Artigo 2 - louvor manchado - MD Ed. 50

Download Artigo 2 - louvor manchado - MD Ed. 50

Post on 31-Jul-2015

205 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<p> 1. N a edio passada, vimos que o louvor um tipo de sacrifcio que representa nossa resposta grande salvao em Cristo, isto , no se trata de msica, arte ou esttica. O que mais a Bblia nos fala sobre este tema? Leia II Crnicas 29. Entre os versos 25 e 31 temos o seguinte texto: E ps os levitas na casa do Senhor com cmbalos, com saltrios, e com harpas, conforme ao mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Nat; porque este man- dado veio do Senhor, por intermdio de seus profetas... E Ezequias deu ordem que oferecessem o holocausto sobre o altar; e ao tempo em que comeou o holocausto, comeou tambm o canto do Senhor E a congregao trouxe sacrifcios e ofertas de louvor, e todos os dispostos de cora- o trouxeram holocaustos. Esse texto possui muitos elementos que ajudam a compreender o sacrifcio de louvores. Vamos destacar trs deles: 1 - A revelao do louvor progres- siva na Bblia: Em Gnesis, Deus revela que por meio de Abrao formaria uma nao espiritual incontvel. O cumpri- mento da profecia iniciou na vida de Jos, quando se tornou governador do Egito e conduziu toda sua famlia at l. Nesse lugar, o povo de Israel cresceu, tornou-se uma grande nao, mas foi escravizado louvai 66 REVISTA MAIS DESTAQUE IMAGENS: ARTE MD/ STOCK.XCHNG A cruz onde o adorador se encontra com o nico que deve ser adorado, Jesus Trsis Irades pastor e Conselheiro Espiritual da Escola Bblica da Rede Novo Tempo de Comunicao O ministrio da msica foi concebido por Deus e o canto do Senhor era apresentado quando havia sacrifcio no altar Louvormanchado comsangue 2. 67REVISTA MAIS DESTAQUE Erapartedoplanodivino queDeusfosseadorado. Essarevelaosedeupor intermdiodeSeusprofetas por Fara. No entanto, 400 anos depois, Moiss foi escolhido para libert-lo e conduzi-lo terra prometida. A peregrinao durou 40 anos e, no deserto, Deus ordenou a construo de um tabernculo. Aps a travessia do Mar Vermelho algo importante acon- tece. Moiss escreve uma cano sobre a libertao, relatada em xodo 15. Miri, sua irm, conduz o povo nessa primeira cano de adorao conhecida em toda a Histria (veja Pa- triarcas e Profetas, pgs. 288 a 290). At ento, o povo de Deus no adorava com msica. Esse cntico tambm uma profecia sobre o grande conflito entre as foras do bem e do mal. Fara representa Lcifer com seu exrcito de anjos e homens rebel- des, e Moiss, o nosso libertador e salvador Jesus, suas hostes de anjos e santos redimidos. O importante que o servio de louvor e adorao estava apenas comeando no tabernculo Mosaico. Deus ainda no havia revelado em sua totalidade a adorao que lhe prestada no tabernculo celeste. Isso ocorre somente anos mais tarde, no tabernculo Davdico. 2 - O ministerio da Musica, Louvor e Adoracao no Taber- nculo concebido pelo proprio Deus: Foi por inspiracao e orientacao divina que Davi estabeleceu o ministerio musical dos Levitas dividindo-os em funcoes e turnos especificos. Essa revelao se deu por intermdio de Seus profetas. 3 - A partir de Salomo o povo comete vrias apostasias: Na ao de purificar o templo, Ezequias ordena que sejam oferecidos holocaustos sobre o altar. Aqui temos duas ofertas diferentes. A primeira o holocausto. Em hebraico olah significa sacrifcio queimado, que produz fumaa, ou seja, um sacrifcio com derramamento de sangue para expiao de pecados. O segundo o sacrifcio de louvores ou aes de graa. Nessa expresso temos zebac, sacrifcio, e towdah, a raiz dessa palavra significa confisso, mas o segundo termo uma manifestao de louvor e aes de graas coletiva, oferecida a Deus por alguma ddiva ainda no alcanada. Portanto, o sacrifcio de louvor era um ato de f que envolvia: (a) uma confisso, (b) a morte de um cordeiro, (c) uma oferta de louvor ou gratido pela aceitao divina do sacrifcio oferecido pelo pecado e (d) uma cano que representasse essa oferta de louvor. Paradoxo de louvor Em qualquer tipo de oferta, o adorador deveria oferecer um cordeiro. Esse animal no possui substituto. Na natureza, nada capaz de faz-lo, nem dinheiro, penitncias, promessas ou santos. Meu prprio corao tambm no serve, pois somente o cordeiro pode ser ofertado. Quando ele morre, o incenso gera- do da gordura que queimada sobre o altar. Meus oferecimentos so misturados a esse incenso que sobe a Deus. exatamente assim que a adorao deve proceder. Ela s possvel por causa da morte do cordeiro, que ocorre apenas quando existe pecado. Que paradoxo, no? Como posso adorar sem que o cordeiro morra? Como posso oferecer algo, se no possuo pecados para confessar? Como posso agradecer sem o objeto do meu agra- decimento? A cruz onde o adorador se encontra com o nico que deve ser adorado, Jesus. 3. louvai 68 REVISTA MAIS DESTAQUE Viso do Esprito de Profecia Cristo, nosso Mediador, e o Esprito Santo esto constantemente interceden- do em favor do homem, mas o Esprito no pleiteia por ns como faz Cristo, que apresenta Seu sangue, derramado desde a fundao do mundo; o Esprito opera em nosso corao, extraindo dele oraoes e penitncia, louvor e aoes de graas Os cultos, as oraoes, o louvor, a penitente confisso do pecado, sobem dos crentes fiis, qual incenso ao santurio celestial, mas passando atravs dos corruptos ca- nais da humanidade, ficam to macula- dos que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus Todo incenso dos taber- nculos terrestres tm de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo Ento, perfumado com os mri- tos da propiciao de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteira- mente aceitvel. Voltam ento graciosas respostas (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pg. 340 a 344). Esse texto fantstico. Primeiro, por possuir toda a verdade bblica sobre o louvor, e segundo, por descortinar dian- te de ns um caminho excelente que vai alm das discussoes vigentes sobre ado- rao. Tal trecho confirma que o louvor no se origina no corao do homem, mas em Deus. Cristo que toma a iniciativa de restaurar a adorao, quebrada pelo pecado. Vemos tambm que no existe oferta pura por parte do ser humano, pois a nossa natureza impura e pecaminosa. A intercesso dEle nos habilita ao louvor atravs das purificadoras gotas de Seu sangue derramado na cruz. Para finalizar, cito mais um texto precioso: A forma e a cerimnia no constituem o reino de Deus Aparelhamento faustoso, timo canto e msica instrumental na igreja no convidam o coro anglico a cantar tambm. vista de Deus, estas coisas so como os galhos da figueira infrutfe- ra, que s mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princpios de bonda- de, simpatia e amor. Estes so os princ- pios do Cu... Pode uma congregao ser a mais pobre da Terra, sem msica nem ostentao exterior, mas se possuir esses princpios, os membros podero cantar, pois a alegria de Cristo est em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus (Evangelismo, pgs 511 e 512). IMAGENS: DIVULGAO noexisteoferta puraporparte doserhumano, poisanossa naturezaimpura epecaminosa </p>