apostila histÓria do primeiro bimestre primeiro ano

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    APOSTILA HISTRIA

    PROF ORLANDO

    PRIMEIRO BIMESTRE

    HISTRIA - INTRODUO

    1. POR QUE ESTUDAR HISTRIA?

    Histria ajuda a desenvolver as identidades e cria um sentimento de pertencimento a um lugar

    Identidade o modo como nos definimos e somos definidos por outros indivduos.

    2. PESQUISAS HISTRICAS

    Durante o sec. XIX (1801-1900), as principais fontes ou documentos histricos utilizados pelos historiadores eram os textos escritos, sobretudo os de origem oficial. Naquela poca, os historiadores valorizavam essas

    fontes escritas.

    Partindo da pesquisa e do estudo, buscavam fornecer uma verso nica de um acontecimento (uma verdade). Hoje em dia no mais assim...

    3. EXISTE UMA VERDADE?

    Atualmente a historiografia no aceita o termo verdade. Ela aceita o termo verso.

    Toda verso pode ser aceita desde que seja comprovada por mais de uma fonte histrica.

    4. FONTES HISTRICAS

    Fontes Histricas so todos os vestgios da vida humana utilizados pelo historiador para verificar a autenticidade de fatos.

    Exemplo: documentos pessoais, cartas, fotografias, objetos, roupas, depoimentos, pinturas, livros didticos, etc.

    5. O HISTORIADOR TRABALHA APENAS COM FONTES HISTRICAS?

    No. Alm das fontes histricas, os historiadores mantm interdependncia com o trabalho de pesquisadores de outras reas.

    6. UNIDADE DE MEDIDA NA HISTRIA

    O tempo usado como unidade de medida.

    Os instrumentos mais usados para calcular o tempo so os relgios (o mais antigo) e o calendrio.

    Calendrios mais usados no mundo:

    Cristos Utilizado na maior parte do mundo. O tempo contado a partir do nascimento de Cristo; Judaico Utilizado apenas pelos judeus. O tempo contado a partir do que considerado o incio da

    criao do universo (3761 a.c. do calendrio cristo);

    Islamico ou Muulmano Utilizado nos pases de maioria muulmana. O tempo contado a partir da fuga do profeta Maom de Meca para Medina (622 do calendrio cristo).

    6.1. AS DIMENSES DO TEMPO

    O historiador Frances Fernand Braudel afirmou que possvel dividir os acontecimentos histricos em: Curta durao o tempo rpido dos acontecimentos (as notcias de um dia); Mdia durao um perodo de existncia de uma conjuntura: os anos em que durou um governo, o tempo de vigncia de uma constituio, uma guerra.

    Longa durao So fatos que podem durar sculos. Exemplo: os hbitos alimentares, um mito, uma crena.

    6.2. LINHA DO TEMPO

    uma maneira de facilitar a organizao dos acontecimentos histricos.

    7. O TERMO PR-HISTRIA

    O termo pr-histria foi cunhado na segunda metade do sc. XIX e designa o perodo de tempo anterior ao surgimento da escrita (a escrita surgiu por volta de 4000 a.c.).

    Para os historiadores, os acontecimentos s fazem parte da histria se estiverem registrados atravs da escrita.

    O termo pr-histriaentrou em desuso porque at os dias atuais existem povos que vivem sem o uso da escrita e se organizam em sociedades como a nossa.

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    CIVILIZAO GREGA - HERANAS

    Foi na Grcia antiga que o ser humano foi definido como animal poltico. Mas, o que significa poltica? Plis Cidade-Estado

    1. MITO

    Mythos significa apenas relato, narrao. Essa palavra serve hoje para designar, na histria do pensamento grego, uma tradio transmitida oralmente e que no se insere na ordem do racional.

    Nossa cincia atual est repleta de mithos: um deles o big-bang.

    As narrativas da origem transmitidas pelos mitos continuam atuais na Grcia clssica, porque respondem a desafios relacionados com a identidade: o grego sabe de onde porque conhece de cor

    todas essas histrias.

    Essas narrativas transmitem modos de ser e de comportar-se. Em Homero, aprende-se a trabalhar, a navegar, a fazer a guerra e a morrer - afirmava Plato. A tradio mitolgica define assim um estilo exemplar de existncia, nos planos moral e esttico, que para os gregos se confundem.

    2. DEMOCRACIA

    A plenitude da democracia grega se deu com as experincias democrticas que ocorreram em Atenas e se irradiou por toda a Grcia.

    Nas cidades onde a democracia no era exercida da mesma forma de Atenas, existiam canais de comunicao (assembleias) entre o poder publico e os cidados.

    Somente em Atenas a democracia desenvolveu-se de forma institucionalizada, ou seja, um governo do povo, exercido pelos cidados reunidos em Assembleias.

    A noo de cidadania na cultura poltica grega determinava a vinculao do cidado a uma determinada polis, por laos de famlia, obrigao de defesa da cidade, contribuindo para seu bem geral e o direito de opinar sobre

    o destino de suas cidades.

