ApresentaçãO Km

Download ApresentaçãO Km

Post on 05-Jun-2015

747 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Seminrio Itinerante Economia da Cultura e Desenvolvimento ApresentaoMesa I | A Cultura no cenrio brasileiro - contexto e futuroKtia de MarcoViso ampliada da cultura na atualidade / a intensificao do dilogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econmico da cultura / a profissionalizao dos setores culturais e a importncia organizacional nas aes e instituies culturais/ o impacto das novas tecnologias na produo, na distribuio e consumo culturais.

TRANSCRIPT

<ul><li> 1. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuroKtia de Marco ABGC | UCAMA cautela no termo futuro: no tem o sentido de prognsticos. potencial da cultura nas primeiras dcadas do novo milnio.Minha fala ser introdutria . Farei um breve traslado por reflexes que engendram luz ao foco da temtica do seminrio, atravs de uma breve contextualizao conectando o aqui e agora com desdobramentos globais. </li></ul><p> 2. O sculo XXI ser da cultura e da espiritualidade ou no ser Andr Malraux Andrew Malraux, pensador e escritor francs, Min. da Cultura da frana de 58 a 69, governo De Gaulle, implantou um plano de poltica cultural, e elaborou uma legislao pioneira sobre mecenato e doaes. Instituiu a noo de ao cultural. Procedimentos envolvendo recursos humanos e materiais para a produo de cultura. O sc. XX foi um sculo da industrializao, da tecnologia, da democracia, do conceito dos direitos humanos, da representao poltica. As pessoas vivem mais tempo, deslocam-se mais, se comunicam mais... Entretanto vivemos igualmente um mundo de guerras, privaes, excluses, pobreza, opresses, terrorismo e privao das liberdades. A cultura humaniza a economia. Existe algo alm do crescimento do PIB, dos ndices superavitrios, da valorizao da moeda, das balanas comerciais, da oscilao das taxas de juros, etc. 3. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuro I - Viso Ampliada da CulturaII - Cultura, Desenvolvimento e Sustentabilidade 4. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processualRAZES ECONMICAS Ps-modernidade - nova era global RAZES CULTURAIS 5. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuroI - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processual1 - Internacionalizao2 - Globalizao3 - Mundializao4 - Pasteurizao x Singularizao Ps-modernidade - nova era global1 - Transitividade entre as cincias e as artes2 - Redimensionamento do tempo e do espao3 - Reconfiguraes entre cultura e economia Globalizao - dimenso processual O caminhar da humanidade aponta para a expanso e as descobertas desde sempre. As expanses territoriais (cruzadas e a expanso martma) foram a ontologia dos processos de globalizao, motivados por fatores religiosos e econmicos. A partir da Revoluo industrial, com a passagem da tecnologia do vapor, nas manufaturas, para a da energia eltrica, das mquinas, geram a dicotomia homem- mquina, com a potencializao do fazer humano em escalas massivas. Cria-se a noo das prteses humanas. Por outro lado atarvs das descobertas, a cincia acelera os processos empricos e revoluciona a histria com as tecnologias dos transportes e da comunicao. Vamos tomar emprestado com Renato Ortiz livro Mundializao e Cultura uma dimenso processual e segmentada da globalizao, como pano de fundo para pensarmos a cultura nas suas dimenses atuais. 6. Ps-modernidade - nova era global A era ps-moderna protagonizou uma paulatina metamorfose renovadora da histria, questionando a as antinomias como caos e ordem, erudita e popular, local e global, continuidade e fragmentao, amnsia e memria (Huyssen 1997:22), mudando, enfim, noes intrnsecas s vanguardas modernas. Embaralhando como em uma ventania as fronteiras segmentadas dos valores modernistas e o encadeamento linear do progresso. O novo contm o antigo, a interao aproxima os contrrios e as diferenas. Com o passar das dcadas o termo ps-moderno difundido e seus desdobramentos amadurecem, alm de suas razes culturais originrias, principalmente falando da literatura, arquitetura e artes visuais, para a esfera social, poltica e econmica, ressaltando suas caractersticas redefinidoras de uma nova poca, alicerada pelo fenmeno da globalizao, em todo seu redimensionamento temporal e espacial proporcionados pelos avanos tecnolgicos comunicacionais. A ARTE COMO ANTENA E ESPELHO. Jean Franois Lyotard em seu antolgico livro A Condio Ps- moderna 5, de 1979, que se configura um dos primeiros ensaios filosficos sobre a questo e o primeiro estudo que tratou a ps- modernidade como uma mudana global na condio humana. 7. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processual 1 - Internacionalizao domnio geogrfico formao de uma nova cartografia mundial Primeira instncia Internacionalizao - domnio geogrfico, (tecnologia dos transportes) conquista de territrios para o poder das monarquias e do clero, e para o conhecimento do planeta. Globalizao na esfera geogrfica (a expanso martma, expedies coloniais, terrestre e area) / o encurtamento das distncias e a percepo de novas fronteiras/ a formao de uma nova cartografia mundial/ a interao dos povos. 8. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processual 2 - Globalizao esfera econmica ampliao de novos mercados pela escala industrial novas configuraes organizacionais Segunda Instncia Globalizao -a esfera econmica na busca de ampliao de novos mercados a partir da tecnologia industrial / a expanso do comrcio entre as naes / Intensificao globalismo de mercado. Aperfeioa-se a fundao da cincia da administrao e da economia. Taylor funda a Administrao cientfica em 1903, Henry Ford experincia a logstica da produo em srie, Henri Fayol funda a teoria clssica 1916 com os preceitos bsicos de prever, organizar, comandar, coordenar, controlar. Mais adiante, surgem as empresas multinacionais , e depois as transnacionais empresas sem ptria, descentralizadas Instituies transnacionais, quando as corporaes ganham os mercados com seu mimetismo cultural independente de suas razes nos pases de origem. Ex. Nike. A determinao econmica identificada por Karl Marx na sua filosofia do Materialismo Histrico, redesenha uma nova dimenso do capital/ formao dos centros financeiros das grandes cidades que pertencem ao mundo global. Foi este o terreno frtil para o desenvolvimento do capitalismo, o que Marx chamou de acumulao primitiva do capital, atravs do determinismo econmico/ 9. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuroI - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processual3 - Mundializao mbito cultural desenvolvimento das tecnologias comunicacionais informao como valor Terceira instncia Mundializao a globalizao na esfera cultural. O desenvolvimento das tecnologias comunicacionais ampliaram o acesso ao conhecimento e a informao. A lngua, a escrita, a gravao, a reproduo, o livro, a biblioteca, o telgrafo, telefone, cinema, tv, computador, satlite, o chip, a fibra tica,a internet, a banda larga, os smartphones . A virtualidade atravs da incluso digital, traz nova viso de mundo global. A disseminao das tecnologias da comunicao fizeram da informao o que Muniz Sodr chama de ouro ps-moderno. Este novo equilbrio de valor, se d em novas dimenses: de um lado, o valor entre as riquezas naturais, matrias primas, bens e recursos materiais escassos, e do outro, a informao, como recurso, bem imaterial, inesgotvel, com potencial de valor de troca, gerador de poder, de incluso e excluso entre os povos, na era do conhecimento, que imputa cultura novos lugares, novos usos e novas valoraes (valor simblico e valor econmico). 10. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Globalizao - dimenso processual 4 - Pasteurizao x Singularizao homogeneizao das culturas hegemnicas assincronias de tempos sociais, polticos e econmicos representao global das diversidades culturais homogeinizao das culturas hegemnicas prognsticos e teorias sociolgicas mais alarmistas que identificavam uma tendncia massiva na homogeinizao cultural dominante. Entre ocidente e oriente, ricos e pobres, diferentes etnias.... Prevendo quadros isolados de xenofobia como resistncia. assincronias de tempos sociais, polticos e econmicos a idia de pastiche e camadas, de todos os tempos no tempo presente, no que N.G.Canclini chamou de Culturas Hbridas. Atravs de prospeces e de diferentes tempos territoriais, remetendo ao conceito de culturas hbridas de Canclini, de assincronias de tempos sociais, econmicos e polticos no mesmo tempo cronolgico. representao global das diversidades culturais processos de singularizao. Efeito inverso ao preconizado pelos alarmistas da globalizao. Singularizao do consumo, de etnias, comunidades, minorias, redes sociais, a deteno de todos os elos da produo e distribuio. Vemos centros de cultura institucionalizando as singularidades. Museus de etnias, de gneros, de segmentos excludos de toda ordem. 11. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuroI - Viso Ampliada da Cultura Ps-modernidade - nova era global1 - Transitividade entre as cincias e as artes 2 - Redimensionamento do tempo e do espao 3 - Reconfiguraes entre cultura e economia 12. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Ps-modernidade - nova era global 1 - Transitividade entre as cincias e as artes ruptura de fronteiras especializadas do conhecimento interao e fuso entre os meios de expresso ruptura de fronteiras especializadas do conhecimento ao contrrio da tendncia modernista de especializao, as cincias se interligam para enriquecer suas abordagens e objetos de estudo.... bem como a interpenetrao das reas do saber, abrindo o dilogo e a interao dos conhecimentos cientfico, filosfico, artstico e religioso, so experincias histricas inditas que desenham nossa atualidade. Ex. declarao de cientista coliso de dois feixes de partculas subatmicas em energia indita. O bson de Higss, chamada partcula de Deus. Sendo uma experincia que reabre o debate entre cincia e religio. interao e fuso entre os meios de Questes como a transitividade entre as linguagens expressivas, traduzidas na miscigenao dos meios de expresso, por meio da diluio das fronteiras especializadas, foram guinadas radicais na renovao da imagem e do pensamento (Jameson 1995:120). Ex. a arte conceitual e a ciberarte. 