Aquele que muito tem

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Apresentao do PowerPoint

Transio manual dos SlidesMsica: Sonar-Ernesto CortazarPesquisa e FormataoAquele que muito tem

09/04/1618:58:52HELIOCRUZ

Com base no conto Estudo na Parbola, do livro Estante da Vida, pelo Esprito Irmo X. (Momentos de Paz Maria da Luz).Trata-se de uma apresentao moderna da Parbola dos Talentos, embora seu contedo e sua mensagem permaneam intocados.Esta narrativa particularmente importante para aqueles que professam, ou esto comeando a professar o Espiritismo.Conta-nos assim o autor:Comentvamos a necessidade da divulgao da Doutrina Esprita, quando o rabi Zoar bem Ozias, distinto orientador israelita, hoje consagrado s verdades do Evangelho no Mundo Espiritual, pediu licena a fim de parafrasear a parbola dos talentos, contada por Jesus, e falou, simples:

Meus amigos, o Senhor da Terra, partindo, em carter temporrio, para fora do mundo, chamou trs dos seus servos e, considerando a capacidade de cada um, confiou-lhes alguns dos seus prprios bens, a ttulo de emprstimo, participando-lhes que os reencontraria, mais tarte, na Vida Superior. Ao primeiro transmitiu o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade e o Prestgio; ao segundo concedeu a Inteligncia e a Autoridade, e ao terceiro entregou o Conhecimento Esprita.Depois de longo tempo, os trs servidores, assustados e vacilantes, compareceram diante do Senhor para as contas necessrias. O primeiro avanou e disse:

- Senhor, cometi muitos disparates e no consegui realizar-te a vontade, que determina o bem para todos os teus sditos, mas, com os cinco talentos que me puseste nas mos, comecei a cultivar, pelo menos com pequeninos resultados, outros cinco, que so o Trabalho, o Progresso, a Amizade, a Esperana e a Gratido, em alguns dos companheiros que ficaram no mundo. Perdoa-me, Divino Amigo, se no pude fazer mais!O Senhor respondeu tranquilo:- Bem est, servo fiel, pois no erraste por inteno. Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeies que ajuntaste.

Veio o segundo e alegou:Senhor, digna-te desculpar-me a incapacidade. No te pude compreender claramente os desgnios que preceituam a felicidade igual para todas as criaturas e perpetrei lastimveis enganos. Ainda assim, mobilizei dois valores que me deste e, com eles, angariei outros dois que so a Cultura e a Experincia para muitos dos irmos que permanecem na retaguarda.O Excelso Benfeitor replicou, satisfeito:- Bem est, servo fiel, pois no erraste por inteno. Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeies que ajuntaste.

O terceiro adiantou-se e explicou:- Senhor, devolvo-te o Conhecimento Esprita, intocado e puro, qual o recebi de tua munificncia. O Conhecimento Esprita Luz, Senhor, e, com ele, aprendi que tua Lei dura demais, atribuindo a cada um conforme as prprias obras. De que modo usar uma lmpada assim, brilhante e viva, que os homens na Terra esto divididos por pesadelos de inveja e cime, crueldade e iluso? Como empregar o claro de tua verdade sem ferir ou incomodar? E como incomodar ou ferir, sem trazer deplorveis consequncias para mim prprio? Sabes que a verdade, entre os homens cria problemas onde aparece. Em vista disso, tive medo de tua Lei e julguei como sendo a medida mais razovel para mim o acomodar-me com o sossego de minha casa.

Assim pensando, ocultei o dom que me recomendaste aplicar e restituo-te semelhante riqueza, sem o mnimo toque de minha parte!O Sublime credor, porm, entre austero e triste, ordenou que o tesouro do Conhecimento Esprita lhe fosse arrancado e entregue, de imediato, aos dois colaboradores diligentes que se encaminhariam para a Terra, de novo, declarando, incisivo:Servo infiel, no existe para a tua negligncia outra alternativa seno a de recomeares toda a tua obra pelos mais obscuros entraves do princpio.- Senhor! Senhor! Chorou o servo displicente. Onde a tua equidade? Deste aos meus companheiros o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade, o Prestgio, a Inteligncia e a Autoridade, e a mim concedeste to-s o Conhecimento Esprita.

Como fazes cair sobre mim todo o peso de tua severidade? O Senhor, entretanto, explicou, brandamente: - No desconheces que te atribui a luz da Verdade como sendo o bem maior de todos. Se ambos os teus companheiros no acertaram em tudo, que lhes faltava o discernimento que lhes podia ter ministrado, atravs do exemplo, que fugiste por medo da responsabilidade de corrigir amando e trabalhar instruindo. Escondendo a riqueza que te emprestei, no s te perdeste pelo temor de sofrer e auxiliar, como tambm prejudicaste a obra deficitria de teus irmos, cujos dias no mundo teriam alcanado maior rendimento no Bem Eterno, se houvessem recebido o quinho de amor e servio, humildade e pacincia que lhes negaste!- Senhor! Senhor! Porqu? Soluou o infeliz; por que tamanho rigor, se a tua Lei de Misericrdia e Justia.

