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Negócios .

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  • 1. QUADRO SINTICO DA COMPRA E VENDA 1. CONCEITO; 2. OBJETO 3. CLASSIFICAO; 4. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS; 5. OBRIGAES DO VENDEDOR E COMPRADOR. 6. LIMITAES COMPRA E VENDA DECORRENTES DA FALTA DE LEGITIMAO DE UMA DAS PARTES 7. REGRAS ESPECIAIS SOBRE ALGUMAS MODALIDADES DE VENDA 8. PROTEO JURDICA DA EVICO 9. GARANTIA JURDICA PELOS VCIOS REDIBITRIOS 10. CONSEQNCIAS PRINCIPAIS E SUBSIDIRIAS DERIVADAS DA COMPRA E VENDA DAS CLUSULAS ESPECIAIS DA COMPRA E VENDA PACTOS ADJETOS 1. DA RETROVENDA; 2. DA VENDA A CONTENTO; 3. DA PREEMPO OU PREFERNCIA; 4. DA VENDA COM RESERVA DE DOMNIO; 5. DA VENDA SOBRE DOCUMENTOS PACTOS ADJETOS PREVISTOS NO CDIGO CIVIL, DE 1916: 6. DO PACTO DE MELHOR COMPRADOR, 7. DO PACTO COMISSRIO.

2. DA COMPRA E VENDA 1. CONCEITO CC, art. 481 Art. 481 Pelo contrato de compra e venda, um dos contraentes se obriga a transferir o domnio de certa coisa, e outro, a pagar- lhe certo preo em dinheiro. Em singela sntese, pode ser definida a compra e venda como a troca de uma coisa por dinheiro, distinguindo-se desta forma, da troca (permuta ou escambo), ou seja, a troca de alguma coisa por outra. P.ex. : a troca de um livro por uma caneta. Segundo Caio Mrio da Silva Pereira, compra e venda o contrato em que uma pessoa (vendedor) se obriga a transferir a outra (comprador) o domnio de uma coisa corprea ou incorprea, mediante o pagamento de certo preo em dinheiro. A compra e venda, bem como a locao e a doao, inserem-se no grupo dos contratos que objetivam a transferncia de um bem de um contratante a outro. O contrato de compra e venda gera aos contraentes to somente um direito pessoal, gerando para o vendedor apenas uma obrigao de transferir o domnio; conseqentemente produz efeitos meramente obrigacionais, no conferindo poderes de proprietrio quele que no obteve a entrega do bem adquirido. No opera, portanto, com a simples transferncia do domnio a aquisio da propriedade, que s se perfaz pela tradio, se a coisa for mvel ou pela transcrio do ttulo aquisitivo no registro competente, se o bem for imvel. um contrato que no serve como titulus adquirendi. H exceo ao efeito obrigacional do contrato de compra e venda, podendo haver transferncia do domnio e da propriedade pelo contrato. o caso da compra dos ttulos de da dvida pblica da Unio, 3. Estados e Municpios; o artigo 1361, do CC/02, dispe que alienao fiduciria transfere a propriedade independente da tradio. As dvidas do contrato de compra e venda devem ser interpretadas contra o vendedor, neste tipo de contrato o vendedor tratado pela lei com desconfiana. 2. OBJETO CC, ART. 483 A definio de compra e venda deixa bem claro que este contrato pode ter por objeto bem de natureza: corpreos tangveis que podem ser comercializados (mveis, imveis e semoventes); e incorpreos direitos autorais, direito de inveno, crdito, direito de propriedade literria, cientfica e artstica. 3. CLASSIFICAO Na sua caracterizao jurdica, afirmam os civilistas que esse contrato : Bilateral ou Sinalagmtico: Cria obrigaes para ambos os contratantes (o vendedor e o comprador), que sero ao mesmo tempo credor e devedor. A bilateralidade est no fato de estabelecer para o vendedor a obrigao de transferir a propriedade da coisa alienada e de impor ao comprador o dever de pagar o preo avenado. Direito: receber o pagamento Direito: receber a coisa VENDEDOR COMPRADOR Dever: entregar a coisa Dever: pagar o preo 4. No fosse essa reciprocidade de obrigaes, ter-se-ia um contrato de doao pura e simples. muito importante essa caracterstica, pois a execuo da prestao por um dos contratantes ser causa do cumprimento da do outro, e, havendo inadimplemento de qualquer uma das obrigaes, romper-se- o equilbrio contratual Oneroso: Ambas as partes dele extraem proveito e vantagens patrimoniais, pois, de um lado, o sacrifcio da perda da coisa corresponder ao proveito do recebimento do preo avenado, e de outro, o sacrifcio do pagamento do preo ajustado corresponder ao proveito do recebimento da coisa. H, pois, uma equivalncia entre nus e vantagens. Comutativo ou Aleatrio: contrato geralmente comutativo porque, no momento de sua concluso, as partes conhecem o contedo de sua prestao. O objeto conhecido e perfeitamente caracterizado no momento da formao do contrato (CC, art. 483, 1 parte). A coisa deve ser existente no momento de sua formao sob pena de nulidade. Contrato com objeto coisa futura (CC, art. 483, 2 parte). P. ex. frutos de uma colheita futura. Admite-se a compra e venda aleatria (Artigos 458 e 459) de coisas ou fatos futuros, quando uma das partes pode no conhecer de incio o contedo de sua prestao, o que no suprime os fundamentos bsicos do negcio. Entra aqui o fator risco, sorte, lea. um contrato em que a prestao de uma ou ambas as partes depende de um risco futuro e incerto. O contrato aleatrio tem duas modalidades: 5. EMPTIO SPEI (Contrato da Esperana) modalidade de contrato aleatrio em que um dos contratantes, na