anos 2000, h a afirmao pelo INCRA dos

territrios rurais, em diferentes regies do estado. Atualmente os mesmos constituem as

bases dos territrios da cidadania. So eles: Territrio da Bacia Leiteira, Do Agreste, Do

Alto Serto, Do Litoral Norte, Do Mdio Serto e Mata Alagoana (Figura 01).

A espacializao dos territrios da cidadania em Alagoas nos permite perceber que

alguns municpios que integram determinados territrios, como os municpios que

compem o territrio do Alto Serto Alagoano, por exemplo, do sentido ao mesmo,

sob o aspecto do conceito de territrio: identidade, proximidade, compartilhamento de

experincias etc. Contudo, determinados municpios fogem totalmente da proposta,

como demonstra o estudo realizado por LOPES e COSTA (2009, p. 15) no territrio do

Agreste, Municpios que no guardam qualquer semelhana com os demais, tanto do ponto de vista das atividades econmicas como dos valores culturais e sociais, foram a ele agregados por razes de ordem meramente poltica, como Palmeira dos ndios, Estrela de Alagoas e Traipu.

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Figura 01: Territrios da Cidadania - Alagoas

Cabe destacar ainda, o fato de que a espacializao dessa poltica no adentrou ainda no

territrio da cana (figura 01). A figura demonstra que parte significativa dos municpios

que compem o litoral Sul Alagoano esto desterritorializados da referida poltica, isto

nos remete ao forte poder exercido pelo latifndio e pela monocultura da cana na regio.

Desse modo, o presente trabalho centra-se na anlise da ao do Estado a partir das

polticas pblicas de desenvolvimento territorial, para o meio rural alagoano.

O territrio do Alto Serto Alagoano forma um dos seis territrios rurais alagoanos

implantados pela SDT/MDA, compondo um total de um total de 08 municpios. A

populao absoluta no territrio em 2000 de 158.941 habitantes, em uma rea

compreendida de pouco mais de 3.953,3 km nas quais 61,95% residiam na zona rural. A

regio apresenta uma densidade demogrfica mdia de 40,25 hab/Km2.

O territrio possui uma mdia de 12.225 agricultores familiares, 1.038 famlias

assentadas, 6 comunidades quilombolas e 1 terras indgenas (CIAT, 2006)

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Atravs do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios Rurais

PRONAT (2006), a seleo dos territrios alagoanos foi realizada pelo Conselho

Estadual de Agricultura Familiar e Reforma Agrria (CEDAFRA). Sendo assim, em

fevereiro de 2006 foi validado O Plano Territorial de Desenvolvimento Rural

Sustentvel do alto Serto Alagoano. Segundo COSTA (2011, 142), O PTDR era um documento que descrevia a metodologia utilizada, as informaes levantadas e os elementos fundamentais que compunham o referido plano, fruto de reflexo e discusso da CIAT e do articulador territorial com os setores sociais, atravs da realizao de oficinas, seminrios e reunies regulares, tendo a finalidade de nortear as aes do territrio. Posteriormente a CIAT seria substituda pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial (CODETER) e a figura do Articulador Territorial substituda pelo Assessor Tcnico, isso com o objetivo de dar maior agilidade ao processo de desenvolvimento territorial, em que a questo seria, nesse momento, a consolidao do CODETER e no mais, necessariamente, a da mobilizao.

Nesse aspecto, a regio do Alto Serto Alagoano uma regio ardilosa para a

verificao do estudo em questo. Por meio de ampla bibliografia percebe-se a realidade

socioespacial da regio, a qual se reveste de relativa significncia no momento em que

remete reflexo sobre como se conforma enquanto espao onde, Em 1725, Paulo de Viveiros Afonso a tornar-se sesmeiro na rea dos atuais municpios alagoanos de Delmiro Gouveia, gua Branca e Mata Grande [...] A agricultura e pecuria extensiva ali implementada desenvolveu a bacia leiteira na regio, trazida pelo pernambucano Alfredo de Morais em 1921, que implementa a criao do gado zebu e a importao do gado holands preto e branco. Assim, a regio vai se especializando na produo de leite e carne, Delmiro Gouveia construiu a primeira estrada de rodagem at Santana do Ipanema com 520 km, ligando gua Branca e Mata Grande e chegando aos municpios de Palmeira dos ndios, Quebrangulo e Garanhuns, passando por Bom Conselho (as duas ltimas no Estado de Pernambuco), substituindo as longas distncias de carro de bois por uma estrada em que depois circulam automveis vindo de Macei, antes que o prprio governo iniciasse essas obras, e por trem chegava-se ao ncleo industrial em Pedra, que depois ficaria conhecido por Delmiro Gouveia (LEITE, 2009, p. 18).

Desta maneira, com relao a configurao socioespacial da regio, pode se observar

elementos da realidade com destaque problemtica dos territrios rurais.

No que se refere a estrutura agrria da regio, a estrutura fundiria no foge a regra do

restante do pas. Possui poucas propriedades que detm maior concentrao de terra por

rea total e a maior parte dos estabelecimentos, pequenas e mdias propriedades,

possuem a menor concentrao de terras. De acordo com dados do CIAT (2006) o

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territrio possui 14.343 estabelecimentos com menos de 10 ha; 3.323 estabelecimentos

que possuem de 10 a 100 ha; 237 estabelecimentos que possuem de 100 a menos de 200

ha; 131 estabelecimentos que apresentam uma rea de 200 a menos de 500 ha; 54

propriedades com 500 as menos de 2000 ha e 05 estabelecimentos que possuem mais de

2000 ha. Os dados ainda demonstram a existncia de 08 estabelecimentos que no

fizeram declarao.

