Apostila de Libras

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<p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 1/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>ndice Apresentao 1. 2. O que a surdez Os nmeros da surdez 03 04 04 04 04 04 05 05 05 05 05 06 06 07 07 07 07 07 08 08 09 10 34 35 37 38 39 40 41 42 44 45 46 48 53</p> <p>2.1 No Brasil 2.2 No Mundo 2.3 Outros Nmeros 3. Preveno 3.1 Para quem ainda no teve filhos 3.2 Para quem est grvida 3.3 Para quem j teve filhos 3.3.1 Cuidados Importantes 4. Preveno Fatores de Risco 4.1 Para o beb - 0 a 28 dias 4.2 Para a criana - 29 dias a 2 anos 4.3 Para o adulto 5. 6. 7. 8. 9. Nveis de Surdez Comunicao Gestual LIBRAS - Lngua Brasileira de Sinais Conselhos teis no aprendizado e uso da LIBRAS Aspectos lingsticos da Libras (Karin Lilian Strobel</p> <p>6.1 Universalidade 7.1 Lei N 10.436, de 24 de abril de 2002</p> <p>e Sueli Fernandes)</p> <p>10. Alfabeto desenhos de Joo Flix 11. Tabela de Classificadores 12. Sinais Famlia 13. Sinais Cores 14. Sinais Meses 15. Sinais Dias da Semana 16. Sinais Frutas 17. Sinais Alimentao 18. Sinais Bblicos 19. Sinais Animais 20. Sinais Sentimentos 21. Sinais Verbos 22. Agradecimentos</p> <p>__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 2/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>No existe maior barreira que a da comunicao.</p> <p>Voc consegue imaginar-se criana, querendo dizer para sua me que sente alguma dor, sem que ela te entenda. Ou mesmo, voc sentir medo do "bichopapo" e ela achar que voc est com dor de barriga e te dar aquelas gotinhas no copo e dizer: - Voc vai sarar...", mas o que voc realmente est pedindo a sua companhia; ou ainda voc querer dizer o quanto a ama e que ela importante para voc e isto parecer impossvel. A vida do surdo cheia de momentos como estes, desde criana e como adultos tambm. Comeando com o termo "deficiente auditivo", a sociedade trata o surdo como se fosse um incapaz. Conhecemos as necessidades de muitas pessoas com deficincia, mas para os surdos no h condies mnimas de atendimento. Em reparties pblicas, hospitais, lojas e locais adaptados que lidam com questes de acessibilidade raramente h algum preparado para atend-los. O que voc sabe sobre surdez? Aquele alfabeto brasileiro de sinais que voc j deve ter visto quase nada. Voc pensa que a comunicao do surdo daquela forma? Mesmo os profissionais da rea precisam saber mais. Eles sabem sobre ouvido, mas ser que sabem sobre o surdo? Pais e familiares precisam saber o que fazer, afinal de contas um filho surdo no nasce com manual de instrues. Nosso objetivo que o surdo conquiste sua total cidadania. O primeiro passo a informao. O reconhecimento de uma lngua prpria, a LIBRAS j foi uma vitria. Voc tem idia do que LIBRAS? Quero convid-lo(a) a conhecer um pouco mais sobre surdez. Voc vai ficar encantado(a) e ao mesmo tempo surpreso(a). Que tal fazer esta diferena?</p> <p>Material de uso interno para treinamento e suporte No pode ser reproduzido sem autorizao. Copyright 2008 www.surdo.org.br__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 3/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>1. O que Surdez? Surdez o nome dado impossibilidade e dificuldade de ouvir, podendo ter como causa vrios fatores que podem ocorrer antes, durante ou aps o nascimento. A deficincia auditiva pode variar de um grau leve a profunda, ou seja, a criana pode no ouvir apenas os sons mais fracos ou at mesmo no ouvir som algum. 2. Os Nmeros da Surdez 2.1 No Brasil No Brasil, estima-se que existam cerca de 15 milhes de pessoas com algum tipo de perda auditiva. No Censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), 3,3% da populao responderam ter algum problema auditivo. Aproximadamente 1% declarou ser incapaz de ouvir. No Maranho, de acordo com levantamentos realizados pelo IBGE/2000, o nmero de surdos de aproximadamente 200 mil pessoas, enquanto na ilha de So Lus foram registrados 27.922 surdos Atualmente o Brasil atende a cerca de 700 mil pessoas com surdez nos diversos nveis e modalidades de ensino, distribudas entre escolas especiais para surdos, escolas de ensino regular e ONG's. De acordo com a Organizao Mundial da Sade (OMS), estima-se que 1,5% da populao brasileira (2,25 milhes) portadora de deficincia auditiva Em 1998, havia 293.403 alunos, distribudos da seguinte forma: 58% com problemas mentais; 13,8%, com deficincias mltiplas; 12%, com problemas de audio; 3,1% de viso; 4,5%, com problemas fsicos; 2,4%, de conduta. Apenas 0,3% com altas habilidades ou eram superdotados e 5,9% recebiam "outro tipo de atendimento"(Sinopse Estatstica da Educao Bsica/Censo Escolar 1998, do MEC/INEP). No Brasil, empresas com mais de cem funcionrios devem contratar 2% de pessoas com deficincia, com 201 a 500 funcionrios - 3%, de 501 a 1000% - 4 % e de 1001 funcionrios em diante, 5%. 