    OBS:

    Fundamentos do Estado democrtico de Direito no Brasil:

    Artigo 1 da Constituio de 1988, so:

    "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos

    termos desta Constituio."

    Soberania e cidadania. Dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo poltico.

    A cultura grega trouxe uma viso e um sentimento aristocrtico de sociedade (aqueles considerados os melhores - proprietrios rurais - que dispunham de boas condies financeiras para adquirir uma boa educao e de tempo para se dedicarem ao servio publico no remunerado, eram concebidos como portadores de uma cultura geneticamente transmitida, aperfeioada e em parte adquirida dos seus antepassados).

    No governo de Pricles, a democracia incorporou a totalidade dos cidados no processo decisrio, tornando vivel atravs de uma modesta remunerao (Misthos) aos servidores cvicos, assim os cidados comuns

    puderam passar a tomar parte nas decises pblicas.

    As mulheres no tinham direito a voz e nem a voto nas decises publicas, mas contribuam na formao da opinio publica, ou seja, sua participao se dava atravs do aconselhamento a seus maridos e seus filhos nas

    tomadas de decises e nos destinos das cidades.

    Os estrangeiros eram considerados hspedes sem cidadania, mas possuam direitos privados assegurados por lei, embora sujeitos a restries.

    Os escravos tambm no eram considerados cidados, visto que no podiam opinar de forma alguma sobre os negcios pblicos, mas, eram respeitados como uma dignidade humana socialmente protegida por lei.

    Na democracia grega a liberdade era ao mesmo tempo um atributo de cidadania e um requisito para exerc-la. A liberdade para os atenienses era tida como um sentimento de orgulho em relao aos povos de outras cidades,

    entretanto, essa liberdade era delimitada pelos direitos do Estado, face s obrigaes de disciplina cvica, a

    submisso as autoridades constitudas e a obedincia as leis.

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    Em Atenas, todos os indivduos eram politizados e qualquer pessoa que no participasse dos negcios pblicos era considerada um ser intil.

    Na democracia a liberdade dependia do exerccio pleno da democracia, que para isso, era necessrio a observncia aos direitos e deveres de cada cidado assim como do Estado.

    No governo de Clistenes democracia veio a se consolidar, embora com dois tipos de objees: a conservadora, que foi uma forma de patriciado ateniense exprimir a sua superioridade ante a plebe e as exportaes fiscais das

    Assemblias, na medida em que atingia um nvel de racionalidade universalista e tendia a fundir-se com a

    objeo filosfica de Scrates.

    3. TICA

    tica e poltica so inerentes ao entendimento e a pratica do bem, o bem da alma assegurando a harmonia interior do homem e o bem da cidade e a justia assegurando a harmonia da polis. Da a afirmao de Scrates e Plato de que o exerccio da poltica requer um longo aperfeioamento, no podendo ser arbitrariamente

    confiado a homens desprovidos de senso de justia e bem social. A essa objeo Pricles e o partido popular

    contrapuseram-se com uma tese de que todos os homens possuem in nato tcnicas polticas e a partir das suas prerrogativas estes tendem a desenvolv-las.

    Os gregos apesar de criadores da racionalidade e de uma aplicao prtica a todas as dimenses da vida no tiveram uma eficaz continuidade ao seu saber poltico. Durante o perodo histrico em que a polis pode

    sobreviver seu governo foi escassamente racional. Faltou tanto em sua poltica interna como externa uma viso

    poltica superior que lhes assegurasse longa durao.

    Foram dois os principais problemas da administrao da polis grega, durante o perodo histrico em que puderam sobreviver. Um de caractere poltico-institucional que diz respeito ao fato de que a cidade grega ao

    contrario do que acontecia em Roma, no foi capaz de criar verdadeiras magistraturas, resultando na

    incompetncia de gerir os negcios cvicos e militares mais complexos. O segundo foi a incapacidade de gerar arrecadao tributria equnime e confivel, por falta de um pr-definido sistema tributrio.

    A arrecadao na Grcia dependia da generosidade patritica dos ricos ou de sua espoliao por decretos da Assembleia ou atos dos tiranos aos pobres. Tal situao gerava a propulso a guerra civil ou a aliana de

    partidos de uma determinada cidade com seus dirigentes a outras cidades, com vistas a derrubar o governo local.

    4. TEATRO

    Antes de se desenvolver, tinha como caracterstica principal sua estruturao religiosa

    O teatro grego se desenvolveu a partir do sc. VI a.c.

    Nasceu das declamaes lricas realizadas por um coro (com acompanhamento musical), ditirambos, que apresentavam ao pblico os feitos de Dionsio e de outros deuses e heris da mitologia grega.

    O teatro evoluiu e deu origem tragdia, comdia e ao drama satrico. o A Tragdia aborda em profundidade os sentimentos, os conflitos e as aspiraes que fazem parte da

    vida humana (comum o uso da