apostila desenho moda

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  • 1. 1 APOSTILA DE DESENHO TCNICO PROFESSORA GRAZIELA BRUNHARI KAULING UNIDADE 01: Nomenclaturas de modelos e desenho tcnico manual 1 - O Desenho Para definir desenho podemos dizer que so linhas e rabiscos feitos numa superfcie qualquer, como numa folha de papel, sendo assim uma das atividades humanas mais bsicas, que podem ser feitos com diversos instrumentos, um dos fatores importantes do desenho, experimentar os mais variados materiais. Materiais bsicos para iniciar o desenho Geralmente as pessoas comeam a desenhar com materiais monocromticos como lpis, bico de pena, nanquim ou carvo. O lpis conhecido como instrumento de escrita, mas para os artistas e estudantes de arte e design ou reas afins (pintura, arquitetura, moda...) comeam seus desenhos a partir do esboo de um lpis. possvel desenvolver vrios tipos de linhas e tons, e h diferentes gradaes de grafite, das mais duras s bem macias sendo, portanto, um material muito verstil. Existem os lpis de grafite de espessura dura, mdia e macia. As mais duras permitem traos finos, cinzentos e plidos; as mais macias produzem traos mais grossos e mais negros, pois depositam mais grafite no papel. Assim temos basicamente a seguinte escala de grafites. dura mdia macia 8H, 7H, 6H, 5H, 4H, 3H, 2H, H, HB, F, B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 9B Os diferentes tipos de papel aumentam as possibilidades de desenhos, pois cada superfcie reage de um modo ao lpis. O esfuminho tem o formato de um lpis e feito de papel ou camura, tendo por finalidade realizar sombreamento do desenho. O esfumaado permite a obteno de grande variedade de tonalidades de grafite, sendo indicado o uso de lpis moles (HB ao 6B). Esta tcnica suaviza as linhas do desenho e permite a combinao de tons.

2. 2 Para o desenho tcnico, no se utiliza a cor. O desenho deve ser monocromtico. Porm o desenho tcnico feito no computador, j aceita cores e detalhes como estampas, bordados devido praticidade em testar combinaes e harmonias. O papel utilizado desde as superfcies mais lisas s mais rugosas, dando assim, uma conotao muito pessoal para cada desenho. Os mais apropriados so os do tipo sulfite e canson, que podem ser encontrados em vrios tamanhos e gramaturas. natural que utilizemos a borracha para retificar pequenos erros. Mas as funes da borracha no se limitam a isso, pode servir para desenhar delineando formas e realando brilhos bem como dar efeito de luz e sombra. Para o desenhista tcnico de moda, a roupa deve ser entendida como um objeto que repousa sobre o volume do corpo, obedecendo as suas formas e articulaes. No desenvolvimento de seu trabalho, o profissional precisar lembrar que suas orientaes serviro de base para a confeco da roupa e que esta, fora do corpo, uma superfcie plana, mas que ganha volume quando vestida, tornando-se tridimensional. Assim, alm das medidas de altura, o desenho precisa reproduzir as reentrncias e os relevos do corpo. Veja a seguir alguns conceitos bsicos que iro fundamentar o trabalho do desenho tcnico. Proporo: Refere-se ao equilbrio ideal de tamanho entre as partes que compe um todo. No caso do corpo humano, a cabea estabelece uma relao de proporo com tronco e as pernas. No desenho, a cabea usada como unidade de medida que fornecer alturas e larguras do corpo. Na mulher brasileira, cuja altura mdia fica entre 1,60m e 1,75m, o corpo dividido em aproximadamente 8 cabeas. Simetria: Refere-se semelhana entre os lados direito e esquerdo. De um modo geral, o corpo humano no mantm exatamente as mesmas medidas de um lado e do outro; h pequenas diferenas, muitas vezes imperceptveis quando se olha, mas perceptveis quando se mede. No desenho, o eixo de simetria representado por uma linha vertical que vai da cabea, passando pelo nariz, at o espao entre os ps. 3. 3 Volumes e Concavidades: Referem-se s formas do corpo; suas curvas, reentrncias e relevos. No desenho, so as linhas sinuosas que o representam. Principais linhas do vesturio Ter conhecimento das principais linhas do vesturio faz parte do conhecimento bsico para o profissional de moda que dever se expressar atravs do desenho tcnico. Atravs da histria da indumentria, desde os tempo antigos at os dias atuais, existe uma diversidade muito grande de linhas. Atravs de uma anlise, verificou-se que muitas linhas, diretas ou indiretamente, so derivadas de outras, sejam mais enriquecidas ou mais simplificadas. A linha a silhueta da vestimenta, a qual mostra volume e comprimento. Uma anlise nesta direo dos volumes, e uma verificao das caractersticas e tipologia das linhas, as definies de comprimento e o estudo geomtrico das formas e detalhes; percebemos que a moda recomeou a trabalhar as formas, baseando-se em linhas rigorosamente geomtricas. A tipologia das linhas so indicadas por letras do alfabeto (figuras 1 a 7), formas geomtricas (figuras de 8 a 11) ou com nome de algum estilo (figuras 12 a 14). Linhas caractersticas (que conduz a costura e modelagem) indicam uma determinada sistematizao das partes que compe o modelo (figuras 15 a 18) 1 linha A 2 linha H 3 linha I 4 linha T 5 linha V 4. 