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Manejo integrado de pragas

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIOSA DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL 36571-000 - VIOSA - MG - BRASIL i Manejo Integrado de Pragas Agrcolas NOTAS DE AULA Curso de BAN-360 - Entomo1ogia Agrcola Editor: Marcelo Coutinho Picano Viosa-MG- 2003

2. ii MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS AGRCOLAS (NOTAS DE AULA DE BAN-360 - ENTOMOLOGIA AGRCOLA) Autores Instituio Alberto Luiz Marsaro Jnior Departamento de Biologia Animal, UFV Alfredo Henrique Rocha Gonring Departamento de Biologia Animal, UFV Andr Luiz Barreto Crespo Departamento de Biologia Animal, UFV Angelo Pallini Filho Departamento de Biologia Animal, UFV Carlos Alberto Lima Departamento de Biologia Animal, UFV Daniel de Brito Fragoso Departamento de Biologia Animal, UFV Emerson Nogueira Dias Departamento de Fitotecnia, UFV Fbio Akioshi Suinaga EMBRAPA/Algodo Francisco Jos da Silva Ldo EMBRAPA/CPAF, Rio Branco, AC Jair Campos de Moraes Departamento de Entomologia, UFLA Luciano Andrade Moreira Centro de Pesquisas Ren Rachou (CPqRR/Fiocruz) Marcelo Coutinho Picano Departamento de Biologia Animal, UFV Mrcio Dionzio Moreira Departamento de Biologia Animal, UFV Marcos Rafael Gusmo Departamento de Biologia Animal, UFV Raul Narciso Carvalho Guedes Departamento de Biologia Animal, UFV Viosa-MG- 2003 3. iii CONTEDO PARTE 1: AULAS TERICAS Item Pgina Introduo Entomologia Econmica ........................................................................ 1 Toxicologia de Inseticidas I (Relevncia, Conceitos, Parmetros Toxicolgicos e Formulaes) ......................... 12 Toxicologia de Inseticidas II (Classificao e Caractersticas dos Principais Grupos Inseticidas) .......................... 16 Toxicologia de Inseticidas III (Mecanismos de Ao de Inseticidas) ......................... 22 Toxicologia de Inseticidas IV (Limitaes do Uso de Inseticidas) 26 Receiturio Agronmico e Deontologia ...................................................................... 30 Identificao dos Principais Grupos de Artrpodes Inimigos Naturais de Pragas Agrcolas.................................................................................................... 36 Controle Biolgico de Pragas ...................................................................................... 41 Manipulao do Ambiente de Cultivo ou Controle Cultural ....................................... 54 Mtodos de Controle por Comportamento .................................................................. 59 Interaes Inseto-Planta e Resistncia de Plantas Hospedeiras a Insetos ................... 62 Mtodos Mecnicos, Fsicos, Genticos e Legislativos de Controle de Pragas .......... 70 Mtodos Alternativos de Controle de Pragas .............................................................. 75 4. iv ARTE 2: AULAS PRTICAS Item Pgina FRUTEIRAS Manejo Integrado das Pragas do Abacaxi ........................................................ 80 Manejo Integrado das Pragas da Bananeira ..................................................... 85 Manejo Integrado das Pragas de Citros ............................................................ 89 Manejo Integrado das Pragas da Goiabeira ...................................................... 100 Manejo Integrado das Pragas do Mamoeiro ..................................................... 104 Manejo Integrado das Pragas do Maracujazeiro .............................................. 109 Manejo Integrado das Pragas do Pessegueiro .................................................. 113 GRANDES CULTURAS Manejo Integrado das Pragas do Algodoeiro ................................................... 118 Manejo Integrado das Pragas do Arroz ............................................................ 128 Manejo Integrado das Pragas do Cafeeiro ........................................................ 135 Manejo Integrado das Pragas da Cana-de-Acar 142 Manejo Integrado das Pragas do Feijoeiro ....................................................... 149 Manejo Integrado das Pragas da Mandioca ...................................................... 158 Manejo Integrado das Pragas do Milho ........................................................... 162 Manejo Integrado de Pragas de Pastagens ....................................................... 167 Manejo Integrado das Pragas da Soja .............................................................. 174 Manejo Integrado das Pragas do Sorgo ............................................................ 182 Manejo Integrado das Pragas do Trigo, Aveia e Cevada ................................. 185 OLERCOLAS Manejo Integrado das Pragas do Alho e da Cebola 192 Manejo Integrado das Pragas da Batata 196 Manejo Integrado das Pragas das Brssicas 202 Manejo Integrado das Pragas das Cucurbitceas 206 Manejo Integrado das Pragas do Tomateiro 212 Manejo Integrado de Pragas do Pimento e da Pimenta 219 ORNAMENTAIS Manejo Integrado das Pragas da Roseira ......................................................... 