Apostila Libras a _completa

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<p>APOSTILA DE LIBRASBsico - 40 horas</p> <p>SUMRION 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. Alfabeto Manual .................................................................. Alfabeto de Libras.......................................................... Breve histrico da Educao dos Surdos........................ Quem so os surdos? ......................................................... Desmistificando os Esteretipos ......................................... Lei de LIBRAS...................................................................... Surdez............................................................................ Preveno da Surdez....................................................... Parmetros ................................................................... Numerais............................................................................... Semana................................................................................. Meses do Ano....................................................................... Vocabulrio 1........................................................................ Pronomes Pessoais.............................................................. Pronomes Possessivos........................................................ Pronomes Demonstrativos .................................................. Gramtica 1 - Saudaes..................................................... Perguntas ............................................................................. Cores ................................................................................... Gramtica 2 - Tipos de Frases em LIBRAS.......................... HORRIO X DURAO - Que hora e Quantas Horas........ Alimentao, Frutas e Bebidas (vocabulrio)....................... Meios de Transporte............................................................. Animais.................................................................................. O verbo IR e suas variaes................................................. Expresses interrogativas e advrbio de freqncia............ Vocabulrio Profisso Emprego......................................... Pronomes Indefinidos........................................................... Famlia - Vocabulrio............................................................ Vocabulrio Adjetivos........................................................... Pronomes indefinidos e qualificadores................................. Dinheiro................................................................................. Bibliografia, Fontes de Pesquisa, Estudo e Ilustraes........ Pg. 3 4 5 6 6 7 8 8 9 10 11 13 14 15 17 18 20 24 26 30 31 32 33 35 39 40 41 44 46 48 49 50 51</p> <p>2</p> <p>3</p> <p>ALFABETO DE LIBRAS</p> <p>O alfabeto de Libras (Lngua Brasileira de Sinais) teve sua origem ainda no Imprio. Em 1856, o conde francs Ernest Huet desembarcou no Rio de Janeiro com o alfabeto manual francs e alguns sinais. O material trazido pelo conde, que era surdo, foi adaptado e deu origem Libras. Este sistema foi amplamente difundido e assimilado no Brasil. No entanto, a oficializao em lei da Libras s ocorrreu um sculo e meio depois, em abril de 2002 nesse pperodo, o Brasil trocou a monarquia pela repblica, teve seis Constituies e viveu a ditadura mlitar. O longo intervalo deve-se a ulma deciso tomada no Congresso Mundial de Surdos, na cidade italiana de Milo em 1880. No evento, ficou decidido que a lngua de sinais deveria ser abolida, ao que o Brasil implementou em 1881. A Libras quase mudou o nome e s voltou a vigorar em 1991, no Estado de Minas Gerais, com uma lei estadual. S em agosto de 2001, com o Programa Nacional de Apoio Educao do Surdo, os primeiros 80 professores foram preparados para lecionar a lngua brasileira de sinais. A regulamentao da Libras em mbito federal s se deu em 24 de abril de 2002, com a lei n 10.436.</p> <p>4</p> <p>BREVE HISTRICO DA EDUCAO DOS SURDOSA histria da educao dos surdos cheia de controvrsias e descontinuidades. A primeira notcia que temos do sculo XII, quando os surdos no eram considerados humanos, no tnham direito herana, no frequentavam nenhum meio social e eram proibidos de se casarem. Na Idade Mdia, com o feudalismo, os surdos comearam a ter ateno diferenciada pelo clero (Igreja), que estava muito preocupado com o que tais pessoas faziam e por que no vinham se confessar. As pessoas no iam se confessar porque no apresentavam uma lngua estruturante para seu pensamento. Mas a igreja tambm estava muito preocupada, pois nasciam muitos surdos nos castelos dos nobres, devido frequncia dos casamentos consanguineos, comuns na poca, visto que a nobreza no queria dividr sua herabna com outras famlias e acabavam casando-se entre primos, sobrinhas, tios e at irmos. Como nos mosteiros da Igreja havia padres, monges e frades que utiliizavam de uma lngua gestual rudimentar, porque nesses ambientes existia o voto do silncio, esses religiosos foram deslocados para