apostila uff

Download Apostila UFF

Post on 06-Jan-2016

254 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

No fim do século XIX, com o surgimento da mecanização das indústrias, surgiu a necessidade dos primeiros reparos. Até 1914 a manutenção tinha importância secundária e as indústrias praticamente não possuíam equipe para execução deste tipo de serviço, fazendo os reparos com o mesmo efetivo de produção. Com o advento da 1ª Guerra Mundial, as fábricas passaram a ter que manter uma produção mínima e, em conseqüência, sentiram necessidade de criar equipes que pudessem corrigir as falhas das máquinas operatrizes no menor tempo possível

TRANSCRIPT

  • MBA Gesto Estratgica da Produo e Manuteno

    PLANEJAMENTO E

    CONTROLE

    DA

    MANUTENO

    Marcelo Arese, M.Sc.

  • Planejamento e Controle da Manuteno Marcelo Arese 2

    SUMRIO CAPTULO 1 INTRODUO, pg. 4

    1.1 HISTRICO DA MANUTENO, pg. 4 1.2 OS MTODOS DE MANUTENO, pg. 4 1.3 AS FUNES DE APOIO DA MANUTENO, pg. 7 1.4 OS SISTEMAS DE INFORMAO NA MANUTENO, pg. 10 1.5 A INFORMATIZAO DA GESTO DA MANUTENO NO BRASIL, pg. 13 1.6 SISTEMAS ERP, pg. 15 1.7 INTEGRAO DE SISTEMAS NA EMPRESA, pg. 16 1.8 O CONCEITO DE BANCO DE DADOS RELACIONAL, pg. 16

    CAPTULO 2 - O PROCESSO DE IMPLEMENTAO DO SIM, pg. 19

    2.1 O PLANEJAMENTO DA IMPLEMENTAO, pg. 19 2.2 O DESENHO / REDESENHO DO PROCESSO, pg. 20 2.3 O CADASTRO BSICO, pg. 22 2.4 TREINAMENTO, pg. 28 2.5 PRODUO ASSISTIDA, pg. 28

    CAPTULO 3 - O PROCESSO DE PLANEJAMENTO, pg.29

    3.1 CLASSIFICAO DE EQUIPAMENTOS, pg. 29 3.2 CARACTERIZAO DAS FALHAS, pg. 31 3.3 DEFINIO DAS ESTRATGIAS DE MANUTENO, pg. 32 3.4 DETALHAMENTO DAS AES E PADRONIZAO, pg. 33 3.5 DEFINIO DOS RECURSOS, pg. 36 3.6 A MANUTENO SISTEMTICA NO SIM, pg. 37 3.7 A MANUTENO PREDITIVA NO SIM, pg. 40

    CAPTULO 4 - O PROCESSO DE PROGRAMAO, pg. 41

    4.1 ORGANIZAO, pg. 41 4.2 PRIORIZAO, pg. 41

    CAPTULO 5 - O PROCESSO DE EXECUO, pg. 46 CAPTULO 6 - UMA ROTINA DE PLANEJAMENTO E CONTROLE DE MANUTENO NO SIM, pg. 47

    6.1 A SOLICITAO DE SERVIO, pg. 48 6.2 A APROVAO E O PLANEJAMENTO DO SERVIO, pg. 49 6.3 A ELABORAO DA PROGRAMAO SEMANAL, pg. 50 6.4 A EXECUO, pg. 51 6.5 O RETORNO DAS INFORMAES, pg. 52 6.6 O FECHAMENTO DA OS, pg. 54

    CAPTULO 7 - RELATRIOS GERENCIAIS DE MANUTENO, pg. 55

    7.1 RELATRIO 1 - RELATRIO MENSAL DE PCM, pg. 55 7.2 RELATRIO 2 (O RELATRIO MENSAL DE ANLISE CRTICA), pg. 63

  • Planejamento e Controle da Manuteno Marcelo Arese 3

    CAPTULO 8 - O SISTEMA DE TRATAMENTO DE ANOMALIAS E FALHAS, pg. 68

    8.1 INTRODUO, pg. 68 8.2 ESTUDO DE CASO: ORIENTAES PARA CONDUO DO TRATAMENTO DE ANOMALIAS EM EQUIPAMENTOS EM UMA EMPRESA DE PROCESSO, pg. 71

