apresentação josinei valdir dos santos - seminário cianobactérias

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  • 1. Seminrio sobre aes de controle e mitigaode impactos de cianobactrias em sistemas deabastecimento de gua da bacia do rio DoceExperincia da COPASA no monitoramento deCianobactrias na gua da bacia do Rio Doce

2. TEMAS ABORDADOS: Introduo Estrutura COPASA Legislao Monitoramento Adequao operacional Plano de contingncia Plano de Segurana da gua 3. Cianobactrias Cianofceas Algas azuis113 gneros 2000 espcies 70 linhagens txicasInicialmente chamadas algas azul-esverdeadasAlgas azuisForam agrupadas pelos bilogos e botnicosem geral como Algas (Cavalier-Smith, 2002). 4. DEFINIOCianobactrias - So microorganismos que possuemestrutura celular semelhante a uma bactria. Faz fotossntese,mas no possuem ncleo organizado como as plantas.Algumas espcies so fixadoras de Nitrognio atmosfrico (N2)e outras produtoras de metablitos secundrios MIB, Geosmina,toxinas (dermatotoxinas, hepatotoxinas, neurotoxinas).A nomeclatura das cianobactrias est regida por doiscdigos, o (Cdigo Internacional de Nomenclatura Bacteriana)e o (Cdigo Internacional de Nomenclatura Botnica), estaduplicidade de nomenclatura causa uma grande confuso. 5. ESTRUTURA REGIONALIZAO DA COPASA 6. COPASA- DEPARTAMENTO OPERACIONAL LESTE - DPLE 7. Rede Monitoramento e controle :- 01 Laboratrio Central (Metropolitano) - 06 Laboratrios Regionais- 22 Laboratrios Distritais - 578 Laboratrios (ETA) 8. Belo HorizonteLABORATRIOCENTRAL 9. Montes ClarosIpatingaLeopoldinaAraxVarginhaBelo HorizonteTefilo OttoniLABORATRIOSREGIONAIS06 unidades 10. Belo HorizonteJanabaJanuriaAlmenaraDiamantinaParacatuCurveloItajubaDivinpolisCaxambPatos de MinasLavrasPouso AlegreAlfenasS.S.ParaisoCon. LafaieteSo FranciscoSalinasUbaPonte NovaCaratingaFrutalLABORATRIODISTRITAIS22 UNIDADES 11. Montes ClarosIpatingaLeopoldinaAraxVarginhaJanabaJanuriaAlmenaraDiamantinaParacatuCurveloItajubaDivinpolisCaxambTefilo OttoniPatos de MinasLavrasPouso AlegreAlfenasS.S.ParaisoC. LafaieteSo FranciscoSalinasUbaPonte NovaCaratingaFrutalREDELABORATORIALB Horizonte 12. Fsico Qumicos Bacteriolgicos Orgnicos Hidrobiolgicos:CianobactriasParmetros controle analtico 13. Laboratrio Regional Leste - Cel. Fabriciano 14. Legislao: Portaria MS 36 - 19/01/1990 Caruaru 1996 Pernambuco morte depacientes crnicos na hemodilise, no havia laboratrios habilitados no Brasilpara realizar as anlises. Portaria MS 1469 - 29/12/2000 Fazia referncia, porm de forma indita noBrasil, no havia estudos especficos catalogados, apenas ocorrncias aleatriassem o devido tratamento de caso. Portaria MS 518 - 25/03/2004 Exigncia do monitoramento, estudosdisseminados em todo Brasil, ocorrncias de cianobactrias em vrias regies,com os gneros Microcystis aeruginosa e Cilindrospermopsis raciborskii . Portaria MS - 2914 - 14/12/2011 Exigncia de monitoramento,adequao dos laboratrios, com ocorrncias praticamenteem todo Brasil.Frequentes em, lagos, barragens, represas e rios. 15. Legislao:Portaria 2914 do Ministrio da Sade.Art40: 1 Para minimizar os riscos de contaminao da guapara consumo humano com cianotoxinas, deve ser realizadoo monitoramento de cianobactrias, buscando-se identificaros diferentes gneros, no ponto de captao do manancialsuperficial. 