esses castelos com a misso de educar os filhos surdos dos nobres em troca de grandes fortunas. Quanto ao mtodo utilizado na poca no temos registros, mas sabe-se que alguns acreditavam que deveriam priorizar a lngua falada, outros, a lngua de sinais e outros, ainda, o mtodo combinado. Em 1880, aconteceu o Congresso Mundial de Professores de Surdos em Milo, na Itlia, onde foi discutido qual seria o melhor mtodo para a educao dos surdos. Nesse congresso ficou resolvido que o melhor mtdo era o oral puro, sendo proibida a utilizao da lngua de sinais a partir desta data. A partir da, as crianas surdas, muitas vezes, tinha suas mos amarradas para trs e eram obrigadas a sentarem em cima das mos ao irem para a escola, para que no usassem a lngua de sinais. Tal opresso perdurou por mais de um sculo, trazendo uma srie de consequncias sociais e educacionais negativas. No Brasil, a primeira lei que viabiliza o uso da Lngua Brasileira de Sinais como a primeira lngua dos surdos foi assinada em novembro de 2002 pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso.</p> <p>5</p> <p>QUEM SO OS SURDOS?So aquelas pessoas que utilizam a comunicao espao- visual como principal meio de conhecer o mundo, em substituio audio e fala. A maioria das pessoas surdas, no contato com outros surdos, desenvolve a Lngua de Sinais. J outros, por viverem isolados ou em locais onde no exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos. Existem surdos que por imposio familiar ou opo pessoal preferem utilizar a lngua oral (fala). Deficincia Auditiva Termo tcnico usado na rea da sade e, algumas vezes, em textos legais. refere-se a uma perda sensorial auditiva. No designa o grupo cultural dos surdos. Surdo-Mudo Provavelmente a mais antiga e incorreta denominao atribuida ao surdo, e infelizmente ainda utilizada em certas reas e divulgada nos meios de comunicao, principalmente televiso, jornais e rdio. * O fato de uma pessoa ser surda no significa que ela seja muda. A mudez uma outra deficincia, totalmente desagregada da surdez. So minorias os surdos que tambm so mudos. Fato a total possibilidade de um surdo falar, atravs de exerccios fonoaudiolgicos, aos quais chamamos de surdos oralizados. Tambm possvel um surdo nunca ter falado,sem que seja mudo, mas apenas por falta de exerccio. * Por isso, o surdo s ser tambm mudo se, e somente se, for constatada clinicamente deficincia na sua oralizao, impedindo-o de emitir sons. Fora isto, um erro cham-los de surdo-mudo. Apague esta idia! O que o Surdo-Mudo? Erro social dado ao tato de que o surdo vive num silncio rotulado pela prpria sociedade (por falta de conhedmento do real significado das duas palavras). Surdez: dificuldade parcial ou total no que se refere audio Mudez: problema ligado voz. O que a deficincia auditiva? apenas uma perda sensorial, por isto as pessoas com problemas de audio tm potencialidade igual a de qualquer ouvinte. Comunicao com liberdade e segurana. Para os surdos a lngua de sinais fundamental, pois s atravs dela podem se comunicar.</p> <p>DESMISTIFICANDO OS ESTERETIPOS Nem todo surdo mudo; Nem todos os surdos fazem leitura labial; Nem todos os surdos sabem Lngua de Sinais; Ao falar com surdo no necessrio toc-lo fortemente e/ou falar em voz alta. A Lngua de Sinais no universal.</p> <p>6</p> <p>LEI DE LIBRAS Lei n 10.436, de 24 de abril de 2002.Dispe sobre a LNGUA BRASILERA DE SINAIS - LIBRAS e d outras providncias. Eu o presidente da repblica fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei. Art. 1 - reconhecida como meio legal de comunicao e expresso a LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS e outros recursos de expresso a ela associados. Pargrafo nico. entende-se como LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS LIBRAS a forma de comunicao e expresso, em que o sistema lingustico de natureza visual-motora. Com estrutura gramatical prpria, constituem um sistema lingustico de transmisso de idias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Art. 2 - Deve ser garantido, por parte do poder pblico em geral e empresas concessionrias de servios pblicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difuso da LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS como meio de comunicao objetiva e de utilizao corrente das comunidades surdas do Brasil. Art 3 - As instituies pblicas e empresas concessionrias de servios pblicos de assistncia sade devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficincia auditiva, de acordo com as normas legais em vigor. Art. 4 - O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a incluso nos cursos de formao de educao especial, de fonoaudiloga e de magistrio, em seus nveis mdio e superior, do ensino da lngua brasileira de sinais - libras, como parte integrante dos parmetros cirriculares nacionais - PCNS. Conforme legislao vigente. Pargrafo nico. A LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS no poder substituir a modalidade escrita da Lngua Portuguesa. Art. 5 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicao. Braslia, 24 de abril de 2002; 1810 da Independncia e 1140 da Repblica. Fernando Henrique Cardoso Paulo Renato Souza Texto Publicado no D.O.U. de 25.4.2002.