Apostila Em LIBRAS

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Apostila Em LIBRAS

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<ul><li><p>LIBRAS Lngua Brasileira de Sinais </p></li><li><p>Lngua Brasileira de Sinais - Libras: Curso Bsico Coordenao Falk Soares Ramos Moreira Consultoria em Libras Falk Soares Ramos Moreira Formatao Falk Soares Ramos Moreira Colaboradores Alexis Pier Aguayo Luciana Marques Vale Marcos de Brito Patrcia Tuxi dos Santos </p><p>E-MAIL: falklibras@gmail.com </p></li><li><p>LIBRAS Lngua Brasileira de Sinais </p><p>Curso Bsico </p><p> Braslia </p><p>2014 </p></li><li><p>Sumrio </p><p>APRESENTAO ..................................................................................................... .6 EDUCAO DOS SURDOS: ASPECTOS HISTRICOS E INSTITUCIONAIS ....... 7 ASPECTOS INSTITUCIONAIS ................................................................................ 9 </p><p>LEI DE LIBRAS ........................................................................................................ 13 </p><p>UNIDADE 1 ALFABETO MANUAL ............................................................................................ 16 PERSONALIDADES / SINAIS ................................................................................ 17 NUMERAIS CARDINAIS ........................................................................................ 18 NUMERAIS ORDINAIS .......................................................................................... 18 SAUDAES ........................................................................................................ 19 ATIVIDADES ......................................................................................................... 20 GRAMTICA ......................................................................................................... 22 </p><p>UNIDADE 2 SINAIS DE CALENDRIO ..................................................................................... 25 DINMICA / SINAIS ............................................................................................... 25 ADVRBIOS DE TEMPO / DIAS DA SEMANA . .................................................... 25 ATIVIDADES ......................................................................................................... 27 EXPRESSO FACIAL E TIPOS DE FRASES EM LIBRAS .................................... 28 </p><p>USO DE EXPRESSES FACIAIS ............................................................................ 28 TIPOS DE FRASES EM LIBRAS .............................................................................. 29 </p><p>EXPRESSO FACIAL E TIPOS DE FRASES EM LIBRAS / VOCABULRIO. ....... 29 ATIVIDADES ......................................................................................................... 31 GRAMTICA ......................................................................................................... 35 </p><p>UNIDADE 3 SINAIS DE RELAES DE PARENTESCO/ FAMLIA .......................................... 37 ATIVIDADES ......................................................................................................... 38 </p><p>UNIDADE 4 SINAIS DE VALORES MONETRIOS ................................................................... 42 </p><p>VALORES MONETRIOS ........................................................................................ 42 CENTAVOS ............................................................................................................... 42 REAL ......................................................................................................................... 42 </p><p>SINAIS DE OPERAES ARITMTICAS ............................................................. 45 EXERCCIO ........................................................................................................... 45 ATIVIDADES ......................................................................................................... 46 EXERCCIO ........................................................................................................... 48 </p><p>UNIDADE 5 SINAIS DE MATERIAIS ESCOLARES................................................................... 50 ATIVIDADES ......................................................................................................... 50 SINAIS DE MEIOS DE TRANSPORTES ................................................................ 51 SINAIS DE MEIOS DE COMUNICAES ............................................................. 51 ATIVIDADES ......................................................................................................... 52 EXERCCIO ........................................................................................................... 53 </p><p>UNIDADE 6 SINAIS DE PALAVRAS ANTNIMAS.................................................................... 55 ATIVIDADES ......................................................................................................... 55 PARMETROS DA LIBRAS .................................................................................. 