Aqualon Edição 05 - Out / Nov / Dez 2009

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  • 8/8/2019 Aqualon Edio 05 - Out / Nov / Dez 2009

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    Ano IINmero 5Outubro/Novembro/Dezembro/2009

    Revista feita por e para aquaristas amantes da natureza

    Distribuio

    Gratuita Expedio emIgarap-miri

    Microterrrio numa

    Bolacheira

    Peixes da bacia do rio Tibagi

    Characiformes

    Tingimento de

    peixes ornamentais

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    EditorialComeamos este editorial com a difcil misso de

    contemplar, em to pouco espao, todos os aconteci-mentos do aquarismo. So muitas as alegrias que nosmotivam a continuar falando sobre o hobby.

    Comeamos com o maravilhoso Encontro de Aqua-ristas de Londrina e Regio de 2009, com 119 amigosrepresentando 06 estados e 22 cidades do nosso pas.Foram momentos mpares de descontrao e trocasde conhecimentos. As palestras deste ano carampor conta de Ameri-co Guazzelli, sobrePlantados, e DaltonNielsen, sobre Killis.Na ocasio, tive-mos o anncio doRanking Paranaensede Aquapaisagistas

    com o CPA 2009,contando com 36trabalhos inscritospor 34 participan-tes, que represen-taram 10 cidadesespalhadas peloEstado. O nvel doconcurso aumentouconsideravelmen-te, o que representa a evoluo do aquapaisagismoparanaense, enquanto importante parte do nacional.

    Isso porque o Brasil esteve bem representado pelos

    concursos interna-cionais que at agoraocorreram, como oIAPCL, Acuavida eAquatic Scapers Eu-rope. Encerrando oassunto concursos,a g ua r d a m o sansiosamentea divulgaodo resultadodo concursonacional, oCBAP 2009.Temos certe-za que no dia0 1 / 1 2 / 2 0 0 9

    c o n f i r m a r e -mos essa evoluo, momento em que conheceremosnovas montagens que sempre nos surpreendem.

    Em um momento de tantas realizaes dentro donosso hobby, no h como no falar da base que sus-tenta tudo isso: aqueles que colocam a mo na massapara a realizao dos eventos e as empresas que osapiam, viabilizando os projetos. Todos os agradeci-mentos no so sucientes diante de tanta importn-cia que esse apoio possui.

    Encerramos com a notcia do lanamento do siteda Aqualon Aquarismo em Londrina, que vem se

    juntar revista como forma de divulgao de infor-maes sobre o hobby e como meio de integrao dosacionados. O site disponibiliza informaes sobre osacontecimentos, alm de notcias importantes. Tam-bm registra os eventos, como os encontros e concur-sos promovidos pela Aqualon. Por m, chas de plan-tas e fotos dos amigos aquaristas ilustram a pgina.Visitem www.aqualon.com.br!

    Um abrao da Equipe Aqualon.

    Sumrio4 - Expedio em Igarap-miri

    Dennis Quaresma

    9 - Microterrrio numa... Bolacheira!!!Rony Suzuki

    12 - Galeria de Peixes

    Chantal Wagner Kornin & Cinthia C. Emerich

    13 - Galeria de Plantas Aquticas

    Rony Suzuki

    15 - Peixes da bacia do rio Tibagi II:

    Characiformes

    Oscar Akio Shibatta

    18 - Tingimento de peixes ornamentais

    Daniel Machado

    Revista Aqualon 3

    Esquerda pra direita: Evandro Romero, Dalton Niel-sen (Palestrante) e Americo Guazzelli (Palestrante)

    Andr Longaro (Aquabase)

    Foto Ocial do Encontro de 2009

    Aqurio vencedor do CPA 2009

    Esquerda pra direita: Luca Galarraga (Juiz), Rony Suzuki(Organizador), Reinaldo Uherara (Juiz), Luidi Rafael de Souza

    Doim (Campeo do CPA 2009) e Andr Longaro (Juiz)

    foto:GustavoTokoro

    foto:LuidiR.deS

    ouza

    foto:ChantalW.Kornin

    foto:ChantalW.Kornin

    foto:ChantalW.Kornin

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    Expedioem

    Igarap -mir iTexto: Dennis Quaresma

    Fotografa: Douglas Bastos

    Igarap-Miri, que em Tupi-Guarani signica Caminho de CanoaPequeno, um municpio localizado no nordeste do estado do Par, a

    aproximadamente 78 km da capital, Belm. A regio, como o nome su-gere, entrecortada por abundantes rios e igaraps que so uma fontede renda e lazer para a populao do municpio.

