apostila hermeneutica

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Aprenda hermeneutica em um manual prático e fácil

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Hermenutica Bblica - ApostilaI - Definio de HermenuticaO Dicionrio Aurlio nos apresenta a seguinte definio de hermenutica: Interpretao do sentido das palavras; interpretao dos textos sagrados; arte de interpretar leis.

Na mitologia grega, Hermes era o mensageiro e intrprete da vontade dos deuses, e de seu pai, Zeus.Essa mensagem era transmitida de uma forma em que os homens pudessem entender.

A palavra (Hermeneuo) traduzida com o sentido de explicar, interpretar, traduzir.

No Novo Testamento temos: Lucas 24:27; 1 Corntios 12:10; 1 Corntios 14:28; Hebreus 7:2.

Hermenutica a cincia da interpretao. A hermenutica bblica o estudo dos princpios e procedimentos bsicos que visam fiel e coerente interpretao da Palavra de Deus. Como disciplina, a hermenutica exige um processo de interpretao complexo, para que se traga a tona a clareza original da Bblia. O objetivo da hermenutica bem simples: descobrir a inteno do Autor/autor (autor = agente humano; Autor = Deus, que inspira o texto. II - Trs princpios que norteiam a Hermenutica1) Sola Scriptura Primeiro principio fundamental apresentado pelas escrituras a respeito de si mesma, de que somente a Bblia a norma final verdade, ou seja, a Bblia e a Bblia somente.

Jesus mostrou claramente que a Escritura est acima da tradio. O principio da sola scriptura abrange o colorrio da suficincia da Escritura. A Bblia no tem paralelo como guia infalvel da verdade.

2) Tota Scriptura Segundo principio fundamental que toda escritura, no apenas uma parte dela, inspirada por Deus. Tanto o AT como o NT inspirada por Deus, literalmente soprada por Deus.

O Esprito Santo impregnou os instrumentos humanos com a verdade divina na forma de pensamentos, e os assistiu na hora de escrever, para que traduzissem fielmente, em palavras bem escolhidas, as coisas que lhe foram divinamente reveladas.

3) Analogia Scripturae Terceiro principio fundamental, haja visto que toda a Escritura inspirada pelo mesmo Esprito e tudo nela Palavra de Deus, existe uma unidade e harmonia fundamental entre suas diversas partes. Os dois testamentos possuem uma relao de reciprocidade na qual um esclarece outro mutuamente.

Todas as doutrinas da Bblia so coerentes entre si; interpretaes de passagens isoladas devem estar em harmonia com a totalidade do que a Escritura ensina sobre o assunto.

tambm verdade que nem toda poro da Escritura foi inteiramente compreendida pelos ouvintes originais ou at mesmo pelos escritores inspirados.

III - O que pode gerar uma interpretao errada?1) Aceitao cega de uma explicao sem investigaes.

2) Influncia de programas e livros evanglicos3) Colocao da experincia acima das Escrituras.

4) Falta de conhecimento do contexto histrico-cultural.

5) Falta de conhecimento e aplicao de regras de interpretao.

6) Falta de conhecimento da revelao progressiva de Deus.

A verdade progressiva e precisamos andar em luz crescente. = Review and Herald, 25/03/1890.

Quando o poder de Deus testifica daquilo que a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como a verdade. ... Surgiro homens com interpretaes das escrituras que para eles so verdade, mas que no o so. ... Aparecer um, e ainda outro, com nova iluminao, que contradiz aquela que foi dada por Deus sob a demonstrao de Seu Santo Esprito. = Conselhos aos Escritores e Editores, pg. 22

7) Falta de conhecimento das lnguas originais da Bblia.

novo

novo

santo

prostituto cultual

um judeu da palestina que falava a lngua nacional

um judeu da dispora que falava grego um gentio, um grego judeu, designao de todo o povo de Israel um termo de honra, um da raa escolhida IV - Conceitos da Hermenutica1) Estuda a Bblia partindo do pressuposto de que ela a autoridade suprema em questes de religio, f e doutrina.

2) A Bblia a melhor intrprete de si mesma, ou seja, a Bblia interpreta a Bblia. Os maiores inimigos da Bblia no so seus opositores, mas os seus expositores que tentam encontrar na Bblia defesa para as suas idias absurdas.

3) Depende do Esprito Santo a compreenso e interpretao da Escritura.

4) Os exemplos bblicos s tm autoridade prtica quando amparados por uma ordem que os faa mandamento universal.

5) O principal propsito da Escritura mudar nossas vidas e no multiplicar nossos conhecimentos.

6) Nenhuma declarao isolada ou passagem obscura de um livro pode revogar uma doutrina que claramente estabelecida por muitas passagens bblicas.

7) No a Igreja que determina o que a Bblia ensina; antes a Bblia que determina o que a Igreja deve ensinar.

8) Na Bblia, o contexto o que fornece a situao subjacente ao texto.

9) Jamais devemos nos basear em divises de versculos na busca do significado de um texto. O pargrafo a chave para a seqncia do pensamento nos livros bblicos.

