ARTE-EDUCAÇAO: UM DESAFIO DE MUITAS FACES

Download ARTE-EDUCAÇAO: UM DESAFIO DE MUITAS FACES

Post on 08-Jan-2017

214 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

-ARTE-EDUCAAO: UM DESAFIO DE MUITAS FACES

TERESA MARIA DA FRANCA MONIZ DE ARAGO

ARTE-EDUCAAO:

UM DESAFIO DE MUITAS FACES

Orientadora: Zilah Xavier de Almeida

Dissertao submetida como requisl to parcial para a obteno do grau de mestre em Educao

Rio de Janeiro

Fundao Getlio Vargas Instituto de Estudos Avanados em Educao Departamento de Filoso~ia da Educao

1994

AGRADECIMENTOS

A Maria Helena, minha mae; a Francisco, meu pai e

a Paulo, meu companheiro, pelo apoio em todas as horas.

A Zilah, pela grande sensibilidade com que orien-

tou este trabalho.

A Noemia Varela, mestra de todos os tempos.

A Sarah Zagury, Leila Gros e Paula Winner pelo In

centivo.

Aos professores do IESAE, pelas novas descober-

tas.

Aos funcionrios do IESAE, sempre prestativos e

disponveis.

Aos amigos pelo carinho.

III

E~te t~abafho dedieado a todo~ aquefe~ que lutam pela dignidade da edueao no no~~o paI~.

IV

v

"A ah~e nao hephoduz o vi~lvel, ma~ ~Ohna vi~lvel".

Paul Klee

SUMRIO

Pg.

INTRODUO ........................................... 1

CAPITULO I - Revendo o passado para entender o acade -

m i smo ......................... 10

CAPITULO 11 - Aspectos do ensino de arte numa perspec-

ti va histrica .......................... 21

CAPITULO 111 - A importincia de referenciais plisticos

no trabalho da criana ... ............... 63

CAPITULO IV - Algumas consideraes sobre a questo

da aval iao ............................ 74

CAPITULO V - A importincia da disciplina .......... . 94

CAPITULO VI - Esteretipos e expresso criadora ..... 102

CONCLUSO ............................................ 110

B I B L I O G RAP I A , -, , , , , ~ , , . , . ~ . . . . . . . ~ . . _ ~ , . . . .. . 111) , ,. 1 2 3

VI

RESUMO

Esta dissertao resultou do desenvolvimento de

algumas reflexes sobre a Arte-Educao no ensino regular,

e visa trazer contribuies ao debate sobre as dificulda -

des encontradas na sua prtica.

Uma abordagem histrica apresentada, com o ob-

jetivo de enriquecer os caminhos para o esclarecimento das

questes de fundo que permeiam as discusses do momento a-

tual.

O trabalho se baseia no pressuposto de que a ar-

te uma linguagem, como o so, o falar e o escrever, e co

mo tal deve ser considerada no mbito escolar, levando em

conta suas especificidades.

Como linguagem livre e criadora, a matria da a~

te e primordialmente a vivncia do ser humano; seus pensa-

mentos, sua emoo, sua imaginao e sua capacidade simb-

lica, que se revelam atravs dos meios fsicos disponveis,

que o arte-educador adequar sua prtica. E neste senti

do que ~lgumas questes metodolgicas so discutidas a par

tir de situae~ objetivas, referentes principalmente ao

ensino pblico.

Procurou-se mostrar, ainda, que estar sensvel ao

infinito universo da criao artstica fundamental for

mao do arte-educador para que, atravs de sua atuao ju~

to aos alunos contribua para a democratizao das prticas

expressivas criadoras nos meios educacionais.

