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  • A LINGUAGEM

    QUADRINSTICA

    FORMANDO LEITORES

    HOJE PARTE I

    Dra. Patrcia Pina, Departamento de Cincias Humanas, Campus VI, UNEB, Bolsista CAPES

  • ESTRATGIAS FUNDAMENTAIS PARA A CRIAO QUADRINSTICA

  • MOMENTO

  • ENQUADRAMENTO

  • ESCOLHENDO IMAGENS

  • ESCOLHENDO PALAVRAS

  • ESCOLHENDO O FLUXO

  • EXPRESSES FACIAIS

  • REPRESENTAES FSICAS

  • LINGUAGEM CORPORAL

  • QUALQUER TIPO DE TRAO

    PODE EXPRESSAR

    SIGNIFICADOS

  • CASANDO PALAVRAS E IMAGENS: OS BALES

  • BALES TAMBM SIGNIFICAM

  • AMBIENTES REALISTAS

  • AMBIENTES EM ESSNCIA

  • ONOMATOPEIAS

  • UMA TIRINHA...

  • A LINGUAGEM DOS

    QUADRINHOS NA PRTICA

  • HQ LITERATURA? FICO?

    Quadrinhos so quadrinhos. E, como tais, gozam

    de uma linguagem autnoma, que usa

    mecanismos prprios para representar os

    elementos narrativos. H muitos pontos comuns

    com a literatura, evidentemente. Assim como h

    tambm com o cinema, o teatro e tantas outras

    linguagens. (RAMOS, 2009, p.17)

  • A CARTOMANTE (M.deA.),

    PELO OLHAR...

  • COMO SE RELACIONAM OS LEITORES E OS QUADRINHOS?

    Para Scott McCloud, os quadrinhos trazem o leitor

    para dentro do impresso:

    [...] palavras e imagens se combinam para criar

    efeitos que nenhuma delas poderia criar

    separadamente. (McCLOUD, 2008. p. 4)

  • COR, TRAO, PALAVRA...

  • A adaptao implicitamente comparativa,

    mas no dependente de nenhuma outra

    forma textual: ela relaciona, confronta,

    tensiona, aproxima e afasta. Importante: ela

    no hierarquiza. Ela desmonta, mas no

    apaga. A adaptao interao, tessitura

    enfrentamento, mas conexo.

  • ADAPTANDO UMA

    ADAPTAO...

  • PBLICO INFANTIL...

  • [...] uma adaptao no tanto

    a ressuscitao de uma palavra

    original, mas uma volta num

    processo dialgico em

    andamento.

    (STAM, 2008, p.21)

  • POLICARPO QUARESMA:

    CRIAO E DILOGO

  • [...] a adaptao uma forma de

    intertextualidade, ns

    experienciamos a adaptao

    (enquanto adaptao) como

    palimpsestos por meio da lembrana

    de outras obras que ressoam atravs

    da repetio com variao.

    (HUTCHEON, 2013, p.30)

  • INTERTEXTUALIDADE:

    CULTURA, IDENTIDADES...

  • A leitura se d na interao

    de quem l com o lido, e

    toda leitura j uma

    interpretao.(YUNES,

    2009, p.34)

  • Iser (2005, p. 29) afirma

    que "Toda

    interpretacin

    transforma algo em

    outra cosa"

  • A leitura das adaptaes quadrinsticas

    solicita do sujeito o agenciamento de

    diferentes sentidos ao mesmo tempo: a

    produo de sentido para essas

    narrativas verbo-visuais mais

    complexa porque implica cadeias

    sgnicas heterogneas.

  • As adaptaes quadrinsticas

    raptam o leitor. No pela

    palavra, mas pela palavra-cor-

    trao-requadro-sarjeta-balo-

    recordatrio. Elas usam

    tcnicas simbiticas para reler o

    texto literrio.

  • A adaptao uma leitura que se

    transpe em releitura e, com essa

    releitura, alguns elementos

    estruturadores do texto de origem

    ganham destaque e, por

    consequncia, reapresentam a

    estrutura do texto original e sua

    relao com o contedo e com a

    forma, trazendo uma nova, porm

    no definitiva, leitura para a obra

    original. (Zeni , 2009, p. 141)

  • O olhar dos adaptadores

    sempre seletivo, combinatrio e

    auto expositivo a adaptao

    se expe como tal desde a capa.

  • LITERATURA E LITERATURA

    EM QUADRINHOS SO

    LINGUAGENS ARTSTICAS

    DIFERENTES DEMANDAM LETRAMENTOS ESPECFICOS, QUE GARANTAM A

    INSTRUMENTALIZAO DE LEITORES PARA UMA INTERLOCUO CRIATIVA

  • O processo de transmutao,

    na perspectiva palimpsestica,

    no apaga o texto de partida,

    permite, ao contrrio, que ele

    ressoe no texto de chegada.

  • Um projeto que deixou marcas e

    saudades...

  • Ento...

    A linguagem quadrinstica que interpreta e atualiza textos

    literrios clssicos estabelece formas de contato com o

    leitor iniciante (e experiente) inusitadas.

    As adaptaes podem formar leitores, sim, e no apenas

    para a literatura.

    Pela natureza hbrida, verbo-visual, dessas adaptaes ,

    elas potencializam diferentes habilidades e competncias

    no pblico, formando leitores para variadas linguagens.

  • Referncias

    ABREU, M. Prefcios: Percursos da Leitura. In.: ABREU, M (org.). Leitura, histria e histria da leitura. Campinas: Mercado das Letras/Associao de Leitura do Brasil/ FAPESP, 2002.p.9-17

    AGUIAR, Luiz Antonio e LOBO, Cesar. O alienista. So Paulo: tica, 2008.

    CAVALCANTI, Lailson de Holanda. Triste fim de Policarpo Quaresma. So Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

    COSTA, M. M. Sempreviva, a leitura. Curitiba: Aymar, 2009.

    FERREIRA, C.; ROSA, R. Os sertes de Euclides da Cunha: A luta. Rio de Janeiro: Desiderata, 2010.

    HUTCHEON, L. Uma teoria da adaptao. 2ed. Traduo Andr Cechinel. Florianpolis: Ed. Da UFSC, 2013.

    ISER, W. Rutas de la interpretacin. Traduo de Ricardo Rubio Ruiz. Mxico: FCE, 2005.

    LOBATO, Monteiro. Dom Quixote das crianas. So Paulo: Globo, 2007.

    McCLOUD, Scott. Desenhando quadrinhos. Traduo de Roger Maioli dos Santos. So Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda., 2008.

    STAM, R. A literatura atravs do cinema. Traduo de Marie-Anne Kremer e Glaucia Renate Gonalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

    SPACCA. Jubiab de Jorge Amado. So Paulo: Companhia das Letras, 2009.

    ZENI, L. Literatura em Quadrinhos. In.: VERGUEIRO, W.; RAMOS, P. (orgs.). Quadrinhos na educao: da rejeio prtica. So Paulo: Contexto, 2009. p.127-165.