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    CONTABILIDADE INTERNACIONAL (MATERIAL DE APOIO)

    2012.2

    PROF. LAURIMAR VELOSO LIMA E MARCELO RABELO HENRIQUE

  • 1

    Captulo 1 1.1 A importncia da contabilidade internacional para o mercado globalizado 2 1.2 O objetivo da converso de demonstraes contbeis 3 1.3 Contabilidade em moeda estrangeira e converso de demonstraes contbeis 5 1.4 Definio de converso e paridade entre moedas 6 1.5 Padronizao, Harmonizao, Uniformidade e Convergncia de normas

    contbeis 6

    Exerccios 7

    Captulo 2 2.1 Princpios contbeis geralmente aceitos no Brasil e internacionais 11 2.2 Os organismos internacionais responsveis pelas normas contbeis: aspectos

    introdutrios 12

    2.2.1 Orgos reguladores: USA 13 2.2.2 Orgos reguladores: os organismos internacionais responsveis pela

    harmonizao contbil 14

    2.2.3 A harmonizao da contabilidade nos moldes do IRFS no mundo 17 2.3 Orgos reguladores: Brasil 18 2.4 Tipos de moedas 22 2.5 Taxas de converso 23

    Captulo 3

    3.1 Mtodo Monetrio e No Monetrio 25 3.2 Ganhos e perdas na converso TGL: Translation Gain or Loss 28 3.3 Exemplo de converso Mtodo Monetrio e No Monetrio 29 Exerccios 30

    Captulo 4

    4.1 Mtodo do Cmbio de Fechamento 41 4.2 Exemplo de converso pelo Mtodo do Cmbio de Fechamento 41

    Captulo 5 5.1 Mtodo Temporal 46

    Captulo 6

    6.1 Emprtimos e financiamentos em moeda estrangeira 47 6.2 Diferena entre variao cambial e variao monetria 48 Exerccios 48

    Captulo 7

    7.1 Lei Sarbanes-Oxley 51 Exerccios 52

  • 2

    Captulo 1:

    1.1. A importncia da contabilidade internacional para o mercado globalizado

    Nos ltimos tempos, o mundo e a sua economia vivenciou e continua

    vivenciando um processo de mudana irreversvel, denominado globalizao.

    Essa transformao tem sido to grande e se mostra to relevante, que provocou

    alteraes em diversos segmentos da sociedade mundial, tal como empregabilidade,

    educao, esportes, diviso de renda, e desta forma, redefinindo completamente o

    conceito de propriedade e riqueza, provocando desta forma a alterao do ranking

    de prosperidade que existia anteriormente.

    A tentativa de integrao dos pases membros dos blocos econmicos, hoje

    existentes no mundo, a exemplo do Mercado Comum do Sul - MERCOSUL e Unio

    Europia - UE, bem como a expectativa de criao da ALCA, pode ser vista e

    entendida do ponto de vista econmico como a ampliao da atuao das empresas

    e dos mercados onde estas atuam, e conseqentemente a necessidade de bem

    informar os usurios nacionais e internacionais da informao contbil.

    O ambiente internacional vem se alterando em diversos aspectos e se

    tornando mais competitivo e exigente. As organizaes em resposta s novas

    exigncias ambientais e de certificao, esto passando por mudanas profundas

    em sua cultura, em seus processos e muitas vezes em sua forma de atuao,

    provocando assim mudanas nas economias nacionais e nelas prprias em

    especial. Nesse contexto, o movimento de mudanas, o processo de gesto

    empresarial e prpria Contabilidade passam por novos desafios e os seus

    responsveis passam a trabalhar com novos modelos de deciso, tomando a

    Contabilidade como base principal das ferramentas de gesto empresarial.

    H que se ressaltar tambm o grande impacto gerado pelos escndalos

    contbeis envolvendo fraudes em empresas de grande influncia no mercado de

    capitais como a Enron, a Xerox e a empresa de auditoria Arthur Andersen, fazendo

    com que os legisladores e rgos normativos passassem a estabelecer mudanas

    na evidenciao contbil, bem como no grau de exigncia de transparncia na

    postura dos dirigentes.

    A expanso das fronteiras internacionais levou a necessidade da prtica de

    uma nova linguagem, tanto idiomtica (representada por expresses como

    disclusore, cash-flow, controller) como a distinta desta, que a linguagem das

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    moedas entre os diversos pases.

    Como conseqncia das disparidades que as economias (sobretudo as

    inflacionrias) podem gerar nestes relatrios, so apresentados aspectos relativos

    busca pelos diversos rgos normativos para uma melhor prtica contbil que

    atenda as necessidades da empresa bem como os princpios que orientam estas

    prticas, que, ao longo do tempo, fizeram com que a contabilidade venha buscando

    formas de melhor espelhar o verdadeiro valor patrimonial das empresas.

    Na poca de alta inflao algumas regras prticas eram sugeridas aos

    consumidores de modo a no permitir que a moeda perdesse tanto o seu valor.