VII

ABSTRACT

This dissertation resulted from some reflections

on Art-Education, and its purpose is to try the offer some

contribution to the discussion on the' questions in this

practiceo

An historical approach is presented in order to

enlighten the possible alternatives for the solution of the

problemSthat permeate the present momento

This work is based on the thought that art is a

language like talking and writing, andas such must be

considered with its specificities in the school contexto

As a free creative language the material of art

is the life of the human being; his thinking, his emotions,

his imagination and symbolical capaci ty that reveal themselves

through the physical ways avaiable that the arte-educator

will adapt to his practiceo This way some methodological

problems are discussed in objective situations, specially

in relation to the public educationo

There' 5 also an' effort to show that being sensitive

to the infinite universe of the artistic creation is a basic

condition in the formation of the art-educator so that he

mey contribute to the democratization of the expressive and

creative practice in the educational environmento

VIII

INTRODUO

Este trabalho surgiu de uma necessidade de refle

xao em torno do campo de uma prtica pedaggica relativa -

mente nova na histria da educao brasileira, a Educao

pela Arte, que rompeu com o ensino artstico tradicional.

Dvidas, angstias, inquietaes, sao produto de

todo um processo de elaborao de uma vivncia, que levam

o indivduo" a agir, e a crescer, atravs da investigao de

caminhos que conduzam a subsdios que satisfaam seus que~

tionametntos.

A" necessidade de repensar as bases de minhas cre!!.

as pedaggicas e de refletir sobre a prtica da arte-edu-

cao levaram-me i rea da filosofia da educao, na expe~

tativa de ampliar meus conhecimentos face problemtica

em questo, que envolve territrios diversos, passando pe-

la instituio escola, pela formao do professor, pelos

processos educativos experienciados pelo aluno. Possibili

tando um passo imensurvel em minha formao de educadora,

posso afirmar que os mestres do IESAE, cada qual com sua

vivncia prtica e acadmica, sinalizaram novas possibili-

dades e rumos possveis para o descortinar de respostas a

meus anseios pedaggicos, anseios estes fruto de uma hist

ria de vida.

Foi ainda menina que a potica da .natureza me co!!.

quistou por suas cores, formas, sons, brisas, cheiros; go~

tava de cantar, de desenhar em folhas de papel, de impri -

2

mir formas no barro que colhia na fazenda das frias de ml

nha infncia, transformando o que via, sentia e imaginava

em algo visvel. Na adolescncia comecei a escrever poe -

sias, a compor minhas canes ao violo e com o passar do

tempo minhas angstias e alegrias, meu dia-a-dia, era inte!

nalizado e elaborado em versos e melodias e, mais tarde,em

desenhos e pinturas. Logo descobri o prazer de mostrar, com

partilhar e buscar junto mgica da criao um ideal de

vida e desta forma iniciei minha formao em arte-educao.

Procurando aprimorar minha construo como ser

humano e profissional, passei por vrios cursos relaciona-

dos msica, s artes plsticas e a educao. Na rea da

msica durante vrios anos estudei violo erudito e popu -

lar, canto lrico, e participei de vrios corais e grupos

de msica. No campo das artes plsticas,frequentei livre

mente vrios cursos e ateliers de desenho, artes grficas,

cermica e histria da arte, participando, ainda de mos-

tras e exposies.

Tendo eleito a Educao como carreira profissio-

nal, procurei o embasamento filos6fico e psicopedag6gico 00 I

curso de Pedagogia da Universidade Santa Ursula e a forma-

o especfica de arte-educao no Curso Intensivo de Ar -

te-Educao - CIAE na Escolinha de Arte do Brasil, e na Li

cenciatura em Educao Artstica, escolhendo a habilitao

no ensino de Artes Plsticas nas Faculdades Integradas Ben-

nett. A opo pelas artes plsticas o motivo da nfase

desse trabalho nessa rea.

