apostila esgotamento sanitário

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  • 1. 1 1. INTRODUO A importncia do Sistema Predial de Esgoto Sanitrio na Construo Civil relaciona- se no apenas com as primordiais necessidades relativas higiene e sade, mas tambm com as evolutivas noes de conforto, impostas por um dinmico comportamento social. Neste cenrio encontra-se o projetista, cuja misso atender aos anseios sociais, em meio a emergentes avanos tecnolgicos e necessidade mpar de racionalizao, questes estas singulares na competitiva estrutura econmica estabelecida. Isto posto, oportuno supor que o projetista necessite de informaes bsicas relativas a modernas metodologias de dimensionamento, s inovaes tecnolgicas, assim como dos princpios tericos que sustentam tanto o convencional quanto o novo. Inserido nesse contexto, este Texto Tcnico, cujo tema central o Sistema Predial de Esgoto Sanitrio (SPES), prope-se a abordar, em nvel de informaes bsicas, diversos temas pertinentes ao referido sistema. Desta forma, inicialmente apresentado o SPES no referente a sua funo, seus requisitos de desempenho e sua constituio bsica. Os dois itens seguintes, 3 e 4, apresentam noes tericas sobre escoamento dos esgotos e os respectivos fenmenos associados. No item 5, so classificados os SPES. Seguem os itens 6 e 7, os quais apresentam, respectivamente, o projeto e o dimensionamento, enquanto que o item 8 completa o texto, abordando componentes e materiais afins. Anexos acompanham o texto, ilustrando e exemplificando tpicos diversos.
  • 2. 2 2. APRESENTAO DOS SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTOS SANITRIOS (SPES) 2.1 Funo e Requisitos de Desempenho O sistema predial de esgoto sanitrio (SPES) um conjunto de tubulaes e acessrios, o qual destina-se a coletar e conduzir o esgoto sanitrio a uma rede pblica de coleta ou sistema particular de tratamento. Alm desta funo bsica, o SPES deve atender aos seguintes requisitos segundo a norma brasileira NBR 8160 Sistemas prediais de esgotos sanitrios Projeto e execuo (ABNT, 1999): a) deve ser garantida a qualidade da gua de consumo; b) permitir o rpido escoamento da gua utilizada e dos despejos introduzidos, evitando a ocorrncia de vazamentos e a formao de depsitos no interior das tubulaes; c) impedir que os gases provenientes do interior do SPES atinjam reas de utilizao; d) dever haver uma separao absoluta em relao ao sistema predial de guas pluviais. A contaminao da gua de consumo deve ser evitada, protegendo-se tanto o interior dos sistemas de suprimento, como os ambientes receptores. A necessidade de viabilizar o rpido e seguro escoamento do esgoto sanitrio, assim como garantir o funcionamento adequado dos fechos hdricos, deve ser considerada desde a concepo do SPES. A velocidade do escoamento nos trechos horizontais est associada eficincia no transporte dos materiais slidos, evitando que estes venham se depositar no fundo das tubulaes. Nos trechos verticais, a velocidade do escoamento influencia significativamente nas presses pneumticas desenvolvidas no interior das tubulaes. J os fechos hdricos funcionaro adequadamente se os mesmos no se romperem, uma vez que os mesmos impedem que os gases no interior das tubulaes penetrem no ambiente, conforme j comentado. Esta condio de no rompimento ser garantida se as variaes das presses pneumticas no interior do sistema forem limitadas, conforme o clssico trabalho de WILY; EATON (1965). Os fenmenos que induzem as variaes das presses pneumticas sero discutidos posteriormente. A separao absoluta do SPES em relao ao sistema predial de guas pluviais deve ser garantida, assegurando a inexistncia de ligao entre tais sistemas.
  • 3. 3 2.2 Constituio 2.2.1 Subsistemas do Sistema Predial de Esgoto Sanitrio O SPES pode ser dividido nos seguintes subsistemas: a) Coleta e Transporte de Esgoto S ; b) Ventilao. O subsistema de coleta e transporte composto pelo conjunto de aparelhos sanitrios, tubulaes e acessrios destinados a captar o esgoto sanitrio e conduzi-lo a um destino adequado. O subsistema de ventilao, por sua vez, consta de um conjunto de tubulaes e/ou dispositivos destinados a assegurar a integridade dos fechos hdricos, de modo a impedir a passagem de gases para o ambiente utilizado, assim como conduzir tais gases atmosfera. Outra classificao que tem sido freqentemente utilizada considera o sistema de aparelhos sanitrios independente do de esgoto sanitrio, j que o mesmo consiste em uma interface entre aqueles dois sistemas. Neste documento est sendo considerada a primeira classificao citada, tendo em vista que o escoamento no interior dos aparelhos sanitrio influencia o escoamento no sistema de esgoto sanitrio. Na Figura 1 apresentado um esquema do sistema predial de esgoto sanitrio.
