Apostila Teórica de Libras 2012

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<ul><li><p>Programa de Acessibilidade/ LI BRAS </p><p>Escola Especial de Educao Bsica da DERDIC/PUCSP </p><p>Instituto Educacional So Paulo IESP 2012 </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>1</p><p> Pontifcia Universidade Catlica 2012 </p><p>Gro-Chanceler Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de So Paulo </p><p>Reitor Dirceu de Mello </p><p>Vice-Reitor Antonio Vico Maas </p><p> Diviso de Reabilitao dos Distrbios da Comunicao/PUCSP Gesto 2012 </p><p>Superintendente Alfredo Tabith Junior </p><p>Coordenadora Administrativa Maria Ceclia da Silva Santos </p><p>Coordenadora de Clnica Lourdes Maria de Andrade Pereira </p><p>Diretor de Ensino Jarbas Batista de Oliveira </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>2</p><p>Material produzido pelo Programa de Acessibilidade da </p><p>Escola Especial de Educao Bsica da DERDIC/PUCSP </p><p>Instituto Educacional So Paulo IESP </p><p>Coordenadora Maria Ins da Silva Vieira </p><p>Superviso e orientao na prtica da LIBRAS Ricardo Nakasato </p><p>Desenhos, Filmes e Edio Daniel Choi e Cristiano Koyama </p><p>Professores Cr ist iano Koyama, Daniel Choi, J uscelino Buar que Onof r e, Priscilla Gaspar , Rober t o Leonar di, Sandr o dos Sant os Per eir a, Wagner Rober t o Ser af im, Gustavo Fontes, Fbio de S e Silva. </p><p>Secretaria Escolar / Programa de Acessibilidade Maria Neide Furlan Fabio Wenzel </p><p>Est e mat er ial f oi pr oduzido com </p><p>f ins didt icos, sendo pr oibida a </p><p>sua r epr oduo par cial ou </p><p>completa. </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>3</p><p>Quando eu aceito a lngua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.... </p><p>Quando eu rejeito a lngua, eu rejeito a pessoa porque a lngua parte de ns mesmos... </p><p>Quando eu aceito a Lngua de Sinais, eu aceito o surdo, e </p><p>importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser </p><p>surdo. </p><p>Ns no devemos mud-los..., temos que permitir-lhes ser surdo. </p><p>Terje Basilier (Psiquiatra surdo noruegus) </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>4</p><p>SUMRIO Introduo ................................................................................................ 6 Histrico da Instituio ........................................................................... 9 Captulo I - O que surdez ..................................................................... 18 Grau de intensidade das perdas auditivas ................................................ 19 Causas da surdez ..................................................................................... 20 Concepes de surdez e de sujeito surdo ................................................ 22 </p><p>Captulo II A educao do surdo atravs do tempo ......................... 25 Retrospectiva Histrica da Educao do Surdo no Mundo....................... 26 Primeiro Perodo At 1760 .................................................................... 29 Segundo Perodo: 1760 at 1880 ............................................................ 40 Terceiro Perodo depois de 1880 .......................................................... 56 Educao de Surdos no Brasil ................................................................. 59 Outros acontecimentos marcantes ........................................................... 62 </p><p>Captulo III - Abordagens usadas para o desenvolvimento de linguagem em crianas surdas ...................................................................................... 64 1 - Abordagens Orais: .............................................................................. 64 </p><p> Unissensorial .............................................................................. 64 Multissensorial ............................................................................ 67 </p><p>2 Comunicao Total ............................................................................. 69 3 Bilingismo .......................................................................................... 74 </p><p>Captulo IV A Lngua de Sinais na Educao de Surdos ................. 80 Educao Bilnge para surdos ................................................................ 80 Aspectos lingsticos da Lngua Brasileira de Sinais: .............................. 