Artigo - LOGISTICA REVERSA

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LOGSTICA REVERSA

Orientador: Cardoso, Alexandre Alunos: Sousa, Nathanny Mayara Ferreira Silva, Poliana Freitas Santos, Rejane Ribeiro

RESUMO

Hoje, a Logstica Reversa ocupa um espao importante na operao logstica das empresas, quer pelo seu potencial econmico, quer pela sua importncia para a preservao de recursos e do meio ambiente. Cada vez mais rigorosas quanto ao descarte de embalagens e inservveis, as leis fazem com que as empresas tenham de desenvolver estratgias reversas que dem destinao adequada para embalagens, insumos e at mesmo parte de seus produtos, como baterias, pilhas e outros.

ABSTRACT

PALAVRAS CHAVE: Logstica reversa, Canais de Distribuio Reversos e Sustentabilidade.

INTRODUO

A Logstica Reversa e o estudo dos canais de distribuio reversos uma nova rea da logstica empresarial, ainda mais recente, concentram-se

principalmente no exame dos fluxos reversos, ou seja, naqueles que fluem no sentido inverso ao da cadeia direta, a partir dos produtos descartados como ps

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consumo ou dos produtos de ps- venda, visando agregar-lhes valor de diversas naturezas, por meio da reintegrao deles e de seus componentes ou materiais constituintes ao ciclo produtivo e de negcios. A idia central, portanto, apresentar e sistematizar os principais conceitos de logstica reversa envolvidos no retorno e na revalorizao desses diversos tipos de bens, examinarem a organizao empresarial dos canais de distribuio reversos e as diferentes etapas que caracterizam o retorno dos bens de ps consumo e de ps venda, evidenciando a importncia da economia reversa atual e seu potencial. Dessa maneira, analisam-se os principais fatores que influem nessa organizao reversa: econmicos e, mais recentemente, ecolgicos e legislativos, bem como o importante impacto dos fatores tecnolgicos e logsticos nessas organizaes, por meio da explorao da revalorizao desses bens sob diferentes perspectivas e suas interaes. Procura-se demonstrar que a incluso da logstica reversa na reflexo estratgica das organizaes constitui-se em uma nova e diferenciada viso de operao empresarial, resultando em melhoria de competitividade, apreciveis retornos financeiros e consolidao de sua imagem corporativa.

CONCEITO DE LOGSTICA

Logstica, de acordo com a Associao Brasileira de Logstica, definida como:

O processo de planejamento, implementao e controle do fluxo e armazenagem eficientes e de baixo custo de matrias primas, estoque em processo, produto acabado e informaes relacionadas, desde o ponto de origem at o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do cliente.

O SURGIMENTO DA LOGSTICA

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A palavra logstica de origem francesa. O conceito existe desde a dcada de 40, quando foi utilizada pela primeira vez, pelas Foras Armadas norteamericana, durante a segunda Guerra Mundial para o processo de fornecimento e aquisio de materiais. No perodo que antecede a dcada de 50, as empresas dividiam as atividades chaves da logstica entre diversas reas. Neste contexto o transporte ficava sob o comando de gerencia de produo, os estoques sob o comando de marketing e com isso eram causados diversos conflitos de objetivos e responsabilidades. Em meados de 1945, algumas empresas definiram que o transporte e armazenagem de produtos acabados, ficariam sob as responsabilidades de um departamento especifico. Mas foi especificamente entre a dcada de 50 e 70, que houve a exploso da teoria e prtica da logstica nas empresas. Com o desenvolvimento da rea de marketing, as empresas mudaram seu foco de produo para o consumidor. Aps 1950 ocorreram vrias mudanas como: gosto do consumidor e maiores variedades de mercadorias. Ainda neste perodo as empresas percebem que no h vantagem em manter estoque, visto que o custo bastante alto, ento resolve transferir a responsabilidade para o seu fornecedor, fazendo com que haja entregas freqentes. Na dcada de 70, a logstica j se propagou e vrias empresas passaram a adot-las, porm algumas ainda preocupando-se com os lucros e esquecendo os custos. Em virtude das diversas crises ocorridas no perodo, as empresas passaram a se preocupar com a gesto de suprimentos. A partir de 1980, surge logstica integrada, que evoluiu bastante nos 15 anos seguinte, devido revoluo da tecnologia da informao. Aps 1990, a logstica entendida como juno da administrao de materiais e distribuio fsica.

LOGSTICA REVERSA

A Logstica Reversa uma rea relativamente nova para as empresas e sociedades no Brasil e no mundo. Com relao ao meio ambiente, a grande preocupao que as empresas tm a obrigao de fazer programas que reduzem os materiais para que no venham a ter uma degradao.

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Em CLM (1993: 323): Logstica reversa um amplo termo relacionado s habilidades e atividades envolvidas no gerenciamento de reduo, movimentao e disposio de resduos de produtos e embalagens... Em Stock (1998: 20): Logstica reversa em uma perspectiva de logstica de negcios, o termo refere-se ao papel da logstica no retorno de produtos, reduo na fonte, reciclagem, substituio de materiais, reuso de materiais, disposio de resduos, reforma, reparao e remanufatura...