3

Minha experincia profissional como arte-educad~

ra iniciou-se no Coligio So Vicente de Paulo, coligio de

classe mdia alta, junto s primeiras e segundas sries do

primeiro grau, onde percebi mais tarde a necessidade de sen

sibilizar as futuras elites para a transformao social a-

trav~s do respeito aos homens e da busca de justia. Al-

guns anos depois, trabalhando na Casa Escola Sempre Viva,

junto ao pri-escolar e ao primeiro segmento do primeiro grau,

aprendi com os 'pequeninos muito do que hoje sei sobre sim-

plicidade, beleza, liberdade, felicidade e vida. O ambien

te democritico e participativo que vivenciei em ambas as e!

colas citadas possibilitou um trabalho integrado, amplian-

do meus conhecimentos sobre' os contedos programiticos do

primeiro segmento do primeiro grau, que me foram extrema -

mente valiosos quando, mais tarde, trabalhei em programas

de sensibilizao e' treinamento de professores primirios na

irea de arte-educao.

Foi em 1980, numa colnia de frias da Legio Bra-

sileira de Assistncia em Deodoro, bairro da periferia do

Rio de Janeiro, meu primeiro e definitivo contato com a e-

ducao de crianas das classes menos favorecidas. Despe!

ta para a carncia de recursos humanos e materiais, em es-

pecial na irea da arte-educao, passei a procurar cursos

e a pesquisar alternativas ticnicas e materiais, tais como

o aproveitamento de sucatas da natureza e indstrias, tin-

tas e colas base de pigmentos e resinas naturais.

Em 1983 vivi a experincia mais significativa de

minha vida de arte-educadora. Atravs de contatos em Mara

4

b e do financiamento do CEAC - Centro de Estudos e Ao Co

munitria de Nova Iguau-RJ, passei trs meses na regio do

Araguaia-Tocantins, no estado do Par, trabalhando, em Mar!

b junto s creches comunitrias da Associao de Mulheres

de Marab e com as professoras primrias nas localidades de

So Domingos do Araguaia, Brejo Grande e Vila Paletina,pr~

ximas Transamaznica, no trecho entre Imperatriz no Mara-

nho e Marab, conhecendo~l Brasil que me impressionou pro-

fundamente pela falta de recursos em todos os sentidos.

Em Marab pude compartilhar minha experincia em

pr~escolar com as monitoras das creches comunitrias. Com

os ensinamentos do CIAE na rea da m~sica e artes cnicas,

os conhecimentos adquiridos na faculdade de arte somados a

outros cursos e minha experincia pedaggica, preparei um

programa de sensibilizao e treinamento das monitoras, re~

nindo conte~dos e atividades nas reas das artes plsticas,

cnicas, musicais, assim como atividades recreativas e l~di

cas voltadas para uma vivncia das crianas que mais tarde

pudessem auxili-las tambm nas classes de alfabetizao da

escola primria. O conte~do terico no era esquecido e nu

ma linguagem bastante simples tentava pass~r -para aquelas

educadoras leigas o esprito da educao pela arte,assim c~

mo informaes sobre o grafismo infantil e suas fases, alg~

mas noes de estudos psicolgicos sobre o desenvolvimento

da criana, alm de informaes sobre a arte e sua histria,

que introduziam as informaes tericas.

Mantendo a mesma metodologia, planejei um curso

terico e prtico para as professoras das localidades de Bre

5

joGrande, Vila Palestina e So Domingos do Araguaia. Ape-

sar da pobreza da regio, havia uma grande riqueza de mate-

riis alternativos, o que. possibilitou, na rea de J

mUSlca,

utilizar sementes, cabaas, latas e sucatas diversas na pe~

quisa de sons e na confeco de instrumentos sonoros. Com

os recursos acima, era possfvel o desenvolvimento de vrias

atividades envolvendo ritmo, intensidade, melodias e can-

oes.

A diversidade das cores das terras e barros prop!

ciaram a extrao de uma gama variada de tonalidades de pi&

mentos, que tendo a resina de cajueiro como aglutinante,pe!

mitiram a preparao das tintas utilizadas, mais tarde com

pincis feitos pelo grupo. A resina de cajueiro, assim co-

mo a goma de tapioca, revelaram-se bastante satisfatocias co

mo goma para colar papis.

