As Maos De Albrecht Durer

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  • 1. No sculo XV, numa pequena aldeia perto de Nuremberga, vivia a famlia Durer com vrios filhos.Para ter po na mesa para todos, o pai trabalhava cerca de18 horas dirias nas minas de carvo,e em qualquer outra coisa que se apresentasse. Dois dos seus filhos tinham um sonho:Serem pintores.

2.

  • Mas sabiam que o pai jamais poderia mandaralgum deles para a Academia de Pintura.Depois de muitas noites de conversas e troca de ideias, os doisirmos chegaram a um acordo.
  • Atirariam uma moeda ao ar e o que perdesse trabalharia nas minas para pagar os estudos ao que ganhasse. Quando terminasse o curso, o vencedor pagaria os estudos ao outro coma venda de suas obras. Assim, os dois irmos poderiam ser artistas.
  • Lanarama moeda ao ar num domingo
  • ao sair da Igreja.
  • Quis a sorte que fosse Albrecht a ganhar e
  • assimfoiestudar pintura em Nuremberga.

3.

  • O outro irmo, Albert, comeou o perigoso trabalho nasminas, onde permaneceu nos quatro anos seguintes para pagar os estudos de Albrecht, que desde a primeira hora fez sensao na Academia. As gravuras de Albrecht, os seus entalhados e os seus leos chegaram a ser muito melhores que os de muitos dos seus professores. Quando se formou, j ganhava considerveis somas com a venda das suas obras.

4.

  • Quando o jovem artista regressou sua aldeia, a famlia Drer reuniu-se para uma ceia festiva em sua homenagem.
  • Ao finalizar a memorvel festa, Albrecht levantou-se e props um brinde ao seu irmo Albert que tanto sehavia sacrificado, trabalhando nas minas para que o seu sonho de estudar se tornasse realidade. E disse: "Agora, meu irmo, chegou a tua vez.
  • Agora podes ir para Nuremberga e realizar os teus sonhos, que eu me encarregarei de todos os teus gastos".

Drer,Nacionalidade: Alem Nuremberg (1471) - (1528) Estilo:Pintura Flamenga 5.

  • Todos os olhos se voltaram, cheios de expectativa, para Albert. Este, com o rosto lavado em lgrimas, levantou-se e disse suavemente: "No irmo, no posso ir para Nuremberga.
  • muito tarde para mim.
  • Estes quatro anos de trabalho nas minasdestruram-me as mos.
  • Cada osso dos meus dedos j partiu pelo menos uma vez, e a artrite da minha mo direita tem avanado tanto que at tenho dificuldade emlevantar o copo para o teu brinde.
  • No poderia trabalhar com delicadas linhas, com ocompasso ou com o pergaminho e no poderia manejar a pena nem o pincel. No irmo, para mim j tarde. Mas estou felizpor as minhas mos disformes terem servido para que as tuas agora tenham cumprido o seu sonho".

6.

  • Mais de 450 anos decorreram desde esse dia.
  • Hoje as gravuras, leos, aguarelas, entalhes e demais obras de Albrecht Drer podem ser vistos em muitos museus de todo o mundo.
  • Mas seguramente vocs, como a maioria das pessoas, s se recordam de uma obra.
  • Talvez alguns tenham at uma reproduaoem casa.
  • Para render homenagem ao sacrifcio de seu irmo, Albrecht Drer desenhou as mos maltratadas de seu irmo, com as palmas unidas e os dedos apontando ao cu.
  • Chamou a esta poderosa obra simplesmente "Mos", mas o mundo inteiro abriu de imediato o corao sua obra de arte e alterou o nome da obra para:
  • " Mos que oram".

7.

  • Na prxima vez em que vires uma cpia desta obra, olha-a bem.
  • E, oxal te sirva, para que, quando te sentires demasiado orgulhoso do que fazes, e muito seguro de ti mesmo,
  • recordes que na vida
  • ningum nunca triunfa szinho!