apresentação discurso direto e indireto

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  • 1. Margarida entrou em casa e viu suame, que estava sentada em umapoltrona, folheando uma revista. Semdizer nada, dirigiu-se cozinha. A mea interpelou: Com quem voc esteve? Com a Rosa e o Edu. Edu? o irmo da Rosa respondeudistraidamente. Voc nunca me falou desse Edu. Eu o conheci h pouco tempo. E o que faz o Edu? Ora, mame, que curiosidade!

2. Discurso Direto 3. No plano formal, um enunciado em discurso direto marcado, geralmente, pela presena de verbos do tipodizer, afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ouexpresses sinnimas, que podem introduzi-lo, arremat-lo ou nele se inserir: "E Alexandre abriu a torneira: - Meu pai, homem de boa famlia, possua fortuna grossa,como no ignoram." (Graciliano Ramos)"Felizmente, ningum tinha morrido - diziam em redor."(Ceclia Meirelles) 4. Quando falta um desses verbos introdutrios,cabe ao contexto e a recursos grficos - tais comoos dois pontos, as aspas, o travesso e amudana de linha - a funo de indicar a fala dopersonagem. o que observamos neste passo: "Ao aviso da criada, a famlia tinha chegado janela.No avistaram o menino:- Joozinho!Nada. Ser que ele voou mesmo?" 5. Discurso Indireto 6. Sorri pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aossenhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho,mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhasvisitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar procurarbem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seustesouros, seguro, imperturbvel. No entusiasmo de minhaconfiana, levei cadeiras para o quarto e convidei-os paraali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo,na louca audcia de um triunfo perfeito, instalei minhaprpria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousavao cadver da vtima.(O corao delator Edgar Allan Poe) 7. Ao contrrio do que observamos nos enunciadosem discurso direto, o narrador incorpora ao seuprprio falar, uma informao do personagem,contentando-se em transmitir ao leitor o seucontedo, sem nenhum respeito formalingstica que teria sido realmente empregada. "Elisirio confessou que estava com sono." 8. "O padre Lopes confessou que no imaginara aexistncia de tantos doudos no mundo e menosainda o inexplicvel de alguns casos." Fora preso pela manh, logo ao erguer-se dacama, e, pelo clculo aproximado do tempo, poisestava sem relgio e mesmo se o tivesse nopoderia consult-la fraca luz da masmorra,imaginava podiam ser onze horas." (Lima Barreto) 9. "Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com arespirao presa. J nem podia mais. Estava desanimado. Que pena!Houve um momento em que esteve quase... quase!Retirou as asas e estraalhou-a. S tinham beleza. Entretanto,qualquer urubu... que raiva... " (Ana Maria Machado)"D. Aurora sacudiu a cabea e afastou o juzo temerrio. Para queestar catando defeitos no prximo? Eram todos irmos. Irmos."(Graciliano Ramos)"O matuto sentiu uma frialdade morturia percorrendo-o ao longo daespinha.Era uma urutu, a terrvel urutu do serto, para a qual a mezinhadomstica nem a dos campos possuam salvao.Perdido... completamente perdido..."( H. de C. Ramos) 10. Do exame dos enunciados em itlico comprova-se que o discurso indireto livre conserva toda aafetividade e a expressividade prprios dodiscurso direto, ao mesmo tempo que mantmas transposies de pronomes, verbos eadvrbios tpicos do discurso indireto. , porconseguinte, um processo de reproduo deenunciados que combina as caractersticas dosdois anteriormente descritos. 11. No plano formal, verifica-se que o emprego dodiscurso indireto livre "pressupe duas condies: aabsoluta liberdade sinttica do escritor (fatorgramatical) e a sua completa adeso vida dopersonagem (fator esttico) " (Nicola Vita In: CulturaNeolatina). "Quincas Borba calou-se de exausto, e sentou-seofegante. Rubio acudiu, levando-lhe gua e pedindoque se deitasse para descansar; mas o enfermo apsalguns minutos, respondeu que no era nada. Perdera ocostume de fazer discursos o que era." 12. Saltou pela traseira mesmo, sem pagar, os demais passageiroso olhavam, espantados, o trocador no teve tempo de protestar.Atirou-se num txi que se deteve ante seus gestos frenticos, foidireto minha casa: Voc tem que me ajudar a sair dessa.Amigo para essas coisas, mas no me dou por bomconselheiro em tais questes. Mal consigo eu prprio sair dasminhas: a emenda em geral pior do que o soneto. Ainda assim,to logo ele me contou o que havia acontecido, ocorreu-me dizerque, se sada houvesse, ele teria que abrir mo de uma comas duas que no poderia ficar. Qual delas preferia?(O golpe do comendador Fernando Sabino) 13. a) Evitando, por um lado, o acmulo de qus,ocorrente no discurso indireto, e, por outro lado, oscortes das oposies dialogadas peculiares aodiscurso direto, o discurso indireto livre permiteuma narrativa mais fluente, de ritmo e tom maisartisticamente elaborados; b) O elo psquico que se estabelece entre o narradore personagem neste molde frsico torna-o o preferidodos escritores memorialistas, em suas pginas demonlogo interior; 14. c) Finalmente, cumpre ressaltar que o discursoindireto livre nem sempre aparece isolado emmeio da narrao. Sua "riqueza expressivaaumenta quando ele se relaciona, dentro domesmo pargrafo, com os discursos direto eindireto puro", pois o emprego conjunto faz quepara o enunciado confluam, "numa soma total, ascaractersticas de trs estilos diferentes entre si". 15. Celso Cunha in Gramtica da Lngua Portuguesa,2 edio, MEC-FENAME. http://www.monica.com.br/comics/12trab/pag14.htm http://oficinaideiaseideais.blogspot.com/2008/09/discur

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