As fibras de buriti e babau, palhas de bananei -

ra, arroz e milho foram bastante expressivas na confeco de

nossos fantoches, bonecos, bonecos de vara, de- sacos de pa-

pel, de mscaras, assim como nas colagens sobre suportes di

versos. Sementes, gros, gravetos, folhas, tambm foram a-

proveitados nas atividades.

A exist~ncia de papel de listagens de computador,

lpis-ce~a enviado pela vereadora da regio, e anilina de

bolo, encontrada nas localidades a preo irris6rio permiti-

ram a experimentao e pesquisa vrias tcnicas de desenho

e pintura.

Foram encontros de muitas trocas, muitas descober

6

tas, muito trabalho e muita reflexo. A grande receptivid~

de e o excelente aproveitamento por parte das professoras me

convenceu, mais ainda, como importante a vivncia da arte

para todo educador, nas suas intenes de um trabalho cria-

dor e transformador.

Algum tempo depois tive a oportunjdade de traba -

lhar, em outros' prog!amas de sensibilizao e treina~ento

de professores na rea de educao pela arte como no extin-

to PRODASEC da Secretaria de Educao do Estado do Rio de

Janeiro nas reas de Austin, Queimados e Nova Iguau, proc~

rando, dentro do possvel, atender aos anseios daqueles pr~

fessores em relao a subsdios de processos educativos pa!

ticipativos, criadores ereveladores do ser humano no campo

das artes. Mais recentemente no Complexo Escolar Avenida dos

Desfiles (CEMADE), onde atuei como professora e coordenado-

ra lotada no Centro de Artes atravs da Secretaria Munici -

paI de Educao pude, atravs do programa de treinamento e

superviso das professoras regentes, responsveis pelas ati

vidades integradas de terceiras e quartas sries, ter a ex-

perincia de um trabalho integrador de educao pela arte

que me permitiu reafirmar minhas convices' acerca da impo!

tncia da arte na escola; na construo do conhecimento, na

estruturao da viso crtica do futuro cidado no seu esp~

o de vida social e pessoal.

Acredito que o preparo do arte-educador passa pri

meiramente pela formao do artista: artista no sentido de

ter oportunidade de vivenciar o processo de criao atra -

vs de materiais expressivos, que segundo Fisher dominam,

7

-controlam e transformam lia experincia em memria, a memo-ria em expresso, a mat~ria em forma4 ,.1 Artista este ca-

paz de uma apreciao crtica do fazer criador, to sens-

vel produo artstica das sociedades atrav~s dos tempos

quanto arte das crianas junto s quais atUa, para poder

oferecer-lhes a orientao e a

"opo~tunldade pa~a manu~ea~ ~ua p~5p~la ~e~ ~lbllldade, pa~a eonheee~ o~ mundo~ do ve~, do eonheee~ e do ~entl~, a 6lm de Que po~~a de~envolve~ uma ~egu~a e ~lgnl6leatlva o~lentao p~leol5glea pe~~oal e eont~lbuln ~ ad~amente pa~a a ~ltuao eolwva ~oelal" . 2

sem esquecer, que

"o~ p~oee~~o~ e~lado~e~, o de~envol0lmento de aptlde~ eon~t~utlva~ e a ~oluo de p~~ blema~ 6unelonal~ devem e~ta~ lntegMdo~ ao~ a~peeto~ lnteleetual, hl~t5~leo e aeadml -eo . .. " 3

Poucos educadores, no entanto, esto conscientes

da importncia da Educao pela Arte nas prticas educati-

vas. A rea em questo ~ freque~temente ignorada, despre-

zada e manipulada. Hoje entretanto j verifica um movimen

to bastante expressivo de educadores que lutam pela prti-

ca da arte-educao de forma coerente e consistente, bus -

cando seu justo reconhecimento.