alienao de coisa futura, toma a si o risco relativo existncia da coisa, ajustando um preo, que ser devido integralmente, mesmo que nada se produza, sem que haja culpa do alienante (CC, art. 458). Neste caso a lea refere-se a existncia da coisa em si. P.ex.: Compra da rede do pescador ao lan-la ao mar. EMPTIO REI SPERATAE uma espcie de contrato aleatrio em que o adquirente, na alienao de coisa futura, assume o risco quanto maior ou menor quantidade da coisa, sendo devido o preo ao alienante, desde que este no tenha culpa, mesmo que o objeto venha a existir em quantidade mnima irrisria. A lea diz respeito a quantidade da coisa. Neste tipo de contrato pode ser inserida clusula sobre a possibilidade do pagamento do preo quando a quantia obtida for muito pequena. Se nada existir, nula ser a venda, e o alienante dever restituir o preo (CC, art. 459). P. ex: Colheita em que no se garante a quantidade de frutos. Consensual ou Solene Comumente consensual, formando-se pelo mtuo consenso dos contraentes. Em certos casos, solene, quando alm do consentimento a lei exigir outros requisitos, como no caso da compra e venda de imveis. 4. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS ESPECFICOS- CC, art. 482 A doutrina, indica trs elementos constitutivos essenciais sua existncia: a coisa, o preo e o consentimento. Os elementos acima mencionados so comuns a todos os contratos de compra e venda. Todavia, h casos em que se pode acrescentar um quarto elemento a forma, que o elemento essencial para queles contratos de compra e venda de bens imveis, em que h a necessidade da escritura pblica, e, posteriormente, para efetivao do domnio do bem h necessidade da transcrio. Para Maria Helena Diniz, a forma escrita dos 6. contratos uma formalidade, isto porque na venda de bem imvel acima de 30 salrios mnimos necessrio escritura pblica, assim formal. Porm, na venda de imvel abaixo de 30 salrios mnimos no e necessria a escritura pblica, sendo assim informal, mas para M. H. Diniz, por precisar de forma escrita para registr-lo formal. Cita-se, tambm, a venda e compra de bens mveis, que via de regra, so revestidos da informalidade, porm, nos casos de venda de bens mveis, como as licenas ou contratos para explorar a distribuio e venda de jornais que precisam de escritura pblica. Portanto, revestem-se de formalismo. Coisa : CC, art. 483 A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura, o contrato de compra e venda nem sempre incide sobre coisa j conhecida e perfeitamente caracterizada no momento de sua formao (CC, art. 483, 2 parte). Neste caso, ficar sem efeito o contrato, se a coisa no vier a existir, salvo se a inteno das partes era de concluir contrato aleatrio. Objeto deve ser lcito, possvel, disponvel, pois sua inalienabilidade no permitiria seu ingresso no comrcio, determinado ou determinvel, sob pena de nulidade absoluta da compra e venda. Pode ainda, ser atual ou futura. A coisa atual quando tem existncia, e, futura quando tem existncia potencial, no momento da realizao do contrato, sua total impossibilidade de existncia acarreta nulidade do contrato. Ser individuada, ou seja, determinada, ou pelo menos determinvel, suscetvel de individuao no momento de sua execuo, uma vez que poder ser indicada pelo gnero e quantidade. Ser disponvel ou estar in commercio, uma vez que sua inalienabilidade natural, legal ou convencional impossibilitaria a sua transmisso ao comprador. 7. Ter possibilidade de ser transferida ao comprador, no poder pertencer ao prprio comprador, nem o vendedor poder alienar coisa se for de propriedade de terceiro, pois ningum poder transferir a outrem direito de que no seja titular. Venda de coisa alheia: existe grande controvrsia quanto possibilidade de venda de coisa alheia : - Clvis Bevilqua entende ser nulo o contrato de venda de coisa alheia. - Espnola admite sua validade. - Carvalho Santos ocupa posio intermediria: a venda de coisa alheia nula, mas se tornar vlida quando o vendedor se obrigar a entregar a coisa vendida, depois de adquiri-la do verdadeiro proprietrio. - A melhor doutrina, a que sustenta a admissibilidade doa to, cuja eficcia depender, naturalmente, de sua posterior revalidao pela supervenincia do domnio. Preo: o elemento vital, o trao mais caracterstico da compra e venda. a remunerao devida na compra e venda, o elemento natural deste negcio jurdico, o que identifica o contrato de compra e venda, um elemento essencial da compra e venda. O preo dever constituir-se da pecuniariedade, por constituir uma soma em dinheiro que o comprador paga ao vendedor em troca de coisa adquirida. Porm, nada obsta que seja pago por coisas representativas de dinheiro ou a ele redutveis, como cheque, letra de cmbio, nota promissria, ttulos da dvida pblica. Porm, no pode ser convencionado o preo mediante prestao de servios, haveria, neste caso, contrato inominado e no venda. O preo precisa ser: determinado deste logo conhecido e fixado por ambas as partes contratantes no momento da celebrao do 8. contrato, em ateno lei da oferta e da procura, de ac