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Apostila Metre Armador

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  • 1

    CAPTULO 01

    PARTES DA EMBARCAO

    Proa - a extremidade anterior do navio no sentido de sua marcha normal. A proa a

    origem de contagem das marcaes relativas. Corresponde aos 000 relativos.

    Popa - extremidade posterior do navio. Para efeitos de marcaes relativas corresponde a

    180 relativos.

    Bordos - so duas partes simtricas em que o casco (corpo principal da embarcao)

    dividido por um plano vertical que contm a linha proa-popa.

    Bochechas - parte curvas do costado de um e de outro bordo, junto a roda de proa. Para

    efeito de marcaes relativas a bochechas de BE est aos 045 da proa e a BB aos 315 dela.

    Travs - a direo perpendicular ao plano longitudinal (linha proa-popa) aproximadamente

    a meio - navio. Para efeito de marcaes relativas o travs de BE est aos 90 relativos e o de BB

    aos 270 relativos.

    Alhetas - partes do costado de um e de outro bordo entre o travs e a popa. Para efeito de

    marcaes relativas a alheta de BE est aos 135 da proa e a de BB aos 225 dela.

    Denominamos de Boreste (BE) a parte direita de quem olha a proa e de Bombordo (BB)

    parte esquerda.

    Obs.: Se um objeto estiver mais para a proa do que outro diz-se que ele est por Ante-A-

    Vante (AAV) dele; se est mais para a popa, diz-se que est por Ante-A-R (AAR).

    H um s Deus e um s mediador entre Deus e o Homem: Jesus cristo. (1 TM 2:5)

  • 2

  • 3

    CAPTULO 02

    MARCAES RELATIVAS

    As marcaes relativas so medidas como ngulos a partir da proa da embarcao na direo

    dos ponteiros de um relgio de 0 a 360 em torno do barco.

    As direes so sempre mostradas (ou informadas) com trs dgitos usando zeros se

    necessrio: 50dizer zero-cinco-zero (050) relativos.

    Quando temos um objeto aos 000 costuma-se dizer Pela Proa ou aos zero-zero-zero

    relativos. Semelhantemente, quando temos um objeto aos 180 dizemos que est Pela Popa ou

    aos uno-oito-zero relativos.

    Quando temos um objeto pelo Travs temos que definir obrigatoriamente o bordo. Ex.:

    farol pelo Travs de BE (ou farol aos zero-nove-zero) relativos . Quando temos um objeto entre o travs de um dos bordos e a alheta respectiva diz-se que o

    objeto est por ante-a-vante da alheta (de BE ou de BB). Quando entre a alheta e a popa o objeto

    estar por ante-a-r da alheta (BE ou BB).

    BOCHECHA

    DE BE

    BOCHECHA

    DE BB

    PROA

    POPA

    ALHETA

    DE BE ALHETA

    DE BB

    TRAVS

    DE BE

    B

    O

    R

    E

    S

    T

    E

    B

    O

    M

    B

    O

    R

    D

    O

    TRAVS

    DE BB

  • 4

    CAPTULO 03

    NCORAS E AMARRAS

    NCORAS

    As ncoras, comumente chamadas de ferros so peas de ao de forma especial e com um peso adequado ao deslocamento das embarcaes e que desempenham o importante papel de

    mant-las firmes em um fundeadouro longe de pedras, arrebentaes ou outros perigos.

    NCORAS DANFORTH

    atualmente a mais usada em embarcaes amadoras.

    AMARRAS

    A ligao da ncora com embarcao se faz pela amarra, a amarra constituda de quartis.

    Um quartel tem um comprimento de aproximadamente 25 metros de amarra. A quartelada,

    comprimento total da amarra paga, chamada de filame.

    DANFORTH

    CEPO ANETE

    CEPO

    BRAOS

    ANETE

    CEPO

    UNHA HASTE

    PATA

    BRAO

    CRUZ

    ALMIRANTADO

  • 5

    CAPTULO 04

    ATRACAR E DESATRACAR

    De uma maneira geral, para atracar, levamos a embarcao com pouco seguimento, e

    fazendo um ngulo de cerca de 45, em relao ao cais, de maneira a passar um cabo de proa logo

    que pudermos, carregando-se o leme para o bordo oposto ao cais para fazer a popa vir a este. A

    embarcao deve ser mantida atracada ao cais, passando-se um cabo dizendo para vante e outro dizendo para r. Havendo corrente, facilmente verificada pela posio de outras embarcaes que filam a ela, deve-se aproveit-la, isto , atracar contra a corrente. Isso trs vantagem, pois a

    corrente agir sobre a popa, aproximado-a e facilitando a atracao.

    Para desatracarmos, devemos inicialmente largar os cabos a r e manobrando com os cabos

    avante procurar abrir a popa. Se necessrio, usaremos ainda o motor dando atrs e manobraremos

    o leme como conveniente para obter tal efeito. Logo que a popa estiver safa do cais, largamos os

    cabos de vante e dando atrs afastamos a embarcao, dando adiante logo que julgarmos

    conveniente, manobrando o leme de maneira a colocarmos nossa proa na direo desejada.