o texto desta dissertao uma composio de con

sideraes, feitas a partir de relaes entre uma prtica

e uma teoria, que foram se aprofundando e se estreitando no

caminho percorrido nos espaos da arte e da educao, info.!:,

mal e institucional. Procurei aqui abordar alguns aspectos

que considerei importantes, assim como examinar a questo

do aprendizado das artes visuais, em suas vertentes hist -

8

rico-sociais e sua operacionalizao na realidade do enSI-

no pblico atual. refletindo. tambm, sobre algumas

9

REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS

lFISHER, Ernst. A ne~e~~~dade da a~te. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 7a. edio, 1959, p. 14.

2HUDSON, Thomas. Educao criadora nas escolas secundrias.

Rio de Janeiro, Rev~~ta B~a~~le~~a de E~tudo~ Pedagg~~o~. v. 59, n 9 132, MEC, p. 631.

3Idem.

CAPTULO I

REVENDO O PASSADO PARA ENTENDER O ACADEMISMO

Hoje fala-se muito em ensino acadmico, em acad~

mia, em arte acadmica, como sinnimo de algo tradicional,

com um sentido depreciativo no que diz respeito ao fazer

artstico, e ao ensino das artes. Considerei interessante

aqui transcrever uma breve pesquisa, que nos permite ente~

der um pouco da gesto da academia na cultura da nossa so-

ciedade.

Para entendermos o significado do termo acade -

/mismo ou academicismo, faz-se necessrio voltar ao passa-

do. A Academia nasce com Pla~o, na Gr~cia, em 338 a.C.,

nas proximidades de Atenas, "assim chamada porque ele ensi

nava filosofia a seus discpulos nos jardins do heri ate-

niense Academos. Durou at~ o ano 529 da era - ,,1 crIsta ...

tendo tido grande responsabilidade na formao da tradio

do pensamento grego clssico.

Com um pulo no tempo passamos ao s~culo XIV, a

Florena, Itlia, onde o pintor Giotto era enaltecido como

o pintor responsvel pelo renascimento do que era nobre e

grande na arte:

"~ua a~te e~a t~o boa quanto a do~ 6amo~o~ me~ tJte~ ~omano~... o~ ita..tiano~ do ~'c.u..to XIV ac.Jteditavam que a inc.ia, a aJtte, e a eJtu-di~o tinham 6..toJte~c.ido no peJtZodo c...t~~i -c.o, e que toda~ e~~a~ c.oi~a~ haviam ~ido ex tinta~ pe..to~ bJtbaJto~ do nOJtte; que ..thu c.um pJtia a mi~~~o de ajudaJt a JteviveJt o g..to~io~ ~o pa~~ado".2

11

Nas primeiras dcadas do sculo XIV o arqui teto Fellipo Br~

nelleschi contratado para terminar a construo da Cate-

dral de Santa Maria deI Fiori, Florena, e

"encont~a um p~oblema conc~eto a 4e~ ~e4olvido: con~ tlLuilL a imen~a' cupula da catedlLal. O alLquiteto ~ai de FlolLena 'e vai a Ro~a e! tuda~ o~ monumento~ deixado4 pelo4 ant~go4: ~ o plLimei~o a 6aze~ alLqueol ogia ".3

Assim, depois de profundos estudos matemticos, e da arqui

tetura dos edifcios romanos, sobretudo o Pantheon, erigiu

- 4 a cupula... Brunelleschi acaba por liderar um grupo de

artistas "dispostos a criar uma nova arte" onde as formas

clssicas da arte antiga "fossem usadas para criar novos mo

dos de harmonia e beleza".5

-Partindo destes conhecimentos, os artistas da e-poca voltam-se para as heranas da cultura greco-romana e-

xistentes na Itlia, mantendo-se a arte ligada ao retorno

a este passado at o sculo XVIII.

~ a partir do sculo XV que o nome Academia pas-