Apostila_Guia de Análise Fundamentalista

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<ul><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 1/26</p><p>Apostila de</p><p>Anlise Fundamentalista</p><p>Contatos Bradesco Corretora</p><p>E-mail: faq@bradescobbi.com.br</p><p>Cliente Varejo: 11 2178-5757</p><p>Cliente Prime: 11 2178-5722</p><p>www.bradescocorretora.com.br</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 2/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>2</p><p>APOSTILA DE ANLISE FUNDAMENTALISTA</p><p>Elaborada pela Equipe de Anlise Fundamentalista da Corretora</p><p>NDICE</p><p>I. Em que consiste a Anlise Fundamentalista........................................... 3</p><p>II. Principais medidas de retorno: Valorizao em Bolsa e Dividendos......... 3III. Estrutura Acionria Bsica das Empresas.................................................. 5</p><p>IV. Noes de Contabilidade......................................................................... 7</p><p>V. Anlise de Balanos................................................................................ 11</p><p>VI. O que se deve levar em conta na projeo de balanos........................ 17VII. A importncia da anlise da gerao de caixa......................................... 18</p><p>VIII.Indicadores Fundamentalistas: LPA, VPA, CFS...................................... 20</p><p>XI. Enterprise Value (EV) e Valor Justo - O Modelo VALUATION................... 21</p><p>X. Mltiplos de Mercado: P/L, P/VPA, P/CFS, EV/EBITDA........................... 24</p><p>Bibliografia Recomendada.............................................................................. 26</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 3/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>3</p><p>I. Em que consiste a Anlise Fundamentalista</p><p>A anlise fundamentalista tem o objetivo de avaliar alternativas deinvestimento a partir do processamento de informaes obtidas junto sempresas, aliadas ao entendimento da conjuntura macroeconmica e dopanorama setorial nos quais a companhia se insere, passando pela anliseretrospectiva de suas demonstraes financeiras e estabelecendo previsespara o seu desempenho.</p><p>Cabe anlise fundamentalista estabelecer o valor justo para umaempresa, respaldando decises de investimentos. A premissa bsica daanlise fundamentalista de que o valor justo para uma empresa se d pela</p><p>definio da sua capacidade de gerar lucros no futuro.</p><p>II. Principais medidas de retorno: Valorizao em Bolsa e Dividendos</p><p>Em se tratando de companhias abertas, a valorizao da ao em Bolsa ,sem dvida, o principal parmetro de avaliao da sua performance comoinvestimento. Entretanto, o acionista tem como atrativo adicional apossibilidade de ser remunerado atravs do recebimento de dividendos.</p><p>Neste caso, possvel criar uma expectativa de recebimento futuro dedividendos e consider-la como um desconto sobre o preo atual da ao. Isto possvel da seguinte maneira: se a empresa sob anlise apresenta umhistrico estvel em sua distribuio de resultados, pode ser estimado odividendo a ser recebido no prximo exerccio, partindo de uma projeo parasuas demonstraes financeiras.</p><p> Frmulas de clculo de Pay-Out e Yield</p><p>Pay-Out: a taxa de distribuio do lucro da empresa para os acionistas naforma de dividendos ou juros sobre o capital prprio. A legislao exige queseja distribudo, no mnimo, 25% do lucro lquido aps as dedues legais.Exemplificando, se uma empresa tem lucro de R$ 1,00/ao e distribuiR$ 0,35/ao como dividendos, seu pay-out seria de 35%.</p><p>Yield: calculado tendo como numerador o dividendo distribudo por ao ecomo denominador o preo atual da ao. Torna-se especialmente relevantese visto para o futuro, sendo neste caso necessrio que tenhamos umaprojeo de lucro e seja estabelecido um pay-out realista. Assim, se umaao custa hoje R$ 100,00 e esperamos receber R$ 10,00 em</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 4/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>4</p><p>dividendos, o yield seria de 10%, podendo ser visto como um rendimentoda ao, independentemente da valorizao em Bolsa.</p><p> Risco da Ao X Risco do Mercado</p><p>Ao investirmos em determinada ao, devemos estar cientes de que aschances de retorno para tal aplicao sero determinadas por dois fatoresbsicos, quais sejam, bom desempenho da companhia em foco, sobretudoo desempenho futuro, e um bom andamento do mercado acionrio noperodo para o qual se espera o retorno. O primeiro fator denominado RiscoNo Sistemtico (ou Diversificvel) e o segundo fator chamamos de RiscoSistemtico. As modernas teorias sobre administrao de carteiras mostrama possibilidade de anular o risco no sistemtico na montagem de carteiras deaes.