56 </p></li><li><p>NVEL MORFOLGICO EM LIBRAS ..................................................................... 59 EXERCCIO ........................................................................................................... 60 </p><p>UNIDADE 7 SEMNTICA EM LIBRAS ...................................................................................... 63 ATIVIDADES ......................................................................................................... 64 SINAIS DE CORES. ............................................................................................... 65 SINAIS DE ANIMAIS. ............................................................................................. 65 ATIVIDADES ......................................................................................................... 66 </p><p>UNIDADE 8 CLASSIFICADORES EM LIBRAS ......................................................................... 68 ATIVIDADES ......................................................................................................... 72 </p><p>UNIDADE 9 SINAIS DE ALIMENTOS ........................................................................................ 74 </p><p>FRUTAS .................................................................................................................... 74 VERDURAS E LEGUMES......................................................................................... 74 CARNES ................................................................................................................... 75 </p><p>SINAIS DE ESPORTES ......................................................................................... 75 SINAIS DE SADE ................................................................................................ 76 ATIVIDADES ......................................................................................................... 77 </p><p>UNIDADE 10 SINAIS DE ESTADOS DO BRASIL ........................................................................ 80 SINAIS DE PONTOS TURSTICO ......................................................................... 81 ATIVIDADES ......................................................................................................... 81 </p><p>REFERNCIAS ......................................................................................................... 82 </p></li><li><p>APRESENTAO </p><p> A linguagem deve ser entendida como uma faculdade que distingue o homem </p><p>dos outros animais. Ela se relaciona aos sistemas simblicos e objeto de estudo </p><p>da semiologia ou semitica. Portanto, a linguagem tem conotao bem mais </p><p>abrangente que a lngua. </p><p> A lngua a forma de realizao da linguagem, um sistema utilizado como </p><p>instrumento na comunicao. Uma lngua pode se apresentar na modalidade oral-</p><p>auditiva ou visual-motora, dependendo da forma como a articulao percebida </p><p>pelos interlocutores. A lngua portuguesa um a lngua oral-auditiva porque </p><p>emitida na forma de som e captada pela audio. As lnguas de sinais so visual-</p><p>motoras porque so emitidas em forma de sinais e captadas pela viso. </p><p>LIBRAS, ou Lngua Brasileira de Sinais, a lngua da comunidade surda </p><p>brasileira e pode ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicao </p><p>com essa comunidade. Como lngua, possui todos os componentes pertinentes s </p><p>lnguas orais, como gramtica, semntica, pragmtica, sintaxe e outros elementos, </p><p>preenchendo, assim, os requisitos cientficos para ser considerada instrumental </p><p>lingustico de poder e fora. Possui, tambm, todos os elementos classificatrios </p><p>identificveis de uma lngua e demanda de prtica para seu aprendizado, como </p><p>qualquer outra lngua. </p><p>Foi na dcada de 60 que as lnguas de sinais foram estudadas e analisadas, </p><p>passando ento a ocupar um status de lngua. uma lngua viva e autnoma, </p><p>reconhecida pela lingustica. </p><p> Prof. Msc. Rosana Cipriano Jacinto da Silva </p><p>APADA/DF SEEDF </p></li><li><p>7 </p><p>EDUCAO DOS SURDOS: ASPECTOS HISTRICOS E INSTITUCIONAIS </p><p> Prof. Msc. Rosana Cipriano Jacinto da Silva </p><p> Aspectos histricos da educao dos surdos </p><p>Para os navegantes com desejo de vento, a memria um ponto de partida. </p><p> Eduardo Galeano </p><p> A trajetria social das pessoas surdas sempre esteve dialeticamente implicada com a concepo de homem e de cidadania ao longo do tempo. A rigor a histria da educao de surdos no Brasil um pequeno captulo da longa histria em todo o mundo. Nas civilizaes grega e romana, por exemplo, as pessoas surdas no eram perdoadas, sua condio custava-lhes a vida. Posteriormente, h o reconhecimento de que no h surdez absoluta e que os restos auditivos podem ser utilizados e desenvolvidos. No entanto, as pessoas surdas, ao longo do caminho, enfrentam o descrdito, o preconceito, piedade e loucura. Em 637 d.C., o bispo John of Bervely ensina um surdo a falar de forma clara, e o acontecimento considerado um milagre. No entanto, assim como muitas metodologias e tcnicas ficaram perdidas no tempo, est tambm perde-se, e a igreja toma para si a autoria do feito. No sculo XVIII, surgem os primeiros