    CAPTULO 9 - O FATOR HUMANO NA IMPLEMENTAO DO SIM, pg. 78

    9.1 RESUMO, pg. 78 9.2 OS RECURSOS DE PLANEJAMENTO, pg. 78 9.3 STARTANDO A IMPLANTAO, pg. 79 9.4 INCIO DA OPERACIONALIZAO - DESENVOLVENDO A MOTIVAO DO USURIO, pg. 79 9.5 AS REUNIES DE IMPLANTAO, pg. 81 9.6 BARREIRAS HUMANAS (AS ATITUDES NEGATIVAS), pg. 83 9.7 O SISTEMA DE EDUCAO E TREINAMENTO, pg. 84 9.8 DIVULGAO, pg. 87 9.9 CONCLUSO, pg. 87

    CAPTULO 10 - PORQUE ALGUMAS IMPLEMENTAES DE C.M.M.S. NO DO BONS RESULTADOS? pg. 88

    10.1FALTA DE PLANEJAMENTO DA IMPLANTAO, pg. 88 10.2FALTA DE RECURSOS, pg. 88 10.3 FALTA DE COMUNICAO, pg. 88 10.4 FALTA DE CONHECIMENTO, pg. 88 10.5 FALTA DE TREINAMENTO, pg. 89 10.6 EXPECTATIVAS, pg. 89 10.7 RESISTNCIA VERSUS COLABORAO, pg. 89 10.8 NO TRATAMENTO DAS INFORMAES, pg. 89 10.9 INFORMAES POBRES, pg. 89 10.10 IMPLEMENTAES POBRES OU INCOMPLETAS, pg. 90 10.11 CONCLUSO, pg. 90

    REFERNCIAS, pg. 91 OBRAS CONSULTADAS, pg. 92 APNDICE A RELATRIO DE ANOMALIAS E FALHAS, pg. 94 APNDICE B FLUXOGRAMA DE CIRCULAO DO RELATRIO DE ANOMALIAS E FALHAS, pg. 95 APNDICE C FLUXOGRAMA DE COMUNICAO DE ANOMALIAS E FALHAS, pg. 96 APNDICE D ORDEM DE SERVIO, pg. 97 APNDICE E RELATRIO DE EXECUO DE SERVIO, pg. 98 APNDICE F QUESTIONRIO DE AVALIAO, pg. 99 APNDICE G MODELO DE JORNAL INTERNO, pg. 100

  • CAPTULO 1 - INTRODUO 1.1 HISTRICO DA MANUTENO

    No fim do sculo XIX, com o surgimento da mecanizao das indstrias, surgiu a necessidade dos primeiros reparos. At 1914 a manuteno tinha importncia secundria e as indstrias praticamente no possuam equipe para execuo deste tipo de servio, fazendo os reparos com o mesmo efetivo de produo. Com o advento da 1 Guerra Mundial, as fbricas passaram a ter que manter uma produo mnima e, em conseqncia, sentiram necessidade de criar equipes que pudessem corrigir as falhas das mquinas operatrizes no menor tempo possvel. Assim, surgiu um rgo subordinado produo, cujo objetivo bsico era de execuo de manuteno, hoje conhecida como manuteno corretiva.

    Esta situao se manteve at a dcada de 30, quando em funo da 2 Guerra

    Mundial (pela necessidade de aumento de rapidez de produo) a alta administrao industrial se preocupou, no s em corrigir falhas, como, tambm, evitar seu aparecimento. Isso levou os tcnicos de manuteno a desenvolverem processos de preveno de falhas, que, juntamente com a correo, completavam o quadro geral de manuteno, formando uma estrutura de manuteno to importante quanto de produo.

    De 1940 a 1966, o desenvolvimento da aviao comercial acarretou a

    expanso dos critrios de manuteno preventiva, uma vez que no era admissvel executar corretivas na maioria dos equipamentos de uma aeronave em funcionamento. Surgiu ento dentro da Gerncia de Manuteno, um rgo especializado em nvel departamental, chamado ENGENHARIA DE MANUTENO, que passou a desenvolver estudos e controles visando aumentar a confiabilidade de funcionamento dos equipamentos, atravs de execuo de Manuteno Preventiva, segundo mtodos tcnico-cientficos. As equipes de execuo da manuteno tambm tiveram que ser desenvolvidas atravs da especializao de mo-de-obra e treinamento programado.