Ento, os assessores do Senhor conduziram o servo desleal para as sombras do recomeo, esclarecendo a ele que a Lei, realmente, disciplina de Misericrdia e Justia, mas com uma diferena; para os ignorantes do dever, a Justia chega pelo alvar da Misericrdia; mas, para as criaturas conscientes das prprias obrigaes, a Misericrdia chega pelo crcere da Justia.REFLEXO:Todos temos dons diferentes. Recebemos do Criador possibilidades de desenvolvimento diferindo uns dos outros. Deus reparte os dons em funo de uso adquirida, e efetivamente demonstrada, por cada criatura. Cada qual aprende, percebe e desenvolve os talentos recebidos de forma prpria. As diferenas individuais verificadas entre os homens, fruto do uso que fazem de seu livre-arbtrio, so muito grandes.

Uns caminham e percebem a verdade mais rapidamente do que outros, consequncia da experincia vivida, e nem todos passam pelas mesmas provas.Apesar de termos sido criados simples e ignorantes e termos recebido as mesmas oportunidades, nosso conhecimento espiritual se d de forma diferente. Cada um aproveita as oportunidades que lhe so concedidas, conforme as capacidades de percepo e de ao que consegue desenvolver. Enquanto uns buscam prestgio, poder, dinheiro, autoridade, influncia, outros buscam conhecimento, e h aqueles que buscam sabedoria. Cada um, a seu turno, tem o desenvolvimento que lhe prprio, galgando estgios diferentes na vida material passageira.

Espiritualmente falando, entretanto, nem sempre conseguem caminhar no sentido da moralidade. Mas a Lei da Justia a mesma para todos; A cada um ser dado conforme suas obras. Essas obras sero sempre o efeito da vontade que dispusermos para atender aos desgnios de crescimento espiritual que nos foram concedidos. No fcil perceber o significado das palavras de Jesus quando nos diz, atravs de seus evangelistas: e aquele que muito tem, muito lhe ser dado, e quele que pouco tem, at o pouco que tem lhe ser tirado.Concentremos nossa ateno, para comentrios e reflexo, nas palavras finais da narrativa. Elas nos fazem meditar profundamente, valendo pena repetirmos os conceitos ali expostos. Estabelece que, para os ignorantes do dever, para os que no desenvolveram percepo adequada, para os que ainda no compreendem sua prpria verdade, existe sempre ...

... Uma desculpa ou um fato para amenizar suas provas. Estes ainda no so capazes de perceber o necessrio e se mantm em estado de ignorncia relativa. Para eles, a Justia de Deus chega pelo alvar da misericrdia. Como pouco lhes foi possvel ser absorvido, pouco lhes ser cobrado. Assim, a misericrdia maior com aquele que erra por no saber, por no entender e perceber aquilo que est fazendo. O exemplo de Jesus nos comprova isto. Jesus, ao ser crucificado rogou ao Todo-Misericordioso: Pai perdoa-os porque no sabem o que fazem! Assim, para aqueles que no sabem o que fazem, a justia se faz atravs da misericrdia. Mas h aquelas criaturas que j tm conscincia de suas obrigaes e de seus deveres, J entendem que so Espritos em desenvolvimento.

J percebem que a Lei do Amor, Justia e Caridade o farol que ilumina seus caminhos. Para esses, a quem muito foi concedido em termos de esclarecimento e de luz, muito ser cobrado. Para as criaturas conscientes de suas prprias obrigaes, a misericrdia do Pai chega pelo crcere da justia, corrigindo suas aes pelo remdio da dor. Para os ignorantes, a justia chega atravs da misericrdia, de novas oportunidades de crescimento, de perdo, de indulgncia, mas para aqueles que so conscientes e que j sabem o que devem fazer, j conhecem o caminho, j compreendem suas obrigaes, a misericrdia do Pai se faz sentir por meio da Lei de Causa e Efeito, manifestao da justia divina.

Pode parecer, para os mais precipitados, que sejam dois pesos e duas medidas. Pode parecer que a justia de Deus no seja a mesma para todos os homens. Mas ela exatamente a mesma. A diferena est no tamanho do fardo que nos habilitamos a levar e na intensidade do jugo que nos dispusermos a suportar. Aquele que erra, com conscincia real do erro, no se sente feliz enquanto no for capaz de refazer, de recomear, de corrigir, de se redimir das falhas e fraquezas que j percebe em si. Por isto, a dor como instrumento de retificao! Deus d a misericrdia da justia para o crescimento espiritual do indivduo, possibilitando-lhe caminhar com mais conhecimento, vencendo a ignorncia no uso de seu livre-arbtrio.

Muitos percebem, para o exerccio do desenvolvimento espiritual: dinheiro, poder, conforto habilidade e prestgio. E devem ser capazes de multiplicar esses talentos, compartilhando-os com seus semelhantes, fazendo com que se tornem produtivos para o mundo em que vivem. Se nada forem capazes de fazer, esses talentos significaro pouco ou nada para sua evoluo espiritual, e quanto maior o discernimento e a compreenso da Lei de Deus, maior ser o dbito assumido. Assim tambm deve ser o uso da inteligncia e da autoridade. A inteligncia sendo usada para criar e fazer diferena no mundo, propiciando mais luz, desenvolvendo mais cultura e mais sabedoria para todos. Sejam quais forem os talentos que Deus nos conceda, por acrscimo de misericrdia, muito mais teremos, se formos capazes de utiliz-los para auxiliar nossos semelhantes.

Muita Paz!

Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

Com estudos comentados de O Livro dos Espritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.Em breve, estudo comentado de O Livro dos Mdiuns.

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