Apostila libras

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<ul><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 1Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________</p><p>ndice</p><p> Apresentao 031. O que a surdez 042. Os nmeros da surdez 042.1 No Brasil 042.2 No Mundo 042.3 Outros Nmeros 043. Preveno 053.1 Para quem ainda no teve filhos 053.2 Para quem est grvida 053.3 Para quem j teve filhos 053.3.1 Cuidados Importantes 054. Preveno Fatores de Risco 064.1 Para o beb - 0 a 28 dias 064.2 Para a criana - 29 dias a 2 anos 074.3 Para o adulto 075. Nveis de Surdez 076. Comunicao Gestual 076.1 Universalidade 077. LIBRAS - Lngua Brasileira de Sinais 087.1 Lei N 10.436, de 24 de abril de 2002 088. Conselhos teis no aprendizado e uso da LIBRAS 099. Aspectos Lingusticos da LIBRAS 119.1 Variaes lingusticas 119.1.1 Variaes regionais 119.1.2 Variaes sociais 129.1.3 Mudanas histricas 139.2 Iconicidade e arbitrariedade 149.2.1 Sinais icnicos 149.2.2 Sinais arbitrrios 159.3 Estrutura gramatical 159.3.1 Aspectos estruturais 159.3.1.1 Parmetros principais 169.3.1.2 Parmetros secundrios 209.3.1.3 Componentes no manuais 209.3.2 Estrutura sinttica 219.3.2.1 Sistema pronominal 229.3.2.2 Tipos de verbos 25</p><p>__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 2Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________</p><p>9.3.2.3 Tipos de frases 269.3.2.4 Noes temporais 289.3.2.5 Classificadores 289.3.2.6 Role-play 319.3.3 Formao de palavras 319.3.3.1 Sinais compostos 319.3.3.2 Gnero 329.3.3.3 Adjetivos 329.3.3.4 Numerais e quantificao 339.3.3.5 Formao de plural 339.3.3.6 Intensificadores e advrbios de modo 339.3.3.7 Advrbios de tempo 339.3.3.8 Polissemia 349.3.3.9 Gria 349.3.3.10 Alfabeto manual 349.3.3.11 Emprstimo da lngua portuguesa 3510. Tabela de Classificadores 3511. Alfabeto Brasileiro de Sinais 3711.1 Nmeros 3711.2 Alfabeto desenhos de Joo Flix 3812. Sinais Famlia 3913. Sinais Cores 4014. Sinais Meses 4115. Sinais Dias da Semana 4216. Sinais Frutas 4317. Sinais Alimentao 4418. Sinais Bblicos 4619. Sinais Animais 4720. Sinais Sentimentos 4921. Sinais Verbos 5022. Agradecimentos 55</p><p>__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 3Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________</p><p>No existe maior barreira que a da comunicao.</p><p>Voc consegue imaginar-se criana, querendo dizer para sua me que sente alguma dor, sem que ela te entenda. Ou mesmo, voc sentir medo do "bicho-papo" e ela achar que voc est com dor de barriga e te dar aquelas gotinhas no copo e dizer: - Voc vai sarar...", mas o que voc realmente est pedindo a sua companhia; ou ainda voc querer dizer o quanto a ama e que ela importante para voc e isto parecer impossvel. </p><p>A vida do surdo cheia de momentos como estes, desde criana e como adultos tambm.</p><p>Comeando com o termo "deficiente auditivo", a sociedade trata o surdo como se fosse um incapaz. </p><p>Conhecemos as necessidades de muitas pessoas com deficincia, mas para os surdos no h condies mnimas de atendimento. Em reparties pblicas, hospitais, lojas e locais adaptados que lidam com questes de acessibilidade raramente h algum preparado para atend-los.</p><p>O que voc sabe sobre surdez? Aquele alfabeto brasileiro de sinais que voc j deve ter visto quase nada. Voc pensa que a comunicao do surdo daquela forma?</p><p>Mesmo os profissionais da rea precisam saber mais. Eles sabem sobre ouvido, mas ser que sabem sobre o surdo?</p><p>Pais e familiares precisam saber o que fazer, afinal de contas um filho surdo no nasce com manual de instrues.</p><p>Nosso objetivo que o surdo conquiste sua total cidadania. O primeiro passo a informao. O reconhecimento de uma lngua prpria, a LIBRAS j foi uma vitria. Voc tem ideia do que LIBRAS?</p><p>Quero convid-lo(a) a conhecer um pouco mais sobre surdez. Voc vai ficar encantado(a) e ao mesmo tempo surpreso(a). </p><p>Que tal fazer esta diferena?</p><p>Material de uso interno para treinamento e suportePode ser reproduzido mediante autorizao no pode ser comercializado.</p><p>__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 4Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________1. O que Surdez?Surdez o nome dado impossibilidade e dificuldade de ouvir, podendo ter como causa vrios fatores que podem ocorrer antes, durante ou aps o nascimento. A deficincia auditiva pode variar de um grau leve a profunda, ou seja, a criana pode no ouvir apenas os sons mais fracos ou at mesmo no ouvir som algum.