2.2 No Mundo Dados da Organizao Mundial de Sade (OMS) indicam populao mundial apresentam algum problema auditivo. que 10% da</p> <p>2.3 Outros Nmeros Enquanto a reduo do processo de audio entre as mulheres se torna mais acentuado a partir dos 55 anos, aps a menopausa, os homens comeam a sofrer essa degradao, em mdia, j aps os 30 anos de idade. Essa foi a concluso de pesquisadores da Universidade de Dakota do Sul (Estados Unidos), aps realizarem estudo que avaliou de que maneira a idade e o sexo interferem no processo auditivo. Casos de surdez podem ser evitados.Para isso necessrio que se tomem alguns cuidados__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 4/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>3. Preveno 3.1 Para quem ainda no teve filhos Se voc pretende ter filhos, procure um mdico. Ele vai pedir para que voc faa alguns exames. Estes exames podem revelar doenas que nem mesmo voc sabe que tem. Essas doenas podem ser tratadas, evitando complicaes para o seu beb. Uma das doenas que voc no deve ter durante a gravidez a rubola. Ela pode causar surdez e outras deficincias criana que vai nascer. Antes de engravidar a mulher deve ser vacinada contra rubola. Consulte seu mdico. 3.2 Para quem est grvida O principal conselho sempre ter um mdico acompanhando gravidez. Faa o Pr-natal! Voc estar assim diminuindo os riscos de seu filho ter surdez e outros problemas. As condies de sade da me so importantes para se ter um filho saudvel. Se a me tiver doenas, como por exemplo, presso alta, diabetes, rubola e etc., ou fazer uso de drogas e lcool, poder causar danos no desenvolvimento da criana, inclusive a surdez. No tome nenhum remdio sem a aprovao de seu mdico. Seu beb est crescendo e muitos remdios podem trazer srios prejuzos a ele. Evite tirar radiografias! Se houver necessidade disso, conte ao mdico ou ao dentista que est grvida, para que ele possa tomar os devidos cuidados. Informe-se se na sua cidade tem algum estabelecimento que realiza o "Teste da orelhinha". Esse exame pode ser feito em recm-nascidos e detecta se o beb tem algum problema de audio. 3.3 Para quem j teve filhos Quem j teve filhos sabe a preocupao que traz qualquer doena. Quando esta doena deixa um defeito, muito pior. Previna doenas que causem a surdez como meningite, sarampo e caxumba, entre outras. Vacine seu filho contra essas doenas e evite o contato com pessoas doentes. As dores de ouvido devem ser examinadas pelo mdico, porque gripes e resfriados mal curados podem alterar a audio. Diante de qualquer anormalidade, consulte o mdico. Ele vai ajudar a cuidar de seu filho evitando complicaes. 3.3.1 Cuidados Importantes No use "cotonete" na parte de dentro do canal do ouvido, limpe somente a parte externa da orelha. Explique para seu filho que objetos como botes, tampinhas ou mesmo feijes, no devem ser colocados no ouvido, pois podem machucar e prejudicar sua audio. Se voc tem um beb fique atenta(o); Ele se assusta com portas que batem? Olha quando voc chama? Escuta a campainha da casa ou do telefone?__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 5/53Copyright 2008</p> <p>a</p> <p>sua</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>Se ele no reage com esses sons, sinal que no est ouvindo bem. No deixe seu filho em lugares onde o barulho muito forte. Evite brincadeiras com objetos barulhentos, como bombinhas, por exemplo. O excesso de barulho pode prejudicar a audio 4. Preveno Fatores de Risco Qualquer beb recm-nascido pode apresentar um problema auditivo no nascimento ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida. Isto pode acontecer mesmo que no haja casos de surdez na famlia ou nenhum fator de risco aparente. Por isto pea ao pediatra para fazer o Teste da Orelhinha quando seu filho nascer. A audio comea a partir do 5 ms de gestao e se desenvolve intensamente nos primeiros meses de vida. Qualquer problema auditivo deve ser detectado ao nascer, pois os bebs que tm perda auditiva diagnosticada cedo e iniciam o tratamento at os 6 meses de idade apresentam desenvolvimento muito prximo ao de uma criana ouvinte. O diagnstico aps os 6 meses traz prejuzos inaceitveis para o desenvolvimento da criana e sua relao com a famlia. Infelizmente, no Brasil, a idade mdia de diagnstico da perda auditiva neurosensorial severa a profunda muito tardia, em torno de 4 anos de idade. Lembre-se de que ouvir fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Se o exame no foi realizado no nascimento, faa-o agora. Procure o audiologista. 