apostila libras i-2011

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  • ESTADO DE GOIS

    SECRETARIA DA EDUCAO

    COORDENAO DE ENSINO ESPECIAL

  • Gerente de Ensino EspecialLorena Resende Carvalho

  • Suely Maria de Oliveira Santos

    Vice-Direo Lucy de Melo Souza Lbo

    Maria de Ftima da Silva Monturil

    Luiza Doriv Antnio

  • Agradecemos a Deus pela oportunidade de podermos, em equipe, executar nossos trabalhos. professora Milca pelo interesse e apoio prestado ao CAS.A toda equipe da Superintendncia de Ensino Especial - SUEE, na pessoa do Senhor Sebastio

    Donizete pela ateno e presteza no atendimento e encaminhamento das aes necessrias execuo desta produo.

    Superintendncia de Ensino a Distncia - SUED, pelo trabalho em parceria, o qual possibilitou a impresso deste material.

    professora Meranda pelo carinho e eficincia na conduo dos trabalhos.Agradecimentos especiais a toda a equipe do CAS, ao Curso Chaplin e Associao dos Surdos

    de Goinia - ASG, sempre dedicados e presentes nas avaliaes, correes e sugestes durante a confeco deste material.

    Moema Pblio de Souza Baiocchi, pela eficiente dedicao e correo formal desta edio.

    AGRADECIMENTOS

  • O Centro de Capacitao de Profissionais da Educao e de Atendimento s Pessoas com Surdez - CAS/Gois iniciou suas atividades em outubro de 2005, a partir de uma parceria entre o Ministrio da Educao e Cultura (MEC), a Secretaria de Educao Especial (SEESP) e a Secretaria de Estado da Educao de Gois (SEE) atravs da Superintendncia de Ensino Especial-SUEE.

    Desde ento, oferece cursos de Libras, Portugus para surdos destinado a professores de recursos e Intrprete de Libras. Atende tambm a educandos surdos nas disciplinas Libras e Portugus, no contra turno escolar, alm de avaliar profissionais intrpretes que j esto atuando nas escolas ou que pretendem atuar. Constam ainda do projeto do CAS/Gois, em implantao, cursos de formao para instrutor de surdo de Libras; pesquisa, produo e divulgao de tecnologias e materiais de apoio didtico-pedaggicos para adaptaes curriculares, alm da promoo de um espao de convivncia que favorea a integragrao entre pessoas surdas e ouvintes.

    A proposta pedaggica deste centro maximizar a comunicao em Lngua de Sinais, atravs de cursos contextualizados, ministrados por profissionais capacitados considerando no somente o aprendizado dos sinais (lxico da Libras) como tambm o da estrutura lingstica desta lngua.

    Este material didtico impresso, produzido especialmente para o curso de capacitao em Libras, construdo a partir de pesquisas e consultorias junto comunidade surda de Goinia. A equipe do CAS espera que este material possa contribuir para a aprendizagem e a maior divulgao da Libras no Estado de Gois. Esta equipe continuar incansavelmente a buscar novos materiais e novas metodologias de ensino da Libras para atender proposta pedaggica deste centro e expectativa dos cursistas.

    Equipe de Elaborao

  • considerada como surda aquela pessoa que, por ter perda auditiva, compreende o mundo e interage com ele o mundo por meio de experincias visuais, manifestando sua cultura e sua identidade principalmente pelo uso da LSB, mais conhecida como Lngua Brasileira de Sinais(Libras). Segundo Lucinda Ferreira Brito (1997), as lnguas de sinais so lnguas naturais. Assim como as lnguas orais, elas surgiram espontaneamente da interao entre pessoas e permitem a expresso de qualquer contexto: descritivo, emotivo, racional, literal, metafrico, concreto e abstrato. Ou seja, elas permitem a expresso de qualquer significado decorrente da necessidade comunicativa e expressiva do ser humano.

    As lnguas de sinais distinguem-se das lnguas orais porque se utilizam de um meio ou canal visual-espacial e no oral auditivo. Assim, articulam-se espacialmente e so percebidas visualmente, ou seja, usam o espao e as dimenses que ele oferece na constituio de seus mecanismos fonolgicos, morfolgicos, sintticos e semnticos para veicular significados, os quais so percebidos pelos seus usurios atravs das mesmas dimenses espaciais.

    A legislao determina a incluso da Libras como disciplina curricular, a formao do instrutor e do professor de Libras em nvel superior (com prioridade das pessoas surdas para o ingresso nesses cursos), a formao do tradutor e do intrprete de Libras, a difuso e a utilizao da Libras e da Lngua Portuguesa e a facilitao do acesso das pessoas surdas educao, entre outras providncias.

    Lideranas surdas de todo o Brasil tm se articulado junto Federao Nacional de Educao e Integrao do Surdo (FENEIS) e ao Instituto Nacional de Educao de Surdos (INES) com o objetivo de pesquisar e desenvolver tcnicas de ensino da Libras. Em parceria com o MEC, a FENEIS tem promovido cursos de capacitao, curso bsico de LIBRAS e cursos para Professores/Intrpretes.