Logstica Reversa engloba todos os processos de modo inverso ao da logstica direta. Para Rogers e Tibben-Lembke (1999) Logstica Reversa :

O processo de planejamento, implementao e controle do fluxo eficiente e de baixo custo de matrias primas, estoque em processo, produto acabado e informaes relacionadas, desde o ponto de consumo at o ponto de origem, com o propsito de recuperao de valor ou descarte apropriado para coleta e tratamento de lixo.

As empresas que inserirem o processo reverso em suas operaes tendem a se destacar no mercado, visto que as mesmas oferecem servio diferenciado aos seus clientes. Quando uma empresa investe em logstica reversa, ela est investindo em benefcios para ela, a sociedade, o meio ambiente e as geraes futuras. Alm dos benefcios econmicos e competitivos, a logstica reversa proporciona benefcios com relao imagem institucional.

Alm das possveis oportunidades oriundas desses reaproveitamentos, reprocessamentos, reciclagens etc., a questo preservao ecolgica dirigir esforos das empresas para a defesa de sua imagem corporativa e seus negcios, enquanto a sociedade se defender por meio de legislaes e regulamentao especifica. (LEITE 2003, p. 21).

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O processo de logstica gera matrias reaproveitadas que retornam ao processo tradicional de suprimentos, produo e distribuio.

Logstica reversa corresponde ao caminho inverso da logstica, ou seja, inicia-se no ponto de consumo dos produtos sendo finalizada no ponto inicial da cadeia de suprimentos, tendo como principal objetivo o reaproveitamento e reciclagem de produtos e materiais, com a reutilizao destes na cadeia de valor. (Pinheiro Filho, 2007, pag 56).

De forma simplificada, na logstica tradicional, parte-se de um fabricante e define-se o caminho ate o consumidor final. Na Logstica Reversa de ps - consumo o caminho inverso, o produto tem como fonte de partida os inmeros consumidores e como destino, em geral o fabricante. Assim sendo, pode se verificar uma caracterstica importante no processo: o desafio de reunir produtos disseminados entre milhares de clientes para retornarem, aps sua vida til, em geral, a um mesmo fabricante Os seis erres (R) da logstica reversa identificam as principais oportunidades e responsabilidades dos processos de logstica reversa: 1. Reutilizao; 2. Revenda; 3. Reparo; 4. Re-manufatura; 5. Reciclagem; 6. Redesign (reprojeto);

O mundo ser obrigado a se desenvolver de forma sustentvel, ou seja, que preserve o meio ambiente, e as empresas devero fazer o mesmo, por iniciativa prpria ou por exigncia legal (SHRIVASTAVA e HART, 1998). Observa-se que o fluxo reverso de ps-consumo, apresenta-se como o grande desafio a serem equacionados tanto pelas empresas, governos, e pela prpria sociedade. Do ponto de vista das empresas a utilizao destes fluxos, do eco-design (FIKSEL, 1996), pode ser utilizada como uma vantagem competitiva atravs da

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agregao de valor ao cliente, economia de energia e melhoria na imagem de marca; do ponto de vista dos governos a necessidade de controle ambiental e do ponto de vista da sociedade a educao e compreenso dos conceitos de auto sustentabilidade. LACERDA (2002) lista como fatores crticos de sucesso nos casos de logstica reversa os seguintes elementos:

Bons controles de entrada: consiste na identificao do estado dos materiais a serem retornados e a deciso se o material pode ou no ser reutilizado;

Processos padronizados e mapeados: a mudana do foco na logstica reversa, onde deixa de ser um processo espordico e de contingncia, passando a ser considerado um processo regular, que requer documentao adequada atravs do mapeamento de processos e formalizao de procedimentos. Assim, podem-se estabelecer controles e oportunidades de melhorias;

Tempo de ciclo reduzido: o tempo considerado entre a identificao da necessidade de reciclagem, disposio ou retorno de produtos e o seu efetivo processamento;

Sistemas de informao: o processo de logstica reversa necessita do suporte da tecnologia da informao (TI), a fim de viabilizar o atendimento de requerimentos necessrios para a operao. Entre as funcionalidades requeridas pode-se listar: Informao centralizada e confivel, rastreabilidade, avaliao de avarias, etc.

Rede logstica planejada: consiste na infra-estrutura logstica adequada para lidar com os fluxos de entrada de materiais usados e fluxos de sada de materiais processados. Envolvem instalaes, sistemas, recursos

(financeiros, humanos e mquinas), entre outros; Relaes colaborativas entre clientes e fornecedores: como h uma srie de agentes envolvidos no processo, surgem questes relacionadas ao nvel de confiana entre as partes envolvidas. Informaes tais como, nvel de estoques, previso de vendas e tempo de reposio dos materiais, devem ser

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trocadas entre os membros da cadeia para que o sistema funcione de maneira eficiente.

