Artigo Lean Manufacturing - ?ão_da_filosofia... · Aplicação da filosofia Lean Manufacturing para…

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<ul><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> Aplicao da filosofia Lean Manufacturing para melhoria da produtividade </p><p>na indstria do setor automobilstico. </p><p>Euclides Fernandes dos Reis. Universidade Federal de Gois. euclides.reis@yahoo.com.br Sara da Costa Fernandes. Universidade Federal de Gois. sara.scf1@gmail.com Marcio do Carmo Boareto. Universidade Federal de Gois. marcioboareto@gmail.com Luciana Vieira de Melo. Universidade Federal de Gois. luciana_vieira.92@hotmail.com Dr. Vagner Rosalem. Universidade Federal de Gois. vagner@hotmail.com </p><p> Resumo: O Lean Manufacturing consolida uma abordagem abrangente que alinha </p><p>implementao de estratgias promovendo a melhoria dos processos e desempenho organizacional </p><p>que direciona reduo de custos e maximizao de lucro. Neste contexto, o setor automobilstico </p><p>possui uma grande importncia, pois a produo enxuta atravs do Lean Manufacturing </p><p>proporciona a melhoria na produtividade, qualidade e desenvolvimento de produtos. Este estudo </p><p>possui o objetivo principal de discutir quais resultados foram alcanados, aps a implementao </p><p>de uma melhoria de processo na montadora de veculos no estado do Gois. Para isto foi feito um </p><p>estudo de caso atravs de uma anlise documental que permitiu realizar uma anlise comparativa </p><p>relacionada a melhoria de processo na organizao pesquisada. Identifica-se que houve sucesso na </p><p>aplicao do pensamento Lean na montadora de veculos, pois sem nenhum investimento inicial, a </p><p>aplicao do Lean trouxe reduo no custo de pintura do veculo. A partir dessa melhoria, entende-</p><p>se que a presente filosofia pode ser estendida para outras reas da organizao, o que </p><p>consequentemente trar mais resultados dentro do processo produtivo. </p><p>Palavras chave: custos, veculos, produo. </p><p> 1.INTRODUO </p><p> crescente a busca das organizaes pela qualidade de produtos, servios, processos e tambm a possibilidade de incremento significativo no desempenho organizacional, na mudana de cultura e no aumento do capital humano. Nesta perspectiva, as organizaes buscam a diminuio dos custos de produo a eliminao de desperdcios e a reduo da variabilidade nos processos crticos para o negcio (SANTOS e MARTINS, 2008, p. 43). </p><p>Relacionado a isto, o Lean Manufacturing desde a dcada de 1980 vem ganhando a apreciao das organizaes na busca da competitividade atravs da reduo do tempo entre o pedido do cliente e a entrega por meio da eliminao de desperdcios. Isto ocorre atravs da identificao do que agrega ou no valor na expectativa do cliente: a interligao das etapas necessrias produo de bens no fluxo do valor, de tal modo que este avance sem interrupes, desvios, retornos, esperas ou refugos; e a operao deste fluxo puxada pela demanda (SILVA, MIYAKE, BATOCCHIO e AGOSTINHO, 2011, p. 689). Isto direciona ao objetivo gerencial da organizao na busca de processos eficientes e eficazes, com foco na criao de valor, reduo de desperdcios e consequentemente de custos (MANN, 2005). </p><p>Sendo assim, o conceito Lean Manufacturing consolida uma abordagem abrangente que alinha implementao de estratgias promovendo a melhoria do desempenho do negcio priorizando a melhoria contnua da qualidade de produtos e servios, incremento da capacidade de inovao, reduzindo custos e desperdcios. Considerando suas implicaes, essas aes organizacionais vm ganhando cada vez mais destaque em todos os setores econmicos empresariais (SCHROEDER et al., 2002; SANTOS, 2006; SANTOS e MARTINS, 2008). </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> Neste contexto, o setor automobilstico um importante segmento a ser estudado. Relacionado a </p><p>isto, de acordo com Ghinato (1996), o sistema