16. Monitoramento X Ocorrncias: Bacia do Rio Doce 05 Sistemas com captao superficial. Pedra Corrida Alpercata Tumiritinga Resplendor Ituta.Histrico das ocorrncias2005, 2007, 2011 e 2012Extenso aproximada do monitoramento: 150km. 17. Parmetros: Fitoplncton Quantitativo, Fsforo, Nitrognio Amoniacal,clorofila-a.Frequncia das coletas: MensalMonitoramento Realizado:Art. 40 - 2 Em complementao ao monitoramento do AnexoXI a esta Portaria, recomenda-se a anlise de clorofila-a nomanancial, com frequncia semanal, como indicador depotencial aumento da densidade de cianobactrias. 18. Tabela do Anexo XI4 Quando a densidade de cianobactrias exceder 20.000clulas/ml, deve-se realizar anlise de cianotoxinas na gua domanancial, no ponto de captao, com frequncia semanal. 19. Resultados 2012Meses/2012PedraCorridaClulas/mLAlpercataClulas/mLTumiritingaClulas/mLItutaClulas/mLResplendorClulas/mLGrupoPredominanteJulho 205,54 27,49 20,53 9,76 53,22Aulacoseira eFitoflageladosDiatomceasAgosto 10.098,14 11.053,7 21.797,52 6.508,26 19.696,97Aulacoseira eFitoflageladosDiatomceasSetembro-Total deste(apenas Cianofceas)369,62 87,7 182,62 277,16 424,98Aulacoseira eFitoflageladosDiatomceas0,0 40,67 105,62 0,0 147,08 Nostocacea eOscillatoria(cianobactrias)OUTUBRO 28.700 43.000 59.745,18 64.566,12 187.672,18 Anabaenaplanctonica/DolichospermunsolitariumOBS: O limite 10.000 clulas /mL. 20. Resultados 2012Meses/2012PedraCorridaClulas/mLAlpercataClulas/mLTumiritingaClulas/mLItutaClulas/mLResplendorClulas/mLGrupoPredominanteOUTUBRO 12/10/2012 28.700 43.000 59.745,18 - -Anabaenaplanctonica/DolichospermunsolitariumOUTUBRO 15/10/2012 212,86 - - 64.566,12 187.672,18Anabaenaplanctonica/DolichospermunsolitariumNOVEMBRO 2012 622,53 13,41 212,86 67.665,29 60.950,41Anabaenaplanctonica/DolichospermunsolitariumDEZEMBRO 2012OUTROS GRUPOS0 0 0 0 0 cianofceas131,98 29,27 26,16 43,06 8,61 FitoflageladosOBS: O limite 10.000 clulas /mL. 21. Resultados 2013Meses/ 2013PedraCorridaClulas/mLAlpercataClulas/mLTumiritingaClulas/mLItutaClulas/mLResplendorClulas/mLGrupoPredominanteJANEIRO0 0 27,37 212,97 0Cianob.Nostocacea303,77 Outros gruposFEVEREIRO 11,09 0 0 0 0 Cianob.297,12 538,80 Outros gruposMARO 0 0 0 0 0 Cianob.170,73Outros gruposABRIL 0 0 0 0 0 Cianob.MAIO 0 0 19,96 0 0 Cianob.OBS: O limite 10.000 clulas /mL. 22. Situao verificada nos Sistemas Parmetro Cor > turbidez. Perda da floculao pH > 9,0 Formao de sobrenadantes nos decantadores e floculadores, Prejuzo coagulao, Entupimento dos filtros, Elevao do pH, retirada de CO2 da gua, Cheiro na gua bruta ... Presena de MIB e Geosmina 23. Anabaena planctonica Possuem filamentos (tricomas) clulas verde-azuladas,ovides ou esfricas com heterocistos intercalares. colarSuas clulas apresentam bolhas responsveis pela flutuao,em grande nmero formam as floraes bloom.Produzem odor de capim, mofo nas guas e BHC. Quandose decompem geram odor sptico.Abundantes em guas ricas em nitrognio e fsforo, guascom altas concentraes de dejetos orgnicos.Interferem nos processos de tratamento de gua decantaoe filtrao. Produzem metablitos secundrios MIB e geosmina. 