educadores de surdos: o alemo Samuel Heineck (1729-1970), o abade francs Charles Michel de LEpee (1712-1789) e o ingls Thomas Braidwood (1715-1806). Esses autores desenvolveram diferentes metodologias para a educao da pessoa surda. Em 1755, em Paris, o abade LEpee funda a primeira escola pblica para o ensino da pessoa surda. O portugus Jacob Rodrigues Pereira, na Frana, desenvolve o mtodo de ensino da fala e exerccios auditivos com reconhecido sucesso. Em Milo, Itlia, em 1880, realiza-se o Congresso Internacional de Surdo Mudez, ficando definido que o Mtodo Oral o mais adequado para ser adotado na educao do surdo. Nesse congresso, a viso oralista defende que s atravs da fala o indivduo surdo poder ter seu desenvolvimento pleno e uma perfeita integrao social. Desse modo, o domnio da lngua oral torna-se condio bsica para sua aceitao em uma comunidade majoritria. Segundo Skliar (1997b: 109), existiram dois grandes perodos na histria da educao dos surdos: Um perodo prvio, que vai desde meados do sculo XVIII at a primeira metade do sculo XIX, quando eram comuns as experincias educativas por intermdio da Lngua de Sinais, e outro posterior, que vai de 1880, at nossos dias, de predomnio absoluto de uma nica equao, segundo a qual a educao dos surdos se reduz lngua oral. No Brasil, a educao dos surdos iniciada com a chegada do francs Ernest Huet, em 1855, no Rio de Janeiro. O professor Ernest organiza a escola para </p></li><li><p>8 </p><p>educandos surdos, num momento social em que tais indivduos no eram reconhecidos como cidados. Durante muito tempo as discusses a respeito da Educao de Surdos so impregnadas de uma viso mdico-clnica. A equivalncia ao ouvinte ainda tem sido o objetivo da educao dos surdos priorizando o ensino da fala como centralidade do trabalho pedaggico oferecido. A metodologia pautada no ensino de palavras e tais atitudes respaldam-se na alegao de que o surdo tem dificuldade de abstrao. Aprender a falar tem um peso maior do que aprender a ler e a escrever. Na educao das pessoas surdas, essa postura foi assumida pela filosofia oralista, que acredita na normalizao, preconizando a integrao e o convvio dos portadores de surdez com os ouvintes somente atravs da lngua oral. Assim, o surdo considerado como deficiente auditivo e deve ser curado, corrigido, recuperado. Com a valorizao da modalidade oral, o oralismo tornou-se hegemnico, e a linguagem de sinais considerada tradicional e a cientfica. Segundo esta viso a utilizao de sinais levaria a criana surda acomodao e a desmotivaria para a fala, condenando-a a viver numa subcultura. O carter decisivo do congresso de Milo, em que diretores renomados de escolas da Europa propuseram acabar com o gestualismo e priorizar a palavra viva, no caracterizou nem a ltima, nem a primeira oportunidade em que se decidiram polticas similares. Segundo pesquisadores, o congresso constituiu no o comeo da ideologia oralista, seno sua legitimao oficial. Skliar argumenta ainda, que todas essas transformaes foram produtos de interesses polticos, filosficos e religiosos e no educativos. Afirma ainda que essa concepo, em que a educao subordinada ao desenvolvimento da expresso oral, enquadra-se com perfeio no modelo clnico teraputico da surdez, valorizando a patologia, o dficit biolgico. </p><p>As consequncias dessa filosofia educacional, o oralismo, podem ser observadas por meio dos resultados de pesquisas e do esmagador fracasso acadmico em que o surdo est inserido. Estudos realizados pela Universidade de Gallaudet, em 1972, revelaram que o nvel de leitura dos surdos de 18 anos em escolas secundrias nos EUA era equivalente quarta srie. O oralismo e a supresso do Sinal resultaram numa deteriorao dramtica das conquistas educacionais das crianas surdas e no grau de instruo do surdo em geral. Muitos dos surdos hoje em dia so iletrados funcionais. Um estudo realizado pelo Colgio Gallaudet em 1972 revelou que o nvel mdio de leitura dos graduados surdos de dezoito anos em escolas secundrias nos Estados Unidos era equivalente apenas quarta srie; outro estudo, efetuado pelo psiclogo britnico R. Conrado, indica uma situao similar na Inglaterra, com os estudantes surdos, por ocasio da graduao, lendo no nvel de crianas de nove anos (...). (SACKS, 1990, p. 45) No Brasil constatado que a grande maioria dos surdos no fala bem, no faz leitura labial, nem tampouco participa com alguma naturalidade da interao verbal, pois h uma discrepncia entre os objetivos do mtodo oral e os ganhos reais da maioria dos surdos: mnimo conhecido de polissemia lingustica. Apenas uma pequena parcela da totalidade de surdos apresenta habilidade de expresso e recepo verbal razovel. Os profissionais e a comunidade surda reconhecem as defasagens escolares, impedindo o surdo adulto de competir no mercado de trabalho. Em todo o Brasil, comum terem surdos com muitos anos de vida escolar </p></li><li><p>9 </p><p>nas sries iniciais sem uma produo escrita compatvel com a sries, alm de defasagens em outras reas. Atravs da pesquisa realizada por profissionais da PUC do Paran em convnio com o CENESP (Centro Nacional de Educao Especial) publicada em 1986 em Curitiba, constatou-se que...</p></li></ul>