apostila do curso assistencia de enfermagem em diabetes

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    Maiores informaes, no curso de:ATUALIZAES EM DIABETES MELLITUS

    ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM EM

    DIABETES

    1. INTRODUO

    O Diabetes Mellitus (DM) um grupo dedoenas metablicas caracterizadas porhiperglicemia e associadas a complicaes,disfunes e insuficincia de vrios rgos,especialmente olhos, rins, nervos, crebro,corao e vasos sanguneos.

    Pode resultar de defeitos de secreo e/ouao da insulina envolvendo processos

    patognicos especficos, por exemplo,destruio das clulas beta do pncreas,resistncia ao da insulina, distrbios dasecreo da insulina, entre outros.

    O diabetes hoje uma das principaisprioridades da sade pblica em virtude dasua elevada carga de morbimortalidade e desuas complicaes. O impacto econmico do

    diabetes continua a subir por causa doscustos de cuidados de sade crescentes e deuma populao em envelhecimento.

    No Brasil, junto com a hipertenso arterial responsvel, de longe, pela primeira causa demortalidade e de hospitalizaes, deamputaes de membros inferiores. Estima-se que a proporo de diabetes nodiagnosticada em diversos pases no mundoest entre 30% e 60%.

    A assistncia de enfermagem envolve ocontrole dessa patologia e oacompanhamento desses pacientes, comauxlio de aes educativas que buscam odesenvolvimento do autocuidado, o quecontribuir na melhoria da qualidade de vidae na diminuio da morbimortalidade.

    2. CLASSIFICAO

    O DM um grupo de doenas metablicascaracterizadas por hiperglicemia e associadasa complicaes, disfunes e insuficincia devrios rgos, especialmente olhos, rins,nervos, crebro, corao e vasos sanguneos.

    Pode resultar de defeitos de secreo e/ouao da insulina envolvendo processos

    patognicos especficos, por exemplo,destruio das clulas beta do pncreas,

    resistncia ao da insulina, distrbios dasecreo da insulina, entre outros.

    Alm dos tipos descritos a seguir, tambmexistem outros tipos especficos de diabetesmenos frequentes que podem resultar de:

    Defeitos genticos da funo dasclulas beta;

    Defeitos genticos da ao dainsulina;

    Doenas do pncreas excrino; Endocrinopatias; Efeito colateral de medicamentos; Infeces; e Outras sndromes genticas

    associadas ao diabetes.

    2.1. Diabetes Tipo 1 (DM1)

    O termo tipo 1 indica destruio da clula

    beta que eventualmente leva ao estgio dedeficincia absoluta de insulina, quando aadministrao de insulina necessria para

    prevenir cetoacidose, coma e morte.

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    A destruio das clulas beta geralmente

    causada por processo autoimune, que podeser detectado por autoanticorpos circulantescomo antidescarboxilase do cido glutmico,anti ilhotas e anti insulina. Em menor

    proporo, a causa da destruio das clulasbeta desconhecida.

    O desenvolvimento do diabetes tipo 1 podeocorrer de forma rapidamente progressiva,

    principalmente, em crianas e adolescentes,com pico de incidncia entre 10 e 14 anos,

    ou de forma lentamente progressiva,geralmente em adultos.

    2.2. Diabetes Tipo 2 (DM2)

    O termo tipo 2 usado para designar umadeficincia relativa de insulina. Aadministrao de insulina nesses casos,quando efetuada, no visa evitar cetoacidose,mas alcanar controle do quadrohiperglicmico. A cetoacidose rara e,

    quando presente, acompanhada de infecoou estresse muito grave.

    A maioria dos casos apresenta excesso depeso ou deposio central de gordura.Geralmente, mostram evidncias deresistncia ao da insulina e o defeito nasecreo de insulina manifesta-se pelaincapacidade de compensar essa resistncia.Em algumas pessoas a ao da insulina normal, e o defeito secretor mais intenso.

    2.3. Diabetes Gestacional

    a hiperglicemia diagnosticada na gravidez,de intensidade variada, geralmente seresolvendo no perodo ps-parto, masretornando anos depois em grande parte doscasos.

    Seu diagnstico controverso. A OMS

    recomenda detect-lo com os mesmosprocedimentos diagnsticos empregados forada gravidez, considerando como diabetesgestacional valores referidos fora da gravidezcomo indicativos de diabetes ou de tolerncia glicose diminuda.