226 PRAGAS GERAIS Biologia e Controle de Cupins de Ninhos Expostos ....................................... 230 Manejo Integrado das Formigas Cortadeiras ................................................... 233 Manejo Integrado das Pragas de Instalaes ................................................... 238 Manejo Integrado das Pragas de Produtos Armazenados ................................ 248 5. 1 PARTE 1: AULAS TERICAS INTRODUO ENTOMOLOGIA ECONMICA Marcelo Coutinho PICANO 1. Organismos praga: So organismos que competem direta ou indiretamente com o homem por alimento, matria prima ou prejudicam a sade e o bem-estar do homem e animais. 2. Exemplos de organismos praga . Pssaros (marrecos, goderos, assanhaos, etc.). . Mamferos (ratos, morcegos, capivaras, coelhos, etc.). . Patgenos (vrus, bactrias, fungos, etc.): os patgenos que atacam as plantas so estudados pela Fitopatologia. . Plantas invasoras: so estudados nos cursos de plantas invasoras. . Nematides (so estudados pela Nematologia). . Artrpodes (caros, sinfilos, diplopodas, aranhas, insetos, etc.) so estudados geralmente nos cursos de Entomologia. . Moluscos (lesmas e caracis). 3. Conceitos de pragas 3.1. Convencional: Um organismo considerado praga, quando constatada sua presena no agroecossistema. 3.2. Do ponto de vista do manejo integrado de pragas (MIP): Um organismo s considerado praga quando causa danos econmicos. 4. Nvel de dano econmico (ND) - Corresponde a densidade populacional do organismo praga na qual ele causa prejuzos de igual valor ao custo de seu controle. - O nvel de dano econmico, embora tomado muitas vezes como um valor fixo, varivel em funo dos seguintes fatores: . Preo do produto agrcola (quanto maior o preo do produto menor ser o nvel de dano econmico). . Custo de controle (quanto maior o custo de controle, maior ser o nvel de dano econmico). 6. 2 . Capacidade da praga em danificar a cultura. . Susceptibilidade da cultura praga. Alm do nvel de ndices como o nvel de ao ou controle so usados na deciso de controle de pragas. 5. Nvel de no-ao (NNA): Corresponde a densidade populacional do inimigo natural capaz de controlar a populao da praga. 6. Tipos de pragas 6.1. De acordo com a parte da planta que atacada 6.1.1. Praga direta: Ataca diretamente a parte comercializada. . Exemplo: broca pequena do tomateiro (Neoleucinodes elegantalis Guene, 1854) que ataca os frutos do tomateiro. 6.1.2. Praga indireta: Ataca uma parte da planta que afeta indiretamente a parte comercializada. . Exemplo: lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis Hueb.) que causa desfolha em soja. 6.2. De acordo com sua importncia 6.2.1. Organismos no-praga: So aqueles que sua densidade populacional nunca atinge o nvel de controle. Correspondem a maioria das espcies fitfagas encontradas nos agroecossistemas. (Ponto de equibrio (PE): densidade populacional mdia do organismo ao longo do tempo). ND = Nvel de dano. 7. 3 6.2.2 Pragas ocasionais ou secundrias: So aqueles que raramente atingem o nvel de controle - Exemplo: caros na cultura do caf. 6.2.3. Pragas chaves: So aqueles organismos que frequentemente ou sempre atigem o nvel de controle. Esta praga constitui o ponto chave no estabelecimento de sistema de manejo das pragas, as quais so geralmente controladas quando se combate a praga chave. So poucas as espcies nesta categoria nos agroecossistemas, em muitas culturas s ocorre uma praga chave. 6.2.3.1. Pragas freqentes: So organismos que frequentemente atigem o nvel de controle. . Exemplo: cigarrinha verde (Empoasca kraemeri Ross & Moore, 1958) em feijoeiro. 8. 4 6.2.3.2. Pragas severas: So organismos cuja parte de equilbrio maior que o nvel de controle. . Exemplo: formigas savas (Atta spp.) em pastagens. 7. Consequncias do ataque de pragas s plantas 7.1. Injrias - Leses ou alteraes deletrias causadas nos rgos ou tecidos das plantas. . As pragas de aparelho bucal mastigador provocam as seguintes injrias: - leses em rgos subterrneos; - roletamento de plantas; - broqueamento (confeco de galerias no interior de rgos subterrneos, caule, frutos e gros); - surgimento de galhas; - vetores de doenas; - desfolha; - confeco de minas (galerias surgidas nas folhas devido a destruio do mesfilo foliar). . As pragas fitossucvoras provocam as seguintes injrias: - suco de seiva; - introduo de toxinas; - vetores de doenas (principalmente viroses). . Sendo que ataque de pragas fitossucvoras pode ocasionar: - retorcimento ("engruvinhamento"); - amarelecimento; 9. 5 - anormalidade no crescimento e desenvolvimento; - secamento; - mortalidade; - queda na produo das plantas. 7.2. Prejuzos das pragas: Queda na produo agrcola causada por pragas. 7.3. Dano das pragas agrcolas: Prejuzos causado por organismos fitfagos com densidade populacional acima de nvel de dano econmico. 8. Fatores favorveis ocorrncia de pragas - Descaso pelas medidas de controle - Plantio de variedades suscetveis ao ataque das pragas - Diminuio da diversidade de plantas nos agroecossistemas (o plantio de monoculturas favorecem as populaes das espcies fitfagas "e