    Para mim, tambm os Igaraps foram uma fonte de lazer.Passei boa parte de minha infncia visitando a cidade, que obero de minha famlia e por muito tempo os Igaraps foram opalco de minhas frias, onde eu costumava brincar com primose amigos.

    Desta vez, porm, eu voltei cidade com a inteno de co-

    nhecer uma parte desses igaraps que eu ainda no conhecia,a parte abaixo da linha da superfcie dgua e descobrir oque aquelas guas escondem.

    Samos de manh cedinho de Belm. Ento, Douglas eeu, nos direcionamos direto para a nossa primeira parada:o Igarap Mucajateua [Foto 1]. Perfeito bitopo amaznico, gua cor

    Revista Aqualon4

    Foto 1

    Foto 2

    Foto3

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    de ch, tingida com o tanino das mui-tas razes submersas [Foto 2]. guaque apesar da cor ainda muito cris-talina, possibilitando a visualizaoperfeita da fauna e ora do lugar.

    Como de praxe, a ora submersa bastante limitada. Na maioria, apenas

    Nynphaea espalhando suasfolhas que provem abrigo para todos ostipos de peixes [Foto 3]. J a fauna surpreendentemente abundante, ciclde-os, caracdeos e principalmente Siluri-formes.

    Logo de cara encontramos algumasdas espcies predominantes nos Igara-

    ps: tetras, como oHyphessobrycon heterorhabdus[Foto 4], e uma segunda espcie de Tetra que apenasnos arriscamos a supor que seja umHyphessobryconda famlia dos Rosy Tetras [Foto 5]. interessanteobservar a diferena de comportamento entre duasespcies bem semelhantes, osH. heterorhabdus se en-contravam sempre em pequenos grupos, pouco agita-dos e mais prximos superfcie. Em contrapartida,osHyphessobryconsp. sempre nadando, mais agita-

    dos e em cardumes maiores.Os cicldeos tambm so bem abundantes, pude-mos verCrenicichlamuito bonitos [Foto 6], alm de, claro, muitosApistogramma, sendo oApistogram-ma agassizio mais comum [Foto 7]. Uma varieda-de muito bonita, em tons amarelos e laranjas. Comosempre, muito bonito ver o espetculo da reprodu-

    Revista Aqualon 5

    Foto 4

    Foto 5

    Foto 6

    Foto 7

    Foto 8

    Foto 9

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    o dos peixes e dessa vez fomos presenteados comuma fmea deAcaronia nassacuidando da sua nu-merosa e ainda diminuta prole [Foto 8].

    Vrias outras espcies muito interessantes habi-tam o igarap, algumas bem diferentes como oPo-tamorrhaphis guianensis [Foto 9], um peixe muitobonito, chamado popularmente de agulhinha e que

    pode ser visto sempre a nadar bem colado super-fcie, assim como os borboletas, Carnegiella strigata[Foto 10].

    Alguns so bem difceis de serem vistos, como oBu-nocephalus sp., o Banjo [Foto 11]. Um peixe muitocalmo que durante o dia raramente se movimenta,podendo at ser tocado ou pego com a mo e o noto dcil, mas igualmente perfeito em se camuar,Monocirrhus polyacanthus, o Peixe-Folha [Foto12]. Este se faz confundir com as folhas secassempre presentes na gua para que suas presas possam se aproximar desavisadamente ecair em seu bote incrivelmente rpido.

    Aps algumas boas horas explorando oigarap, era hora de almoar e se prepa-rar para mais igaraps. No dia seguinte,visitamos um igarap chamado Moleza

    [Foto 13], a gua estava um pouco tur-va, mas ainda assim foi possvel mergu-lhar e apreciar um pouco a fauna local.

    O que mais chamou a ateno nesseigarap foram os numerosos cardumesde Mesonauta festivus [Foto 14] comvrios indivduos, sempre nadando em

    Revista Aqualon6

    Foto 10

    Foto 11

    Foto 12

    Foto 13

    Foto 14

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    meio s folhas dasNynphaea, muitas vezes juntamente comHeros severus [Foto 15],que tambm eram bastante abundantes nolugar. Na superfcie havia vriasNynphaeaem perodo de orao e as margens eramrepletas deToninaem forma emersa [Foto16].

