apostila técnica vocal

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Técnicas Vocais para cantores iniciantes

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  • Tcnica Vocal

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    Prof. Elison Morais Prof. Elison Morais

    Introduo

    O ponto principal para quem canta ou quem fala a comunicao. A mensagem a ser transmitida deve ser recebida e entendida pelo ouvinte. Para tanto, preciso se conhecer mais a respeito do aparelho responsvel pela comunicao: o corpo.

    Quem canta tambm precisa comunicar-se de forma falada durante as apresentaes, e por isso, o cantor no deve ignorar os cuidados com a voz falada.

    importante saber que todos tm a capacidade de comunicao, desde que queiram dedicar-se e tentar sempre o aprimoramento de seus conhecimentos. Todos esto sujeitos falha e imperfeio, porm cabe a cada um procurar desenvolver seu dom, conhecer suas limitaes e capacidades.

    Para se comunicar no basta apenas falar, ou simplesmente cantar. Comunicar-se colocar sentimento na mensagem, no apenas com a voz, mas com o corpo em geral. O corpo funciona de modo conjunto, no podendo ser fracionado de modo a serem usados apenas alguns rgos que produzem som.

    O comunicador deve ser consciente dos aspectos que envolvem o seu trabalho, como a voz, postura, respirao, e tudo o mais que pode interferir no seu objetivo central: levar adiante a mensagem de vida e salvao. 1. Aparelho Fonador O aparelho fonador formado por 2 aparelhos e tem a funo de produzir sons - voz cantada e voz falada. Nestes quadros, o aparelho fonador est esquematizado de forma bastante resumida.

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    APARELHO DIGESTIVO

    rgo Funo Biolgica Funo Fonatria

    Lbios Contm os alimentos na boca

    Articulao de sons bilabiais (B,P,M) e labiodentais (F,V)

    Dentes Tritura os alimentos Escoamento do som

    Lngua Joga o alimento para o esfago

    Participa de todos os sons produzidos

    Palato duro (cu da boca)

    Suporte da lngua Projeo da voz

    Faringe Direciona o ar para os pulmes, e os alimentos para o esfago

    Caixa de ressonncia

    APARELHO RESPIRATRIO

    rgo Funo Biolgica Funo Fonatria

    Cavidades Nasais

    Filtrar, aquecer e umidificar o ar

    Vibrao e amortizao do som - ressonncia nasal

    Faringe Via de passagem do ar Amplia os sons - caixa de ressonncia

    Laringe Via de passagem do ar Vibrador - contm as cordas vocais

    Traquia Via de passagem do ar - defesa a via area

    Suporte para vibrao das cordas vocais

    Pulmes Trocas gasosas e respirao vital

    Fole e reservatrio de ar para vibrar as cordas vocais

    Musculatura respiratria

    Desencadeia o processo respiratrio

    Produo de presso no ar que sai

  • Tcnica Vocal

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    O aparelho fonador dividido em 5 partes

    Parte Componentes Funo

    Produtores

    Pulmes, msculos

    abdominais, diafragma,

    msculos intercostais,

    msculos extensores da

    coluna

    Produzem a coluna de

    ar que pressiona a

    laringe, produzindo som

    nas cordas vocais

    Vibrador Laringe Produz som

    fundamental

    Ressonadores Cavidade nasal, faringe,

    boca Ampliam o som

    Articulador

    Lbios, lngua, palato

    mole, palato duro,

    mandbula

    Articulam e do sentido

    ao som, transformando

    sons em orais e nasais

    Sensor /

    Coordenador

    Ouvido - capta, localiza e

    conduz o som; crebro -

    analisa, registra e arquiva

    o som

    Captam, selecionam e

    interpretam o som

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    2. Como Produzida a Voz Humana

    A produo do som depende, basicamente, de ar e da laringe, onde esto as cordas vocais. A laringe composta por trs anis de cartilagem. Dentro destes anis, esto as cordas vocais, que so pequenos msculos com grande poder de contrao/extenso. So classificadas em verdadeiras e falsas. As verdadeiras (com cerca de 1 cm nos homens e at 1,5 nas mulheres) esto na parte inferior da laringe e as falsas na parte superior. O som da voz normal produzido pelas verdadeiras e o falsete pelas falsas.

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    Durante a respirao, as cordas vocais permanecem abertas, enquanto que para a produo de som elas se fecham, e o ar faz presso, causando uma vibrao que produz o som.

    Laringe: Cordas Vocais em movimento (vista transversal)

    3. Articulao e Clareza do Som

    Cantar um elemento da articulao. As palavras da msica devem ser muito claras e objetivas, para causar um processo de ao e reao imediata. Para que isto acontea, deve-se levar em conta dois processos:

    Articulao: processo pelo qual os rgos da fala moldam o som vocal em sons reconhecveis da fala.