Toyota de Produo uma referncia como um sistema de produo enxuta. Um estudo de Womack, Jones e Ross (1992) sobre a indstria automobilstica mundial evidencia que a produo enxuta atravs do Lean Manufacturing, proporciona a melhoria na produtividade, qualidade, desenvolvimento de produtos e explica o sucesso da indstria japonesa e de outras indstrias do mundo. </p><p>Considerando a representatividade da indstria automobilstica para o cenrio empresarial mundial e a abordagem do pensamento enxuto em diferentes processos como forma de melhoria de produtividade e reduo de custos, identifica-se o interesse e a oportunidade deste estudo propor a seguinte questo: quais so os resultados alcanados aps a implementao de um processo mais enxuto em uma montadora de veculos no estado de Gois? </p><p>Neste sentido, este estudo possui o objetivo principal de discutir quais resultados foram alcanados, aps a implementao de uma melhoria de processo na montadora de veculos em Gois. O processo estudado est relacionado pintura de carrocerias de veculos que pode ter direcionado o aumento de produtividade e consequentes redues de custos de produo (TIGRE, 2006). Visando atingir este objetivo ser feita anlise documental que permitir realizar uma anlise comparativa relacionada a melhoria de processo na organizao pesquisada. 2. REFERENCIAL TERICO 2.1 Lean Manufacturing </p><p>O termo Lean foi definido originalmente no livro A Mquina que Mudou o Mundo de Womack, Jones e Ross (1990), em um estudo sobre a indstria automobilstica no mundo e o uso das prticas de produo enxuta do Sistema Toyota de Produo. De acordo com Womack e Jones (1996), os 5 princpios do Lean so: </p><p>1. Precisamente definir o que valor, por produto e sob tica do cliente; 2. Identificar o fluxo de valor para cada produto; 3. Fazer o valor fluir sem interrupes; 4. Puxar; 5. Buscar a perfeio. As origens do Lean remetem ao Sistema Toyota de Produo, e para Ohno (1997), os pilares do </p><p>SPT so: (i) automao, entendida como automao do toque humano, que se trata de direcionar mquinas, equipamentos e pessoas de autonomia necessria de parar a produo sempre que uma condio j estabelecida ou normal for atingida, como por exemplo, a quantidade produzida. Ou em condio anormal, como por exemplo, os desvios de padro de qualidade desejado; (ii) Just-in-time: gerao de estoque em nveis estritamente necessrios ao sistema, de forma a produzir no tempo exato apenas a quantidade necessria de produtos. </p><p>Liker e Meier (2007) apontam os 4Ps que explicam os princpios da produo enxuta: i. Philosophy (Filosofia): filosofia enxuta em que os lderes enxergam a empresa como uma </p><p>forma de agregar valor aos clientes, sociedade, comunidade e funcionrios; ii. Process (Processo): processos certos que geram resultados certos; </p><p>iii. People &amp; Partners (Pessoas e Parcerias): pessoas e parcerias em desenvolvimento a longo prazo direcionando a gerao de valor aos clientes; uma forma de gerar valor aos clientes a organizao desafiar seus funcionrios a crescerem; iv. Problem Solving (Soluo de problemas): soluo contnua da raiz dos problemas direciona </p><p> aprendizagem organizacional e melhoria contnua. </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> Liker (2006) adiciona 14 reconhecidos princpios do Lean norteados pelos 4Ps apresentados, </p><p>conforme demonstra a figura (1). </p><p>Figura 1: Os 4Ps e os 14 Princpios Lean (Fonte: Liker, 2006) Para Hopp e Spearman (2004), o Lean um sistema que integra e realiza a produo de uma </p><p>determinada organizao usando o mnimo de estoques e baixos custos. Shah e Ward (2007) salientam que o Lean um sistema scio-tcnico integrado com o principal objetivo de eliminar o desperdcio com a simultnea reduo da variabilidade em fornecedores, clientes ou dentro da empresa. </p><p>Godinho e Fernandes (2004) definem a Manufatura Enxuta uma estratgia integrada de gesto que direciona a organizao a certas situaes do mercado e ajuda no alcance dos objetivos organizacionais de desempenho (qualidade e produtividade), sendo um modelo comporto por uma srie de princpios (ideias, fundamentos e regras organizacionais) capacitores (ferramentas, tecnologias e metodologias utilizadas). 