    Para nalizar, h um fato muito interes-sante que eu gostaria de comentar. Essa via-gem foi feita no nal de Novembro de 2008,na poca da seca na Amaznia, quando asguas dos rios e igaraps esto muito bai-xas ou at completamente secas, como pre-senciamos em muitos locais. Onde na pocada cheia se encontram cursos da gua, nsencontramos corredores deNynphaeasecasno cho [Foto 17]. Pudemos notar que os prprios peixes estavam bastante magros,vivendo do pouco alimento que conseguiame de suas reservas corporais adquiridas napoca de cheia.

    Foi fascinante poder ver todos os lugaresantes visitados na infncia por um ngulodiferente. Toro para que a populao des-

    se municpio to querido por mim possa terconscincia e manter sempre preservadosesses parasos de diversidade aqutica quefazem parte do seu dia-a-dia e muitas vezespassam despercebidos aos nossos olhos e queeles sejam uma herana para ser admiradapor nossas futuras geraes.

    Revista Aqualon 7

    Foto 15

    Foto 16

    Foto 17

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    Microterrrio numa...

    BOLACHEIRA !!!

    Texto e fotos:

    Rony Suzuki

    nova matria...Na poca, eu havia montado outra bola-

    cheira e tirado fotos para um passo a passo decomo montar um microterrrio na bolacheira,por falta de tempo acabei deixando o projetode lado. Mas revendo os meus arquivos foto-grcos eu resolvi partilhar com vocs o pas-so a passo que pretendia postar na internet halguns anos atrs...

    Revista Aqualon 9

    H alguns anos, eu postei na internet, umtpico que se chamava Era pra ser s HC...onde eu mostrei atravs de muitas fotos umabolacheira que havia comprado nessas famo-sas lojas de R$ 1,99, s que essa bolacheirano possua bolachas e sim, plantas vivas! euhavia feito um arranjo de pequenas rochas eplantas com folhas pequenas, a maioria erammusgos, esses musgos no so nada especiais,

    so esses que a gente acha no quintal ou nosvasos de samambaias e orqudeas de casa.

    Essa pequena montagem, junto com ou-tras loucuras que eu e o meu amigo FbioYoshida zemos, repercutiu atravs da inter-net por um bom tempo, chegando at mesmoa ser motivo de uma matria na famosa revistaamericana Tropical Fish Hobbyist, mas es-sas outras loucuras so motivos para uma

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    1 Passo - Essa a bolacheira que ser utilizada, ainda

    com a tampa. Existem diversos tipos de bolacheiras,

    escolha as que tiver uma bandeja com bordas mais altas

    e a tampa bem transparente.

    2 Passo -Antes de montar, escolha as rochas (nada

    mais so, do que pequenas pedras) que sero utilizadas

    com antecedncia. Aqui na foto, eu simulo mais ou me-

    nos a altura mxima em que a rocha poder fcar, isso

    facilita muito na hora de preencher o substrato.

    3 Passo -Aps visualizar a montagem, coloque um

    substrato frtil. Nesse caso, coloquei hmus de minhoca

    tratado misturado com um pouco de areia.

    4 Passo - Coloque a areia lavada cuidadosamente para

    no revolver o substrato.

    5 Passo - Aps a colocao da areia, faa o arrranjo

    da pedra principal, ela a fcar mais alto.

    6 Passo - Coloque a tampa para certifcar-se que est

    na altura correta. Seria muito desagradvel fazer toda

    a montagem e na hora de colocar a tampa, ver que ela

    no teve altura sufciente.

    7 Passo -Molhe a areia bem devagar. Como o recipien-te muito pequeno e, qualquer jato de gua poder re-

    volver a areia, eu acho melhor molhar com uma seringa

    para no revolver o substrato.

    8 Passo - Com o uso de uma pina com ponta bem fna,

    plante as plantas de frente, nesse caso a Hemianthuscallitrichoides cuba.

    9 Passo -Depois, v colocando os musgos e as demais

    plantas cuidadosamente e bem posicionadas entre as

    pedras.

    Revista Aqualon10

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    10 Passo -Vale lembrar que todos esses musgos foram

    coletados no quintal aqui de casa, s as plantas compri-

    das (Eleocharis minima) e as Hemianthus callitrichoi-

    des Cuba que foram adquiridas fora.