</p> <p>7</p> <p>SURDEZSurdez a diminuio da capacidade de percepo normal dos sons. De acordo com a Organizao Mundial da Sade (OMS) a pessoa que no percebe sons acima 26 dB portadora de surdez. A surdez pode ser: Leve: as pessoas podem no se dar conta que ouvem menos: somente um teste de audio (udiometria) vai revelar a deficincia. E a perda acima de 25 a 40 decibis (D.B.); Moderada: a perda de 41 a 55 (D.B.). Os sons podem ficar distorcidos e na conversao as palavras se tornam abafadas e mais difceis para entender, particularmente quando tm vrias pessoas conversando em locais com rudo ambiental ou salas onde existe eco. A pessoa s consegue escutar os sons muito altos como o som ambiente de urna sala de trabalho e tem dificuldade para falar ao telefone. Severa: a perda de 71 a 90 (D.B.). Para ouvir, a pessoa precisa de um som to alto quanto o barulho de uma impressora rotativa (at 80 decibis). Surdez profunda: a perda Acima de 91 (D.B.). A pessoa s ouve rudos como os provocados por uma turbina de avio (120 decibis) disparo de revolver (150 decibis) e tiro de canho (200 decibis).</p> <p>PREVENO DA SURDEZ:- Proteo maternidade, atravs de assistncia pr-natal, e parto assistido adequadamente: - Cuidados adequados ao recm-nascido, proporcionando amparo afetivo e ambiente propcio para seu desenvolvimento; - Vacinao completa das crianas: - Tratamento mdico a todas as doenas da infncia; - Evitar os casamentos consangneos; - Alimentao e estimulao adequada na etapa pr-escolar: - Diagnstico precoce de todos os distrbios no desenvolvimento.</p> <p>8</p> <p>PARMETROSOs sinais so formados a partidr da conmbinao do movimento das mos com um determindado formato em um detetermindado lugar, podendo este lugar ser uma parte do comorpo ou um espao em frente ao corpo. Nas lnguas de sinais podem ser encontratados os seguintes parmetros: - Confirgurao de mos: so formas das mos, que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mo predominante ( mo direita para os destros) ou pelas duas mos do emissou ou pelo sinalizador. Os sinais APRENDER, LARANJA, OUVIR E AMOR tm a mesma configurao de mos que so realizadas na testa, na boca, na orelha e no lado esquerdo do peito respectivamente; - Ponto de articulao: o lugar onde inside a mo predominante configurada, podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espa neutro v ertical ( do meio do corpo at a cabea) e horizontal ( frente do emissor). Os sinais TRABALHAR, BRICAR, BESTEIRA, CONSERTAR so feitos no espao neutro e os sinais ESQUECER, MENTE, APRENDER E PENSAR so realizados na testa; - Movimento: os sinais podem ter movimento ou no. Os sinais citados acima tm movimento, com exceo de PENSAR que, como os sinais AJOELHAR E EM-P m no tem movimento; - Orientao / direcionalidade: os sinais tm uma direo com relao aos parmetros acima. Assim os verbos IR e VIR se opem em relao derecionalidade, como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER E APAGAR, ABRIR-PORTA e FECHAR-PORTA; - Expresso facial e / ou corporal: muitos sinais, alm dos quatro parmetros mencionados acima, em sua configurao tm como trao digferenciador tambm a expresso facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. H sinais feitos somente com a bochecha como LADRO, ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mo e expresso facial, como o sinal BALA, e h ainda sinais em sons e expresses faciais complementam os traos manuais, como os sinais HELICOPTERO e MOTOR. Na combinao destes cinco parmetros, tem-se o sinal. Falar com as mos , portanto, combinar estes elemenstos para formarem as palavras e estas formarem as frases em um contexto.</p> <p>9</p> <p>NUMERAISAs lnguas podem ter formas diferentes para apresentar os numerais quando utilizados como cardinais, ordinais, quantidade, medida, idade, dias da semana ou ms, horas e valores monetrios. Isso tambm acontece na LIBRAS. Nesta unidade e nas seguintes, sero apresentados os numerais em relao s situaes mencionadas acima. erro o uso de uma determinada configurao de mo para o numeral cardinal sendo utizada em um contexto onde o numeral ordinal ou quantidade, por exemplo: o numeral cardinal diferente da quantidade 1, que diferente do ordinal PRIMEIR@, que diferente de que diferente de PRIMEIRO-GRAU, que diferente de MS-1.</p> <p>10</p> <p>SEMANA</p> <p>DOMINGO</p> <p>QUINTA-FEIRA</p> <p>SEGUNDA-FEIRA</p> <p>SEXTA-FEIRA</p> <p>TERA-FEIRA</p> <p>SBADO</p> <p>QUARTA-FEIRA</p> <p>11</p> <p>MESES DO ANO</p> <p>JANEIRO</p> <p>MAIO</p> <p>SETEMBRO</p> <p>FEVEREIRO</p> <p>JUNHO</p> <p>OUTUBRO</p> <p>MARO</p> <p>JULHO</p> <p>NOVEMBRO</p> <p>ABRIL</p> <p>AGOSTO</p> <p>DEZEMBRO</p> <p>12</p> <p>VOCABULRIO 1</p> <p>Sentar em duplas para fazer um dilogo com os sinais aprendidos.</p> <p>13</p> <p>PRONOMES PESSOAISA LIBRAS possui um sistema pronominal para representar as pessoas do discurso: primeira pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): EU; NS-2, NS3, NS-4, NS-GRUPO, NS/NS-TOD@S; Primeira...</p>