3. METODOLOGIA </p><p>Visando atingir o objetivo proposto, o presente trabalho apresenta um estudo de caso e demonstra o pensamento enxuto atravs do Lean Manufacturing aplicado dentro de uma montadora automobilstica localizada no estado de Gois. O estudo de caso apropriado para investigar fenmenos in loco, e acontecimentos reais que tornam as caractersticas de um estudo evidentes. Sendo assim a investigao dentro de um contexto da vida real em que os limites entre fenmeno e contexto so bem claros (YIN, 2015). </p><p>O estudo foi de carter exploratrio e natureza descritiva. Para Gil, (2012) a pesquisa exploratria proporciona uma viso geral do caso estudado aproximando-se assim de determinado fato. Para Malhotra (2011) a pesquisa descritiva estabelece relaes com um determinado fenmeno sendo possvel descrev-los proporcionando uma viso especifica de algum problema. </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> A pesquisa possui uma abordagem qualitativa, pois pode proporcionar uma viso e compreenso </p><p>melhor do problema em que a coleta de dados analisada de forma interpretativa possibilitando uma aproximao da fonte de coleta de dados (MALHOTRA, 2011). Neste sentido, a pesquisa constitui um estudo de caso nico com abordagem descritivo qualitativa. </p><p>Para anlise de dados foi realizada a anlise documental. Os documentos analisados foram planilhas eletrnicas (Excel 2010), descries de layout, tempos de processo e custos de produo. Para Yin (2015) o uso de documentos colabora e valorizam as evidncias, provenientes de uma determinada fonte. </p><p>Assim, ser apresentada atravs da documentao, a fonte de evidncias e informaes possibilitando demonstrar como ocorreu a melhoria no processo atravs do Lean Manufacturing na montadora automobilstica localizada no estado de Gois. </p><p> 4. RESULTADOS E DISCUSSES </p><p> A empresa sob investigao atua no mercado automobilstico, e possui os processos de Body-</p><p>Shop (Solda de Carrocerias) Paint-Shop (Pintura de Carrocerias) e Trim-Shop (Montagem de Veculos). A empresa tem unidade de negcio no estado de Gois, onde atua a mais de uma dcada. As transformaes ocorridas no cenrio industrial provocadas pela globalizao impuseram a respectiva organizao, novas maneiras, novos rearranjos produtivos, a fim de enfrentar a competividade imposta pelo atual mercado (HAYES et al., 2005). </p><p>Diante tambm de uma globalizao que impacta no acirramento entre as organizaes, a montadora BETA baseada no pensamento fundamentado no Lean Manufacturing: buscou realizar uma melhoria com objetivo de aperfeioar a eficincia do seu processo produtivo e que necessariamente provocasse reduo nos custos operacionais e assim manter-se competitiva no mercado. Inserida neste contexto foi solicitado pela diretoria industrial da organizao BETA formao de uma equipe de trabalho de engenheiros, para investigar possveis desperdcios no processo na rea de pintura de carrocerias, que pudessem ser eliminados e assim reduzir o custo de fabricao do veculo. </p><p>O setor de pintura foi eleito por representar dentro do processo, o maior custo de fabricao do veculo. A equipe formada por engenheiros de produo, por sua vez, delimitou alguns equipamentos a serem investigados dentro do processo de pintura, que neste trabalho de Lean Manufacturing contemplou s estufas de primer e base/verniz por representar dentro do processo de pintura o maior custo com energia eltrica e gs liquefeito de petrleo (GLP). </p><p>O processo de pintura de carrocerias possui inicialmente a aplicao de primer, que consiste em fundo preparador de superfcies sobre a carroceria, e