  • 4. 4 Onde: CGD: caixa de gordura dupla; CI: caixa de inspeo; RS: ralo seco; R: ralo seco; CV: coluna de ventilao; Figura 1: Esquema geral do SPES. Fonte: Macintyre, 1996.
  • 5. 5 2.2.2 Componentes 2.2.2.1 Subsistema de Coleta e Transporte de Esgoto Sanitrio a) Aparelhos Sanitrios Com a funo bsica de coletar os dejetos, os aparelhos sanitrios devem propiciar uma utilizao confortvel e higinica por parte do usurio. Entre os aparelhos sanitrios usuais encontram-se a bacia sanitria, o lavatrio, a banheira, o bid, etc. b) Desconectores Um desconector tem por funo, atravs de um fecho hdrico prprio, vedar a passagem de gases oriundos das tubulaes de esgoto para o ambiente utilizado. Tal conteno ocorre atravs da manuteno do referido fecho hdrico por meio do controle das aes atuantes sobre o mesmo. Entre estas aes, vale citar a auto-sifonagem, a sifonagem induzida, a sobrepresso e a evaporao. Exemplos de desconectores so a caixa sifonada, o ralo sifonado e os sifes. Observar Figuras 2 e 3. Figura 2: Bloqueio de gases no desconector. Fonte: Gonalves et al., 2000. Nota: h = altura do fecho hdrico Figura 3: Tipologias dos desconectores. Fonte: Gonalves et al., 2000.
  • 6. 6 As caixas sifonadas recebem o esgoto de vrios ramais de descarga, encaminhando-os para o tubo de queda, atravs de um ramal de esgoto (estas definies so apresentadas a seguir) Anteriormente, dispunha-se apenas de caixas sifonadas onde as entradas (3 para a caixa 100x100x50 e 7 para a caixa 150x150x50) estavam dispostas seguindo um determinado ngulo (45 ou 90), conforme lista a Figura 4. Atualmente, existe no mercado uma caixa sifonada que permite ngulos diferenciados entre as entradas e a sada da mesma, o que evita uma patologia bastante comum nos SPES no Brasil, o aquecimento das tubulaes para a obteno de desvios. Na Figura 5 ilustrada a referida caixa sifonada. Figura 4: Caixas Sifonadas com ngulo de 45 ou 90. Figura 5: Caixas Sifonadas com ngulos diferenciados.
  • 7. 7 c) Tubulaes As tubulaes do sistema predial de esgoto sanitrio compreendem os ramais de descarga e de esgoto, tubos de queda, subcoletores e coletores. Suas respectivas definies so as seguintes: - Ramal de Descarga: Tubulao que recebe diretamente os efluentes dos aparelhos sanitrios; - Ramal de Esgoto: Tubulao, usualmente horizontal, que recebe os efluentes dos ramais de descarga, diretamente, ou atravs de um desconector (caixa sifonada, por exemplo);. - Tubo de Queda: Tubulao vertical para a qual se dirigem os efluentes dos ramais de esgoto e de descarga; - Subcoletor: Tubulao horizontal que recebe efluentes dos tubos de queda e/ou dos ramais de esgoto; e - Coletor: a tubulao horizontal que se inicia a partir da ltima insero do subcoletor (ou ramal de descarga ou ramal de esgoto) e estende-se at o coletor pblico ou sistema particular de tratamento e disposio de esgoto. d) Conexes Elementos cuja funo interligar tubos, tubos e aparelhos sanitrios, tubos e equipamentos, alm de viabilizar mudanas de direo e dimetro da tubulao. So exemplos o T, o cotovelo, a juno simples, curvas, etc., nos mais variados dimetros, conforme ilustra a Figura 6. Figura 6: Conexes do sistema predial de esgoto sanitrio.
  • 8. 8 Os desvios na horizontal das tubulaes do sistema de esgoto sanitrio devem ser efetuados com peas com ngulo central igual ou inferior a 45. Em funo disso, as conexes disponveis no mercado possibilitavam desvios a 45 ou a 90 (vertical ou horizontal). Atualmente, dispe-se de algumas conexes que permitem desvios em ngulos variveis, sempre inferiores a 45, tal como a representada na Figura 7. Este tipo de conexo evita o aquecimento de tubos para a obteno de desvios. Figura 7: Curvar. e) Caixas de Gordura Trata-se de um dispositivo complementar, cuja finalidade a reteno de substncias gordurosas contidas no esgoto. Na Figura 8 apresentado um esquema de uma caixa de gordura pr-fabricada, em material plstico e na Figura 9 ilustra-se uma caixa de gordura em argamassa. Figura 8: Caixa de gordura pr-fabricada em material plstico.
  • 9. 9 Figura 9: Caixa de gordura em argamassa. f) Dispositivos de Inspeo So elementos complementare

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