A Bblia a nica regra de f e doutrina. E no h nada mais apropriado para vigorizar a mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. No h outro livro que seja to poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor s faculdades como as vastas e enobrecedoras verdades da Bblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de entendimento, uma nobreza de carter e uma firmeza de propsito que raramente se vem neste tempo. Milhares de homens que ministram no plpito carecem das qualidades essenciais da mente e do carter, porque no se aplicam ao estudo das Escrituras. Satisfazem-se com um conhecimento superficial das verdades repletas de profunda significao; e preferem continuar assim, perdendo muito em todo o sentido, em vez de buscar com diligncia o tesouro escondido. Fundamentos da Educao Crist, pg. 126.Materiais necessrios para uma boa Hermenutica1) Orao e humilde entrega a vontade de Deus, para que Ele possa usar a nossa mente.

2) Precisa-se ter vrias ou algumas tradues da Bblia.

A Bblia inspirada: o AT hebraico e o NT grego, o restante apenas traduo

Todo tradutor um traidor.Pelo fato de a Bblia ser sujeita a limitaes, imperfeies e condicionamentos histricos da existncia humana, til e necessrio estudar as lnguas nas quais elas foram escritas, o contexto histrico no qual se originaram e as condies humanas as quais foram endereadas. Tratado de Teologia Adventista do Stimo Dia, vol. 9, pg. 53.3) Ter um bom Dicionrio Bblico.

4) Ter um bom Comentrio Bblico, de preferncia o CBASD.

5) Ter uma boa Concordncia Bblica.

6) Ter ao menos a serie do Esprito de Profecia que comenta a Bblia:

Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, Desejado de todas as Naes, Atos dos Apstolos e o Grande Conflito.

7) Ter um atlas geogrfico das terras bblicas.

8) Ter uma boa Chave Bblica.

9) Ter um bom programa bblico para computador.

V As principais figuras de linguagemFIGURA DE

LINGUAGEMCARACTERSTICAS

EXEMPLO

1MetforaUma semelhana entre dois objetos ou fatos, caracterizando-se um com o que prprio do outro. A metfora uma comparao mais forte que o smile, pelo fato de que h equivalncia direta posta entre os dois objetos.Joo 15:1; Mateus 5:13; Joo 10:9; Joo 14:6; Jeremias 50:6; Gnesis 49:9

2Sindoque tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o gnero pela espcie, ou vice-versa. Ela trata mais de idias e conceitos.Salmo 16:9; Atos 24:5; Gnesis 6:12; Romanos 1:16

3Metonmia o emprego de um nome por outro com o qual tem relao. empregar a causa pelo efeito, ou o sinal ou smbolo pela realidade que indica o smboloLucas 16:29; Joo 13:8; 1 Joo 1:7; 1 Corntios 10:21; Hebreus 13:4

4Prosopopia a personificao das coisas inanimadas, atribuindo-se-lhes os feitos e aes das pessoas.Isaas 55:12; Salmo 85:10-11

5Ironia a expresso do contrrio do que se quer dizer, porm sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro.1 Reis 18:27; J 12:2

6Hiprbole um exagero para dar nfase, representando uma coisa com muito maior ou menor grau do que em realidade , para apresent-la viva imaginao.Nmeros 13:33; Deuteronmio 1:28; Joo 21:25; Mateus 5:29,30

7Alegoria

uma fico em que se admite um sentido literal, exigindo, todavia, uma interpretao figurada. So vrias metforas unidas.Joo 6:51-65; Salmo 80:8-13

8FbulaUma alegoria histrica.2 Reis 14:9

9EnigmaUm tipo de alegoria, porm sua soluo difcil e abstrata.Juizes 14:14

10TipoUma classe de metfora que no consiste meramente em palavras, mas em fatos, pessoas ou objetos que designam fatos semelhantes, pessoas ou objetos no porvir. prefigurativo.Joo 3:14; Mateus 12:40

11Smbolo

uma espcie de tipo pelo qual se representa alguma coisa ou algum fato por meio de outra coisa ou fato familiar que se considera a propsito para servir de semelhana ou representao. ilustrativo.Batismo

Ceia

2 Reis 13:14-19

12Parbola

uma espcie de alegoria apresentada sob forma de uma narrao, relatando fatos naturais ou acontecimentos possveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou vrias verdades importantes. um smile ampliado.1. Identificar a situao que originou a parbola.

2. Ver qual a verdade que est sendo ensinada.Mateus 13:3-8; Lucas 18:10-14; Joo 15

13Smile

uma comparao expressa pelas palavras semelhante ou como. A nfase recai sobre algum ponto de similaridade entre duas idias, grupos, aes, etc.1 Pedro 1:24; Salmo 1:3,4

14Apstrofe

uma figura usada pelo orador, no discurso. Consiste em interromp-lo subitamente, para dirigir a palavra, ou invocar alguma pessoa ou coisa, presente, ausente, real ou imaginria.Jeremias 47:6; Salmo 114:5-8; Isaas 14:9-32; Deuteronmio 32:1

15AntteseIncluso, na mesma frase, de duas palavras, ou dois pensamentos, que fazem contraste