posteriormente o veculo segue para estufa de secagem para receber a cura do material aplicado sobre o automvel. Ainda, na sequncia do mesmo processo, logo aps a secagem do primer realizado a aplicao da base/verniz sobre a superfcie metlica e novamente o veculo entra em uma nova estufa para secagem da base/verniz. Este processo possui duas estufas de primer e duas estufas de verniz, conforme apresentado na Figura (2). </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p>Figura 2: Processo de aplicao de Primer e Base/Verniz (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>A jornada da produo inicia a 07 horas e 20 minutos com trmino as 17 horas e 08 minutos. Contudo o incio do processo das estufas ocorre antes das 07 horas, pois elas devem ser aquecidas para atingir o valor de temperatura nominal de processo. A tabela (1) apresenta os horrios de funcionamento das estufas de Primer e Base/Verniz antes da melhoria. </p><p>Tabela 1: Horrio de funcionamento das estufas (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p> Equipam. </p><p>Start Tempo </p><p>de Aquecimento </p><p>Incio do Processo </p><p>Trmino do Processo </p><p>/ Incio do </p><p>Resfriamento </p><p>Tempo de </p><p>Resf. </p><p>Trmino do </p><p>Resf. </p><p>Estufa Primer </p><p>05:20 02:00 07:20 15:50 01:20 17:10 </p><p>Estufa Base/ Verniz </p><p>05:30 01:50 07:20 15:50 01:20 17:10 </p><p> As estufas possuem controlador lgico programvel (CLP), responsvel pelo controle de todas </p><p>as etapas do processo. Cada equipamento estava ajustado para 6 veculos por hora, totalizando 12 veculos por hora, com uma produo diria de 100 veculos. A tabela (2) apresenta a capacidade de processamento das estufas de pintura. </p><p> Tabela 2: Capacidade de processamento das estufas de pintura (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>Equipamento Veculos </p><p>/ Hora </p><p>Horas / dia </p><p>Total de </p><p>Veculos </p><p>Estufas Primer 12 8,5 102 </p><p>Estufas Base/Verniz 12 8,5 102 </p><p>Para que haja o pleno funcionamento das estufas algumas fontes de energia so necessrias para operacionalizar os equipamentos em questo: energia eltrica e gs liquefeito de petrleo (GLP). Na organizao objeto de estudo, o Quilowatt-hora (KWh) possui tarifas diferenciadas ao longo do dia, </p><p>Cabine </p><p>Primer </p><p>Estufa </p><p>Primer 2 </p><p>Cabine Base </p><p>e Verniz </p><p>Estufa Base </p><p>e Verniz 2 </p><p>Estufa </p><p>Primer 1 Estufa Base </p><p>e Verniz 1 </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> sendo R$ 0,20 das 00:00 s 17 horas e 59 minutos e das 21 horas s 23 horas e 59 minutos. O horrio compreendido das 18 s 21 horas, tambm denominado de Horrio de Ponta (HP) possui tarifa de R$ 1,50. J o GLP possui o custo de R$ 3,50 Kg. </p><p>O horrio de Ponta sempre foi uma premissa para a organizao no utilizar equipamentos de produo em funo do custo. Neste horrio basicamente apenas iluminao do ptio de veculos permanece ligada. A varivel energia eltrica possua assim relevncia na anlise. O custo mensal gerado pelo consumo de energia eltrica e GLP descrito na tabela (3). </p><p> Tabela 3: Custo Mensal com Energia Eltrica e GLP (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>Varivel Equipamento Quant. KWh KG/h Hs. Dias </p><p>(Ms) KWh (R$) </p><p>Kg/h (R$) </p><p>Custo Mensal </p><p>(R$) </p><p>Energia Eltrica </p><p>Estufa Primer </p><p>2 250 - 12 20 0,2 - 24000 </p><p>Estufa Base/Verniz </p><p>2 250 - 12 20 0,2 - 24000 </p><p>Gs (GLP) </p><p>Estufa Primer </p><p>2 - 48 10,5 20 - 3,5 70560 </p><p>Estufa Base/Verniz </p><p>2 - 48 10,5 20 - 3,5 70560 </p><p>TOTAL R$ 189.120 </p><p>Em funo de um volume dirio menor que o projetado para o processo e que consequentemente ocasionava ociosidade dos equipamentos, os engenheiros de produo, investigaram a possibilidade de desligar uma estufa de primer e uma estufa de Base/Verniz. Para isso foi necessrio duas