</p><p>2. Os Nmeros da Surdez</p><p>2.1 No Brasil No Brasil, estima-se que existam cerca de 15 milhes de pessoas com algum tipo de perda auditiva. No Censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), 3,3% da populao responderam ter algum problema auditivo. Aproximadamente 1% declarou ser incapaz de ouvir. No Maranho, de acordo com levantamentos realizados pelo IBGE/2000, o nmero de surdos de aproximadamente 200 mil pessoas, enquanto na ilha de So Lus foram registrados 27.922 surdosAtualmente o Brasil atende a cerca de 700 mil pessoas com surdez nos diversos nveis e modalidades de ensino, distribudas entre escolas especiais para surdos, escolas de ensino regular e ONG's.De acordo com a Organizao Mundial da Sade (OMS), estima-se que 1,5% da populao brasileira (2,25 milhes) portadora de deficincia auditiva.Em 1998, havia 293.403 alunos, distribudos da seguinte forma: 58% com problemas mentais; 13,8%, com deficincias mltiplas; 12%, com problemas de audio; 3,1% de viso; 4,5%, com problemas fsicos; 2,4%, de conduta. Apenas 0,3% com altas habilidades ou eram superdotados e 5,9% recebiam "outro tipo de atendimento (Sinopse Estatstica da Educao Bsica/Censo Escolar 1998, do MEC/INEP). No Brasil, empresas com mais de cem funcionrios devem contratar 2% de pessoas com deficincia, com 201 a 500 funcionrios - 3%, de 501 a 1000 - 4 % e de 1001 funcionrios em diante, 5%.2.2 No MundoDados da Organizao Mundial de Sade (OMS) indicam que 10% da populao mundial apresentam algum problema auditivo.</p><p>2.3 Outros NmerosEnquanto a reduo do processo de audio entre as mulheres se torna mais acentuado a partir dos 55 anos, aps a menopausa, os homens comeam a sofrer essa degradao, em mdia, j aps os 30 anos de idade. Essa foi a concluso de pesquisadores da Universidade de Dakota do Sul (Estados Unidos), aps realizarem estudo que avaliou de que maneira a idade e o sexo interferem no processo auditivo.</p><p>Casos de surdez podem ser evitados. Para isso necessrio que se tomem alguns cuidados__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 5Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________3. Preveno3.1 Para quem ainda no teve filhosSe voc pretende ter filhos, procure um mdico. Ele vai pedir para que voc faa alguns exames. Estes exames podem revelar doenas que nem mesmo voc sabe que tem. Essas doenas podem ser tratadas, evitando complicaes para o seu beb.Uma das doenas que voc no deve ter durante a gravidez a rubola. Ela pode causar surdez e outras deficincias criana que vai nascer. Antes de engravidar a mulher deve ser vacinada contra rubola. Consulte seu mdico.</p><p>3.2 Para quem est grvidaO principal conselho sempre ter um mdico acompanhando a sua gravidez. Faa o Pr-natal! Voc estar assim diminuindo os riscos de seu filho ter surdez e outros problemas.As condies de sade da me so importantes para se ter um filho saudvel. Se a me tiver doenas, como por exemplo, presso alta, diabetes, rubola e etc., ou fazer uso de drogas e lcool, poder causar danos no desenvolvimento da criana, inclusive a surdez. No tome nenhum remdio sem a aprovao de seu mdico. Seu beb est crescendo e muitos remdios podem trazer srios prejuzos a ele.Evite tirar radiografias! Se houver necessidade disso, conte ao mdico ou ao dentista que est grvida, para que ele possa tomar os devidos cuidados.Informe-se se na sua cidade tem algum estabelecimento que realiza o "Teste da orelhinha". Esse exame pode ser feito em recm-nascidos e detecta se o beb tem algum problema de audio. 3.3 Para quem j teve filhos</p><p>Quem j teve filhos sabe a preocupao que traz qualquer doena. Quando esta doena deixa um defeito, muito pior. Previna doenas que causem a surdez como meningite, sarampo e caxumba, entre outras.</p><p>Vacine seu filho contra essas doenas e evite o contato com pessoas doentes. As dores de ouvido devem ser examinadas pelo mdico, porque gripes e resfriados mal curados podem alterar a audio.</p><p>Diante de qualquer anormalidade, consulte o mdico. Ele vai ajudar a cuidar de seu filho evitando complicaes.