4 6 linha X 7 linha Y 8 linha Trapzio 9 linha Tringulo 10 linha 11 linha 12 linha 13 linha 14 linha Camponesa Balon Imprio Charleston Princesa 15- 16 linha Assimtrica 17 18 linha Simtrica 5. 5 O desenho tcnico manual pode ser feito atravs da representao tcnica com a observao de peas prontas, medi-la e utilizar escala reduzida de 1:100 ou 1:50. Sero traadas linhas guia na folha, similares as linhas bases da modelagem, demarcando localizao do decote, ombros, cavas, cintura, quadril, joelhos e tornozelos. 0 Decote Ombro Cavas Cintura Cs Comp. Total Exemplo de esquema para desenho sem a base Outro exemplo O desenho pode ser feito sobre bases a mo livre e cada uma das posies dever evidenciar a linhas, as propores, o caimento, os acabamentos, aviamentos, decotes, fechamentos e todos os detalhes de aviamento necessrios para a leitura e construo do modelo idealizado. 6. 6 Exemplo de base utilizada no desenho tcnico manual 7. 7 2 Nomenclaturas: a estrutura das roupas Hoje em dia, existem infinidades de modelos de roupas no mercado, difcil pensar em algo diferente, parece que tudo j foi criado. Mas quando falamos de desenhos tcnicos, preciso dominar e conhecer todos os detalhes possveis bem como representar graficamente utilizando as tcnicas do desenho manual ou por computador. 8. 8 Exemplo de base com tamanho de modelos estabelecidos 9. 9 2.1 Tipologia das Saias As saias vestem a regio da cintura e do quadril e pernas. Por isso, devem ser desenhadas de modo a indicar a liberao do movimento, o que pode ser obtido por meio de diferentes recursos, tais como fenda, pregas, babados, franzidos, enviesamento do tecido e outros. Saia Reta: Saia Reta - Saia cortada em linha reta, dos quadris barra. muito usada desde a dcada de 40, quando as metragens de tecido econmicas estavam em vigor. Saia God: Cortada de um ou dois pedaos de tecido, a saia god era coqueluche na dcada de 50, quando costumava ser usada com camadas de anguas. muito associada poca do rock n' roll. Saia Franzida: Saia rodada com leve franzido no cs, de maneira a criar pregas suaves. Originariamente parte do traje campons, pensa-se que ela tenha surgido no Tirol, na ustria. Esse estilo popular desde a dcada de 40. Saia Balo: Saia lanada na Segunda Guerra Mundial. Era franzida na cintura e costurada de forma a se curvar em direo aos joelhos, onde era presa por uma tira circular na bainha. Saia Cala: Originariamente calas de operrios franceses, so calas bem amplas. No sculo XIX, era usada para ciclismo. A palavra passou a designar uma saia de comprimento variado que dividida em duas partes, a fim de cobrir cada perna. Na dcada de 30, era bem rodada, tornando menos bvia a diviso. Desde aquela poca, muito popular para ocasies informais, tanto no vero quanto no inverno. Nos anos 60 e 70, verses de saia-cala que iam at o meio da canela, chamadas bombachas, estiveram em moda. Saia Envelope: Saia aberta, em que a frente ou costas, quase duplas no sentido da largura, fecham com um plano sobreposto ao outro. Saia com Pala: Saia com a parte que vai da cintura at o quadril ajustado ao corpo. A pala pode ser dianteira, traseira ou em ambas as partes. Saia Tulipa: Saia franzida na cintura formando um balo que se fecha em direo barra. Saia Rabo de Peixe: Saia com faixa de tecido, geralmente god, costurada no traseiro ou dianteiro parecendo um rabo de peixe. Saia Evas: Saia ampla com movimento a partir do quadril, com corte em crculo ou semi-crculo. Saia Pare: Retngulo de tecido que se ata em torno da cintura, muito usada como sada de praia. Saia Lava Rpido: Inspiradas nos lava rpidos, so montada com tiras de tecidos que deixam as pernas 10. 10 11. 11 12. 12 13. 13 14. 14 15. 15 16. 16 Saia com pala Saia Rabo de Peixe Saia lava rpido 17. 17 2.2 Tipologia das calas Calas Capri: Durante a dcada de 50, eram calas razoavelmente folgadas que se afunilavam at o meio da canela e que se tornaram traje elegante de vero. Receberam o nome em homenagem ilha de Capri, na Itlia, balnerio muito popular na poca. Calas de Ciclista: Calas largas que iam at o meio da canela, geralmente feitas com punhos, os quais estiveram em moda durante a dcada de 50. Calas de Tradicional: Cs na cintura, confortvel. Bolsos chapados na parte de trs, bolso embutido na frente com bolso relgio. Barra convencional, boca reta ou levemente afunilada. Calas Cargo: Inspiradas nos uniformes dos militares dos anos 70, Cs solto cado no quadril Bolsos com lapela ou abertos. Modelagem mais larga. Calas Legging: Ajustada como uma segunda pele, usada na dcada de 80. Calas Fus: Justa em direo ao tornozelo, possui uma tira elstica (estribo) que passa sob o arco do p. Usada na dcada de 50. Calas Cigarrete: Reta, justa e de boca fina. Calas Corsrio: Justa, tapando o joelho Calas Clochard ou com elstico: Larga, franzida por cinto ou elstico na cintura. Ci