82 Formao de sinais .................................................................................. 84 Criao de sinais ..................................................................................... 86 Flexes na Lngua Brasileira de Sinais .................................................... 87 Categorias gramaticais ............................................................................ 89 Verbos ...................................................................................................... 89 </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>5</p><p>Adjetivos .................................................................................................. 89 Pronomes ................................................................................................ 89 Classificadores ........................................................................................ 90 Ordem dos sinais nas estruturas frasais .................................................. 90 Narrativas na Lngua Brasileira de Sinais ............................................... 91 </p><p>Captulo V - Cultura surda ................................................................... 93 Literatura Surda ....................................................................................... 99 </p><p>Captulo VI Documentos legais sobre os direitos dos surdas........ 104 </p><p>Referncia Bibliogrfica ........................................................................ 113 </p><p>Introduo </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>6</p><p>Entrar para o mundo do surdo, da surdez e por conseqncia na Lngua de Sinais, traz consigo algumas responsabilidades. Em meus quase trinta anos na rea da surdez tive a oportunidade e o privilgio de aprender muito a respeito, principalmente com o prprio surdo e com pessoas importantes que fizeram parte da minha histria. </p><p>Entender que o surdo, pelo fato de ter acesso ao mundo por meio da viso e no por meio da audio, pertence a uma comunidade minoritria, com direito lngua visual espacial e cultura prprias, nos impulsiona a lutar pela garantia deste direito. Compreender que a Lngua Brasileira de Sinais a primeira lngua das comunidades surdas ou, segundo Strobel (2008), do povo surdo brasileiro, implica assumir que sua comunicao, acesso ao mundo da informao, do conhecimento e dos servios disponveis na sociedade majoritria, dever ocorrer por meio dela e que a Lngua Portuguesa em sua modalidade escrita deve ser encarada como sua segunda lngua. </p><p>Questes como as citadas, acrescidas da vontade de compartilhar os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, motivaram a elaborao deste material didtico que rene artigos que possibilitam uma viso geral que considero importante para os alunos de LIBRAS. </p><p>O leitor ter a possibilidade de, primeiramente, conhecer um pouco da histria do IESP/DERDIC/PUCSP e no captulo I o aspecto orgnico da surdez, as concepes de surdez e de sujeito surdo. </p><p>No captulo II, o leitor far uma viagem pela histria da educao de surdos no mundo atravs do tempo, bem como no Brasil, tomando conhecimento de alguns acontecimentos importantes para a histria da comunidade surda. Nessa viagem, o leitor ter oportunidade de entrar em contato com as concepes que direcionaram as escolhas de abordagens usadas na educao do surdo e o quanto algumas comprometeram a possibilidade do pleno desenvolvimento da potencialidade mxima do surdo. </p><p>A histria, entre outras razes, nos mostra os erros e acertos da humanidade e nos d a oportunidade de aprender com experincias anteriores </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>7</p><p>para que possamos atuar de forma a modificar o presente para vislumbrar um futuro melhor. </p><p>As abordagens usadas para o desenvolvimento de linguagem de crianas surdas so o tema do captulo III. </p><p> O captulo IV oportunizar ao leitor conhecimentos a respeito dos aspectos lingsticos da Lngua de Sinais Brasileira, formao e criao dos sinais, flexes, a marcao do tempo, as categorias gramaticais, a estrutura frasal e as narrativas em LIBRAS. </p><p>Alguns autores no Brasil ainda desconsideram o fato das comunidades surdas compartilharem de uma cultura prpria, advinda do fato de terem acesso ao mundo por meio da viso e no por meio da audio. O surdo pertence cultura