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    Oramentria Pblico e Gesto Fiscal

    Prof. Elionai Postiglione

    [programa da prova] ORAMENTO PBLICO E GESTO FISCAL.

    I. Noes gerais. II. Planejamento e Execuo Oramentrios: o Plano Plurianual; a Lei de Diretrizes Oramentrias e Lei

    Oramentria Anual. III. O oramento pblico na Lei n 4.320/64: 1. A Despesa: empenho; liquidao e pagamento. IV. A

    gesto fiscal responsvel: 1. A Lei Complementar Federal n 101/2000: Disposies Preliminares; Planejamento; Receita

    Pblica; Despesa Pblica (gerao da despesa e das despesas com pessoal) Restos a pagar. 2. Da transparncia da gesto

    fiscal. 3. Do relatrio resumido da execuo oramentria. 4. Do relatrio de gesto fiscal. 5. Das prestaes de contas. 6.

    Da fiscalizao da gesto fiscal.n 101/2000

    SUMRIO 1. ORAMENTO PBLICO pg 2

    1.1 Conceito pg 2

    1.2 Tipos de Oramento pg 3

    1.3 Princpios Oramentrios pg 8

    1.4 Diretrizes Oramentrias pg 13

    2. PLANEJAMENTO E EXECUO ORAMENTRIOS pg 13

    2.1 PPA pg 14

    2.2 LDO pg 15

    2.3 LOA pg 17

    2.4 Proposta Oramentria: pg 19

    2.5 Crditos Oramentrios pg 22

    3. ORAMENTO NA LEI 4.320/64 pg 23

    4. RECEITA PBLICA pg 24

    4.1 Classificao da Receita pg 24

    4.2 Estgios ou Fases da Receita Pblica pg 29

    4.3 Dvida Ativa ou Receitas a Receber pg 30

    5. CLASSIFICAO DE GASTOS PBLICOS pg 31

    5.1 Despesa Pblica pg 32

    5.2 Classificao Econmica da Despesa pg 32

    5.3 Estgios da Despesa pg 35

    5.4 Restos a Pagar pg 38

    6. GESTO FISCAL pg 63

    6.1 Disposies Preliminares pg 63

    6.2 Princpios / Objetivos pg 66

    6.3 Receita Corrente Lquida pg 66

    6.4 Efeitos no Planejamento e no Processo Oramentrio pg 66

    6.5 Receita Pblica pg 69

    6.6 Despesa Pblica pg 69

    6.7 Das Transferncias Voluntrias pg 72

    6.8 Da Destinao de Recursos Pblicos para o Setor Privado pg 73

    6.9 Da Dvida e do Endividamento pg 73

    6.10 Operaes de Crdito pg 74

    6.11 Restos a Pagar pg 78

    6.12 Da Gesto Patrimonial pg 78

    6.13 Transparncia da Gesto Fiscal pg 79

    6.14 Do Relatrio Resumido da Execuo Oramentria pg 82

    6.15 Do Relatrio de Gesto Fiscal pg 83

    6.16 Das Prestaes de Contas pg 84

    6.17 Fiscalizao da Gesto Fiscal pg 86

    6.18 Disposies Finais e Transitrias pg 88

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    Oramentria Pblico e Gesto Fiscal

    1. ORAMENTO PBLICO Este instituto tem relao direta com planejamento, previso. Assim, trata-se de uma antecipao hipottica dos

    crditos e dbitos a cargo da pessoa poltica em determinado espao de tempo. Alm da previso, contm tambm um carter autorizador.

    Portanto, o oramento um plano de trabalho do Governo. um documento que contm propostas, para o perodo de um ano. um documento produzido pelo Poder Executivo e apreciado pelo Poder Legislativo, que pode inclusive alter-lo em alguns aspectos.

    1.1 Conceito

    O oramento considerado o ato pelo qual o Poder Legislativo prev e autoriza ao Poder Executivo, por certo perodo e em pormenor, as despesas destinadas ao funcionamento dos servios pblicos e outros fins, adotados pela poltica econmica ou geral do pas, assim como a arrecadao das receitas j criadas em leis. Assim, trata-se de documento em que se localiza a previso de despesas e de receitas para um perodo determinado.

    Vejamos algumas definies j consagradas sobre o Oramento Pblico:

    uma lei de iniciativa do poder executivo, e aprovada pelo poder legislativo, que estima a receita e fixa a despesa da administrao governamental. Essa lei deve ser elaborada por todas as esferas de governo em um exerccio para, depois de devidamente aprovada, vigorar no exerccio seguinte (ABOP Associao Brasileira de Oramento Pblico, Glossrio de termos oramentrios e afins).

    A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade(Art. 2o. da Lei no 4.320/64).

    o ato pelo qual o Poder Executivo prev e o Poder Legislativo lhe autoriza, por certo perodo, e em pormenor, a execuo das despesas destinadas ao funcionamento dos servios pblicos e outros fins adotados pela poltica econmica ou geral do pas, assim com a arrecadao das receitas j criadas em lei (Aliomar Baleeiro).