13. Coelho Eduardo Kac BioArte 14. CULTURA NO CENRIO BRASILEIRO Contexto e futuroI - Viso Ampliada da Cultura Ps-modernidade - nova era global2 - Redimensionamento do tempo e do espao acelerao dos processos histricos encurtamento virtual das distncias acelerao dos processos histricos Redimensionamento do Tempo - Fazemos parte das geraes da segunda metade do sculo XX, que usufruem os avanos cientficos das tecnologias de informao e comunicao (TICs). Fomos testemunhas do paulatino processo de encurtamento virtual das distncias, da noo de tempo estendido, criando a iluso de uma acelerao nos processos empricos e histricos, devido agilizao que a tecnologia impe ao tempo, prorrogando a expectativa de vida das populaes. Da energia eltrica a internet / da carroa ao foguete / da fotografia ao satlite. encurtamento virtual das distncias Redimensionamento do Espao . J mencionamos ser a ps- modernidade um conceito que tem como alicerce uma reflexo radical sobre as noes de tempo e espao. Os avanos cientficos das tecnologias da comunicao corroboraram para o encurtamento virtual das distncias, promovendo uma acelerao nos processos histricos As distncias geogrficas foram encolhidas em tempo de percurso pela tecnologia dos transportes no sculo XX, a tecnificao da transmisso de dados e imagem em tempo real, a telepresena da cisco. A ampliao das audincias sem fronteiras, na instantaneidade do tempo real. 15. Taxa de natalidade x taxa de mortalidade Fonte: Jornal O Globo, 2007 16. CULTURA NO CENRIO BRASILEIROContexto e futuro I - Viso Ampliada da Cultura Ps-modernidade - nova era global 3 - Reconfiguraes entre cultura e economia tecnologia e cultura - artesanato e indstria informao como bem de consumo e poder tecnologia e cultura artesanato e indstriaDessacralizao da Arte - o distanciamento elitista da alta arte29, que a resguardava em templos sagrados - museus, galerias, igrejas e palcios - limitando o acesso e sua compreenso a uma minoria iniciada, foi sendo minorado com a insero ampliada da arte nas ruas, nos meios de comunicao, na arte popular e midiatizada nos veculos disponibilizados pela indstria cultural. As teorias da comunicao so enfocadas com nfase crescente a partir da importncia assumida pela informao como bem de consumo mercadolgico, trazendo tona dois emblemas da ps- modernidade a tecnologia e a cultura, esta ltima como novo locus que condensa lazer, informao e interesses capitalistas, corporificados no que se convencionou chamar de Indstria Cultural. informao como bem de consumo e poder A posmodernidade embasa a cultura como indstria e produto. a constatao que dq que a cultura vem se tornando objeto de negociaes em tratados de livre-comrcio e de polticas de integrao e incluso social e econmica. 94 na Frana as ind. Cult. Foram alocadas em igualdade com as outras pela OMC nos tratados de livre comrcio. vis econmico Quando instituies poderosas como a Unio Europia, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, as maiores fundaes internacionais comeam a tratar a cultura como esfera crucial para investimentos, a 17. cultura e as artes so tratadas como qualquer outro recurso. Cultura como catalisadora do desenvolvimento humano. Atualizando essa linha de pensamento, trazemos tona recentes conceitos propostos por George Ydice, em A Convenincia da Cultura (2004), acerca da ideia de que a cultura, diante das novas dimenses da informao aliada informatizao (Castells 1999), passa a ser vista como ativo econmico, recurso valioso comparado aos recursos naturais, indo alm de seu intrnseco valor intangvel e simblico (Bourdieu 1974), agregando o patamar da mensurao de um real valor, ainda que subjetivo, enquanto bem e servio, diferente de qualquer mercadoria-tipo, at porque no est sujeita a escassez, j que falamos de idias, como as commodities esgotveis (Tolila 2007:29). Reconfiguraes entre Cultura e Economia: torna-se relevante entendermos a mudana do eixo da economia para a cultura. O entendimento da cultura expandida pela tecnologia como oxignio para a metamorfose e renovao do capitalismo. 18. O tempo e espao so relativizados 19. SUPERESTRUTURAINFRAESTRUTURA Referncia metfora da "Pirmide MarxistaO que significa o capitalismo quando o conhecimento, eno o dinheiro, governa?Peter Drucker A ttulo de ilustrao, inseridos na ideia de mudana de patamar no qual a cultura orbitava, visando enfatizar a temtica de ampliao de sua funo ao configurar-se como instrumental de desenvolvimento, remetemos afinidade marxista entre os representantes da Escola de Frankfurt, com foco em Frederic Jameson , nos desdobramentos dos valores das teorias do materialismo histrico de Karl Marx [1868], ilustrados em prognsticos para a nova era. Jameson (1995) antecipa teses, no que se refere s tendncias evolutivas da cultura no desenvolver das novas condies produtivas, no que o autor chama de capitalismo tardio (ibid:13). O determinismo econmico como estrutura da metfora da clssica pirmide de Marx se depara com um novo tipo de mercadoria, a informao, produto de cotao cada vez mais valorizada no mundo ps-moderno, corolrio das tecnologias de com...</p>