    Considerando o exposto acima, pode-se compreender o esforo na divulgao da LIBRAS e a luta pelo respeito da sociedade pela lngua de sinais, assim como a preocupao dos profisionais envolvidos e da comunidade surda com a capacitao de recursos humanos para o ensino dessa lngua, que representa a Identidade e Cultura Surda Brasileira.

    * Referncia bibliogrfica- BRITO, Lucinda Ferreira et al - (P. Ex.) Lingua Brasileira de Sinais - Volume III - Srie Atualidades Pedaggicas - Braslia: SEESP, 1997

    Equipe de Elaborao

  • 1. Histrico da Educao dos Surdos2. Informaes Bsicas ao Cursista3. Os Parmetros da Libras

    Alfabeto Datilolgico e Numerais

    Configuraes de Mo na Libras

    Verbos

    Pronomes Pessoais

    Pronomes Possessivos

    Advrbios de Afirmao / Negao

    Lxicos do Dia-a-dia

    Pronomes Interrogativos

    Advrbios de Tempo

    Dias da Semana / Meses

    Pronomes Interrogativos

    Numerais Ordinais

    Familia

    Profissionais da Escola

    Objetos Escolares

    DisciplinasBibliografia

    venda proibida - distribuio gratuita 06

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    11

    EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUO TOTAL OU PARCIAL DESTAAPOSTILA SEM A AUTORIZAO DO CENTRO DE CAPACITAO DE

    PROFISSIONAIS DA EDUCAO E DE ATENDIMENTO S PESSOAS COM SURDEZ - CAS

  • As pessoas surdas foram consideradas, por muitos anos, incapazes de aprenderem e no freqentavam estabelecimentos escolares. Os surdos, principalmente os que no falavam, eram excludos da sociedade, sendo proibidos de casarem-se, possuir ou herdar bens e viver como as demais pessoas. Assim, privados de seus direitos bsicos, tinham sua sobrevivncia comprometida.

    Abaixo esto relacionados os principais registros que temos sobre a Histria da Educao dos Surdos:

    No final do sculo XV:

    No havia escolas especializadas para surdos;Pessoas ouvintes tentavam ensinar aos surdos, como:- Gerolamo Cardamo, italiano, que utilizava sinais e linguagem escrita; - Pedro Ponce de Leon, monge beneditino espanhol, que utilizava treinamento de voz e leitura labial, alm de sinais.

    Sculos XVI a XIX:

    Alguns professores dedicaram-se educao dos surdos, entre eles Ivan Pablo Bonet (Espanha), Abb Charles Michel de I'Epe (Frana) que fundou em Paris a primeira escola pblica para surdos-mudos em que utilizavam uma lngua de sinais, Samuel Heinicke e Moritz Hill (Alemanha), Alexandre Gran Bell (Canad e EUA) e Ovide Decroly (Blgica).

    Esses professores divergiam quanto ao mtodo para o ensino dos surdos. Uns eram favorveis priorizao da lngua falada, O Mtodo Oral Puro, e outros ao Mtodo Combinado, em que mesclavam a lngua de sinais, j conhecida pelos alunos, e o ensino da fala. Em 1880, no Congresso Mundial de Professores de Surdos, em Milo, na Itlia, definiu-se pelo ensino dos surdos pelo Mtodo Oral Puro. A. J. de Moura e Silva, professor do INES, visitou o Instituto Francs de Surdos em 1896, como enviado do governo brasileiro, para avaliar a deciso do Congresso de Milo sobre o Mtodo Oral Puro e concluiu que ele no era funcional para todos os surdos.

    Em 1857, Hernest Huet, professor francs surdo, partidrio de I'Epe, que utilizava o Mtodo Combinado, veio para o Brasil, a convite de D. Pedro II, para fundar a primeira escola para meninos surdos de nosso pas. O Imperial Instituto de Surdos Mudos, hoje INES, mantido pelo Governo Federal, atende em seu Colgio de Aplicao crianas, jovens e adultos surdos, de ambos os sexos. A partir de Huet, os surdos brasileiros passaram a contar com uma escola especializada para sua educao e tiveram a oportunidade de criar a Lngua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que mesclou a Lngua de Sinais Francesa e os sistemas de comunicao j usados por surdos de outras localidades.

    Sculo XX:

    Aumentou o nmero de escolas para surdos em todo o mundo. No Brasil, foram criados o Instituto Santa Terezinha, em So Paulo, para meninas surdas, a Escola Concrdia em Porto Alegre, a Escola de Surdos, em Vitria, o Centro de Audio e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL/LP), em Braslia; e vrias outras que, assim como o INES e a maioria das escolas de surdos do mundo, adotaram o Mtodo Oral.

    07venda proibida - distribuio gratuita

  • A garantia do direito de todos educao, a propagao das idias de normalizao e de integrao das pessoas com necessidades especiais e o aprimoramento das prteses otofnicas fizeram com que as crianas surdas de diversos pases passassem a ser encaminhadas para as escolas regulares.

    A organizao em mbito mundial de pessoas portadoras de necessidades especiais, no s garantiu os seus direitos enquanto cidados, como favoreceu a divulgao de suas reinvidicaes que, no caso dos surdos, so: respeito lngua de sinais, direito a um ensino de qualidade, acesso aos meios de comunicao, atravs