O Alto serto alagoano apresenta ainda, dentro dessa contextura, um considervel

nmero de projetos e polticas pblicas do Novo Mundo Rural brasileiro, dentre estes

o Programa Crdito Fundirio. Contudo, os dados obtidos no ITERAL (2011)

demonstram um processo de espacializao dos referidos programas na regio num total

de 12 assentamentos que abrigam 261 famlias em 4.40197 ha. Neste sentido, num

primeiro momento, os dados obtidos e as leituras realizadas at ento, inferem um

processo de desterritorializao, uma vez que as referidas famlias (antes da entrada na

terra) j haviam sido desterritorializadas de seu principal territrio, a terra, quando eram

moradores, rendeiros e/ou parceiros. Num segundo momento, aps a entrada das

famlias nos assentamentos, as condies encontradas indicam que estas foram

novamente desterritorializadas, pela lgica dominante. Desta forma que, no mbito da

territorializao verificada nessas reas, considera-se que a entrada dessas famlias na

terra financiada, via Programa Nacional de Crdito Fundirio, no uma conquista

concretizada, e sim temporria e/ou parcial, posto que os referidos atores tero que

pagar pela terra, situao complicada pelas condies comprometedoras de

produtividade dos solos, de acesso a gua etc.

Neste sentido, a manuteno da reforma agrria de mercado, atravs do Crdito

Fundirio pela poltica de desenvolvimento territorial reflete a no priorizao da

Reforma Agrria enquanto principal instrumento da territorializao de milhares de

famlias sem terra esta forma de acesso a terra inviabiliza o combate as razes da misria

e pobreza inseridas na questo agrria e que historicamente atinge a maior parte da

populao brasileira e alagoana.

Outro aspecto importante a destacar refere-se ao bastante considervel dos

movimentos sociais do campo, tais como a Comisso Pastoral da Terra (CPT) e o

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Todavia, segundo o

diagnstico realizado PDTRS (2006, p. 04) do territrio De forma geral as entidades

no governamentais mais atuantes que se destacam so: ASA, a COPPABACS, a

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Critas Nordeste II, a GEAVS e alguns conselhos municipais. O referido documento

no faz referncia a ao dos movimentos sociais na regio.

No cerne da anlise aqui proposta e tomando como norte a questo do desenvolvimento

territorial a partir das aes fundirias abordamos a espacializao dos assentamentos

rurais dos municpios que compem o territrio (fig. 02).

Figura 02: Assentamentos do Alto Serto alagoano

Municpio Assentamentos N de famlias Jurisdio

gua Branca Serra do Paraso 31 INCRA

Mulungu 76 INCRA

Cacimba Cercada 20 ITERAL

Nossa Sra. Da

Conceio

20 ITERAL

Riacho Seco 20 ITERAL

Fazenda Malhada

Vermelha

20 INCRA

Canapi Poo da Pedra 23 ITERAL

Fazenda Sertnia 25 ITERAL

Santa F 25 ITERAL

Delmiro Gouveia Jurema 48 INCRA

Boa Vista 14 INCRA

Lameiro 29 INCRA

Inhapi Delmiro Gouveia 48 INCRA

Mata Grande Vale do Surubim 30 INCRA

Olho Dgua do

Casado

Dois Serrotes 12 ITERAL

Nova Esperana II 135 INCRA

Pariconha - - -

Piranhas Nossa Senhora da

Sade

30 INCRA

Total Territorial - 606 -

Fonte: PTDRS, 2006

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Os assentamentos esto distribudos em 07 municpios do territrio. Sendo que apenas o

municpio de Pariconhas no apresenta reas de assentamentos rurais. De acordo com os

dados o territrio apresenta 606 famlias de assentados, dessas 431 esto sob jurisdio

do INCRA.

Os dados tornam visvel a tmida interveno fundiria na regio por parte das Polticas

de Desenvolvimento Territorial. Ademais, a manuteno do crdito fundirio por esta

poltica revela o aspecto do carter rentista da terra no espao agrrio alagoano.

Consideraes Finais

Para o melhor xito das polticas pblicas de desenvolvimento territorial, sugere-se a

realizao de outros estudos nos espaos e territrios que compem o Alto Serto

Alagoano, tomando esse territrio como parmetro emprico. A ideia detectar novos

indicadores que permitam melhor compreender o funcionamento e o resultado dessa

poltica e que venham a contribuir com a efetiva autonomia destes autores, atravs da

incluso social. Territorializando, ou seja, transformando esses assentamentos em

territrios de liberdade, autonomia, de incluso e de igualdade para as famlias de

trabalhadores rurais.

Referncias

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LOPES, E. S. A.; COSTA, J. E. (orgs) Territrios Rurais e Agricultura Famiiar no Nordeste. So Cristovo: Editora UFS, 2009.

CARVALHO, D. M.; ALCNTARA, F. V.; COSTA, J. E. (orgs). Desenvolvimento Territorial e sustenbilidade no Nordeste. So Cristovo: Editora UFS, 2011.

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