    Podemos ainda desatracar usando uma corrente favorvel. Se ela estiver pela proa, folgamos

    os cabos a vante, mantendo os de r apertados. A proa se afasta do cais e a popa permanece junto a

    ele. Logo aps folgamos os cabos a r; a popa tambm afastar, permitindo uma desatracao sem

    maiores dificuldades.

    Se a corrente estiver pela popa, adotamos o procedimento inverso, o que nos levar tambm

    a uma fcil desatracao.

    CAPTULO 05

    ESPIAS E SEU USO

    Os cabos que permitem a uma embarcao amarrar a um cais so chamados de espias. De acordo com seu posicionamento em relao embarcao as espias denominadas de

    lanantes, espringues ou traveses. Assim a espia que diz para vante ou para r em relao ao seu posicionamento na embarcao um lanante de proa ou de popa, conforme o caso. A espia

    que diz para direo de meio navio, quer a vante, quer a r, um espringue e aquelas que so perpendiculares ao cais constituem os traveses.

    Sempre durante as atracaes, ou muitas vezes j atracados, necessitamos manobrar nossas

    embarcaes ao longo do cais. Para tanto, basta manobrarmos convenientemente com as espias,

    fazendo com que a embarcao caia a vante ou a r.

  • 6

    1) LANANTE DE PROA no deixa a embarcao cair a atrs; 2) ESPRINGUE DE PROA no deixa a embarcao cair adiante (frente); 3) TRAVS no deixa a embarcao se afastar do cais; 4) ESPRINGUE DE POPA - no deixa a embarcao cair a r (atrs); e

    5) LANANTE DE POPA no deixa a embarcao cair a frente.

    CAPTULO 06

    LEME E SEUS EFEITOS

    O leme tem por finalidade dar direo a uma embarcao e mant-la a caminho, no rumo

    determinado. por meio do leme que se faz o navio guinar. Ele disposto na popa e s tem ao

    quando a embarcao est em movimento (ressalvados os casos de correnteza), uma vez que o seu

    efeito resultante da fora das guas, em movimento, sobre sua porta. O leme comandado por

    um timo, por uma roda de leme ou por uma cana de leme. Ao girarmos o timo ou a roda do

    leme para um bordo a proa da embarcao ir para esse bordo. J com a cana do leme, ao

    empurr-la para boreste (BE) por exemplo, a proa ir para bombordo (BB) e vice-versa.

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    4 5

  • 7

    CAPTULO 07

    SITUAES DE MANOBRA DE EMBARCAES

    ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PERPENDICULAR AO CAIS,

    APROXIMAO POR BARLAVENTO

    Aproximar-se paralelo ao cais, quase parando. O vento ou corrente aproximar a embarcao

    ao cais. Passar logo que possveis espias pela proa e pela popa.

    ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PERPENDICULAR AO CAIS,

    APROXIMAO POR SOTAVENTO

    Aproximar-se do cais, com um ngulo aproximado de 45. Assim que a bochecha da

    embarcao tocar o cais, passar um espringue de proa. Dar leme para o bordo contrrio ao cais.

    Mquina adiante devagar. A popa encostar.

    BARLAVENTO

    Vento ou corrente

    a embarcao.

    Atracao com vento ou corrente

    perpendicular ao cais,

    Aproximao por Barlavento

    Aproximar- se paralelo ao cais,

    quase parando.

    O vento ou corrente aproximar

    BARLAVENTO

    Vento ou corrente

  • 8

    ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PARALELA AO CAIS

    Procure atracar sempre contra a correnteza ou vento. Aproxima-se do cais com um ngulo de

    cerca de 30, com a mquina adiante devagar. Assim que possvel passar um lanante de proa e

    parar a mquina. O vento ou corrente ajudar a encostar a popa.

    LARGAR DO CAIS SEM VENTO E SEM CORRENTE

    Leme a meio, mquinas adiante devagar, defensas protegendo o costado. Ao iniciar o

    deslocamento v dando leme no sentido contrrio ao cais lentamente at ficar com a popa safa.

    Podemos tambm largar todas as espias exceto o espringue da popa, ir entrando com essa espia,

    leme contrrio ao cais e mquina adiante devagar.

    LARGAR DO CAIS COM VENTO OU CORRENTE PELA PROA

    Largar todas as espias exceto o espringue de popa manter o leme contrrio ao cais. Depois

    que a proa abrir o suficiente, folgar o espringue, at que a popa se afaste do cais. Largar o

    espringue de popa, dar mquinas adiante devagar.

    LARGAR DO CAIS COM VENTO OU CORRENTE PELA POPA

    Largar todas as espias exceto o espringue de proa. Leme na direo ao cais, ir entrando o

    espringue da proa. Quando a popa estiver safa, leme a meio e mquinas atrs devagar.

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    4

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    Correnteza

  • 9

    FUNDEAR

    Por ocasio de fundear devemos tomar certos cuidados:

    A escolha do local verificando a carta nutica e a mar dominante (enchente ou vazante);

    Aproximarmo-nos do local de fundeio em marcha reduzida e aproados ao vento, ou corrente se esta for mais forte;

    Chegarmos ao local de fundeio com as mquinas paradas ou os panos abafados e a embarcao com pouco seguimento ou quase parada;

    Largar o ferro, deixando-se correr uma quantidade de amarra de, no mnimo, trs vezes a profundidade do local, ao mesmo tempo em que damos mquina