</p><p> bvio que alteraes nos rumos da economia, interna ou externa, causamoscilaes por vezes bruscas nos mercados de capitais e podem afetar aperformance dos ttulos de determinada empresa, mesmo que seus negciosem nada estejam sendo afetados pelo(s) fato(s) ocorrido(s). Neste caso, asituao especfica dos papis da empresa tende a se ajustar com o tempo,podendo voltar curva anteriormente esperada de valorizao.</p><p>Questes especficas do mercado de capitais tambm interferem nasmovimentaes dos ttulos, como o caso da liquidez em Bolsa. Aes combaixa frequncia de negcios nos preges trazem um risco a mais para oinvestimento, pois no h garantia de que voc vai conseguir negoci-las sem</p><p>dificuldades. Para que um mercado seja eficiente, a boa liquidez dos ttulosnegociados premissa bsica.</p><p>No podemos contar com respostas imediatas. Em essncia, o investimentoem aes apresenta horizonte de retorno de mdio/longo prazo, uma vez que necessrio aguardar a confirmao dos fatos os quais nos baseamos paraavaliar aquela ao como atrativa. Por outro lado, retornos rpidos tambmocorrem com frequncia. No podemos tom-los como certos.</p><p>Quando escolhemos determinada ao para aplicar recursos esperamossempre que apresente nvel de rentabilidade superior a dos ativos de renda</p><p>fixa disponveis no mercado, como ttulos do Governo ou de instituiesprivadas.</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 5/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>5</p><p>III.Estrutura Acionria Bsica das Empresas</p><p>A Ao a menor frao do capital de uma sociedade annima. As aespodem ser ordinrias (com direito a voto nas Assembleias) oupreferenciais (tm preferncia na distribuio dos resultados).Necessariamente devem existir aes ordinrias no capital de uma empresa(pode ser 100% formado por ordinrias). Quanto s aes preferenciais, solimitadas a 50% do capital total para as empresas que abriram o capital desdea publicao da Lei 10.303, de 31/10/2001. Esta Lei alterou ecomplementou a Lei das Sociedades Annimas (Lei 6.404/76), quedeterminava um mximo de dois teros de preferenciais no capital total dassociedades annimas.</p><p>As aes podem ser nominativas ou escriturais, sendo que, de qualquer modo, necessria a identificao dos acionistas, sejam eles de pequeno ou grandeporte, minoritrios ou majoritrios.</p><p>O nmero de aes de uma empresa pode sofrer modificaes por vriasrazes, mas os trs principais eventos que o altera so os seguintes:</p><p> Subscrio de Novas Aes (ou Aumento de Capital)Ocorre quando a empresa emite aes novas e as lana no mercado, buscandocaptar recursos novos para viabilizar um plano de investimentos, amortizaode dvidas ou por outro motivo. Esta emisso faz parte do chamado Mercado</p><p>Primrio de aes.</p><p> Bonificao em AesTambm representa um aumento do capital da empresa e se origina daincorporao de reservas acumuladas ao capital, com a emisso de novasaes, que so oferecidas aos acionistas. No envolve captao de recursos.</p><p> Desdobramento do Nmero de Aes (ou Split)Neste caso, o que ocorre apenas a diviso do nmero de aes da empresa,que se desdobra em determinada proporo. Teoricamente no causaqualquer modificao no capital social da empresa, provocando apenas a</p><p>multiplicao do nmero total de aes.Exemplo: se uma empresa tem 2 milhes de aes em seu capital e resolvedesdobr-las na proporo de 100%, o capital desta empresa passa a contarcom 4 milhes de aes e seu preo em Bolsa se ajusta proporcionalmente.Nada ocorre em termos fundamentalistas, mas esta deciso pode contribuirpara uma melhor negociabilidade dos ttulos em Bolsa, pois no nosso exemploa cotao cairia para a metade, o que poderia propiciar a realizao de maisnegcios com tal ao, tendo em vista a maior facilidade para a formao delotes mnimos de negociao.</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 6/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>6</p><p> O Valor de Mercado</p><p>O valor de mercado de uma empresa representado pela cotao das suasaes em Bolsa, multiplicada pelo nmero total de aes que compe seucapital.</p><p>Para o clculo adequado do valor de mercado, deveriam ser consideradas ascotaes em Bolsa de cada tipo de ao (ordinrias e preferenciais) eponderadas pelas quantidades de cada tipo no capital da empresa.