apostila do evangelizador

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APOSTILA DO EVANGELIZADOR Organizada por Dnise Aranha

Contedos I - O EVANGELIZADOR A REQUISITOS DO EDUCADOR B QUALIDADES DO EDUCADOR III - O EDUCANDO 1. PLANEJAMENTO 1.A. ETAPAS DE UM PLANO DE AULA 1.B. CONHECENDO HISTRIAS 1.C. CONTANDO HISTRIAS 2. RECURSOS DIDTICOS PARA EVANGELIZAO 3. ATIVIDADES

Eis, pois, o Amor convocando servidores do Evangelho para a obra educativa da Humanidade! Abenoados os lidadores da orientao esprita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente! Mas para um desempenho mais gratificante, que procurem estudar e estudar, forjando sempre luzes s prprias convices. Que se armem de coragem e deciso, pacincia e otimismo, esperana e f, de modo a se auxiliarem reciprocamente, na salutar troca de experincias, engajando-se com entusiasmo crescente nas leiras de Jesus. Que jamais se descuidem do aprimoramento pedaggico, ampliando, sempre que possvel, suas aptides didticas para que no se estiolem sementes promissoras ante o solo propcio, pela inadequao de mtodos e tcnicas de ensino, pela insipincia de contedos, pela ineficcia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende mais em mos realmente habilitadas. Que no estacionem nas experincias alcanadas, mas que aspirem sempre a mais, buscando livros, renovando pesquisas, permutando idias, ativando-se em treinamentos, mobilizando cursos, promovendo encontros, realizando seminrios, nesta dinmica admirvel quo permanente dos que se dedicam aos abenoados impositivos de instruir e de educar. bom que se diga, o evangelizador consciente de si mesmo jamais se julga pronto, acabado, sem mais o que aprender, refazer, conhecer... Ao contrrio, avana com o tempo, v sempre degraus acima a serem galgados, na infinita escala da experincia e do conhecimento."

(GUILLON RIBEIRO A EVANGELIZAO ESPRITA DA INFNCIA E DA JUVENTUDE NA OPINIO DOS ESPRITOS.- SEPARATA DO REFORMADOR FEB - 3.EDIO 1986). " Eu posso ensinar voc como saber. Mas como vou ensin-lo a viver? Como edificaremos pessoas na vida de Cristo? A educao geralmente se preocupa em fazer com que as pessoas saibam o que os professores sabem. Mas a educao crist quer ajudar as pessoas a se tornarem o que seus professores so. A nfase na vida, que nosso ponto de partida para a educao crist, nos ajuda a ter isso bem claro em mente. Ento, acho til olhar para o relacionamento que Jesus tinha com seus discpulos, para descobrir qual deve ser o nosso relacionamento com os nossos pequenos Jesus INSTRUA, os discpulos OUVIAM Jesus EXPLICAVA e os discpulos PERGUNTAVAM. Jesus PERGUNTAVA e os discpulos RESPONDIAM. Jesus AGIA e os discpulos OBSERVAVAM E IMITAVAM. Jesus ACONSELHAVA e os discpulos OBEDECIAM. Jesus ORIENTAVA e os discpulos SEGUIAM. RESUMO : SO TRS AS ESTRATGIAS DA EDUCAO : 1 - DA IDIA PARA A VIDA : comea com conceitos, no com experincias dos alunos, no Evangelizar sendo, portanto, o relacionamento o fator de importncia primordial. 2 - DA VIDA PARA A IDIA : comea com a experincia dos alunos e com aplicao para todos os alunos e o relacionamento passa a ter um papel destacado , mas no preponderante. 3 - DA VIDA PARA A VIDA - comea da experincia do aluno ou do professor ou da de algum. O relacionamento do professor com o aluno primordial pelo teor de afetividade que este modelo contm. Este foi sempre o modelo utilizado por Jesus. Ensinamento vivo ...palpitante da realidade mais prxima. Havia acolhimento em seu corao... havia toque e olhar... havia amor... (A Teologia da Educao Crist - Lawrence O. Richards - traduzido por Hans Udo Fuchs) A arte de educar Allan Kardec A instruo de uma criana no consiste apenas na aquisio desta ou daquela cincia, mas no desenvolvimento geral da inteligncia; a inteligncia se desenvolve na proporo das idias adquiridas, e quanto mais idias se tm, mais apto se a adquirir novas. A arte do professor consiste na maneira de apresentar estas idias, no talento segundo o qual ele sabe gradua-las, classific-las natureza da inteligncia. Como o hbil jardineiro, ele deve conhecer o terreno em que semeia, pois o esprito da criana um verdadeiro terreno cuja natureza preciso estudar. Para bem ensinar, preciso conhecimentos especiais, independentemente da cincia que se queira transmitir; preciso conhecer a fundo a natureza do esprito das crianas, a ordem e a maneira segundo as quais se desenvolvem as faculdades, as modificaes fsicas e psquicas; o efeito das influncias exteriores, as causas que podem apressar ou atrasar o desenvolvimento das faculdades; as doenas do esprito, se assim posso me exprimir; a ordem segundo a qual nascem as idias, a maneira pela qual se encadeiam, calcular a fora do esprito e a possibilidade de conceber tais ou quais idias; conhecer enfim os meios mais prprios a desenvolve-las. Mas isto ainda no basta; preciso ainda um tato particular, inato por assim dizer; uma arte que no se aprende. V-se, pois que a cincia do professor toda filosfica, e que ela exige muitos estudos da parte daquele que se lhe entrega. Estou longe de ter traado nestas poucas palavras um quadro completo da cincia pedaggica; toquei-a apenas de leve, pois o detalhamento de todos os conhecimentos que ela abrange seria imenso. Do Livro Vida e Obra de Allan Kardec. I - O EVANGELIZADOR A Educao no um conjunto de coisas exteriores a serem transmitidas pelo educador para o educando mas uma influncia de Esprito para Esprito.