aes: aumentar a velocidade do transportador de piso responsvel pelo arraste dos veculos dentro das estufas elevando quantidade veculos processados de 6 para 9 veculos por hora e aumentar o tempo de processo, que anteriormente finalizava as 17 horas e 10 minutos e que aps a melhoria de processo, o trmino passou a ser as 20 horas e 10 minutos. A tabela (4) ilustra os novos horrios de funcionamento das estufas aps a realizao do pensamento Lean Manufacturing. </p><p> Tabela (4): Horrio de funcionamento das estufas (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>Equip. Start Tempo </p><p>de Aquecimento </p><p>Incio do Processo </p><p>Trmino Processo </p><p>/ Inicio do </p><p>Resfriamento </p><p>Tempo de </p><p>Resf. </p><p>Trmino do Resf. </p><p>Estufa Primer 05:20 02:00 07:20 18:50 01:20 20:10 Estufa Base/Verniz 05:30 01:50 07:20 18:50 01:20 20:10 </p><p> Aps a melhoria fundamentada no pensamento Lean Manufacturing houve uma diminuio no </p><p>custo de energia eltrica e gs GLP de R$ 29.400 ao ms. A tabela (5) demonstra os novos custos. </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> Tabela (5): Custo Mensal com Energia Eltrica e GLP (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>Varivel Equipamento Quant. KWh KG/h Hs. Dias </p><p>(Ms) </p><p> KWh (R$) </p><p> Kg/h (R$) </p><p>Custo Mensal </p><p>(R$) </p><p>Energia Eltrica </p><p>Estufa Primer </p><p>1 250 - 12 </p><p>20 0,2 </p><p>- 12000 </p><p>3 1,5 22500 Estufa </p><p>Base/Verniz 1 250 - </p><p>12 20 </p><p>0,2 - </p><p>12000 3 1,5 22500 </p><p>Gs (GLP) </p><p>Estufa Primer 1 - 48 13,5 20 - 3,5 45360 Estufa </p><p>Base/Verniz 1 - 48 13,5 20 - 3,5 45360 TOTAL R$ 159.720 </p><p> A Figura (3) ilustra a nova configurao de processo aps a retirada de uma estufa de primer e </p><p>outra estufa de base/verniz. </p><p>Figura 3: Processo de aplicao de Primer e Base/Verniz (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p>A figura (4) ilustra o ganho acumulado no perodo de 11 meses entre os anos de 2017 e 2018. </p><p> Figura 4: Ganho acumulado (Fonte: Elaborado pelos autores) </p><p> 5. CONSIDERAES FINAIS </p><p> O Lean Manufacturing tem como essncia a reduo de desperdcios por meio da aplicao de </p><p>mtodos, como os j citados Jidoka e Just-In-Time, lanando mo do uso de diversas ferramentas de gesto. Isso se d a partir da instaurao de uma filosofia voltada para o desenvolvimento de uma </p><p>29.400</p><p>58.800</p><p>88.200</p><p>117.600</p><p>147.000</p><p>176.400</p><p>205.800</p><p>235.200</p><p>264.600</p><p>294.000</p><p>323.400</p><p>0</p><p>50.000</p><p>100.000</p><p>150.000</p><p>200.000</p><p>250.000</p><p>300.000</p><p>350.000</p><p>jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17 jan/18 fev/18 mar/18 abr/18 mai/18</p><p>Ganho Acumulado em 11 meses (R$)</p><p>Cabine </p><p>Primer Estufa </p><p>Primer Cabine Base </p><p>e Verniz Estufa Base </p><p>e Verniz </p></li><li><p>Simpsio de Engenharia de Produo Universidade Federal de Gois Regional Catalo </p><p>28 a 30 de agosto, Catalo, Gois, Brasil </p><p> produo mais enxuta possvel, em busca de uma cultura que aumenta a produtividade da organizao. </p><p>O desperdcio que foi constatado neste estudo est relacionado utilizao inadequada dos equipamentos do setor de pintura da indstria automobilstica objeto de estudo, conforme apesentado nas discusses. Isso porque, ao no utilizar de maneira eficiente completa capacidade dos equipamentos, gerava-se desperdcio, que no era to ntido, porem ao se aplicar o pensamento enxuto, foi possvel descobrir o quanto e onde pode se obter resultados satisfatrios no processo produtivo. </p><p>Ao final desta pesquisa ficou evidente, que o pensamento Lean Manufacturing, realmente uma metodologia muito valiosa para as organizaes que se preocupam em atender de maneira eficiente seus clientes. Observa-se que houve sucesso na aplicao do pensamento Lean na montadora de veculos,