4.1 Para o beb - 0 a 28 dias HISTRICO FAMILIAR - ter outros casos de surdez na famlia INFECO INTRAUTERINA - provocada por citomegalovrus, rubola, sfilis, herpes genital ou toxoplasmose. ANOMALIAS CRNIO-FACIAIS - deformaes que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto fechado) PESO INFERIOR A 1.500 GR AO NASCER HIPERBILIRUBINEMIA - doena que ocorre 24 horas depois do parto. O beb fica todo amarelo por causa do aumento de uma substncia chamada bilirrubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosangneo transfuso MEDICAO OTOTXICAS - uso de antibiticos do tipo aminoclicosdeos que podem afetar o ouvido interno MENINGITE BACTERIANA - a surdez umas das conseqncias possveis quando o beb tem este tipo de meningite NOTA APGAR MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO - Todo beb quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliao que inclui muitos fatores. Apgar era o nome do mdico que inventou o teste. VENTILAO MECNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS - quando o beb teve que ficar entubado por no conseguir respirar sozinho OUTROS SINAIS FSICOS ASSOCIADOS SNDROMES NEUROLGICAS - p.ex.: Sndrome de Down ou de Waldemburg</p> <p>4.2 Para a criana - 29 dias a 2 anos__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 6/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>OS PAIS DEVEM OBSERVAR SE H ATRASO DE FALA OU DE LINGUAGEM - aos 7 meses ele j deve imitar alguns sons; com 1 ano j deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulrio deve estar em torno de 100 palavras MENINGITE BACTERIANA OU VIRTICA - esta a maior causa de surdez no Brasil TRAUMA DE CABEA ASSOCIADA PERDA DE CONSCINCIA OU FRATURA CRANIANA MEDICAO OTOTXICA - uso de antibiticos do tipo aminoglicosdeos que podem afetar o ouvido interno OUTROS SINAIS FSICOS ASSOCIADOS SNDROMES NEUROLGICAS - p.ex.: Sndrome de Down e de Waldemburg INFECO DE OUVIDO PERSISTENTE OU RECORRENTE POR MAIS DE 3 MESES OTITES</p> <p>4.3 Para o adulto Alm daqueles encontrados nas surdez atravs de: Uso continuado de Walkman ou Trabalho em ambiente de alto Infeco de ouvido constante 5. Nveis de Surdez Pelo decreto N3.298 De 20 de dezembro De 1999 Art.4 considerada pessoa portadora de deficincia aquela que se enquadrar em uma das seguintes categorias: A) B) C) D) E) F) De 25 a 40 Decibis Surdez Leve De 41 a 55 Decibis - Surdez Moderada De 56 a 70 Decibis - Surdez Acentuada De 71 a 90 Decibis - Surdez Severa De Acima de 91 Decibis - Surdez Profunda Anacusia crianas, os adultos podem adquirir a outro aparelho com fone de ouvido nvel de presso sonora e acidentes</p> <p>6. Comunicao Gestual Existem vrias formas de comunicao gestual : Portugus sinalizado; Libras; mmica; pantomima, alfabeto manual, comunicao total, bilingismo e outros. 6.1 Universalidade Ao contrrio do que muitos pensam, a lngua de sinais no universal, nem mesmo a nvel nacional existe uma padronizao, inda mais em um pas de grandes dimenses como o nosso. Em uma cidade como So Paulo podemos observar at certos "bairrismos". Grupos de surdos possuem sinais diferentes para uma mesma situao.</p> <p>__________________________________________________________________________________________ Elaborado por Jonas Pacheco, Eduardo Estruc e Ricardo Estruc - V.8.08 Pg. 7/53Copyright 2008</p> <p>CURSO BSICO DA LIBRAS (LNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)</p> <p>___________________________________________________________________________________________</p> <p>7. LIBRAS - Lngua Brasileira de Sinais LIBRAS, ou Lngua Brasileira de Sinais, a lngua materna dos surdos brasileiros e, como tal, poder ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicao com essa comunidade. Como lngua, esta composta de todos os componentes pertinentes s lnguas orais, como gramtica semntica, pragmtica sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos cientficos para ser considerada instrumental lingstico de poder e fora. Possui todos os elementos classificatrios identificveis de uma lngua e demanda de prtica para seu aprendizado, como qualquer outra lngua. Foi na dcada de 60 que as lnguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando ento a ocupar um status de lngua. uma lngua viva e autnoma, reconhecida pela lingstica. Pesquisas com filhos surdos de pais s...</p>