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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA FACULDADE DE ENGENHARIA CAMPUS DE GUARATINGUET

Maro de 2005

DESENHO TCNICO: Fundamentos Tericos e Introduo ao CAD

Prof. VCTOR O. GAMARRA ROSADO

Vctor OG Rosado

Desenho Tcnico

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NDICE

1. INTRODUO 2. FINALIDADE E IMPORTNCIA 3. ESBOO MO-LIVRE 4. MATERIAL E INSTRUMENTOS 5. CALIGRAFIA TCNICA 6. FIGURAS GEOMTRICAS 7. SLIDOS GEOMTRICOS 8. PROJEES ORTOGONAIS

8.1. Terceira Vista 8.2. Tipos de Linha

9. PERSPECTIVAS 9.1. Perspectiva Isomtrica 9.2. Perspectiva Cavaleira

10. COTAGEM 11. ESCALA 12. VISTAS AUXILIARES 13. PROJEO EM CORTE 14. INTRODUO AO AutoCAD ANEXO. Trabalhos e Exerccios REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

ABNT. Coletnea de Normas de Desenho Tcnico. So Paulo, SENAI-DTE-DMD, 86 p., 1990. Bornancinni, J. C. M.; Petzold, N. I.; Orlandi Jr., H. Desenho Tcnico Bsico. Sulina - RS, Vol. II, 2o

Ed. 1978.

Francesco, P. PROTEC - Desenhista de Mquinas. So Paulo. Escola PROTEC, 4 Ed., 1978. Francesco, P. PROTEC - Pronturio de Projetista de Mquinas. So Paulo. Escola PROTEC, 4

Ed., 1978.

Ferro, A., et alii. Iniciao ao Desenho. SENAI-SP, DMD, 2o Ed. So Paulo, 1991. Giovani, M.; Rino, P.; Giovanni, S. Manual de Desenho Tcnico Mecnico. Trad. Antonio Carlos

Laund. So Paulo. Bisordi, v 3, 1977.

Hoelscher, R. P.; Springer, C. H.; Dobrovolny, J. S. Expresso Grfica e Desenho Tcnico. Trad. Rodrigues, R. S.; Rio de Janeiro. Livros Tcnicos e Cientficos, 523 p., 1978.

Jensen, C. H. Dibujo y Diseo de Ingenieria. Tras. Ddanies, A. G.; Reyes, M. V.; Bolivar, G. S., Naulcalpan. Mxico. McGraw-Hill, 760 p., 1981.

Kawano, A.; Yee, Ch. L.; Santos, E. D.; Petreche, J. R. D.; Bastos, P. R. M.; Ferreira, S. L. Desenho para Engenharia I. Apostila da USP, 2a Edio. 1998.

Pereira, A. Desenho Tcnico Bsico. Livraria Francisco Alves Editora S.A. RJ, 1977. Rhodes, R. S.; Cook, L. B. Basic Engineering Drawing. Addison Wesley Longman Limited, England,

1990.

Voraini, A. L. S.; Sihn, I. M. N. Curso de Auto CAD - Release 13. So Paulo. Makron Books, 555 p., 1996.

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1. INTRODUO

A arte de representar um objeto ou fazer sua leitura por meio do Desenho Tcnico muito importante para o Engenheiro e o Projetista, visto que ele fornece todas as informaes precisas e necessrias para a construo de uma pea. Assim, o Desenho Tcnico surgiu da necessidade de representar com preciso mquinas, peas, ferramentas e outros instrumentos de trabalho.

A principal caracterstica desta disciplina consiste no estudo dos elementos bsicos do

Desenho Tcnico com enfoque na sua execuo mo livre. Os exerccios propostos em aula visam no apenas treinar o aluno na execuo do esboo mo livre, mas objetivam, primordialmente, desenvolver a sua capacidade de visualizao tridimensional e de representao da forma.

O objetivo desta apostila, resultado da compilao das notas de aula preparadas pelo

professor, auxiliar e fornecer aos alunos um instrumento organizado e conveniente de aprendizagem na disciplina de Desenho Tcnico Bsico, da Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguet da UNESP. Desde a primeira aula incentiva-se ao aluno a praticar o esboo a mo livre e a reproduzir textos com base na caligrafia tcnica. A seguir descrevem-se os instrumentos de desenho e o seu manejo. E nos prximos itens, se introduzem os tpicos relacionados com o mtodo de representao pelo sistema de vistas ortogrficas, perspectivas, cotagem e escalas, cortes, vistas auxiliares, e finalmente uma introduo ao CAD.

2. FINALIDADE E IMPORTNCIA A finalidade principal do Desenho Tcnico a representao precisa, no plano, das formas

do mundo material e, portanto, tridimensional, de modo a possibilitar a reconstituio espacial das mesmas. Assim, constitui-se no nico meio conciso, exato e inequvoco para comunicar a forma dos objetos; da sua importncia na tecnologia, face notria dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrio da forma, apesar da riqueza de outras informaes que essa linguagem possa veicular. Veja a Figura 1.

As aplicaes do Desenho Tcnico no se limitam fase final de comunicao dos projetos

de Engenharia e Arquitetura, mas ainda cumpre destacar sua contribuio fundamental nas fases de criao e de anlise dos mesmos.