</p><p>Entretanto, na maioria dos casos, no h negcios com os dois tipos em Bolsa,motivo pelo qual frequente utilizar-se como referncia a cotao da aomais lquida (com mais negcios em Bolsa) e efetuar a multiplicao pelonmero total de aes.</p><p>Empresa XYZ S.A.Nmero de Aes milhares. Ordinrias 200.000. Preferenciais 100.000. Total 300.000</p><p>$ 360 milhesCotao em Bolsa $/ao. Ao Ordinria 1,00 OU na hiptese de no haver</p><p>negcios. Ao</p><p>Preferencial 1,20 com as aes ordinrias</p><p>Valor de Mercado $ milhes. Ordinrias 200,0. Preferenciais 120,0. Total 320,0</p><p> Valor Contbil X Valor de Mercado</p><p>O valor patrimonial das empresas no necessariamente prximo do valor demercado. Isto se deve basicamente ao fato de que os dados contbeis soescriturais e podem conter defasagens em relao ao valor considerado justopara a ao, que um entendimento subjetivo e pode variar de investidorpara investidor. Os diferentes julgamentos de valor que fazem, afinal, omercado funcionar, havendo sempre compradores e vendedores eproporcionando liquidez para os ativos.</p><p> importante saber que a contabilidade utiliza como parmetro o conceito devalor econmico, e no financeiro. Isto significa que os valores observados nos</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 7/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>7</p><p>balanos no tm relao direta com o valor efetivo de realizao, o que dado pelo mercado.</p><p>IV.Noes de Contabilidade</p><p>Para avanarmos em nosso propsito de conhecer as bases da AnliseFundamentalista, necessrio que sejam transmitidos alguns conceitosbsicos de contabilidade.</p><p>As empresas de capital aberto no Brasil tm a obrigao de divulgar balanostrimestrais, que so enviados CVM (Comisso de Valores Mobilirios),autarquia vinculada ao Ministrio da Fazenda, a qual compete, dentre outrasfunes, a de fiscalizao das companhias abertas, tendo poderes paraexaminar livros e documentos, exigir esclarecimentos e at republicao debalanos, na hiptese de ser encontrada qualquer anormalidade na</p><p>apresentao dos mesmos.</p><p>Geralmente, as empresas brasileiras tm o exerccio social coincidente com oano calendrio, de modo que os balanos anuais, normalmente os mais ricosem informaes, se encerram em dezembro. As demonstraes financeirasdevem seguir a Lei das Sociedades Annimas (Lei 6.404/76, alterada ecomplementada pela Lei 10.303, de 31/10/2001 e pela Lei11.638/07) e exprimir com clareza a situao patrimonial da empresa e asmutaes ocorridas no exerccio. Devem observar as normas exigidas pelaCVM, serem auditadas por auditores independentes credenciados e assinadaspelos administradores e contadores legalmente habilitados.</p><p>Os principais itens das demonstraes financeiras so o Balano Patrimoniale a Demonstrao dos Resultados do Exerccio.</p><p> Balano Patrimonial</p><p>No Balano Patrimonial so registrados os bens, direitos e obrigaes daempresa num determinado momento, agrupados em contas dispostas emordem decrescente de liquidez. Vejamos o Balano Patrimonial da EmpresaXYZ S.A.</p><p>Empresa XYZ S.A.-- ATIVO 1.800. Ativo Circulante 800</p><p>- Disponibilidades 180- Clientes 300- Estoques 200- Outros 120</p><p>- No Circulante. Realizvel a Longo Prazo 100</p></li><li><p>7/29/2019 Apostila_Guia de Anlise Fundamentalista</p><p> 8/26</p><p>Apostila de Anlise Fundamentalista</p><p>Esse texto foi desenvolvido pela Bradesco S.A. CTVM e no constitui uma recomendao de investimento. Para maisesclarecimentos, sugerimos entrar em contato com o setor de atendimento da Bradesco Corretora.</p><p> expressamente proibida a reproduo de parte ou da totalidade de seu contedo, mediante qualquer forma ou meio,sem prvia e formal autorizao, nos termos da Lei 9.610/98.</p><p>8</p><p>. Permanente 900- Investimentos 200- Imobilizado 600- Intangvel 100</p><p>-- PASSIVO 1.800. Passivo Circulante 600</p><p>- Fornecedores 180- Emprstimos Bancrios 150- Impostos e Outros 270</p><p>- No Circulante. Exigvel a Longo Prazo 200</p><p>- Emprstimos Bancrios 200. Patrimnio Lquido 1.000</p><p>- Capital Social 600- Reservas 400</p><p> A soma de todos os itens do Ativo ser SEMPRE igual soma dos itens doPassivo.</p><p>No Ativo Circulante esto contabilizadas as disponibilidades (caixa, valoresdepositados em bancos, aplicaes financeiras de curto prazo, etc.) e osdireitos realizveis no prazo de um ano (contas a receber de clientes,estoques, etc.).</p><p>Como No Circulante, podemos destacar dois grupos: o Realizvel a LongoPrazo e o Ativo Permanente. O Realizvel a Longo Pr...</p></li></ul>

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