    Interpretao: processo pelo qual se carrega o esprito ou significado da msica atravs do modo como se executa.

    O primeiro passo para uma boa interpretao o domnio de uma boa articulao. Tanto no canto, quanto na fala (a muitas pessoas), os movimentos articulares devem ser mais acentuados do que na conversao usual.

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    Os elementos na figura acima esto intimamente envolvidos

    no que se refere articulao e clareza do som. Qualquer alterao no funcionamento deles ir interferir no som emitido.

    Lbios

    H pessoas que possuem um problema de excessiva tenso labial, o que impede a boa mobilidade e flexibilidade. Por outro lado, existem pessoas que possuem um tnus labial baixo, ou seja, flcido.

    A posio ideal para os lbios, aquela que ajuda o rosto a Ter uma expresso agradvel, feliz. Deve-se evitar pux-los exageradamente para os cantos ou para frente quando se estiver cantando ou falando, pois isto pode modificar a qualidade sonora.

    Para aqueles com problema de tenso ou flacidez labial, existe um procedimento muito simples e bastante eficaz, sugerido pelo fisioterapeuta e fonoaudilogo Nolio Duarte. Primeiramente, deve-se visualizar a boca e seus pontos-chave:

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    Quem tem excessiva tenso, deve relaxar os lbios, apertando com o indicador e o polegar nos pontos indicados acima, seguindo a ordem numrica referida. Deve apertar cada ponto com firmeza, no entanto, sem exageros, durante 5 a 10 segundos. Pode ser incmodo, mas, ao final, os resultados vo valer pena.

    J quem tem lbios flcidos, precisa de tonificao. O procedimento o mesmo, s que ao invs de apertar demoradamente, d-se ligeiros apertes (apertando e soltando imediatamente) no mesmo sentido numrico do esquema. Estas pessoas tambm podem fazer exerccios do "i" ou do "u", torcendo a boca para um lado e para o outro.

    De um modo em geral, neste exerccio das vogais, pode-se

    utilizar o "p" e o "b" para treino labial, pois estas consoantes so totalmente dependentes dos lbios.

    Lngua

    A lngua o principal rgo da articulao, pois interfere na formao das vogais e consoantes. Em mdia, a lngua trabalha numa velocidade de 370 movimentos por minuto.

    Cerca de 90% dos problemas que envolvem a lngua so de tenso. Isso causa o ressecamento da boca pela retrao constante da lngua. Este posicionamento no estimula muito a produo de saliva em termos fisiolgicos, e tambm interfere consideravelmente

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    na emisso do som, por razes explicadas mais adiante quando falarmos da faringe. Existem, tambm, aqueles que precisam tonificar a lngua, sendo caracterizados pelo acmulo excessivo de saliva.

    A lngua deve permanecer numa determinada posio, chamada de "posio de repouso", ao longo do "assoalho" da boca tocando os dentes inferiores. Veja os seguintesexerccios de relaxamento.

    - colocar a lngua um pouco para fora da boca e morder levemente a pontinha da lngua

    - pressionar a lngua fortemente contra os dentes fechados por 5 segundos;

    Em seguida, deve-se associar os dois exerccios lentamente. Alguns problemas da pronncia do "S" podem ser resolvidos com a colocao da lngua na posio de repouso.

    Maxilar

    A tenso um grande fator limitante da boa atuao dos maxilares. Pode-se perceber a tenso existente ao se fechar os dentes e engolir a saliva. Q uando se canta de boca fechada ocorre isto. Por isso, aparecem dores aps o ensaio ou apresentao, ou mesmo aps a fala.

    O maxilar interfere nos msculos da face, modificando o poder de contrao. Portanto, deve-se relaxar esses msculos, facilitando a abertura e a flexibilidade da boca e liberando os msculos da garganta. Nunca se deve usar posies foradas, tais como empurrar o maxilar para frente, pux-lo para trs ou tranc-lo numa posio. A sonoridade vai depender, em parte, da abertura que for dada ao maxilar. Em relao tenso ao maxilar inferior, pode-se realizar

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    alguns exerccios, lembrando que devem ter maior cuidado ao realiz-los aqueles com tendncia luxao do maxilar.

    1. Lateralizao Abrindo a boca e movimentando o maxilar para a direita e para a esquerda.

    2. Abertura total Abrindo bem a boca por alguns segundos.

    3. Projeo anterior Com a lngua na posio de repouso, projetando-se o maxilar para a frente, permanecendo assim por alguns segundos. 4. Projeo posterior Com a ajuda de um dedo, fazendo-se um recuo do maxilar por alguns segundos.

    Faringe

    A faringe tem a funo de ampliar o som, e embora no seja essencial para a articulao, est intimamente ligada posio assumida pela lngua. Seu melhor desempenho depender do comportamento da lng