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PRODUO Sistemas Integrados de ProduonoBrasil: Situao Atual, Causas e Perspectivas Adriano Proena Heitor M.Caulliraux Maurcio Neves GPIIEE-COPPEIUFRJ - CX.Pst.68.507- CEP 21.945-970- Rio de Janeiro- RJ email:Adriano.Heitor.Mauricio@pep.ufrj.br Palavraschave:AutomaoIndustrial,ManufaturaIntegradaporComputador, Estratgia de Manufatura. Key words:IndustrialAutomation;Computer Integrated Manufacturing;Manu-facturingStrategy. RESUMO EsteaJ1igoapresentaeanalisaosresultadosdeumapesquisacom260empresasdemaJlUtturade10 estadosbrasileiros.Eledescrevesuametodologiaeexploraasrelaesentresuascaractersticas- posio estratgica, tamanho, natureza dos processos de produo, tipo de indstria e regio - e seu padro de automao. Discute tendncias e necessidades para um futuroprximo e apresenta alguns comentrios sobre o contedo da tecnologiaadotadapelasempresas.Almdisso,fazalgumasconsideraesarespeitodosprocessosde modernizao industrial. ABSTRACT Thispaper presentsanJ analyzestheresultsof a surveyof 260 manufacturing jirms in10 statesin Brazil.1tJescribes ilS metodology and explores the relationships characteristics - strategic positioning. size.nature ofproduction process, industry and region - and their automation pallern. lt discusses trenJs anJ neeJs for the near-jillure and offers some remarksabout the content ofthe tecnology adopted by the firms.lt also speculates about the nature ofthe inJustry s modernization processo Belo Horizonte,Vol.6,N1,p.83-101 Jul.1996 83 PRODUO 1.Introduo Diversosobservadoreseanalistasda evoluorecentedaindstriabrasileira vm constatando uma paulatina retomada dos.investimentoseminstalaes, eqUIpamentosesoluesinformticas. Apsociclodeadoodesoluesde cunhofortementeorganizacionalepro-cedural,emboapartereferenciadasnas polticasdoSistema ToyotadeProduo edaGernciadaQualidadeTotal,as firmasmanufatureirassedisporiam, agora,amigrarparasoluesmais intensasemtecnologia,naformade mquinas e sistemas informatizados, mas nodeapoio gesto. Nestecontexto,adiscussosobreo estgiodadifusodetecnologias associadasaoCIM- aManufatura Integrada por Computador - fundamen-taiparasituar apropriadamente o debate sobreanaturezadamodernizaoem curso,eultrapassarameraconstatao dequeamudananascondies ambientaisgeradapelaglobalizaoda economia brasileiranaformaconduzida pelaadministaoCardosoobrigaa empresaaquisituadaareverdeforma urgentesuasprticastradicionaisde conduo de seunegcio e de seu sistema produtivo. o GmpodeProduoIntegrada,da EngenhariadeProduodaUFRJ,em associaocomoSENAI-DN,est justamentecoordenandoumaampla pesquisa sobre o retrato e as perspectivas doCIMnopas.Nomomento260 empresas de diversos setores, em de 9 estados da federao, j foram visitadas, e seus dados contabilizados em bancos de dadosl.Uma publicao especfica e muito abrangentecomtodososresultados alcanados est sendo preparada. Este texto especificamente aporta uma primeira anlise sobre os dados agregados disponveis,ouseja,comoestose portando as empresas diante da realidade daglobalizao,eminenteparaos prximosanos.Asinformaesj levantadaspermitiriamcruzamentosde vriostipos,com vistas formulaode-hipteses fortes e hipteses fracas sobre a realidadefuturaepresentedanossa indstria emreao aestenovo contexto mundial.Nestetrabalho,entretanto, optamos por expor os resultados para toda a amostra sobre dois aspectos-chave: qual o perfilde automao/informatizao do parque(comconsideraesdesetores industriais,tipodeprocessoprodutivoe exportaes)equaisashabilidades competi tivasprioritriasparaas empresas.Destesdadosderivaremos consideraes sobre a situao vigente na indstria. 