    3. SINTOMAS E FATORES DERISCO DO DIABETES

    Aproximadamente metade dos portadores de

    diabetes tipo 2 desconhecem sua condio,uma vez que a doena pouco sintomtica.O diagnstico precoce do diabetes importante, pois o tratamento evita suascomplicaes.

    Os sintomas clssicos de diabetes so os 4Ps":

    Poliria; Polidipsia; Polifagia; e Perda involuntria de peso.

    Outros sintomas que levantam a suspeitaclnica so:

    Fadiga; Fraqueza; Letargia; Prurido cutneo e vulvar; Balanopostite; e Infeces de repetio.

    Algumas vezes o diagnstico feito a partirde complicaes crnicas como neuropatia,retinopatia ou doena cardiovascularaterosclertica.

    Entretanto, como j mencionado, o diabetes assintomtico em proporo significativa dos

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    casos, a suspeita clnica ocorrendo ento a

    partir de fatores de risco para o diabetes.

    A maioria dos casos de diabetes, prximo a90%, so do tipo 2, pouco sintomticos,

    podendo passar despercebida e retardarportanto o diagnostico o tratamento efavorecer a ocorrncia de complicaes.

    A presena de uma ou mais das seguintescondies sugerem a possibilidade da

    presena de diabetes:

    Familiares prximos portadores dediabetes.

    Idade maior que 45 anos Excesso de peso ou obesidade Presso Alta Colesterol elevado Mulheres com antecedentes de filhos

    nascido com mais de 4.0 Kg.

    4.

    ESTRATIFICAO DOSRISCOS

    Usamos o termo estratificarpara reconheceros diferentes graus de risco/vulnerabilidadede cada pessoa. Assim, vemos que cada umtem suas prprias necessidades.

    Para estratificar, preciso identificar os fatoresriscos de cada pessoa e classifica-los comoleve, moderado ou alto.

    Essa definio deve sempre seguirclassificaes de risco j validadas. No casodo diabetes e de outras doenascardiovasculares, seguimos o Escore derisco de Framinghan, que avalia e classificao risco de ocorrer um evento cardiovascularnos prximos dez anos.

    Conhecendo os riscos de cada paciente ou

    usurio de sua rea de atuao, auxilia aoenfermeiro e a toda equipe de AtenoBsica a adequar suas aes para que sejamtodas voltadas para suas necessidades, tantoindividuais como coletivas, conforme o

    perfil da populao.

    O processo de estratificao possui trsetapas. A primeira a coleta de informaessobre fatores de risco prvios. Na segundaetapa, ser avaliada a idade, exames de

    LDLc, HDLc, PA e tabagismo. Apsavaliao da presena das variveismencionadas, inicia a terceira etapa, em quese estabelece uma pontuao e, a partir dela,obtm-se o risco percentual de eventocardiovascular em dez anos para homens emulheres, da seguinte forma:

    Risco baixo:escore inferior a 10%;Risco intermedirio:escore entre 10 e 20%;Risco alto:superior a 20%.

    4.1. Escore de Framinghan

    Trata-se de um mtodo desenvolvido nosEstados Unidos, com base em um grandeestudo populacional, chamado ESTUDO DEFRAMINGHAM, iniciado em 1948 nacidade de Framingham, Massachusetts.

    Foi criada com o objetivo de identificar osfatores que contribuam para odesenvolvimento das doenascardiovasculares, visto que na poca de suacriao, pouco se conhecia sobre fatores derisco cardiovascular.

    Foram recrutados 5.209 habitantes deFramingham, de ambos os sexos e semdoena cardaca aparente, que realizaramextensa avaliao clnica e laboratorial e

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    tiveram seus hbitos de vida cuidadosamente

    analisados. A partir de ento eles retornarampara serem avaliados a cada 2 anos. Osresultados dessas observaes permitiram aidentificao dos principais fatores de riscocardiovascular hoje conhecidos tais comosexo, idade, nveis pressricos, tabagismo,nveis de HDLc e LDLc, entre outros.

    Essa escala mede o risco de uma pessoaapresentar angina, infarto do miocrdio oumorrer de doena cardaca em 10 anos.

    Classifica-se da seguinte forma, de acordocom os resultados de cada avaliao.

    Fatores que indicam Baixorisco/Intermedirio:

    Tabagismo Hipertenso Obesidade Sedentarismo

    Sexo masculino Histria familiar de eventocardiovascular prematuro (homens

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    5. ATRIBUIES E

    COMPETNCIAS