Adicionalmente, face dificuldade em concebermos estruturas, mecanismos e movimentos

tridimensionais, o Desenho Tcnico permite estud-los e solucion-los eficazmente, porque permite a sua representao.

3. ESBOO MO LIVRE O esboo aceito, geralmente, como um meio universal e eficaz de comunicao, tanto

entre tcnicos como entre leigos. Ao fixar-se uma idia, por meio de um esboo, ela se torna permanente; pode-se, ento, aplicar todos os esforos da crtica para analis-la e toda a capacidade criativa para refin-la e desenvolv-la. Veja a figura1.

Portanto, na prtica o desenho utilizado por Engenheiros e Arquitetos predominantemente

executado mo livre; pois, uma vez esboada uma soluo, sua complementao e apresentao final constituem, habitualmente, mero trabalho de rotina que pode ser delegado a terceiros.

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Figura 1. Representao espacial e esboos no plano 4. MATERIAL E INSTRUMENTOS

Geralmente, comum associar-se o Desenho Tcnico apenas execuo precisa por meio

de instrumentos (rgua, compasso, esquadros, etc.), mas ele pode, tambm, ser executado mo livre e at mesmo por meio de computador. Cada uma dessas modalidades difere apenas quanto maneira de execuo, sendo idnticos os seus princpios fundamentais. Enquanto o desenho instrumental utilizado em desenhos finais, de apresentao, de clculos grficos, de diagramas, etc., o esboo aa mo livre , por excelncia, o desenho do Engenheiro e do

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Arquiteto, pois possui a rapidez e a agilidade que permitem acompanhar e implementar a evoluo do processo mental.

As oportunidades em que desejvel, ou mesmo necessrio, um esboo mo livre

surgem a qualquer momento. O profissional deve estar preparado e treinado para execut-lo, utilizando um mnimo de material que possa sempre trazer consigo. Por isto, recomendvel que os estudantes aprendam a esboar, evitando o uso excessivo de borracha para apagar as linhas de construo ou os erros. Para tanto, o esboo preliminar dever ser realizado com traos to leves que, ao reforar os contornos definitivos, as linhas de construo percam nfase, no havendo necessidade de apaga-las.

Seja qual for o instrumento utilizado, o estudante deve ser capaz de executar traos firmes e

ntidos, com presso moderada, aprendendo a controlar a intensidade do trao, mais pela presso do lpis do que pela mudana de dureza da grafite. A borracha deve ser do tipo macio e utilizada o mnimo possvel.

Entre os equipamentos utilizados no Desenho Tcnico Instrumental tem-se: Os esquadros, a

rgua T, o transferidor, o tecngrafo, os compassos, o cintel, tira-linhas, as curvas francesas, a rgua flexvel, a escala triangular, a rgua triplo-decmetro, o lpis, lapiseiras e grafites, as pranchetas, a borracha, raspadeiras, gabaritos, os normgrafos, e o pantgrafo.

Os principais materiais do desenho tcnico so: O papel, o Lpis, a Borracha, e a Rgua. O PAPEL um dos componentes bsicos do material de desenho. Ele tem formato bsico,

padronizado pela ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas). Esse formato o AO (A zero) do qual derivam outro formatos. Veja a figura 2.

O formato bsico A0 tem rea de 1m2 e seus lados medem 841mm x 1.189 mm. Deste

formato bsico derivam os demais formatos. Veja a tabela 1.

Figura 2. Formatos do papel

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DOBRAMENTO: Quando o formato do papel maior que A4, necessrio fazer o

dobramento para que o formato final seja A4. Efetua-se o dobramento a partir do lado d (direito), em dobras verticais de 185 mm. A parte final a dobrada ao meio. Veja a figura 3.

Tabela 1. Formatos da serie A [Unidade: mm]

Formato Dimenso Margem direita

Margem esquerda

A0 841 x 1189 10 25 A1 594 x 841 10 25 A2 420 x 594 7 25 A3 297 x 420 7 25 A4 210 x 297 7 25

Figura 3. Dobramento do papel 5. CALIGRAFIA TCNICA

Define-se como Caligrafia Tcnica aos caracteres usados para escrever em desenho. A

caligrafia deve ser legvel e facilmente desenhvel (Figura 4). A caligrafia tcnica normalizada so letras e algarismos inclinados para a direita, formando um angulo de 75o com a linha horizontal.

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Exemplo de Letras Maisculas:

ABCDEFHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ Exemplo de Letras Minsculas:

abcdefhijklmnopqrstuvwxyz Exemplos de Algarismos:

0123456789IVX

Figura 4. Propores e exemplos da caligrafia tcnica 6. FIGURAS GEOMTRICAS

Desde o inicio da historia do mundo, o homem tem-se preocupado com a forma, a posio e

o tamanho de tudo que o rodeia. Essa preocupao deu origem Geometria que estuda as formas, os tamanhos e as propriedades das figuras geomtricas. A figura geomtrica um conjunto de pontos.

A seguir algumas representaes de figuras geomtricas. Veja a figura 5.

Figura 5. Representao de figuras geomtricas

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As figuras geomtricas podem ser planas ou espaciais (slidos geomtricos). Uma das

maneiras de representar as figuras geomtricas por meio do desenho tcnico. Para compreender as figuras geomtricas i