De acordo KIM, 2001, a gesto de retorno de produtos mais do que decidir o que fazer com ele, envolve a captura de informaes que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuar sobre as causas da insatisfao dos clientes contribuindo para reduzir os retornos futuros, alem de que um processo rpido e eficiente para os clientes aumenta a credibilidade. Estas informaes podem ajudar tanto na fabricao, na embalagem e nas aes de marketing (promoes com produtos de retorno em determinados mercados, e melhoria do produto/servio). Para aproveitar o retorno de produtos do mercado de forma sincronizada e fazer aes de promoes especificas em certos mercados necessrio disponibilizar e sincronizar as informaes para o marketing, isto pode ser feito atravs de um adequado gerenciamento do Gerenciamento da Cadeia Reversa (RSCM), de modo que seja feito no menor tempo possvel, reduzindo a perda de valor do produto por conta da depreciao de mercado e pelo aumento da eficincia.

As aes de ps-venda constituem-se em um elemento de fidelizao, podem at mesmo vir a se transformar em oportunidades de alavancar novos negcios, atravs da prestao de outros servios no restritos assistncia tcnica, propiciando o surgimento de uma nova unidade de negcios na organizao (FIGUEIREDO, 2002).

De acordo KIM, 2001, a gesto de retorno de produtos mais do que decidir o que fazer com ele, envolve a captura de informaes que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuar sobre as causas da insatisfao dos clientes contribuindo para reduzir os retornos futuros, alem de que um processo rpido e eficiente para os clientes aumenta a credibilidade.

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Estas informaes podem ajudar tanto na fabricao, na embalagem e nas aes de marketing (promoes com produtos de retorno em determinados mercados, e melhoria do produto/servio). Para aproveitar o retorno de produtos do mercado de forma sincronizada e fazer aes de promoes especificas em certos mercados necessrio disponibilizar e sincronizar as informaes para o marketing, isto pode ser feito atravs de um adequado gerenciamento do Gerenciamento da Cadeia Reversa (RSCM), de modo que seja feito no menor tempo possvel, reduzindo a perda de valor do produto por conta da depreciao de mercado e pelo aumento da eficincia.

As aes de ps-venda constituem-se em um elemento de fidelizao, podem at mesmo vir a se transformar em oportunidades de alavancar novos negcios, atravs da prestao de outros servios no restritos assistncia tcnica, propiciando o surgimento de uma nova unidade de negcios na organizao (FIGUEIREDO, 2002).

Principais razes que levam as empresas a atuarem em Logstica Reversa

Segundo (ROGERS e TIBBEN-LEMBKE, 1999 e MULLER, 2005), abaixo esta situada as principais razes que levam as empresas a atuarem na Logstica Reversa: 1. Legislao Ambiental que fora as empresas a retornarem seus produtos e cuidar do tratamento necessrio; 2. Benefcios econmicos do uso de produtos que retornam ao processo de produo, ao invs dos altos custos do correto descarte do lixo; 3. A crescente conscientizao ambiental dos consumidores; 4. Razes competitivas Diferenciao por servio; 5. Limpeza do canal de distribuio; 6. Proteo de Margem de Lucro; 7. Recaptura de valor e recuperao de ativos.

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CANAIS DE DISTRIBUIO REVERSOS

A importncia econmica da distribuio, ou seja, sob o aspecto conceitual mercadolgico ou sob o aspecto concreto operacional da distribuio fsica, revela se cada vez mais determinante para as empresas, tendo em vista os crescentes volumes transacionados, decorrentes da globalizao dos produtos e das fuses de empresas, necessidade de se ter o produto certo, no local certo, atendendo a padres de nveis de servios diferenciados ao cliente e garantindo seu posicionamento competitivo no mercado. Os Canais de Distribuio diretos, ou simplesmente canais de distribuio, como so conhecidos, so constitudos pelas diversas etapas pelas quais os bens produzidos so comercializados at chegar ao consumidor final, seja uma empresa ou uma pessoa fsica. A distribuio fsica dos bens a atividade que realiza a movimentao e disponibiliza esses produtos ao consumidor final. (Kotler, 1996). O canal de distribuio reverso tem sido muito pouco estudado at o momento, seja do ponto de vista da pesquisa acadmica ou da literatura em geral, existindo poucas informaes sobre eles na literatura especializada e ocorrendo uma incipiente sistematizao de conceitos nesse campo. Os canais de distribuio reversos de ps - consumo so constitudos pelo fluxo reverso de uma parcela de produtos e de materiais constituintes originados no descarte dos produtos aps finalizada sua utilidade original e que retornam ao ciclo produtivo de alguma maneira. Distinguem dois subsistemas reversos: os canais reversos de reciclagem e os canais reversos de recuo. Os canais de distribuio reversos de ps vendas so constitudas pelas diferentes formas e possibilidades de retorno de uma parcela de produtos, com pouco ou nenhum uso, que fluem no sentido inverso,...