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  • APOSTILA PREPARATRIA PARA O EXAME DE ARRAIS AMADOR. OBTENO DA HABILITAO PARA PILOTAR EMBARCAES NA ATIVIDADE DE ESPORTE E RECREIO, NOS LIMITES DA NAVEGAO INTERIOR

    3 Edio Outubro 2010

    COMUNICADO Esta edio da Apostila de Arrais-Amador est de acordo

    com a Norma da Autoridade Martima NORMAM-03/DPC,

    atualizada pela Portaria n 114, de 15 de setembro de 2009,

    decorre do que estabelece a Lei n 9.537, de 11 de dezembro

    de 1997, que dispe sobre a segurana do trfego aquavirio

    LESTA, e do Decreto n 2.596 de 18 de maio de 1998

    RLESTA, que a regulamenta.

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    PROCESSO DE HABILITAO

    Para obter a habilitao na categoria de Arrais-Amador o candidato deve:

    Ser penalmente imputvel (ter 18 anos de idade).

    Possuir documento de identidade e CPF. (levar cpia e original)

    Obter atestado mdico, fornecido por qualquer mdico (com carimbo do CRM) que

    comprove bom estado psicofsico (fsico, auditivo, mental e visual), incluindo limitaes

    caso existam.

    EXAME DE HABILITAO

    A prova de Arrais-Amador pode ser convencional ou eletrnica, constituda de 40

    questes de mltipla escolha, distribudas proporcionalmente de acordo com o Programa

    recomendado. O candidato ser considerado aprovado com 50% ou mais de acertos na

    prova. A durao da prova ser de duas (2) horas.

    RECOMENDAO DO AUTOR

    Apesar da Marinha do Brasil, no exigir o Curso Prtico ou Prova Prtica para cada

    categoria pretendida, recomenda-se que o candidato procure uma escola nutica ou um

    amigo que possa dar umas aulas prticas, de forma que o candidato sinta-se seguro na

    hora de pilotar sua embarcao. Lembre-se a Segurana no Mar de imensa importncia,

    pois o comandante ou piloto do barco responsvel pela vida de seus tripulantes,

    familiares e amigos, bem como de seu bem maior, sua prpria vida.

    Evangelista da Silva

    Arte, criao, desenvolvimento e atualizao

    http://www.portaldoamador.com.br

    Exemplar [000758] pertencente :Vitor Sendin Magalhes

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    N D I C E

    Legislao Nutica 1

    Manobra de Embarcao 12

    Navegao e Balizamento 21

    Primeiros Socorros 35

    Combate a Incndio 46

    Sobrevivncia no Mar 52

    Noes de Comunicaes 61

    Bandeiras do Cdigo Internacional de Sinais 63

    ANEXOS Quadro de Infraes mais comuns e Penas Aplicadas

    Quadro de Sinais Nuticos

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    Introduo A navegao em guas brasileiras rege-se pela Lei Federal 9.537/97, de 11 de dezembro de 1997, que dispe sobre a segurana do trfego aquavirio, conhecida como Lei de Segurana do Trfego Aquavirio (LESTA), e pelo Decreto 2.596/98, conhecido como RLESTA, que a regulamenta. A Norma da Autoridade Martima NORMAM/03 da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, o documento normativo, decorrente da citada lei, que estabelece normas e procedimentos para Amadores e Embarcaes de Esporte e/ou Recreio.

    Autoridades Martimas

    rgos Executivos da Segurana do Trfego

    Aquavirio

    Ordenamento das Praias

    IMO - Organizao Martima Internacional Agncia especializada da ONU, que trata de assuntos relativos navegao, orientando os pases membros. MB - Marinha do Brasil a Autoridade Martima Brasileira. DPC - Diretoria de Portos e Costas - Estabelece as normas de trfego e permanncia nas guas nacionais para as embarcaes de esporte e/ou recreio. CP/DL/AG - Capitanias (CP), Delegacias (DL) e Agncias (AG), so as Autoridades Martimas nas suas respectivas reas de jurisdio. No exterior, a autoridade diplomtica representa a autoridade martima, no que for pertinente a lei.

    atribuio das Capitanias dos Portos (CP), suas Delegacias (DL) e Agncias (AG) a fiscalizao do trfego aquavirio, nos aspectos relativos segurana da navegao, salvaguarda da vida humana e preveno da poluio ambiental, bem como o estabelecimento de Normas de Procedimentos relativas rea sob sua jurisdio. Compete aos Municpios estabelecer o ordenamento do uso das praias, especificando as reas destinadas a banhistas e prtica de esportes o qual poder ser incorporado futuramente ao Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro.

    Lei 9.537/97 Lei de Segurana do Trfego Aquavirio - LESTA

    Art. 1 A segurana da navegao, nas guas sob jurisdio nacional rege-se por esta lei.