A REQUISITOS DO EDUCADOR O princpio, o meio e o fim da Educao o ser humano. Por isso, o foco principal de qualquer estudo pedaggico deve recair sobre o educador, o educando e relao entre eles. Se o educador estiver compenetrado de sua misso, se o relacionamento estabelecido com o educando baseado no amor, na confiana e nos elevados objetivos da evoluo humana, ento todo o resto se torna secundrio. E ao invs, os melhores planos didticos das escolas, os mais avanados mtodos e materiais pedaggicos resultam em fracasso se no houver seres humanos habilitados para educar. ...Para ser educador, no basta conhecer teorias, aplicar metodologias, preciso uma predisposio interna, uma compreenso mais ampla da vida, um esforo sincero em promover a prpria auto-educao, pois o educador verdadeiro aquele que, antes de falar, exemplifica; antes de teorizar, sente e antes de ser um profissional um ser humano... Analisemos...os requisitos bsicos para assumir alguma tarefa na Educao, seja como pai, como me, como professor. 1. A AUTO EDUCAO A ao educativa, em qualquer setor, requer empenho na autoeducao...Se o poder da Educao repousa sobre a autoridade moral, essa se adquire pela conquista de virtudes e pelo esforo no prprio aperfeioamento... preciso buscar a prpria melhoria, cultivar a pacincia, a renncia, a doao irrestrita de si... A observao profunda de si, a tentativa sincera de superar vcios e limitaes o que d a segurana e a capacidade de observar as tendncias do educando e ajud-lo a se fortalecer para o bem, vencendo o mal em si mesmo... a ao verdadeiramente educativa transforma tanto o educando, quanto o educador, num processo de regenerao para ambos. 2. O AMOR S CRIANAS - Deveria ser bvio, mas no para muitos: para se pensar em colocar um filho no mundo ou para se escolher uma carreira na Educao, a primeira condio deveria ser a de amar as crianas... A caracterstica bsica da maioria dos inimigos de crianas o egosmo feroz. A criana pede sempre cuidado, ateno. Uma criana, na vida do adulto, modifica-lhe os hbitos, requer que ele renuncie a alguns de seus prazeres e desejos e uma grande parte do seu tempo. D trabalho. E h gente que se encerra num egocentrismo to doentio que no pode sequer pensar em doar algo de si em favor de um ser que dele dependa. Outro aspecto de tais personalidades geralmente uma falta de sensibilidade e sentimento, que pode raiar pelo extremo da crueldade e da dureza... Mas entre esse extremo brutal e o verdadeiro amor s crianas, h enorme gradao. A maioria das pessoas sente uma inclinao natural pela infncia... o comeo, mas no basta, pois a ternura inicial no exclui atitudes egosticas. Uma manifestao de desamor s crianas, constante mesmo entre aqueles que afirmam e e at demonstram gostar delas, consider-las como um estorvo. Elas atrapalham a ordenao do ambiente, fazem barulho, tm necessidade de se movimentar, de correr, so perguntadeiras, pedem ateno, querem o nosso tempo... O amor pleno criana , acima de tudo, Ter tempo para ela, aceit-la como criana, dar-lhe inteira ateno e devotamento, no exclu-la nunca de nossa vida, fazendo-a ver que em qualquer tempo, ela pode estar presente. Alm da aceitao de sua natureza infantil am-la significa enxerg-la como uma pessoa inteira, digna de respeito, com dignidade humana, liberdade de opinio e necessidade afeto... O amor a uma criana ou a algumas crianas que estejam sob nossa responsabilidade s edificante e legtimo, se no manifestar exclusivista e egostico... O amor dever ser justo e no desprezar ningum...farto e indistinto. 3. O AMOR AOS JOVENS ...Amar a juventude significa ver seu potencial de renovao e mudana, respeitar-lhe e incentivar-lhe os ideais elevados e no secund-los na satisfao passageira dos instintos mais grosseiros e da leviandade. Aquele que, particularmente, se dedica a uma carreira universitria, deve Ter um esprito jovem e aberto, sentir-se bem na companhia da mocidade, compreender-lhes os anseios e dificuldades, saber conversar de forma igualitria, respeitando-lhe as manifestaes, e Ter o ideal de ajud-la, sem exigncias, a encontrar seus prprios caminhos. A aproximao amiga, o dilogo franco no diminuem, ao invs aumentam o respeito mtuo.

(A EDUCAO SEGUNDO O ESPIRITISMO - DORA INCONTRI - ED FEESP). B QUALIDADES DO EDUCADOR A. AUTORIDADE MORAL: No se impe. Muitos pensam que basta a absteno da prtica de crimes ou erros mais graves, para se estar trilhando o caminho do Bem... Contra isso, o prprio O LIVRO DOS ESPRITOS j alerta: no basta uma virtude negativa, preciso uma virtude ativa. No adianta abster-se do mal, preciso fazer todo o be