brasileira, cultura regional determinada pela regio onde vive e cultura surda que determinar especificidades relacionadas forma de estar no mundo. Tanto este captulo V como o anterior, fazem parte de material publicado pela Secretaria Municipal e Diretoria de Orientaes Tcnicas em Educao Especial de So Paulo, cuja autoria de profissionais surdos e ouvintes da DERDIC/PUCSP. Finalizando a parte terica, temos o captulo VI que traz documentos legais sobre os direitos dos surdos e que podem contribuir para esclarecer e orientar os surdos e pais de crianas surdas em seus direitos. </p><p>A parte prtica compe o anexo 1 do qual fazem parte os desenhos de sinais da Lngua de Sinais Brasileira, de autoria Daniel Choi, sob orientao do Professor Ricardo Nakasato, que coordena a parte prtica dos treinamentos de LIBRAS na DERDIC/PUCSP. Alm disso o DVD completa o material. </p><p>Espero que o material atinja seu principal objetivo que compartilhar com a sociedade conhecimentos especficos da rea da surdez e do sujeito surdo, no </p><p>s do ponto de vista do ouvinte mas do prprio surdo, por meio da participao dos professores surdos do IESP/DERDIC/PUCSP, que so peas chaves no </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>8</p><p>trabalho desenvolvido na instituio e na elaborao deste material. Neste sentido esperamos abrir as portas do leitor para o mundo do surdo, da Lngua de Sinais e assim, colaborar para sua acessibilidade. </p><p>Maria Ins da Silva Vieira </p><p>Coordenadora do Programa de Acessibilidade </p><p>DERDIC/PUCSP </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>9</p><p>Histrico da Instituio: Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao </p><p>da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo </p><p>Misso Educar surdos, prestar atendimento e tratamento a pessoas com </p><p>alteraes de audio, voz e linguagem, formar profissionais e realizar pesquisas para que todos os envolvidos nas atividades institucionais possam assumir o papel de agentes transformadores no processo de participao na sociedade. </p><p>Valores Institucionais </p><p>Respeito e valorizao singularidade e diversidade Coragem Ao Educativa Notoriedade profissional Bem estar Transparncia Compromisso Fidelidade misso Coerncia </p><p>Histrico </p><p>Em 1954, pais e amigos de algumas crianas com deficincia auditiva, preocupados com o seu desenvolvimento educacional, fundam o Instituto Educacional So Paulo (IESP). Em 8 anos de existncia, a escola, que inicialmente educava 5 alunos, registra quase 150 alunos matriculados. No ano de 1962, torna-se a primeira escola de surdos brasileira a oferecer o curso ginasial. </p></li><li><p>ESCOLA ESPECIAL DE EDUCAO BSICA DA DERDIC INSTITUTO EDUCACIONAL SO PAULO IESP </p><p>DERDIC Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao da PUCSP Educao de Surdos e Clnica de Audio, Voz e Linguagem </p><p>Tel/Fax: (11) 5908-7981 E-mail: librasderdic@pucsp.br Site: www.derdic.org.br </p><p>10</p><p>O IESP mantm-se como uma organizao independente at 1969, quando doado Fundao So Paulo e incorporado Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo. </p><p>A PUC-SP, por meio de seus profissionais e de seus centros de formao e pesquisa, promove a ampliao do atendimento utilizando parte das dependncias do IESP para oferecer tratamento clnico a pessoas com alteraes de audio, voz e linguagem. A organizao passa, ento, a se chamar CERDIC, Centro de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao. </p><p>Nos primrdios do CERDIC, o Professor Dr. Mauro Spinelli, diretor geral da instituio, convida profissionais de renomada competncia nas reas de medicina, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e lingstica para compor a sua equipe. O trabalho realizado caracteriza-se como um atendimento multidisciplinar, algo bastante inovador para a poca. </p><p>Entre os anos de 1969 e 1972, o CERDIC inicia a realizao de pesquisas sobre as alteraes de audio, voz e linguagem, campo em que foi pioneiro no Brasil. Um dos principais frutos desse trabalho foi a construo da primeira avaliao formal da linguagem com o objetivo de entender os seus distrbios. Este roteiro de avaliao foi utilizado durante muitos anos por fonoaudilogos de todo o pas. </p><p>Em 1972, j com o nome de Derdic - Diviso de Educao e Reabilitao dos Distrbios da Comunicao, a organizao assume...</p></li></ul>