2.A Pesquisa Integrao da Produo Por ser objeto fundamental deste texto primeiramenteiremosexplicarafontededados,ouseja,apesquisa "IntegraodaProduo".Elafoi motivada por um convnio de cooperao 84 tecnolgicaassinadoentreoGrupode Produo Integrada,o SENAI DR!RJ e o SENAI- DN.Foiconstatado que,para o desenvolvimento de qualquer trabalho na rea de CIM por parte destas instituies, serianecessrioumestudodecomose encontraaindstriaemrelaoaesta tecnologia,demodoapermitiruma atuaomaisprecisaeorientadaparaa realidade brasileira. Aps uma primeira faseno estado do Rio de Janeiro, a pesquisa foilevada para outrosestados doBrasil- MinasGerais, SantaCatarina,Paran,RioGrandedo Sul,SoPaulo,EspritoSanto, Pernambuco e Bahia - seguindo sempre o mesmomodeloconceitualqueser explicadoposteriormente,eagregando parceiros diversos em cada regio (SENAI local,Universidades,Federaesdas Indstrias, Governos Estaduais e Governo Federal). 2.1.Quadro Conceitual oquadroconceitualquepresidiua realizao da pesquisa de campo pode ser resumidona forma daseguinte figura. Estratgia de Negcio I Estratgia de Produo Nestequadro,aautomaodos sistemasdeproduo,seugraude informatizaoeintegraoseguemas definieseasmetasdaestratgiade produo,modelocompatvelcoma definio de Hayes e Wheelwright (1984) para estratgia de produo.Esta, por sua vez, sustentaria a estratgia de negcio da empresa.Porfim,asorientaespara formaoetreinamentodosrecursos humanossodefinidastantopela estratgiadeproduocomopelas necessidadesimediatasdaautomao, informatizaoedaintegrao informtica.Para descrever ossistemas automatizados,informatizadose integradosutilizou-seumavariaodo ModeloY,desenvolvido por Scheer (1993) e que ser explicado posteriormente. 2.2.Metodologia da Pesquisa 2.2.1.Formao da Amostra Para a formao da amostra procurou-seidentificarempresasegneros industriaisqueseenquadravamem critriosdeseleoestabelecidos.As empresasdeveriamterumtotalde Informatizao/ Automao/ Integrao ~ Formao de Recursos7 Humanos Figura 1:Quadro Conceitual da Pesquisa Integrao da Produo 85 PRODUO empregadoscompreendidoentre100e 1000.Para esta estipulao, considerou-seaadequao aomodeloCIM adotado, adiante explicado. Na seleo dos gneros quefariampartedaamostra,foram utilizadas informaes do banco de dados daRAIS,criando-sequatrodiferentes . critrios:importncianacionalrelativa, importncia estadual relativa, processo de produoadequadoimplantaode sistemasCIMeimportnciaestratgica para o estado. o primeiro diz respeito aonmero de empresas que o gnero possui, em relao ao restante do pas.O segundo, difere do anteriorporoperarcomnmerosde empregados,eutilizarcomoconjunto Universo os estados em questo.Para um gneroseraceitonosdoiscritrios 111 ... -I/l o E 111 111 I:: I/l 111 I/l ai ... a. E ai ai "o ii E ,=' z mostrados,suamdiadasparticipaes relativas deve estar acima da mdia global. Osoutrosdoisquesitosso complementares.Otipodeprocessode produodevesercompatvelcoma tecnologiaCIM(nestecaso,poucos gnerosforamexcludos- p.ex. construo civil) e,como ltimo critrio, verificam-seosgnerosquetm importncia estratgica para o estado, ou seja,geravam algum interesse