    A partir de 1966, at a poca atual, com a expanso da indstria e difuso dos

    computadores, a engenharia de manuteno passou a desenvolver processos mais sofisticados de controle e anlise, utilizando frmulas matemticas mais complexas visando predeterminar os perodos mais econmicos de execuo de manuteno preventiva. Estes critrios, conhecidos como controle preditivo de manuteno, ainda esto em desenvolvimento e so aplicados, conjunta ou separadamente, atravs de anlise de sintomas e processos estticos. 1.2 OS MTODOS DE MANUTENO

    Os mtodos de manuteno tambm so conhecidos por estratgias de manuteno. Branco Filho (1996), classifica os mtodos de manuteno em manuteno corretiva, manuteno preventiva, manuteno preditiva e manuteno de melhoria. Para Xenos (1998) alm desses mtodos se inclu a preveno de manuteno, que consiste de atividades que so conduzidas juntamente com o fabricante, desde a fase de projeto do equipamento, visando a reduzir o volume de

  • Planejamento e Controle da Manuteno Marcelo Arese 5

    servios de manuteno durante sua operao. J Pinto & Xavier (1999) separa a manuteno corretiva em planejada e no planejada, e inclui manuteno detectiva e engenharia de manuteno. A seguir so apresentados e definidos os mtodos de manuteno: a) Manuteno Corretiva

    Todo o trabalho de manuteno realizado em mquinas que estejam em falha, para sanar esta falha. A manuteno corretiva pode ser planejada ou no planejada. Se manuteno corretiva deve ser feita imediatamente, porque graves conseqncias podero advir, poder ser chamada de manuteno corretiva de emergncia (BRANCO FILHO, 1996).

    Na manuteno corretiva, deve-se efetuar as seguintes tarefas:

    Uma anlise das causas de falha; O restabelecimento da funo normal do equipamento (retirado do estado de

    falha / reparo); Um melhoramento eventual (correo), visando evitar a reincidncia da pane,

    ou minimizar seus efeitos sobre o sistema; A colocao em memria da interveno (histrico do servio executado),

    permitindo uma explorao pormenorizada mais tarde.

    b) Manuteno Preventiva

    todo o servio de manuteno realizado em mquinas que no estejam em falha, estando com isso em condies operacionais, ou em estado de defeito. Existe dentro deste tipo de manuteno, desta atividade, a manuteno sistemtica que prestada a intervalos regulares (quilmetros, horas de funcionamento, ciclos de operao, etc.), a inspeo, a preditiva, as atividades de lubrificao, etc. (BRANCO FILHO, 1996).

    c) Manuteno Preditiva

    A manuteno preditiva um mtodo de manuteno de equipamentos baseado em detectar, por monitorao e medio de parmetros, as condies de um item at que sejam atingidos limites de deteriorao pr-determinados. Assim, deve-se fazer as curvas de tendncia combinando os dados obtidos e executar uma manuteno pr-ativa. A manuteno preditiva auxilia no diagnstico dos problemas prematuramente, contribuindo para evitar falhas inesperadas. Atravs da manuteno perceptiva possvel trocar os componentes no momento adequado, antes que a falha ocorra, o que resulta na otimizao do custo de manuteno. Desta forma, pode-se utilizar os componentes quase por toda a sua vida til, sem ocorrer falhas e conseqentes perdas de produo.

    A Manuteno Preditiva deve abranger as seguintes aes: Definio do parmetro que ser controlado e que possa dar uma indicao clara do estado de deteriorao do equipamento (pontos de medio).

  • Planejamento e Controle da Manuteno Marcelo Arese 6

    Determinao das periodicidades entre os controles. Escolha do mtodo e ferramental a ser utilizado. Definio de um critrio de julgamento. Controle da tendncia do parmetro (Figura 1.1)

    Figura 1.1 Grfico de tendncia na manuteno preditiva Fonte: O prprio autor

    Branco Filho (1996) define manuteno preditiva como

    tarefas de manuteno preventiva que visam acompanhar a mquina ou as peas, por monitoramento, por medies ou por controle estatstico para tentar prever ou predizer proximidade da ocorrncia de uma falha. uma tarefa enquadrada como Manuteno Preventiva, pois dever ser feita com ela ainda em funcionamento ou em condies de funcionar para executar a tarefa para qual se destina.

    d) Manuteno de Melhoria

    Alterao efetuada em um item, da qual se espera/obtm um aperfeioamento de sua funo (BRANCO