    Assim sendo recomendava-se no manter dinheiro em espcie, a no ser para

    coisas indispensveis como o cafezinho, a conduo ou alguns trocados para

    gorjetas. Analogamente s empresas buscavam formas de minimizar os efeitos

    nocivos da inflao em seus resultados.

    Economias com alta inflao geram o inconveniente de no ter um padro de

    preos e sua conseqente incomparabilidade de valores. Devido a volatilidade dos

    preos praticados, no h memria prtica para avaliar a relatividade entre os

    valores dos diversos bens negociados. Na poca de alta inflao no Brasil, para se

    analisar valores ao longo do tempo recorria-se a ndices econmicos que

    representassem alguma forma de comparabilidade.

    De forma anloga, outra face da moeda que precisa ser analisada quando

    se fala, na rea de negcios, da apresentao de relatrios financeiros de empresas

    para o exterior. Nestes casos, tm-se unidades monetrias distintas, com taxas de

    correo cambial no necessariamente dependentes o que leva a necessidade de

    um instrumento que seja o reflexo mais fiel dos negcios na outra moeda e que

    atenue as disfunes caractersticas que possam aparecer entre estas.

    1.2. O objetivo da converso de demonstraes contbeis

    Os profissionais contadores, administradores, das entidades de classes e

    rgos reguladores nacionais e internacionais, tm procurado encontrar solues e

    paliativos para eliminar os efeitos que a inflao acarreta para as demonstraes

    financeiras.

    Do ponto de vista das naes que tm investimentos em pases com

    problemas de inflao, seja para consolidao das demonstraes ou para

    simplesmente avaliar desempenhos, tambm se tem procurado uma soluo neste

  • 4

    sentido.

    H um interesse e necessidade de se tratar contabilmente as demonstraes

    financeiras preparadas no exterior. O problema com que se depara, o da

    necessidade de converter essas demonstraes para outra moeda e segundo

    critrios contbeis que guardem uniformidade com aqueles praticados pelo pas de

    origem dos investimentos

    Pode-se destacar entre os principais objetivos para converso das

    demonstraes contbeis:

    Obter demonstraes contbeis em moeda forte, no sujeita aos efeitos da

    inflao

    Durante dcadas, conviveu-se com um sistema econmico altamente

    inflacionrio que, mesmo com o reconhecimento da correo monetria, acarretava

    relevantes distores nas demonstraes contbeis em moeda nacional,

    prejudicando qualquer tentativa de anlise comparativa. Assim sendo, diversas

    empresas nacionais mantinham, para fins gerenciais, sistema de contabilidade em

    moeda estrangeira considerada moeda forte.

    Com o sucesso do Plano real, convive-se com inflao extraordinariamente

    baixa para nossos padres (abaixo de 10% ). Entretanto, com o trmino da

    correo monetria, ao longo do tempo, essa inflao acabar acumulando-se,

    provocando relevantes distores nas demonstraes contbeis. Por esse motivo,

    empresas que mantinham sistema de contabilidade em moeda estrangeira optaram

    pela manuteno do sistema e outras que no possuam esto empenhadas em

    implanta-lo.

    Permitir ao investidor estrangeiro melhor acompanhamento de seu

    investimento, j que as demonstraes convertidas estaro expressas na moeda corrente de seu prprio pas.

    Mais do que nunca verifica-se a entrada de capitais estrangeiros no pas e

    empresas nacionais preparando-se para parcerias com investidores estrangeiros ,

    ou tentando a captao de recursos no exterior atravs da obteno de emprstimos

    ou da colocao de ttulos mobilirios nas bolsas de valores do exterior. Assim

    sendo, para que os investidores possam avaliar o desempenho da empresa e a

    evoluo de seu investimento, necessrio apresentar demonstraes contbeis

    elaboradas na moeda de origem, e de acordo com os critrios contbeis a que esses

    investidores esto acostumados.

    Possibilitar a aplicao do mtodo da equivalncia patrimonial sobre

    investimentos efetuados em diversos pases.

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    As empresas americanas, europias e outras nacionalidades que possuem

    investimentos em outras empresas devem avalia-los de acordo com o mtodo da

    equivalncia patrimonial . Para tanto, necessrio apurar o valor do patrimnio

    lquido contbil dessas empresas em moeda estrangeira, e de acordo com os

    critrios contbeis americanos.

    Possibilitar a consolidao e combinao de demonstraes contbeis de empresas situadas em diversos pases.

    1.3. Contabilidade em moeda forte e a diferena entre converso de

    demonstraes contbeis e contabilidade em moeda estrangeira

    A essncia da contabilidade em moeda forte que todos os valores das

    demonstraes financeiras devem ser divulgados em moeda de poder de compra da

    data de encerramento do ltimo exerccio social.

    As demonstraes so preparadas a usurios externos por muitas empresas

    no mundo inteiro. Embora tais demonstraes co