</p><p>3.3.1 Cuidados ImportantesNo use cotonete na parte de dentro do canal do ouvido, limpe somente a parte externa da orelha.Explique para seu filho que objetos como botes, tampinhas ou mesmo feijes, no devem ser colocados no ouvido, pois podem machucar e prejudicar sua audio.Se voc tem um beb fique atenta(o);Ele se assusta com portas que batem? Olha quando voc chama? Escuta a campainha da casa ou do telefone? __________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 6Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________Se ele no reage com esses sons, sinal que no est ouvindo bem.No deixe seu filho em lugares onde o barulho muito forte. Evite brincadeiras com objetos barulhentos, como bombinhas, por exemplo.O excesso de barulho pode prejudicar a audio</p><p>4. Preveno Fatores de RiscoQualquer beb recm-nascido pode apresentar um problema auditivo </p><p>no nascimento ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida. Isto pode acontecer mesmo que no haja casos de surdez na famlia ou nenhum fator de risco aparente. Por isto pea ao pediatra para fazer o Teste da Orelhinha quando seu filho nascer. </p><p>A audio comea a partir do 5 ms de gestao e se desenvolve intensamente nos primeiros meses de vida. Qualquer problema auditivo deve ser detectado ao nascer, pois os bebs que tm perda auditiva diagnosticada cedo e iniciam o tratamento at os 6 meses de idade apresentam desenvolvimento muito prximo ao de uma criana ouvinte.</p><p>O diagnstico aps os 6 meses traz prejuzos inaceitveis para o desenvolvimento da criana e sua relao com a famlia. Infelizmente, no Brasil, a idade mdia de diagnstico da perda auditiva neurosensorial severa a profunda muito tardia, em torno de 4 anos de idade.</p><p>Lembre-se de que ouvir fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem.</p><p>Se o exame no foi realizado no nascimento, faa-o agora. Procure o audiologista.</p><p>4.1 Para o beb - 0 a 28 dias</p><p> HISTRICO FAMILIAR - ter outros casos de surdez na famlia INFECO INTRAUTERINA - provocada por citomegalovrus, rubola, </p><p>sfilis, herpes genital ou toxoplasmose. ANOMALIAS CRNIO-FACIAIS - deformaes que afetam a orelha e/ou o </p><p>canal auditivo (p.ex.: duto fechado) PESO INFERIOR A 1.500 GRAMAS AO NASCER HIPERBILIRUBINEMIA - transtorno que ocorre 24 horas depois do parto. </p><p>O beb fica todo amarelo por causa do aumento de uma substncia chamada bilirrubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosanguneo transfuso</p><p> MEDICAO OTOTXICAS - uso de antibiticos do tipo aminoglicosdeos que podem afetar o ouvido interno</p><p> MENINGITE BACTERIANA - a surdez umas das consequncias possveis quando o beb tem este tipo de meningite</p><p> NOTA APGAR MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO - Todo beb quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliao que inclui muitos fatores. Virgnia Apgar o nome da mdica que inventou o teste.</p><p> VENTILAO MECNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS - quando o beb teve que ficar entubado por no conseguir respirar sozinho</p><p> OUTROS SINAIS FSICOS ASSOCIADOS SNDROMES NEUROLGICAS - p.ex.: Sndrome de Down ou de Waldenburg </p><p>__________________________________________________________________________________________Elaborado por Jonas Pacheco e Ricardo Estruc - V.11.01 Pg. 7Copyright 2011 www.surdo.org.br</p></li><li><p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)___________________________________________________________________________________________</p><p>4.2 Para a criana - 29 dias a 2 anos</p><p> OS PAIS DEVEM OBSERVAR SE H ATRASO DE FALA OU DE LINGUAGEM - aos 7 meses ele j deve imitar alguns sons; com 1 ano j deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulrio deve estar em torno de 100 palavras </p><p> MENINGITE BACTERIANA OU VIRTICA - esta a maior causa de surdez no Brasil</p><p> TRAUMA DE CABEA ASSOCIADA PERDA DE CONSCINCIA OU FRATURA CRANIANA MEDICAO OTOTXICA - uso de antibiticos do tipo aminoglicosdeos que podem afetar o ouvido interno</p><p> OUTROS SINAIS FSICOS ASSOCIADOS SNDROMES NEUROLGICAS - p.ex.: Sndrome de Down e de Waldenburg</p><p> INFECO DE OUVIDO PERSISTENTE OU RECORRENTE POR MAIS DE 3 MESES - OTITES</p><p>4.3 Para o adulto Alm daqueles encontrados nas crianas, os adultos podem adquirir a surdez atravs de: Uso continuado de aparelho com fone de ouvido Trabalho em ambiente de alto nvel de presso sonora Infeco de ouvido constante e acidentes</p><p>5. Nveis de Surdez Pelo decreto N3...</p></li></ul>