    Essa expresso arrecadao das receitas j criadas em lei, todavia, no veda a arrecadao do tributo legalmente criado, sem prvia incluso oramentria. Em outras palavras, expressa o instrumento que documenta a atividade financeira do Estado, contendo a receita e o clculo das despesas autorizadas para o funcionamento dos servios pblicos e outros fins projetados pelos governos. Na realidade, h obrigao de previso das despesas, funcionando o oramento como condio para sua realizao, o que no ocorre com as receitas, que podero ficar aqum ou alm do previsto, sem que disso resulte qualquer implicao.

    Assim, observe as caractersticas fundamentais do oramento pblico:

    Documento legal, elaborado pelo Poder Executivo e autorizado pelo Poder Legislativo, que pode fazer alteraes no mesmo (emendas ao oramento);

    Compreende um determinado perodo de tempo (doze meses, o chamado ano fiscal) e tem sua vigncia limitada a este perodo;

    Constitui-se num plano de trabalho do Governo nesse mesmo perodo de tempo, descrevendo as aes que sero executadas;

    Contm uma previso das diversas receitas a serem arrecadadas pelo Poder Pblico;

    Contm uma autorizao para as diversas despesas a serem realizadas, na realizao das aes previstas.

    Ateno para este ponto: no tocante s despesas, o oramento apenas fixa seu limite mximo. Assim, diz-se que o oramento autorizativo.

    Por exemplo, se a despesa orada para um determinado municpio for igual a R$ 4 milhes no ano de 2010, isso no quer dizer que o prefeito vai gastar exatamente essa valor, pois esta cifra somente um limite. O poder executivo est autorizado, pela lei oramentria (aprovada pelo Poder Legislativo), a gastar no mximo R$ 4 milhes, mas pode gastar menos que isso.

    Se o prefeito fosse obrigado, pela lei oramentria, a realizar todas as despesas previstas, estaramos diante do chamado oramento impositivo.

    No Brasil o oramento pblico eminentemente autorizativo, pois estima as receitas e fixa limites mximos para as despesas.

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    Oramentria Pblico e Gesto Fiscal

    Natureza Jurdica

    Apesar de no haver unanimidade acerca da natureza jurdica do oramento, entre ns, essa discusso no tem relevncia, visto que, desde a reforma constitucional de 1926, nossas Constituies sempre consideraram o oramento uma lei.

    O artigo 166 e pargrafos da Constituio Federal estabelecem um regime peculiar de tramitao do projeto de lei oramentria, de iniciativa do Executivo, sem, contudo, exigir quorum qualificado para sua aprovao; da sua natureza de lei ordinria.

    A lei oramentria, entretanto, difere das demais leis; estas caracterizadas por serem genricas, abstratas e constantes ou permanentes. A lei oramentria , na verdade, uma lei de efeito concreto, para vigorar por um prazo determinado de um ano, fato que, do ponto de vista material, retira-lhe o carter de lei. Essa peculiaridade levou parte dos estudiosos a sustentar a tese do oramento como ato-condio. Sob o enfoque formal, no entanto, no h como negar a qualificao de lei.

    Concluindo, dizemos que o oramento uma lei nua, de efeito concreto, estimando as receitas e fixando as despesas necessrias execuo da poltica governamental.

    1.2 Tipos de Oramento

    - Oramento Tradicional

    - Oramento de Base Zero

    - Oramento de Desempenho

    - Oramento-Programa

    - Oramento Participativo

    a) O oramento tradicional, tambm conhecido como oramento clssico, o processo de elaborao do oramento em que apenas uma parte do oramento enfatizada, qual seja, o objeto de gasto, sem se preocupar com as necessidades reais da administrao pblica e da populao.

    Um de seus objetivos principais era o de possibilitar aos rgos do Legislativo um controle poltico sobre os gastos pblicos, mantendo o equilbrio financeiro entre as receitas e despesas, evitando, assim, a expanso da despesa pblica. Em sua elaborao no se enfatizava, primordialmente, o atendimento das necessidades das coletividades e da administrao; tampouco se destacavam os objetivos econmicos e sociais.

    O oramento tradicional se preocupava, basicamente, com as questes tributrias, deixando de lado os aspectos econmicos e sociais e considerava a despesa pblica, apenas, como meio necessrio para se alcanar os fins pretendidos. Esse tipo de oramento mantinha duas classificaes oramentrias clssicas para possibilitar o controle das despesas, a saber:

    Por unidade administrativa;

    Por objeto ou item de despesa.

    A maior deficincia do oramento tradicional consistia no fato de que ele no privilegiava um programa de trabalho e um conjunto de objetivos a atingir. Os rgos eram contemplados no oramento sobretudo de acordo com o que gastavam no exerccio anterior e no em funo do que se pretendia realizar (inercialidade). O oramento tradicional prevaleceu de forma significativa at a dcada de 60.

    b) Oramento de Base Zero ou Por Estratgia um instrumento de planejamento que obriga a demonstrao e fundamentao de cada administrador para os recursos solicitados. Neste tipo de oramento, todos os projetos e atividades devem ser detalhados e relacionados obedecendo a uma ordem de importncia. Sua caracterstica principal e fundamental a avaliao dos resultados alcanados. Seus objetivos principais so:

    Planejamento oramentrio para o prximo exerccio;

    Obedincia ao princpio da economicidade na elaborao do oramento;

    Estabelecimento de um planejamento estratgico procura