    Art. 2 (Definies)

    Conceitos e definies que devem ser do conhecimento de todo navegante amador: I - Amador - todo aquele com habilitao certificada pela autoridade martima para operar embarcaes de esporte e recreio, em carter no profissional. Conforme entendimento genrico, amador aquele que no atua como profissional, ou seja, aquele que faz da navegao aquavria uma opo de esporte e/ou lazer. Desta forma, um amador no poder ser contratado para conduzir embarcao classificada como de esporte e recreio.

    :.. Arrais-Amador ..: :.. Simulados Online ..:[Telefones: (84) 9130-7398 .:. (84) 3218-2268]

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    Conforme o nvel de exigncia de habilitao necessrio para conduzir embarcaes de lazer (Esporte e Recreio), os Amadores esto divididos em cinco (5) categorias: - Veleiro pode conduzir pequenas embarcaes a vela (sem motor), nos limites da navegao interior. - Motonauta pode conduzir somente motoaquatica (Jet-ski), nos limites da navegao interior. - Arrais-Amador pode conduzir qualquer embarcao, nos limites da navegao interior. - Mestre-Amador pode conduzir qualquer embarcao entre portos nacionais e estrangeiros nos limites da navegao costeira. - Capito-Amador pode conduzir qualquer embarcao entre portos nacionais e estrangeiros, em qualquer rea, ou seja, sem limitaes geogrficas. A Idade mnima para habilitao de Veleiro de 8 anos. Demais categorias a partir de 18 anos. A Carteira de Habilitao de Amador (CHA) tem validade de 10 anos.

    II - Aquavirio - todo aquele com habilitao certificada pela autoridade martima para operar embarcaes em carter profissional. Ao contrrio do amador, o aquavirio todo aquele que exerce sua profisso a bordo de embarcaes, ou seja, se o proprietrio de uma embarcao de esporte e recreio, no tem inteno de pilotar sua embarcao, poder contratar esse profissional para conduzir sua embarcao.

    III - Armador - pessoa fsica ou jurdica que, em seu nome e sob sua responsabilidade, apresta a embarcao com fins comerciais, pondo-a ou no a navegar por sua conta. Normalmente o proprietrio da embarcao que por sua conta e risco, pe a embarcao em atividade comercial.

    IV - Comandante (tambm denominado Mestre, Arrais ou Patro) - tripulante responsvel pela operao e manuteno da embarcao, em condies de segurana, extensivas carga, aos tripulantes e s demais pessoas a bordo. Autoridade suprema a bordo a quem todos esto sujeitos (tripulao, passageiros e no tripulantes), tem competncia para realizar casamentos, registrar bitos e nascimentos, prender aqueles que puserem em risco a navegao, dentre outras importantes atribuies.

    V - Embarcao - qualquer construo, inclusive as plataformas flutuantes e, quando rebocadas, as fixas, sujeita inscrio na autoridade martima e suscetvel de se locomover na gua, por meios prprios ou no, transportando pessoas ou cargas. Do caiaque ao navio de grande porte, passando pelo jet-ski e pelas plataformas de petrleo, todos so considerados embarcaes, pois se locomovem ngua por meios prprios ou no (como as chatas e as barcaas).

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    VI - Inscrio da embarcao - cadastramento na autoridade martima, com atribuio do nome e do nmero de inscrio e expedio do respectivo documento de inscrio. o ato pelo qual o proprietrio da embarcao por si ou por seu representante legal se faz conhecer perante a autoridade martima (Capitanias, Delegacias ou Agncias), atribuindo nome embarcao, recebendo o nmero de inscrio e o documento hbil de propriedade da embarcao. importante ressaltar que embarcaes com comprimento maior ou igual a 24 metros, bem como embarcaes menores, porm com arqueao bruta (AB) maior que 100, devem ser registradas no Tribunal Martimo, a fim de obterem a Proviso de Registro da Embarcao, que lhe outorga, assim, a nacionalidade brasileira, podendo arvorar o pavilho nacional.

    VII - Inspeo Naval - atividade de cunho administrativo que consiste na fiscalizao do cumprimento desta lei, das normas e regulamentos dela decorrentes, e dos atos e resolues internacionais ratificados pelo Brasil, no que se refere exclusivamente salvaguarda da vida humana e segurana da navegao, no mar aberto e em hidrovias interiores, e preveno da poluio ambiental por parte de embarcaes, plataformas fixas ou suas instalaes de apoio. , portanto, o meio pelo qual a autoridade martima, representada pelas Capitanias, Delegacias e Agncias, exerce o poder de polcia administrativa.

    VIII - Instalao de apoio - instalao ou equipamento, localizado nas guas, de apoio execuo das atividades nas plataformas ou terminais de movimentao de cargas. Refere-se s instalaes que ajudam na execuo das atividades das plataformas petrolferas e portos e terminais privados de movimentao de carga.

    IX - Lotao - quantidade mxima de pessoas autorizadas a embarcar. Entenda-se, todos que esto a bordo da uma embarcao. X - Margens das guas - as bordas dos terrenos onde

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