24. Metabolito secundrio(MIB) 2 metilisoborneol e (GEO) Geosmina - trans-1,10-dimetil-trans-9-decalolSubstncias que conferem sabor e odor na gua (terra e mofo), difcil de remoonos processos convencionais. Perceptvel em baixssimas concentraes 30 a 50ppb (nanogramas) 1/1.000.000.000.6-10ng/L2-20ng/LFonte: Watson et.al (2.000) 25. so compostos orgnicos que no esto directamente envolvidosnos processos de crescimento, desenvolvimento e reproduo dosorganismos.Os metabolitos secundrios so frequentemente restritos a umgrupo reduzido de espcies.Tm um papel importante nasdefesas vegetais contra a herbivoriae outras defesas inter-espcies.Metabolitos secundrios MIB e geosmina. 26. Adequao dos processos de tratamentoReduo significativa dos impactos de sabor e odor eficincia na remoo 27. Adequao dos sistemas , preparo e dosagem de permanganato depotssio e carvo ativado. Substituio da pr-clorao por ps-clorao apsalteraes do pH da gua bruta. Descarga diria nos floculadores e decantadores no incio daoperao dos sistemas. Lavagem filtros a cada 02 horas, evitando arraste de precipitados ecompostos orgnicos para o tanque de contato. Controle analtico do pH na gua bruta e tratada final a cada 30minutos, considerando como limite para gua bruta o valor de9,0 e de 8,0 para gua tratada. Paralisao dos sistemas durante o evento de pH elevado comconsequente perda da floculao. Paralisao do sistema no horrio de pico das floraes, geralmenteentre 10:00 e 14:00 horas.Medidas implementadas 28. O carvo ativado um material de carbono com uma porosidade bastantedesenvolvida, com capacidade de coletar seletivamente gases, lquidos ouimpurezas no interior dos seus poros, apresentando portanto um excelentepoder de clarificao, desodorizao e purificao de lquidos ou gases.O Permanganato de potssio um composto qumico de funo qumicasal, inorgnico. um forte agente oxidante. Tanto como slido como emsoluo aquosa apresenta uma colorao violeta bastante intensa que, naproporo de 1,5g por litro de gua (em mdia), torna-se vermelho forte. 29. Plano de Contingncia com: Medidas antes do evento Durante o evento Ps evento 30. PLANO DE SEGURANA DA GUA - PSAArtigo 13 Portaria 2914 Inciso IV - manter avaliao sistemtica do sistema ou soluo alternativa coletiva de abastecimento de gua,sob a perspectiva dos riscos sade, com base nos seguintes critrios:a) ocupao da bacia contribuinte ao manancial;b) histrico das caractersticas das guas;c) caractersticas fsicas do sistema;d) prticas operacionais; ee) na qualidade da gua distribuda, conforme osprincpios dos Planos de Segurana da gua (PSA)recomendados pela Organizao Mundial de Sade(OMS) ou definidos em diretrizes vigentes no Pas; 31. O mundo como um espelho que devolve a cadapessoa o reflexo de seus prprios pensamentos eseus atosLuiz Fernando Verssimo escritor gacho 32. Obrigado pela Ateno !Josinei Valdir dos SantosBilogo e Tec. Qumico de Produo Ipatingajosinei.santos@copasa.com.brTelefone de contato-(3829-7521)