particular nos parceirosregionais envolvidos. Apsaanlisedosquatrocritrios apresentados,foramselecionadosos gneros que satisfizessem pelo menos trs deles e,como resultado final, seguem dois grficos que delimitam a amostra.Dentro decadagnero,selecionou-se10%do totaldas empresas quetinham entre100 e1000 empregados,por estado. lana [JRod:!..L:reiro l1liMmsG!rs IESPritoSrto l1liSrtaOia'ina FiJ,,'Ura2:Amostra por estados 86 '" % " .. ,. .. " .. .Ind. Tlatll .Ind. QulmIca _Ind. M &lllr"lc Ind. MIclnlca .Ind. Edltorla'.GrUlcl alnd. doMoblllarlo .Ind. d,ProdutolM In.rallNlo M aUllcol .'nd.dt Produto.daMaU,fa. Pllatlc .. a'nd. d,Produto.Allmtntu In d.d.P ap I. p. p. 110 .Ind. daMahrla' EIHrlcod. Com.Ind. daM ,teria' d,Transporte alnd. daCouros, P,I Simlia,. I E3lnd.dISabld .. Figura 3: Amostra Ilor Setores Industriais2 2.2.2.Confeco dos Questionrios Paraacoletadedados,formulou-se trs questionrios com assuntos diferentes, emborainterligadossegundooquadro conceitualdapesquisa.Soeles:dados geraisdaempresaeestratgia competitiva;tecnologiasdeintegrao; recursos humanos.. o Questionrio1 (Dados da empresa eestratgiacompetitiva)baseou-seem tpicosreferentesidentificaoda empresa,principaislinhasdeprodutos, tipodeprocessodeproduo, caractersticadomercado,habilidades daempresaeanliseda estratgiadeproduo.Estaltimafoi abordada por questes que enfocavam os objetivos empresariaisespecficos esuas ligaes com a iIormtica, ou seja, dentre cadaobjetivo,qualaquelequefezuso desterecurso para atingi-lo. o Questionrio2(Tecnologiasde Integrao)aquelequepoderamos chamar detecnolgico dentro dosistema de CIM,isto ,apura dados qualitativos e quantitativos sobre hardwares e softwares, redes,automaes(integradasouno), etc.Portanto,eraimportantequeo questionriofosserespondidoporuma pessoaquetivessevisoabrangentedo sistema produtivoe detoda atecnologia queoenvolve(porvezes,maisdeum indivduo).Ainda dentro destemdulo, seria necessrio verificar-se a trajetria de informatizao e integrao da produo da empresa passo a passo, razo pela qual houvepreocupaodeposicionaras respostasnotempo.Pode-secomisso fazerumcronogramadoqueaconteceu na empresa e quais eram seus planos para o futuro.Aidiaverificaralgicada informatizaoepadrodetrajetrias dentro de estratificaes da amostra: 87 PRODUO o Questionrio 3 (Recursos Humanos) trata dos esforos realizados para atender novanecessidadedeconhecimentos advindadamodernizao,ouseja, procura-seidentificartreinamentos ministrados e programados, novos cargos criados,recrutamentosdepessoal especializado,tudovistosobaticada automao e integrao da produo. A base de toda a pesquisa consiste no fatodeteremsidoostrsinstrumentos formuladosvisandoumagrande interrelaoentreosmesmos.Era necessano,quemesmoquando respondidosporpessoasdiferentes,os questionriospudessemevidenciar ligaes intrnsecas de modo que a anlise do trabalho fosse um resultado por inteiro. Para atingirtalobjetivo,asquestesfo-rampensadasdesdesuacriaocomo subtemasdeummesmocontexto.A pesquisa tinha queser integrada. Como exemplo, cita-se a possibilidade criadanoquestionrio1 (estratgias)de se classificar as empresas da amostra em diferentes grupos (lderes, concorrentes ou seguidoras; empresas que exportam e que noexportam;etc.)e,comosdadosdo questionrio2 i(tecnologias),verificar se existealgumpadrodeinformatizao dentro de cada grupo.Fica claro aqui que busca-senoap