    O microterrrio nalizado

    Revista Aqualon

    Outro microterrrio

    11

    P

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    Peixes

    Danio chopraeHora, 1928

    Revista Aqualon12

    Nome Popular: Danio Choprai - Glo-wlight DanioFamlia: CyprinidaeOrigem: sia/MianmarTamanho: Aproximadamente 3 cm.Comportamento: No param quietos,literalmente, sempre esto nadando ati-vamente na parte superior e mdia doaqurio. Os machos se exibem abrindoas nadadeiras e curvando o corpo. For-mam um cardume belssimo e coeso seem grande nmero.Agressividade: Peixes pacficos.Manuteno: Aqurio plantado comgua cristalina e bastante espao para na-dar. ideal ser tampado, pois so bonssaltadores.

    Temperatura: 20 a 25 CpH: 6,0 a 7,0Alimentao: Onvoro. Aceita bem qual-quer tipo de rao. Sempre devem seroferecidos alimentos vivos para a sadee incentivo reproduo.Dimorfismo Sexual: Fmeas tem o ven-tre mais rolio e a cor mais plida.Reproduo: Em casal em um aquriomdio de 50 cm. Devem ser colocadas

    plantas flutuantes ou bruxinhas (mop) del. Os parmetros de gua ideais so pHde 6.8 a 7.0, dureza baixa e temperaturaquente (26 - 28 C).Outras Informaes: No um peixe

    novo, cientificamente, mas s recente-mente tem ganho destaque no aquarismo.E merece, pois uma espcie belssima.Como so rpidos, com uma ampla gamade cores iridescentes, muito difcil con-seguir uma foto que faa jus sua bele-za.

    Tucanoichthys tucanoGry & Rmer, 1997

    Por: Chantal Wagner Kornin

    &

    Cinthia C. Emerich

    Nome Popular: Tetra TucanoFamlia: CharacidaeOrigem: Amrica do Sul/Bacia do RioNegro e Rio Uaups.Tamanho: Aproximadamente 2 cm.Comportamento: So peixes cardumei-ros.Agressividade: So peixes calmos e pa-ccos.Manuteno: So timos peixes paraplantados e melhores ainda para nano-aqurios, devido ao seu diminuto tama-nho.Temperatura: 24 a 28 CpH: 5,0 a 6,5Alimentao: Onvora. Aceita de tudo,mas, se quiser incentivar a reproduo e

    manter seus tetras saudveis e com belascores, recomendado oferecer alimentosvivos ao menos uma vez na semana. Tam-bm importante acrescentar rao basede vegetais/algas sua dieta para ofereceruma maior variedade de nutrientes.Dimorfsmo sexual: O macho ligeira-mente menor, com o ventre mais magro,retilneo e apresenta uma pequena modi-cao no primeiro raio da nadadeira anal,

    que se assemelha ao formato de um gan-cho. J a fmea o contrrio, um poucomaior e possui o ventre volumoso e roli-o, principalmente em poca de desova.Reproduo: Ovparo, so consideradosdisseminadores livres, pois a fmea liberaos ovos na gua e o macho nada em voltafertilizando-os. Os ovos eclodem em al-gumas horas quando mantidos em tem-peratura mais alta. Aps dois ou trs diasda ecloso os alevinos j consumiram ocontedo do saco vitelino e comeam anadar.No ocorre o cuidado parental entre ospeixes desta espcie, a partir do momentoem que os lhotes apresentam nado livrepode-se dar raes especcas para alevi-

    nos de ovparos e alimentos vivos comonuplios de artmia e infusrios. Confor-me os lhotes forem crescendo, alimentosvivos maiores podem ser oferecidos.Recomenda-se usar ltro interno de espu-ma ou ento colocar perlon na entrada degua do ltro externo para evitarsugar oslhotes quando em aqurios prprios parareproduo.

    foto:CinthiaEmerich

    foto:ChantalWagnerKornin

    foto:Chanta

    lWagnerKornin

    Fmea, provavelmente.

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    Plantas aquticasCladophora aegagropila

    (Linnaeus) RabenhorstFamlia: HypnaceaeOrigem: Europa e siaHbito: Submersa livreTamanho: 30 cm de dimetroTemperatura: 5 a 28 CIluminao: Baixa a moderadapH: 6 a 9Manuteno: FcilCrescimento: Muito lento

    Propagao: Reproduz-se atra-vs de fragmentao vegetativa.Plantio: Basta deix-la solta noaqurio.

    Talvez seja a planta mais inte-ressante de todas, devido ao seuformato nada com...